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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pensar Alto: A Delta Cafés e os Cuidados Paliativos

Ontem quando fui tomar café, pude verificar que os pacotes do açúcar Delta, divulgam o dia 11 de Outubro como o dia dos Cuidados Paliativos.
Para ver até onde ia o conhecimento das pessoas sobre o tema, comentei o facto à mesa do café do seguinte modo: 'A Delta está sempre atenta, mais uma vez está a prestar um bom serviço publico!'
Constatei que havia quem não soubesse da existência do dia dos cuidados paliativos, ou que era o dia 11 de Outubro ou, ainda pior, o que eram cuidados paliativo!
Pensei, então:' O que um simples pacote de açúcar pode fazer! Ainda bem que a Delta tem estas iniciativas!'
Este tipo de iniciativa por parte dos Cafés Delta, já não me surpreende. Felizmente, digo eu.
Sim felizmente, porque já tornou lugar comum a Delta ser veiculo de divulgação de datas e acontecimentos importantes para a nossa sociedade. E depois de ter visitado Campo Maior é que mos apercebemos da importancia na vida social das pessoas da terra!

Porque é que não há mais empresas assim?



Nota: Não sei se esta publicidade é paga, ou se a Delta o faz deliberadamente. Para o caso não me interessa, o que importa é que resulta!

Lá estou eu a Pensar Alto!

sábado, 11 de outubro de 2008

As Crónicas da Laurinda



As crónicas do público de hoje da Laurinda Alves, levaram-me ao 'baú'.

Ano de 81, em que o meu avô depois de cair abaixo de uma escada enquanto podava, foi hospitalizado e diagnosticado um cancro!
Tudo que aconteceu depois foi o que infelizmente já muitas pessoas sabem, o que acontece nestas situações: operação, recuperação, recaída e em seis meses deixou de estar connosco.
Para além de seis meses de inquietude, de sofrimento, de dor muita dor, física e psicológica, houve um episódio que ficou gravado:
Eu estava com o meu pai quando o médico deu a notícia.
Como já referi anteriormente, era uma miúda de 13 anos, 13 anos maduros, mas eram 13 anos e ao fim destes anos todos ainda me lembro das palavras frias e 'concretas' do médico:
'Sr Victor, o seu pai vai ser operado porque tem um cancro. Não lhe vai salvar a vida, só prolongar por alguns meses!
O médico não quis saber se o meu pai desconfiava de alguma coisa, não quis saber ele estava acompanhado de uma miúda e que isso ficaria gravado na memória dela!
O meu pai realmente, não tinha noção da gravidade do assunto, achava que o meu avô tinha caído da escada porque se havia desequilibrado!
Foi duro, muito duro para todos, mas aquele momento, deve ter sido dos mais duros deste triste episódio da nossa família.
É que por mais que tentemos, nunca estamos preparados para a única evidencia da vida: a morte!
E, então quando não tentamos ou não tentam preparar-nos, ainda é pior!

Ainda sobre as crónicas da Laurinda, ainda bem que os CP começam a fazer parte da vida de quem precisa e tem direito a eles.

A si, Laurinda e todos os voluntários e profissionais empenhados em preservar a dignididade de quem está a sofrer, um Muito Obrigada em nome do meu Avô, chamava-se Silvano.