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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ídolos

As crianças com a ingenuidade que lhes é característica, são, por vezes protagonistas de gestos de grande crueldade. Entre elas e para com os adultos.

Não têm problema nenhum em expressar sobre o próximo, na cara dele, a sua opinião. Se o acham gordo, dizem-no. Dizem-no da mesma forma que um adulto, do alto do seu maior cinismo, diz à (ao) parceiro do lado que ele está lindo, enquanto pensa que a diferença entre ele e um saco de batatas será mínima.
Se um amiguinho cai ou faz uma asneira, a risada é total e franca e é assunto para o desgraçado virar bobo da corte até haver um outro que o bata com outra asneirola.

Ao longo da vida vão aprendendo com os adultos, que não devem dizer certas coisas, que não se devem rir dos males dos outros, etc, etc.

E que fazem os adultos?
Nada mais do que falar do tombo que o Pedro Abrunhosa deu no programa de ontem dos Ídolos!
Ao passar por sites e blogues, as notícias sobre os Ídolos de ontem , não são as actuações do Filipe e da Diana, mas o 'tombo do Pedro Abrunhosa'!
Hoje no emprego ouvi o seguinte comentário: 'O momento alto dos Ídolos de ontem foi o malho do Pedro Abrunhosa'.

Sinceramente!

sábado, 6 de setembro de 2008

Os Filhos da Droga

Quem não se lembra do livro, que mais tarde virou filme 'Os Filhos da Droga'?
Christiane F. tornou-se uma heroína dos jovens das décadas 80/90 graças ... à heroína!

Os jovens pediam os livros emprestados entre eles, os pais e professores incentivavam-nos a lê-lo e em algumas aulas conversava-se sobre o assunto.

Christiane F., entrou no mundo da droga aos 13 anos. Por arrasto, devido à necessidade de ter dinheiro para a droga, acabou na prostituição.
Depois de muita luta e sofrimento, a menina é tirada da rua, é tratada e fica livre da droga.
Exemplo de muita luta, de muita coragem e acima de tudo um alerta dos malefícios da droga... grande flagelo dessa época!

Nunca mais ouvi falar de Christiane F., até há uns dias atrás no JN, li um artigo de uma página, onde é relatada a sua vida depois da (não) cura! A menina, que se transformou em mulher, ficou rica, graças aos direitos da venda do livro e do filme, reformou-se, casou, teve um filho, separou-se, voltou à droga várias vezes e neste momento está doente a fazer tratamentos de hemodiálise e o tribunal tirou-lhe a custódia do filho por negligência!


E foi a isto que chegou uma das heroínas da minha geração... afinal era uma heroína com pés de barro!