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domingo, 26 de setembro de 2010

Pensageiro Frequente, lido

'Ninguém, em verdade, viaja para uma ilha.As ilhas existem dentro de nós, como um território sonhado, como um pedaço do nosso passado que se soltou do tempo.'
( Mia Couto in Pensageiro Frequente)




E está lido, o Pensageiro Frequente. Se não nos esquecermos que se trata de crónicas escritas para uma revista de uma companhia aérea... gostamos. Gostei.

sábado, 7 de agosto de 2010

Pensageiro Frequente

Andava para o comprar há algum tempo.
Foi hoje.
E comprei-o com 20% de desconto.
E comprei mais uns livrinhos.
Agora vou para a cama ler este e depois volto para dizer quais foram os outros.
Será que finalmente vou ler Saramago?


terça-feira, 15 de junho de 2010

Pensageiro Frequente. Eu quero...

É o novo livro de Mia Couto. Acabei de saber pela Laurinda.
Daqui a um mês, cá o teremos, um livros de crónicas, desta vez. São crónicas escritas para a revista Índico da LAM ( Linhas Aéreas de Moçambique).

terça-feira, 1 de junho de 2010

Terça, Flashback X (Mia Couto, o Afinador de Silêncios)


Hoje escolhi para o Terça, Flashback, o post sobre o meu encontro com Mia Couto, de quem sou fã incondicional. Dos livros e do escritor depois de o ter conhecido há uns meses atrás aquando do lançamento de Jesusalem.

Na quinta-feira, antes de sair de casa, passei pela estante e escolhi um livro para levar. Seria uma forma de minimizar a 'eternidade' da espera. Foi sem grande convicção, pois de experiências anteriores sabia que não iria ler uma página que fosse, e do que lesse nada ficaria retido.
Enganei-me. O livro que peguei foi numa e Mia Couto, do qual li dois capítulos e , apesar ~do momento, ainda consegui sorrir. Não fossem as circunstâncias e teria mesmo rido!
E quando o L. chegou ao pé de mim, eu sorria.


E que bem, ele me ajudou a afinar estes eternos momentos de silêncio...

E você Alberto, por onde foi o seu Flashback?


Mia Couto estava apreensivo e confessou-o logo de início, pois estivera a jantar no restaurante ao lado, também na esplanada e tivera frio. Mal chegou à Centésima, receando o frio, disse ele, pediu que a sessão de autógrafos fosse no interior. Admirou-se por ali não ter frio. Atribuiu a causa à presença daquelas pessoas todas.


E pronto, falou do livro, onde se tinha inspirado para o escrever, falou das formas diferentes de português que se fala no Brasil, em África, na Europa.


Falou também, no seguimento de uma questão, da sua apetência para 'inventar ' palavras... e falou do acordo ortográfico.


Chamou a atenção para o facto de na Europa, e quando digo Europa, falo de Portugal, não conhecermos ou desconhecermos mesmo, autores brasileiros e africanos. A situação acontece nas outras partes!


Pouco mais disse, estava preocupado com a sessão de autógrafos, que antevia longa...


Na hora dos autógrafos gerou-se alguma confusão, pois era pouca sala para tanta gente. Mas houve serenidade. Todos estavam ali convictos de que ele não se iria embora sem assinar todos os livros. Assim terá sido. Terá, porque eu vim embora quando consegui os meus três autógrafos e com o livro lido até á página 44.


O livro, tal como os que eu já li, é tão envolvente, que enquanto esperava pela minha vez, o fui lendo... é uma questão de afinar o silêncio.


E a cereja do bolo foi tudo isto ser numa casa secular, onde nos sentimos mais na biblioteca de nossa casa (a do nosso imaginário, claro), que numa livraria. Uma FNAC teria sido muito mais formal... Ainda bem que foi aqui, mesmo com as fragilidades que teve...

Durante a apresentação no jardim/esplanada



A autografar os meus livros



Os livros: 'Um que é para mim e já li até à pág 44; outro para o melhor Pai do Mundo, o meu; e o terceiro para o meu melhor Amigo, Alberto Velez-Grilo... ' foi assim que eu lhe pedi os autógrafos...


segunda-feira, 20 de julho de 2009

De nada, eu é que agredeço

No dia em que fui à sessão de autógrafos do Mia Couto, conheci á o Adalberto. O Adalberto é angolano e está em Portugal a fazer um estágio.

Sei que é angolano porque na apresentação do livro colocou algumas perguntas ao escritor e apresentou-se como angolano.

Há até um episódio engraçado entre ele e o Mia Couto, porque ele falou muito baixinho e ninguém ouviu. O Mia Couto, em tom de brincadeira disse-lhe: 'Nem parece Angolano. Há dias numa conferência disseram-me que os moçambicanos falavam baixo e os angolanos tinham um tom de voz mais alto!'



Quando estava na fila a aguardar a minha vez para autografar os meus livros, ouço uma voz que diz: 'É você ou sou eu?', Levantei os olhos do livro que ia lendo e vi que era o Adalberto. Respondi-lhe: 'Não é importante. Tanto faz.'. Reparei que ele fazia um grande esforço para fotografar Mia Couto com a máquina do telemóvel, enquanto suspirava: 'Não estou a conseguir... está muito escuro...'

Eu, acompanhada da minha inseparável máquina, ofereci-me para lhe tirar uma foto: ' Se quiser eu tiro-lhe uma foto enquanto o Mia Couto estiver a autografar o seu livro.'
'Você fazia isso para mim?!', perguntou-me com um sorriso de orelha a orelha e um brilho nos olhos suficiente para iluminar a sala.
'Claro, não custa nada. Depois dá-me o seu endereço de e-mail eu envio-lhe as fotos.'
'Você fazia isso para mim?!', voltou a perguntar...
'Claro, não custa nada...', respondi.
'Toma, está aqui o meu contacto...' e passa-me para a mão um post it, onde rapidamente, mas cuidadosamente, tinha escrito o endereço de email e o número de telefone. E continuou:
'... você compreende a letra?'.
Sim, compreendo.
', respondi enquanto observava aquelas letras e números quase desenhados de modo a que eu não tivesse dúvidas sobre os noves e os quatros ou sobre os ás ou os dês.
' Estou tão feliz hoje. Consegui falar com o Mia Couto, um dos meus escritores preferidos. Vou ter um autógrafo e agora você vai tirar uma fotografia. É o meu dia de sorte. Obrigado, muito obrigado, mesmo, do fundo do coração.'



E assim foi.
Fotografei o Adalberto ao lado de Mia Couto, enquanto este autografava o livro e um pouco mais adiante com o jornalista do JL a entrevistá-lo.
Quando cheguei a casa, tratei de lhe enviar as fotos. Todas elas ficaram bem e por isso enviei-lhas todas.
Passou o fim de semana e não recebi resposta. Não fiquei muito preocupada porque parti do pressuposto que ele era estudante e que só na universidade teria acesso à internet.o que seria hoje, Segunda-feira. Mesmo assim planeei telefonar-lhe amanhã caso hoje não me respondesse... podia não ter recebido e eu não queria ficar em falta!
Não foi preciso. Hoje à tarde quando cheguei a casa tinha a 'cereja do bolo'. Um email do Adalberto a acusar a recepção das fotos e a agradecer mais uma vez.


Não vou escrever aqui o email, mas estava escrito de uma forma muito emotiva que me fez ver que realmente às vezes 'o nada de uns é o tudo de outros'

Adalberto, eu é que agradeço por me fazer sentir tão bem.

sábado, 18 de julho de 2009

Mia Couto, o Afinador de Silêncios

Mia Couto estava apreensivo e confessou-o logo de início, pois estivera a jantar no restaurante ao lado, também na esplanada e tivera frio. Mal chegou à Centésima, receando o frio, disse ele, pediu que a sessão de autógrafos fosse no interior. Admirou-se por ali não ter frio. Atribuiu a causa à presença daquelas pessoas todas.

E pronto, falou do livro, onde se tinha inspirado para o escrever, falou das formas diferentes de português que se fala no Brasil, em África, na Europa.

Falou também, no seguimento de uma questão, da sua apetência para 'inventar ' palavras... e falou do acordo ortográfico.

Chamou a atenção para o facto de na Europa, e quando digo Europa, falo de Portugal, não conhecermos ou desconhecermos mesmo, autores brasileiros e africanos. A situação acontece nas outras partes!

Pouco mais disse, estava preocupado com a sessão de autógrafos, que antevia longa...

Na hora dos autógrafos gerou-se alguma confusão, pois era pouca sala para tanta gente. Mas houve serenidade. Todos estavam ali convictos de que ele não se iria embora sem assinar todos os livros. Assim terá sido. Terá, porque eu vim embora quando consegui os meus três autógrafos e com o livro lido até á página 44.

O livro, tal como os que eu já li, é tão envolvente, que enquanto esperava pela minha vez, o fui lendo... é uma questão de afinar o silêncio.

E a cereja do bolo foi tudo isto ser numa casa secular, onde nos sentimos mais na biblioteca de nossa casa (a do nosso imaginário, claro), que numa livraria.
Uma FNAC teria sido muito mais formal... Ainda bem que foi aqui, mesmo com as fragilidades que teve...

Durante a apresentação no jardim/esplanada




A autografar os meus livros



Os livros: 'Um que é para mim e já li até à pág 44; outro para o melhor Pai do Mundo, o meu; e o terceiro para o meu melhor Amigo, Alberto Velez-Grilo... ' foi assim que eu lhe pedi os autógrafos...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

É hoje

17/7 (6ª Feira)
12.45h - Porto (Livraria Leitura – Bom Sucesso);
18.00h Guimarães (Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede);
21.30h - Braga (Livraria Centésima Página)
Os livros estão reservados... just in case.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Jesusalém: Calendário do Lançamento



Com a presença do escritor, Jesusalém será lançado de acordo com o seguinte calendário:

15/7 (4ª Feira)
18.00h - Coimbra (Oficina Municipal de Teatro-Rua Pedro Nunes - Quinta da Nora);
21.30h - Viseu (Assembleia Municipal)

16/7 (5ª Feira)
11.00h - Coimbra (Venha Tomar um Café com Mia Couto - Atrium Solum),
18.00h - Vila Real (Museu da Vila Velha);
21.30h - Chaves (Hotel do Forte de São Francisco)

17/7 (6ª Feira)
12.45h - Porto (Livraria Leitura – Bom Sucesso);
18.00h Guimarães (Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede);
21.30h - Braga (Livraria Centésima Página)

18/7 (Sábado)
15.00h - Viana do Castelo (Biblioteca Municipal);
18.00h - Póvoa de Varzim (Diana Bar);
21.30h - Porto (Fundação da Juventude, Rua das Flores,69)

20/7 (2ª Feira)
18.00h - Sines (Centro de Artes);
21.30h - Grândola (Biblioteca Municipal)

21/7 (3ª Feira)
18.00h - Tomar (Biblioteca Municipal)
21.30h - Abrantes (Biblioteca Municipal)

22/7 (4ª Feira)
18.00h - Leiria (Livraria Arquivo – Av. Comb. Grande Guerra, 53)

23/7 (5ª Feira)
19.00h - Lisboa (Edifício Leya – Rua Cidade de Córdova, 2 Alfragide)

'A Vida só sucede quando deixamos de a entender'

Mia Couto


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jesusalém... eu quero ir...

... à Centésima Página, no dia 17 de Julho, pelas 21h30, ao lançamento do livro com a presença de Mia Couto.


É claro que eu quero ir e só não irei se... (aquele Senhor dono do dia de amanhã tiver planos diferentes para esse dia...)


... mas partindo do princípio que vou e vou esperar por esse dia para comprar não um, mas dois livros, autografá-los e oferecer um ao meu melhor amigo... a não ser que ele não queira... mas ele é quem sabe... pode até já ter comprado ;-(

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Jesusalém... próxima compra

Foi assim classificado pela editora Caminho:

“Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa.”
É o mais recente livro de Mia Couto, que a partir de 12 de Julho estará em Portugal.
Minha próxima compra...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quarto com Vista: Leituras (II)

E pronto, Venenos de Deus, Remédios do Diabo está lido.

Não, não é com sentimento de missão cumprida, mas sim de deliciada.
Enquanto lia, ia imaginando uma adaptação para cinema desta obra... que lindo filme não ia dar... feito com a mesma magia do livro, -lo-ia na mesma prateleira do 'A Insustentável leveza do ser', o filme, porque o livro já lá está!

Ficou-me a frase: 'O tempo é o lenço de toda a lágrima'.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quarto com Vista: Leituras

Tenho passado o meu tempo na Vila Cacimba com o Dr. Sidónio Rosa. Aguardamos a chegada de Deolinda e enquanto isso vamos sabendo mais sobre a vila e suas gentes. Não vejo a hora de... chegar ao fim, o que vai ser fácil: metade de uma vez, a outra vai esta noite... difícil é parar...


'Venenos de Deus, Remédios do Diabo'- Mia Couto