Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
domingo, 11 de novembro de 2012
José Luís Peixoto, Dentro do Segredo
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O Último Segredo de José Rodrigues dos Santos
Mais um romance tamanho XXL: 564 páginas...
(o Anjo Branco ainda espera...)
A inspectora encarregada do caso é Valentina Ferro, uma beldade italiana que convence Tomás a ajuda-la no inquérito. Mas a sucessão de homicídios semelhantes noutros pontos do globo leva os dois investigadores a suspeitarem de que as vítimas estariam envolvidas em algo que as transcendia.
Na busca da solução para os crimes, Tomás e Valentina põem-se no trilho dos enigmas da Bíblia, uma demanda que os conduzirá à Terra Santa e os colocará diante do último segredo do Novo Testamento. A verdadeira identidade de Cristo.
Baseando-se em informações históricas genuínas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra excepcional como o grande mestre do mistério. Mais do que um notável romance, O Último Segredo desvenda-nos a chave do mais desconcertante enigma das Escrituras.
“Erros? Que erros?”
O historiados susteve-lhe o olhar.
“Não sabia? A Bíblia contém muitos erros.”
“O quê?”
Tomás girou a cabeça em redor, procurando certificar-se de que ninguém o escutava. No fim de contas encontrava-se em pleno Vaticano e não queria desencadear nenhum incidente. Viu dois sacerdotes junto à porta que conduzia à Leonina, um deles devia ser o prefetto da biblioteca, mas concluiu que a distância era suficientemente grande e não corria o risco de ser escutado.
Inclinou-se, mesmo assim, para a sua interlocutora e numa postura de conspirador preparou-se para partilhar com ela um segredo com quase dois milénios.
“São milhares de erros a infectar a Bíblia”, murmurou. “Incluindo fraudes.”»
Tros Nieuwsshow, Holanda
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O Palhaço Verde
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo
O Palhaço Verde e a Fada Oriana (de Sophia de Mello Breyner) fazem parte das minhas referências de infância.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Notícia de Última Hora: Morreu José Saramago
Não sendo um dos meus escritores de eleição, lamento a sua partida. Todos ficamos mais pobres.
José Saramago (1922-2010)
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.
Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.
Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.
terça-feira, 27 de abril de 2010
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Quarta a meio, no Caderno
Gosto do caderno dele. Não morro de amores por ele, nem pela escrita dele, mas o caderno gosto de espreitar.
Falo do Caderno de Saramago, senhores!
terça-feira, 14 de abril de 2009
Soeiro Pereira Gomes
Homem singular da nossa cultura, este, quer pela sua forma de estar na sociedade, quer pela escrita.
Da wiki,
Soeiro nasceu em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto.
Viveu em Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida [1]
Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para Angola onde trabalhou por mais de um ano.
Quando regressou a Portugal, foi habitar em Alhandra, onde vivia o seu sogro, como empregado administrativo na fábrica de cimentos local, onde começou a desenvolver um trabalho de dinamização cultural entre o operariado.
Mas foi o seu trabalho como escritor que o tornou conhecido, sendo considerado um nome grande do realismo socialista em Portugal. Com apenas 20 anos, em 1939, começou a publicar escritos seus no jornal «O Diabo», à época uma publicação progressista que constrastava no panorama cinzento das publicações censuradas pelo fascismo.
Entre os seus
Devido à condição de militante comunista, Soeiro passa à clandestinidade em 1945 para evitar a repressão do regime de Salazar e continua a desenvolver o seu trabalho militante até adoecer com tuberculose, agravada pelas dificuldades da vida clandestina. Impedido, pela clandestinidade, de receber o tratamento médico que necessitava faleceu a 5 de Dezembro de 1949.
Encontra-se sepultado em Espinho, terra que o acolheu durante a infância. Da sua sepultura consta o seguinte epitáfio "A TUA LUTA FOI DÁDIVA TOTAL"
sábado, 21 de março de 2009
Sophia de Mello Breyner Andersen-Retrato de uma princesa desconhecida
Deixo, então, um poema da minha escritora/poetisa preferida: Sophia de Mello Breyner...
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Os Três Reis do Oriente
Ontem ao passar pela estante, ele olhou para mim e disse: 'lê-me novamente...'.
Não é muito meu costume reler livros, mas os da Sophia até leio... a Fada Oriana, já li pelo menos 3 vezes!
É um livro muito bonito, este, Os Três Reis do Oriente, e porque não uma prendinha de Natal?
É a prenda 3B: Bom, Bonito e Barato ( custa menos de 7 euros).
Ah, e não é só para crianças!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
As Meninas da Agustina e da Paula
A primeira edição, especial, foi publicada em 2001. Só por si o livro é lindo! (vou se mázinha). Para quem gosta de comprara livro para decorar estantes, perdeu um bom objecto decorativo!
Eu cá apanhei a edição de 2008, menos luxuosa, mas com o mesmo conteúdo. Para já vai decorar a estante, também, mas a curto prazo, será lido...está em lista de espera...
Sacadinhas da net as imagens da edição de 2001, que se comprava aqui por 40€ e a edição disponível, a 2ª de 4000 exemplares, que se compra em qualquer livraria por 22€.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Ainda Marie Curie, Ainda Sophia de Mello Breyner e Ainda As Mulheres
Uma delas é esta, duas mulheres célebres que eu admiro desde miúda, nascerem com um dia de diferença ( em mês).
Bom, tanto admiro Sophia de Mello Breyner, pela sua obra literária, como Marie Curie pelo seu contributo para a ciência.
Ambas foram esposas e mães fantásticas, o que as completa como mulheres e me faz ter ainda mais admiração por elas!
Como já disse num post anterior, para mim a Fada Oriana, foi o clique que me despertou de vez para o gosto da leitura e da escrita. Digo o clique, porque fui educada rodeada de livros e jornais... não me lembro de um único dia em casa dos meus pais em que não tivesse entrado o Jornal de Notícias!
Um dia, num dos meus aniversários, ofereceram-me um livro, que ainda está em casa dos meus pais, e que é de biografias de pessoas célebres... tem muitas, mas na minha memória ficou a de Marie Curie e de Gaudi! Mais tarde vi um filme sobre a vida de Marie Curie e ainda fique mais entusiasmada com a vida daquela mulher... fiquei sempre com a imagem daquela mulher que vestia sempre de escuro, que era completamente desligada de valores materiais e, que tratava a química e a física por 'tu'.
Se não tivesse tirado um curso de engenharia de certeza tiraria de Física Nuclear... era um dos meus sonhos...
É claro que para além destas duas mulheres conhecidas de (quase todos), há outras mulheres ... e homens, mas como estamos a falar de mulheres... que tiveram grande na minha formação académica e como mulher: a minha Mãe, acima de tudo a minha Mãe... um bloque é pouco para falar tudo que quero e sinto por ela... a minha Avó, a mulher que me ajudou a vir ao mundo, para além de muitas outras coisas... a minha Professora da primária e... a minha professora de Física, de quem ainda hoje sou grande amiga.. e ela minha!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Sophia de Mello Breyner Andresen-Hora
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Fada Sophia
Conheci a Fada Oriana, tinha eu seis anos, mal sabia ler e escrever…
Tive o previlégio de ouvir este conto, da voz maravilhosa da minha professora, a professora Nilza, contado com as palavras de outra mulher, igualmente fantástica, Sophia de Mello Breyner Andresen.
Fiquei logo encantada com a história da Fada Oriana, uma fada boazinha, que um dia se entusiasmou com as palavras de um peixe mauzinho e fugiu para a cidade, deixando os amiguinhos da floresta tristes e abandonados!
Mais tarde, quando já dominava as palavras, li o livro. Li este, li o Rapaz de Bronze, li o Cavaleiro da Dinamarca, li a Noite de Natal, li a Menina do Mar, li a Floresta… li todos…
… Mas o que me ficou e ficará para sempre no coração será A Fada Oriana!
A Fada Oriana porque foi o primeiro livro que li, porque foi lido pela minha professora, porque foi uma lição…
Por estas razões, estas três fadas ficaram e ficarão para sempre no meu coração !
Deixei este post para hoje, porque hoje faz 89 anos que Sophia de Mello Beyner Andresen nasceu.
O meu primeiro livro da 'Fada Oriana' era assim. Infelizmente já não o tenho...domingo, 21 de setembro de 2008
Rómulo de Carvalho/António Gedeão
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
António Lobo Antunes
É uma pessoas que eu admiro muito pela sua forma de estar na vida, que profissional, que privada!
... e por isso quero deixar-lhe aqui votos de um Feliz Aniversário.
Feliz Aniversário Sr António Lobo Antunes.
É evidente que só por um grande acaso, aqueles que nós atribuimos à lei de Murphy, é que ele irá ver esta mensagem, ainda assim...