
Ainda a propósito do aniversário de
Milan Kundera, lembrei-me do dia em fui ao cinema ver
'A Insustentável Leveza do Ser'.Já sei Alberto, que vai dizer que eu tenho memória de elefante. Mas é depois de ler o
post. Agora diga-me por onde anda. Tenho saudades.
Vi o filme no cinema Trindade, no Porto, no meu Porto, num Sábado à tarde depois de uma frequência.
Tinhamos aulas ao Sábado, porque o nosso querido professor de Tecnologia da Electricidade, não podia prescindir do seu magnífico tacho na EDP e então, só podia dar as aulas ao Sábado. Como se aquelas aulas não pudessem ser dadas por qualquer um. Era o segundo tacho dele!
Lembro-me que esse professor ao Sábado, no fim das aulas tinha sempre o 'caderno de encargos' à espera dele. Explico, segundo as más línguas, os finalistas ( nós éramos caloiros), era a secretária dele, que também era uma amiga especial, já que ele era casado...
Bem, foi um aparte, de que me lembrei de repente.
Voltando ao dia do cinema:
Fomos todos. Éramos muitos, estávamos naquele estado em que exaustão se mistura com alívio. A forma de repor energias, foi ir ao cinema. E foi bom, muito bom.
Aquele cinema maravilhoso, o Trindade, ficamos no balcão, mesmo em frente ao
ecran, sessão da tarde, com pouca gente, num tempo em que pipocas no cinema era coisa de americanos e um filme lindo!
Quando vamos ver um filme depois de ler o livro, é desilusão quase na certa. Este foi um dos 'quase', não desiludiu. Os cenários do filme eram quase os que eu vi ao ler o livro. As personagens tinham as mesmas feições, vestiam-se da mesma forma... perfeito!
Ter conhecido uma outra faceta dos meus colegas, foi outra surpresa boa. Ver aqueles aspirante as a
durões... ainda '
teens' a revelarem-se pessoas sensíveis e bonitas.
Bom, a cereja do bolo, foi que tiramos todos boa nota na frequência. Bem, a minha foi a melhor... tirei 19,5!
Tenho de dizer, pois poucas mais vezes, mais uma ou duas vezes, se tanto, tirei assim uma nota tão alta. É par verem que aquela cadeira só aquele senhor era capaz de a dar e dava tão bem que punha os alunos a tirarem notas destas!
Bem, e você, Alberto, por anda? Você também foi ao cinema naquele dia, ou já não e lembra do
raspanete que levamos porque
não avisamos a pensar que o filme não durava tanto e chagamos a casa tarde?!
Pela Teresa,
pelo Tomás, pela
Sabina e por tudo valeu a pena o
raspanete.