Hoje é um dia de boas e más lembranças... fortes!
Hoje a minha princesa, que não é minha filha, não é sobrinha, nem afilhada, mas é como se tudo isso fosse um pouco; faz 18 anos. 18 anos, mais que uma data, um marco na vida de uma pessoa. A idade em que pensamos que será o clique para tudo mudar, e no dia seguinte percebemos que nada mudou! Só que estamos mais velhos, que já poderemos votar muito brevemente, tirar a carta de condução... e para além disso, tudo na mesma. A mesma rotina, a mesma casa... tudo muda, mas não naquele dia, só depois, muito depois , tempo demais depois, algumas coisas!
E para a minha princesa, que conheço há bem mais que 18 anos, as maiores felicidades do Mundo.
E as emoções que este dia provocam são fortes.
Por muitos anos que cá ande não vou esquecer que foi neste dia há onze anos que nos fomos despedir de ti. Dois dias antes tinhas dito que querias dormir, que querias descansar e decidiste fechar os olhos para sempre!
Amigos, conhecidos e outros, sim porque na tua vida havia muitos 'outros', ou não fizesses tu parte daquele grupo de pessoas a quem insistem em rotular de 'mau feitio' e por razões menos nobres estão sempre do lado oposto dessas pessoas.
Mas naquele dia todos se foram despedir de ti. Quase paraste toda uma organização que se concentrou em redor de ti, num ultimo adeus... até já, direi eu, que não gosto da palavra 'adeus'. É definitiva demais para existir.
Os teus últimos meses por cá foram vividos a mil à hora. casaste, foste mãe, a dobrar, adoeceste, choraste, ris-te, emocionaste... não deixaste ninguém indiferente. Deixaste todos a pensar, ou repensar, que nada é certo por cá, que o presente é a única certeza e que o amanha~, teremos que esperar que seja hoje para saber o que será!
Obrigada por teres sido minha amiga, apesar de nem sempre nos termos entendido... de dois 'maus feitios' outra coisa não se podia esperar! E afinal os amigos não são para estarem sempre de acordo...
Gostava de te ter por cá... haveria de te deixar cuidar do meu jardim, como tu tanto gostavas...
Saudade.
Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Galochas, Chuva, Vento, Alerta, Amarelo, Laranja, Frio, Guarda-chuva... palavras que vão connosco para o fim-de-semana.
E amanhã é a manifestação, pacifíca, de alerta para os atropelamentos de ciclistas e sensibilização dos automobilistas... tempo ideal.
Eu vou, mas à 'civil', ou seja, a pé, de galochas, gabardine, guarda-chuva e afins.
E amanhã há visitas para o jantar.
E para o jantar de hoje espera-me umasurpresa que tinha em cima da minha mesa logo pela manhã.
E acabo o dia com a sensação de nada ter feito, mas de muita coisa resolvida e de muitas outras pendentes... completamente baralhada das ideas e das emoções.
E por falarem emoções, hoje tive que meter alguém na linha como já não fazia há muito. E tive que envolver mais 64 pessoas no assunto. E tive que me chatear e pronto. Já não estou chateada com o assunto,porque tive um montão de pessoas do meu lado, as 64.
E só vos digo, quando pensamos que já vimos, ouvimos, vivemos de tudo, surge sempre algo ou alguém que nossurpreende e nos leva a espreitar para o fundo do poço e a perceber que o poço é mais fundo do que imaginavamos e lá no fundo está para lá de gentinha!
Enfim!
E depois há aquelas pessoas , queridas, amigas, que têm um 'Milka' enorrrmeee na gaveta e a abrem no momento em que estamos junto a elas e nos dão um bocad(inh)o que nos sabe ... pela vida!
Cá vamos nós fim-de-semana. Com chuva, galochas, vento, alertas, mas leve... na alma, que cá o corpo bem que podia ser mais leve um poucochinho!
E amanhã é a manifestação, pacifíca, de alerta para os atropelamentos de ciclistas e sensibilização dos automobilistas... tempo ideal.
Eu vou, mas à 'civil', ou seja, a pé, de galochas, gabardine, guarda-chuva e afins.
E amanhã há visitas para o jantar.
E para o jantar de hoje espera-me umasurpresa que tinha em cima da minha mesa logo pela manhã.
E acabo o dia com a sensação de nada ter feito, mas de muita coisa resolvida e de muitas outras pendentes... completamente baralhada das ideas e das emoções.
E por falarem emoções, hoje tive que meter alguém na linha como já não fazia há muito. E tive que envolver mais 64 pessoas no assunto. E tive que me chatear e pronto. Já não estou chateada com o assunto,porque tive um montão de pessoas do meu lado, as 64.
E só vos digo, quando pensamos que já vimos, ouvimos, vivemos de tudo, surge sempre algo ou alguém que nossurpreende e nos leva a espreitar para o fundo do poço e a perceber que o poço é mais fundo do que imaginavamos e lá no fundo está para lá de gentinha!
Enfim!
E depois há aquelas pessoas , queridas, amigas, que têm um 'Milka' enorrrmeee na gaveta e a abrem no momento em que estamos junto a elas e nos dão um bocad(inh)o que nos sabe ... pela vida!
Cá vamos nós fim-de-semana. Com chuva, galochas, vento, alertas, mas leve... na alma, que cá o corpo bem que podia ser mais leve um poucochinho!
| As próximas vãoser assim... ou verdes, omais provavel! |
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Hipocrisia
A semana foi atípica, já o disse.
Um dos ingredientes que via, cheirava, sentia, por onde quer que me virasse, era este: HIPOCRISIA!
Como tanto por nada as pessoas fazem!
Que aprendam a ser felizes, que por cá vão-se tendo momentos de...
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Não Resisti...
... e tentei minimizar o estrago. No Sábado fiz iscas de bacalhau como o Avô Reis as fazia.
| As iscas de bacalhau tal como o Avô as fazia: água, farinha e bacalhau |
| ... e as mais tradicionais a que chama 'pataniscas de bacalhau' e são feitas com farinha, água, ovo, salsa, bacalhau e cebola (opcional) |
sábado, 3 de julho de 2010
'Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste
Depois de terça-feira ter tirado os pontos, a visão começou a melhorar a olhos vistos e ontem quando fez o teste de visão alcançou sem espinhas os 40%.
A escala é de 10 em 10 e por isso teve que ficar nos 40%. (quando se levanta da cadeira e dá dois passos em frente consegue ler os caracteres dos 50%).
Quando o médico o viu ficou radiante com o bom estado do olho e o nível de visão alcançado.
E depois de alguma conversa, a despedida foi com o médico, depois de dizer que só o lá queria daqui a três meses a dizer: 'Ainda aqui estás? a baixa foi só até ontem, já deves meio dia de trabalho ao patrão!'
Foi uma manhã de muita alegria. A partir desse momento foi telefonar à família e amigos para lhes tirar as preocupações e pegando numa frase de S. Freud,que a São me enviou 'Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.' neste momento ainda não olhamos para trás, mas para o lado. Estamos a poucos passos disso.
E hoje de manhã já quis sair, já quis ir para a confusão típica de uma cidade ao sábado de manhã, quis ir encomendar os óculos, foi ao supermercado e já andou pela FNAC a vaguear pela secção de informática e fotografia.
E isto fê-lo sem andar agarrado a mim, como o fazia nas últimas saídas, não teve medo de descer e subir escadas e anda apressado, tal como há uns anos atrás!
Pois, esqueci-me de dizer, que 40% de visão neste olho, ele teve-a pela última vez em 1978 e nos últimos meses estava nos 20% esforçados!
E o dia estava lindo.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Não sei como começar. Faltam-me as palavras.
Quero-vos falar da aventura, chamemos-lhe assim, que vivi durante o último mês. E quero-vos falar hoje porque me sinto a passo de a ter concluída e porque nos últimos dias tivemos uma grande vitória. O L. neste momento está a ver bem, dentro dos limites impostos pelas características dos seus olhos, mas vê TV, pode estar em frente do PC... pode quase ter a vida que tinha antes da cirurgia.
Desde o dia 27 de Maio, quase todos os dias foram menos bons. Foi um mês de avanços e recuos, que muitas vezes nos fizeram quase deixar de acreditar que hoje as coisas estariam assim. Mas, em muitos desses momentos em que o acreditar quase falhou, vocês estiveram presentes para recordar que é preciso acreditar e que eram só momentos menos bons.
Desde o dia 27 que as manifestações de amizade não deixam de surgir, vindas dos mais próximos e dos mais distantes, de pessoas que provavelmente nunca conhecerei.
Todos pediram à sua maneira, na sua maior fé e devoção. Todos tiveram palavras e gestos de força.
Alguns foram verdadeiros anjos da guarda, como naquele dia, em que no meio de tanta gente nunca me senti tão sozinha e desamparada. Foi um anjo que encontrei, disse-lho mo momento. Chorei no ombro dela enquanto em lágrimas, das poucas vezes que chorei, lhe pedia desculpa.
Fez-me bem. Fez-me bem também as mensagens dos amigos, diárias algumas, de força e de cuidado.
Todos pediram à sua maneira, na sua maior fé e devoção. Todos tiveram palavras e gestos de força.
Alguns foram verdadeiros anjos da guarda, como naquele dia, em que no meio de tanta gente nunca me senti tão sozinha e desamparada. Foi um anjo que encontrei, disse-lho mo momento. Chorei no ombro dela enquanto em lágrimas, das poucas vezes que chorei, lhe pedia desculpa.
Fez-me bem. Fez-me bem também as mensagens dos amigos, diárias algumas, de força e de cuidado.
Não vou esquecer a vontade, o querer de alguns, em ajudar. Mas pouco havia a fazer, senão esperar.
Não vou esquecer a paciência com que ouviam as descrições dos acontecimentos, dos quais eu tinha necessidade de falar, confesso. Muitos terão ouvido vezes sem conta a mesma coisa, sem a mais pequena reclamação, mas sim sempre com a mesma tristeza nas expressão. Vi medo nos olhos de alguns. A voz de outros tremia quando falava comigo. Temiam as minhas respostas. Temiam ouvir o que não queriam , mas que muitas vezes era o que eu tinha para dizer.
Da primeira cirurgia a tensão era grande. Uma mensagem inesperada, pôs-me com uma lágrima ao canto do olho e fez-me sentir que não estava só. Obrigada, sim foste tu!
Mensagens de manhã e à noite, quando não eram telefonemas a saber notícias, deram-me serenidade e aconchego.
Sim, tenho a certeza que aquelas centenas de 'Se precisares, conta comigo!', nenhum deles foi da boca para fora. Sei que se batesse a qualquer uma daquelas portas ela se abriria, incondicionalmente.
E tu, mesmo no médico, te lembraste de mim, não me esqueço disso.
Não em esqueço dos telefonemas que o L. recebia e que tanto ânimo lhe davam. Nos dias em que isso acontecia encontrava-o bem mais animado. E das visitas de fim de tarde para beber uma mini e comer umas natinhas. Que bem lhe faziam essas visitas!
E logo que ele se sentiu capaz, foi visitar os amigos e colegas. E que feliz ele ficou com a manifestação de alegria deles!
E por falar nisso, já recebemos o postal do Vaticano. Obrigada por se terem lembrado.
E os meus queridos seguidores deste blogue, que sempre estiveram presentes e preocupados quando não havia notícias. Para eles um grande BEIJO. Do tamanho do MUNDO.
E agora chamem-me lamechas, à vontade. Estou a fazer o que acho que devo.
A guerra ainda não acabou. Há algumas conquistas para fazer, mas este momento está a ser tão recompensador, que não queria deixar de o partilhar convosco.
Sabem, só nos momentos mais adversos da vida é que aprendemos a dar valor a estas coisas e aí não temos medo que nos chamem lamechas ou coisas piores por partilhar as emoções...
Por isso chamem-me lamechas, ou coisa pior à vontade. Estou só a fazer o que acho que devo fazer. Estão perdoados... desta vez!
Mensagens de manhã e à noite, quando não eram telefonemas a saber notícias, deram-me serenidade e aconchego.
Sim, tenho a certeza que aquelas centenas de 'Se precisares, conta comigo!', nenhum deles foi da boca para fora. Sei que se batesse a qualquer uma daquelas portas ela se abriria, incondicionalmente.
E tu, mesmo no médico, te lembraste de mim, não me esqueço disso.
Não em esqueço dos telefonemas que o L. recebia e que tanto ânimo lhe davam. Nos dias em que isso acontecia encontrava-o bem mais animado. E das visitas de fim de tarde para beber uma mini e comer umas natinhas. Que bem lhe faziam essas visitas!
E logo que ele se sentiu capaz, foi visitar os amigos e colegas. E que feliz ele ficou com a manifestação de alegria deles!
E por falar nisso, já recebemos o postal do Vaticano. Obrigada por se terem lembrado.
E os meus queridos seguidores deste blogue, que sempre estiveram presentes e preocupados quando não havia notícias. Para eles um grande BEIJO. Do tamanho do MUNDO.
E agora chamem-me lamechas, à vontade. Estou a fazer o que acho que devo.
A guerra ainda não acabou. Há algumas conquistas para fazer, mas este momento está a ser tão recompensador, que não queria deixar de o partilhar convosco.
Sabem, só nos momentos mais adversos da vida é que aprendemos a dar valor a estas coisas e aí não temos medo que nos chamem lamechas ou coisas piores por partilhar as emoções...
Por isso chamem-me lamechas, ou coisa pior à vontade. Estou só a fazer o que acho que devo fazer. Estão perdoados... desta vez!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sensibilidade
Na quarta-feira quando ia buscar comida ao take-away, numa rotunda nas imediações do restaurante estava um homem caído, inanimado, com uma motorizada em cima dele. Suponho que terá levado uma pancada de algum carro, ou ter-se-á mesmo despistado ao contornar a rotunda.
O certo é que ninguém passava, o homem não se mexia, ninguém lhe mexia e (incrível) não tinha uma multidaão de gente em volta dele.
Por um caminho alternativo cheguei ao restaurante e depois do cozinheiro me perguntar o que se passava, contei-lhe o cenário com que me havia deparado minutos antes.
Eu estava incomodada com o assunto e o senhor ia dizendo que provavelmente estava só desmaiado e que o INEM quando chegasse o reanimava e levava para o hospital. É quando vem o empregado da caixa e diz (é brasileiro): 'A senhora diz que ele tinha um fio de sangue na boca? Então já deve estar morto!'
E pronto, arrumou-me para canto!
O homem até podia estar morto. Eu até tenho dúvidas do contrário, mas dizê-lo com tal assertividade, soa a machadada final!
O certo é que ninguém passava, o homem não se mexia, ninguém lhe mexia e (incrível) não tinha uma multidaão de gente em volta dele.
Por um caminho alternativo cheguei ao restaurante e depois do cozinheiro me perguntar o que se passava, contei-lhe o cenário com que me havia deparado minutos antes.
Eu estava incomodada com o assunto e o senhor ia dizendo que provavelmente estava só desmaiado e que o INEM quando chegasse o reanimava e levava para o hospital. É quando vem o empregado da caixa e diz (é brasileiro): 'A senhora diz que ele tinha um fio de sangue na boca? Então já deve estar morto!'
E pronto, arrumou-me para canto!
O homem até podia estar morto. Eu até tenho dúvidas do contrário, mas dizê-lo com tal assertividade, soa a machadada final!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Portugal no país que temos
Hoje quando regressava do almoço, não fosse cruzar-me com um carro e na bomba da gasolina estar lá a funcionária para receber o pagamento... seria levada a pensar que tinamos sido invadidos por um exercito daqueles seres estranhos e que todos tinham desaparecido.
Pretensão a mais da minha parte pensar pertencer à minoria sobrevivente, mas... sabe-se lá!
Ainda assim, o que normalmente demoro 1h20 a fazer, hoje precisei de uma hora!
Pretensão a mais da minha parte pensar pertencer à minoria sobrevivente, mas... sabe-se lá!
Ainda assim, o que normalmente demoro 1h20 a fazer, hoje precisei de uma hora!
terça-feira, 15 de junho de 2010
...da Saga Contínua...
Da saga contínua, escreveu-se hoje mais um episódio.
O nervosismo era grande. As melhoras não eram notórias e já é satisfatório sentir que não piora, tais têm sido os recuos!
A consulta foi marcada para as 9h30m, hora a que chegamos à clínica. Como sempre, fomos atendidos de imediato. Tal como no Sábado passado, começou pelo teste de visão, que durou dois minutos, pois logo de imediato a técnica se apercebeu que à distância de um passo, ele mal distinguia a quantidade de dedos que ela tinha no ar. Apesar de tudo, a conclusão foi que já vê um pouco mais... vê vultos a uma distância maior.
Passamos para o médico, que de uma primeira análise se sentiu mais optimista e passou para a acção: limpar a lente com laser e preparar-se para uma angiografia.
Demorou. O equipamento estava ocupado e a espera foi de mais de uma hora. A toma da 'fosforina' é o mais doloroso do processo todo. 'Intragável!'-diz ele!
Desta vez não foi preciso injectar a solução, tal como aconteceu há quinze dias atrás. A retina está mais visível e o resultado, se bem que com uma visibilidade não a 100%, da angiografia torna-se mais conclusivo: a inflamação está a limpar. Devagar, muito devagar, mas está.
A retina continua bem e não há sinais de infecção...
No pico do desespero, houve espaço para reclamar com o médico que tratou de explicar com a sua maneira muito própria de ser, dizendo que as cirurgias são assim mesmo, que uma cirurgia não era fazê-la, dar-lhe duas palmadinhas nas costas e mandá-las para casa nunca mais as vendo!
Depois de dar instruções para continuar com a medicação, ficou combinado 'novo encontro para Sábado'.
Ainda disse que este assunto não o preocupava, pois tinha solução. Podia demorara mais ou menos tempo, mas isso era chato para o L. e não para ele, pois ele tinha a certeza que se solucionava...
E pronto, novo episódio da Saga Contínua no Sábado. Até lá tudo em stand-by...
Entretanto vamos vivendo no 'nim' sem optimismos, mas pessimismos postos de parte... no limbo...
O nervosismo era grande. As melhoras não eram notórias e já é satisfatório sentir que não piora, tais têm sido os recuos!
A consulta foi marcada para as 9h30m, hora a que chegamos à clínica. Como sempre, fomos atendidos de imediato. Tal como no Sábado passado, começou pelo teste de visão, que durou dois minutos, pois logo de imediato a técnica se apercebeu que à distância de um passo, ele mal distinguia a quantidade de dedos que ela tinha no ar. Apesar de tudo, a conclusão foi que já vê um pouco mais... vê vultos a uma distância maior.
Passamos para o médico, que de uma primeira análise se sentiu mais optimista e passou para a acção: limpar a lente com laser e preparar-se para uma angiografia.
Demorou. O equipamento estava ocupado e a espera foi de mais de uma hora. A toma da 'fosforina' é o mais doloroso do processo todo. 'Intragável!'-diz ele!
Desta vez não foi preciso injectar a solução, tal como aconteceu há quinze dias atrás. A retina está mais visível e o resultado, se bem que com uma visibilidade não a 100%, da angiografia torna-se mais conclusivo: a inflamação está a limpar. Devagar, muito devagar, mas está.
A retina continua bem e não há sinais de infecção...
No pico do desespero, houve espaço para reclamar com o médico que tratou de explicar com a sua maneira muito própria de ser, dizendo que as cirurgias são assim mesmo, que uma cirurgia não era fazê-la, dar-lhe duas palmadinhas nas costas e mandá-las para casa nunca mais as vendo!
Depois de dar instruções para continuar com a medicação, ficou combinado 'novo encontro para Sábado'.
Ainda disse que este assunto não o preocupava, pois tinha solução. Podia demorara mais ou menos tempo, mas isso era chato para o L. e não para ele, pois ele tinha a certeza que se solucionava...
E pronto, novo episódio da Saga Contínua no Sábado. Até lá tudo em stand-by...
Entretanto vamos vivendo no 'nim' sem optimismos, mas pessimismos postos de parte... no limbo...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
A saga continua...
Hoje tínhamos consulta marcada. Era de avaliação e ia fazer uma angiografia. Ia ser para verificar o comportamento da retina durante o processo de recuperação.
Só que recuperação tem andado desaparecida dos nossos dicionários. Ontem quando cheguei a casa queixou-se que estava a ver pior, que mal me via. Que não era nada como antes da segunda cirurgia, mas que se sentia muito pior!
Disse-lhe que telefonasse ao médico. Não quis!
Deitei-me com o coração apertado a desejar que a noite passasse rápido.
Tínhamos consulta marcada para as 10h30. às 9h30 já estávamos na clínica. Anunciamo-nos e logo a seguir foi fazer testes de visão. Péssima. Nem as letras maiores conseguia ver ao longe!
Quando o médico o viu, ficou preocupado. Fez uma primeira avaliação. Perguntei-lhe o que seria. Disse que não podia responder naquele momento. Tinha que fazer mais exames depois de dilatar. A única coisa que podia dizer no momento era que da operação à catarata estava tudo bem.
Foi dilatar. Meia hora mais tarde voltamos ao consultório. Nova avaliação. Agora da retina, a maior preocupação. Dois minutos, que mais pareceram duas horas, disse que a retina estava bem e que o que ele tinha era uma inflamação do pós operatório.
Mais uma vez que podia acontecer, mas que não era habitual.
Fez novo plano de tratamento. Novas gotas, agora só dois tipos, mas mais vezes: seis vezes.
Pediu que voltássemos na terça-feira e que esperava que Domingo ele já estivesse melhor.
Despediu-se com o aviso: 'Para a próxima, telefona! O que combinamos foi que telefonavas e não que esperasses! Se me ligasses ontem, hoje já estavas melhor!'
E as ultimas palavras foram: 'Não é nada de especial, acreditem! Eu não vos escondo nada!'
Viemos embora. Eu mais aliviada. O L. com outro ânimo e a dizer:'Eu não vou deixar de ver, pois não?'
Eu já não sei que dizer. Já não consigo sentir-me animada com palavras. Só com resultados, que tardam em chegar!
Sempre estive optimista em todo este processo. Quero continuar a estar, mas está difícil.
Optimismo, recuperação, sucesso, fim, descanso, precisam-se... quero acreditar que tardam, mas que vão chegar... precisam-se!
'Eu não vou deixar de ver, pois não?', voltou a perguntar. 'Não. Não ouviste o médico dizer que mesmo se fosse com a retina havia solução?!'
'Pois viu-se a solução da outra vez!', respondeu.
'Sim, L., há solução se as pessoas não deixarem passar quinze dias e no entretanto andarem a viajar...'
Calou-se. Veio calado até casa. Sabia que eu tenho razão, nesta longa história que se passou há doze anos sobre a qual um dia falarei...
Eu (ainda) acredito. Não sei se no médico, se na capacidade de recuperação do L., se na minha Estrelinha, se na, ou pela, força que tenho recebido de tantas pessoas.
Mas eu acredito, porque essas pessoas merecem... é a forma que tenho de lhes retribuir toda a força e carinho que me têm passado nestes últimos longos quinze dias.
Obrigada
Só que recuperação tem andado desaparecida dos nossos dicionários. Ontem quando cheguei a casa queixou-se que estava a ver pior, que mal me via. Que não era nada como antes da segunda cirurgia, mas que se sentia muito pior!
Disse-lhe que telefonasse ao médico. Não quis!
Deitei-me com o coração apertado a desejar que a noite passasse rápido.
Tínhamos consulta marcada para as 10h30. às 9h30 já estávamos na clínica. Anunciamo-nos e logo a seguir foi fazer testes de visão. Péssima. Nem as letras maiores conseguia ver ao longe!
Quando o médico o viu, ficou preocupado. Fez uma primeira avaliação. Perguntei-lhe o que seria. Disse que não podia responder naquele momento. Tinha que fazer mais exames depois de dilatar. A única coisa que podia dizer no momento era que da operação à catarata estava tudo bem.
Foi dilatar. Meia hora mais tarde voltamos ao consultório. Nova avaliação. Agora da retina, a maior preocupação. Dois minutos, que mais pareceram duas horas, disse que a retina estava bem e que o que ele tinha era uma inflamação do pós operatório.
Mais uma vez que podia acontecer, mas que não era habitual.
Fez novo plano de tratamento. Novas gotas, agora só dois tipos, mas mais vezes: seis vezes.
Pediu que voltássemos na terça-feira e que esperava que Domingo ele já estivesse melhor.
Despediu-se com o aviso: 'Para a próxima, telefona! O que combinamos foi que telefonavas e não que esperasses! Se me ligasses ontem, hoje já estavas melhor!'
E as ultimas palavras foram: 'Não é nada de especial, acreditem! Eu não vos escondo nada!'
Viemos embora. Eu mais aliviada. O L. com outro ânimo e a dizer:'Eu não vou deixar de ver, pois não?'
Eu já não sei que dizer. Já não consigo sentir-me animada com palavras. Só com resultados, que tardam em chegar!
Sempre estive optimista em todo este processo. Quero continuar a estar, mas está difícil.
Optimismo, recuperação, sucesso, fim, descanso, precisam-se... quero acreditar que tardam, mas que vão chegar... precisam-se!
'Eu não vou deixar de ver, pois não?', voltou a perguntar. 'Não. Não ouviste o médico dizer que mesmo se fosse com a retina havia solução?!'
'Pois viu-se a solução da outra vez!', respondeu.
'Sim, L., há solução se as pessoas não deixarem passar quinze dias e no entretanto andarem a viajar...'
Calou-se. Veio calado até casa. Sabia que eu tenho razão, nesta longa história que se passou há doze anos sobre a qual um dia falarei...
Eu (ainda) acredito. Não sei se no médico, se na capacidade de recuperação do L., se na minha Estrelinha, se na, ou pela, força que tenho recebido de tantas pessoas.
Mas eu acredito, porque essas pessoas merecem... é a forma que tenho de lhes retribuir toda a força e carinho que me têm passado nestes últimos longos quinze dias.
Obrigada
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Tenho o coração apertado e um nó na garganta.
Quero acreditar em progresso, melhoras, mas às vezes tenho duvidas. Tenho medo quando estou perante o médico. Tenho medo do seu silêncio, do seu olhar, dos seus gestos e tenho medo, muito medo das palavras dele!
Que tudo isto acabe depressa e pelo melhor.
Está a ser duro. O esforço, a freima, a correria...
Provavelmente estou a ser egoísta, afinal eu só ando a correr que nem uma louca, eu só tremo que nem uma louca perante o médico, eu só desespero enquanto o L. está a ser operado, eu só reclamo, não é?
Já não me aturo!
Quero acreditar em progresso, melhoras, mas às vezes tenho duvidas. Tenho medo quando estou perante o médico. Tenho medo do seu silêncio, do seu olhar, dos seus gestos e tenho medo, muito medo das palavras dele!
Está a ser duro. O esforço, a freima, a correria...
Provavelmente estou a ser egoísta, afinal eu só ando a correr que nem uma louca, eu só tremo que nem uma louca perante o médico, eu só desespero enquanto o L. está a ser operado, eu só reclamo, não é?
Já não me aturo!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Aviso à navegação...
terça-feira, 8 de junho de 2010
Os amigos não se vêm só nos dias de soprar velinhas
Costumo dizer, e penso já tê-lo dito por aqui, que 'Os amigos não se só vêm nos dias de soprar velinhas.'
Eu, com a idade que tenho e com as bofetadas que já levei de pessoas que, pensava eu, eram minhas amigas, era suposto não me (deixar) surpreender com a postura de algumas pessoas.
Mas como nem tudo é mau, nestes dias tive também muitas manifestações de carinho, vindas dos quatro cantos do Mundo, de pessoas que eu nunca vi, nem é suposto um dia vir a vê-las tal é a distância; mas foram o alimento da minha força.
E claro os meus amigos, osque tambémsopram velinhas, esses estiveram sempre presentes...
É bom sabê-lo.
Eu, com a idade que tenho e com as bofetadas que já levei de pessoas que, pensava eu, eram minhas amigas, era suposto não me (deixar) surpreender com a postura de algumas pessoas.
Mas como nem tudo é mau, nestes dias tive também muitas manifestações de carinho, vindas dos quatro cantos do Mundo, de pessoas que eu nunca vi, nem é suposto um dia vir a vê-las tal é a distância; mas foram o alimento da minha força.
E claro os meus amigos, osque tambémsopram velinhas, esses estiveram sempre presentes...
É bom sabê-lo.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Agora parece que sim...
Hoje foi dia de mais uma consulta. Desta vez foi mesmo só consulta. O médico dilatou, analisou, tomou as notas dele e no fim receitou-lhe mais umas gotas e disse para lá voltar no Sábado.
Depois de lhe perguntarmos se estava tudo bem, respondeu que sim, que estava só a seguir os procedimentos normais a ter perante um olho sensível e frágil que foi submetido a duas intervenções.
A retina está bem, os 'fiapos' desapareceram e os pontos hão-de ser tirados.
Claro que o Sr. L. perante tal optimismo perguntou logo ao médico quando ele achava que ele podia ir trabalhar. O médico, com o humor a que já nos habituou respondeu-lhe: 'Se tu, por exemplo, fosses porteiro eu até te dizia que amanhã já podias ir trabalhar. Para dizer saudar pessoas e abrir portas não precisas dos olhos, mas tu deves fazer algo um bocadinho diferente...'
O Sr. L. disse:'Eu não faço grandes esforços. Eu só faço planeamento de sistemas de teste e...'
O médico piscou-lhe o olho e disse-lhe: 'Pois, engana-me, mas enquanto não tirares os pontos e acertarmos a visão, ficas por casa que estás muito bem!.'
Eu meti logo carvão e disse:'Pois quer ir trabalhar, mas anda-me a pedir que escreva mensagens no FB e faça os posts de filatelia!'
O médico a rir: 'E não que que ponha lá fotos dele? Descansa mas é e faz a medicação como eu disse. E no Sábado vem com duas horas de jejum que eu posso querer fazer outra angiografia... é para o xarope.'
E pronto, lá viemos, com mais uma dose de optimismo... e de gotas, as quartas.
Mas estamos optimistas e crentes que agora é o tempo que vai definir o resto. Cicatrização, remoção dos pontos e definição da graduação dos óculos.
Não penso quando as coisas voltarão ao normal. Não vale a pena, pois já é bom saber que estamos a caminhar em frente... sem precipícios à nossa frente!
Depois de lhe perguntarmos se estava tudo bem, respondeu que sim, que estava só a seguir os procedimentos normais a ter perante um olho sensível e frágil que foi submetido a duas intervenções.
A retina está bem, os 'fiapos' desapareceram e os pontos hão-de ser tirados.
Claro que o Sr. L. perante tal optimismo perguntou logo ao médico quando ele achava que ele podia ir trabalhar. O médico, com o humor a que já nos habituou respondeu-lhe: 'Se tu, por exemplo, fosses porteiro eu até te dizia que amanhã já podias ir trabalhar. Para dizer saudar pessoas e abrir portas não precisas dos olhos, mas tu deves fazer algo um bocadinho diferente...'
O Sr. L. disse:'Eu não faço grandes esforços. Eu só faço planeamento de sistemas de teste e...'
O médico piscou-lhe o olho e disse-lhe: 'Pois, engana-me, mas enquanto não tirares os pontos e acertarmos a visão, ficas por casa que estás muito bem!.'
Eu meti logo carvão e disse:'Pois quer ir trabalhar, mas anda-me a pedir que escreva mensagens no FB e faça os posts de filatelia!'
O médico a rir: 'E não que que ponha lá fotos dele? Descansa mas é e faz a medicação como eu disse. E no Sábado vem com duas horas de jejum que eu posso querer fazer outra angiografia... é para o xarope.'
E pronto, lá viemos, com mais uma dose de optimismo... e de gotas, as quartas.
Mas estamos optimistas e crentes que agora é o tempo que vai definir o resto. Cicatrização, remoção dos pontos e definição da graduação dos óculos.
Não penso quando as coisas voltarão ao normal. Não vale a pena, pois já é bom saber que estamos a caminhar em frente... sem precipícios à nossa frente!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Hoje não gostei...
De ouvir:
'Mas afinal quando é que o L. vem trabalhar? Daqui a uma semana, um mês, nunca...?'
o 'Nunca' bateu cá no fundo e está a ser difícil de fazê-lo sair. Não gosto de palavras que soem a definitivo: Nunca, sempre, adeus...
'Mas afinal quando é que o L. vem trabalhar? Daqui a uma semana, um mês, nunca...?'
o 'Nunca' bateu cá no fundo e está a ser difícil de fazê-lo sair. Não gosto de palavras que soem a definitivo: Nunca, sempre, adeus...
terça-feira, 1 de junho de 2010
De volta ao bloco II
Eu tenho como lema que 'de tudo se pode tirar o bom e o mau'. Há pessoas que não concorda comigo. Dizem que é porque eu nunca passei por algo realmente mau!
Não é verdade. Já passei por coisas más, muito más e delas tirei lições que me ajudaram noutras situações também adversas.
E hoje, entre a consulta e a hora da operação decidimos ir almoçar ao Norteshopping. O L. precisava de comer algo rápido e eu também!
Depois de comer qualquer, numa das minhas desesperantes ânsias de estar sozinha, mesmo que no meio daquela gente toda, arranjei a desculpa de ir comprar cápsulas para a máquina do café.
Fui pelo caminho mais longo, fui vendo montras, enquanto chorava 'baba e ranho'. Comprei as cápsulas, regressei pelo caminho mais longo. Sabia que ele estava bem e sossegado e eu precisava mesmo daqueles minutos. Ao entrar na praça da alimentação vi uma cara conhecida. Uma amiga. As saudações do costume, o motivo de estarmos ali as duas e na hora da despedida 'desmanchei-me' completamente.
Não sei porquê. Da necessidade de estar só, de querer vaguear pelo centro comercial, ver alguém conhecido, fez-me sentir tão bem... foi como se tivesse visto um anjo!
Disse-lho, agradeci-lhe, voltei a agradecer-lhe e voltei para junto do L. com mais forças.
... estas coisas marcam as diferenças dos momentos...
Não é verdade. Já passei por coisas más, muito más e delas tirei lições que me ajudaram noutras situações também adversas.
E hoje, entre a consulta e a hora da operação decidimos ir almoçar ao Norteshopping. O L. precisava de comer algo rápido e eu também!
Depois de comer qualquer, numa das minhas desesperantes ânsias de estar sozinha, mesmo que no meio daquela gente toda, arranjei a desculpa de ir comprar cápsulas para a máquina do café.
Fui pelo caminho mais longo, fui vendo montras, enquanto chorava 'baba e ranho'. Comprei as cápsulas, regressei pelo caminho mais longo. Sabia que ele estava bem e sossegado e eu precisava mesmo daqueles minutos. Ao entrar na praça da alimentação vi uma cara conhecida. Uma amiga. As saudações do costume, o motivo de estarmos ali as duas e na hora da despedida 'desmanchei-me' completamente.
Não sei porquê. Da necessidade de estar só, de querer vaguear pelo centro comercial, ver alguém conhecido, fez-me sentir tão bem... foi como se tivesse visto um anjo!
Disse-lho, agradeci-lhe, voltei a agradecer-lhe e voltei para junto do L. com mais forças.
... estas coisas marcam as diferenças dos momentos...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Roleta Russa
STRESS,
ANSIEDADE,FÉ,
ESPERANÇA,CERTEZA,
INCERTEZA,
ACREDITAR,CONFIANÇA,
ALEGRIA,SORTE,
TRISTEZA,
CANSAÇO,NERVOS,
Ingredientes que vão compor a semana, mais que noutra qualquer e mais que nunca.
Vai ser uma Roleta russa.
Tudo pode melhorar ( e eu, muito sinceramente, acredito que sim), ou tudo pode ficar mal... para sempre... como ficaria daqui a uns meses se não existisse esta semana!
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