Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
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sábado, 8 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Quinta, Lugares Cruzados VII (Cafés)
O tema escolhido para hoje, pelo Alberto, é Cafés.

Agrada-me o tema, concerteza!
E por onde começar? E como começar? E como acabar?
Lembro-me, em São Mamede de Infesta do Café Moçambique,. Um café enorme, daqueles onde entravamos e tínhamos dificuldade em avistar o balcão lá no fundo. Os empregados circulavam de casaco branco com botões dourados, sempre de bandeja na mão. Preso ao cinto traziam uma bolsa de couro sempre atestada de moedas. As notas, essas eram guardadas no bolso de trás das calças, pretas essas.
Dentro do café havia o quiosque do Sr Bento. O Sr Bento era também o contador e cobrador da água. Quando ele andava nas contagens e nas cobranças, quem estava no café era a Geninha, a filha.
A Geninha era uma rapariga muito singular. Gorducha, loira e sardenta. Vestida e maquilhada sempre a preceito, lá estava ela sentada num banco de madeira por detrás do balcão, de onde nem se levantava para atender os clientes. Do sítio onde estava, chegava ao tabaco, a todos os jornais e à máquina do totobolo.
Muitos homens, aos grandes frequentadores do café, olhavam para ela de soslaio, com um ar maroto, nos dias em que ela carregava no vermelho do baton e exagerava no decote. Mas ninguém dizia nada. Todos se conheciam, todos respeitavam o Sr Bento.
Ao fundo do café, numa porta ao lado do balcão, tinha escrito 'Sala de Bilhares'. Nunca lá entrei! Para além de não ser para a minha idade, o meu pai ficava-se sempre pelas mesas da entrada, depois de comprar os jornais e o maço de SG Gigante.
Apesar da sua enormidade, todos se conheciam, todos falavam entre si e, quando alguém não ia, já estavam os empregados a serem questionados sobre a ausência dessa pessoa.
E de que se falava naquele café?
Não sei. Não me lembro.
Tenho a imagem do meu pai sozinho lá sentado a ler o jornal e a fumar o SG Gigante. Tenho a imagem dos meus pais lá com outros casais, em que as mulheres se agrupavam de um lado a falar e os homens de outro, enquanto nós, as crianças andávamos a cirandar pelo café, obrigando muitas vezes os empregados a usarem dos seus dons malabaristicos para não mandarem as bandejas ao chão.
Um dia o café fechou para obras. E as obras deram lugar a encerramento, venda e... um super mercado, que mais tarde acabou nas mãos do Pingo Doce.
A Geninha foi trabalhar para a padaria Aliança e o Sr Bento dedicou-se só às contagens e cobranças da água.
Era o último grande café de São Mamede. O outro, o Libolo igualmente grande, não fechou, mas uma remodelação transformou-o em snack bar e limitou-o a meia dúzia de cadeiras.
Se do Moçambique pouco me lembro de conversas, do Libolo, já me lembro de o meu pai, já no pós 25 de Abril se reunir com os amigos do partido e de haver grandes movimentações politicas.
E estou a esquecer-me do Sol Poente, o café da Pedra Verde. Da época dos outros, só o comecei a frequentar no secundário. Houve um período em que a minha vida era feita naquela zona: a minha estabeleceu-se por lá e a minha escola ficava duzentos metros abaixo.
Nos intervalos vínhamos ao café lanchar e nos dias em que a minha mãe não tinha tempo de cozinhar, falava com a D. Maria da Luz, uma das donas e cozinheira, e ela preparava-me um almoço, fora dos pregos e dos cachorros.
O Sol Poente era de três irmãos que tinham regressado da Venezuela no final da década de sessenta e tinham investido as economias naquele café.
O Sr Tiago, desde que o café fora assaltado, fazia o turno da noite, dormia lá, ligava as máquinas e esperava que Sr Gil e a D. Maria da Luz chegassem por volta das oito horas.
Sim, porque naquele tempo, as máquinas não tinham programadores e tinham que ser ligadas um par de horas antes.
Passou a ser o meu café de eleição, onde ia, já sem os meus pais e onde m reunia com os meus amigos.
Muito namoros começaram e acabaram ali. Pelo meio alguns casamentos, troca de pares e muitas amizades feitas e desfeitas.
O café tinha duas salas. Numa reuniam-se os 'miúdos' e noutra os pais, pela conta de quem ficava a despesa.
Passavam-se noites de verão deliciosas naquele café. As vidraças abriam e ligava-se a uma esplanada onde no calor da conversa ficávamos até altas horas da noite.
Aquele café, realmente atravessou uma grande parte da minha vida, não em tempo, mas em intensidade.
Eu já não o frequento, mudei de cidade, mas tenho amigos que de ir lá pelo colo dos pais, agora já têm filhos a frequentarem a parte dos 'miúdos'.
Confesso que não sabia como começar e já não recordava estes cafés há muito.
Mas agora que os fui buscar ao fundo do baú, apeteceu-me um dia visitar o café Sol Poente, ou talvez não.
E você, Alberto, qual o seu café do de eleição?
Agrada-me o tema, concerteza!
E por onde começar? E como começar? E como acabar?
Lembro-me, em São Mamede de Infesta do Café Moçambique,. Um café enorme, daqueles onde entravamos e tínhamos dificuldade em avistar o balcão lá no fundo. Os empregados circulavam de casaco branco com botões dourados, sempre de bandeja na mão. Preso ao cinto traziam uma bolsa de couro sempre atestada de moedas. As notas, essas eram guardadas no bolso de trás das calças, pretas essas.
Dentro do café havia o quiosque do Sr Bento. O Sr Bento era também o contador e cobrador da água. Quando ele andava nas contagens e nas cobranças, quem estava no café era a Geninha, a filha.
A Geninha era uma rapariga muito singular. Gorducha, loira e sardenta. Vestida e maquilhada sempre a preceito, lá estava ela sentada num banco de madeira por detrás do balcão, de onde nem se levantava para atender os clientes. Do sítio onde estava, chegava ao tabaco, a todos os jornais e à máquina do totobolo.
Muitos homens, aos grandes frequentadores do café, olhavam para ela de soslaio, com um ar maroto, nos dias em que ela carregava no vermelho do baton e exagerava no decote. Mas ninguém dizia nada. Todos se conheciam, todos respeitavam o Sr Bento.
Ao fundo do café, numa porta ao lado do balcão, tinha escrito 'Sala de Bilhares'. Nunca lá entrei! Para além de não ser para a minha idade, o meu pai ficava-se sempre pelas mesas da entrada, depois de comprar os jornais e o maço de SG Gigante.
Apesar da sua enormidade, todos se conheciam, todos falavam entre si e, quando alguém não ia, já estavam os empregados a serem questionados sobre a ausência dessa pessoa.
E de que se falava naquele café?
Não sei. Não me lembro.
Tenho a imagem do meu pai sozinho lá sentado a ler o jornal e a fumar o SG Gigante. Tenho a imagem dos meus pais lá com outros casais, em que as mulheres se agrupavam de um lado a falar e os homens de outro, enquanto nós, as crianças andávamos a cirandar pelo café, obrigando muitas vezes os empregados a usarem dos seus dons malabaristicos para não mandarem as bandejas ao chão.
Um dia o café fechou para obras. E as obras deram lugar a encerramento, venda e... um super mercado, que mais tarde acabou nas mãos do Pingo Doce.
A Geninha foi trabalhar para a padaria Aliança e o Sr Bento dedicou-se só às contagens e cobranças da água.
Era o último grande café de São Mamede. O outro, o Libolo igualmente grande, não fechou, mas uma remodelação transformou-o em snack bar e limitou-o a meia dúzia de cadeiras.
Se do Moçambique pouco me lembro de conversas, do Libolo, já me lembro de o meu pai, já no pós 25 de Abril se reunir com os amigos do partido e de haver grandes movimentações politicas.
E estou a esquecer-me do Sol Poente, o café da Pedra Verde. Da época dos outros, só o comecei a frequentar no secundário. Houve um período em que a minha vida era feita naquela zona: a minha estabeleceu-se por lá e a minha escola ficava duzentos metros abaixo.
Nos intervalos vínhamos ao café lanchar e nos dias em que a minha mãe não tinha tempo de cozinhar, falava com a D. Maria da Luz, uma das donas e cozinheira, e ela preparava-me um almoço, fora dos pregos e dos cachorros.
O Sol Poente era de três irmãos que tinham regressado da Venezuela no final da década de sessenta e tinham investido as economias naquele café.
O Sr Tiago, desde que o café fora assaltado, fazia o turno da noite, dormia lá, ligava as máquinas e esperava que Sr Gil e a D. Maria da Luz chegassem por volta das oito horas.
Sim, porque naquele tempo, as máquinas não tinham programadores e tinham que ser ligadas um par de horas antes.
Passou a ser o meu café de eleição, onde ia, já sem os meus pais e onde m reunia com os meus amigos.
Muito namoros começaram e acabaram ali. Pelo meio alguns casamentos, troca de pares e muitas amizades feitas e desfeitas.
O café tinha duas salas. Numa reuniam-se os 'miúdos' e noutra os pais, pela conta de quem ficava a despesa.
Passavam-se noites de verão deliciosas naquele café. As vidraças abriam e ligava-se a uma esplanada onde no calor da conversa ficávamos até altas horas da noite.
Aquele café, realmente atravessou uma grande parte da minha vida, não em tempo, mas em intensidade.
Eu já não o frequento, mudei de cidade, mas tenho amigos que de ir lá pelo colo dos pais, agora já têm filhos a frequentarem a parte dos 'miúdos'.
Confesso que não sabia como começar e já não recordava estes cafés há muito.
Mas agora que os fui buscar ao fundo do baú, apeteceu-me um dia visitar o café Sol Poente, ou talvez não.
E você, Alberto, qual o seu café do de eleição?
terça-feira, 4 de maio de 2010
Terça, Flashback VI ( Porto (Re)visitado, da Brasileira ao Magestic )
E porque sou uma apaixonada por café, cafés, chávenas de café e porque o Carlos do Crónicas do Rochedo dedica este mês aos cafés com a rubrica A Rua dos Cafés, aproveito para trazer ao blogue esta minha paixão, o café.
(Sobre o café também há uma surpresa preparada entre o Desvios e o Outras Escritas. É anterior ao lançamento do tema do Carlos, mas foi agendada para uma data mais tarde... coincidências Bloguistas, das boas...)
Il Cafè di Roma. Lê-se na vidraça da esquina do edifício, do edifício da Brasileira!
Esta foi a primeira, e única suponho a 'degenerar'. A de Braga, continua ela mesma depois de umas refrescantes obras na primavera passada. A de Lisboa, não conheço o suficiente para avaliar, mas pelo que diz o Alberto aqui, continua digna do seu nome.
Há muitos anos, quase três décadas, que este café deixou de ser um café. Na década de 80, depois de umas obras de remodelação, numa das partes a da direita da imagem, passou a ter um balcão, onde as pessoas tomavam o café de pé.

Esta parte, onde se vêm ainda as cadeiras antigas, era dedicada à restauração. No exterior, bem por baixo da pala, durante o verão tinha uma esplanada. Que bem se estava!
Depois acabou de vez, a Brasileira. E se no Imperial, ficou a águia à porta a lembrar a quem passa que um dia foi ali o café Imperial, da Brasileira ficou a pala e dois andares acima, já acusando o pasmar do tempo: 'O melhor café do mundo é o café da Brasileira'.
Agora já é tarde para saber!

Do outro lado da rua, bem na curva, tem o Teatro Sá da Bandeira. Não quis olhar para lá! Da forma que o vi há poucos meses atrás, não iria encontrar um bom cenário!
Queria tomar café. Decidi então subir a rua Passos Manuel, já não com a ideia no Magestic. Depois dos outros dois, decidi que tomaria o café no fórum FNAC ou mesmo mais acima no Via Catarina.
Quando cheguei ao cruzamento da Rua Santa Catarina com Passos Manuel, olhei para a esquerda.
Lá estava o Magestic. As pessoas sentadas na esplanada, os empregados a servirem às mesas. Tudo como antes. Nada de nomes sobrepostos, só mesmo o Magestic de sempre. Recente, mas já de um passado, só mesmo a esplanada, que não desilude.
Mesmo assim quis ir para o interior, sentar-me nos recentemente restaurados sofás de couro, apoiar os cotovelos nas mesas de mármore e olhar, olhar, olhar tudo em volta e rever cada pormenor.

E que bem me soube, este café, Delta, tomado numa chávena VA, no interior do Café Magestic.
Afinal nem tudo acabou!

(Sobre o café também há uma surpresa preparada entre o Desvios e o Outras Escritas. É anterior ao lançamento do tema do Carlos, mas foi agendada para uma data mais tarde... coincidências Bloguistas, das boas...)
Il Cafè di Roma. Lê-se na vidraça da esquina do edifício, do edifício da Brasileira!
Esta foi a primeira, e única suponho a 'degenerar'. A de Braga, continua ela mesma depois de umas refrescantes obras na primavera passada. A de Lisboa, não conheço o suficiente para avaliar, mas pelo que diz o Alberto aqui, continua digna do seu nome.
Há muitos anos, quase três décadas, que este café deixou de ser um café. Na década de 80, depois de umas obras de remodelação, numa das partes a da direita da imagem, passou a ter um balcão, onde as pessoas tomavam o café de pé.
Agora já é tarde para saber!
Do outro lado da rua, bem na curva, tem o Teatro Sá da Bandeira. Não quis olhar para lá! Da forma que o vi há poucos meses atrás, não iria encontrar um bom cenário!
Queria tomar café. Decidi então subir a rua Passos Manuel, já não com a ideia no Magestic. Depois dos outros dois, decidi que tomaria o café no fórum FNAC ou mesmo mais acima no Via Catarina.
Quando cheguei ao cruzamento da Rua Santa Catarina com Passos Manuel, olhei para a esquerda.
Lá estava o Magestic. As pessoas sentadas na esplanada, os empregados a servirem às mesas. Tudo como antes. Nada de nomes sobrepostos, só mesmo o Magestic de sempre. Recente, mas já de um passado, só mesmo a esplanada, que não desilude.
E que bem me soube, este café, Delta, tomado numa chávena VA, no interior do Café Magestic.
Afinal nem tudo acabou!
(Fotos minhas, Agosto 2010)
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Faz anos hoje - Crónica de Férias (1992) -(cont.)
05 de Agosto de 1992
Já passaram dois dias depois daquela estada no café Berard, onde pagamos 720$00 por 4 cafés.
Bom, mas passemos à frente: fomos ao Terreiro do Paço pela Rua Augusta, onde compramos fitinhas para o cabelo das meninas ( não é que os meninos não quisessem, mas...).

Depois disso viemos pela rua Áurea e fomos novamente para a Casal Ribeiro. Apanhamos o 78 para Milfontes. Apanhamos um susto, porque quando estávamos a meter as mochilas na bagageira era só 'pessoal' a dizer: -É para Vila Nova de Milfontes , E nós logo a pensar: -ESTAMOS TRAMADOS! Mas pronto. continuamos caminho e às 15h05 o autocarro lá partiu! Depois e muito andar de passar por Santiago do Cacém, Sines, paramos em Cercal do Alentejo.
Aqui, em Cercal como tinhamos muita sede, resolvemos comprar cada um um Calippo. Fizemos semelhante figura que, tão cedo, nenhum de nós compra tal coisa! É que o Calippo é um gelado muito bom para crianças (inocentes!), mas para nós que temos uma imaginação muito fértil... Chegamos a Vila Nova de Milfontes eram precisamente 19h30m! Foi tirar as mochilas e toca a acelerar o passo até ao parque, onde já estava uma grande bicha, quando lá chegamos! Mais uma vez apanhamos um susto! É que quando chegou a vez do grupo que estava À nossa frente , só os deixaram fazer a inscrição depois de eles irem ver se havia lugar! Mas como o Alberto tem a carola desgraçada foi logo dizendo à menina da recepção que a tenda era muito pequena , pelo que fizemos logo a inscrição sem procurar primeiro! Montamos a tenda depois de muito procurar.
Montamos a tenda num sítio que bate o sol desde as 8h00 da manhã até às 5h00 da tarde! Depois fomos jantar ao restaurante Moínho. Comemos um bitoque e bebemos 3 litros de água. Depois fomos para o parque e começamos a tentar dormir. A Xana ressonou que se fartou!

Acabou o dia 3 de Agosto! No dia seguinte madrugamos! Fizemos o pequeno almoço com chá e fomos para a praia pelo caminho mais longo..não era por não sabermos o menos longo...era só para ficarmos a conhecer melhor a vila! De tarde almoçamos no parque e passamos toda a tarde na esplanada do parque a jogar cartas. A Xana e o Alberto ganharam e o Menino ficou chateadíssimo! À noite saímos e encontramos o Jonas no caminho. Fomos dar uma volta e dormimos novamente cá fora.
Já passaram dois dias depois daquela estada no café Berard, onde pagamos 720$00 por 4 cafés.
Bom, mas passemos à frente: fomos ao Terreiro do Paço pela Rua Augusta, onde compramos fitinhas para o cabelo das meninas ( não é que os meninos não quisessem, mas...).
Depois disso viemos pela rua Áurea e fomos novamente para a Casal Ribeiro. Apanhamos o 78 para Milfontes. Apanhamos um susto, porque quando estávamos a meter as mochilas na bagageira era só 'pessoal' a dizer: -É para Vila Nova de Milfontes , E nós logo a pensar: -ESTAMOS TRAMADOS! Mas pronto. continuamos caminho e às 15h05 o autocarro lá partiu! Depois e muito andar de passar por Santiago do Cacém, Sines, paramos em Cercal do Alentejo.
Aqui, em Cercal como tinhamos muita sede, resolvemos comprar cada um um Calippo. Fizemos semelhante figura que, tão cedo, nenhum de nós compra tal coisa! É que o Calippo é um gelado muito bom para crianças (inocentes!), mas para nós que temos uma imaginação muito fértil... Chegamos a Vila Nova de Milfontes eram precisamente 19h30m! Foi tirar as mochilas e toca a acelerar o passo até ao parque, onde já estava uma grande bicha, quando lá chegamos! Mais uma vez apanhamos um susto! É que quando chegou a vez do grupo que estava À nossa frente , só os deixaram fazer a inscrição depois de eles irem ver se havia lugar! Mas como o Alberto tem a carola desgraçada foi logo dizendo à menina da recepção que a tenda era muito pequena , pelo que fizemos logo a inscrição sem procurar primeiro! Montamos a tenda depois de muito procurar.
Montamos a tenda num sítio que bate o sol desde as 8h00 da manhã até às 5h00 da tarde! Depois fomos jantar ao restaurante Moínho. Comemos um bitoque e bebemos 3 litros de água. Depois fomos para o parque e começamos a tentar dormir. A Xana ressonou que se fartou!
Acabou o dia 3 de Agosto! No dia seguinte madrugamos! Fizemos o pequeno almoço com chá e fomos para a praia pelo caminho mais longo..não era por não sabermos o menos longo...era só para ficarmos a conhecer melhor a vila! De tarde almoçamos no parque e passamos toda a tarde na esplanada do parque a jogar cartas. A Xana e o Alberto ganharam e o Menino ficou chateadíssimo! À noite saímos e encontramos o Jonas no caminho. Fomos dar uma volta e dormimos novamente cá fora.
domingo, 2 de agosto de 2009
Faz anos hoje - Crónica de Férias (1992)
Faz hoje 17 anos que quatro miúdos resolveram pegar nas mochilas e ir acampar para Vila Nova de Milfontes.
Muita coisa mudou, entretanto, em nós e em Vila Nova de Milfontes. Nós já não somos miúdos, somos agora quarto cidadãos com vidas iguais às de tantos outros cidadãos, e Vila Nova de Milfontes, como toda a Costa Alentejana sofreu, o que eu não chamaria progresso, mas mutação... ou simplesmente adaptou-se aos requisitos de quem por lá foi (vai) passando.
Foram umas férias muito cansativas, com muita correria e muitos quilómetros percorridos a pé, de autocarro, de comboio e muito poucos de carro. Em contrapartida, só carregávamos mochilas e toalhas de praia... as responsabilidades, essas foram mais tarde, quando já não andávamos a pé, nem de autocarro e pouco de comboio e passamos a andar de carro e avião.
Dois desses miúdos, tinham (já tinham) o vício da escrita e sempre que iam de férias faziam-se acompanhar de um caderno, que funcionava como diário. Um desse miúdos, que também tem o vício de guardar tudo, conseguiu guardar o caderno até hoje e assim tornar possível partilhar estes dias dourados em plena Costa Vicentina.
Assim estes valiosos manuscritos vão ser eternizados e transcritos ponto por ponto e vírgula por vírgula tal e qual está no caderno para aqui.

02 de Agosto de 1992
02/08/92, estamos a acabar de 'fazer' a última mochila, que é, como é lógico, a do Menino!
03 de Agosto de 1992
Já são 03/08/92, a aventura já começou.
Saímos do Ervedal às 7h45 no Expresso de Lisboa. Estamos em Mora depois de passar por Aviz e Pavia.
A menina Alexandra, como sempre teve de ir à mija!
Depois de uma ligeira bicha em Vila Franca de Xira, chegamos finalmente a Lisboa. Compramos os bilhetes para Vila Nova de Milfontes e descobrimos que já não podemos sair de lá, uma vez que já não há expresso de regresso a Lisboa.
Neste momento estamos no Chiado numa esplanada a tomar café ( Benard)
(...cont)
Muita coisa mudou, entretanto, em nós e em Vila Nova de Milfontes. Nós já não somos miúdos, somos agora quarto cidadãos com vidas iguais às de tantos outros cidadãos, e Vila Nova de Milfontes, como toda a Costa Alentejana sofreu, o que eu não chamaria progresso, mas mutação... ou simplesmente adaptou-se aos requisitos de quem por lá foi (vai) passando.
Foram umas férias muito cansativas, com muita correria e muitos quilómetros percorridos a pé, de autocarro, de comboio e muito poucos de carro. Em contrapartida, só carregávamos mochilas e toalhas de praia... as responsabilidades, essas foram mais tarde, quando já não andávamos a pé, nem de autocarro e pouco de comboio e passamos a andar de carro e avião.
Dois desses miúdos, tinham (já tinham) o vício da escrita e sempre que iam de férias faziam-se acompanhar de um caderno, que funcionava como diário. Um desse miúdos, que também tem o vício de guardar tudo, conseguiu guardar o caderno até hoje e assim tornar possível partilhar estes dias dourados em plena Costa Vicentina.
Assim estes valiosos manuscritos vão ser eternizados e transcritos ponto por ponto e vírgula por vírgula tal e qual está no caderno para aqui.
02 de Agosto de 1992
02/08/92, estamos a acabar de 'fazer' a última mochila, que é, como é lógico, a do Menino!
03 de Agosto de 1992
Já são 03/08/92, a aventura já começou.
Saímos do Ervedal às 7h45 no Expresso de Lisboa. Estamos em Mora depois de passar por Aviz e Pavia.
A menina Alexandra, como sempre teve de ir à mija!
Depois de uma ligeira bicha em Vila Franca de Xira, chegamos finalmente a Lisboa. Compramos os bilhetes para Vila Nova de Milfontes e descobrimos que já não podemos sair de lá, uma vez que já não há expresso de regresso a Lisboa.
Neste momento estamos no Chiado numa esplanada a tomar café ( Benard)
(...cont)
Publicado também no Outras Escritas
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Avenida Central, Braga
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