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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Papanicolau

Hoje ao almoço a conversa foi para ao exame Papanicolau.
A pergunta foi lançada: 'De onde vem o nome Papanicolau?'.
'Do médico ou cientista que inventou o exame.'-respondi.
Foi então que veio a explicação para a razão de ser do nome:

'Houve uma mulher que em tempos se disfarçou de homem e quis ser Papa. Foi descoberta e a partir daí, todos os aspirantes a papas tinha de se sentar numa cadeira com um orifício no tampo, através do qual um elemento da igreja comprova o sexo do candidato'

Papa Nicolau. Sim houve Papas que se chamaram Nicolau. Tinha lógica!

Chegou à mesa um outro colega, que sem ter ouvido a história a contou novamente.
Do fundo da mesa outro colega disse que Papanicolau era o nome do médico que inventou o exame, que quando foi de lua-de-mel à Grécia passou por um sítio onde a guia disse ter nascido esse médico.
E claro, chegados ao gabinete, vai de tirar as teimas. Google, Wiki e lá está e para minha tristeza: Geórgios Papanicolau, médico existiu, viveu entre 1883 e 1962, era grego e foi o pai da citopatologia.


Então a história da mulher que queria ser Papa, Nicolau provavelmente, não é bem mais engraçada que a do médico grego que esteve fechado não sei quantos anos dentro de um laboratório entre tubos de ensaio e pioetes até descobrir este exame!?

O caricato aqui é que os dois colega que contaram a história da mulher papa, são de países diferentes e o segundo não ouviu o primeiro. Isto significa que a história, que é lenda, é conhecida nos quatro cantos do mundo!
Eu aqui no meu canto não sabia!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

São Martinho, Castanhas e Água Pé




Uma das imagens que tenho de miúda é a de no dia 11 de Novembro ir a casa dos meus avós comer castanhas... cozidas com erva doce! Poucas pessoas gostam de castanhas cozidas. A minha mãe, detesta, eu gosto e o meu avô adorava!
E como o meu avô fazia anos nesse dia, 11 de Novembro, comiam-se castanhas cozidas, cozidas sempre na mesma panela! Eu até acho que essa panela só era usada nesse dia... para cozer as castanhas!
Foi num desses dias, que o meu avô me contou a lenda de S. Martinhopela primeira vez e uqe ficou assim na minha memória, e mais tarde contei na escola:
'Num dia de inverno, de muito frio e chuva, ia S. Martinho a cavalo e viu na berma da estrada um mendigo a tremer de frio. S. Martinho desceu do cavalo, tirou a capa e embrulhou o mendigo nela, ficando ele com frio. De imediato, parou de chover e pôs-se um sol radioso que aqueceu S. Martinho!' A partir daí, por altura do 11 de Novembro, temos sempre uns dias de sol com subida de temperatura.'
Todas as histórias que o meu avô me contava tinham uma moral, na qual eu tinha sempre que pensar. Claro, a moral da história aqui foi: 'Quem pratica o bem, é sempre recompensado!'
Engraçado, lembro-me de imaginar o S. Martinho montado num cavalo preto, com uma capar vermelha debruadas a dourado, pelas costa. Na minha imaginação o mendigo estava sentado na berma da estrada, encostado a uma árvore, com os joelhos junto do queixo e a bater o dente!
E é sempre esta imagem que vejo, quando ouço ou conto a lenda de S. Martinho!
Desde a morte do meu avô que não como castanhas cozidas, porque não arranjo a erva doce ( era a minha avó que arranjava!), porque só eu gosto...
E mais a mais, que piada tinha agora comer castanhas cozidas, sem ser naquela panela, naquela casa e com o meu ao a contar todos os anos a lenda de S. Martinho, com a minha mãe a resmungar e.. pois, cada coisa no seu tempo... o das castanhas cozidas já passou... para mim... se hoje comesse ainda ia descobrir que não gosto!


Pois é, pois é, mas já nem as lendas são respeitadas!
Não é que amanhã vai chover?!