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domingo, 26 de setembro de 2010

Pensageiro Frequente, lido

'Ninguém, em verdade, viaja para uma ilha.As ilhas existem dentro de nós, como um território sonhado, como um pedaço do nosso passado que se soltou do tempo.'
( Mia Couto in Pensageiro Frequente)




E está lido, o Pensageiro Frequente. Se não nos esquecermos que se trata de crónicas escritas para uma revista de uma companhia aérea... gostamos. Gostei.

sábado, 7 de agosto de 2010

Pensageiro Frequente

Andava para o comprar há algum tempo.
Foi hoje.
E comprei-o com 20% de desconto.
E comprei mais uns livrinhos.
Agora vou para a cama ler este e depois volto para dizer quais foram os outros.
Será que finalmente vou ler Saramago?


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Roberto Bolaño: 2666

Notícia Público:

“2666”, de Roberto Bolaño, será lançado a 26 de Setembro.

Até então, confesso este nome era-me completamente desconhecido.

Da notícia ( já de Agosto) fica: Calhamaço de 1100 páginas; escritor já falecido ( 2003) e mais obras com publicação agendada...

Vai ser sempre assim? Livros versão páginas amarelas publicados depois da morte dos escritores e nunca um só?

Esta obra do escritor chileno (1953 – 2003), falecido prematuramente aos 50 anos, vítima de doença hepática, é considerada a sua obra-prima – Bolaño reincide em alguns dos temas de livros anteriores (os escritores, o universo da literatura, a crítica literária, a memória da ditadura), associando-os a histórias terríveis, como o assassinato de 280 mulheres numa cidade perto do deserto de Sonora, no México.

Vou ler? Vou pensar...



A notícia completa:
O monumental romance póstumo de Roberto Bolaño, “2666”, estará nas livrarias portuguesas a partir de 26 de Setembro, editado pela Quetzal e traduzido por Cristina Rodríguez e Artur Guerra.Esta obra do escritor chileno (1953 – 2003), falecido prematuramente aos 50 anos, vítima de doença hepática, é considerada a sua obra-prima – Bolaño reincide em alguns dos temas de livros anteriores (os escritores, o universo da literatura, a crítica literária, a memória da ditadura), associando-os a histórias terríveis, como o assassinato de 280 mulheres numa cidade perto do deserto de Sonora, no México. À agência Lusa, Francisco José Viegas, editor da Quetzal, explicou que “2666” é “um romance grandioso, maior do que o Ulysses [de James Joyce], uma espécie de narrativa de Borges em ponto grande, que junta literatura e violência de uma forma inédita, ininterrupta, ultrapassando o puro fantástico da literatura latino-americana”. Em Portugal estão já traduzidos três livros de Bolaño: “Nocturno Chileno” (Gótica), “Os Detectives Selvagens” (Teorema) e “Estrela Distante” (Teorema). Há dois anos, os EUA descobriram a obra deste autor e assistiu-se a uma verdadeira “Bolañomania”, com o aplauso da crítica e das publicações especializadas (em 2007 o jornal “The New York Times” colocou “Os Detectives Selvagens” na lista dos cinco melhores livros publicados nos EUA). Viegas nota que Bolaño é, de facto, “uma das grandes revelações” da literatura contemporânea, e afirma que se a “Bolañomania” pegar em Portugal os leitores estarão a fazer a distinção entre a literatura e aquilo que é “a sua imitação vagamente comercial”. “Depois de ter lido Bolaño a nossa vida muda um pouco. Não se pode esquecer aquilo que ele deixou escrito, e que é uma tempestade, uma torrente, um delírio, como deve ser a literatura”, acrescenta o editor. “2666” é a primeira de uma série de obras póstumas do autor chileno que a Quetzal se prepara para editar. Em Fevereiro do próximo ano será publicado, em simultâneo com a edição espanhola, o inédito “O Terceiro Reich”, seguindo-se “A Literatura Nazi na América”, “Amuleto”, “A Pista de Gelo” e “Putas Assassinas”. Poeta e romancista, Roberto Bolaño nasceu na capital chilena, Santiago, em 1953, tendo-se mudado, aos 15 anos, para a Cidade do México. Trotskista, o escritor envolveu-se activamente na política e abandonou o liceu, rumando depois para El Salvador. De regresso ao México, em 1974, faz reaparecer o movimento literário “Infrarrealismo”, reunindo um grupo de poetas mexicanos e chilenos que tenta combater a chamada “cultura oficial”. Durante os anos 70 viajou ainda pela Europa e acabou por ficar em Barcelona, com a mulher e dois filhos. Nos últimos anos da sua vida, já doente, dedicou-se febrilmente à escrita, de forma a deixar um legado literário que evitasse deixar a sua família numa situação precária.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os Cinco da Enid


Levada por ela andei por castelos, casas assombradas, ilhas deserta, tuneis, quintas. Vivi também com saltimbancos e cientista. Tive um cão e fui muitas vezes apanhada por bandidos da pior espécie. Salvei muitas vezes crianças, velhinhas e até cientistas das mão de sequestradores...


Tinha nove anos e claro que foi os famosos Cinco. A doce Ana, a Zé Maria rapaz, o responsável Júlio e o desprendido David. Claro que o Tim, o cão era sempre uma personagem-chave no feliz desfecho da aventura.

E faz hoje anos que nasceu Enid Blyton, a mãe destes famosos Cinco. (lembrou-mo o Alberto no seu Outras Escritas)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Jesusalém: Calendário do Lançamento



Com a presença do escritor, Jesusalém será lançado de acordo com o seguinte calendário:

15/7 (4ª Feira)
18.00h - Coimbra (Oficina Municipal de Teatro-Rua Pedro Nunes - Quinta da Nora);
21.30h - Viseu (Assembleia Municipal)

16/7 (5ª Feira)
11.00h - Coimbra (Venha Tomar um Café com Mia Couto - Atrium Solum),
18.00h - Vila Real (Museu da Vila Velha);
21.30h - Chaves (Hotel do Forte de São Francisco)

17/7 (6ª Feira)
12.45h - Porto (Livraria Leitura – Bom Sucesso);
18.00h Guimarães (Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede);
21.30h - Braga (Livraria Centésima Página)

18/7 (Sábado)
15.00h - Viana do Castelo (Biblioteca Municipal);
18.00h - Póvoa de Varzim (Diana Bar);
21.30h - Porto (Fundação da Juventude, Rua das Flores,69)

20/7 (2ª Feira)
18.00h - Sines (Centro de Artes);
21.30h - Grândola (Biblioteca Municipal)

21/7 (3ª Feira)
18.00h - Tomar (Biblioteca Municipal)
21.30h - Abrantes (Biblioteca Municipal)

22/7 (4ª Feira)
18.00h - Leiria (Livraria Arquivo – Av. Comb. Grande Guerra, 53)

23/7 (5ª Feira)
19.00h - Lisboa (Edifício Leya – Rua Cidade de Córdova, 2 Alfragide)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Jesusalém... próxima compra

Foi assim classificado pela editora Caminho:

“Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa.”
É o mais recente livro de Mia Couto, que a partir de 12 de Julho estará em Portugal.
Minha próxima compra...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quarto com Vista: Leituras (II)

E pronto, Venenos de Deus, Remédios do Diabo está lido.

Não, não é com sentimento de missão cumprida, mas sim de deliciada.
Enquanto lia, ia imaginando uma adaptação para cinema desta obra... que lindo filme não ia dar... feito com a mesma magia do livro, -lo-ia na mesma prateleira do 'A Insustentável leveza do ser', o filme, porque o livro já lá está!

Ficou-me a frase: 'O tempo é o lenço de toda a lágrima'.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quarto com Vista: Leituras

Tenho passado o meu tempo na Vila Cacimba com o Dr. Sidónio Rosa. Aguardamos a chegada de Deolinda e enquanto isso vamos sabendo mais sobre a vila e suas gentes. Não vejo a hora de... chegar ao fim, o que vai ser fácil: metade de uma vez, a outra vai esta noite... difícil é parar...


'Venenos de Deus, Remédios do Diabo'- Mia Couto

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Principezinho


E porque faz 109 anos hoje que Antoine Saint-Exupéry nasceu, aproveito para colocar no 'Desvios Pelo Meu Tempo', o Principezinho.

Sobre Antoime Saint-Exupéry que nasceu a 29 de Junho de 1900 em Lyon, mais aqui na Wiki.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vamos ao Cinema?

01 de Abril, data de aniversário de Milan Kundera, o 'mágico' que escreveu o (um dos) livro(s) que mais me marcou: A Insustentável Leveza do ser.

Lembrei-me do dia em que fui a cinema ver o filme, lembrei-me de muitas pessoas que tenho guardadas no meu coração. Algumas delas ainda as vejo todos os dias, mas só o corpo, pois aquelas pessoas maravilhosas, que eu conheci, como diria um colega de trabalho, são passado, são museu!

Mas o que me deixou com uma lágrima ao canto do olho foi lembrar-me como era ir ao cinema dantes!

Lembram-se:
Como eram as salas? Cada sala era uma sala. O balcão, os camarotes, as frisas… e o 'galinheiro'… havia no Coliseu, era o mais barato!
Dos cinemas? Cada cinema era um cinema. Do Porto, o Coliseu, o S. João, o Trindade, o Batalha… e mais tarde, o Lumière, o Casa das Artes. O principio do fim do encantamento foi o Charlôt, no Brasília, que mesmo assim teve o seu lugar próprio sem tirar o encanto Às salas mais antigas.

E do lanterninha? Perguntem a um jovem de 18 anos se sabe o que é...

Comer no cinema? Não, no intervalo e comia-se na entrada. Agora perguntem ao mesmo jovem qual a primeira coisa que faz depois de comprar o bilhete.' Comprar pipocas', será a resposta!

Agora circulam por aí cópias dos filmes, mesmo antes das estreias, as salas de cinema mais parecem o recinto da feira no final do dia e falam, riem, enviam mensagens…. Se perderem alguma parte depois podem ver a cópia 'sacada da net'!

E agora, o Coliseu quase virou igreja universal do Reino de Deus. O Rivoli foi comprado pelo La Féria e lá podemos assistir aos seus musicais... enfim.

Mas nem tudo é mau. O Fantasporto continua no mesmo sitio, no Cine Teatro Carlos Alberto e nas salas do Lumière... ou também já não?

De resto, como se dizia antes, vai no Batalha, qe o Águia d'Ouro fechou!'

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Insustentável Leveza das Coisas



Ainda a propósito do aniversário de Milan Kundera, lembrei-me do dia em fui ao cinema ver 'A Insustentável Leveza do Ser'.
Já sei Alberto, que vai dizer que eu tenho memória de elefante. Mas é depois de ler o post. Agora diga-me por onde anda. Tenho saudades.

Vi o filme no cinema Trindade, no Porto, no meu Porto, num Sábado à tarde depois de uma frequência.
Tinhamos aulas ao Sábado, porque o nosso querido professor de Tecnologia da Electricidade, não podia prescindir do seu magnífico tacho na EDP e então, só podia dar as aulas ao Sábado. Como se aquelas aulas não pudessem ser dadas por qualquer um. Era o segundo tacho dele!
Lembro-me que esse professor ao Sábado, no fim das aulas tinha sempre o 'caderno de encargos' à espera dele. Explico, segundo as más línguas, os finalistas ( nós éramos caloiros), era a secretária dele, que também era uma amiga especial, já que ele era casado...
Bem, foi um aparte, de que me lembrei de repente.

Voltando ao dia do cinema:
Fomos todos. Éramos muitos, estávamos naquele estado em que exaustão se mistura com alívio. A forma de repor energias, foi ir ao cinema. E foi bom, muito bom.
Aquele cinema maravilhoso, o Trindade, ficamos no balcão, mesmo em frente ao ecran, sessão da tarde, com pouca gente, num tempo em que pipocas no cinema era coisa de americanos e um filme lindo!

Quando vamos ver um filme depois de ler o livro, é desilusão quase na certa. Este foi um dos 'quase', não desiludiu. Os cenários do filme eram quase os que eu vi ao ler o livro. As personagens tinham as mesmas feições, vestiam-se da mesma forma... perfeito!

Ter conhecido uma outra faceta dos meus colegas, foi outra surpresa boa. Ver aqueles aspirante as a durões... ainda 'teens' a revelarem-se pessoas sensíveis e bonitas.

Bom, a cereja do bolo, foi que tiramos todos boa nota na frequência. Bem, a minha foi a melhor... tirei 19,5!
Tenho de dizer, pois poucas mais vezes, mais uma ou duas vezes, se tanto, tirei assim uma nota tão alta. É par verem que aquela cadeira só aquele senhor era capaz de a dar e dava tão bem que punha os alunos a tirarem notas destas!

Bem, e você, Alberto, por anda? Você também foi ao cinema naquele dia, ou já não e lembra do raspanete que levamos porque não avisamos a pensar que o filme não durava tanto e chagamos a casa tarde?!


Pela Teresa, pelo Tomás, pela Sabina e por tudo valeu a pena o raspanete.

A Insustntável Leveza do Ser


Se não é o que mais, é de certeza um dos livros que mais mexeu comigo.
O filme, não deixou ficar mal o livro.

Milan Kundera faz hoje anos.
Não é mentira.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ainda Marie Curie, Ainda Sophia de Mello Breyner e Ainda As Mulheres

Não sei se sou eu que as procuro, ou se elas me caem na vida, mas o que é certo, é que estão constantemente a aparecer na minha!
Uma delas é esta, duas mulheres célebres que eu admiro desde miúda, nascerem com um dia de diferença ( em mês).
Bom, tanto admiro Sophia de Mello Breyner, pela sua obra literária, como Marie Curie pelo seu contributo para a ciência.
Ambas foram esposas e mães fantásticas, o que as completa como mulheres e me faz ter ainda mais admiração por elas!
Como já disse num post anterior, para mim a Fada Oriana, foi o clique que me despertou de vez para o gosto da leitura e da escrita. Digo o clique, porque fui educada rodeada de livros e jornais... não me lembro de um único dia em casa dos meus pais em que não tivesse entrado o Jornal de Notícias!
Um dia, num dos meus aniversários, ofereceram-me um livro, que ainda está em casa dos meus pais, e que é de biografias de pessoas célebres... tem muitas, mas na minha memória ficou a de Marie Curie e de Gaudi! Mais tarde vi um filme sobre a vida de Marie Curie e ainda fique mais entusiasmada com a vida daquela mulher... fiquei sempre com a imagem daquela mulher que vestia sempre de escuro, que era completamente desligada de valores materiais e, que tratava a química e a física por 'tu'.
Se não tivesse tirado um curso de engenharia de certeza tiraria de Física Nuclear... era um dos meus sonhos...

É claro que para além destas duas mulheres conhecidas de (quase todos), há outras mulheres ... e homens, mas como estamos a falar de mulheres... que tiveram grande na minha formação académica e como mulher: a minha Mãe, acima de tudo a minha Mãe... um bloque é pouco para falar tudo que quero e sinto por ela... a minha Avó, a mulher que me ajudou a vir ao mundo, para além de muitas outras coisas... a minha Professora da primária e... a minha professora de Física, de quem ainda hoje sou grande amiga.. e ela minha!