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domingo, 2 de setembro de 2012

Pai

Pai fez anos no dia 22 do mês passado. Como andava na passeata por terras de França, só hoje estivemos juntos.
Almocinho a seu gosto, bacalhau no forno, e pudim de sobremesa.
Saiu daqui deliciado e feliz.
Eu também fiquei por cá, a ganhar coragem para ir lavar cortinados... feliz.

Gosto tanto de ti, Papá!

E fico com uma lágrima no canto do olho quando te pergunto se queres ir correr a meia-maratona do Porto e tu me respondes:
-Não!
O que tu querias dizer era 'Sim', o teu corpo é que já diz que não!

E o L., ainda diz: 'Vamos os três, ao menos para viver o ambiente e trazer a t-shirt.'
Tu responde que não, nem assim!

E como te compreendo! Ver outros fazer coisas que gostamos de fazer, já tanto fizemos e que não podemos mais por limitações fisícas... deve ser lixado!

É por isso que não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje. Pode não haver 'amanhã', ou simplesmente o 'amanhã' trazer-nos surpresas.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Jantar de Natal em Família

E no Sábado passado, com muito agrado, a história repete-se. O jantar de Natal em família. Uma das famílias que a vida me deu e que eu amo do fundo do coração.

Poucas mudanças

Das poucas mudanças, o vinho, uma 'pinga' espanhola com 14º

O café, desta feito com pó da Republica Dominicana.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A minha Avó

É esta a mulher que me trouxe ao Mundo, num chuvoso Domingo de Páscoa. Dela tenho muitos genes, dos bons e dos maus. Uma mulher que não sabia viver no meio termo, o bom era muito bom e o mau, muito mau.

Nós somos mesmo assim.
Ela agora está lá em cima, a olhar por mim, como sempre o fez, mesmo quando longe, enquanto esteve cá por baixo.

E tudo me é tão mais fácil , sabendo disso... tudo se torna possível!

Adoro-te, velha teimosa!

Esta foto foi tirada no dia em que fez 91 anos!

domingo, 4 de abril de 2010

Domingo de Páscoa



Soleiras floridas, portas abertas , vários grupos de pessoas com as cruzes (Compasso) a saltar de casa em casa, salvas de foguetes vindas de todas as direcções e... animais, cães principalmente, desorientados a atravessarem-se na frente dos carros, tal era o pânico.

Cá os meus focinhos, estavam de tal modo stressados, que nem os ossinhos fumados que lhes comprei os acalmaram.

'Caramba, como será que foi festejado este dia há (quase) 2000 anos? Naquela época não havia foguetes, ou havia?!'-mandei eu a pergunta para o ar, enquanto ia de carro com a minha Mãe.

'Não sei.'-respondeu ela, e usando um pouco do seu sentido de humor, continuou: 'Eu não estava lá. Mas olha que no dia em que tu nasceste, houve muitos foguetes, como hoje.'-continuou.


'Pudera, era Domingo de Páscoa, como hoje!-respondi.


(Sim nasci num Domingo de Páscoa. Calma, não faço anos hoje. Falta pouco, mas ainda não é hoje.)


Seguindo a conversa com o meu aniversário, e fazendo contas, a minha Mãe concluiu que, para além de não estar comigo nesse dia, só vai estar comigo em Maio!

Isto porque vai ela viajar primeiro, eu depois, e ela novamente...

Comentou ainda que o meu Pai quando se apercebeu, ficou um bocado desolado ( e voltou a falar do assunto ao almoço), mas que para ela, o não me ver no dia do aniversário era pouco relevante, relevante sim, seria estar tanto tempo sem me ver...


Eu e a minha Mãe, sobre datas festivas, temos uma opinião muito própria, que pode soar a frieza, mas é assim.

Não temos tradições com nenhuma data em especial. Connosco, somos contra aliás, as tradições de numa data ir a um sítio, comer um determinado prato, estar com alguém... não funciona!

As datas são assinaladas, quando achamos que o devemos fazer, sempre de formas diferentes, com as mesmas, ou outras pessoas, de acordo com as nossas vontades.


E isso é bom.

Não há o 'antigamente neste dia, estávamos com este, ou aquele', muito menos o hábito de nos juntarmos só porque é Páscoa, aniversário. Juntamo-nos sim, porque queremos, porque sentimos necessidade de estarmos juntos independentemente da data, dia e hora...


E, ironia do destino, os nascimentos na família são quase todos em datas que não se esquecem facilmente: Páscoa, dia de São Martinho, Carnaval...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia de S. José

Há pouco, quando falava com a minha mãe ao telefone, ela recordou, a propósito do dia de hoje, o dia de S. José:
No ano em que eu nasci, este dia foi a um Sábado. Os meus pais a propósito da feira de ano na Santana, que fica perto da casa onde moravam à época, em S. MAmede de Infesta; organizaram um almoço de família.
O almoço foi sável, peixe da época e muito apreciado pela minha família, ou não fossem quase todos nascidos e criados junto ao rio. Cozinharam-se três peixes enormes daqueles. Como não sei. Das muitas vezes que ouvi esta história nunca o pormenor da confecção do peixe foi referido.
Depois do almoço, lá foram todos, a pé, mesmo a minha mãe, super grávida, à festa comprar regueifa e fogaça para o lanche.
Estava toda a família já reunida em casa, novamente, em volta da mesa quando veio à baila o sexo do bebé.
Todos davam palpites, mas todos queriam um rapaz, excepto a minha avó paterna, que apesar de já ter uma neta, queria outra rapariga. Ela adorava meninas. Não sei se pelos laçarotes se porquê, mas que adorava, adorava. E a prova disso é que só desistiu, à quinta vez, quando nasceu a menina, já ela contava 44 anos... velha à época para ser mãe, chegando a passar por avó da filha muitas vezes!
Mas voltando À história, entraram no campo das apostas. O meu avô materno, apesar de torcer pelo rapaz, dizia que era uma rapariga. O marido da prima Ermelinda, dizia que era um rapaz. De tão convictos que estavam, cada um na sua certeza, decidiram apostar 50 escudos, que ficaram à guarda da minha mãe na bomboneira da sala de jantar.

No dia 10 de Abril quem ganhou fui eu. O meu avô ganhou a aposta e abriu a minha primeira conta bancária com eles.

Feliz dia Papá

Não há que inventar sobre o assunto.
Pai é Pai e o que há para dizer resume-se sempre ao mesmo:

Feliz dia Papá.
Gosto muito de ti.
És o melhor Pai do Mundo!

domingo, 24 de janeiro de 2010

E hoje foi dia de festejar...


E hoje foi dia de festejar o aniversário da D. Odeta. Ao contrário do meu Pai, a minha Mãe começa a lidar mal com a idade. Enquanto o meu Pai faz tem um grande orgulho na idade que tem e no que é capaz de fazer. Correr 20 km de 2 em dois dias não é para qualquer um, muito menos para quem já apagou 71 velas.
Mas estava feliz a minha Mãe. Estava feliz eu... estávamos todos felizes.
Quero-te ver soprar as 70.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Parabéns querida Prima

Se há pessoas de quem eu gosto neste Mundo, uma delas é da minha Prima Paula. É das poucas que tenho, já que a família é pequena, mas entre nós existe um amor, uma cumplicidade inexplicável.
Estamos anos sem nos encontrarmos e até sem falarmos. Ultimamente temos falado três vezes ao ano: no dia 24 de Dezembro, véspera de Natal; no dia 10 de Abril, dia do meu aniversário e no dia 2 de Novembro, dia do aniversário dela!
Hoje foi um dos dias em que falamos. Falamos como se não nos falássemos desde a semana passada, como se nos encontrássemos todos os fins de semana, como antigamente quando nos encontrávamos na casa dos avós e mais tarde, já adolescentes passávamos temporadas na casa uma da outra.
Hoje falamos, falamos da filhota dela, do aniversário dela e de nós, muito de nós, das saudades que temos um da outra e são reciprocas!
E só estamos a 50 km uma da outra! Irónico, incompreensível... é o que faz deixarmo-nos levar pela corrente do dia-a-dia...

E entre nós a química é tal, que sentimos quando a outra não está bem! Muitas vezes disse ao L.: ' Tenho saudades da minha prima, ela está a precisar de mim, ela não está bem!'
Foi numa época em que estivemos sem nos falar, nem mesmo nos aniversários. Perdemos o contacto uma da outra. Quando falava com a minha tia, ela dizia que ela estava bem. Eu não acreditei... e não acreditei com razão. Ela estava a passar por um processo de divórcio violento com toda a gente contar ela, simplesmente porque se quis separar e 'não tinha razões para tal', dizia a família!

Agora está bem, com a filhota e de bem com a família...

Quando casei foi a ela que ofereci o meu ramo de noiva e ela ainda o tem guardado numa caixa, disse-mo hoje!
E a minha prima não é como eu, coleccionadora de lixo, no bom sentido.

Foi tão bom sabê-lo!
Um dia destes vou ter com ela. Tenho muitas saudades dela. Disse-lho hoje! Ela disse-me o mesmo! E, tal como ela disse: 'devem ser muito fortes, para tu o dizeres...' e tem razão, é que quando digo, sai cá do fundo!


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nossa Senhora de Campanhã

Da Wiki
Conta a lenda que em 1722, um ano de grande seca, os habitantes de Campanhã fizeram uma procissão em honra a nossa Senhora. A imagem caiu do andor e partiu uma mão e no local da queda brotou água no dia seguinte. A fonte que então nasceu existe ainda na Rua de Bonjóia, com algumas alterações depois da construção da Via de Cintura Interna do Porto. Existe também um cruzeiro em memória do milagre e uma capela que foi inaugurada em Julho de 1967, perto da mesma fonte
.(foto retirada da net, daqui)

Conta-se esta mesma história na minha família, não oriunda de lá , mas a viver lá há mais de cinquenta anos. Lá nasceram a minha mãe e o irmão. Ela casou na igreja matriz de lá, onde está a Senhora de Campanhã.


Contava-se nas conversa de serão, que neste dia, 8 de Setembro, dia da Senhora de Campanhã, o meu avô, o Chefe Reis, comprava uma melancia, em volta da qual toda a família se reunia para a comer. Era a forma de festejar o Dia da Senhora de Campanhã, o que acontecia no terreiro da casa da minha bisavó.

Nunca presenciei nenhuma destas reuniões, pois acabaram depois da morte da minha Bisa, que faleceu em meados da década de 50.

Foi a minha Mãe quem me alertou para o facto de ser Dia da Senhora de Campanhã, hoje, 8 de Setembro. Estava nostálgica, ela. Ficou depois de falar ao telefone com a tia dela. De todos os que se reuniam para estes festejos, e depois de Avó ter partido o ano passado, são as única que restam.



quinta-feira, 19 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

O 'Pimentinha' Faz Nove Anos

Como é lugar comum dizer: 'Parece que foi ontem, que te vi pela primeira vez....'.
Pois aqui aplica-se, mas hoje, o Pimentinha, o meu segundo afilhado faz NOVE anos.
Quer de prenda de aniversário um equipamento completo do Braga.
Aqui a madrinha, com os seus conhecimentos, arranjou mesmo um igualzino ao dos meninos da escolinha de futebol... Vai delirar e diz mais uma vez: ' Como é que a minha madrinha adivinhou?'
É que a madrinha é que é boa...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O Avô Reis

Hoje, quando falava ao telefone com a minha Mãe, diz-me ela no seguimento de uma conversa:
-Ainda hoje disse ao Pai: 'Já nos conhecemos há mais de cinquenta anos! Sempre resmungamos, mas agora estamos cá uns resmungões!
Ri-me, pois se há coisa que de que a minha família se pode gabar é da resmunguice. Só o Avô, o Reis, escapava a esta 'patente'! Mas é que é de lado a lado...
O Avô, o Reis, esse era a pessoa mais calma que eu já conheci. Nunca o ouvi falar alto, nunca o vi irritado com nada nem com ninguém! Não sei se será bom ou mau. No caso dele talvez tenha sido mau, pois começou a sofrer de depressões ainda não tinha cinquenta anos e nunca mais delas se separou! Era um Homem, estranho, diferente. Deve ter sofrido muito, mas para ele, pois sempre se pôs em cima de um pedestal e do cimo dele comandou a família... até uma certa altura.
Este Homem tem uma história de vida diferente, chamemos-lhe assim.
Filho de um segundo casamento da mãe, do qual havia uma irmã, também. Do primeiro casamento havia um irmão, o tio Durval, era assim que todos se referiam a ele. Era mais velho que o Avô quase vinte anos, e para o Avô era como um pai, o pai que ele mal conheceu, pois faleceu quando o Avô tinha cinco anos.
A mãe do Avô, faleceu, tinha o Avô quinze anos. Suicidou-se. Não aguentou a pressão da dividas e pôs termo à vida com remédio do escaravelho, contava a avó, que também não a tinha conhecido.
A mãe do Avô, que se chamava Josefa, era rica, muito rica, por casamento com o pai do Avô. Do sítio onde moravam, era dona de quase todas as casas, o que na época era sinal de riqueza. Com a morte do marido, não soube gerir os bens e, não aceitando a ajuda do tio Durval, começou a pedir dinheiro, dando as casas como caução. Claro, que como não pagava, perdia as casa. Naquele tempo era assim...
Sobrou uma casa, que não pôde ser vendida porque era herança do Avô e da tia Palmira, a irmã. Tinha sido presente das tias gémeas do Avô.
O Avô, se pai nem mãe e sem dinheiro, aos quinze anos, foi trabalhar como carpinteiro. Ficou a viver na casa dele e da tia Palmira, que mais velha que ele, entretanto casara e fora viver para o Ilhéu. Não, não é no Brasil, é um bairro na zona de Campanhã que se chama(va) assim.
Um dia conheceu a Avó, filha de um Alentejano e de uma Lisboeta de origens espanholas, que haviam no início do século, o passado, emigrado para o Porto atrás de um emprego na 'fábrica das garrafas', a Barbosa e Almeida.
Namoraram, e casaram numa tarde de Setembro de 1940. Foi um namoro rápido e sempre vigiado. Mesmo assim a Mãe nasceu em Janeiro do ano seguinte. Passaram fome, muita fome, conta avó, era guerra e havia pouco trabalho!
O Avô, que para a época era um homem já com alguma escolaridade, apesar de trabalhar como carpinteiro, um dia resolveu concorrer para a polícia. Passou nos testes todo, mas não foi admitido: era alto e magro demais. Tinha 1,90m de altura. Hoje um homem com 1,90 é alto, imaginem na década de 40!
À segunda tentativa conseguiu, com a ajuda do tio Durval, que tinha uns amigos influentes e ajudaram!
Contava a Avó que o Avô dizia que só aceitava porque queria dar uma vida melhor à família. Era contra os princípios dele aceitar estas coisas!
Bom, aceitou, melhorou de vida, entusiasmou-se e recomeçou a estudar. Foi promovido, foi destacado para Viseu durante dois anos, voltou com uma patente mais elevada e aos 40 anos era subchefe.
Contava muitas histórias de quando estava na polícia. Dele fardado não tenho recordações, só em fotos.
Sempre fui uma boa ouvinte de histórias. Há até histórias da família que só eu sei! Às vezes dou comigo a contá-las aos meus pais e qual não é o meu espanto quando descubro que eles não as sabem!
Do meu Avô sei muitas histórias. Contava-mas ele no adro da capela de S. Pedro, no Verão, naquelas noites de Céu estrelado. Como eu gostava de ir para casa dos Avós no Verão. E que bom era ir para o adro da capela à noite ver as constelações! Enquanto olhavamos para a ursas, a menor e a maior, ele lá me ia contando as histórias. Para todas as histórias dele havia uma moral, aliás, ele tentava tirar sempre a moral de tudo porque fazia ou dizia!
Está a fazer-me muito bem estar a escrever estas palavras sobre o meu Avô, mas já vai longa esta conversa e, não querendo abusar do tempo de quem me está a ler, com a promessa de voltar a falar do meu Avô, termino aqui esta partilha.
E já viram onde veio parar a conversa?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coisas de Natal:Consoada (Antecipada)

No Sábado, foi o primeiro Jantar de Natal de Família, ou antes, Noite de Consoada, aquela parte de Família que a vida nos oferece e que é tão boa!
Pois fui jantar a casa dos meus compadres. Todos os anos o fazemos uns dias antes do NAtal... este ano até fizemos dois: um primeiro cá em casa a que chamamos pré-Natal, este, e o de Sábado em que houve troca de prendas.
Ambos correram muito bem. O primeiro acabou a ver o filme Polar Express e o segundo a trocar prendinhas, para alegria da miudagem!
O meu compadre, que anda todo entusiasmado com a blogosfera e com as máquinas de fazer pão, decidiu fazer a reportagem do jantar e publicar no blogue do pão , do qual somos membros.
Está tão bem feita a reportagem e como o que está feito não é preciso voltar a fazer, aqui está o relato de uma verdadeira Noite de Consoada, nas palavras do Montélio:

Este ano foi diferente: teve reportagem apurada. Aqui vos deixamos reflexos dessa noite.


Verifiquem na primeira foto os elementos pão e vinho. O primeiro trata-se de um exemplar eléctrico já muito famoso e sempre gostoso (é devido a este que me permitem publicar aqui "ceninhas"). O segundo elemento é o vinho de Colares. Para quem não se situa, Colares fica pertinho de Sintra. É lindo de se ver e também de se beber com prazer. Foi colhido precisamente lá, na Adega Regional de Colares, para onde vão todas as uvas daquela pequena região demarcada. A foto seguinte foi tirada mais de perto da garrafa.


Vou-vos transcrever o que dizia no rótulo traseiro da mesma:

Demarcada em 1908, a região de Colares ainda hoje produz as suas uvas sem recorrer aos porta-enxertos americanos. Em pleno Parque Natural de Sintra-Cascais, nas manchas de areia de duna, entre a Serra de Sintra e o Oceano Atlântico, encontram-se as pequenas vinhas trabalhadas artesanalmente. A casta predominante neste admirável vinho é a 'Malvasia de Colares', a qual, juntamente com o tipo de solo e o sistema de condução das videiras, origina um produto exclusivo desta Região Demarcada. Deve ser servido fresco e acompanhar preferencialmente pratos de peixe. Foram produzidos 4800 garrafas, cabendo esta o n.º 1296.

Ora precisamente, que melhor peixe que um riquíssimo bacalhau com todos para acompanhar com tão distinta pinga! Podem verificar na foto seguinte o que acabo de escrever.
O Bacalhau trouxe um amigo: o polvo. Simpático... e regado com molho quente, feito com azeite de Moura e alhos de Mondim de Basto.

Acabadas as tertúlias do bacalhau vieram os doces. Ora vejam...


Em primeiro plano está um pudim de laranja que quem o come nunca mais o esquece.

E por fim, um café à maneira, de balão (deu-se folga à Nespresso), acompanhado de uma fatia de bolo rei da padaria de Dume ou de uma telha (ver a foto seguinte, ao lado da máquina do café), da pastelaria VilaVerdense (experimentem... já são famosas em Évora).


Para a reportagem ficar completa falta dizer que foram utilizados instrumentos da casa CARDONA da Covilhã. Boas recordações...

A todos umas Boas Festas. E, acrescento eu agora, que tenham uma Noite de Natal tão bonita, tão harmoniosa, tão tudo de boa...no mínimo, como foram estas duas noites, que foram PERFEITAS!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Visitas...

Hoje tenho visitas... não no blogue, quer dizer, no blogue também, mas estou-me a referir a visitas à moda antiga... pessoas cá em casa a... visitar-nos!
Espero uma noite bem passada. São os meus compadres que vêm cá jantar. Não são da família, mas são como se fossem... com o li algures um dia destes... os amigos são a família que a vida nos dá... e muito , mas mesmo muito... melhor que as dos genes! Combinamos que ia ser um jantar pré-Natal: sem prendas, mas claro, nesta época já é inevitável um bolinho rei, uma aletria, uns figos secos, enfim, umas bombas calóricas!
O jantar de Natal, o que fazemos sempre com eles, até para dar as prendinhas ao meninos, este ano é na casa deles... fizeram obras e querem comemorar... está linda, a casa deles, mas essa parte não é o que conta para o jantar, o que conta mesmo é estarmos juntos, pois passamos sempre bons momentos juntos, independentemente de casa renovada ou não... saúde e boa disposição é que se precisa!
Bom, vou preparar as coisas... não gosto de por as visitas a trabalhar, e se eles chegam e estão coisas por fazer, eles começam a ajudar e ...não quero!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

São Martinho, Castanhas e Água Pé




Uma das imagens que tenho de miúda é a de no dia 11 de Novembro ir a casa dos meus avós comer castanhas... cozidas com erva doce! Poucas pessoas gostam de castanhas cozidas. A minha mãe, detesta, eu gosto e o meu avô adorava!
E como o meu avô fazia anos nesse dia, 11 de Novembro, comiam-se castanhas cozidas, cozidas sempre na mesma panela! Eu até acho que essa panela só era usada nesse dia... para cozer as castanhas!
Foi num desses dias, que o meu avô me contou a lenda de S. Martinhopela primeira vez e uqe ficou assim na minha memória, e mais tarde contei na escola:
'Num dia de inverno, de muito frio e chuva, ia S. Martinho a cavalo e viu na berma da estrada um mendigo a tremer de frio. S. Martinho desceu do cavalo, tirou a capa e embrulhou o mendigo nela, ficando ele com frio. De imediato, parou de chover e pôs-se um sol radioso que aqueceu S. Martinho!' A partir daí, por altura do 11 de Novembro, temos sempre uns dias de sol com subida de temperatura.'
Todas as histórias que o meu avô me contava tinham uma moral, na qual eu tinha sempre que pensar. Claro, a moral da história aqui foi: 'Quem pratica o bem, é sempre recompensado!'
Engraçado, lembro-me de imaginar o S. Martinho montado num cavalo preto, com uma capar vermelha debruadas a dourado, pelas costa. Na minha imaginação o mendigo estava sentado na berma da estrada, encostado a uma árvore, com os joelhos junto do queixo e a bater o dente!
E é sempre esta imagem que vejo, quando ouço ou conto a lenda de S. Martinho!
Desde a morte do meu avô que não como castanhas cozidas, porque não arranjo a erva doce ( era a minha avó que arranjava!), porque só eu gosto...
E mais a mais, que piada tinha agora comer castanhas cozidas, sem ser naquela panela, naquela casa e com o meu ao a contar todos os anos a lenda de S. Martinho, com a minha mãe a resmungar e.. pois, cada coisa no seu tempo... o das castanhas cozidas já passou... para mim... se hoje comesse ainda ia descobrir que não gosto!


Pois é, pois é, mas já nem as lendas são respeitadas!
Não é que amanhã vai chover?!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Victor, Puto Reguila


Estava eu a jantar e a olhar para as tigelas da marmelada, que estão em cima da mesa a secar.
Lembrei-me, então, de uma história que o meu pai conta muitas vezes e mostra o quanto nos dias de hoje nos podemos dar por felizes!

Os meus avós paternos sempre foram pessoas de parar pouco tempo no mesmo sitio: viveram na Foz, em Campanhã, no Freixo, enfim andaram pela cidade toda ao ritmo que iam arranjando emprego. Ele como jardineiro e feitor e ela como cozinheira e governanta, mais tarde.

Um dos sítios onde eles viveram, foi na quinta da Concórdia, a fábrica das Farinhas Harmonia, nas margens do Douro, logo a seguir ao Palácio do Freixo.

Durante um bom par de anos viveria lá na casa do feitor. Lá também viviam os donos da quinta, a família Lage. Essa família tinha um filho da idade do meu pai, mas que, como menino rico da época, era super protegido e, então quando fazia algo fora do habitual, as coisas corriam mal!

Pois, foi o que aconteceu num desses dias. Estava ele, o meu pai e o meu tio no pátio a brincarem quando a empregada lhe veio trazer o lanche: Pão com marmelada!

O meu pai olha para o pão e pensa: 'Afinal isto é que é marmelada! Foi a minha mãe que fez e eu não como?!' Miúdo reguila da época, olha para um muro que tinha sido derrubado por um camião da farinha e, virando-se para o Luizinho:

- Ó Luizinho, vamos brincar para ali?
- Não me apetece.-Responde o Luizinho com ar de enjoado, enquanto vai comendo o pão como se estivesse a fazer um frete.
- Não queres vir, porque não consegues andar em cima dele direito… não te seguras!
- Seguro pois, só que não me apetece…
E lá continuaram naquela lenga lenga, até que o outro se convenceu que tinha de provar ao meu pai que era capaz. Salta para cima do muro e ao primeiro passo acontece o que o reguila do Victor queria: o Luizinho desequilibra-se, cai abaixo do muro, ele para um lado, o pão para o outro e, quando olha para os joelhos a sangrar, desata aos berros e vai a correr para dentro de casa a chamar pela mãe.

E o Victor? Esse, que nunca havia perdido de vista o pão com a marmelada, corre para o apanhar, senta-se na beira do muro e… foi um lanche e peras!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Parabéns a Você


Olá Avó,

Tu hoje fazes anos, 92 anos.
Lembro-me de ti e de todas as histórias que me contavas... as da tua vida... da nossa vida...
Esta contaste-ma há alguns anos... eu já a contei antes assim:

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Avó, Tens uma Carta pa Ti



Eu ainda não consegui realizar, que aquela força da natureza, como eu te chamava, já não calcorreia as ruas do Porto de lés a lés, que já não vai ao supermercado e compra de uma assentada 25 kg de batatas, que..., que... e que está ali fechada!
Confesso, neste momento uma lágrima cai-me do canto do olho, lágrimas que não consegui deitar no dia do teu funeral... para mim não era eras tu quem ali estava, era alguém, não era a mulher que me ajudou a nascer, a mulher que me cortou o cordão umbilical, a mulher que, com toda a sua força, as ultimas palavras que me disse foi: Tu és igual a mim', enquanto batia com a mão no peito!

Pois avó, eu sou igual a ti! Tu gostavas de ser livre, independente... como me custa usar o passado para falar de ti... tu não eras pássaro de gaiola e, quando te sentiste engaiolada, de um dia para o outro, ainda lutaste, mas perdeste esta batalha!

E porque somos iguais, nunca conseguimos dizer uma à outra o que sentíamos... para quê? Era tão forte, que não precisava de palavras... corria-nos no sangue!

Se estivesse a escrever numa folha de papel, certamente ninguém poderia ler... agora as lágrimas caem-me sem pedir licença!

Não te vou pedir desculpa por nada, apesar de saber que fiz, aliás, fizemos coisas mal feitas com a nossa relação, mas das muitas coisa que me ensinaste 'Desculpas não se pedem, evitam-se'.
Também não vou dizer que eras uma santa... ninguém o é, o bem e o mal está em todos nós... por isso o teu e o meu também, mas conseguíamos vê-lo sem dúvidas... não usavas disfarces... e aí é que está a diferença: Não no ser bom ou mau, mas sim honesto com as pessoas, com os sentimentos e com nós próprios e, isso, tu sabias fazer bem, tão bem, que não te deixou viver a vida que tu não querias: amarrada a uma cama!

Adoro-te!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Emoções ao Rubro

O fim de semana passado, foi... foi de muitas, fortes e antagónicas emoções.
Revi pessoas que não via há dez, doze anos... a maioria delas!
Vi pela última vez a primeira pessoa que me viu, a pessoa que me ajudou a nascer.

Ainda estou com um nó muiiito grande na garganta, tantas foram as emoções!



domingo, 21 de setembro de 2008

Adeus


Alegrias,
Tristezas,
Fomes,
Guerras,
ver partir pais, filhos, irmãos, marido...
Foram quase 92 anos (que farias a 16 de Outubro) vividos com grande intensidade.
Vou-te ver pela última vez.
Adeus Avó.
Descansa em Paz.