Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Que vestir hoje?
terça-feira, 18 de junho de 2013
Coisas, que não são 'Cois(inh)as' que mexem (muito) comigo
Com a minha idade é expectável ter testemunhado histórias com fins menos felizes. Não foram muitos, felizmente, mas os que foram doeram muito!
Aos oito anos descobri que os meninos também morrem! Foi o primeiro choque frontal com a morte!
Outros amigos fui vendo partir. Uns depois de passarem por grandes batalhas, outros que nem 'adeus' puderam dizer. Outros houve que partiram por decisão própria. Momentos menos bons em todas as fases da vida temos, que em alguns casos podem ser fatais!
E hoje estou assim porque,de uma notícia que me pareceu irreal, tive a confirmação de que não pode ser mais real. Muitas histórias passaram pela minha cabeça. Muitos episódios tristes me invadiram o pensamento.
Estou incomodada.
Como em outras situações, quero acreditar que as coisas se vão resolver pelo melhor. Há casos, cada vez mais, de sucesso. Quero acreditar que este será um.
Mas estou triste, incomodada... é injusto!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Sossego...
Na passada Sexta-feira, foi-me diagnosticada uma conjuntivite alérgica crónica. É incomodativo, Tenho que aplicar gotas duas vezes ao dia... só isso!
E pronto, assunto arrumado!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A Marta encontrou um dador compatível, mas não cruzou os braços.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A Marta encontrou um dador compatível.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Olá Amiga...Até já Amiga!
Como andei a transferir para este blogue os posts do outro, que era privado, deixo aqui o link do post. Está aqui
Um grande beijo, Carla
segunda-feira, 30 de março de 2009
Cancro do Cólo do Útero
Fosse uma mulher que morresse por dia com esta doença, já seria muito e justificaria esta petição.
Infelizmente, não é só uma que morre por dia...
Apesar de não ser meu hábito assinar petições, esta assinei.
Mulheres: Previnam-se. É a melhor arma contra esta doença sileniosa e traiçoeira.
(Esta petição é da responsabilidade da Associação Europeia do Cancro do Cólo do Útero (ECCA) com o apoio da União Internacional Contra o Cancro (UICC) e a European Cancer Organisation.)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Dia Mundial da Luta Contra o Cancro
Os números continuam assustadores: 40 000 novos doentes por ano.
Da Notícia, os números:
Os tumores malignos que mais mortes provocaram em 2006 foram os da laringe/traqueia, brônquios e pulmões (3.577), seguindo-se o cancro do cólon (2.405) e o cancro do estômago (2.273).
A maior subida de óbitos entre 2005 e 2006 foi provocada pelo cancro da bexiga (10,92 por cento), que vitimou 701 pessoas em 2006.
Já as variações mais significativas nas descidas registaram-se nos óbitos por cancro do colo do útero (menos 12,32 por cento) e do esófago (menos 11,65 por cento). Em 2006, o cancro do colo do útero matou 185 pessoas e o do esófago 508.
Cont (notícia da SIC)...
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
No dia 30, todas de cor-de-rosa, PLEASE!!: Vamos colorir Portugal de Cor-de-Rosa
Próxima 5ª feira, 30 de Outubro
AMIGOS E AMIGAS:
No próximo dia 30 de Outubro comemora-se o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama.
Assim, a Associação de Mulheres Mastectomizadas " AME e VIVA a VIDA " vai promover nesse dia uma acção de sensibilização alertando as todas mulheres para prática do auto-exame, realização de mamografias e consultas médicas periódicas, distribuindo nas 18 capitais de Distrito folhetos alusivos à doença.
Para simbolizar esse alerta convidamos todas as mulheres a vestir, no dia 30, uma peça cor-de-rosa no seu vestuário - DIA da MULHER ROSA - vamos colorir Portugal de Cor-de-Rosa.
Esta acção vai ajudar as mulheres na luta contra o cancro da mama e elege dois lemas:
- " Saiba o que lhe vai no peito"
- " Vamos acabar com o tabu do Cancro "
Na próxima 3ªfeira, dia 28 de Outubro, realiza-se uma conferência de imprensa ás 11h no Auditório da Junta de Freguesia Santo Condestável, onde estarão presentes sócias fundadoras, figuras públicas ( Fernanda Freitas; Mafalda Arnauth; aguarda-se a confirmação da Alta Comissária para a Saúde e outros convidados institucionais) para a apresentação desta acção solidária.
No dia 30, todas de cor-de-rosa, PLEASE!!
sábado, 25 de outubro de 2008
Outubro, Mês de Prevenção do Cancro da Mama
Não deviam haver campanhas, porque ele não devia existir... o Cancro, neste caso o da mama!
Mas como existe, têm de haver campanhas de prevenção, a melhor forma de combate.
E eu tenho medo, muito medo, dessa doença!
Não pensem que só acontece aos outros. Não pensem que também só acontece Às mulheres.
Não, pode-nos acontecer a nós, homens e mulheres!
Mas não se esqueçam, cuidem-se ano inteiro.
Façam o teste, consultem o médico...
por favor!
O site da Laço, também deve ser consultado.
sábado, 11 de outubro de 2008
As Crónicas da Laurinda
As crónicas do público de hoje da Laurinda Alves, levaram-me ao 'baú'.
Ano de 81, em que o meu avô depois de cair abaixo de uma escada enquanto podava, foi hospitalizado e diagnosticado um cancro!
Tudo que aconteceu depois foi o que infelizmente já muitas pessoas sabem, o que acontece nestas situações: operação, recuperação, recaída e em seis meses deixou de estar connosco.
Para além de seis meses de inquietude, de sofrimento, de dor muita dor, física e psicológica, houve um episódio que ficou gravado:
Eu estava com o meu pai quando o médico deu a notícia.
Como já referi anteriormente, era uma miúda de 13 anos, 13 anos maduros, mas eram 13 anos e ao fim destes anos todos ainda me lembro das palavras frias e 'concretas' do médico:
'Sr Victor, o seu pai vai ser operado porque tem um cancro. Não lhe vai salvar a vida, só prolongar por alguns meses!
O médico não quis saber se o meu pai desconfiava de alguma coisa, não quis saber ele estava acompanhado de uma miúda e que isso ficaria gravado na memória dela!
O meu pai realmente, não tinha noção da gravidade do assunto, achava que o meu avô tinha caído da escada porque se havia desequilibrado!
Foi duro, muito duro para todos, mas aquele momento, deve ter sido dos mais duros deste triste episódio da nossa família.
É que por mais que tentemos, nunca estamos preparados para a única evidencia da vida: a morte!
E, então quando não tentamos ou não tentam preparar-nos, ainda é pior!
Ainda sobre as crónicas da Laurinda, ainda bem que os CP começam a fazer parte da vida de quem precisa e tem direito a eles.
A si, Laurinda e todos os voluntários e profissionais empenhados em preservar a dignididade de quem está a sofrer, um Muito Obrigada em nome do meu Avô, chamava-se Silvano.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A Fragilidade de ter 92 Anos
A minha Avó tem 92 anos!
Das duas primeiras vezes foi por motivos menores, dada a idade dele e o que se poderia prever nesta idade.
Da primeira foi porque usou em excesso uma pomada para os ossos e a pele queimou... a segunda porque não passava com a celeridade que ela queria e, então decidiu ir novamente ao hospital!
O médico deu-lhe um creme para as pernas e uns comprimidos para substituir a pomada dos ossos.
Desta vez foi um bocado mais complicado: a minha mãe encontrou-a desorientada e a arrastar a voz. Levou-a ao hospital e, depois de exames médicos, só encontraram excesso de calmantes no sangue! Poderá ter sido a mistura, ou troca, de medicação!
A médica diz que só a partir de sexta feira ela começa a melhorar...
Entretanto foi para casa da minha mãe e não sai da cama. De vez em quando perde a noção de onde está e pede coisas sem nexo!
A minha mãe está muito pessimista e teme que ela não resista. Eu não, eu acredito que a minha avó vai ganhar mais esta batalha... afinal já ganhou tantas!
Bina, vá lá, eu quero ir à tua festa dos 100 anos!
Por favor, não me deixes ficar mal!
Tu és o meu exemplo de vida. Tu és a mulher que me trouxe ao mundo!
Eu não quero ter saudades tuas...avó.
sábado, 14 de junho de 2008
A minha avó está no hospital
Aquilo são 91 anos duros!
Trabalhou em fiações, nunca teve os mimos de agora como as máscaras, o leite e afins que as operárias das fiações agora têm, mas tem os pulmões limpos!
Teve uma falha cardíaca provocada pela troca de medicamentos... é que aos 91 anos não é qualquer coisa que os deita abaixo, mas basta uma pequena coisa para os abanar... nestas idades vergam, mas não partem!
Neste caso bastou o médico passar-lhe a receita de um medicamento de m outro laboratório... são todos iguais, mas não tão iguais assim!
No meio de tudo isto, quem fica afectada é a minha mãe...fica com a 'cabeça em água'!
O início da história:
A minha mãe ligou-lhe na quarta feira para saber dela e achou-a um pouco em baixo, mas como houve subidas acentuadas de temperatura e as pessoas da idade dela ressentem-se destas coisas, apesar de preocupada, não valorizou... comentou comigo, com o meu pai e agendou uma ida a casa dele para quinta feira.
Quinta feira, quando se estava a levantar recebeu uma chamada de uma vizinha a dizer que ela lhe tinha telefonada na véspera para que chamasse os bombeiros, pois estava a sentir-se mal e queria ir ao hospital!
Assim foi, e ficou lá em observações.
O mais engraçado, sim, porque episódios em que a minha avó entre são sempre melodramáticos... ela leva as pessoas aos píncaros de tudo que é emoção: raiva, ódio, amor, riso, triteza...enfim é a minha avó e está dito!
Como ia dizendo, quando a minha mãe chegou ao hospital, foi logo atingida com um:
'O que estás aqui a fazer?' E sem hipótese de resposta um ' Só agora é que vieste?'
Entretanto chegou o médico que foi explicando o que se passava ao mesmo tempo que ia fazendo perguntas sobre o passado e presente dela no que respeita a assuntos clínicos. Admirou-se de ela não ter vestígios de pó nos pulmões, de em toda a vida dela só ter tido uma ou outra maleita e essencialmente de ela viver sozinha.
No fim da conversa, virou-se para a minha avó e disse-lhe que ela tinha de ir para casa da minha mãe, pois não podia ficar mais sozinha. Levou com a resposta de que nunca, que antes queria ir para um lar!
Uma das acompanhantes do médico caiu na asneira de dizer: 'Se não vai a bem, vai a mal'...pois pois, fez mal em dizer aquilo... é que a resposta foi: 'mande na sua vida, que na minha mando eu!'.
A minha avó, apesar do 91 anos, está lúcida, conhece tudo e todos, lembra-se do passado tão bem como do presente, tem telemóvel; mas assumiu que a idade lhe dá o direito de dizer e fazer o que lhe apetece e então acha que pode quebrar regras, passar à frente dos outros e enfim...um osso duro de roer!
Quando o médico abandonou a enfermaria, começou por dar ordens à minha Mãe: para ela ir a casa, fechar janelas, dar de comer ao gato, trazer-lhe o telemóvel, roupa... enfim a mãe da cachopa de 10 anos...da década de 50 do século passado, pois a de agora mandava-a ir ela!
Enquanto isso, ia tirando a máscara para falar e resmungando a propósito de um senhor que estava na enfermaria e não parava de tossir devido ao seu estado de saúde!
Bom, amanhã sai do hospital e vai para casa dela...que havemos de fazer? Deixar andar! O pior é que ela está na 'maior' e a minha mãe a ir-se abaixo com estas coisas arrastando o meu pai com ela!
Eu tento, se calhar egoisticamente, passar ao lado destas coisas. Limito-me a procurar uma explicação para estas coisa e a convencer a minha mãe de que as coisas não são assim tão escuras.
Para a minha mãe cinzento é preto com branco e ela na maioria das vezes só vê o preto!
Para mim a minha Avó está no hospital, mas já sai amanhã...para a minha Mãe a minha Avó está no hospital e só sai, se sair, amanhã!
domingo, 25 de maio de 2008
Olá Amiga, Até já Amiga!
És a prova de que tudo na vida muda num piscar de olhos e nem sempre para melhor!
Em menos de um ano casaste, engravidaste, adoeceste e... morreste.
Tu com aquela tua vida tão única, tão independente, tão segura... e esse teu nariz empinado!
Era só aparato, afinal eras insegura, carente e ingénua, muito ingénua!
Quando te conheci, pensei de ti tudo que todos pensavam... convencida, nariz empinado...
Tivemos algumas divergências, como quase todos tiveram. Não eras uma pessoas fácil... todos o dizem! A tua ausência não muda a verdade nem o passado, não é? Tu que também eras uma defensora da verdade e da justiça, a tua verdade, a tua justiça, tal como cada um de nós tem as suas... mas que eram valores que tu muito defendias e tinhas sempre presentes, eram!
Não foi justo o que te aconteceu... ainda me lembro daquele dia em que tu, depois de uma ausência devido a uma gripe forte, eu te perguntar se estavas melhor, com um brilhozinho nos olhos e desvalorizando a minha pergunta disseste:
Estou, obrigada, mas tu não sabes da novidade, estou grávida! A felicidade transbordava, mas alguma preocupação também... mal sabias tu, e nós, o que te esperava para tão breve!
A tua preocupação estava relacionada com o facto de ser uma gravidez não planeada para aquela altura ( tu e o planeamento!), não tiveste tempo de tomar certas providências... como deixar de fumar!
Disseste-me, então:
-Sabes, estou contente, mas preocupada, pois por causa da gripe estive a tomar antibióticos sem sabe que estava grávida. Eu não estava a contar engravida tão depressa, já tenho uma certa idade (frase típica tua...só tinhas 36 anos), também sou fumadora, mas pronto agora está, é esperar.
Uns dias mais tarde, passei por ti e, quando te perguntei se estava tudo bem, perguntaste-me tu -Ainda não sabes da novidade?
-Não, respondi.
-São gémeos, disseste tu,
-Que fixe!-foi a minha reacção
-Que fixe o caraças!...tudo a dobrar!...
Foi da boca para fora. A felicidade era ainda maior...
Foste uma grávida exemplar...deixaste de fumar...tudo que fizeste a partir daí foi a pensar nos teus bebés. Seguiste uma alimentação saudável, tornaste-te uma pessoa regrada, tu que não tinhas horários para ti, só para o trabalho!
Eles nasceram... no São João... altura em que tu também fazes anos.. .o João Pedro e a Ana Sofia...nunca os vi...
Em Agosto desse ano, uma colega disse-me que estavas no hospital pois tinham-te aparecido ´'uns papos' debaixo dos baços e os médicos desconfiavam do pior. Fiquei preocupada...nunca deixei de pensar em ti.
As coisa evoluíram de uma forma galopante e da pior maneira...o baço inchou, foste operada. Fui tendo sempre notícias tuas, mas à distância. Não porque me quisesse afastar, mas porque sabia que prezavas a tua privacidade e era assim que te sentias melhor.
Um dia, por acaso, encontramo-nos numa pastelaria perto de minha casa. Tu é que me viste e me chamaste. Lanchavas com o Pedro, o teu marido. Fiquei feliz, muito feliz por te ver e triste porque vi uma mulher transformada pela doença. Inchada, sem cabelo e percebi de mais perto que, como muitas vezes ouço a minha avó dizer, não somos ninguém... no que nos transformamos em tão pouco tempo!
Estive um bocadinho contigo.... a nossa conversa foi ... foi... tu falaste do que quiseste e eu respondi-te como pude... da forma mais leve possível e sincera...
-Nem te estava a conhece... também não contava encontra-te por aqui.-disse eu quando a vi.
-Pois estou toda inchada, é dos tratamento, disseste logo de rajada-também já não tenho cabelo, isto é uma peruca, mas é foleira...vou compra uma de cabelos naturais.
-E, então estás melhor?-perguntei.
- Estou, saí agora do hospital, estava com saudades destas torradas e, como não sei quando volto a sair de casa, pedi ao Pedro para vir aqui lanchar.
-Fizeste bem. E os gémeos?
-Estão com a minha irmã, ela vai levá-los lá a casa daqui a pouco.
-E tu, como te sentes?- perguntei.
-Bem, estou toda inchada, olha para a minha barriga, parece que ainda estou grávida.
-Mas tiveste os bebés só há dois meses e fizeste cesariana... é normal!
-Pois é, é normal... não é normal é o que me está a acontecer!
-Mas tu agora saíste do hospital e vais lá só fazer quimio...vais fazer transplante, vais precisar de dador de medula?-perguntei eu já a pensar como ia ser...
-Ainda não sei, mas tenho uma vantagem... a minha medula está saudável e assim posso fazer auto-transplante e não preciso de andar atrás de um dador.
-Isso é óptimo!
Falamos depois da empresa, aliás, fui respondendo às perguntas normais de alguém que está ausente há alguns meses e tem curiosidade sobre os acontecimentos e as pessoas... até que tu me arrumaste completamente com a afirmação:
-Eu já não volto mais para lá... se me safar desta, vou trabalhar na empresa que montei... se morre é não vou mesmo...
Foi assim, nu e crú... e com tanta certeza que, só pude, aliás só saiu...
-Não penses assim... daqui a uns meses vamos estar a fala outra vez...
É a última coisa que me lembro de te ter dito nesse dia... eu queria acreditar no que estava a dizer... voltei a ver-te... semanas mais tarde no mesmo sitio, por acaso, também...
Era Fevereiro, um daqueles meses de Fevereiro de muito frio e de muitas gripes... nessa altura estavas mesmo irreconhecível! Tinhas 'lutado' até ao último minuto com os teu marcadores para que eles te permitissem sair do hospital. Já tinhas a tua peruca de cabelos naturais, facto que tu fizeste questão de evidenciar... também já tinhas feito outra operação...para tirar parte do estômago, que tinha apodrecido devido a lesões provocadas pelo inchaço baço.
-Sabes o que estive a fazer nestes dias-perguntaste-me
-Estive a escolher os materiais para o apartamento. Se não for para mim é para a próxima...fica trabalho adiantado Assim, friamente... só por fora, não era?
Uma semana depois de este encontro soube que tinhas ido de urgência para o hospital e, que tinhas perdido a guerra com a doença!
Tinha maus pressentimentos sobre a tua doença, mas sempre acreditei que ias ganhar esta guerra! Quando me deram a notícia, o choque foi o mesmo como se me estivessem a dar a notícia de alguém que tinha tido um acidente e morrido!
Morreste no Carnaval, mas nós levamos a mal! Com 36 anos e tanto para fazer e ver na vida, só pode!
Mas não há volta a dar... a única coisa irreversível da vida...a morte!
Depois desse dia e, antes de voltares para o hospital com mais uma crise, a penúltima, quiseste baptizar os meninos e segundo dizem, disseste:
-Ao menos ao baptizado vou!
Hoje está a decorrer uma campanha de angariação de fundos para ajuda de organizações de investigação e tratamento de doentes com cancro. Mais que nos outros dias me lembro de ti, Amiga. Eles fizeram muito por ti, mas não foi suficiente...o adversário era muito forte!
Até já Amiga...Um dia havemos de nos encontrar... onde, como e quando não sei, mas que é certo, é!