Havia de ser comigo! Eu!? Jamais.
Pois muitas vezes temos 'saídas' como esta, que por acaso vão diminuindo à medida que a idade avança. Porque será?
Fácil, porque mais cedo ou mais tarde acabamos por ser confrontados com situações reais e fazemos exactamente o que dias, semanas, meses, até anos; antes havíamos negado com todas as certezas.
Eu dizia que nunca pintaria o cabelo. Pois foi só aparecer as primeiras brancas e a 'tintinha' entrou logo em cena.
Café. Viver sem café? Impossível! Eu não vivo sem a minha meia de leite de manhã, o meu café a meio da manhã e o café depois do almoço, esse é que nunca, jamais! À custa disso já paguei pequenas fortunas por cafés durante viagens aos estrangeiro...
Pois e se me dissessem que eu estaria desde Sexta-feira ao almoço sem tocar em cafeína, nem eu acreditaria!
Mas podem crer que é verdade. Bastou um café, muito ranhoso, amargo, tomado no bar da empresa, para me deixar num estado tal, que estou sem coragem de tocar no café! Nem a dor de cabeça que isso, a falta de cafeína aliada à má disposição provocada pelo café, me visitou durante o fim-de-semana todo!
Só de pensar em café ficava com náuseas. Entretanto as náuseas passaram, a dor de cabeça também e esta será a oportunidade de reduzir ao nível de cafeína.
Espero amanhã já retomar à meia de leite e mais tarde ao café depois de almoço, não no bar, mas em almoços fora da empresa.
Ontem ao almoço senti-me uma ave rara, quando respondi que não tomava café e todos olharam para mim como se estivessem a ouvir a maior aberração alguma vez dita!
Quadro de Jean Béraud, artista impressionista francês (São Petersburgo, Rússia, 12 de Janeiro de 1849 - Paris, França, 4 de Outubro de 1935)