sábado, setembro 12, 2009

Identificado nos Açores elemento radioactivo em quantidade assustadora

Estrôncio 90 - é assim que que se chama o elemento radioactivo identificado nos Açores em ossos humanos e no queijo, em quantidades consideradas "assustadoras" - revelam dados de um estudo norte-americano.
A presença de estrôncio radioactivo nos Açores não surprende os cientistas porque já tinham sido detectadas altas concentrações de trítio, proveniente de actividade nuclear: as causas possíveis têm a ver com a deposição nas ilhas de radioactividade, proveniente de experiências nucleares, por via da circulação dos ventos e das chuvas. O que se pode fazer agora é estudar bem esses fenómenos para se tentar minimizar os efeitos na saúde humana e na gestão ambiental - afirma o cientista Félix Rodrigues, da Universidade dos Açores, especialista em Ambiente.
Este investigador tem acompanhado os fenómenos de poluição das ilhas por elementos radioactivos e outros contaminantes, e é por essa razão que não fica surpreendido com as descobertas de altas concentrações de estrôncio 90, num estudo que envolve a Região Autónoma dos Açores.

(in Armando Mendes / Carlos Tavares- RDP Açores)

Etiquetas: , ,

domingo, agosto 16, 2009

Significant enhancements of nitrogen oxides, black carbon, and ozone in the North Atlantic lower free troposphere resulting from North American boreal

Martín M Val Department of Civil and Environmental Engineering, Michigan Technological University, Houghton, Mich
Honrath R E Department of Civil and Environmental Engineering, Michigan Technological University, Houghton, Mich
Owen R C Department of Civil and Environmental Engineering, Michigan Technological University, Houghton, Mich
Pfister G Atmospheric Chemistry Division, National Center for Atmospheric Research, Boulder, Colorado, USA
Fialho P Group of Chemistry and Physics of the Atmosphere, University of the Azores, Terra Chã, Portugal
Barata F Group of Chemistry and Physics of the Atmosphere, University of the Azores, Terra Chã, Portugal.

Extensive wildfires burned in northern North America during summer 2004, releasing large amounts of trace gases and aerosols into the atmosphere. Emissions from these wildfires frequently impacted the PICO-NARE station, a mountaintop site situated 6–15 days downwind from the fires in the Azores Islands. To assess the impacts of the boreal wildfire emissions on the levels of aerosol black carbon (BC), nitrogen oxides and O3 downwind from North America, we analyzed measurements of CO, BC, total reactive nitrogen oxides (NO y ), NO x (NO + NO2) and O3 made from June to September 2004 in combination with MOZART chemical transport model simulations. Long-range transport of boreal wildfire emissions resulted in large enhancements of CO, BC, NO y and NO x , with levels up to 250 ppbv, 665 ng m?3, 1100 pptv and 135 pptv, respectively. Enhancement ratios relative to CO were variable in the plumes sampled, most likely because of variations in wildfire emissions and removal processes during transport. Analyses of ΔBC/ΔCO, ΔNO y /ΔCO and ΔNO x /ΔCO ratios indicate that NO y and BC were on average efficiently exported in these plumes and suggest that decomposition of PAN to NO x was a significant source of NO x . High levels of NO x suggest continuing formation of O3 in these well-aged plumes. O3 levels were also significantly enhanced in the plumes, reaching up to 75 ppbv. Analysis of ΔO3/ΔCO ratios showed distinct behaviors of O3 in the plumes, which varied from significant to lower O3 production.

Etiquetas: , , ,

terça-feira, julho 28, 2009

Portugal apagou-se em nome do céu nocturno e do brilho das estrelas

Perder a hipótese de observar um céu nocturno cheio de estrelas ou desperdiçar energia são as principais consequências da poluição luminosa, um problema que afecta a maior parte das cidades. Para sensibilizar a sociedade para este problema, astrónomos e amantes da observação dos céus juntaramm-se em vários pontos do país para celebrar a Noite das Estrelas e para pedir legislação específica que proteja o direito ao céu nocturno. Um bem que gostavam que a UNESCO elevasse a Património da Humanidade, começando, por exemplo, por criar "reservas de estrelas", zonas onde os interessados pudessem voltar a olhar para o lado negro do Universo. Rosa Doran, astrónoma e investigadora do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, esteve na praia dos pescadores, na baía de Cascais, com o Núcleo Interactivo de Astronomia, para mostrar aos que aparecereram como é bom observar o céu nocturno. Além de Cascais, as luzes apagaram-se em dez locais de norte a sul do país, entre eles a Torre de Belém, em Lisboa, o Pátio das Escolas, em Coimbra, Moimenta da Beira, ilha Terceira (Açores) e Calheta (Madeira). Apesar de a iniciativa abranger apenas a iluminação pública, se todo o país fosse "desligado" durante apenas uma hora isso já permitiria uma redução entre os cinco e os dez por cento no consumo. Mas a ideia foi mais fazer uma homenagem ao céu e exigir que este não seja ofuscado por nenhum brilho artificial."Quando entramos de avião em Lisboa vemos a Ponte 25 de Abril toda iluminada, mas não vemos a Ponte Vasco da Gama. É bonita de ver a ponte iluminada, mas não passa disso. É dinheiro que se gasta. Começamos a despertar para este problema da poluição luminosa que nos afecta dentro das cidades", lembra Rosa Doran sobre o problema que reduz aos planetários a hipótese de observação do céu: "As crianças perderam os céus"."Mais do que ver as estrelas, olhar para o céu é descobrir o Universo", frisa a investigadora, recordando o mote do Ano Internacional da Astronomia, que se celebra ao longo deste ano em que se completam 400 anos sobre as primeiras observações de Galileu. Também o astrónomo Máximo Ferreira, do Centro Ciência Viva de Constância, defende um regresso às origens e sugere que se observe primeiro a olho nu. "Os instrumentos permitem ver mais longe, mas tiram a beleza do contacto directo com o céu." Pedro Russo, astrofísico português a trabalhar no Observatório Europeu do Sul, em Munique, Alemanha, e coordenador do Ano Internacional da Astronomia, lembra que o impacto da poluição luminosa no ser humano não é grande, mas noutras espécies sim, o que leva já alguns países a aplicar legislação de protecção do céu nocturno."Estudos indicam que 40 por cento da iluminação é desperdiçada e nunca se provou a relação entre o aumento da criminalidade e a falta de iluminação", frisa o investigador, que aproveita para lançar o desafio a que Portugal adopte legislação específica. "Poderia até servir o turismo."

(in Público)

Etiquetas: , ,

segunda-feira, julho 27, 2009

Ano Internacional da Astronomia - Noite de estrelas

Reportagem: Hélio Vieira Fotografia: António Araújo

Sensibilizar a população para a poluição luminosa foi objectivo da “Noite das Estrelas” que reuniu no Alto das Covas dezenas de pessoas numa iniciativa de âmbito nacional integrada nas comemorações do Ano Internacional da Astronomia.

Toda a zona envolvente do Alto das Covas está numa escuridão quase total. Alguns curiosos aproveitam a luz dos faróis dos carros para se dirigem à praça onde dezenas de pessoas observam estrelas e planetas com o recurso a telescópios e binóculos ou simplesmente à vista desarmada.A iniciativa realizada a 18 de Julho foi integrada na “Noite das Estrelas” que teve como principal objectivo chamar a atenção para a poluição luminosa.“A poluição luminosa resulta da má utilização dos sistemas de iluminação e é produzida sobretudo por candeeiros e projectores que, por concepção inadequada ou instalação incorrecta, emitem luz muito para além da zona pretendida. A luz emitida em excesso causa graves prejuízos ambientais e sociais para além de exigir gastos supérfluos de energia, agravando o problema da poluição ambiental, ela afecta, por exemplo, o comportamento dos condutores e dos peões nas ruas, mas também o bem-estar das populações. Nos Açores, em particular, é bem conhecido o efeito nefasto da poluição luminosa na população de cagarros”, diz Miguel Ferreira, do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores que coordenou as actividades realizadas no âmbito da “Noite das Estrelas” em Angra do Heroísmo.Durante a iniciativa, dezenas de curiosos puderam observar no Alto das Covas com maior nitidez os planetas Saturno e Júpiter ou enxames de estrelas ou, simplesmente, o céu livre da poluição luminosa em toda área envolvente.“Explicámos às pessoas o que estavam a ver no céu, o que despertou muita curiosidade. Tivemos a sorte de ter uma noite com céu limpo para podemos observar muitos objectos”, refere Miguel Ferreira.Para além da iniciativa que decorreu no Alto das Covas estão previstas outras actividades na Terceira nos próximos meses para assinalar o Ano Internacional da Astronomia.O interesse pelas actividades relacionadas com a astronomia teve vindo a diminuir nos últimos anos, sobretudo, por parte da juventude. No entanto, Miguel Ferreira considera que esse e um aspecto a ter em conta, mas que existe também o problema da poluição luminosa que impede as pessoas de ver o que está no céu com a mesma facilidade do que há alguns anos atrás.“Antigamente as pessoas conviviam mais com o céu porque estava sempre presente”, afirma.Apesar de os jovens terem hoje outros interesses, como os computadores ou videojogos Miguel Ferreira assegura que continua a existir por parte dos mais novos interesse pela ciência conforme se pode comprovar pelas iniciativas realizadas no âmbito do programa “Ciência Viva” ou actividades nas escolas.“Um dos objectivos estiveram na origem das celebrações do Ano Internacional da Astronomia é cativar as pessoas a observar o que existe no céu e a reflectir sobre o assunto”, refere.Para Miguel Ferreira continua a existir curiosidade em observar os astros tal como Galileu o fez há centenas de anos. “Esta será sempre uma actividade aliciante para as pessoas de qualquer idade”, afirma.Por outro lado, considera que a astronomia “é um meio de cativar os jovens a interessar-se pela ciência, física e matemática e um meio de estimular a experimentação”. Nesse sentido, considera importante apostar em iniciativas no âmbito da astronomia que motivam as crianças e jovens para a ciência. “As escolas têm participado em diversas actividades na área da astronomia, algumas das quais promovidas pelos Astrónomos Amadores dos Açores. Um dos telescópios que usamos na iniciativa efectuada no Alto das Covas pertence à Escola Vitorino Nemésio, onde já se fizeram diversas acções de observação, bem como, noutros estabelecimentos de ensino”, refere Miguel Ferreira. Apagão nacionalTal como aconteceu em Angra do Heroísmo, várias localidades de Norte a Sul de Portugal associaram-se à iniciativa da “Noite das Estrelas”. Lisboa e Porto, Braga, Bragança, Espinho, Viseu, Coimbra, Cascais, Calheta (Madeira), Angra e Faro foram as restantes localidades a nível nacional que se juntaram à iniciativa de apagar as luzes para observar as estrelas.As celebrações da "Noite da Astronomia - Noite das Estrelas" fazem parte do projecto internacional do AIA2009, "Dark Skyes Awareness" que visa sensibilizar o público para o impacto negativo de uma iluminação artificial excessiva. Coincidem também com uma nova edição de observações do programa do AIA, “E Agora Sou Galileu”, desta vez dedicada à Via Láctea. A “Noite da Astronomia” marcou arranque em todo país do programa educativo Astronomia no Verão, da responsabilidade da Agência Nacional Ciência Viva. O Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) é coordenado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Agência Nacional Ciência Viva, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e da Fundação Calouste Gulbenkian.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , ,

sexta-feira, julho 17, 2009

“Noite das Estrelas” no Alto das Covas

Angra do Heroísmo está entre as cidades portuguesas que aderiram à iniciativa “Noite das Estrelas” que se realiza no próximo sábado para assinalar o Ano Internacional da Astronomia. A “Noite das Estrelas” decorre no Alto das Covas, onde a iluminação pública estará desligada entre as 22h30 e as 24h00 para facilitar as observações do céu profundo. A iniciativa é organizada pela Universidade dos Açores e conta com o apoio da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, de astrónomos amadores e professores das escolas Vitorino Nemésio e Tomás de Borba e marca também o início do programa educativo Astronomia no Verão, da responsabilidade da Agência Nacional Ciência Viva, no arquipélago. Segundo Miguel Ferreira, serão medidos os efeitos da poluição luminosa no Alto das Covas e a sua interferência na observação do céu. “Vamos fazer observações a olho nu, com binóculos e telescópios antes e durante o período em que a iluminação pública do Alto das Covas vai estar apagada”, refere Miguel Ferreira. De acordo com o docente da Universidade dos Açores, “muitos de nós certamente encolherão os ombros quando se fala em poluição luminosa. Mas a verdade é que o excesso de luz causa graves prejuízos ambientais e sociais”. Tendo em conta essa realidade a “Noite das Estrelas” será uma ocasião para sensibilizar a população para o problema.
INICIATIVA NACIONAL

Para chamar a atenção de todos para os perigos da má utilização dos candeeiros e projectores, cidades de vários pontos do país vão medir os níveis de poluição luminosa no dia 18 de Julho (sábado). A poluição luminosa resulta da má utilização dos sistemas de iluminação e é produzida sobretudo por candeeiros e projectores que, por concepção inadequada ou instalação incorrecta, emitem luz muito para além da zona pretendida. A luz emitida em excesso causa graves prejuízos ambientais e sociais, para além de exigir gastos supérfluos de energia, agravando o problema da poluição ambiental, afectando, por exemplo, o comportamento dos condutores e dos peões nas ruas, mas também o bem-estar das populações. No caso dos Açores, em particular, é bem conhecido o efeito nefasto da poluição luminosa na população de cagarros que são atraídos para terra pela luz dos candeeiros.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , ,

quarta-feira, julho 15, 2009

Use of plastic debris as shelter by an unidentified species of hermit crab from the Maldives

João P. Barreiros a1 and Osmar J. Luiz Jr a2
a1 Departamento de Ciências Agrárias and ImarAçores, Universidade dos Açores, 9701-851 Angra do Heroísmo, Portugal
a2 Departamento de Zoologia, Universidade Estadual de Campinas, 13083-970 Campinas, SP, Brazil

An unidentified species of hermit crab from the Maldives was photographed using a plastic box as shelter instead of a natural shell. This could be a result of increased pollution and shell collection disrupting the natural processes in coral reefs.
(in Marine Biodiversity Records)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, maio 22, 2009

Poluição atmosférica, alterações climáticas e energias renováveis

Foram realizadas no dia 19 de Maio de 2009, no Colégio de Santa Clara em Angra do Heroísmo, três palestras sobre poluição atmosférica, alterações climáticas e energias renováveis, pelo professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Essas palestras enquadram-se na "Semana do Ambiente" que o Colégio de Santa Clara está a levar a cabo.
Na primeira palestra, destinada a crianças dos quatro aos seis anos, Félix Rodrigues acentuou os efeitos na saúde da poluição atmosférica, a importância da floresta no sequestro de dióxido de carbono, ou seja de poluição que pode afectar o número de dias em que chove ou que não chove e como poderiamos contribuir para que não houvesse tanta poluição do ar. Exemplificou através de esquemas simples, de desenhos de crianças, como se pode produzir energia eléctrica com a geotermia, dando como exemplo a produção de luz numa bicicleta, quando se pedala.
Para as crianças do primeiro ciclo, foram explicado rapidamente o que era o efeito de estufa, de que modo esse efeito afecta a saúde das pessoas e o ambiente e exploradas a produção de energia eólica, energia geotérmica e energia solar.
Na terceira palestra, destinada a alunos do terceiro ciclo, foi explicado o que são alterações climáticas globais, as razões pelas quais o clima do mundo é afectado globalmente e não localmente pela poluição atmosférica e apresentados alguns cenários que resultam do aumento da temperatura média do planeta, como a subida do nível médio da água do mar, o aumento do número de ciclones, o desaparecimento de espécies, entre outras razões.
Foi referido que os Açores possuem fontes renováveis de energia, fontes não poluentes, que poderiam ser aproveitadas para produzir energia limpa como a geotermia, a energia eólica ou a energia das marés.

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, maio 13, 2009

CONTRATO ASSINADO ONTEM LNEC estuda solos e águas da Praia

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) começa este mês a analisar os solos e as águas do concelho da Praia da Vitória, para apurar se existe contaminação por hidrocarbonetos, metais pesados e resíduos nucleares.
Os trabalhos serão realizados por uma equipa de sete doutorados, com recurso a 14 furos que serão feitos por sondadores. O estudo deverá estar concluídos no prazo máximo de um ano.
O estudo abrange uma área de 163 quilómetros quadrados, cerca de 40 por cento da superfície da Terceira, anunciou, ontem, o presidente do LNEC, Carlos Ramos, durante a assinatura de um contrato de prestação de serviços com a Câmara da Praia da Vitória, orçado em cerca de 607 mil euros.

A iniciativa surge na sequência de notícias que apontam para uma eventual contaminação dos solos e águas do concelho pelo sistema de armazenamento e abastecimento de combustíveis do destacamento norte-americano estacionado na Base das Lajes.
Para esclarecer a questão, o estudo vai englobar a análise à qualidade dos solos e a avaliação da qualidade das águas, mas também prospecção geofísica, modelação do funcionamento hidrológico e transporte de poluentes nos aquíferos e reabilitação.
Através de modelos matemáticos, vão ser também medidos os aquíferos cujos resultados permitirão uma orientação sobre a gestão futura dos recursos hídricos do concelho.
Os custos dos trabalhos são financiados na totalidade pelo executivo açoriano, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
“O risco nulo não existe e, por isso, é necessário quantificá-lo para se saber lidar com ele”, salientou Carlos Ramos.
O LNEC propõe analisar a evolução e migração das plumas contaminantes com vista ao estabelecimento de possíveis situações de risco para os furos de abastecimento urbano.
A proposta de trabalho apresentada define como perímetros: “Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo, os técnicos admitem mudar localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”.

Estudo independente

Por seu turno, o presidente da autarquia, Roberto Monteiro, salientou que “o estudo é feito por uma entidade independente, credível e reconhecida internacionalmente”, frisando que “a cônsul norte-americana se comprometeu a aceitar as suas conclusões”.
No caso de existir contaminação, Roberto Monteiro disse que “o problema terá de ser resolvido entre os governos regional e da República e os EUA”.
O autarca assegurou, no entanto, que, “na defesa dos interesses do concelho, caso existam resistências [norte-americanas] em assumir responsabilidades", a Câmara da Praia da Vitória está disposta "a recorrer, se necessário, a tribunais internacionais”.
Quando o problema foi levantado, a autarquia garantiu que, “nas análises regulares efectuadas às águas de consumo público, nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados”.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que, “ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira, nunca foram detectadas aquelas substâncias”.
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu, no entanto, que “existem identificados na Base Aérea das Lajes solos contaminados com hidrocarbonetos, mas superficialmente e pouco preocupantes”.
O documento acrescentava que “há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios, sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos”.
Roberto Monteiro voltou a referir na cerimónia de ontem que “os resultados das análises que continuam a ser regularmente efectuadas garantem a fiabilidade e qualidade da água para consumo público”.
(In A União , Foto: João Costa/Fotaçor)

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, maio 11, 2009

RELATÓRIOS TÉCNICOS - Conservatória do Registo de Civil com problemas de ventilação

Um problema de ventilação está origem dos maus cheiros nas instalações do Registo Civil em Angra do Heroísmo.
Os relatórios das vistorias realizadas ao local, pela Direcção Regional de Energia, Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e Bombeiros Americanos, indicam problemas de ventilação no edifício que alberga os serviços do Registo Civil e ausência de algumas normas de segurança no posto de combustíveis instalado no local, como causa do mal-estar dos funcionários e dos cheiros intensos.
A proximidade do posto de uma das entradas de ar para o referido edifício “promove a entrada de vapores e de níveis elevados de dióxido de carbono”, referem os técnicos chamados ao local, após queixas dos funcionários da Conservatória e dos vizinhos.
Segundo conseguimos apurar, as partes interessadas já foram notificadas das conclusões das vistorias, para poderem alterar as situações em causa.
O posto de combustíveis do Alto das Covas deverá manter-se encerrado até não cumprir os requisitos impostos pela legislação em vigor, informou a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. A autarquia só deverá autorizar a reabertura daquele posto após outra vistoria ao local e garantidas todas as normas de segurança.
A União apurou que a empresa proprietária do Posto de Combustível deverá, brevemente, proceder às alterações solicitadas pelos documentos da vistoria.
Em relação ao edifício da Conservatória do Registo Civil, a ventilação “deverá ser pelo telhado”, aconselham os relatórios, para evitar a entrada de dióxido de carbono detectada no local e diminuir o cheiro dos combustíveis.

(In A união, João Costa/Fotaçor)

Etiquetas: , , ,

domingo, maio 10, 2009

Observatório Pico-NARE pode vir a integrar rede de estações meteorológicas globais‏

Os Açores poderão vir a integrar a rede de estações meteorológicas globais de monitorização em altitude, composta, actualmente, por 22 unidades dispersas pelo globo, graças ao contributo científico do Observatório Pico-NARE, em funcionamento no topo da montanha da ilha do Pico, admitiu, o secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
Segundo José Contente, a estação açoriana reúne condições de excelência para essa função, dada a sua localização geográfica estratégica, no Hemisfério Norte em pleno centro do Oceano Atlântico e numa zona não poluída. Depois de uma reunião de trabalho com as entidades envolvidas no Pico-NARE, nomeadamente o Instituto de Meteorologia e a Universidade dos Açores, o governante declarou o interesse em integrar a estação meteorológica picoense na rede global, por forma a colocar os Açores, uma vez mais, no centro mundial da investigação e pesquisa científica no âmbito da meteorologia e demonstrara a participação activa da Região em redes europeias de investigação. “O Pico-NARE é, de facto, um projecto muito importante na área da meteorologia e integra-se num conjunto de rede de estações meteorológicas mundiais e os Açores ficam, uma vez mais, no mapa global, através do Governo Regional, do Instituo de Meteorologia e da Universidade dos Açores”, alegou. O Observatório Pico-NARE vai sofrer melhorias significativas, como a substituição do gerador eléctrico por um cabo de alimentação de energia, no âmbito de um protocolo já firmado com a EDA, que garantirá maior segurança e qualidade no trabalho desenvolvido na estação e eliminar o gerador enquanto fonte emissora de poluentes para a atmosfera.

Com este programa de monitorização permanente poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continentes norte-americano e europeu, permitindo o estudo dos impactos que os poluentes emitidos têm no Atlântico Norte e num melhor conhecimento da atmosfera à escala global, explicou José Contente. Segundo acrescentou, a estação meteorológica faz parte de um projecto estruturante que se insere “no chamado cluster científico e tecnológico que se está a edificar na Região e é também mais um degrau para a monitorização climática a nível Açores que depois se pode estender a outras partes do mundo, sob o ponto de vista da informação meteorológica e climatológica também”.A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos em parceria com a Universidade dos Açores e o Instituto de Meteorologia, vão criar um grupo de trabalho para monitorização dos dados do Observatório Pico-NARE, que José Contente considerou um “projecto central” para o arquipélago no domínio da climatologia e meteorologia.

(in Canal de Notícias dos Açores)

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, maio 08, 2009

Observatório Pico-NARE pode vir a integrar rede de estações meteorológicas globais

Os Açores poderão vir a integrar a rede de estações meteorológicas globais de monitorização em altitude, composta, actualmente, por 22 unidades dispersas pelo globo, graças ao contributo científico do Observatório Pico-NARE, em funcionamento no topo da montanha da ilha do Pico, admitiu, hoje, o secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
Segundo José Contente, a estação açoriana reúne condições de excelência para essa função, dada a sua localização geográfica estratégica, no Hemisfério Norte em pleno centro do Oceano Atlântico e numa zona não poluída.
Depois de uma reunião de trabalho com as entidades envolvidas no Pico-NARE, nomeadamente o Instituto de Meteorologia e a Universidade dos Açores, o governante declarou o interesse em integrar a estação meteorológica picoense na rede global, por forma a colocar os Açores, uma vez mais, no centro mundial da investigação e pesquisa científica no âmbito da meteorologia e demonstrar a participação activa da Região em redes europeias de investigação.
“O Pico-NARE é, de facto, um projecto muito importante na área da meteorologia e integra-se num conjunto de rede de estações meteorológicas mundiais e os Açores ficam, uma vez mais, no mapa global, através do Governo Regional, do Instituo de Meteorologia e da Universidade dos Açores”, alegou.
O Observatório Pico-NARE vai sofrer melhorias significativas, como a substituição do gerador eléctrico por um cabo de alimentação de energia, no âmbito de um protocolo já firmado com a EDA, que garantirá maior segurança e qualidade ao trabalho desenvolvido na estação e permitir eliminar o gerador enquanto fonte emissora de poluentes para a atmosfera.
Com este programa de monitorização permanente poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continentes norte-americano e europeu, permitindo o estudo dos impactos que os poluentes emitidos têm no Atlântico Norte e num melhor conhecimento da atmosfera à escala global, explicou José Contente.
Segundo acrescentou, a estação meteorológica faz parte de um projecto estruturante que se insere “no chamado cluster científico e tecnológico que se está a edificar na Região e é também mais um degrau para a monitorização climática a nível Açores que depois se pode estender a outras partes do mundo, sob o ponto de vista da informação meteorológica e climatológica também”.
A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos em parceria com a Universidade dos Açores e o Instituto de Meteorologia vão criar um grupo de trabalho para monitorização dos dados do Observatório Pico-NARE, que José Contente considerou um “projecto central” para o arquipélago no domínio da climatologia e meteorologia.
(In GACS)

Etiquetas: , , , ,

sábado, abril 25, 2009

Bomba fechada ATÉ TER SEGURANÇA

A bomba de gasolina instalada no Alto das Covas, em Angra do Heroísmo, vai manter-se fechada até reunir as condições de segurança exigidas por lei, confirmou, ontem à tarde, ao DI a presidente da Câmara Municipal. Andreia Cardoso baseia a decisão nas conclusões da vistoria de um técnico da direcção regional da Energia, que esteve no local esta semana. “Essa vistoria detectou várias falhas que põem em causa a segurança daquela bomba. Portanto, enquanto essas condições se mantiverem, a bomba de combustível permanecerá encerrada. Agora, dependerá da vontade do proprietário a resolução desses problemas”, adianta a autarca. Segundo Andreia Cardoso, o técnico da direcção regional da Energia detectou, entre outras, falhas nos extintores e também uma proximidade inferior a dez metros em relação ao edifício da Conservatória do Registo Civil, situação contrária à lei em vigor. “É possível ao proprietário ultrapassar esta situação, porque existe espaço que garante o afastamento da bomba da Conservatória”, explica Andreia Cardoso. Na última sexta-feira, a bomba de combustível no Alto das Covas foi encerrada, quandoi recaíam sobre ela suspeitas de contaminação do ar no interior da Conservatória do Registo Civil, localizada ao seu lado.
No segredo dos deuses
Relativamente à alegada contaminação do ar no interior da Conservatória do Registo Civil de Angra pelos vapores da bomba de combustível, a autarca alega que as conclusões das análises realizadas pela Universidade dos Açores e por técnicos do destacamento militar norte-americano estacionado na Base das Lajes foram enviadas para o Instituto de Registos e Notariado (IRN), relegando para essa instituição a sua divulgação. Desde segunda-feira, DI procura obter essa informação junto do Ministério da Justiça (para quem o IRN enviou os relatórios), mas essa divulgação tem sido adiada consecutivamente. Fontes em Lisboa, contudo, adiantam ao DI que o sistema de ar da Conservatória poderá ser a origem do problema no ar interior, que causou mal-estar a alguns funcionários. Uma funcionária chegou a ser assistida no hospital de Angra do Heroísmo, depois de apresentar sintomas de intoxicação. As mesmas fontes dizem que o IRN não exclui a possibilidade de mudar de instalações a Conservatória de Registo Civil em Angra do Heroísmo.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , ,

segunda-feira, abril 20, 2009

Câmara fecha posto no Alto das Covas e avança com análises aos gases

A bomba de gasolina do Alto das Covas, em Angra do Heroísmo, foi encerrada ontem, devendo manter-se assim até que se prove se o mal-estar de uma funcionária do Registo Civil, que recorreu ao hospital, teve origem em gases libertados por essa infra-estrutura.
O encerramento foi anunciado ontem à tarde pela presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que adiantou que até à próxima semana devem ser conhecidos os resultados das análises que peritos norte-americanos realizaram ontem e que peritos da Universidade dos Açores realizam segunda-feira.

“Por precaução, ordenamos o encerramento daquela bomba de gasolina. Pedimos apoio ao destacamento americano nas Lajes que tem equipamento que permite apurar a composição dos gases no interior da Conservatória e também ao investigador Félix Rodrigues, da Universidade dos Açores, que está a coordenar o estudo da situação. Na próxima semana, um técnico da direcção regional da Energia também estará em Angra para proceder a uma avaliação do caso”, explicou Andreia Cardoso.
“Para já, existem indícios que põem em causa a segurança da população em redor daquele posto de abastecimento, daí o seu encerramento. Na próxima semana, teremos conclusões definitivas. Até lá, os serviços do Registo Civil não serão encerrados”, explicou a autarca.
Segundo DI apurou, na tarde de sexta-feira, estavam em cima da mesa três hipóteses para justificar o mal-estar sentido por vários funcionários da Conservatória do Registo Civil: libertação de gases da bomba de gasolina; gases provocados por fungos nos arquivos da Conservatório; ou a absorção de gases do trânsito que circunda nas imediações pelo sistema de ar condicionado do Registo Civil, que os terá libertado no interior do edifício.
“São as hipóteses que o professor Félix Rodrigues nos apresenta. Os peritos estão no terreno e os testes vão provar qual delas se verifica”, adianta Andreia Cardoso.
Quanto ao encerramento definitivo do posto, a autarca não se pronuncia até que se conheçam os resultados dos testes.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , ,

domingo, abril 19, 2009

Poluição no interior do edifício do Registo Civil

sábado, abril 18, 2009

Câmara de Angra manda encerrar bomba de gasolina suspeita de libertar gases no Alto das Covas

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo acaba de mandar encerrar temporariamente a bomba de gasolina do Alto das Covas, suspeita de libertar gases que levaram funcionários do Registo Civil ao hospital.
A decisão foi tomada até que se conheçam os resultados das análises que estão a ser feitas pela Universidade dos Açores e pelos bombeiros americanos das Lajes, única entidade que na ilha possui equipamento adequado para fazer as medições necessárias.

Há dias que os funcionários do Registo Civil, mesmo ao lado da bomba, e outros vizinhos se queixam de um cheiro intenso.

(In Marta Silva, RTP Açores)

Etiquetas: ,

domingo, abril 05, 2009

Praia Ambiente abre dois novos furos

A Praia Ambiente, empresa municipal da Praia que gere a recolha de resíduos e o abastecimento de água no concelho, vai abrir dois novos furos de captação de água para, com um, reforçar o abastecimento domiciliário nas freguesias do Cabo da Praia, Fonte do Bastardo e Porto Martins e, com o outro, melhorar a qualidade da água fornecida no concelho.A empreitada foi anunciada ontem pelo presidente da empresa municipal, Paulo Messias, na assinatura de um protocolo com a Universidade dos Açores, cujos especialistas vão apurar as melhores zonas para a realização dos dois furos.“Apesar de não existir falta de água no concelho, esta iniciativa visa precaver o futuro dos praienses”, explicou Paulo Messias. Os trabalhos de prospecção dos investigadores da Universidade dos Açores vão incidir sobre as águas subterrâneas na Fonte do Bastardo, na zona das Fajãs e nos lados Este e Norte da Caldeira dos Cinco Picos.Segundo Cota Rodrigues, presidente executivo da Praia Ambiente, um dos dois novos furos será aberto na Fonte do Bastardo e o outro na zona das Fajãs, nas imediações do Campo de Golfe da ilha. Neste caso, segundo a mesma fonte, a captação nesta zona permitirá a obtenção de água com melhor qualidade físico-química, para juntar à água captada em outros furos na área da Praia da Vitória. No caso do furo da Fonte do Bastardo, este visa garantir maior capacidade de resposta ao consumo nas freguesias da Fonte do Bastardo, Porto Martins e Cabo da Praia, que, actualmente, são abastecidas parcialmente pelo sistema de abastecimento de Angra. A Praia Ambiente vai também reactivar um outro furo na Fonte do Bastardo.“Este, em conjunto com o outro, vai permitir reforçar o abastecimento, tendo em vista o previsível aumento do consumo da zona industrial”, explicou Cota Rodrigues. Até ao final do mês, será assinado o contrato com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que vai apurar a extensão da contaminação dos solos por combustíveis derramados de instalações norte-americanas na Praia da Vitória.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, março 27, 2009

Lajes: LNEC estuda contaminação dos solos

A autarquia da Praia da Vitória vai pagar mais de 600 mil euros ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar a eventual contaminação dos solos do concelho, por combustíveis dos depósitos norte-americanos da Base das Lajes.
Em declarações à Agência Lusa, Roberto Monteiro, presidente da edilidade praiense, adiantou que «os trabalhos começam no próximo mês de Abril» e foram co-financiados pelo governo regional através de um contrato de cooperação com a autarquia.
«O estudo visa o diagnóstico e análise, através de perfurações em locais pré seleccionados, da situação dos solos e consequente revelação dos resultados sobre a contaminação, ou não por combustíveis», explicou o autarca.
Roberto Monteiro garantiu que «se pretende apurar até ao máximo do pormenor qual a situação dos solos e da qualidade da água para consumo público».
No ano passado, Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, confirmou que «tinha contactado com um estudo hidrológico de 2005, efectuado por empresas norte-americanas, cujos valores eram preocupantes quanto à contaminação» [dos solos].
«A confirmar-se uma elevada contaminação dos solos com hidrocarbonetos e metais pesados há perigo para a saúde humana», frisou o investigador.
Também em declarações à Agência Lusa a professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, garantia que «ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectados hidrocarbonetos ou metais pesados».
«Foram realizadas análises rigorosas até 2005 nos aquíferos profundos e águas superficiais, incluindo no Instituto Fresenius (Wiesbaden-Alemanha), por cromatografia gasosa, e nunca foi detectada a presença daqueles produtos poluidores», sublinhou.
Adelaide Lobo justificou a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de «os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes».
Também a consulesa dos EUA assegurou que «nenhuma análise efectuada às águas do consumo público revelou sinais de contaminação», classificando como «irresponsabilidade» as notícias que indicavam a existência da contaminação daquelas águas.
Para terminar com as dúvidas, apurar responsabilidades e encontrar soluções a autarquia decidiu avançar para um estudo realizado por entidade competente na matéria.
Roberto Monteiro conseguiu ultrapassar as reservas iniciais da consulesa dos EUA nos Açores, Jean Manes, sobre a capacidade técnica e cientifica do LNEC para elaborar o estudo.
«O acordo com Jean Manes assegura que os resultados serão indiscutíveis e que as recomendações apontadas serão implementadas», acrescentou.
O estudo deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2010.
(In Portugal Diário)

Etiquetas: , , , , ,

segunda-feira, março 23, 2009

ETAR de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, afecta população

Está doente quase toda a população que vive à volta da Estação de Tratamento de Resíduos de Angra do Heroísmo.
Em cerca de 20 pessoas, a incidência de cancro é de 5 casos.
De facto, a incidência oncológica ultrapassa todos os limites e está, por isso, a constituir uma enorme preocupação.
A Estação de Tratamento de Resíduos, liberta produtos que são cancerígenos, apesar de não se poder, facilmente, estabelecer uma relação causa-efeito, como afirma Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. "Só a estatística é que constitui um importante instrumento de estudo, até porque, em 100 mil homens, a incidência do cancro situa-se nos 371 casos, enquanto que na população em causa chega aos 25%".


As emissões provenientes da decomposição de matéria orgânica pode provocar doenças mortais.
A Antena 1 / Açores está em condições de garantir que essas doenças agora conhecidas, estavam previstas em documentos que estudam, na Universidade dos Açores, desde há vários anos, os maus-cheiros, emitidos pela Estação de Tratamentos de àguas Residuais de Angra do Heroísmo.
Ainda ontem, a Central de Angra produzia cheiros considerados insuportávesis pela população.
(ouvir aqui)
(in Armando Mendes / Carlos Tavares RDP-Açores)

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, março 18, 2009

Poeiras do Saara chegaram à Terceira

A ilha Terceira, desde o dia 13, está a ser alvo de poeiras do deserto do Saara, em África, confirmou DI junto de Félix Rodrigues, especialista em Poluição Atmosférica da Universidade dos Açores. Nos últimos dias, vários terceirenses contactaram DI para testemunhar a presença destas poeiras nos seus automóveis. “É normal que estas poeiras afectem as ilhas, sobretudo no fim do Inverno e no início da Primavera. No entanto, como o tempo tem estado nublado, não se assiste à sujidade no ar e à pouca visibilidade que provoca”, adianta. Félix Rodrigues explica que o fenómeno tem vindo a intensificar-se. “Presume-se que o aquecimento global tem intensificado as circulações atmosféricas assim como o número de ciclones “Sharev”, que ocorrem no deserto do Saara. Estes fenómenos estão na origem do aparecimento das poeiras nos Açores”, adianta. Segundo Félix Rodrigues, os ventos no Atlântico que originam a passagem das poeiras do Saara nos Açores são os mesmos que, durante anos, obrigavam as naus portuguesas a rumar ao largo do oceano nas viagens de regresso das Índias. Após a passagem do Bojador (na costa do Saara Ocidental), os ventos contrários impediam o regresso das naus pela rota junto à costa. Assim, faziam-se ao largo e, em arco, rumavam ao paralelo 39, onde se encontravam os Açores. Daí, rumavam a Oriente e chegavam a Lisboa.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

segunda-feira, março 16, 2009

Acordo Antigo - Câmara da Praia pode vender água aos americanos

Paulo Messias, vereador na Câmara Municipal da Praia da Vitória, revelou ontem, em conferência de imprensa, que existe um protocolo antigo que permite a venda de água aos americanos estacionados nas Lajes. O documento, assinado nos primeiros mandatos de José Fernando Gomes (ex-presidente da autarquia), prevê o licenciamento dos furos abertos pelos militares no concelho e em contrapartida os americanos comprometem-se a comprar uma certa quantidade de água à autarquia.Este acordo, com assinaturas da Força Aérea Portuguesa e dos americanos, era desconhecido dos actuais autarcas praienses. Quanto ao facto da câmara nunca ter vendido água às forças americanos nas Lajes, Paulo Messias explicou que “provavelmente” nunca houve água disponível com abundância para poder vender à base. Situação que, segundo o autarca, com os caudais actuais, ainda é impossível”. A informação foi dada aos jornalistas num encontro em que a Praia Ambiente anunciou que este ano pretende melhorar significativamente a quantidade e a qualidade da água no concelho. Com um plano de investimentos superior a dois milhões de euros, esta empresa municipal pretende “aperfeiçoar o sistema de desinfecção e tratamento de água captada e abrir novos furos”. O reforço dos caudais disponibilizados para as freguesias abastecidas pelo sistema Ribeirinha/Cabo Praia (que fornece água às freguesias de Porto Martins, Fonte do Bastardo e Cabo da Praia) é uma prioridade.No ano transacto algumas destas localidades foram prejudicadas com o plano de cortes de água implementado pelo concelho de Angra. A autarquia praiense pretende agora resolver o problema com a realização de um furo no início da freguesia da Fonte do Bastardo e a ligação à rede de outro que existe no Pico da Favas. Nos Biscoitos também estão previstos investimentos.A Praia Ambiente vai ligar à rede um furo existente, na zona alta da freguesia, para reforçar os caudais que servem a localidade e as freguesias de Altares e Raminho. “Esta captação intercepta uma aquífero suspenso, bastante produtivo e com água de boa qualidade”, revelou Paulo Messias.Para melhorar a qualidade de água no centro da cidade da Praia da Vitória, que é captada em furos e (alguns meses) em pequenas nascentes da Casa da Ribeira, a empresa municipal vai canalizar água das nascentes da Ribeira da Agualva.De acordo com os responsáveis pela Praia Ambiente a mistura da água da Agualva no sistema da Praia vai “melhorar significativamente a qualidade da água captada nos furos (à qual estão associados fenómenos de intrusão marinha).A Praia Ambiente divulgou ainda que vai proceder, em parceria com a Universidade dos Açores, à abertura de um furo para identificação de aquíferos nas Fajãs (junto ao Clube do Golfe). “Suspeita-se que existe água de qualidade naquela zona”, explicaram.LNEC na Praia em Abril O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) deverá começar o estudo sobre a eventual contaminação dos solos e aquíferos da Terceira na primeira semana de Abril.Paulo Messias, responsável pela Praia Ambiente, revelou ontem que este Laboratório será a única entidade responsável por este estudo para evitar especulações e diminuir a morosidade dos concursos públicos parcelares em tarefas, que numa fase inicial, estavam definidas como sendo da responsabilidade da autarquia.O vereador garantiu que a inclusão destes pormenores no acordo com o LNEC, bem como a inserção de algumas tarefas solicitadas pelo governo e a aprovação do Plano e Orçamento da Região (que permite o financiamento previsto no contrato ARAAL) foram as causas do atraso na assinatura do contrato com o LNEC. “Estas questões já estão ultrapassadas”, disse.Paulo Messias assegura que a água para consumo na Praia da Vitória tem sido monitorizada com rigor e regularidade e, por isso, pode afiançar que não há qualquer suspeita de contaminação. Contudo, o estudo é fundamental para perceber se no futuro existe, ou não, perigo de contaminação dos aquíferos.O principal objectivo do estudo é a avaliação ambiental da qualidade dos recursos hídricos subterrâneos, onde existam captações, “que estejam a ser ou possam vir a ser afectadas por situações de poluição associadas às infra-estruturas da Base das Lajes”. Incluindo instalações militares fora do perímetro da militar.A equipa responsável por este estudo propõe a execução de 14 furos de ensaio (dois por perímetro) e de sete sondagens de amostragem (uma por perímetro).O LNEC, na proposta apresentada, definiu como perímetros: “ Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo o Laboratório admite alterações das localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”. Este estudo, intitulado “análise e parecer sobre a situação ambiental nas áreas de captação dos furos de abastecimento do concelho da Praia da Vitória”, deverá estar concluído num prazo de 9 meses.

(In A União)

Etiquetas: , , , ,