quinta-feira, novembro 12, 2009

Sociedade de Informação e Poder Local

Tomaz Dentinho

Há dias colaborei na promoção de um seminário em Lisboa sobre Crise, Sociedade da Informação e Poder Local com o objectivo de investigar como pode a administração local utilizar os meios da sociedade da informação como vector de dinâmica local para superação da crise. O desafio era grande. Por um lado porque, como provou Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia em 2008, a redução da distância possibilitada pelas tecnologias da informação e o aumento das economias de escala que essas tecnologias permitem induzem um processo de concentração das actividades que redefinem as escalas e as competências do poder local. Por um lado porque, as novas tecnologias da informação modificam os custos de transacção que ajudam a definir a dimensão das empresas e instituições (Oliver Williamson), e as pessoas e colectividades, designadamente ao nível da gestão local dos bens comuns comportam-se de forma mais eficiente do que a proclamada teoria da “Tragédia dos Comuns” anuncia (Elionor Ostrom).
Qual a sustentabilidade dos espaços periféricos quando a sociedade da informação parece favorecer a concentração das actividades e qual o papel do poder local e das novas tecnologias que tem ao seu dispor? A resposta parece estar também nas novas tecnologias da informação e das potencialidades que apresentam para a provisão de serviços à escala local. O problema é que o esbanjamento e a desilusão têm sido grandes como nos mostrou Prof. Luís Amaral numa análise da adopção das tecnologias da informação pelo poder local.
Qual a redefinição das escalas e das competências do poder local com a revolução das fronteiras das instituições? É manifesta a redundância de muitas autarquias mas, como nos lembrou o Prof. António Figueiredo, as tecnologias da informação possibilitam uma alteração das escalas de serviço público ao nível local cujas consequências são difíceis de perspectivar.
Que custos ou benefícios estão associados à proximidade e como gerir e moldar os novos comuns da Sociedade da Informação em prol do desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios? O Prof. Peter Nijkamp deu-nos exemplos claros e reais de como as tecnologias da informação podem ajudar a gerir os fluxos urbanos através da localização das pessoas com telemóvel.

(in A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, novembro 07, 2009

A utopia é semente de desenvolvimento

Tomaz Dentinho
Estou em São Tomé e Príncipe há quase uma semana. O objectivo é elaborar um caso de estudo sobre insularidade africana, que sirva para orientar as políticas do Banco Africano para o Desenvolvimento, não só relativas ao apoio ao desenvolvimento dos países insulares da rota de Vasco da Gama (Cabo Verde, São Tomé, Comores, Seicheles e Maurícia), mas também para ajustar políticas que tentam promover o desenvolvimento das muitas “ilhas” do espaço subsaariano.Temos um modelo de análise flexível e adaptável, resultado da interacção entre as ciências do desenvolvimento e a vivência das insularidades. Temos a noção de que os custos e benefícios da insularidade resultam de restrições e potencialidades associadas à pequenez das escalas e à exiguidade dos acessos. Temos a experiência de que muitos dos benefícios potenciais se transformam em custos atávicos que resultam de falhas continuadas e cumulativas de políticas erradas tantas vezes estimuladas por agentes de fora que, por sede de mar e de utopia, perturbam, com ignorância e poder, processos desejáveis e dinâmicos de desenvolvimento e sustentabilidade. E se, nos pequenos espaços insulares, esse desejo legítimo se confunde com utopia ideológica é apenas porque, por erro de focagem, o sonho dos homens se distrai da proximidade riquíssima do real. A metodologia usual dos consultores externos é lerem e sintetizarem os muitos estudos que existem sobre os espaços insulares visitáveis acrescidos por uma ou outra entrevista aos responsáveis políticos do país. Temos que nos socorrer também destes recursos e já temos a nossa pasta de São Tomé cheia de ficheiros sobre o Arquipélago, quer os que estão disponíveis na internet, quer os que esperançadamente nos cedem os agentes locais. No entanto é nas conversas com as gentes e as pessoas que vamos tendo as ideias chave que transformam um relatório maçudo numa janela de sonhos; pelo menos para quem o escreve. Nas conversas de rua as opiniões divergem. Uns dizem que há falta de capacidade para negociar o petróleo, outros afirmam o contrário. Aqueles procuram a integração nas redes internacionais de informação e conhecimento, outros estão mais preocupados com a política quando todos são parentes. Acolá acreditam nas potencialidades da insularidade e por aqui optam por chorar os inconvenientes da pequenez e do isolamento. A luz surge quando alguém nos mostra, pelo gesto, que a utopia é a semente do desenvolvimento. Obrigado para São João dos Angolares.
(in A União)

Etiquetas: , ,

sexta-feira, outubro 23, 2009

Crise, Sociedade da Informação e Poder Local


Esta crise global que o mundo vive é, provavelmente, a primeira grande crise da Sociedade da Informação. Porquê? Porque o sistema financeiro, onde se iniciou a crise, tem vindo a desenvolver os seus processos de negócio à escala global, na sua quase totalidade processos de informação, com
base nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), as quais suportam e caracterizam a sociedade da informação. Por outro lado, também a crise económica, desencadeada pela crise financeira, afecta todos os agentes económicos (empresas produtoras, administrações públicas reguladoras e fornecedoras dos bens e serviços públicos, famílias consumidoras), os quais suportam cada vez mais as suas actividades em sistemas de informação baseados nas TIC.
Consequentemente, a falência de entidades do sector financeiro ou de agentes económicos impacta negativamente, do lado da oferta, as indústrias e serviços TIC e, do lado da procura, os sistemas e processos de informação bem com as suas infra-estruturas tecnológicas, isto é, as principais componentes que caracterizam as sociedades da informação.


09:00 Recepção dos participantes
09:30 Sessão de Abertura
Profª Maria Manuel Leitão Marques, Secretária de Estado da Modernização Administrativa *
Prof. José Dias Coelho, Presidente da APDSI
SESSÃO 1: Apresentações
Moderador: Prof. Tomaz Ponce Dentinho
09:45 Análise da Sociedade de Informação nos Municípios Portugueses.
Prof. Luis Amaral – Universidade do Minho
Questões
10:15 Sociedade da Informação – desafios e possibilidades para o poder local.
Prof. António Manuel Figueiredo – Universidade do Porto / Quaternaire Portugal
Questões
11:00 Crises, Information Society and Local Governance
Prof. Peter Nijkamp – Free University of Amsterdam
(apresentação na língua inglesa)
Questões
11:45 Pausa para café
SESSÃO 2: Mesa Redonda
12:00 Síntese e Questões em aberto: Tomaz Ponce Dentinho – APDR
Perspectiva 1: Peter Nijkamp – Free University of Amsterdam
Perspectiva 2: António Manuel Figueiredo – Universidade do Porto / Quaternaire Portugal
Perspectiva 3: Luis Amaral – Universidade do Minho
Perspectiva 4: José Dias Coelho – APDSI
Debate
13:00 Conclusão e encerramento
Prof. José Dias Coelho – Presidente da APDSI
Prof. Tomaz Ponce Dentinho – Coordenador da Conferência

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, agosto 20, 2009

Decisões importantes

Tomaz Dentinho

Aproximam-se duas eleições cruciais para a vida dos portugueses. As eleições nacionais importam porque têm a ver com a saída de duas crises: - a que o país atravessa há uma década fruto da crença nos subsídios internos e externos; - e a crise que nos foi trazida de fora, resultado das utopias da sociedade de informação, da mobilidade de baixos custos energéticos e das virtudes ilimitadas dos mercados financeiros globais. As eleições municipais são também fundamentais pois verificam-se na passagem de paradigma em que o desenvolvimento local era feito com o apoio externo para um conceito segundo o qual o desenvolvimento local depende da competitividade que cada município conseguir enraizar em si para concorrer no espaço nacional, europeu e internacional. A questão política não é tanto de saber como gastar as verbas públicas captadas pelos impostos para afectar na saúde, na educação, nas infra-estruturas, no ambiente ou no condicionamento das actividades. Na verdade essas verbas estão actualmente consignadas a gastos fixos não sobrando grande espaço de manobra para a afectar a outros gastos. A questão é outra e é fundamental que sejam abordadas durante as campanhas. Aliás, a cada promessa nos domínios da saúde, da educação, das infra-estruturas, do ambiente ou da regulação, os jornalistas e eleitores deveriam perguntar quais são os seus custos e quem é que vai pagar.
As questões que importa abordar são: a) Como é que as cadeias de valor enraizadas ou a enraizar em Portugal se querem situar na recuperação da crise global, em que a China, o Brasil, a Índia e Angola vão passar a ter um papel crescente, relativizando os nossos posicionamentos face à Europa e aos Estados Unidos? Será possível agregar investigadores, militares, santos e comerciantes nesses novos serviços ao mundo? b) Qual o papel dos municípios da Angra Universitária, da Praia Logística, de Ponta Delgada Agrícola, da Horta Marítima, da Graciosa Turística, de Santa Maria Aeroespacial ou do Corvo Cavaleiro nesta dinâmica global e local?
A certeza que temos é que a escolha consciente de cada um há-de resultar na melhor combinação de representações na Assembleia da República, nas Assembleias Municipais, nas Assembleias de Freguesia e nas Assembleias Camarárias.
(in A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, agosto 15, 2009

A arte é neta de Deus

Tomaz Dentinho
“A arte é neta de Deus” faz parte de um parágrafo bom que li no livro sobre a Esperança de Dom Giusani. A frase é bonita mas só a percebemos bem quando sentimos e entendemos a força da arte em nós e nos outros que a vivem ao lado: a arte de um poema simples de Mafalda Veiga, a arte de uma entrega para além da idade no toureio de João Moura, a arte magnificamente profissionalizada nos fados de Mariza. Foi tudo isto que se viu, ouviu e assumiu nas festas da Graciosa. Com a sorte de quem está num local pequeno onde a proximidade permite presenciar cantores, saudar toureiros e cumprimentar fadistas. A arte é neta de Deus porque é criação dos seus filhos, porque congrega as atenções de todos, porque integra a esperança de muitos, porque tem a inocência do que nasce e renasce e, sobretudo, porque corporiza a memória da potencialidade sonhadora de cada um.
No entanto não é muitas vezes entendida assim. Os artistas podem deixar de o ser porque, em vez de apresentarem netos e netas de Deus, preferem retratar a sua velhice mais podre, tantas vezes subsidiada e mantida por financiadores públicos e privados, mais preocupados com o nome do filho velho do que com a qualidade do neto. Os críticos são muitas vezes tecnicistas na sua análise ignorando aquilo que vai na alma dos artistas e do público: Quantos críticos já sentiram o esforço de obediência da alma e do corpo no gesto criador? Quantos críticos já choraram com a mensagem de um verso, já gritaram com o arrojo de um passe ou já trautearam sem medo e bem alto o último verso de um fado, aquele que perdoa e redime. Também o público pode destruir a arte, nomeadamente quando a enfrenta com passividade, muitas vezes quando olha os artistas com inveja, quase sempre quando a arte se lhe oferece sem esforço.
É isso que vemos um pouco quando há artistas de borla. Que chatice ver gente parada sem atender a um bom artista que se preparou para agradar e para criar. Que irritação ir a uma corrida com pessoas contidas mais preocupada com as atitudes dos críticos de bancada do que com a qualidade do touro e do cavalo, com o testemunho dos forcados e com a arte do cavaleiro. Que maçada ver perder cada momento da vida sobretudo quando, pela arte que é neta de Deus, a vida nos é mostrada num momento. Que tristeza calar com suposta descrição quando só criamos e entendemos falando e escutando.
(in A União)

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, agosto 13, 2009

Biologia Marinha

Na companhia de sua mãe e tia respectivamente as Sras. D. Maria Hermínia Enes Guimarães e D. Idalina da Costa Marques visitou o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. a Dr.ª Maria Helena Marques Enes de Guimarães.A Dr.ª Helena Guimarães está-se doutorando em Biologia Marinha no Departamento de Ciência Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, sendo seu tutor o Professor Doutor Tomaz Dentinho.

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: ,

domingo, agosto 09, 2009

Centralismos e traições

Tomaz Dentinho
O chumbo pelo Tribunal Constitucional das pretensões legislativas regionais e republicanas passou à margem da maior parte das pessoas. Por um lado porque se tratam de pormenores jurídicos que há muito esses técnicos se encarregaram de tornar crípticos. Por outro lado porque, ao comum dos mortais, parecem guerras de galinhos políticos que se digladiam na partilha de poderes cada vez menores.
O que parece mais estranho são as perguntas contidas dos jornalistas, as explicações envergonhadas dos constitucionalistas, a irresponsabilidade dos políticos que votam maioritariamente a favor e depois se calam, e o silêncio ruidoso do Presidente da República que permite um ano de indefinição e claramente seis meses de desobediência civil dos militares (como me lembraram há dias).
Há neste processo um conflito entre centralismos e uma implícita consciência de várias traições. Conflito entre o centralismos de Lisboa e de Ponta Delgada que assumem implicitamente que protagonizam melhor a vocação pátria dos portugueses do que cada um desses portugueses. Porque razão um governo da República ou da Região há-de esgotar a vocação de serviço aos outros? Não é verdade que Cristiano Ronaldo, António Damásio ou Onésimo de Almeida, representam tão bem Portugal e os Açores do que qualquer embaixador nacional ou delegação do governo regional? Será que o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, ou o Futebol Clube do Porto com as suas bandeiras não representam tão bem o país como o Ministro da Defesa? Porque razão os militares portugueses não hão - de defender todas as bandeiras de Portugal quando estão em representação externa, inclusive a das suas Regiões? Porque é que o Governo da Região insiste em considerar a Universidade dos Açores como externa só porque não controla, e ainda bem, o seu pensamento?
No fundo há uma consciência de traição que os torna centralistas. Os regionalistas ainda não se libertaram da traição medrosa de outras crises, e os centralistas de Lisboa não se conseguem redimir das traições que, há dois séculos, impõem aos que estão fora de muros, desde que adoptaram modelos estrangeirados de organização do país. É tempo de se redimirem e perceberem aquilo que cada português já percebeu desde sempre. Basta assumir a vocação única que podemos prestar ao mundo.
(in A União)

Etiquetas: , ,

domingo, agosto 02, 2009

Mestrados em Gestão e Conservação da Natureza (19.ª Edição) em Engenharia do Ambiente (4.ª Edição) e em Educação Ambiental (4.ª Edição)

Serve o presente nota para informar da abertura do Curso de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza (19.ª Edição), do Curso de Mestrado em Engenharia do Ambiente (4.ª edição) e do Curso de Mestrado em Educação Ambiental (4.ª edição).
As edições de 2009/2011 terão lugar na ilha Terceira e são organizadas pela Universidade dos Açores.
A Universidade dos Açores, através do Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias, tem vindo a organizar desde o ano 2000 edições dos Mestrados em vários pontos do país e nas diversas ilhas dos Açores, contribuindo para a formação do capital humano e para o aprofundamento de temas que dizem respeito ao desenvolvimento sustentável das ilhas.
Informa-se ainda que as inscrições decorrem até dia 5 de Setembro de 2009.
De modo a verem esclarecidas quaisquer dúvidas poderão entrar em contacto com Tomaz Dentinho ou com Elisabete Martins contactando o Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza da Universidade dos Açores, através do contacto telefónico 295 4020 229.
Para procederem à inscrição os candidatos devem enviar o seu Currículo Vitae para elisabetemartins@uac.pt.

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, julho 30, 2009

Fé, economia e ecologia & novos pecados e novas virtudes

Tomaz Dentinho

É com as palavras deste título que o Economist do dia 11 de Julho anuncia a mais recente encíclica do Papa Bento XVI. A mesma encíclica que os meus irmãos romeiros me enviaram pela internet e que pude ler com algum cuidado ao longo das suas cinquenta páginas, neste Domingo suave de Julho terceirense depois de muitos milhares de quilómetros por terras de Roma, de Alexandria, do Mindelo, do Paúl, da Praia, de São Miguel, de Sydney e de Brisbane; só sítios bonitos graças a Deus.
O Economist não é de forma alguma de inspiração cristã e muito menos católica. De qualquer forma não deixa de ser interessante explicitar algumas das suas notas sobre a encíclica Caridade e Verdade. A partir de um documento que não consideram banal nem trivial os ingleses reportam, em primeiro lugar, que “a globalização, a tecnologia e o crescimento não são realidades boas ou más mas, tão-somente, o que os homens fizerem com elas”; explicitam, depois, que “o pecado deixou de estar apenas relacionado apenas com falhas pessoais de roubo, de mentira e de aldrabice para se focar também na nossa responsabilidade face à humanidade”; referem também que “quando a natureza, incluindo a natureza humana, é apenas vista como o resultado do determismo evolucionista, o sentido de responsabilidade criativa desaparece”; e terminam citando que “não é possível acreditar em justiça social quando se acredita no aborto e na eutanásia” e que “ sem caridade e verdade a política social acaba por servir interesses privados e a lógica do poder”. Da minha leitura também realcei que “a verdade é o “lógos” que cria “diálogos” e consequentemente comunicação e comunhão”, que “quem ama os outros com caridade é, antes de mais nada, justo para com eles”, e que “o Evangelho é elemento fundamental do desenvolvimento, porque lá Cristo, com a própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo”. A consequência do escrito do Papa é revolucionária. Primeiro porque denuncia a caridadezinha cançonetista e institucional que, sem a lógica da verdade, acaba por servir interesses privados e a lógica de poder. E isso é tão verdade para os apoios dados aos países em vias de desenvolvimento como o é nos mais próximos apoios aos custos de insularidade que servem para empobrecer as Ilhas no longo prazo e enriquecer políticos, construtores e importadores no curto prazo. Segundo porque nos responsabiliza na promoção de uma justiça social consistente com os sentimentos e gestos de caridade que fazemos para com os que sentimos mais próximos. Dito de outra forma para quê dar donativos para países do Terceiro Mundo quando se defende uma política agrícola comum, uma política aduaneira e uma política de migrações que provocam a fome e a desgraça nesses mesmos países. E, finalmente, porque - embora reforçando o princípio da subsidiariedade – a Encíclica propõe formas de regulação globais nos domínios da economia, do desarmamento, da alimentação, do ambiente e das migrações.Apetecia-me dizer que esta Encíclica vem em boa hora mas um pouco tarde. Na verdade há muito que, a partir da periferia, tínhamos percebido que os donativos não são bons nem maus em sim mesmo mas dependem da forma como os utilizamos. Há muito que, com a pequenez e lonjura insulares, tínhamos sido alertados para a obrigação de intervirmos na sociedade para promover a justiça e o desenvolvimento mesmo quando estão em causa interesses monopolistas e que a periferia estatizante estimula. Há muito que sentimos a diferença entre as regulações mais globais que escolhemos – portuguesa, europeia ou americana – e a desvantagem de regulações mais próximas com um poder desconectado com a realidade que pretendem regular. Dito de outro modo qual foi o contributo da Igreja dos Açores para esta Encíclica que nos diz tanto?

(In A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, julho 18, 2009

Análise da procura de educação em Portugal. Uma abordagem Custo-Benefício

Elisabete Martins, João Fernandes e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Análise da procura de educação em Portugal. Uma abordagem Custo-Benefício".

Segundo a teoria do capital humano a educação é um investimento e tem associado uma determinada rendibilidade. Neste artigo abordou-se a avaliação da educação enquanto investimento individual. Tal como qualquer investimento, a educação envolve custos para o indivíduo que é posteriormente compensado com um salário mais elevado, traduzindo-se esta relação numa taxa interna de rendibilidade (TIR) individual.
O objectivo deste artigo consistiu em efectuar uma revisão de aspectos teóricos e metodologias no domínio da rentabilidade da educação. Em simultâneo, caracterizou-se o panorama educativo e o retorno financeiro da educação na população portuguesa, através da análise dos dados recolhidos num inquérito de âmbito nacional.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , , ,

quinta-feira, julho 16, 2009

Análise da Eficiência Técnica da Pesca da Ilha Terceira

Gisele Toste, Fabíola Gil e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada " Análise da Eficiência Técnica da Pesca da Ilha Terceira".
A actividade piscatória tem relevância económica para a Região Autónoma dos Açores, representando 5% do emprego e 40% das exportações. O principal alvo na pesca demersal é o goraz (Pagellus bogaraveo) devido ao seu elevado valor económico, que representou 28,57%, 39,06% e 27,18% das capturas na Ilha Terceira nos anos 2004, 2005 e 2006, respectivamente. O objectivo deste artigo é estimar a eficiência técnica da actividade piscatória, utilizando um método não paramétrico, o DEA (Data Envelopment Analysis), e índices Malmquist.
A eficiência técnica média calculada apresentou valores entre 0,525 e 0,596 a rendimentos constantes à escala (CRS) e entre 0,643 e 0,740 a rendimentos variáveis à escala (VRS), sendo a eficiência de escala de 0,805 e 0,844. O cálculo dos índices Malmquist tiveram uma ligeiríssima diminuição no geral dos seus componentes ao fim do período em análise, sendo que o índice do factor de produtividade total foi de 0,996.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , , ,

Análise de Custos das Pescarias da Ilha Terceira

Gisele Toste, Fabíola Gil e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Análise de Custos das Pescarias da Ilha Terceira.
Embora ocupe apenas uma pequena parte da população, a importância económica relativa da pesca no arquipélago dos Açores e na ilha Terceira tem vindo a aumentar. A frota da ilha Terceira, constituída por 118 embarcações, está dividida pelos vários portos da ilha, encontrando-se a maioria no Porto de São Mateus e no porto da Praia da Vitória.
O presente trabalho teve como objectivo analisar os custos da pesca na ilha Terceira. Para tal realizaram-se inquéritos junto dos armadores e com os dados obtidos procurou-se as funções de custo total, custo variável e custo fixo.
Concluiu-se que os custos totais dependem sobretudo do tamanho médio da tripulação, da distância percorrida e da potência do motor, que os custos fixos dependem do tamanho médio da tripulação e da potência do motor e que os custos variáveis podem ser diminuídos através da gestão de um mestre com mais experiência mas sobem com a distância percorrida.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , , ,

Os investimentos das empresas brasileiras em Portugal: Dez casos de estudo em empresas de grande porte

Cristiano Cecelha, Joaquim Silva, Paulo Silveira e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Os investimentos das empresas brasileiras em Portugal: Dez casos de estudo em empresas de grande porte".

Nos últimos 15 anos, o Brasil passou por profundas transformações na sua economia, a ter como exemplo a estabilidade macroeconómica. Um dos efeitos deste fenómeno foi o investimento no exterior (IDE), no cenário de globalização, realizado por várias empresas brasileiras. Portugal é um dos maiores hospedeiros destas empresas. Este trabalho tem como base entrevistas realizadas in loco nas empresas de grande porte instaladas em Portugal, as quais são: OGMA/Embraer S/A, Marcopolo S/A, Odebrecht S/A, H. Stern S/A, WEG S/A, CSN/Lusosider S/A, O Boticário S/A, Rede Record S/A e Banco do Brasil S/A e Banco Itaú S/A. Sob a base das teorias do IDE, analisou-se aspectos espaciais e motivacionais de tal investimento. Conclui-se que Portugal é um país fundamental na estratégia de grande parte destas empresas, e que estas contribuem para a competitividade da economia portuguesa.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, julho 15, 2009

Gestão de Recursos Hídricos em Pequenas Bacias Hidrográficas com Intensificação Agrícola

Concorreu ao Prémio durante o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, de 6 a 11 de Julho de 2009, na Universidade Piaget na cidade da Praia, Cabo Verde,o trabalho de V. SILVA; L. CALADO e T.P. DENTINHO*, com o título: Gestão de Recursos Hídricos em Pequenas Bacias Hidrográficas com Intensificação Agrícola.
O Prémio Bartolomeu é atribuído a cientistas com menos de 33 anos no dia 15 de Julho de cada ano, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR. O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. Os critérios de apreciação são: a coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional.

Resumo da comunicação
Cada paradigma científico tem o seu próprio sistema de valoração. Os técnicos de recursos hídricos definem zonas de protecção das águas subterrâneas, normalmente associadas a nascentes e furos, assumindo que estas áreas demonstram a relevância para a manutenção da qualidade e da quantidade da água. Os cientistas socio-económicos também valorizam as coisas de acordo com o seu papel para a sociedade, ao longo do espaço e do tempo. Os economistas têm preferência pela análise custo – benefício, onde tudo pode ser traduzido para valor monetário. Logo a questão que se põe por detrás de todas estas filosofias e métodos de avaliação, é como tratar todos estes valores num sistema de apoio à decisão consistente.
Este trabalho pretende apresentar uma metodologia que permite usar diferentes filosofias e metodologias de valoração no mesmo sistema de apoio à decisão, possibilitando uma tomada de decisão mais informada, não descartando logo de início uma ou mais perspectivas. Assume-se uma perspectiva de complementaridade entre os valores económicos, ambientais e culturais, e que estas valorações podem ser afectadas espacialmente, permitindo a determinação de uma Taxa de Câmbio entre as diferentes escalas de valor.

(In Cabo Verde, Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , , , ,

domingo, junho 28, 2009

Lançamento do livro "É Possível viver assim?" - Entrevista a Tomaz Dentinho

sábado, junho 27, 2009

1º Congresso de Desenvolvimento Regional de Cabo Verde

Realiza-se na cidade da Praia, na ilha de Santiago, Cabo Verde, o 1º Congresso de Desenvolvimento Regional de Cabo verde, 15º Congresso da APDR, 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, 3º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza.
O Congresso decorre de 6 a 11 de Julho.Comissão OrganizadoraJorge Sousa Brito(Reitor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde)jsb@unipiaget.cv Tomaz Ponce Dentinho(Presidente da APDR)tomazdentinho@uac.ptComissão LocalIsaías Barreto Rosamailto:jsb@unipiaget.cv Jacinto José Estrelamailto:jsb@unipiaget.cv SecretariadoRita Azevedo(Secretária da APDR)apdr@mail.telepac.pt
Marta Vasconcelosmailto:Vasconcelosmov@unipiaget.cvComité CientíficoAntónio Almeida (Funchal)André Antunes (Praia)António Pais Antunes (Coimbra)António Baptista (Praia)António Félix Rodrigues (Angra do Heroísmo)António Franco (Díli)António Ferreira Figueiredo (Porto)António Simões Lopes (Lisboa)Argentino Pessoa (Porto)Benjamim Corte Real (Díli)Carlos Azzoni (São Paulo)Cássio Rolim (Curitiba)Cláudio Furtado (Praia)Eduardo Haddad (São Paulo)Emiliana Silva (Angra do Heroísmo)Fabíola Sabino Gil (Angra do Heroísmo)Fátima Almeida (Mindelo)Francisco Tavares (Assomada)George Fortes (Praia)Helena Calado (Ponta Delgada)Henrique Soares Albergaria (Coimbra)Idrissa Embaló (Bissau)Isaura Carvalho (São Tomé e Princípe)Isildo Gomes (Praia)João Paulo Barbosa de Melo (Coimbra)João Policarpo Lima (Recife)Joaquim Guilhoto (São Paulo)Jorge Reis Silva (Covilhã)Jorge Sousa Brito (Praia)José Andrade (Praia)José Cabral Vieira (Ponta Delgada)José Cadima Ribeiro (Braga)José Luis Caballos (La Laguna)José Manuel Viegas (Lisboa)José Maria Semedo (Praia)José Roberto Lima Andrade (Sergipe)José Silva Costa (Porto)Lívia Madureira (Vila Real)Luís Ferreira (Porto)Luís Fonseca (Faro)Luís Moreno (Lisboa)Manuel Brito Semedo (Praia)Maria Emília Pepeka (Huambo)Maria Teresa Vaz Noronha (Faro)Mário Fortuna (Ponta Delgada)Maurício Serra (Santa Catarina) Miranda Miguel (Huambo)Miriam Braun (Toledo – Paraná)Nuno Ornelas Martins (Porto)Paulino Lima Fortes (Mindelo)Paulo Carvalho (Coimbra)Paulo Guimarães (Columbia)Pedro Ramos (Coimbra)Serafin Corral Quintana (La Laguna)Teresa Pinto Correia (Évora)Tomaz Ponce Dentinho (Angra do Heroísmo)Xavier Dega Vence (S. Compostela)Zita Benguela (Huambo)

Etiquetas: , , , , , ,

terça-feira, junho 16, 2009

O Coelho–Bravo (Oryctolagus cuniculus algirus) na região de Valpaços: estudo da reprodução e da incidência da Mixomatose e Doença Hemorrágica Viral.

Realizam-se no dia 17 de Junho, pelas 17h30m, no Instituto Politécnico de Bragança, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pelo licenciado Jorge Manuel da Mata Pires.
As provas serão avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo doutor Tomaz Lopes Cavalheiro Ponce Dentinho, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Paulo Célio Pereira Martins Alves, professor auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e Maria Alice da Silva Pinto, professora adjunta da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança. As provas constarão da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada O Coelho–Bravo (Oryctolagus cuniculus algirus) na região de Valpaços: estudo da reprodução e da incidência da Mixomatose e Doença Hemorrágica Viral.

Etiquetas: , ,

terça-feira, junho 09, 2009

Input Output Tables for the Management of Water Resources in Islands. The Case of Terceira Island


Islands are attractive places for tourists and most islands can be, sooner or later, requested by an increasing touristic demand. But islands are also places where natural capital has very defined limits. The aim of this paper is to assess the carrying capacity of islands in terms of water in relation to the touristic demand. We use an Input-Output Table Model and expand it to include the use of water by the different sectors and by the households. The model is estimated for the Azores islands using cross entropy methods. The structure of the model is obtained from the Input-Output Table of the Region. The data to estimate the model for each island comes from the employment and production of the companies in each island. Finally we simulate the model for each island for different levels of water supply accessible at different costs and discuss the competitiveness of the islands' touristic sector and their sustainability.
(in Research Gate)

Etiquetas: , ,

domingo, maio 31, 2009

Aptidão agropecuária reduzida até 2070

Nas comemorações do Dia Mundial da Energia, Tomaz Dentinho, Brito de Azevedo e João Luís Gaspar trocaram ideias sobre alterações climáticas na Região.
As alterações do clima poderão implicar uma mudança de sector de subsistência, na economia da ilha Terceira. De acordo com Tomaz Dentinho, em 2070 a área de solo com apetência para a agro-pecuária será muito menor do que a actual, o que implica que os terceirenses optem por outras fontes de rendimento.As conclusões do economista são baseadas num modelo de interacção espacial, que utiliza o solo para simular o impacto das alterações climáticas na economia da ilha Terceira. Os resultados foram apresentados, ontem, no auditório da Casa das Tias, na Praia da Vitória. A conferência do professor da Universidade dos Açores foi integrada num debate sobre as “Alterações Climáticas nos Açores”, promovido pela autarquia para assinalar o Dia Mundial da Energia. O evento contou ainda com a participação do Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, José Luís Gaspar, e do professor Eduardo Brito de Azevedo. Em colaboração com investigadores de outras áreas, da Universidade dos Açores, nomeadamente de Eduardo Brito de Azedo, especialista em climatologia, Tomaz Dentinho prevê que a população da ilha Terceira seja reduzida para cerca de 45 mil pessoas, em 2070. Na base destes números estão previsões climáticas, justificadas em grande parte pelos elevados valores das emissões de dióxido de carbono. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, tem-se registado um aumento de temperaturas e uma diminuição da precipitação no verão. Cruzando dados sobre temperatura, precipitação, declive e capacidade de solo, entre outros, Tomaz Dentinho estima que área de aptidão urbana aumente consideravelmente até 2070. Contrariamente, a zona de com aptidão agro-pecuária restringe-se bastante, assim como a de aptidão hortícola que passa a ocupar uma franja mais pequena. Prevendo-se que o turismo e a exportação se mantenham iguais, a população terá de optar por outras fontes de rendimento ou de recorrer à emigração, como geralmente acontece. Por sua vez, o Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídrico alertou para o facto da redução de emissões de dióxido de carbono, nos Açores, não apresentar soluções a curto prazo, uma vez que a principal fonte de emissão de dióxido de carbono é o sector dos transportes.Para além de não existir até à data uma solução eficiente a curto prazo, para a redução da circulação de transportes rodoviários, prevê-se ainda um aumento de outros tipos de transporte, tendo em conta as necessidades específicas de um arquipélago e o facto do sector de turismo continuar a ser uma aposta forte no desenvolvimento económico da Região.
Ainda assim, João Luís Gaspar lembrou que os Açores representam apenas 3% das emissões de dióxido de carbono, emitas por Portugal. O director regional salientou ainda que entre 1990 e 2004, a Região triplicou o PIB, no entanto não triplicou a emissão de dióxido de carbono. No início da sessão, Roberto Monteiro salientou que esta iniciativa foi a introdução para a I Feira de Energias Renováveis da Praia da Vitória, que se prevê que se realize em Junho. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a actividade terá como objectivo a promoção de uma “mostra de soluções preconizadas pelos comerciantes locais”, assim como a “continuação do debate” iniciado no Dia Mundial da Energia. Segundo Roberto Monteiro trata-se de uma forma de promover o “diálogo em torno de sugestões relacionadas com a sustentabilidade”. O autarca apelou a um “equilíbrio entre a componente ambiental e a componente economicista”. Roberto Monteiro salientou como exemplo da preocupação do município com as questões ambientais, o investimento na recuperação do Paúl.
Plano concluído em 2010
À margem do encontro, o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, revelou à Lusa que o Plano de Gestão dos Recursos Hídricos dos Açores deverá estar concluído durante o próximo ano. De acordo com João Luís Gaspar, trata-se de “um conjunto de instrumentos que resultam dos planos de gestão dos recursos hídricos individuais de cada uma das ilhas, que vão ser elaborados a partir de agora em simultâneo para permitir coerência e lógica transversal no documento final”.O director regional sublinhou que a Região “vai passar a trabalhar com base num documento que realça as especificidades dos Açores”. O objectivo deste plano, segundo João Luís Gaspar, “é criar uma série de instrumentos que possam, de certa maneira, contribuir para a organização do território numa perspectiva regional e municipal”.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, maio 27, 2009

Dia Mundial da Energia

De forma a comemorar o Dia Mundial da Energia, no dia 29 de Maio (Sexta-Feira) irá decorrer no Auditório da Casa das Tias (Praia da Vitória) uma conferência intitulada “Alterações Climáticas nos Açores”, tendo como convidados:


o Professor Doutor João Luís Gaspar – Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos;
o Professor Doutor Eduardo Brito de Azevedo – Docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores;
o Professor Doutor Tomaz Ponce Dentinho – Docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores;
o Professor Doutor José Cabral Vieira – Director Regional da Energia.
A sessão de abertura inicia-se às 09:30 e estará a cargo do Presidente da Câmara Municipal Dr. Roberto Monteiro.

Etiquetas: , , , ,