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domingo, 29 de agosto de 2010

Ele perguntou e eu vou responder...

Bem, o Carlos perguntou, eu respondo.

Uma década depois de ter tido uma carrinha Mini, com a qual teve algumas aventuras, o meu Pai descobriu que havia na vizinhança um Mini encostado há um bom par de meses.
Como a minha mãe conhecia a dona do carro foi-lhe perguntar se não estaria interessada em vendê-lo. A senhora ficou toda feliz e só não o ofereceu porque o meu Pai fez questão que a senhora fizesse um preço.
Assim foi, o carro foi pago, os documentos passaram para nós e o carro foi rebocado até à garagem onde o meu Pai tratava dos carros.
Os pneus foram trocados, o motor afinado, uma bateria nova e meia dúzia de contos depois lá estava o carro a rolar...
A ideia inicial era ser o meu Pai andar com o carro, só que, coincidência das coincidências, estava o carro na oficina e roubaram o carro ao meu marido, na época namorado e a viver (já) em Braga.
Mudança de planos e o carro passou para as mãos do Luís, que ou ele nunca teve muita sorte com os carros, ou os carros com ele. (Ao fim de tantas aventuras e desventuras com carros ainda não percebi, mas fica para uma próxima vez.).
E como ia dizendo, quem passou a andar com o carro foi o Luís que fez centenas de vezes, e eu com ele algumas, a A3 entre Porto e Braga, fizesse sol, fizesse chuva e nunca, quase nunca, nos deixou ficar mal... só duas vezes.
Uma foi em Braga à porta do apartamento onde ele morava. A falange partiu. Bem a falange é uma peça em forma de joelho que tem à saída do motor do carro. Ele bem colocou em volta da peça fita de alumínio, mas foi só suficiente para meia dúzia de kilómetros. Era preciso mudar a peça. E se pensamos, logo o fizemos, eu e ele. Fomos a uma loja de acessórios para automóveis, comprámos uma peça nova, as respectivas juntas e, no meio da rua (ele não tinha garagem...) toca a mudar a peça.
Pelo meio ainda descobrimos que não tinhamos as peças todas e, como não conhecíamos ninguém nas redondezas, ainda fui ao hipermercado comprar chaves para trocar a peça.
Duas, três horas depois , estava a peça nova no carro, o carro a rolar como nunca e lá voltou ele à vida dele: à semana por Braga e ao fim-de-semana, Braga, Porto, Ovar; Ovar, Porto Braga sem qualquer queixa.
A segunda vez que o nosso Mimi se portou mal, foi um dia, de Inverno, já noite, quando entro no carro, bato a porta e o vidro da porta me cai no colo em mil pedaços. Era Sexta-feira, noite e estávamos de saída para o Porto!
Viemos na mesma. Eu com o casaco a fazer de manta, a apanhar um frio desgraçado na cabeça e ... sem voz no dia seguinte!
As coisas resolveram-se com a ida à sucata e o Luís e o meu Pai (desta vez não fiz nada) a trocarem o vidro.
Casei, o carro ficou com o meu Pai, que gostava imenso dele, mas a minha Mãe tanto o chateou por causa do carro que ele o vendeu!
Fiquei zangada com ele uns tempos... as zangas com o meu Pai são de estar sempre a lembrá-lo das coisas e não de 'amarrar o burro'.
No meio disto tudo, o carro deu lucro. Entre o que pagou por ele, o conserto inicial, a falange e o vidro, deu lucro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quando é que se decidem ouvir-me?

Hoje o dia começou com a ida de táxi para o trabalho!
Tinha de lá estar às 9h00 para uma maratona de quatro reuniões (uma espécie de) seguidas.
O japonês ficou em casa à espera de tempo para arranjar solução e tempo para resolver!
Enquanto esperávamos pelo táxi, o L. ligou para a oficina e disseram-lhe para chamar a assistência em viagem para rebocar o carro até lá.
Nada que eu não tivesse dito ontem, o que foi contrariado com um: 'A assistência em viagem não reboca de casa!'. 'E então o carro não pode avariar em casa?'- perguntei. 'É assim, com um carro que eu tive aconteceu isso!'
Hoje nem pestanejou... só engolia em seco e dizia 'Mas com o Polo disseram que...'- era o que dizia. 'Eu não disse nada!'-respondia eu.
No caminho para a fábrica, recebi um telefonema a pedirem para adiar as quatro reuniões, pois o moderador tinha o filho doente e tinha de ir ao médico e como não estava a conseguir contactar toda a gente pedia-me que o fizesse. Tive a mesma sorte. Metade das pessoas não as consegui contactar!

Depois da viagem do táxi, entre os telefonemas e o taxista a contar as aventuras dele para chegar depressa a minha casa. 'Cheguei depressa, não cheguei?!'- era a pergunta que fazia sempre que apanhava uma fila e aproveitava para relatar mais um bocado da viagem dele até minha casa. Aqui o L., que não se apercebeu que eu afinal tinha a manhã livre, ou antes com mais flexibilidade, decidiu ligar ele para a assistência em viagem. Ligou-me primeiro para saber o número do telefone. Mandei-o à net. Depois queria saber o número da apólice. 'Está no carro.'-respondi- 'Dá a matricula do carro que eles chegam lá'- ajudei, ou não fosse quem fizesse sempre isto!
Por volta das dez horas, telefona-me, mais uma vez, a dizer que está tratado e para eu dizer quando podia ir a casa. Disse-lhe que ia ler emails e depois ligava.
Meia hora depois ligo e diz-me que está numa pequena reunião e que já me ligava. Entretanto ia pedir a um colega que nos levasse a casa.
'Atenção, não podemos ir muito perto da hora do almoço, senão apanhamos a oficina fechada'- avisei- 'Está bem, é só acabar isto e já vamos.'.
Ligou-me, faltavam quinze minutos para o meio-dia.' O S. vai-nos levar a casa.'
Eu não disse nada. Sabia que havia resmunguice. Só lhe disse que fosse ligando para o reboque para que não esperássemos muito. Quando chegou à minha beira ainda estava a ligar. Mas pronto, chegamos ao mesmo tempo lá a cas. Nós e o reboque.
Era bateria. O homem do reboque pôs o japonês a trabalhar e lá andei eu a fazer rodinhas no largo.
Fomos à oficina. Fomos e voltamos com mesma bateria. Estava fechada para almoço. Ficou admiradíssimo! Não percebi foi se da oficina fechar à hora do almoço se de já ser hora do almoço! Não perguntei, pois fui atacada com um 'Não trato de mais nada. Sempre que eu trato das coisas correm mal! '. Eu só dizia 'Eu avisei!' Ele respondia: 'Pois como não é à tua maneira!'.
Pronto esta troca de galhardetes durou até à fábrica, onde tive de procurar um lugar meio inclinado para 'aparcar', como diz o meu colega da frente, e tratar de saber quem tinha cabos de bateria. Uma mulher prevenida vale por duas!
às três horas lá voltamos à oficina depois de o japonês pegar à primeira e, sem dramas, ter-se trocado a bateria. O drama foi mesmo ter de apagar, mas pronto, podia ser pior!

Se ele tivesse acreditado em mim e me tivesse ouvido, ontem tinha ido ter com o vizinho, que por acaso é mecânico, tinha-lhe pedido para carregar a bateria. O japonês ficava na rua e hoje de manhã tudo se resolvia mais rapidamente. Mas não o que eu digo ninguém ouve!

E a prova de que ninguém me ouve é que no trabalho ando a tentar falar com o chefe desde sexta de manhã e ele não quer saber. É um assunto que não vou aqui expor, mas é daquelas coisas que podem trazer paragem de clientes. E como não me queria ouvir, enviei um email com conhecimento de alguém mais graúdo. Amanhã já vai haver uma reunião de emergência! Reunião de emergência?! Há todos os dias! Só para ver que o assunto é de baixa importância!

E é assim. Sou uma incompreendida. Sou um Calimero!
Aviso, não me ouvem e depois ainda sofro as consequências da surdez dos outros.
Quem teve de ficar em casa o Domingo inteiro? Fui eu!
Quem vai ter de andar a correr a ouvir más-vontades dos colegas? Sou eu!

Quando é que esta gente se vai decidir ouvir-me e acreditar em mim?

domingo, 18 de outubro de 2009

Domingo


E mais uma vez o japonês me deixou ficar mal!
Estava eu já prontinha para sair de casa e o desgraçado, para além de não pegar ainda me começa aos berros, como dizendo 'Não quero ir!'

Tive de ir a pé ao café mais próximo comprar pão. Ainda por cima a um café onde é permitido fumar e nós saímos de lá que nem um presunto de Lamego saído do fumeiro... se bem que o cheiro do presunto até se torna agradável. Este nem por isso! É que o café onde eu parava ao fim-de-semana para tomar o pequeno almoço e comprar a 'rosca' tem um cartaz na porta que diz 'Por motivos de força maior estaremos fechados nos próximos tempos'. Cheira-me a obra da ASAE.

E lá voltei para casa com uma neura desgraçada. A meio do caminho já ouvia o japonês aos berros. É que o L decidiu martirizá-lo e insistir, mas ele berrava que nem um louco e não arredava roda. A ajudar o Sr. Bono, decidiu não parar de ladrar. Enfim, é Domingo!

Amanhã claro que vai sobrar aqui para a palerma de serviço telefonar para a oficina e tratar do assunto. E mais, como ele está em casa, nem a assistência em viagem pode ser chamada!
Na volta uns cabos de bateria resolviam o assunto, mas não há. Os cabos foram emprestados e o japonês é filho único.

domingo, 23 de agosto de 2009

New look

Tal como previa não é todos os dias que um Honda HRV parte um vidro, muito menos um vidro lateral e muito menos, ainda, um vidro da porta traseira.


É que este não é propriamente um best seller de vendas!

Depois de muita peripécia, lá fui a uma dessas casas que colocam vidros na hora, se for um Clio, um Punto... e se for o pára brisas. Nos outros casos depende da disponibilidade da marca para fornecer o vidro. Depois de o terem, é uma hora!


E assim o melhor que o funcionário da oficina pôde fazer, foi aspirar os vidros e colocar uma película aderente, que nem a película de cozinha, mas com uma resistência à medida.




E pronto, nada de sair à noite, estacionar em parques privados e, mesmo com o ar condicionado ligado, andar com o vidro da frente 5 cm aberto, senão é cá uma chifraneira...


De resto, pode chover, fazer sol, trovejar, que não acontece nada, aliás, é como se tivesse o vidro!


Bom, comparado com outros tempos, em que numa situação destas se tinha de cortar um bocado de plástico e colá-lo no vidro com fita cola, que ao retirar trazia junto bocados de tinta, nada mal. Há coisas piores, acreditem!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sete anos de azar!

Hoje quando cheguei ao carro, tinha o vidro da porta traseira partido!
Como foi no parque da empresa, chamei o segurança para tomar conta da ocorrência.

Assalto não foi, até porque outros carros ficam abertos e não desaparece nada. A causa mais provável é a de terem sido os jardineiros, que andavam a cortar a relva alguma pedra ter saltado e batido no vidro.
Claro que eles não viram, não ouviram e não tinham passado ali perto ainda! A relva já estava cortada naquela zona, mas eles ainda não tinham passado ali!

E pronto, lá foi um fim de tarde entre telefonar para o concessionário, ir à seguradora e andar a apanhar ar fresco nas costas!

Agora amanhã lá vou eu a uma daquelas empresas que colocam vidros na hora, mas tem de ser uma entre uma lista dada pela seguradora que é para não ter que pagar nada!

O vidro parece um vitral monocromático... arte moderna!

A propósito, para vidros também são sete anos de azar? E é para o dono ou para quem parte?

sábado, 28 de março de 2009

Formula 1

O meu desporto favorito sempre foi o motorizado, o de quatro rodas.

A Fórmula 1, o meu preferido, sem sombra de dúvidas. A velocidade sempre me seduziu. Devo ter herdado essa parte do código genético do meu Pai.

Empoleirava-se nas árvores e nos candeeiros da Avenida da Boavista para ver a Formula 1, na década de 50. Em África participou em rallies, e já aqui 'na Metrópole' , para não preocupar a minha Mãe, que era ( e é) medriquinhas com estas coisas, muitos Sábados houve que saiu de casa para 'ir trabalhar' e apareceu em casa com o carro todo sujo e com uma taça na mão. Tinha ido 'participar num rally'... com o carro dele!
Quando comprei o meu primeiro carro, um VW Polo G40 de 115 cavalos, ele deliciou-se todo com o carro. Havia dias que chegava a casa, e todo contente, dizia: ' Hoje dei 220 km/h... na Via Norte'. Eu ria-me e a minha Mãe punha a mãos à cabeça e dizia-me para não lhe emprestar o carro!

Para ver os GP (Grande Prémios) de F1, púnhamos os despertadores para de madrugada, para podermos assistir em directo. Era loucura!

A minha equipa predilecta nunca foi a Ferrari! E os meus pilotos preferidos nunca foram o Alain Prost, nem o Ayrton, nem o Schumacher. Acho até que o Schumacher tirou interesse a F1.

Gostava sim, do Niki Lauda, do Nelson Piquet e foi para mim uma tristeza muito grande a morte do Gille Villeneuve.

Sim, alguns destes correram pela Ferrari mas sempre dei mais valor aos pilotos que às marcas.
Este ano a 'estrela da companhia' é a Brawn. Começou pela forma e a quem foi vendida. E, se foi vendida porque não despertava interesse, agora começa a 'dar cartas': os dois carros na primeira linha da grelha! Ou não tivesse ela sido comprada por um dos melhores mecânicos da Área, o mecânico chefe do Schumacher!

Entretanto, tenho um grupo de colegas de trabalho que tiveram de ir à Austrália, em trabalho e compraram bilhetes para assistir ao GP. Sortudos. Vão assistir a um GP!
Ai deles que não mandem fotos!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ford Model T-100 anos sobre o seu lançamento

Faz hoje precisamente 100 anos que Henry Ford lançou o Ford Modelo T. Elevada qualidade e baixo preço, o carro para as massas. Tinha a particularidade de ser o primeiro carro com volante à esquerda!
Para a época, era uma 'bomba':
-20 cv ( um carro dos nosso dias não tem menos de 50, 60 cv, se falarmos de um utilitário citadino, tipo VW polo)
-Consumos entre os 11 e 18 l/100 ( os consumos de hoje rondam os 4, 5 l/100)
-Velocidade máxima de 70 km/h ( um VW polo tem velocidade máxima de 160 km/h).
Foi produzido durante 19 anos, o modelo de maior longevidade e forma produzidos 15 milhões de carros. Mais que este modelo, só o VW Carocha!

O Sapo assinala, mais uma vez esta data, pondo-se a 'andar de Ford'. Gosto destas transformações pontuais que normalmente o Google e o Sapo fazem aos logotipos para assinalar datas importantes.

Mais sobre o assunto aqui e aqui

E umas fotos lindas da época ( adoro fotos antigas!)

... da linha de montagem ( tirada da net, esta e anterior):
... e esta ( tirada da notícia do Sapo)... não resisti



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Papa Reformas



Perto da casa da minha mãe há um armazém de vinhos, onde o L. gosta de ir de vez enquando comprar umas caixitas de vinho... para a garrafeira...
Ao lado desse armazém há um stand/oficina de 'papa reformas', nome que por cá chamamos aos carros que para conduzir não é precisa carta de condução e que são muito apreciados por idosos reformados.

Quando estava a pagar, olhei para o parque e vi um pronto socorro a manobrar com um desses carros em cima. Fiquei a observar a manobra, naquela do olhar mas não ver, até que algo me despertou: de dentro da cabine do camião, estava a tentar sair um senhor de idade, tendo-o conseguido só com a ajuda do funcionário da oficina!
Isso despertou-me a atenção e então observei que o homem, se apoiava numa bengala e mesmo assim com muito custo.
Ao mesmo tempo que imaginava o quanto perigoso era aquele homem andar na estrada ao volante de uma viatura, perguntei ao empregado:
-Devem chegar todos os dias carros destes para reparar, não?
-Todos os dias e a toda a hora!-respondeu-me como se acidentes e avarias naqueles carros fosse o mais natural...
-As pessoas mais velhas adoram estes carritos,-continuei
-É, são os 'papa reformas'. Isto custa entre os 10 e 15000 euros... torram a massa toda nisto!
-É aliciante, porque ganham autonomia e não precisam de ter carta!- continuei...
-Eles tem de fazer um treino de algumas horas de condução e aprender o código,-disse o L., como se estivesse a falar de um mundo perfeito!
-Treino, amigo? Andam meia dúzia de vezes para a frente e para trás aqui no parque. No fim os da oficina dizem-lhe 'Ok, já está. Pode ir... tenha cuidado a entrar na estrada!
-Pois... não admira que voltem cá tantas vezes...- conclui eu.

... enquanto vão voltando, é uma sorte, pensei eu.

Não sabem o código, não sabem conduzir. No caso de precisarem de abandonar o carro à pressa não tem reflexos, mal conseguem caminhar, quanto mais correr!

... e a segurança dos outros?

Pois, são papa reformas e papa vidas!
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