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terça-feira, 7 de julho de 2015

Das pessoas que escrevem a história do nosso país: Maria Barroso, será uma delas com toda a certeza...

Das pessoas que escrevem a história do nosso país: Maria Barroso, será uma delas com toda a certeza...
Mulher fantástica, esta!
Muitas as palavras as descreveriam, e poucas seriam...

Descanse em paz.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Terça, Flashback XII (Frida Kahlo)

Da minha grande 'convivencia' com a (falta de) saúde, nos últimos dias; trazer Frida Kahlo ao 'flashback' será propositado...


Não, nem faz anos que nasceu, nem que morreu.
Simplesmente apeteceu-me falar dela.Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente fê-la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.




Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954.
Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar -
Frida"Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954

Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA.
Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatómico de abdómen e de pelve.
No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical.
O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.

O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos.
Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a incisão sangrenta feita para a osteo síntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia.
A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tendo segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada.
Na mão direita, ela agita uma bandeirola que dá nome ao quadro.
Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Frida Kahlo

Não, nem faz anos que nasceu, nem que morreu.
Simplesmente apeteceu-me falar dela.
Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente -la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.
Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.
Dizem ainda, que teve uma relação com
Nas suas obras está quase sempre presente a arte e o folclore mexicano.

Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954. Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida sej
a feliz, e espero nunca mais regressar - Frida"

Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954

A Cama Voadora-1932

Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA. Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um m
odelo anatómico de abdómen e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical. O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve ó
ssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.



Árvore da Esperança-1946

O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos. Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a incisão sangrenta feita para a osteo síntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia. A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tendo segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada. Na mão direita, ela agita uma bandeirola que dá nome ao quadro.

Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui

Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ainda Marie Curie, Ainda Sophia de Mello Breyner e Ainda As Mulheres

Não sei se sou eu que as procuro, ou se elas me caem na vida, mas o que é certo, é que estão constantemente a aparecer na minha!
Uma delas é esta, duas mulheres célebres que eu admiro desde miúda, nascerem com um dia de diferença ( em mês).
Bom, tanto admiro Sophia de Mello Breyner, pela sua obra literária, como Marie Curie pelo seu contributo para a ciência.
Ambas foram esposas e mães fantásticas, o que as completa como mulheres e me faz ter ainda mais admiração por elas!
Como já disse num post anterior, para mim a Fada Oriana, foi o clique que me despertou de vez para o gosto da leitura e da escrita. Digo o clique, porque fui educada rodeada de livros e jornais... não me lembro de um único dia em casa dos meus pais em que não tivesse entrado o Jornal de Notícias!
Um dia, num dos meus aniversários, ofereceram-me um livro, que ainda está em casa dos meus pais, e que é de biografias de pessoas célebres... tem muitas, mas na minha memória ficou a de Marie Curie e de Gaudi! Mais tarde vi um filme sobre a vida de Marie Curie e ainda fique mais entusiasmada com a vida daquela mulher... fiquei sempre com a imagem daquela mulher que vestia sempre de escuro, que era completamente desligada de valores materiais e, que tratava a química e a física por 'tu'.
Se não tivesse tirado um curso de engenharia de certeza tiraria de Física Nuclear... era um dos meus sonhos...

É claro que para além destas duas mulheres conhecidas de (quase todos), há outras mulheres ... e homens, mas como estamos a falar de mulheres... que tiveram grande na minha formação académica e como mulher: a minha Mãe, acima de tudo a minha Mãe... um bloque é pouco para falar tudo que quero e sinto por ela... a minha Avó, a mulher que me ajudou a vir ao mundo, para além de muitas outras coisas... a minha Professora da primária e... a minha professora de Física, de quem ainda hoje sou grande amiga.. e ela minha!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Palin, McCaine, Obama, as Poderosas



Dois homens
na corrida à Casa Branca: McCaine e Obama.
Três mulheres na sombra... a fazer-lhes sombra:)

Sarah Palin. As suas declarações polémicas sobre o aborto, o casamento, as energias. Como se não bastasse, a filha adolescente grávida e um marido preso há 20 anos por conduzir embriagado...







Cindy McCain. Passado ligado a drogas, herdeira de um a grande fortuna, apresenta-se na campanha com roupas e acessórios a somar valores superiores a 200 mil euros!







Michelle Obama: Advogada, das três a mais sóbria, o que a faz contrastar com as outras é falada pela sua franqueza, garra e frontalidade.







Os media não perdoam, muito menos os americanos... tudo é motivo para notícia, mesmo a falta dela!

E assim, mais uma vez, as mulheres a 'ofuscar' os homens. Qualquer dos dois, quando chegar à Casa Branca, terá de se esforçar bastante para se manter à tona!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Associação Portuguesa de (In)Fertilidade.

Fazem parte da minha lista de favoritos alguns blogues, cujos assuntos giram em torno da (in)fertilidade.

Já comecei por várias vezes a escrever sobre este assunto e, de todas elas apaguei tudo… vamos lá ver se é desta!

Tristeza, Alegria, Amor, Esperança, Angustia… todo este turbilhão de emoções não me deixam indiferente ao ler estes posts.
Coragem, Força, Querer, Partilha, Cumplicidade
, esses estão presentes nelas e entre elas em qualquer fase, a qualquer hora.

Há sempre uma palavra amiga, na hora em que é precisa… mesmo com a dor delas, tem sempre o ombro disponível para quem precisar!

Elas não imaginam o quanto ajudam as outras mulheres que se mantêm ni silêncio, sem coragem nem força de falar.

E por isto e por o muito mais que elas estão a fazer pro muita gente, não merecem os comentários de que muitas vezes são alvos nos seus post: elas abrem o coração e são alvo de uma crueldade desmedida nos comentários que são feitos aos posts!

Com que 'autoridade' alguém que não sabe o que é a dor de se querer um filho e não conseguir, pode dar como solução a adopção?

Adopção não é planos B para problemas de (in)fertilidade, nem para nada. Adopção é 'engravidar' do coração, como eu li um dia num blogue, que eu gostava muito, mas foi privatizado…

Adopção tem de ser plano A, tal como o é ter um filho biológico… Já chega a estas crianças terem sido privadas de uns pais, de um lar…

Com que autoridade é que dizem a estas mulheres para desistirem de um sonho de uma vida?

Esta partilha de experiências e sentimentos destas pessoas, na sua maioria mulheres, já deu frutos: a APFertilidade- Associação Portuguesa de (In)Fertilidade.


Deixo aqui a minha homenagem a todas essas mulheres, aliás a todos os casais, sim porque as mulheres são as que mais ´dão a cara', mas não são só elas.

Um bem haja para eles e não desistam.

Enquanto há vida, há Esperança!

A imagem diz tudo ( tirada do site da APF).
Nota: Esta imagem, tirada do blogue da APF, só a encontrei depois de escrever o post.. resume tudo... uma imagem vale por mil palavras!


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ingrid Bettencourt



Seis anos de cativeiro, vividos minuto a minuto como se fossem os últimos...
O que será que faz estas pessoas manter a sanidade perante uma provação destas?

Recebeu esta semana um prémio do governo espanhol. Merecido!