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sábado, 4 de setembro de 2010

De outros Verões... (V)

Nesta foto vejo muitas coisas que estão a acontecer ou para acontecer num futuro muito próximo:


Foi tirada ainda em Bragança, no interior da casa. Aqui já o Alberto tinha abalado para o Alentejo. Foi na última noite que passamos na casa e foi para gastar as ultimas fotos do rolo. Sim, porque naquele tempo as máquinas fotográficas tinham, em vez daquele cartãozinho mágico que no permite ver de imediato e em qualquer sítio as fotos, uma película que tinha que ser revelada e demorava uma eternidade a ser revelada. Tira foto, acaba rolo, leva a revelar, levanta fotos... uma semana, no mínimo.
Na casa havia uma garrafa de aguardente, naquela mesa atrás de nós, que tinha a idade do Jonas. Um dia, com autorização do Jonas, a garrafa foi aberta. Alguém bebeu aguardente e leite logo a seguir. A justificação foi que o leite evita a ressaca do dia seguinte. Treta!

E indo às afinidades que vejo entre esta foto e o que se passa, ou vai passar num futuro muito próximo, estou a uma semana de ir passar dois dias para uma casa, no monte, esta com energia e água, com um grupo de amigos e estou com um pressentimento que vai haver aventura. Mas é que é vai haver mesmo!
E esta foto é de férias, das quais estou a vinte dias de distância e, tal como na foto estou cansada. Só que aqui há uma pequena diferença: na foto precisava de descansar das férias, agora preciso de férias para descansar...
E uma ultima coisa, mas muito importante, estamos a alguns dias de voltarmos a estar juntos: eu, o Alberto, o Luís e o Jonas. Maravilha!




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

De outros Verões... (IV)


Neste dia decidimos ir a Puebla de Sanabria. Tem um lago fantástico, onde de Verão se pode fazer praia e de Inverno fica gelado. Passei lá mais tarde no Inverno e a paisagem é completamente diferente, mas igualmente linda!
Bem, mas nesse dia em Puelbla de Sanabria, andamos de gaivota, apanhamos sol, almoçamos por lá... e fomos os quatro no carro do Jonas!
Pois, o carro do Jonas! O carro do Jonas estava com um problema no canhão da ignição que lhe permitia ter a mania de ligar só quando lhe apetecesse!
A maioria das vezes 'apetecia-lhe' à segunda, terceira tentativa, no máximo. Naquele dia, não sei se por estar em terras de nuestros hermanos ou porque apanhou muito sol, ou ainda porque o mal estava a acentuar-se, o carro não pegava!
E nós, ali no meio do nada, do outro lado da fronteira, sem saber quem contactar nem ter como ir aonde quer que fosse! (telemóveis? Estávamos em 1993. Telemóvel era algo de impensável ter, digamos assim.).
Última tentativa para resolver o problema: empurrar o carros. Não sabíamos se resultaria, até porque o problema não era conhecido e por isso nada nos dizia que o empurrão era a solução. Mas pronto, bora lá empurrar o carro, com o Jonas dentro, na direcção de uma descida, bem inclinada, em que o fundo da rua era uma ponte com uma curva em 'L'.
Empurramos, o carro começou a deslizar, deslizou e... deixamos de ver carro e Jonas. Ficamos sem saber se entretanto pegou ... e sem saber onde foi parar o Jonas que, com as suas capacidades de levar as coisas para o suspense, só apareceu passados alguns minutos, já nós olhávamos uns para os outros sem saber o que pensar, limitando-nos a rir... para não chorar. É que o desfecho das histórias que metem ''Jonas' saem sempre dos mil e um finais que se possam antever.
MAs não, passados os ditos minutos, lá aparece o Jonas, desta estrada acima, com o carro a trabalhar, muito sério, mas inteiro e sem ar de ter caído ao lago (era um dos nossos temores!).
Entramos no carro e, sem mais demoras, abalamos para Bragança, onde só paramos na oficina.
Era mesmo defeito do canhão da ignição, o carro ficou lá para o dia seguinte e, como estava dentro da garantia, não pagamos nada!
Digamos que foi um dia engraçado. Divertimos-nos, sim, como sempre e todos os dias que ali passamos juntos.
Naquele tempo até o mal servia de divertimento! A juventude põe-nos neste estado de graça!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

De outros Verões... (III)

A casa para onde fomos não tinha água nem energia.
À noite jogávamos cartas à luz das velas e íamos tomar banho ao riacho que havia a meia dúzia de metros da casa.
Quem nos quisesse ver era por volta das seis da tarde, munidos de champô, gel e toalhas de banho passar para o riacho.
Primeiro brincávamos na água, secávamos na relva e no fim voltávamos para a água, agora com o champô e gel e tomavamos banho.
De manhã éramos acordado por um burro que ia ao tanque que havia em frente da casa, beber água. Desse tanque, que tinha uma torneira, tirávamos água para lavar a cara, os dentes e fazer pequeno-almoço.
Apesar deste handycaps, que nos agradavam imenso e tornaram até as férias mais interessantes, andávamos sempre limpinhos e cheirosos, mesmo com os termómetros a bater nos 40ºC!

E esta foto não é propriamente para mostrar a minha pessoa, mas sim para ilustrar o quanto a aldeia era rural. Todas as casas eram como a que se vê na foto, casas típicas da zona, com escadas em pedra de acesso à casa e na parte de baixo 'loja' e o 'aido' ( leia-se arrecadação e lugar dos animais).
Os nossos carros eram (quase) os únicos na aldeia e em pouco tempo, depois da apreensão que provocamos, já convivíamos com a gente da terra.
Bom, muito bom!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Adoro esta foto...

Eu até nem estou muito bem, (o que é costume meu nas fotos), mas acho que esta foto transparece uma grande amizade, uma amizade muito cúmplice, que se veio (vem) a mostrar imune a muitas coisa, tal como dever ser uma amizade.

domingo, 22 de agosto de 2010

De outros Verões...

Hoje passei parte da tarde a rever e a digitalizar fotos de outros Verões.

Três anos seguidos passei as férias com o Alberto. Curiosamente éramos sempre quatro, mas só nós dois fixos. No primeiro ano, para além de nós eram o Jonas e a Xana. No segundo o Jonas foi 'substituído' pelo Menino, apesar de nos ter feito uma visita de dois ou três dias a Vila Nova de Milfontes. No terceiro, e último, o Jonas voltou a estar a 100% e o Luís substituiu a Xana.

As férias do último ano foram fantásticas, passadas numa aldeia acima de Bragança, de nome Vidagos, numa casa sem água nem energia e que não era habitada há mais de vinte anos. Isto se os morcegos e pássaros que lá encontramos não contarem.
Há fotos dessas férias, algumas no FB, mas não há diário e por isso muitos episódios se perderam e nenhum de nós se lembrará deles! Tenho muita pena, pois foram uns dias muito intensos e de muita aventura.

Alberto, que tal fazermos um exercício de memória e cada um ir contando do que se lembra dessas férias?