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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

110º Aniversário da Inauguração da Primeira Linha de Carros Eléctricos entre o Cais do Sodré e Algés

110º Aniversário da Inauguração da Primeira Linha de Carros Eléctricos entre o Cais do Sodré e Algés
E hoje o Google brinda-nos com o 110º Aniversário da Inauguração da Primeira Linha de Carros Eléctricos entre o Cais do Sodré e Algés. 

E sem querer sou 'levada' até dias de felicidade, de alegria. Fizesse sol, fizesse chuva, não perdíamos uma oportunidade de fazer o(s) nosso(s) passeio(s) de eléctrico, não em Lisboa, mas no Porto, já   era o eléctrico octogenário, no minímo.
As 'nossas viagens' da Rotunda da Boavista até à Foz eram suficientes para uma, muitas gargalhadas, sobre as 'parvoeiras' que fazíamos e dizíamos. E o mar e o rio sempre presentes...




quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vamos ao Cinema?

01 de Abril, data de aniversário de Milan Kundera, o 'mágico' que escreveu o (um dos) livro(s) que mais me marcou: A Insustentável Leveza do ser.

Lembrei-me do dia em que fui a cinema ver o filme, lembrei-me de muitas pessoas que tenho guardadas no meu coração. Algumas delas ainda as vejo todos os dias, mas só o corpo, pois aquelas pessoas maravilhosas, que eu conheci, como diria um colega de trabalho, são passado, são museu!

Mas o que me deixou com uma lágrima ao canto do olho foi lembrar-me como era ir ao cinema dantes!

Lembram-se:
Como eram as salas? Cada sala era uma sala. O balcão, os camarotes, as frisas… e o 'galinheiro'… havia no Coliseu, era o mais barato!
Dos cinemas? Cada cinema era um cinema. Do Porto, o Coliseu, o S. João, o Trindade, o Batalha… e mais tarde, o Lumière, o Casa das Artes. O principio do fim do encantamento foi o Charlôt, no Brasília, que mesmo assim teve o seu lugar próprio sem tirar o encanto Às salas mais antigas.

E do lanterninha? Perguntem a um jovem de 18 anos se sabe o que é...

Comer no cinema? Não, no intervalo e comia-se na entrada. Agora perguntem ao mesmo jovem qual a primeira coisa que faz depois de comprar o bilhete.' Comprar pipocas', será a resposta!

Agora circulam por aí cópias dos filmes, mesmo antes das estreias, as salas de cinema mais parecem o recinto da feira no final do dia e falam, riem, enviam mensagens…. Se perderem alguma parte depois podem ver a cópia 'sacada da net'!

E agora, o Coliseu quase virou igreja universal do Reino de Deus. O Rivoli foi comprado pelo La Féria e lá podemos assistir aos seus musicais... enfim.

Mas nem tudo é mau. O Fantasporto continua no mesmo sitio, no Cine Teatro Carlos Alberto e nas salas do Lumière... ou também já não?

De resto, como se dizia antes, vai no Batalha, qe o Águia d'Ouro fechou!'

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Insustentável Leveza das Coisas



Ainda a propósito do aniversário de Milan Kundera, lembrei-me do dia em fui ao cinema ver 'A Insustentável Leveza do Ser'.
Já sei Alberto, que vai dizer que eu tenho memória de elefante. Mas é depois de ler o post. Agora diga-me por onde anda. Tenho saudades.

Vi o filme no cinema Trindade, no Porto, no meu Porto, num Sábado à tarde depois de uma frequência.
Tinhamos aulas ao Sábado, porque o nosso querido professor de Tecnologia da Electricidade, não podia prescindir do seu magnífico tacho na EDP e então, só podia dar as aulas ao Sábado. Como se aquelas aulas não pudessem ser dadas por qualquer um. Era o segundo tacho dele!
Lembro-me que esse professor ao Sábado, no fim das aulas tinha sempre o 'caderno de encargos' à espera dele. Explico, segundo as más línguas, os finalistas ( nós éramos caloiros), era a secretária dele, que também era uma amiga especial, já que ele era casado...
Bem, foi um aparte, de que me lembrei de repente.

Voltando ao dia do cinema:
Fomos todos. Éramos muitos, estávamos naquele estado em que exaustão se mistura com alívio. A forma de repor energias, foi ir ao cinema. E foi bom, muito bom.
Aquele cinema maravilhoso, o Trindade, ficamos no balcão, mesmo em frente ao ecran, sessão da tarde, com pouca gente, num tempo em que pipocas no cinema era coisa de americanos e um filme lindo!

Quando vamos ver um filme depois de ler o livro, é desilusão quase na certa. Este foi um dos 'quase', não desiludiu. Os cenários do filme eram quase os que eu vi ao ler o livro. As personagens tinham as mesmas feições, vestiam-se da mesma forma... perfeito!

Ter conhecido uma outra faceta dos meus colegas, foi outra surpresa boa. Ver aqueles aspirante as a durões... ainda 'teens' a revelarem-se pessoas sensíveis e bonitas.

Bom, a cereja do bolo, foi que tiramos todos boa nota na frequência. Bem, a minha foi a melhor... tirei 19,5!
Tenho de dizer, pois poucas mais vezes, mais uma ou duas vezes, se tanto, tirei assim uma nota tão alta. É par verem que aquela cadeira só aquele senhor era capaz de a dar e dava tão bem que punha os alunos a tirarem notas destas!

Bem, e você, Alberto, por anda? Você também foi ao cinema naquele dia, ou já não e lembra do raspanete que levamos porque não avisamos a pensar que o filme não durava tanto e chagamos a casa tarde?!


Pela Teresa, pelo Tomás, pela Sabina e por tudo valeu a pena o raspanete.

sábado, 6 de setembro de 2008

Os Filhos da Droga

Quem não se lembra do livro, que mais tarde virou filme 'Os Filhos da Droga'?
Christiane F. tornou-se uma heroína dos jovens das décadas 80/90 graças ... à heroína!

Os jovens pediam os livros emprestados entre eles, os pais e professores incentivavam-nos a lê-lo e em algumas aulas conversava-se sobre o assunto.

Christiane F., entrou no mundo da droga aos 13 anos. Por arrasto, devido à necessidade de ter dinheiro para a droga, acabou na prostituição.
Depois de muita luta e sofrimento, a menina é tirada da rua, é tratada e fica livre da droga.
Exemplo de muita luta, de muita coragem e acima de tudo um alerta dos malefícios da droga... grande flagelo dessa época!

Nunca mais ouvi falar de Christiane F., até há uns dias atrás no JN, li um artigo de uma página, onde é relatada a sua vida depois da (não) cura! A menina, que se transformou em mulher, ficou rica, graças aos direitos da venda do livro e do filme, reformou-se, casou, teve um filho, separou-se, voltou à droga várias vezes e neste momento está doente a fazer tratamentos de hemodiálise e o tribunal tirou-lhe a custódia do filho por negligência!


E foi a isto que chegou uma das heroínas da minha geração... afinal era uma heroína com pés de barro!