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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pensar Alto...

Houveram pessoas...

Ha-des...

A gente vamos...

Qualqueres...

Nem imaginam como ouvir estas coisas me deixa irrrittadaaaaaaaaaaaaaaaaa!
(e o pior é que cada vez se ouve mais!)

quarta-feira, 10 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Palavras 'Mutantes' VIII

E pois, apesar de há muito não publicar, elas continuam a 'nascer'. Uma das últimas:

'Esta gente quer brutos e fundos'...

É evidente que o que esta gente quer é 'Mundos e fundos'!

domingo, 26 de julho de 2009

Pratos de Conduto

Meu Avô paterno era trasmontano. Minha Avó era Minhota, de Barcelos.
Meu Avô materno era do Porto, de Campanhã e minha Avó do Seixal, com um pai Alentejano e uma mãe espanhola.
Os meus Pais, tal como eu, nasceram no Porto.

E tudo isto porquê?

Porque às vezes uso palavras que o L., o meu marido não sabe o que são e diz que eu invento palavras. Ele é de Ílhavo e viveu nessa zona até vir para Braga.

Realmente o nosso país é muito pequeno em área, mas enorme em diversidade, quer na culinária, nos usos, no clima e na língua(gem). Senão vejamos o caso do pão: molete, papo seco, carcaça, biju... isto só para o que se compra à unidade.
Depois o que eu no Porto comprava como regueifa, aqui em Braga se quiser uma tenho de pedir uma rosca, que no Porto é uma espécie de cacete, mas entrançado...

E tudo isto porque hoje fui a uma loja de louças e pedi 'pratos de conduto'. A senhora da loja ficou a olhar para mim e o L. perante a cara da senhora disse: 'pratos rasos'...

... este termo sempre me foi familiar... o prato principal para mim sempre foi o 'conduto' e os pratos rasos foram 'pratos de conduto'!

sábado, 18 de julho de 2009

Post Twitter

Acabo de ler este título: Britânicos trocam telefonemas por torpedos, redes sociais e Twitter'... e re-lêr.
Ainda com Mia Couto em mente onde também se falou do acorod ortográfico: Vamos nós passar a enviar 'torpedos', ou ele SMSs?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Palavras 'Mutantes' II

Estávamos no nosso 'momento'. Chamamos assim aos momentos em que na secção a conversa numa fracção de segundos descamba completamente...

A conversa chegou às 'caricas', tampas das garrafas. Não me perguntem como, mas o momento alto foi quando saiu a Ribeirice:

'O quê, é tampa de garrafa!? Carica na minha terra é asneira!'

Perceberam a confusão?
Pois, foi o pico do momento... dispersamos e voltamos ao trabalho mais bem dispostos!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Língua Portuguesa

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. -Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Conhecem mais alguma língua em que isto seja
possível?

Quando o Minho e o Alentejo se Encontram

Ao contrário das escolas secundárias, que são frequentadas por alunos de uma determinadas região, na universidade encontramos pessoas de todos os lados!

É curiosa a experiência de conviver com diferentes formas de falar, de estar e até de pensar!
Andava eu no primeiro ano do meu curso e tinha como amigos ( ainda hoje são meus amigos) dois rapazes: um do Minho, o M e o outro do Alentejo, o A.

Est dialogo entre ele, mostra a diversidade da nossa língua, a Portuguesa:

M: Então, você já sabe conduzir?
A: Sei, às vezes conduzo o carro do meu pai, mas tenho de ter cuidado...o posto da guarda é mesmo ao lado de minha casa!
M: E você passa pelos guarda?
A: Tento não passar...tiro o carro da garagem e levo até à frente da casa. Outro dia a tirar o carro dei uma passa, o que vale o meu pai não de conta!
M: Mas você fuma?
A: Eu, fumar?! Claro que não!
M: Mas você disse que deu uma passa!...
A: Ora, uma passa ( risada) ... raspei o carro na parede... é o que isso quer dizer!
M: Ah (risada), na minha terra é fumar...um charro... já estava a ficar preocupado!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sou eu que estou errada?

O nosso Portugal é tão pequenino e tão rico no essencial!
E o essencial não é dinheiro, nem riqueza material!
Uma das nossas grandes riquezas é a nossa Língua Portuguesa, que nós tão mal tratamos! São os pontapés na gramática, são os 'houveram', os 'ouvistes', os 'quaisqueres'.
Um dia destes estava eu, no cabeleireiro a ler uma daquelas revistas cor de rosa...daquelas que ninguém lê, ninguém compra, mas das quais há cada vez mais títulos!...e, dizia eu, comecei a ler a crónica de uma senhora, dita cronista, sobre o Euro 2008. Essa dita senhora tinha estado na Suiça, tinha feito uma reportagem para a dita revista, e estava a lamentar o facto de um senhor lhe ter pedido para tirar uma foto ao lado de um famoso/conhecido português e de seguida lhe ter oferecido dinheiro para publicar a foto, blá, blá...
Ela justificava-se que a revista em causa não era 'dessas' e até se sentia ofendida!
Tudo bem, não é isso que está em questão aqui, o que está em questão é o português da crónica!

O que me fez pensar foi o seguinte:
...., quando haviam máquinas fotográficas apontadas.
Está correcto?
Não será antes: ..., quando havia máquinas...?

Apesar de achar que não estou errada, espero estar, pois quem escreve para milhares de leitores, tem de ter algum cuidado com a gramática!
...já basta o ch ter desaparecido para dar lugar ao x e o k ter entrado pelo nosso português adentro, de uma forma clandestina, através dos SMS...ainda por cima por uma geração que daqui a uns anos vai educar uma outra!
Já estão a ver como vai ser, não estão?
T'asse bem!