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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nem sei que titulo dar a este post!

Vivo nesta cidade há 18 anos. Há 18 anos que me inscrevi no centro de saúde da minha área de residência, e desde então espero por ter médico de família!
Da última vez que fui a esse mesmo centro, fui 'corrida'. Não podia usar o dito centro porque não tinha médico de família e ali só atendiam pessoas com médico de família!
Fui parar a um centro, onde atendem pessoas... sem médico de família!
Passei o dia todo no dito centro. Cheguei lá às oito da manhã. -Sim a senhora que me 'correu' do meu suposto centro de saúde, avisou-me que tinha que ir cedo porque tinha muita gente!- e fui atendida às 17h30m. Que sorte! Podia não ter sido atendida e no dia seguinte seria o mesmo filme!

Ontem precisei novamente de um médico. Já não fui ao meu ex-centro de saúde, mas sim ao meu novo-centro-de-saúde-de-recurso.
Novidade. O serviço já não existe desde Janeiro. Mandaram-me para um outro, a 10km daquele!
Ok, estou de carro... e se não estivesse?

Fui novamente corrida! E porque? Porque não tinha médico de família! Como diria a minha avó, tratada como um leproso!
Precisava de uma baixa médica com a máxima urgência. Expliquei isso ao funcionário. Perguntou-me porquê. Expliquei que era porque no seguimento de uma cirurgia, tinha que ficar em casa. Tive que lhe dizer que a cirurgia tinha sido no privado (mais uma cruz para a lista negra!), a nossa conversa foi emocionante:
-E o médico que fez a cirurgia não passou baixa?
-Não, porque foi no privado. (parecia que estava a cometer uma clandestinidade).
-Então tivesse prevenido o médico de família antes!
-Mas foi de urgência!
-Mas há tantos anos ainda não tratou do assunto porquê?
Depois de contar até dez, respondi:
-No posto disseram-me que aguardasse. quando houvesse médico, chamavam-me.
-Mas isso não é assim! Se não insistir, outros passam à frente!
Respira fundo, mulher, e não te enerves, que esta gente não merece.
-Eu pensei que as coisas eram por ordem e não por compadrios! Mas pronto. Eu preciso de baixa. Como faço?
-Tem que ter médico de família!
-Pois, mas não tenho! E agora?
-Bem, há uma solução, mas é fora da cidade, mas dentro do concelho.
(Sorte a minha, pensei. Olha se fosse dentro do distrito, ainda ia parar sabe-se lá onde!). E o dito senhor lá me passou para a mão uma lista com três moradas de três postos médicos onde eu me podia inscrever e ter médico de família de imediato!
Olho para a lista, olho para o homem e:
-Isto é uma brincadeira, não?! Eu nem sei onde isto fica! É para isto que o valor de um dia de trabalho meu vai?
Depois de um 'Bom-dia', virei costas e fui para o carro.
Meti no GPS as três moradas. As distancias eram equivalentes... entre 15 e 20 km dali. Tinha número de telefone... e email!
Liguei para o primeiro da lista.
A conversa foi em muito semelhante à que tive com o funcionário do posto anterior. Porque não tinha prevenido antes, se tinha ido ao privado, que me aguentasse às consequências... mas que passasse por lá que tinha vaga, baixa é que não sabia...

Morada no GPS e lá vou eu.
O posto é numa antiga escola primária, que desde que deixou de ser escola, não teve obras... e mesmo enquanto escola, as mesmas devem ter sido umas boas décadas antes de fechar!
Duas funcionárias na secretaria. Uma sabia fazer tudo. A outra só marcar consultas. Fui atendida por esta ultima e tive que esperar que outra estivesse livre. Estava a trocar mensagens com a directora do centro que lhe estava a dar instruções sobre marcação de ambulâncias. No fim da troca de mensagens, diz-me que não me pode atender porque tem que fazer o trabalho para a 'Senhora Doutora'. Perguntei se demorava muito e expliquei que tinha horas, por causa da medicação. Repreendeu-me que não sabia. Depois de contar até dez (já vai em vinte!), dei-lhe cinco minutos e expliquei-lhe que tanto ela como a 'Senhora Doutora, como funcionárias publicas, ainda, que eram, eram minhas prestadoras de serviços e como tal, eu tinha prioridade!

Tratou das ambulâncias... em três minutos. Fez o registo, bloqueou o sistema, tentou dizer-me para voltar mais tarde, porque era hora do almoço e a essa hora a 'central' aproveitava parar fazer actualizações e ficava tudo lento. Disse-lhe que tentasse novamente. Já que ali estava, esperava!
Registo com sucesso.

Dezoito anos depois tenho médico de família... e enfermeiro!
Mas não tenho baixa...
-Pois, mas o seu médico de família hoje não está!
-Então inscreva-me num médico que hoje esteja! Eu preciso de uma baixa HOJE!
Foi então que a senhora tirou um coelho da cartola e me disse que como era a primeira baixa, podia ir a outro médico do posto... mas só ao fim da tarde.

Bem voltei ao fim da tarde, fui muito bem atendida, tanto pela médica como pela funcionária. Acho que agora somos as melhores amigas... BFF!

E feito isto, pergunto, para onde, ou para quem vai, a percentagem do meu salário que eu dispenso todos os meses?
Preciso de uma cirurgia com urgência, tenho que ir ao privado. Deste serviço que me devia dar tudo, peço uma mísera baixa médica e é um filme!

Que país! Que governação!
E não pensem que eu sou das que acham que é só no nosso país que coisas estranhas como estas se passam. Mas... não havia necessidade!




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Espelhos partido, sete anos de amor perdido, ou de azar... e vidros, mais propriamente garrafas de vinho, é alegria?

Poderia dizer que é o tempo, ou antes, a falta dele (afinal não é ele a mais derradeira desculpa para o 'não fazer' das coisas?), mas não, é mesmo a falta de vontade!

Se me apetece escrever aqui, não sei que escrever, se me lembro do que escrever, não tenho como vir aqui...

E, sem dar como desculpa o tempo, este não tem abundado, não!
Meto-me em milhentas coisas ao mesmo tempo, para além de ter uma vida profissional que não me gasta propriamente só 8 horas do meu dia. 
Dez, doze... mas isso é outro assunto! E sobre ele poderiamos falar por dois caminhos. Trabalho muito porque quero, toma! Sou uma incompetente, logo preciso de mais tempo para cumprir com os meus deveres profissionais... coisas assim.

Tenho as feiras, os passeios de bike, a horta, os focinhos... e os passeios e amigos.
Não dispenso os meus passeios matinais de Sábado e Domingo. Não dispenso as minhas sornas no sofá depois de jantar ( podia escrever no blogue). Bem, não dispenso nada!
E não me dou mal assim!
E não dispenso os frutinhos das minhas árvores, os legumes da minha horta, nem pintar os muros da casa.
Dispenso limpar a casa. Fujo como o outro foge da cruz. Então prefiro pintar muros, e pagar para limpar a casa!
Dispenso cozinhar, mas cozinho, e relativamente bem, dizem, mas comigo as casas não tinham cozinhas! E a minha é enorrrmeee!

E por falar em cozinha, neste momento está 'bafejada' ! As senhoras que aandaram a limpar, partiram o garrafão de aguardente que eu lá tinha para as compotas e licores! Sim, porque isso nem me importo de fazer. Isto dias depois de ao tirar uma garrafa de vinho do carro, graças à boa qualidade dos sacos do ti Belmiro, ele ter aberto e duas garrafas de vinho terem ido à vida! E ainda depois de numa ida ao eco ponto, o saco das garrafas ter aberto por baixo e as garrafas espalharem-se, em milhentos bocdos, pareciam de pirex, as malditas, a meus pés!

Bem, espeçhos fossem, e era sete anos de azar. Como foram três vezes, seriam vinte e um anos. Era ficar sem amor por muito tempo. E vidros também é? Ous erá que são boas notícias a caminho? Afinal quando entornamos vinho, dizem ser alegria!

A ver vamos.

E que belo post!
Bem mais valia continuar com preguiça!

Fui!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Os meus Tesouros

Hoje encontrei-me com este meu tesouro enquanto arrumava armários..
... o meu vestido da 1ª Comunhão.
Tão pequenino... e eu que me achava já tão grande naquele dia!


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desejos, quem os não tem?

Depois de um fim-de-semana com as mãos mergulhadas em detergentes, sabem o que queria agora mesmo? Que uma fada me aparecesse e me deixasse as unhas e as mão que nem as dela: de fada!

E, depois de casa limpa, unhas recuperadas, já agora um destes fazia cá um jeito!

Desejos quem os não tem?
 


 (foto da net)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Momentos...

.... minutos, segundos que sejam, às vezes, bem passados em boa(s) companhia(s); 'lembram-nos' que respiramos e que somos capazes...
Hoje foi assim. Um almoço com amigos e colegas fez com que a semana fechasse com saldo positivo.

Quando não há muito, o pouco que vem é muito!

Um dia vai ser diferente!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

É a Vida!

Há uns dias, meia dúzia de palavras, em modo de enigma, deixaram-me a pensar até hoje.
De tal modo que desde aí muita coisa tem vindo a ser posta em causa e questionada... coisas bem guardadas e tidas como inquestionaveis.

É a vida!
Assim como num minuto ela muda, com meia dúzia de palavras é (re)questionada!
Nada é certo, nem eterno!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Complicado...

Ver alguém, teu amigo, que recentemente passou por uma situação difícil e ficares sem saber o que fazer e dizer.
Vais ter com ele, Pode-te arrepender. Não vais, ficas com o sentimento de que o estás a abandonar. Afinal é teu amigo, caramba!
Vais, o teu coração diz para ires. Quando te apercebes está junto dele. 
O resto ficou entre nós. 
Mas se não tivesse ido, estava zangada comigo. Assim estou zangada com o Mundo. 
É injusto. A razão deve estar muito bem escondida... é que nem eu nem ninguém a encontra!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Coisas de Mulher, Coisas Minhas

Já não tenho idade para acreditar em milagres. E como não era agora que passava a acreditar (nunca acreditei!).
Este creme, vendido com tendo uma função muito especifica, o combate à celulite, praga que afecta uma boa parte das mulheres, é óptimo.
Eu , que normalmente encosto os cremes ao fim de duas, três aplicações: ou porque colam muito na roupa, ou porque cheira 'mal', ou porque são difíceis de espalhar... este não. É muito fácil de espalhar,  cheira muito bem e é baratinho!
Pronto, a celulite cá está, mas que havemos de fazer?

Eu não gosto de azul

Eu não gosto de azul!
Não gosto de roupa azul, não gosto de carros azuis, não gosto de sapatos azuis, definitivamente não gosto mesmo de azul!
Azul para mim é cor dedicada exclusivamente ao céu e ao mar, os dois elementos da natureza da minha eleição.
São os únicos 'sitios' onde gosto de ver azul, onde vejo harmonia na cor e para onde não me canso de olhar. Estar uma hora, um dia, uma tarde a olhar para o céu, para o mar, nunca é demais!
O céu inspira-me e encontro sempre um estado em harmonia com o meu estado. Três fotos, tiradas por mim, ontem, tão diferentes e com tão pouco espaço, físico e temporal, e que tão bem reflecte o meu estado.

As nuvens serão o sinal de alguma preocupação a pairar.

A tensão sob a qual o dia esteve. O não saber a causa dos acontecimentos, como resolver as coisas, mas sempre o raio de sol a anunciar que há sempre uma luz para seguirmos...

Transparência. As nuvens a desvanescer...
Foto minhas
Braga, Out 2010

sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Nunca a minha preocupação foi com a pele, confesso.
Sempre tive uma pele óptima, excelente mesmo, que sobreviveu bem à minha falta de cuidado. Tenho que o agradecer ao gene herdado da minha avó paterna que partiu aos 88 com uma pele invejável. Na adolescência, a minha luta era com a balança.
Diga-se que nos nossos dias essa luta seria infundada, pois se à época era gorda, hoje seria 'normal' magra, até!
Hoje, mesmo continuando a seguir os padrões da época, já não tenho necessidade destas lutas. Por providência a mim alheia, a balança passou a ser mais simpática para comigo. E tudo isto para dizer que há uns anos atrás, não muitos, dois, três no máximo, fui convidada para uma demonstração da Clinique. Gostei, fiquei fã e, apesar do seu bom aspecto, a minha pele agradeceu esta atenção especial e, se era boa e passou a ter um ar ainda melhor. O creme da Clinique passou, então a fazer parte da minha rotina matinal.


No Sábado passado fui convidada para mais uma sessão, das muitas para que fui entretanto convidado e a que sempre compareci, sem ter cedido a mais conselhos sobre cremes de noite, de olhos, anti rugas, anti isto e anti aquilo. MAs no Sábado, estava bem disposta e como tinha pontos de bónus na perfumaria, cedi às recomendações da demonstradora e lá trouxe para casa este pack e um creme anti-manchas. ( Segundo a senhora, as minhas sardas estão a tornar-se algo mais que sardas: manchas!).

E hoje, experimentei. E gostei, confesso. Gostei e estou a gostar do conforto que sinto na pele. Sinto a pele muito fresca e mesmo sem lhe tocar sinto como se tivesse veludo na cara.
Pois, é boa, muito boa, a senhora da Clinique até o disse, mas todos precisamos de mimos.

Para primeiro dia, estou a gostar do resultado...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vícios

Ter um vício, não significa ter algo de mau!
Todos, ou quase todos, os temos: fumar, beber, ler, fazer exercício...
Eu tenho alguns, uns bons, outros maus!
Um deles é escrever, não, não é que eu saiba, nem tão pouco tenha aspirações a escritora! MAs gosto de escrever... por isso é que 'aderi' à blogosfera... assim 'alimento' o meu vício e não obrigo ninguém a ler o que eu escrevo... por outro lado, quem quiser ler, pode fazê-lo de livre vontade!
Quase sempre nas férias escrevo um diário. Um dia destes encontrei um de 1992, de umas férias maravilhosas em Vila Nova de Milfontes. Publiquei-as num outro blogue... este ainda não existia!
Ironicamente, durante a tarde quando fazia arrumações a uns caixotes encontrei um caderninho com o diário das férias de 2004 em... Vila Nova de Milfontes!
As de 1992 foram de mochila às costas de comboio, autocarro, a pé... Fomos quatro pessoas acampar com uma tenda onde só cabiam duas..., comíamos sandes e fruta ao almoço, atum ao jantar...
As de 2004, doze anos depois, já casada, com o meu marido, de carro, ficamos num turismo de habitação com piscina, almoçávamos as comidas tradicionais das terras onde passávamos... 12 anos... 180 graus de viragem!
Agora não me perguntem quais foram melhores... eu sei responder sem hesitar, mas recuso-me!
Ainda não o li, só o vou ler à medida que o for transcrevendo para aqui... vai ser tal e qual está!