Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
sexta-feira, 18 de abril de 2014
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
José Niza (Lisboa, 16 de Setembro de 1938 - Santarém, 23 de Setembro de 2011)
RIP, José Niza (Lisboa, 16 de Setembro de 1938 - Santarém, 23 de Setembro de 2011)
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
O Anjo Branco
No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.
Chamam-lhe o Anjo Branco.
Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.
Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial – e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.
Corriere della Sera, Itália
«Um estilo de escrita prodigiosamente poético e melódico que enfeitiça o leitor.»
Literaturzirkel Belletristik, Alemanha
«Dos mais inteligentes romances da literatura contemporânea.»
Standart, Bulgária
«As histórias de José Rodrigues dos Santos estão cheias de substância e a sua leitura é galvanizante.»
La Opinión, Espanha
«Escrito com bom humor e uma erudição que resultam numa linguagem fluida.»
Bravo, Brasil
«José Rodrigues dos Santos fascina e informa, ao mesmo tempo que entretém.»
Shelf Awareness , Estados Unidos
«Um romance com profundidade.»
Misdaadromans, Holanda
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo
O Palhaço Verde e a Fada Oriana (de Sophia de Mello Breyner) fazem parte das minhas referências de infância.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Notícia de Última Hora: Morreu José Saramago
Não sendo um dos meus escritores de eleição, lamento a sua partida. Todos ficamos mais pobres.
José Saramago (1922-2010)
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.
Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.
Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.
terça-feira, 27 de abril de 2010
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Os Cinco da Enid
Levada por ela andei por castelos, casas assombradas, ilhas deserta, tuneis, quintas. Vivi também com saltimbancos e cientista. Tive um cão e fui muitas vezes apanhada por bandidos da pior espécie. Salvei muitas vezes crianças, velhinhas e até cientistas das mão de sequestradores...
Tinha nove anos e claro que foi os famosos Cinco. A doce Ana, a Zé Maria rapaz, o responsável Júlio e o desprendido David. Claro que o Tim, o cão era sempre uma personagem-chave no feliz desfecho da aventura.
E faz hoje anos que nasceu Enid Blyton, a mãe destes famosos Cinco. (lembrou-mo o Alberto no seu Outras Escritas)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Jesusalém: Calendário do Lançamento
Com a presença do escritor, Jesusalém será lançado de acordo com o seguinte calendário:
15/7 (4ª Feira)
18.00h - Coimbra (Oficina Municipal de Teatro-Rua Pedro Nunes - Quinta da Nora);
21.30h - Viseu (Assembleia Municipal)
16/7 (5ª Feira)
11.00h - Coimbra (Venha Tomar um Café com Mia Couto - Atrium Solum),
18.00h - Vila Real (Museu da Vila Velha);
21.30h - Chaves (Hotel do Forte de São Francisco)
17/7 (6ª Feira)
12.45h - Porto (Livraria Leitura – Bom Sucesso);
18.00h Guimarães (Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede);
21.30h - Braga (Livraria Centésima Página)
18/7 (Sábado)
15.00h - Viana do Castelo (Biblioteca Municipal);
18.00h - Póvoa de Varzim (Diana Bar);
21.30h - Porto (Fundação da Juventude, Rua das Flores,69)
20/7 (2ª Feira)
18.00h - Sines (Centro de Artes);
21.30h - Grândola (Biblioteca Municipal)
21/7 (3ª Feira)
18.00h - Tomar (Biblioteca Municipal)
21.30h - Abrantes (Biblioteca Municipal)
22/7 (4ª Feira)
18.00h - Leiria (Livraria Arquivo – Av. Comb. Grande Guerra, 53)
23/7 (5ª Feira)
19.00h - Lisboa (Edifício Leya – Rua Cidade de Córdova, 2 Alfragide)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Jesusalém... eu quero ir...
É claro que eu quero ir e só não irei se... (aquele Senhor dono do dia de amanhã tiver planos diferentes para esse dia...)
... mas partindo do princípio que vou e vou esperar por esse dia para comprar não um, mas dois livros, autografá-los e oferecer um ao meu melhor amigo... a não ser que ele não queira... mas ele é quem sabe... pode até já ter comprado ;-(
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Jesusalém... próxima compra
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Quarto com Vista: Leituras (II)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Quarto com Vista: Leituras
quarta-feira, 15 de abril de 2009
História a qu4tro mãos
terça-feira, 14 de abril de 2009
Soeiro Pereira Gomes
Homem singular da nossa cultura, este, quer pela sua forma de estar na sociedade, quer pela escrita.
Da wiki,
Soeiro nasceu em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto.
Viveu em Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida [1]
Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para Angola onde trabalhou por mais de um ano.
Quando regressou a Portugal, foi habitar em Alhandra, onde vivia o seu sogro, como empregado administrativo na fábrica de cimentos local, onde começou a desenvolver um trabalho de dinamização cultural entre o operariado.
Mas foi o seu trabalho como escritor que o tornou conhecido, sendo considerado um nome grande do realismo socialista em Portugal. Com apenas 20 anos, em 1939, começou a publicar escritos seus no jornal «O Diabo», à época uma publicação progressista que constrastava no panorama cinzento das publicações censuradas pelo fascismo.
Entre os seus
Devido à condição de militante comunista, Soeiro passa à clandestinidade em 1945 para evitar a repressão do regime de Salazar e continua a desenvolver o seu trabalho militante até adoecer com tuberculose, agravada pelas dificuldades da vida clandestina. Impedido, pela clandestinidade, de receber o tratamento médico que necessitava faleceu a 5 de Dezembro de 1949.
Encontra-se sepultado em Espinho, terra que o acolheu durante a infância. Da sua sepultura consta o seguinte epitáfio "A TUA LUTA FOI DÁDIVA TOTAL"
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Vamos ao Cinema?
01 de Abril, data de aniversário de Milan Kundera, o 'mágico' que escreveu o (um dos) livro(s) que mais me marcou: A Insustentável Leveza do ser.
Lembrei-me do dia em que fui a cinema ver o filme, lembrei-me de muitas pessoas que tenho guardadas no meu coração. Algumas delas ainda as vejo todos os dias, mas só o corpo, pois aquelas pessoas maravilhosas, que eu conheci, como diria um colega de trabalho, são passado, são museu!
Mas o que me deixou com uma lágrima ao canto do olho foi lembrar-me como era ir ao cinema dantes!
Lembram-se:
Como eram as salas? Cada sala era uma sala. O balcão, os camarotes, as frisas… e o 'galinheiro'… havia no Coliseu, era o mais barato!
Dos cinemas? Cada cinema era um cinema. Do Porto, o Coliseu, o S. João, o Trindade, o Batalha… e mais tarde, o Lumière, o Casa das Artes. O principio do fim do encantamento foi o Charlôt, no Brasília, que mesmo assim teve o seu lugar próprio sem tirar o encanto Às salas mais antigas.
E do lanterninha? Perguntem a um jovem de 18 anos se sabe o que é...
Comer no cinema? Não, no intervalo e comia-se na entrada. Agora perguntem ao mesmo jovem qual a primeira coisa que faz depois de comprar o bilhete.' Comprar pipocas', será a resposta!
Agora circulam por aí cópias dos filmes, mesmo antes das estreias, as salas de cinema mais parecem o recinto da feira no final do dia e falam, riem, enviam mensagens…. Se perderem alguma parte depois podem ver a cópia 'sacada da net'!E agora, o Coliseu quase virou igreja universal do Reino de Deus. O Rivoli foi comprado pelo La Féria e lá podemos assistir aos seus musicais... enfim.
Mas nem tudo é mau. O Fantasporto continua no mesmo sitio, no Cine Teatro Carlos Alberto e nas salas do Lumière... ou também já não?
De resto, como se dizia antes, vai no Batalha, qe o Águia d'Ouro fechou!'
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A Insustentável Leveza das Coisas
Ainda a propósito do aniversário de Milan Kundera, lembrei-me do dia em fui ao cinema ver 'A Insustentável Leveza do Ser'.
Já sei Alberto, que vai dizer que eu tenho memória de elefante. Mas é depois de ler o post. Agora diga-me por onde anda. Tenho saudades.
Vi o filme no cinema Trindade, no Porto, no meu Porto, num Sábado à tarde depois de uma frequência.
Tinhamos aulas ao Sábado, porque o nosso querido professor de Tecnologia da Electricidade, não podia prescindir do seu magnífico tacho na EDP e então, só podia dar as aulas ao Sábado. Como se aquelas aulas não pudessem ser dadas por qualquer um. Era o segundo tacho dele!
Lembro-me que esse professor ao Sábado, no fim das aulas tinha sempre o 'caderno de encargos' à espera dele. Explico, segundo as más línguas, os finalistas ( nós éramos caloiros), era a secretária dele, que também era uma amiga especial, já que ele era casado...
Bem, foi um aparte, de que me lembrei de repente.
Voltando ao dia do cinema:
Fomos todos. Éramos muitos, estávamos naquele estado em que exaustão se mistura com alívio. A forma de repor energias, foi ir ao cinema. E foi bom, muito bom.
Aquele cinema maravilhoso, o Trindade, ficamos no balcão, mesmo em frente ao ecran, sessão da tarde, com pouca gente, num tempo em que pipocas no cinema era coisa de americanos e um filme lindo!
Quando vamos ver um filme depois de ler o livro, é desilusão quase na certa. Este foi um dos 'quase', não desiludiu. Os cenários do filme eram quase os que eu vi ao ler o livro. As personagens tinham as mesmas feições, vestiam-se da mesma forma... perfeito!
Ter conhecido uma outra faceta dos meus colegas, foi outra surpresa boa. Ver aqueles aspirante as a durões... ainda 'teens' a revelarem-se pessoas sensíveis e bonitas.
Bom, a cereja do bolo, foi que tiramos todos boa nota na frequência. Bem, a minha foi a melhor... tirei 19,5!
Tenho de dizer, pois poucas mais vezes, mais uma ou duas vezes, se tanto, tirei assim uma nota tão alta. É par verem que aquela cadeira só aquele senhor era capaz de a dar e dava tão bem que punha os alunos a tirarem notas destas!
Bem, e você, Alberto, por anda? Você também foi ao cinema naquele dia, ou já não e lembra do raspanete que levamos porque não avisamos a pensar que o filme não durava tanto e chagamos a casa tarde?!
Pela Teresa, pelo Tomás, pela Sabina e por tudo valeu a pena o raspanete.
A Insustntável Leveza do Ser
sábado, 21 de março de 2009
Sophia de Mello Breyner Andersen-Retrato de uma princesa desconhecida
Deixo, então, um poema da minha escritora/poetisa preferida: Sophia de Mello Breyner...
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Os Três Reis do Oriente
Ontem ao passar pela estante, ele olhou para mim e disse: 'lê-me novamente...'.
Não é muito meu costume reler livros, mas os da Sophia até leio... a Fada Oriana, já li pelo menos 3 vezes!
É um livro muito bonito, este, Os Três Reis do Oriente, e porque não uma prendinha de Natal?
É a prenda 3B: Bom, Bonito e Barato ( custa menos de 7 euros).
Ah, e não é só para crianças!