quinta-feira, novembro 05, 2009

Pónei da Terceira é estrela na Golegã


O pónei da ilha Terceira é uma das estrelas da “XXXIV Feira Nacional do Cavalo”, o prestigiado evento que decorre na Golegã, em Portugal Continental. A apresentação desta raça única de pónei, através do Centro de Biotecnologia dos Açores, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, acontece às 18h (hora de Lisboa), “horário nobre”.Seguem para a Golegã 10 animais, quatro machos e seis fêmeas. Artur Machado, responsável pelo Centro de Biotecnologia e responsável pelo projecto de “Recuperação e Preservação do Pónei da Terceira”, acredita que a raça vai fazer “furor” no Continente. “Uma das razões porque vai para a Golegã é porque, de imediato, reconheceram que é um animal lindíssimo, parecido com o cavalo lusitano, só que em ponto pequeno. Viram que esta apresentação teria bastante interesse”, avançou, ontem, a DI, numa entrevista concedida no gabinete no pólo universitário da Terra-Chã.
Salto NacionalArtur Machado acredita que a presença na Feira Nacional do Cavalo pode representar o “salto” do pónei da Terceira para o reconhecimento nacional. Mas, sobretudo, espera que sirve para chamar a atenção da população e do poder local.“Espero que marque a passagem para o âmbito nacional e espero também que chame a atenção da população açoriana e terceirense. Nós, infelizmente, não olhamos por vezes bem para aquilo que é nosso. Mas temos coisas que deviam ser preservadas e, por vezes, não lhes é dada a atenção devida. O reconhecimento no exterior pode, agora, levar ao reconhecimento na ilha”, avança.
Mercado com potencialO responsável por este centro da Universidade dos Açores assegura que existe um grande mercado potencial para esta raça de pónei, sobretudo ligado a escolas de equitação dirigidas ao público mais jovem. “É um animal ideal para o ensino da equitação. Também pode ser usado na atrelagem, fisioterapia ou trabalho com pessoas deficientes. O pónei encontra toda a actividade que também hoje é reservada ao cavalo. Antigamente o cavalo era um animal de trabalho. Primeiro foi um animal de combate, uma máquina de guerra, depois passou a animal de trabalho e agora teve de encontrar outra função, que é da relacionada com os tempos livres”, adianta.“Não há muitas raças de póneis, para além de não terem a beleza morfológica e a qualidade que este nosso tem. Há uma procura enorme na Europa de animais de pequenas dimensões para escolas de equitação, para desporto de iniciados, e tudo isso”, frisa.Dentro de três a quatro anos, a população deste pónei deverá estar próxima da consolidação em termos genéticos.Por agora, os póneis da Terceira são introduzidos em locais “estratégicos”, como embaixadores da raça. “O primeiro trabalho que temos de fazer é consolidar a população em termos genéticos, criar variabilidade suficiente. Os animais que não vão ser utilizados para este fim podem já começar a servir como embaixadores para a raça. Aliás, já existem quatro póneis da Terceira a fazer parte da equipa de horseball infantil do Sporting”, revela.
Recuperação da raça precisa de mais apoio
Apesar de acreditar que o pónei da Terceira poderá atingir a consolidação genética e o número de animais suficientes para começar a ceder a privados a uma maior escala dentro de três a quatro anos, Artur Machado, responsável pelo Centro de Biotecnologia dos Açores chama a atenção para o facto de o projecto ter de sobreviver nesse espaço de tempo.“São, actualmente, 40 animais. Quatro centenas de animais que têm de comer todos os dias e receber outro tipo de cuidados, o que é muito dispendioso”, revela.Artur Machado confessa que gostava de ver o Governo Regional envolvido no projecto de uma forma mais intensa. “O Governo Regional entrou no projecto de uma forma muito suave, através dos Serviços Florestais, a quem agradeço desde já, que cederam uma parcela na serra de Santa Bárbara, mas que, de maneira nenhuma, é suficiente”, afirma.O apoio pode até não ser monetário. “Poderia passar por reconhecer esta raça como um património”, lança.A universidade está aberta à existência de patrocinadores para estes animais. “As pessoas podem ajudar dentro das suas possibilidade para cuidarmos destes animais, recebendo um diploma de patrocinadores”, conclui.

(in Diário Insular)

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quinta-feira, outubro 29, 2009

Apresentação Publica do Pónei da Terceira


Uma das novidades do Programa da Feira da Golegã deste ano, é a apresentação publica do Pónei da Terceira, marcada para dia 14 de Novembro, Sábado, pelas 18H00, no Largo do Arneiro e que será levada a cabo pelos alunos da Academia Equestre João Cardiga.
Marta Rosa, Joana Salgado, Guilherme Cunha, Antonio Cardoso, Antonio Corte Real, Beatriz Ferraz, Debora Monteiro e Rodrigo Romão, são os jovens a quem coube a responsabilidade de apresentar cerca de uma dezena destes pequenos animais, candidatos ao reconhecimento zootécnico como raça autóctone portuguesa.
Segundo o Professor Artur Machado, da Universidade dos Açores, responsável pelos animais: "O seu número é tão reduzido, que a sua capacidade de sobrevivência depende de apoios externos e de uma gestão rigorosa do efectivo. O Pónei da Terceira preenche todos os requisitos definidos pela FAO (Food and Agricultural Organisation of the United Nations) para que seja considerado raça Autóctone, não só pela separação geográfica existente entre animais que fenotipicamente possam ser semelhantes, mas também pelo enraizamento na cultura Açoriana em cujo quotidiano participou activamente. A Universidade dos Açores, através do Centro de Biotecnologia, deu início em 1998, à sua caracterização biométrica e genética, através de marcadores moleculares, com o intuito de recuperar o Pónei da Terceira. Este trabalho reveste-se não só de aspectos meramente científicos, mas também pretende salvaguardar o futuro destes animais, através da sua divulgação para novas funções. Se outrora a vocação para os trabalhos agrícolas era preponderante, hoje em dia o Pónei será atractivo para as actividades lúdicas e desportivas."
O Pónei da Terceira é um animal de pequenas dimensões, mas com proporções muito correctas e equilibradas, confundindo-se com um puro-sangue Lusitano em ponto pequeno. São animais rápidos, inteligentes, extremamente dóceis e de fácil maneio, a que acrescem as feno típicas de beleza e dimensão que fazem deste animal um excelente companheiro para as classes iniciais de equitação onde, por vezes, os jovens aprendizes sentem receio dos animais maiores. Igualmente, as suas características permitem vê-lo como possível parceiro, em actividades de socialização de pessoas com deficiência.
A parceria agora efectuada com a Academia Equestre João Cardiga, conhecida pela sua aposta no trabalho com pequenos equídeos, desde há vários anos, torna-se assim plenamente justificada.
A Apresentação na Feira da Golegã, tem entrada livre.
Os treinos dos animais e dos alunos poderão ser observados, nas instalações do Centro Equestre João Cardiga, em Leceia, Oeiras.
Fonte: CEJCNa foto: Nuvem, com o seu poldro Elvis (in Revista de Equitação Oline)

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quarta-feira, outubro 28, 2009

1.º Fórum Int. do Puro Sangue Lusitano na Dressage para breve


Da Antiguidade à Conquista Olímpica, o Cavalo Lusitano na Competição Internacional de Dressage no início do século XXI" é o mote para três dias de discussão com os especialistas da disciplina.

O Fórum decorre na Academia de Dressage de Portugal, entre os dias 30 de Outubro a 1 de Novembro.

PROGRAMA
 
 Quarta-Feira 28 de Outubro

Quinta-Feira, 29 de Outubro
 Visita à Coudelaria Veiga [Quinta da Broa] http://cavalonet.com/manuelveiga
Visita à Casa do Cadaval —www.casacadaval.pt
(Para marcar a sua viagem contacte a organização)
 
Sexta-Feira, 30 de Outubro, 1º Dia
 9h Recepção
9h30 Cerimónia de Abertura - Apresentação do Fórum
10h00 HISTÓRIA DO LUSITANO
Arsénio Raposo Cordeiro (Especialista em Lusitanos; Juiz Internacional da Raça Lusitano, autor de O Cavalo Lusitano, o Filho do Vento)
10h20 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
João Ralão (Secretário Geral da APSL)
10h40 ANÁLISE GENÉTICA E DEMOGRÁFICA DO CAVALO LUSITANO
Dra. Maria do Mar Oom (Universidade de Lisboa, Cientista especializada em Genética do Cavalo Lusitano)
11h Painel de Discussão
11h20 Coffee break
11h40 O CAVALO BARROCO NO ACTUAL PANORAMA DE COMNPETIÇÃO - PROCURAS NA FUNCIONALIDADE E MORFOLOGIA
Dr.Robert Stodulka (Veterinario, Docente da Universidade de Viena)
12h20 ANALYSIS OF COLLECTION IN THE DRESSAGE HORSE
Dra. Hilary Clayton (Director McPhail Equine Performance Center; Cientista em Biomecânica e autora de vários estudos de referência)
13h00 Painel de Discussão
Almoço Buffet
15h 24 HORAS NO RITMO DE UM CAVALO - IMPLICAÇÕES NO MANEIO
Dra. Barbara Murphy (Cientista em Genética na Universidade de Dublin)
15h40 PARÂMETROS DE SELECÇÃO [CONFORMAÇÃO, ANDAMENTOS E TEMPERAMENTO]
Axel Brockmann (Director da Coudelaria Hannoverian )
16h20 Painel de Discussão
16h40 Coffee Break
17h MONTABILIDADE, MANEIO E DESBASTE
Dr. Ulf Möller (Director de Gestão de Cavalos Novos na PSI Hof Kasselmann In ternational) Manuel Veiga monta Almansor da Broa e Luis Azeitona monta Zuelo
17h45 O TREINO PARA A COMPETIÇÃO-APROXIMAÇÃO AO GRANDE PRÉMIO
Maria Moura Caetano monta Útil and Xiripiti, acompanhada por Francisco Cancella de Abreu (Juiz FEI)
18h30 Painel de discussão
 
Sábado 31 de Outubro
 
9h TECNOLOGIAS DE REPRODUÇÃO EQUINA NO LUSITANO
Dr. Miguel Blibernicht (Veterinário)
09h30 A ALIMENTAÇÃO DO CAVALO LUSITANO NA DRESSAGE
Luís Veiga (Director de Departamento de Produção Alimentar da Intacol)
10h20 APRESENTAÇÃO DE CRIADORES
Casa Cadaval , Coudelaria Elevage Massa e Coudelaria de Santa Margarida
11h Painel de Discussão
11h20 Coffee break
11h40 O TREINO PARA A COMPETIÇÃO-GRANDE PRÉMIO
Kyra Kyrklund monta Rico [em DVD]]
Daniel Pinto monta Tálio
13h00 Painel de Discussão
Almoço Buffett
15h O Futuro do Lusitano Genes Bons e Maus
Dr. Artur da Câmara Machado (Centro de Bio Tecnologia –Universidade dos Açores)
15h:40 Painel de Discussão
16h A CONFIRMAÇÃO DA HEREDITARIEBILIDADE-SISTEMAS MODERNOS PARA A AVALIAÇÃO DA RAÇA LUSITANA
Mariette Whitages (Juiza FEI "o" ; Ex Presidente do Comité de Dressage da FEI) , Francisco
Cancella de Abreu (Juiz FEI) e criadores
Spartacus, Água-Viva [Coudelaria de Santa Margarida]
Tálio, Beto [Coudelaria Ortigão Costa]
Altiva, Jandaia e Quixote [Herdade das Figueiras]
16h40 Painel de discussão
17h Coffee Break
17h20 A CRIAÇÃO DO LUSITANO E PERSPECTIVAS INTERNACIONAIS
Enrique Guerrero-Yeguada La Lyra Y La W
Manuel Tavares de Almeida– Coudelaria Rocas do Vouga
Eduardo Fischer-Haras Villa Do Retiro
18h Painel de Discussão
18h30 Apresentação da Coudelaria Elevage Massa

(In Revista equitação online)

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terça-feira, setembro 08, 2009

Vírus roubam à vinha o melhor que ela tem

Dois vírus estão a prejudicar seriamente as vinhas tradicionais dos Açores, sendo responsáveis por maus vinhos. É possível erradicar essas pragas.

As vinhas tradicionais dos Açores estão infestadas com dois vírus que provocam prejuízos graves na produção aos níveis da qualidade e da quantidade - segundo a Universidade dos Açores.Artur Machado, especialista em biotecnologia, revelou ao DI que se trata dos vírus conhecidos como do urticado e do enrolamento, presentes em enorme dimensão nas vinhas açorianas. A qualidade do vinho, por exemplo, é atacada através dos teores de acúçar, que são essenciais para conseguir um bom vinho. Outra consequência é a instabilidade que faz, por exemplo, com que um ano seja possível trabalhar e armazenar o vinho e noutro ano esse maneio não seja possível. O homem é o principal disseminador dos dois vírus em causa, por várias formas, mas sobretudo através do maneio das vinhas, em particular através da utilização de instrumentos que são infectados numa vinha e de seguida são utilizados noutra vinha sem serem devidamente desinfectados.
É possível resolver

Segundo Artur Machado, os vírus em causa podem ser erradicados. A Universidade dos Açores domina as tecnologias necessárias e já as experimentou em videiras e árvores, mas fora da região.Segundo o cientista e invetsigador do centro de biotecnologia, não haverá qualquer dificuldade em aplicar as técnicas já dominadas á situaão específica dos Açores.A erradição dos vírus do urticado e do enrolamento exige um período de trabalho de cerca de quatro anos, além de implicar a substituição dos pés de vinha existentes por outros previamente tratados.
Descoberta importante

A Universidade dos Açores creditou recentemente a seu favor a descoberta de que as castas que produzem vinho - ou uva de mesa - são de origem regional, a partir de videiras selvagens, reescrevendo assim a história da vinha à escala do planeta. Antes pensava-se que a domesticação da vinha tinha ocorrido no Crescente Fértil. Segundo o líder do Centro de Biotecnologia dos Açores, abrem-se agora novas perspectivas genéticas e fitossanitárias para as castas em produção.Por exemplo, adiantou, o estudo das videiras selvagens que estão na origem das castas domesticadas pode dar informação genética muito antiga, capaz de ser trabalhada para melhorar as castas.

(in Diário Insular)

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segunda-feira, agosto 31, 2009

Videiras selvagens podem ajudar castas domesticadas

A descoberta de que as castas que produzem vinho - ou uva de mesa - são de origem regional, a partir de videiras selvagens, é considerada da maior importância por Artur Machado. Segundo o líder do Centro de Biotecnologia dos Açores, abrem-se agora novas perspectivas genéticas e fitossanitárias para as castas em produção. Por exemplo, adiantou, o estudo das videiras selvagens que estão na origem das castas domesticadas pode dar informação genética muito antiga, capaz de ser trabalhada para melhorar as castas. Por outro lado, as videiras selvagens resistiram durante milénios, por vezes em condições muito adversas, o que significa que desenvolveram resistências e mecanismos de adaptação que podem ser estudados e utilizados para melhorar as videiras domesticadas que são originárias das anteriores. Outra vantagem, alertou Artur Machado, tem a ver com o próprio marketing do vinho e das uvas, uma vez que a partir de agora é possível estabelecer a origem de uma casta, o que significa que Portugal pode falar na sua casta X, Espanha na sua casta Y, Itália na sua casta Z, etc. “New insights on the genetic basis of Portuguese grapevine and on prapevine domestications” é o título do artigo publicado na revista Genome (http://pubs.nrc-cnrc.gc.ca/rp-ps/journalDetail.jsp?lang=eng&jcode=gen) e que resume a investigação do centro de Biotecnologia dos Açores.Assinam o artigo Lopes, Mendonça, dos Santos e Machado, do Centro de Biotecnologia dos Açores, e Eira-Dias na Estação Vitivinícola Nacional.
(in Diário Insular)

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sábado, agosto 29, 2009

Universidade reescreve a História da Vinha

Uma investigação na área dos estudos de genética, liderada pelo Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores e que acaba de ser publicado na revista científica Genome, reescreve a História da Vinha, ao provar que a Mesopotâmia (Crescente Fértil) não foi o único centro de domesticação das videiras, como se pensava.O trabalho prova que as castas actualmente existentes em Portugal - inclusive as que são emblemáticas dos Açores, como o verdelho - resultam da domesticação de videiras selvagens europeias. A investigação sustenta que Portugal, Espanha e Itália constituíram importantes centros de domesticação de videiras selvagens depois do último glaciar.Neste estudo, os investigadores admitem que a casta verdelho, que predominou nos Açores até finais do século XIX, altura em que quase foi destruída pela filoxera, pode ter sido domesticada em Portugal Continental e não no Mediterrâneo, como dizem alguns historiadores. O debate está em aberto, lê-se no estudo, mas esta casta é diferente das italianas “Verdecchio” e “Verdeca” e da espanhola “Verdejo”.O verdelho, que voltou a ter alguma expressão em ilhas como o Pico, a Terceira e a Graciosa, gera um vinho de mesa frutado e um licoroso que deu fama aos Açores, chegando a ser servido na Corte da Rússia e à mesa do Papa.
Era óbvio…A possibilidade de a Mesopotâmia não ser o único centro de domesticação das videiras vinha sendo colocada há algum tempo, tempo por base as diferenças entre castas e de região para região. No entanto, faltava a prova científica.Os estudos do Centro de Biotecnologia dos Açores, liderado por Artur Machado, vêm agora provar, através da genética, que as semelhanças entre castas domesticadas e videiras silvestres autóctones, entretanto descobertas em algumas regiões, são evidentes, justificando a conclusão de que a domesticação foi regional e não centralizada.“Cada país tem as suas castas muito próprias e diferentes. Há especificidades por zonas geográficas”, confirmou Artur Machado ao DI. Fica, assim, provado que castas como alvarinho, alvarilhão, tinto-cão, touriga nacional, verdelho, arinto, entre muitas outras, são portuguesas, além de as castas emblemáticas açorianas serem nacionais.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, julho 22, 2009

GRANDE ENTREVISTA – a Bento Castelhano

Por Rodrigo Almeida

Para além da democratização do conhecimento, sempre pugnei pelo culto da pluralidade, entendendo ambos como contributos decisivos na construção da desejável massa crítica. Neste espírito resolvi perspectivar aos leitores deste blog, por interposta pessoa, respectivamente, o Francisco Cancella de Abreu e agora o Bento Castelhano, as respostas fundamentadas por ambos às mesmas perguntas.
Julgo que todos conhecem o cavaleiro Bento Castelhano mas talvez poucos o conheçam na sua vertente zootécnica. Nesta perspectiva partimos à descoberta do zootécnico, cujo currículo nesta vertente, acumula uma experiência passada como Secretário Técnico da APSL, e actualmente como consultor técnico de algumas coudelarias de referência em Portugal (Casa Cadaval e Quinta da Lagoalva, entre outras).


Desde já agradeço ao Francisco Cancella de Abreu (entrevista publicada na coluna à sua direita) e ao Bento Castelhano, a disponibilidade com que ambos se voluntariaram a dar nas resposta às perguntas que lhes remeti, que seguramente vão ao encontro do esclarecimento de quem vivencia a Raça Puro Sangue Lusitano em todo o seu Potencial.
1. Fazendo uma retrospectiva da evolução da raça e tendo em consideração que o aparecimento de cavalos de grande importância se têm mantido com um certo espaçamento (Firme, Novilheiro, Guiso, Peralta), quais as diferenças mais importantes que tem sentido em termos de montabilidade, mecânica de andamentos e força, entre os animais do passado e os do presente?
BC - Desde os meus primeiros contactos com a Raça, regra geral, os parâmetros referidos evoluíram positivamente.
Na opinião dos alemães os cavalos são o produto de três lados de um triângulo: 1/3 referente à sua genética; 1/3 ao maneio de cria (alimentação/crescimento) e o último 1/3 no trabalho e treino a que são sujeitos. Como zootécnico e cavaleiro revejo-me nesta imagem, onde a falha de um dos “lados” provoca desequilíbrios no produto final.
As condições edafoclimáticas nacionais não são muito favoráveis à criação cavalar, pelo que cabe ao criador, por via da técnica (maneio – alimentação, desparasitações, suplementos, etc.), suprimir muitas das lacunas que o meio ambiente deixou em aberto.
Na “linguagem” genética, o actual esquema de avaliação de reprodutores do Livro Genealógico, encontra-se desfasado das necessidades do mercado e, consequentemente, das de criação.
Portugal não compreendeu ainda, que tem de ser a finalidade (modalidades/mercado) a ditar os objectivos de criação/selecção. Neste sentido, as entidades responsáveis pelas modalidades (Federações Equestres, etc.) têm de articular o seu trabalho, necessariamente em contínuo, com as Associações de Criadores.
A pequena evolução constatada na montabilidade, locomoção e força, deveu-se exclusivamente aos concursos de Modelo e Andamentos e ao labor de um grupo restrito de criadores, despertos para o cavalo funcional. Não podemos minimizar o papel dos concursos de Modelo e Andamentos na evolução da Raça, uma vez que constituiu, na falta de outros indicadores, uma das “únicas” ferramentas de revelação de potencial desportivo.

Só mais recentemente a valorização funcional dos nossos cavalos, numa perspectiva do moderno cavalo de desporto, se tem pulverizado e subido de nível, numa importante e crescente espiral de participações de relevo, em modalidades desportivas de projecção universal, anteriormente “vedadas” ao estereótipo do cavalo Barroco.
Ainda na história da evolução da Raça, temos assistido, nos últimos anos, ao posicionamento dos nossos Lusitanos como animais de referência no mundo da tauromaquia.
Apesar de todo deste sucesso não podemos esquecer, ainda no âmbito da valorização funcional/avaliação genética da Raça, que continuamos longe do desenvolvimento técnico-científico alcançado nos países de referência da criação do cavalo de sela.
A nossa tradicional falta de sistematização e forma de estar, têm provocado endémicas assimetrias nos “lados do triângulo”, com nefastas perdas de muitos dos cavalos que, bem acompanhados, poderiam ser tão ou mais notáveis que aqueles que enumerou, mas que assim acabam por passar a sua vida útil no anonimato, muitas das vezes com “rótulos” perfeitamente injustos.
Apesar de numa perspectiva zootécnica, o Regulamento do Livro Genealógico não servir os interesses da Raça, há que reconhecer o trabalho meritório da APSL na promoção do Raça. Facto este, facilmente comprovado pelo crescente aumento da procura.
Lamentavelmente este trabalho não tem sido acompanhado de acções de melhoramento genético e tratamento estatístico. A importância da estatística, destrinça a aparência (fenótipo) do que efectivamente tem peso genético – a avaliação genética. O efeito comparativo desta avaliação, por via parental (comparativo entre ascendentes, colaterais e descendentes), só aporta resultados à escala da Raça e não à escala do criador.
A internacionalização da Raça iniciou-se pelas “mãos” do trabalho do Eng.º Fernando Sommer D’Andrade e do Mestre Nuno Oliveira. Contudo, o contexto da Raça e dos seus criadores alterou-se profundamente nos últimos 30 anos. O cavalo ancestral do sul da Península Ibérica, considerado um cavalo de guerra (da “Gineta”), com variantes artísticas, e fruto de uma criação em condições de estrema pobreza, teve de acompanhar a evolução dos tempos.
A própria internacionalização da Raça ditou a alteração das condições de cria e também o objectivo funcional dos Lusitanos. Repare-se que hoje em dia, até a utilização mais tradicional do nosso cavalo, o toureio, se transformou numa arte recriada de forma completamente diferente do passado.
No passado (30 ou 40 anos) a grande maioria dos criadores eram igualmente utilizadores. Recentemente surgiram criadores que não utilizam os seus produtos, e que de uma forma pouco sustentada e distante, multiplicam famílias ou linhas baseados em “cassetes” de propaganda, bem arquitectada, mas vazia de conteúdo funcional.
Neste contexto têm muita dificuldade em aferir um padrão de qualidade que lhes permita, quando confrontados com as faltas dos seus produtos, colocarem em causa o único referencial existente – as avaliações oficiais – que norteou estas faltas.
O mercado exige um criador esclarecido e informado, com lucidez para seleccionar cada vez melhor, tentando produzir para o mercado da utilização, em alternativa à infrutífera tirania da estética.
É urgente e de grande utilidade que os criadores se apercebam das vantagens da reintrodução das provas morfo-muncionais, num formato moderno e adequado, distante do antigo e hoje inviável formato organizacional do Estado Português. É facilmente entendível por qualquer chefia, inclusive a pública, que o horário rígido do actual funcionário público (09h às 17h), exercido em dias úteis, pouco se compadece com o esforço de trabalho exigido em provas deste tipo. A colaboração pública pode restringir-se à cedência temporária (por um muito breve espaço de tempo) das suas instalações e terrenos limítrofes (campo de provas).
Esta testagem precoce, em acumulação com a avaliação dos resultados da carreira desportiva, para além de permitir uma antecipação de resultados individuais, permitirá igualmente o acesso a uma forma de testagem estendível a todos aqueles que não tem meios financeiros para a valorização dos seus animais por via de uma carreira desportiva.
Com um tal sistema valoriza-se os animais de qualidade efectiva, de uma forma rigorosamente objectiva, sem influência de “cassetes” de propaganda, sabendo-se exactamente o valor genético de cada reprodutor, para o seu objectivo de selecção. Desta forma os bons criadores destacar-se-iam sempre!
2. Das três características anteriormente referidas como as classificaria por ordem de importância e porquê?
BC - Antes da resposta e apenas sobre a montabilidade, classificá-la-ia em três niveis:
a) os cavalos que “não gostam” de ser montados: eventualmente animais de grande importância na Natureza para a preservação da espécie no seu estado selvagem, dado o seu elevado grau de capacidade de defesa;
b) os cavalos facilmente domesticáveis e, normalmente, sem grande capacidade atlética (agilidade, resistência, exuberância de movimentos, etc);
c) cavalos com forte caracter e atleticidade, que normalmente exigem melhores cavaleiros, mas que também são os de grande potencial funcional, independentemente da disciplina.
Pela equitação conseguem-se muitas vezes mudar os cavalos de nível. Também verifico, infelizmente com muita frequência, que o mau trabalho destrói cavalos para sempre.
Em termos equestres, será difícil um cavalo ter boa Locomoção sem Força. Há cavalos que sem o cavaleiro mostram bons andamentos, mas que, uma vez montados, empregam os seus esforços apenas nas defesas. São os do tipo “a”.
Na equitação a Força tem de ser útil, pois quando vem dissociada da montabilidade não tem qualquer interesse.
Uma vez que a Equitação pode melhorar a Mecânica de Andamentos e a Força, em selecção dou sempre o previlégio à Montabilidade. Nos machos exigo que sejam sistemáticamente do grupo “c”, preferindo no desbaste das fémeas as “c”, mas admitindo “b”.
Na Raça impõem-se estudos sobre as Correlações Genéticas, que eliminem ou concretizem sensações como as minhas.
Eventualmente poderemos estar a entrar em incompatibilidades na selecção. Por exemplo, em Hannover estudou-se e sabe-se que a Capacidade Saltadora tem correlação genética negativa com a Qualidade do Passo; quando se melhora o Salto piora-se o Passo e vice-versa.
Conclusão: Montabilidade, Mecânica de Andamentos e Força.
3. As recentes revelações da origem do Firme podem ser encaradas de duas formas, a primeira de acordo com uma perspectiva purista na qual a imagem da raça milenar sofreu um ataque à sua imagem e credibilidade, a segunda é pragmática e encara a raça como um tronco ibérico associado à história , modas, defeitos e virtudes do povo da ibéria. Na sua opinião, qual o enquadramento desta revelação face a uma raça que definitivamente é o espelho de todos aqueles que a construiram?
BC - Tive recentemente a oportunidade de conversar com o Sr. Arq.º Arsénio Raposo Cordeiro sobre este tema. Ele explicou-me, porque esteve envolvido no assunto, o motivo de o Lusitano também se chamar Puro Sangue: originalmente haviam somente dois tipos de cavalos: os de Sela ou de Sangue Quente, também designados Puros Sangue e os de Tiro, pesados, ou Sangue Frio. Dos cruzamentos destes dois tipos de cavalos nasceram os animais das raças de desporto modernas, os Warmbloods. Como o Lusitano é, indiscutivelmente uma raça de sela das mais antigas no Mundo, na sua designação ter-se-à então incluido o termo Puro Sangue, sem que daí se devesse concluir que a Raça não tinha, ao longo da sua génese, sofrido introduções ou influências de outras raças.
Recordo que tentei transmitir uma informação, o mais fielmente que fui capaz. Mas penso que, nesta ordem de ideias, o Puro Sangue tem pleno cabimento!
Em Portugal perdemos demasiado tempo a discutir se “chegou primeiro a galinha ou o ovo”. Todos sabemos que a constituição do Livro Genealógico com a Inscrição de Animais a Titulo Inicial é muito recente, 1967. A definição do Padrão da Raça deu o “Norte” de quais as características a manter/desenvolver e quais a eliminar, mas a “salada” inicial, apesar de ter animais parecidos ao Estalão, tinha também muitas influências externas.
Mesmo se considerarmos a História do Nosso País, as influencias têm de ser enormes: os Àrabes passaram cá muitos anos e nunca deixaram cavalos? Eram Orientais? Eram Berberes? Os Franceses nas invasões não deixaram nada? Nos animais que permutamos com Espanha na época do Peninsular todos os registos eram exactos? Antes dos registos genealógicos nos equinos nunca se introduziram outras raças?
E esta discussão? Em termos zootécnicos para que serve?
Sei, contudo, que num estudo do Prof. Artur Câmara Machado/Universidade dos Açores/Serviço Nacional Coudélico, sobre linhas maternas em ADN- Mitocondreal se encontraram características moleculares que eram únicas na Raça Lusitana, provavelmente oriundas da época da domesticação. Esta sim poderia ser uma investigação/divulgação interessante. Mas parece que essas linhas maternas nunca passaram da fase “chave cega” e que o segredo acabou na mão de quem deixou de gerir o extinto Serviço Nacional Coudélico.
Parece-me mais um caso tipicamente português em que discutimos apaixonadamente o estéril e ignoramos o produtivo…
As recentes revelações são o exemplo do que acabo de afirmar: a égua Segura ser descendente de Lipizanos Hispano-Árabes e da Égua do Soldado na éguada da “Cartuja”, são o material de que a Raça foi feita. Não percebo bem qual é a revelação? Afinal foi ficar relativamente documentado o que já sabíamos?
Sobre a Credibilidade há um aspecto em que gostaría de me manifestar.
Quando falamos de registos a título inicial, compreendo que se tenha recorrido ao material existente, mas, depois de serem instituidas regras de certificação de qualidade no controlo de filiação, quem rompe essas regras, seja com que raça seja, tem de ser exemplarmente punido. A regra do Livro Genealógico fechado está em vigor e essa credibilidade não pode ser rompida! O fundamental é a credibilidade nos registos e em quem os gere, sendo a sua desacreditação gravíssima.
Quando, se se entender, abrir o Livro para a introdução de certas características, isso terá de ser balizado, documentado e divulgado, nunca feito “à sucapa por uma meia dúzia de espertalhões”.
As regras têm peso de lei e são para todos!
4. Nos obstáculos o acto de ultrapassar o obstáculo determina o mérito, no caso do Lusitano as provas morfo-funcionais podem ser encaradas como uma forma de objectivar a diferenciação?
BC - Na minha resposta à sua 1ª questão já respondi, em parte, a esta pergunta.
A Raça carece da definição urgente de objectivos de selecção. A selecção para o cavalo polivalente é um absurdo zootécnico!
Se eu disser que vou seleccionar Vacas Mertolengas pelo Padrão Racial e que dos produtos, as melhores leiteiras poderão competir com as Frisien exploradas em regime intensivo, todos dirão que estou louco.
Pois o mesmo está a ser feito com os cavalos lusitanos!
Seleccionar para muitas características é caro e ineficaz! E não sou eu que o digo! É das leis da Biologia que a Raça, com todas as suas virtudes, não consegue superar.
Neste sentido, deveriam existir tantas linhas como os objectivos: Dressage, Toureio, Equitação de Trabalho, Modelo e Andamentos, etc.
Esta diversidade de objectivos permitiria uma muito maior objectividade e resultados na selecção, assim como ter a Raça (no conjunto das suas linhas) muito melhor catalogada. Desta forma, no caso de alguma linha ter de recuperar caracteristicas seria fácil e sem sequer deixar a Raça.
Todos estamos de acordo que o mercado do cavalo para a Dressage é aliciante, mas não sabemos exactamente, se seleccionarmos somente neste sentido (andamentos mais amplos, mais suspensão, etc), o que acontecerá a longo prazo às características de montabilidade nos exercícios de reunião. A manutenção de linhas performantes em utilizações tradicionais é então da maior importância, isto, claro em Portugal, mas em especial no Estrangeiro.
O importante será estudar a Prova Morfo-Funcional (medir qual a morfologia e a prestação funcional) que potencia a selecção de cada objectivo e associar ao estudo as performances da carreira ao longo da vida do animal, conforme a linha onde ele se insere.
Não acredito, mas poderemos até chegar à conclusão que somente um objectivo é suficiente à Raça! Nessa altura a decisão sobre um objectivo comum será legítimo!
5. Foi-me transmitido por um cavaleiro que montou lusitanos na Alemanha que a capacidade de resistência ao esforço dos warmbloods ultrapassa substancialmente a dos lusitanos. Segundo o Eng.º Fernando D’Andrade, relativamente às provas morfo-funcionais praticadas na EZN (1934-1973), a prova de estrada (moderno raid) servia para avaliar a capacidade de resistência, e na corrida plana, a generosidade perante o esforço. Actualmente e na sua opinião qual a melhor forma de avaliar a resistência ao esforço?
BC - Um cavalo que aguentasse estas provas seria sempre um animal atlético, resistente e generoso assim como as apreciações do Eng.º F. D’Andrade tecidas sobre o tema, oportunas.
Estas provas (EZN/Dr Monteiro) que foram usadas com sucesso no passado, deveriam servir de base para estudar e optimizar em cada objectivo de selecção da Raça as diferentes provas que melhor se adaptassem ao desenvolvimento da capacidade atlética de cada especialidade.
Mais uma vez o estudo das correlações genéticas se mostra fundamental para sabermos que características arrastamos quando seleccionamos outras.
O fundamental não é termos provas, mas sim termos formas de medir características relacionadas com o nosso objectivo concreto de selecção.
6. Qual a sua perspectiva da polivalência da raça quando existe uma corrente de opinião em Portugal e no Mundo que defende que muitos dos cavalos que colaboram com prestações médias em modalidades distintas, acabam por nunca atingir a excelência em nenhuma, qual a sua opinião relativamente a esta posição?
Estou completamente de acordo com essa corrente de opinião.
Seleccionar para muitos parâmetros (polivalência) é caro e proprciona fracos progressos genéticos (prestações médias). A Raça não consegue superar este axioma da Biologia!
Temos de caminhar no sentido de criar diferentes linhas especializadas (cada uma com diferente objectivo de selecção) dentro da Raça Lusitana. Os mercados, especialmente os do desporto (dressage, atrelagem, equitação de trabalho, etc) são muito exigentes na especialização. Compra-se garantia de performance e isso é selecção por especialidade.
Penso, contudo, que uma das especializações deve continuar a ser a do Modelo e Andamentos, no aperfeiçoamento do Cavalo de Tipo Barroco. Não tenho dúvidas que este é um dos mercados da Raça e que devemos continuar a produzir para tal. Devemos também assumir claramente a posição de que essa linha passará a produzir cavalos de exposição, na busca de um determinado padrão racial, sem que isso necessáriamente tenha que arrastar boas ou más características funcionais.
Com isto, também não quero dizer que os produtos desta linha serão incapazes funcionalmente. Penso até que, se alguma vez se implementar algo parecido, a permuta de animais entre distintas linhas será saudável e fiável dado o preconizado controlo dos registos dentro da Raça.
7. A competição até uma idade avançada implica cuidados acrescidos com a durabilidade. Qual a sua opinião técnica acerca dos cuidados a ter neste campo, na escolha dos multiplicadores (os reprodutores), uma vez que estão em causa questões ligadas às heritabilidades?
BC - Todas as características estão ligadas às heritabilidades!
O problema é que poucos têm consciência disso!
Numa forma empírica, a heritabilidade mede a facilidade de transmitir uma característica da geração progenitora à descendência. A sua determinação exige rigor e o parâmetro varia consoante o “ambiente” em que é medido.
Exemplificando, seguramente que a altura ao garrote aos 1,5 anos de idade em lusitanos criados no Ribatejo e no Kentuky terão heritabilidades distintas.
Para as características ligadas à durabilidade, será fundamental estudar a Raça, distinguindo, como dissemos antes, fenótipo de genótipo e aínda, o determinismo, naquilo que se relaciona com o aparelho locomotor, respiratório e cardíaco.
Não podemos simplesmente importar resultados de análises de radiografias, ou outros feitos validados noutras raças. Corremos o risco de estar a eliminar animais que, no nosso caso, por outras características poderiam ser importantes manter e, afinal, a sua exclusão não melhora a durabilidade. Ou, o contrário, a permitir animais que no nosso caso seriam de eliminar.
Um outro aspecto que é uma constante falha das propostas de selecção na Raça é a dicotomia entre os critérios do lado masculino e feminino.
Também na durabilidade apenas se ouve falar em radiografar exclusivamente os candidatos a garanhões. Então e nas éguas? Tudo pode continuar uma incógnita?
Será importante divulgar que a actual Direcção da APSL, durante o seu 1º mandato, ficou na posse de uma proposta elaborada por um grupo de trabalho (Dr.ª Elisa Bettencourt, Prof. Artur Machado, Prof. Tello da Gama, Dr. Núncio Fragoso, Dr. Costa Pereira e eu próprio)que respondia exactamente a esta questão: como estudar a durabilidade na raça para selecionar este parâmetro nos seus vários componentes na forma mais eficaz.
8. Qual a melhor forma de avaliar a montabilidade e o temperamento? Poderão estes dois critérios desculpar alguns defeitos de morfologia?
Ainda a este propósito considera, à luz do Padrão da Raça, que um dorso pode ser avaliado desligado da mecânica de andamentos?
BC - Tal como sobre os restantes parâmetros, tenho apenas a minha opinião e urge investigar para saber a melhor forma de seleccionar.
Se seleccionarmos pelos resultados desportivos ou de performance (caso do concurso do melhor Lusitano de Toureio do ano APSL) estaremos seguramente a medir montabilidade. O inconveniente deste sistema é que a recolha dos resultados é demorada e, portanto, aumenta o Intervalo entre Gerações, o que reduz o Progresso Genético.
Nos criadores com que trabalho, promovo que se registem em fichas muito simples, os resultados de cada contacto com os animais: reacções ao arreatar à desmama, às primeiras vezes à guia, ao aperto da cilha, ao montar, às rédeas fixas, etc. Tenho verificado, especialmente quando se consegue manter a mesma equipa de equitadores, que os resultados são bastante rápidos e que geralmente estas características vão juntas: deixar-se montar, arreatar, fácil contacto às rédeas fixas, etc.
Não sei responder se a montabilidade pode desculpar defeitos físicos. Os animais que seguimos mais atentamente nos registos de maneio e montabilidade são os candidatos a reprodutores, machos ou fémeas e nesta classe apenas entram animais que consideramos melhoradores do efectivo em termos de modelo e andamentos naturais. O maneio dos restantes animais serve-nos, exclusivamente, para avaliação dos seus progenitores.
No sistema actual, a avaliação dos animais é qualitativa, tanto em concurso como na admissão ao Livro de Adultos. O importante será então que este trabalho produza informação para os criadores pela utilização da escala de avaliação.
Quando comecei, com pessoas como o Sr. Dr. Borba, aprendi que só se avaliam todos os diferentes parâmetros após a análise dos andamentos e que se não corrermos toda escala, conforme a qualidade que temos diante, então não produziremos informação.
Em reuniões de aferição de critérios explicou-se que:
10 = Perfeito
9 = Muito Bom
8 = Bom
7 = Suficiente
6 = Insuficiente
5 = Medíocre
4 = Mau

Em admissão ao Livro de Adultos uma nota de 4 ou duas de 5 implicam a reprovação.
Pelo conceito que aprendi e sempre apliquei, uma espádua, além de inclinada e comprida, se não funcionava não passava de 7, ou uma espádua sem grande conformação, mas que era solta a passo e a trote poderia ter um 8. Dei muitos 7 a membros menos bem conformados, mas que não limitavam andamentos de nota 8 ou até 9…
O mesmo acontece com um dorso e rim. É frequente observarmos animais muito correctos para o padrão mas rígidos no movimento, ou o oposto, dorsos mergulhantes, mas passos usando o corpo, transpistando-se, com facilidade para a reunião e para manter um andamento.
Penso que estes até foram alguns dos motivos para a grande disparidade das minhas notas para as dos restantes juízes: vontade de produzir informação de interesse zootécnico.
Estou convencido que fui sistemáticamente mal compreendido e, para muitos, corrupto. O não me importa minimamente dado que nunca houve ninguém capaz de mo dizer frontalmente e nunca ninguém será capaz de o provar, simplesmente porque nunca fui nem serei corrupto!
Para terminar de responder à sua questão, penso que num sistema como o Holandês, ou como o dos Lipizanos, com medidas exactas das regiões (comprimentos e ângulos), ambos descritivos da morfologia, a avaliação deve ser independente do movimento. Só desta forma (independência da descrição da região daquela que descreve os diferentes andamentos) se poderá estudar a conformação que melhor serve os andamentos e a performance. Qualquer destes dois sistemas seria o que eu preconizaria para a Raça Lusitana.
9. Relativamente à questão dos membros, atendendo à baixa heritabilidade desta característica e ao facto da Raça ser fechada, como perspectiva em termos técnicos a evolução da Raça?
BC - As heritabilidades não estão estudadas na Raça Lusitana.
O único estudo que conheço sobre esse tema é do Dr Christman em Hanoverianos onde, efectivamente, a heritabilidade é baixa.
Acompanhei muito poucas avaliações de modelo e andamentos de animais de desporto no estrangeiro (Holanda, final dos garanhões de 4 anos Dressage e Cavalo de Desporto da África do Sul), mas verifiquei sistemáticamente que esses juízes eram profundos conhecedores, mas muito menos severos que nós na avaliação dos membros.
Penso que no Lusitano temos estado sempre prontos para identificar os defeitos, mas nem sempre nos preocupámos em ponderar as virtudes. Também para os membros!
Com isto quero dizer que os membros deverão ser parte da maior preocupação de selecção de qualquer criador. Mas que, sem sair da Raça, há por onde escolher! O importante nos membros, como nas restantes regiões, é que se produza trabalho performante por muito tempo!
10. Considera importante a selecção pelo toureio na construção do cavalo ganhador, sobretudo ao nivel da moral?
BC - Já o disse antes nas respostas, que as utilizações tradicionais terão de ser objectivos fundamentais a preservar e fomentar/desenvolver na Raça. O Toureio antes das demais!
Recordo que, na minha opinião, deverão existir é vários objectivos de selecção.
Não quero deixar de registar que tenho verificado que no toureio actual, onde se encurtaram muito as distâncias, onde se busca a espetacularidade na cara do toiro e o cavalo especialista num “número”, nem sempre os cavalos performantes são os de melhor moral para outras disciplinas. Este aspecto é actualmente muito diferente do que encontávamos na Raça há 20 anos.
Penso mesmo que muitos cavalos especialistas do actual toureio não são correctos na sua locomoção.
Quando foi criada a actual grelha para avaliação do Melhor Lusitano de Toureio do Ano, eu era Secretário Técnico e sugeri que os animais inscritos fossem avaliados pela comissão de juízes da Raça, o que fornecería elementos de extremo interesse para a selecção para o toureio. Nunca consegui o intuito!
11. Recentemente ouvi um comentário que reflectia um certo preconceito na aceitação de cavalos de determinadas cores na disciplina de dressage, refiro-me a título de exemplo na aceitação de um atleta de cor baio. Existirá preconceito na modalidade relativamente à avaliação de cavalos de cores diferentes das dominantes na Alemanha (país de referência na dressage)? Extrapolando será visto da mesma forma que um bancário que decide ir trabalhar de fato amarelo?
O meu conhecimento da modalidade Dressage é muito recente. Do que tenho acompanhado, a mentalidade dos Juízes Internacionais e Treinadores é muitíssimo aberta e congregadora. Não os reconhecería em tais atitudes!
Contudo, como em tudo, também já verifiquei (até “na pele”), que há muitos juízes de dressage “quadrados”, para os quais, tudo o que saia do seu tradicional é para erradicar.
As recentes correntes de formação de juízes são extremamente abertas na procura da performance conseguida por meio do “happy athlete”, muito receptivas ao cavalo ibérico.
12. Qual deverá ser o impacto desta perspectiva na orientação de uma coudelaria vocacionada para a dressage?
A preocupação dos criadores deverá ser produzuir para o mercado que consome em volume, também nas pelagens.
Na Alemanha e Holanda, os concursos regionais pulverizam todo o território com provas de todos os níveis e participação muito barata. A grande parte dos participantes são amadores que vão com uma estrutura mínima. O seu objectivo é competir muitas vezes. Como são os próprios, ou pouco mais que isso, a garantir o tratamento dos cavalos, é importante que tenham pelagens fáceis de manter e apresentar.
As pelagens claras serão, para situações semelhantes, problemáticas.
Creio que as limitações vêm mais por este lado que pelos juízes, especialmente pelos internacionais!
Comentário final:
Muito me apraz oferecer o meu contributo a uma pessoa como o Rodrigo, que tem, abnegadamente, estudado o Lusitano e em todas as oportunidades possíveis, disponibilizando a toda a comunidade as suas conclusões!

(In Pitamarissa's)

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quarta-feira, julho 01, 2009

PÓNEI DA TERCEIRA

Quem ainda os recorda chama-os de cavalos médios, mas, de acordo com Artur Machado, professor da Universidade dos Açores, o nome zootécnico correcto é Pónei da Terceira. A verdade é que a olho nu parecem cavalos em ponto pequeno. E é precisamente essa característica que os distingue. Em tamanho são considerados póneis, uma vez que têm menos de 1,48 metros. No entanto, as suas características físicas são em tudo semelhantes às de um cavalo. “Uma das coisas que caracteriza estes póneis é que as suas proporções são muito correctas”, explica Artur Machado. Completamente diferentes dos póneis de origem celta, que apresentam pernas curtas e barrigas grandes, os póneis da Terceira ostentam “todos os pontos morfológicos de um cavalo de sela de grande categoria”. De acordo com o professor da Universidade dos Açores, estes animais distinguem-se pela “definição do garrote”, pela “proporção dos membros” ou mesmo pelas “inclinações das espáduas”. Natural da ilha de São Miguel, Artur Machado aprendeu a montar num pónei da Terceira. No entanto, quando os procurou anos mais tarde na ilha Terceira, ficou surpreendido com o número reduzido de animais que encontrou. “No início foi muito difícil. Fui encontrar para os lados da Serreta, para o Porto Martins e em Vale Linhares”, conta. O professor não tem dúvidas de que os proprietários têm conhecimento de que possuem “cavalos médios”, mas reconhece que muitos não lhes atribuem o devido valor. “Um bom pónei, hoje me dia, em Inglaterra por exemplo, vale mais do que um cavalo”, salienta. Segundo Artur Machado, o Pónei da Terceira surge de uma selecção continuada por parte dos terceirenses. Como estes cavalos de porte mais pequeno se apresentavam como mais lucrativos, os proprietários começaram a seleccioná-los e a cruzá-los entre si. “Há um fenómeno comum nas ilhas que é a selecção de animais de extremos”, aponta. Exemplos dessa tendência são as “vaquinhas do Corvo” de porte pequeno ou as “vacas do Ramo Grande” de porte grande. De acordo com o professor, esta selecção sofreu ainda um reforço no século XX, com a chegada à Terceira de um cavalo de origem berbere chamado Califa, que cobriu várias éguas na ilha e que apresentava as características do actual pónei. Os póneis eram requisitados na altura para transporte de mercadorias e pessoas ou mesmo para o trabalho na terra. Eram mais económicos para os proprietários por necessitarem menos comida do que um cavalo grande. O porte pequeno era procurado também pelo fácil maneio, que o tornava apto para diferentes tarefas. Com o passar do tempo o “cavalo médio” foi perdendo importância na ilha. O aparecimento de máquinas capazes de executar o mesmo trabalho fez com que os proprietários deixassem de seleccionar animais mais pequenos. Muitos cruzaram mesmo os póneis com cavalos maiores e a raça foi desaparecendo. “Cavalos pequenos há muitos, cavalos pequenos com aquelas características é que não”, explica. Artur Machado recorda que noutros tempos o pónei era requisitado até para outras ilhas. “A Terceira mandava póneis para São Jorge, para São Miguel, para a Graciosa…”, enumera. “Eles iam ganhando um nome, que se desvaneceu porque os terceirenses não foram tomando conta dele”, acrescenta. O professor assegura que, ainda hoje, o pónei é reconhecido na sua ilha de origem. “Se chegar a São Miguel no meio dos cavalos, as pessoas dizem: ‘Isso é um cavalinho da Terceira’”, aponta. Ainda que sem dados rigorosos, o professor estima que existissem na Terceira cerca de cinco mil cavalos entre 1930 e 1940. Artur Machado acredita que dois terços desse número fossem póneis. O professor guarda um certificado que prova a importância dos animais no início do século XX. O documento, datado de 1924, dá vitória, num concurso agro-pecuária da ilha, a uma égua preta com 1,11 metros de altura.
ANIMAL DE TRABALHO
Há cerca de dez anos conseguiu reunir três éguas e um garanhão. Começou a fazer criação e hoje conta já com um efectivo de mais de 40 animais. Uma das primeiras éguas pertencia a José Maria, de Vale Linhares. A idade avançada e a falta de tempo não lhe permitem continuar o negócio do pai, hoje em dia, mas José Maria recorda ainda os tempos em que o pai treinava cavalos para trabalhar a terra. Já nesse tempo, o treinador seleccionava os animais mais pequenos. “O meu pai sempre teve mais ou menos naquele estilo. Teve vermelhos lavrados e pretos lavrados”, revela. Para Artur Machado, as pelagens preta e vermelha lavradas são muito antigas, o que “dá uma indicação exactamente da antiguidade destes cavalos”. Quando questionado sobre o porquê da selecção, José Maria responde sem hesitação, como se a resposta fosse demasiado óbvia. “São mais atinados. Ruinzinhos, mas inteligentes”, revela. “A gente explica uma vez e eles atinam”, acrescenta. José Maria compara mesmo os cavalos às pessoas quando diz que os grandes são muito “molengões”. Das memórias da juventude, José Maria lembra um cavalo preto lavrado que o testou. “Ele surrou-me as pernas na parede para ver se me tirava de cima dele, mas eu dei-lhe uma pancada na orelha e ele percebeu que não era para fazer aquilo”, conta. “Eles são muito refinados”, acrescenta. O pai soube aproveitar da melhor forma as características dos póneis. Treinava os animais para trabalhar a terra, em vez de bois. Para José Maria, ainda hoje, os cavalos médios têm utilidade para um lavrador. “Há lugares pequeninos em que o tractor não entra”, defende. No entanto, empresário de restauração lembra que o pai não era o único a seleccionar animais mais pequenos. “Antigamente toda a gente os usava”, sublinha. José Maria recorda mesmo quem os utilizava para transporte de carroças, no tempo em que ainda não existiam carros e assegura que o tamanho dos animais não era um problema. “Aquelas bestas têm muita força. Pequeninos? Eles têm resistência maior do que um grande”, garante. José Maria não sabe explicar, no entanto, o porquê daqueles animais terem mais “rapidez”, “viveza” ou “inteligência”. Artur Machado também não tem uma explicação científica, mas considera que o facto de serem fruto de uma selecção, assim como o maior contacto com o homem de que desfrutaram podem ter contribuído para o assimilar destas características.
RECONHECER A RAÇA
Hoje, o professor acredita que o animal deverá ser utilizado noutras áreas. Artur Machado garante que o Pónei da Terceira tem grandes potencialidades a nível da equitação. Ao contrário do Garrano do Gerês, de origem celta, o Pónei da Terceira apresenta uma morfologia semelhante ao cavalo de sela, características que, de acordo com o professor, o tornam apelativo às escolas de equitação. De acordo com Artur Machado, países como Alemanha e Inglaterra já seguiram este percurso. Na Terceira, contudo, a raça foi desaparecendo. O professor começa já a dar os primeiros passos na introdução dos póneis nas escolas de equitação. Bentley, Nevão e Terrorista já fazem parte do leque de escolhas do Centro Hípico da Terceira. Fazem as delícias dos mais novos, que aprendem a montar em póneis e só depois passam para os cavalos. Segundo Artur Machado, para além da meiguice do animal que dá mais confiança aos alunos, as dimensões do pónei não são prejudiciais à saúde das crianças, ao contrário das do cavalo, que obriga os mais novos a fazerem um esforço reforçado na zona da anca. Para Artur Machado, a Junto com outros cinco investigadores da Universidade dos Açores, Artur Machado tenta não só aumentar o efectivo, mas também ver a raça ser novamente reconhecida. À semelhança do que fizeram para o Burro da Graciosa, os investigadores já realizaram estudos quer a nível biométrico, como genético e morfológico. Falta agora apresentarem uma candidatura à Fundação Alter Real. No entanto, os cerca de 40 póneis que possuem ainda não são suficientes para garantir a certificação. O grupo prende-se agora com outro entrave. O efectivo chega neste momento aos 40 póneis. O ano passado nasceram seis novas crias, este ano estimam-se que nasçam outras doze. De acordo com Artur Machado, tudo indica que o número de novos nascimentos venha sempre a aumentar, mas para manter o número actual os investigadores já têm de fazer um grande esforço. A alimentação só é possível com alguma “ginástica financeira” e o espaço arrendado numa quinta na Terra Chã começa a não ser suficiente. Para Artur Machado é “fundamental” reconhecer o “património genético de grande importância” do Pónei da Terceira. O professor lamenta, no entanto, a falta de reconhecimento do Governo Regional.
NOVAS POTENCIALIDADES
Há quem defenda que os cavalos podem ter uma função terapêutica. Artur Machado acredita que o Pónei da Terceira pode ser utilizado com o mesmo fim em crianças. Dada a sua estatura, o animal apresenta-se mais seguro aos pais e menos assustador para os mais novos. Cristina Romeiro adquiriu recentemente uma égua deste género. Não a conhecia pelo termo defendido por Artur Machado, mas escolheu-a pelas características da raça. Comprou-a para a filha de cinco anos. Na altura esteve indecisa entre o pónei e um cavalo maior, no entanto o mais pequeno transmitiu-lhe mais segurança. “A égua é muito mansa e pequenina”, conta. Cristina Romeiro lembra mesmo que a filha já chegou a passar por trás da égua sem que o animal se tenha assustado. “Não é fácil de ela se espantar”, acrescenta. O pónei come menos do que um cavalo. Um facto que pesa bastante menos na carteira da família e que também influenciou a escolha. Mesmo assim, a proprietária admite que hoje em dia é difícil encontrar animais com estas características na Terceira. No entanto, o motivo principal da compra começa agora a dar lucros. Cristina já nota melhorias na filha, desde que adquiriu a égua. A criança portadora de autismo criou laços com o animal, que a ajuda a desenvolver certas características. “Ela já está a tentar conduzir a égua sozinha”, revela a mãe. Segundo Cristina Romeiro, os cavalos acalmam as crianças autistas. Já o havia experienciado nas aulas de equitação da filha, agora regista-o com mais frequência em casa.

(in DI-Revista)

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quarta-feira, junho 24, 2009

Artur machado em Estação de Serviço

As raças açorianas estão bem aproveitadas?
É já um dado assumido que as ilhas açorianas são ricas em diversidade de raças açorianas. Existem bons exemplos de preservação. É o caso da raça do ramo grande que numa década viu aumentar o efectivo para 4 vezes mais, ou até do priolo, em S. Miguel. onde, para a sobrevivência da espécie até se plantaram pomares. No reverso da medalha….a vaquinha do Corvo acabou na extinção. Dela resta um exemplar embalsamado no museu Carlos Machado. A salvo estão outros animais como o burro da Graciosa e o ponéi da Terceira mas que ainda não foram reconhecidos como raça. A pergunta que se colocou nesse debate foi: as raças açorianas estão bem aproveitadas?
Artur Machado tem sido responsável pelo levantamento genético de várias raças como o cão barbado e o pónei da Terceira. Artur Machado, Professor e Investigador da Universidade dos Açores, foi o convidado da jornalista: Marta Silva.
(In RTP-Açores)

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sábado, junho 06, 2009

Investigadores recuperam Pónei da ilha Terceira

Um grupo de investigadores da Universidade dos Açores, liderado por Artur Machado, quer ver o Pónei da Terceira reconhecido como raça. O primeiro objectivo do projecto é recuperar a raça, que se havia perdido, com o passar dos anos. Antigamente, o animal era muito requisitado na Terceira e, segundo o professor da Universidade dos Açores, chegou mesmo a ser exportado para outras ilhas. As suas características únicas tornavam-nos preferenciais para o transporte de peixe, leite ou pão. Por ser mais pequeno do que os outros cavalos, mas de igual modo robusto, o Pónei da Terceira era de fácil maneio e mais económico, uma vez que necessitavam de menos comida. Com o aparecimento de meios de transporte mecânicos o pónei deixou de ter utilidade e os criadores começaram a cruzá-los com outras raças. Na verdade a olho nu é difícil distinguir o Pónei da Terceira de outras raças de cavalos, uma vez que parece apenas um cavalo pequeno. O interesse pelo Pónei da Terceira, partiu de Artur Machado, que se lembrava ainda dos tempos em que aprendeu a montar em animais da raça. Chegado à ilha Terceira, o professor da Universidade dos Açores, ficou surpreendido por não encontrar com facilidade o pónei. Há cerca de 10 anos reuniram três éguas e um garanhão. Entretanto, os animais foram-se multiplicando e o grupo continuou a procurar outros pela ilha. Hoje contam com cerca de 40, mas o número ainda não é suficiente para apresentarem uma candidatura à Fundação Alter Real. De resto os estudos biométrico, genético e morfológico já estão elaborados. Os investigadores contam, no entanto, vir a aumentar o número de animais gradualmente. Só em 2009 nasceram seis novos póneis. Para 2010 esperam-se 12. As éguas são cobertas pela primeira vez aos três anos de idade e o período de gestação equivale a onze meses, o que faz com o processo de multiplicação seja moroso. A manutenção dos animais exige um grande esforço financeiro por parte do grupo, uma vez que não contam com qualquer tipo de apoio. Os Serviços Florestais cederam um terreno, que mesmo assim já é insuficiente para acolher todos os animais. No entanto, faltam apoios para a alimentação. Três garanhões encontram-se neste momento no Centro Hípico da Ilha Terceira. Bentley, Nevão e Terrorista fazem as delícias dos mais novos. Artur Machado defende mesmo que o futuro da raça passa pelas escolas de equitação, uma vez que o animal tem característica ideias para o ensino a crianças, dada a sua fisionomia e vocação para a equitação. O professor acredita mesmo que o Pónei da Terceira tem potencialidades para ser exportado para outras partes do país. Artur Machado lança um apelo aos criadores de cavalos da ilha, para que tenham atenção a esta espécie e à sua raridade, para que os poucos puros restantes não sejam cruzados. O investigador lembra mesmo que já disponibilizaram garanhões a particulares para reprodução.O professor pede também sensibilização por parte do Governo Regional dos Açores.
(in Diário Insular)

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Pónei da Terceira em vias de extinção

segunda-feira, abril 20, 2009

Identification of microsatellite loci in olive (Olea europaea) and their characaterization in Italian and Iberian olive trees

Identification of microsatellite loci in olive (Olea europaea) and their characaterization in Italian and Iberian olive trees, é uma publicação de Sefc KM, Lopes MS, Mendonça D, Dos Santos MR, Da Câmara Machado ML, Da Câmara Machado A da Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agárias, Portugal, publicada em na revista Molecular Ecology.

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sexta-feira, abril 10, 2009

Terceira terá parque tecnológico ainda nesta legislatura

O Parque Tecnológico da Terceira e o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores, que serão instalados no Pico da Urze, reunirão tecnologia de ponta no campo científico.
O Parque Tecnológico da Terceira vai estar concluído no decorrer desta legislatura. A garantia foi dada pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, numa visita aos centros de investigação da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo.J osé Contente adiantou que ambas as valências estão já em fase de definição do projecto, considerando que a ciência e tecnologias de ponta constituem num dos pilares do desenvolvimento da Região. O governante reuniu-se com os responsáveis do Centro de Biotecnologia, Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Centro de Climatologia e Meteorologia da Universidade dos Açores, num encontro destinado a inteirar-se dos vários projectos de investigação aí desenvolvidos que classificou de “fundamentais para o desenvolvimento e projecção dos Açores”.

O projecto do Parque Tecnológico da ilha Terceira vai albergar todos estes centros de investigação científica de modo funcionar como um “cluster científico e tecnológico”, referiu, indicando que estas unidades vão dispor de um espaço adequado, devidamente equipado e com todas as condições para que as investigações tenham resultados positivos e promovam o desenvolvimento e o crescimento dos Açores, com respostas e soluções específicas para os problemas da Região, sem prejuízo para o carácter universal da investigação científica. O Parque Tecnológico da Terceira será construído no Pico da Urze, um dos locais mais viáveis para o projecto, adiantou José Contente, indicando que aí vão ser instalados os vários centros de investigação da Universidade dos Açores, juntamente com o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA). O secretário regional sublinhou que para a investigação em áreas emergentes, como a biotecnologia e a saúde, são precisos equipamentos sofisticados e instalações adequadas, acrescentando que, entre os objectivos do o IBBA, figuram o exercício e a promoção de pesquisas científica e tecnológica com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento económico da Região, potenciando as políticas regionais, incluindo a dinamização do sector privado empresarial e a prestação de serviços públicos.
Mais-valias para as empresas
Apenas a título de exemplo, o investigador Artur Machado enumera alguns resultados dos últimos anos de investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores, que poderiam ser transferidos para as empresas: “diagnose molecular e/ou imunológica de algumas doenças virais em vegetais; diagnose molecular de algumas patologias do foro genético, quer em humanos quer em animais; propagação in vitro de plantas com interesse agronómico, tais como ananás, banana, batata-doce, ornamentais, fruteiras e espécies endémicas (com interesse florestal e em risco de extinção); genotipagem para os principais genes envolvidos, quer na quantidade quer na qualidade do leite; (ferramenta fundamental para o melhoramento do nosso gado leiteiro, mas enquanto a definição de melhoramento genético nos Açores for a importação de sémen, esta tecnologia não tem interesse); genotipagem dos principais genes envolvidos na pelagem de equinos; técnicas de reprodução assistida em equinos, congelamento de sémen, inseminação artificial; rastreio através de ADN em produtos animais e vegetais com denominação de origem protegida; identificação e diagnóstico de diferentes estirpes de diferentes microrganismos, não só como contaminantes, mas também envolvidos na cadeia de produção de diferentes produtos.Neste ultimo ano iniciamos o estudo de genes nas principais espécies florestais responsáveis por proteínas causadoras de alergias com o objectivo final de se produzir uma vacina”.Esta infra-estrutura, que se pretende centrar em torno das áreas cientificas da biotecnologia e da biomedicina, beneficiará de uma parceira entre o Governo dos Açores, a Universidade dos Açores e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, integrando algumas valências técnicas e científicas do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), e do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular (SEEBMO), entre outros.
(In TIBÉRIO CABRAL tiberio.cabral@sapo.pt - Expresso das Nove)

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Casal Lupi Bello na Terceira

Estiveram no Arquipélago dos Açores o simpático casal: Professora Doutora Maria do Rosário Lupi Bello (docente da Universidade Aberta) e o Doutor Manuel Lupi Bello (antigo Forcado do Grupo de Forcados do Aposento da Moita). Durante a sua estada na ilha Terceira foram acompanhados pelo Professor Doutor Tomaz Dentinho, docente da Universidade dos Açores - Campus de Angra do Heroísmo - e grande Amigo do casal Lupi Bello.Durante a visita à vinhateira freguesia dos Biscoitos visitaram o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda. onde se encontraram com outro ilustre docente da Universidade dos Açores -Departamento de Ciências Agrárias em Angra do Heroísmo: Professor Doutor Artur Câmara Machado. Ainda em terreno “Da Resistência”, provaram o tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.
(In Bagos D'Uva)

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Insularidade não pode limitar os horizontes

ARTUR MACHADO: “Hoje em dia, com a facilidade de comunicação que existe, a vida de um investigador está muito mais facilitada”

Quatro anos depois da criação do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, que lidera, um júri internacional do Ministério da Ciência atribui-lhe a classificação de Muito Bom. Como é possível atingir esse estatuto em tão pouco tempo?
Embora a avaliação seja referente aos três primeiros anos de actividade do CBA –UAc, é também certo que esta contempla a experiência e a dinâmica que levou à sua própria criação, daí que neste momento a avaliação reflecte a vontade, capacidade e reportório tecnológico dos seus membros. Não nos podemos esquecer também das condições criadas na última legislatura e que o centro soube aproveitar.
O poeta Emanuel Félix - um poeta, note-se - costumava dizer que a insularidade não pode ser desculpa para a mediocridade. Na vida real pode ser mesmo assim?
Penso que a insularidade como factor negativo depende muito do ponto de vista de cada um. É claro que a distância pode trazer inconvenientes no nosso quotidiano, mas se trabalhar num outro país Europeu terei outro tipo de problemas para resolver. Por isso vai dar tudo ao mesmo! Hoje em dia, com a facilidade de comunicação que existe, a vida de um investigador está muito mais facilitada. Podemos de manhã trocar impressões com um colega na China e à tarde com outro nos Estados Unidos. Como a Investigação Científica baseia-se principalmente no conhecimento do actual, para depois se desenvolver algo de novo, o factor comunicação é muito importante, até porque é muito caro descobrir a América duas vezes. No entanto é muito importante que a insularidade não limite a visão e os horizontes, visto que a investigação Cientifica que realizamos, para além de servir a região, tem de se afirmar e de concorrer a nível global.
Que vantagens o centro que lidera vai ter com a classificação que agora obteve?
É obvio que é sempre muito agradável ver o nosso trabalho reconhecido, a motivação para todos os membros do Centro que daí advêm é muito importante, hoje em dia é impensável fazer-se investigação nesta área sem ser integrado numa equipa coesa e dinâmica, daí esta avaliação ser muito importante e dinamizadora. Do ponto de vista financeiro, traz também alguma compensação visto que a dotação para um doutorado membro de num centro de investigação com uma classificação superior é ligeiramente mais elevada.
Atingir o grau máximo, a excelência, pode ser um objectivo credível da vossa parte?
Sem dúvida alguma, tenho a certeza que este é o objectivo de todos os membros do Centro. No entanto nem sempre é suficiente querer, é necessário ter as condições necessárias para tal. Bem! Isto é um outro debate.

(In Diário Insular)

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Centro de Biotecnologia dos Açores CBA

O Centro de Biotecnologia Alimentar do Departamento de Ciências Agrárias foi avaliado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia com a classificação de Muito Bom.
De acordo com o jornal diário A União de Angra do Heroísmo, os especialistas estrangeiros que fizeram a avaliação no Verão reconheceram o elevado nível científico do centro no domínio da biotecnologia vegetal e animal e na biotecnologia alimentar.
Fundado em 2004, o Centro de Biotecnologia Alimentar, da Universidade dos Açores, gere actualmente um orçamento de 3,2 milhões de euros.
(In Armando Mendes - RDP Açores)

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segunda-feira, janeiro 19, 2009

BIOTECNOLOGIA Avaliação de "Muito Bom" traz exigências de maior investimento

Humberta Augusto
Este é um reconhecimento de grande importância que, para o director da CBA, Artur Machado, acarreta novas exigências de investimento científico e, sobretudo, financeiro.
O Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), do Departamento de Ciências Agrárias (DCA) da Universidade dos Açores (UA) acaba de receber uma classificação de “Muito Bom” atribuída pela Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT) pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos.
Segundo o director do CBA, Artur Machado, este reconhecimento reveste-se de grande importância, sobretudo numa altura em que 57 centros de investigação e desenvolvimento (I&D) no país, um dos quais nos Açores, perderam o financiamento da FCT por não obterem avaliação positiva.
O painel de especialistas estrangeiros convidados pela FCT para analisar, in loco, o CBA, numa visita realizada no último Verão, considerou que o Centro “já obtém um elevado nível de reconhecimento científico no domínio da biotecnologia vegetal e animal, possuindo também algumas iniciativas promissoras na biotecnologia alimentar”.
Criado em 2004, o CBA, segundo as observações do relatório da FCT, “tornou-se um fócus nacional em várias áreas da biotecnologia agrícola”, tendo a unidade publicado artigos científicas em co-autoria com grupos e investigação estrangeiros “podendo já reclamar um certo grau de reconhecimento internacional no domínio da sua actividade”.
Ciência açoriana de âmbito internacional
Para o investigador, a atribuição traduz-se no “reconhecimento do bom trabalho que cá se faz” e, adianta, “do objectivo que é ter um centro de investigação não à dimensão da ilha ou da região, mas trabalhar para a região ter uma dimensão internacional no campo da investigação científica.”
Mas, mais importante, refere Artur Machado, é o facto de a classificação de “Muito Bom” impor que “se mantenha e melhore a qualidade da investigação”, facto que não depende só dos investigadores “com provas dadas”, ressalva, mas da “política de investimento que se faça” no sector e no reconhecimento do papel que a ciência pode desempenhar no desenvolvimento do arquipélago.
Segundo Artur Machado, houve um “bom início” na criação de condições para esse desenvolvimento, relembrando a criação, por parte do Executivo, do IBBA, Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA) um consórcio de I&D açorianas ( Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Angra; Unidade de Genética e Patologia Moleculares, do Hospital de Ponta Delgada; o CBA; o Centro Imar; o Centro de Investigação e Recursos Naturais e o Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias da UA).
Porém, os apoios continuam escassos: “um projecto científico nos Açores pode ter um orçamento de 50 a 100 mil euros e na Europa, o mesmo projecto, com os mesmos objectivos é orçado em 400 a 800 mil euros”, exemplifica,
Com um orçamento global de 3,2 milhões de euros, para três anos, o CBA, – “e a investigação nos Açores” acresce – continua com investimentos “precários”, referindo que, para já, o CBA necessita de 750 mil euros para a aquisição de um equipamento tido como “fundamental” para a investigação que desenvolve, para além da melhoria das infra-estruturas do seu espaço, no DCA, na Terra Chã.
“Tem de haver uma aposta séria para confirmar as expectativas criadas”, conclui.

(in A União)

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segunda-feira, outubro 27, 2008

Universidade acolheu o XVI Congresso Nacional de Bioquímica

No âmbito deste congresso, decorreu também uma Mesa Redonda sobre Biotecnologia.
O evento, que tem início na quarta-feira e prolongou-se até sexta-feira da semana passada e reuniu 350 congressistas vindos de todo o País e do estrangeiro, sendo a Universidade dos Açores a primeira instituição académica das regiões autónomas a receber este evento, responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Bioquímica. Após a sessão de abertura, teve lugar uma comunicação da responsabilidade do Professor George Perry, Professor de Biologia na Universidade do Texas em Santo António e descendente de açorianos. Na quinta-feira de manhã houve uma prelecção proferida pelo Professor Jordan Tang da Escola de Medicina da Universidade de Oklahoma nos Estados Unidos. Na manhã de sexta-feira, foi a vez da Daniela Corda, responsável pelo Laboratório de Regulação Celular e directora para a Investigação e Desenvolvimento do Consórcio Mario Negri Sud em Santa Maria Imbaro, Itália, Para além destas apresentações, os trabalhos prolongaram-se até sexta-feira em três sessões paralelas, com 15 comunicações feitas por investigadores convidados, cerca de 50 comunicações orais seleccionadas pela Comissão Científica e cerca de 240 apresentações em cartazes científicos, todas seguidas de períodos de debate.

No contexto deste Congresso, teve lugar uma Mesa Redonda sobre Biotecnologia, onde foram discutidas as potencialidades dos Açores no desenvolvimento de biotecnologias, e que contou com os contributos de muitos especialistas e investigadores que participaram no Congresso. Este debate foi concebido para criar sinergias entre investigadores, investidores, industriais e público em geral. Os trabalhos foram orientados pelos professores Euclides Pires e Carlos Faro da Universidade de Coimbra e participantes no parque Tecnológico de Cantanhede (Biocant) e dos professores da Universidade dos Açores, Artur Câmara Machado e José Baptista, ambos participantes no IBBA. Também participou João Luís Gaspar, como presidente da Comissão Instaladora do IBBA.

(In Jornal Diario)

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terça-feira, outubro 21, 2008

XVI Congress of Biochemistry em Ponta Delgada

Realiza-se entre 22 e 25 de Outubro de 2008, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, o XVI Congress of Biochemistry, cujos orgãos organizadores de seguida se apresentam:

CONFERENCE CHAIR
Maria Leonor Pavão (DCTD e CIRN/ UAç)

ORGANIZING COMMITTEE

Nelson Simões (DB e CIRN/UAç)
Manuela Lima (DB e CIRN/UAç)
Carmo Barreto (DCTD e CIRN/UAç)
Carla Cabral (DB e CIRN/UAç)
Armindo Rodrigues (DB e CIRN/UAç)
António Martins (DB/UAç)
Artur Machado (Departamento de Ciências Agrárias e CBA/UAç)
Moreira da Silva (Departamento de Ciências Agrárias e CITA/UAç)
Jorge Ricardo Medeiros (DB e CIRN/UAç)
Hao YouJin (CIRN/UAç)
Natesan Balasubramanian (CIRN/UAç)
Duarte Toubarro (CIRN/UAç)
Conceição Bettencourt (CIRN/UAç)
Paula Lourenço (CIRN/UAç)
Rita Ferin (CIRN/UAç)
Ana Judite Duarte (CIRN/UAç)
Gisela Nascimento (CIRN/UAç)
Mafalda Raposo (CIRN/UAç)
Vera Gouveia (CIRN/UAç)
Lisa Esteves (CIRN/UAç)

SCIENTIFIC COMMITTEE
Catarina Oliveira (CNC)
Carlos Frazão (ITQB)
Sandra Ribeiro (IBMC)
Manuel dos Santos (UA)
Claudio Sunkel (IBMC)
Rodrigo Cunha (CNC)
Manuel Bicho (FML)
Natércia Teixeira (FFP)
Cecília Arraiano (ITQB)
Leonor Cancela (UALG)
Lourdes Bastos (FFUP)
Claudina R.-Pousada (ITQB)
Vitor Costa (IBMC)
Manuel Prieto (IST)
Graça Soveral (FFUL)
Jorge Carneiro (IGC)
Arsénio Fialho (IST)
Rogério Tenreiro (FCUL)
Carlos Faro (CNC)
Margarida Oliveira (ITQB)
Manuela Chaves (ISA-LX)
Miguel Castanho (FMUL)
(In Site do Congresso)

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segunda-feira, outubro 20, 2008

XVI National Congress of Biochemistry

XVI NATIONAL CONGRESS OF BIOCHEMISTRY
Ponta Delgada, 22 – 25 October, 2008

October 22 (Wednesday)
10:00 – 17:30 – Registration
14:30 – 15:00 – Opening Cerimony
15:00–16:00-Plenary Lecture SPB (Prof. António Xavier)
CHAIR: Maria Leonor Pavão
PL1 - MITOCHONDRIAL FISSION AND FUSION IN ALZHEIMER DISEASE FIBROBLASTS AND NEURONS. George Perry
16:30 – 18:15 –Parallel sessions
16:30 – 18:15 – Symposium 6: Mechanisms of Gene Expression and RNA Metabolism
Symposium Chair
Cecilia Arraiano, Leonor Cancela
Invited Speaker
16:30 S6.IS – ANDROGEN RECEPTOR FUNCTION IS REGULATED BY HISTONE DEMETHYLASES: IMPLICATIONS FOR PROSTATE CANCER. Rolland Schule
Selected Communications
17:00 – 17:15 S6.C1 Biochemical characterization of specific amino acid-base contacts in AraR-DNA interactions.
Correia I., Franco, I., and I. de Sá-Nogueira
17:15 – 17:30 S6.C2 BolA inhibits cell elongation and regulates MreB expression levels
Patrick Freire, Ricardo A. Moreira, Cecilia M. Arraiano
17:30 – 17:45 S6.C3 sr45, a plant-specific splicing factor, negatively regulates sugar signaling in Arabidopsis. Raquel Carvalho and Paula Duque
17:45 – 18:00 S6.C4 The presence of two alternative oxidases in Perkinsus sp.: Characterization,expression patterns and evolutionary considerationsLeite R.B., Afonso R., Cancela M.L
18:00 – 18:15 S6.C5 Transcriptional and translational responses to mRNA mistranslation in yeast. João A. Paredes, Tatiana Lima-Costa, Laura Carreto and Manuel A. S. Santos
16:30 – 18:15 – Symposium 7: Toxicology and Environmental Biochemistry
Symposium Chairs:
Lourdes Bastos, Armindo Rodrigues
Invited Speaker
16:30 S7.IS - BIOMARKERS OF EXPOSURE TO ENVIRONMENTAL CONTAMINANTS IN CANCER EPIDEMIOLOGY. André Amaral
Selected Communications
17:10 – 17:25 S7.C1 Optimization of tyramine detection in portuguese wines by a HPLC-PDA system. Dias E., Passarinha L.A., Gallardo E., Almeida L.B., Queiroz J.A.
17:25 – 17:40 S7.C2 Mechanisms of Berberine [Natural Yellow 18, 5,6-dihydro-9,10-dimethoxybenzo(g)-1,3-benzodioxolo (5,6-a) quinolizinium]-induced Mitochondrial Dysfunction: Interaction with the Adenine Nucleotide Translocator Cláudia V. Pereira, Nuno G. Machado and Paulo J. Oliveira
17:40 – 17:55 S7.C3 The role of lipids in a toxicological context: some experimental approaches for drugs and pesticides. Amália S. Jurado and Romeu A. Videira
17:55 – 18:10 S7.C4 Environmental and biological monitoring in occupational exposure to formaldehyde. Susana Viegas; Carina Ladeira; Joana Vacas; Mário Gomes; Miguel Brito; Paula Mendonça; João Prista
16:30 –18:15 – Symposium 9: Biomembranes and Transport
Symposium Chairs:Manuel Prieto, Graça Soveral
Invited Speaker
16:30 S9.IS – NUCLEATION AND GROWTH OF SPONGE LIKE PRION AGGREGATES ON LIPID MENBRANES. Teresa Pinheiro
Selected Communications
17:10 – 17:25 S9.C1 Specificity of HIV fusion inhibitor peptides to rigid lipid domains correlates with their clinical efficacy. A combined fluorescence and atomic force microscopy approach. Henri G. Franquelim, Luís M. Loura, Nuno C. Santos, Miguel A.R.B. Castanho
17:25 – 17:40 S9.C2 How does Yeast (mis)behave under the influence of ethanol? Madeira, A, Dias, P, Leitão L, Soveral, G, Moura, TF and Loureiro-Dias, MC
17:40 – 17:55 S9.C3 The relationship between antimicrobial peptide activity and high peptide-to-lipid ratios in the membrane. Manuel N. Melo, Rafael Ferre, Ana D. Correia, Lidia Feliu, Marta Planas, Eduard Bardají and Miguel A. R. B. Castanho
17:55 – 18:10 S9.C4 Modulation of butyrate uptake by the caco-2 human colonic adenocarcinoma cell line. Gonçalves P, Araújo JR, Martel F
18:30 – 20:00 – Reception offered by Câmara Municipal de Ponta Delgada (Coliseu Micaelense)
October 23 (Thursday)

9:00 - 10:00 – Plenary Lecture
CHAIR:Catarina Oliveira
PL2 STUDIES ON BRAIN MEMAPSIN2 FROM ENZYMOLOGY TO DRUG DEVELOPMENT FOR ALZHEIMER’S DISEASE.Jordan Tang
10:00 - 10:30 – Coffee-break
10:30 - 12:15 – Parallel sessions
10:30 - 12:15 – Symposium 1 - Proteins-structure and function
Symposium Chairs:
Carlos Frazão, Sandra Ribeiro
Invited Speaker
10:30 S1.IS - WHAT WE CAN LEARN FROM STRUCTURE OF VIRAL REPLICATION COMPLEXES. Nuria Verdaguer
Selected Communications
11:10 – 11:25 S1.C1 The structure of the “nominal” transglutaminase: a snapshot of the evolution of crosslinking enzymes from papain-like thiol proteases. Adriano Henriques
11:25 – 11:40 S1.C2 Identification of a novel family of Carbohydrate-Binding Domains that bind decorations of complex polysaccharides. Márcia A.S. Correia
11:40 – 11:55 S1.C3 Folding and amyloidosis of proteins: The prevention of amyloidosis by osmolytes. Eduardo P. Melo
11:55 – 12:10 S1.C4 Structure Of Transthyretin Amyloid Fibrils Explored With AFM Imaging and Nanomanipulation. Ricardo H. Pires
10:30 - 12:15 – Symposium 3 - Cell Cycle and Development Biology
Symposium Chairs: Moreira da Silva, Álvaro Tavares
Invited Speaker
10:30 S3.IS - FROM CENTRIOLE BIOGENESIS TO CELLULAR. Ana Martins
Selected Communications
11:00 – 11:15 S3.C1 A biochemical pathway involved in human evolution. Amalia Gabriela Diaconeasa
11:15 – 11:30 S3.C2 Apoptosis and bovine embryo’s development. A. Chaveiro, G. Antunes, P. Santos, A. Marques, and F. Moreira da Silva
11:30 – 11:45 S3.C3 Maize endosperm transfer cell wall ingrowths: a developmental study on the pattern of microtubule, cellulose and callose organization. Monjardino P, Mendonça DM, Sampaio P, Tavares, C, and da Câmara Machado.
11:45 – 12:00 S3.C4 Notochord signaling regulates timely somite segmentation. Tatiana P. Resende, Raquel P. Andrade, Mónica Ferreira, Marie-Aimée Teillet and Isabel Palmeirim
12:00 – 12:15 S3C5 Phosphorylation dynamics of thr 3 and thr 32 of histone H3 in arabidopsis thaliana cell division. Ana D. Caperta, Marisa Rosa, Margarida Delgado, Wanda Viegas
10:30 - 12:15 – Symposium 10 - Computational Biochemistry Symposium Chairs:
Jorge Carneiro, Arsénio Fialho
Invited Speaker
10:30 S10.IS - A NEW STRATEGY FOR ASSEMBLING GLOBAL SENSITIVITY IN BIOCHEMICAL NETWORK. Pedro Mendes
Selected Communications
11:10 – 11:30 S10.C1 Computational Biochemistry: Perspectives for the future. Jorge Carneiro
11:30 - 11:50 S10.C2 Three-dimensional models for spatial patterning in cell polarization and embryo development. Filipa Alves
11:50 - 12:10 S10.C3 Bacterial Two Component Systems. Rui Alves
12:30 - 13:45 – Lunch
14:00 - 15:30 – Poster session
15:30 - 16:00 – Coffee break
16:00 – 17:45 – Parallel sessions
16:00 – 17:45 – Symposium 2 - Comparative and Functional Genomics and Proteomics
Symposium Chairs:
Manuel Santos, Nelson Simões
Invited Speaker
Palestra van Uden
16:00 S2.IS - COMPARATIVE GENOMICS OF PATHOGENIC CANDIDA SPECIES. Geraldine Butler
Selected Communications
16:40 – 16:55 S2.C1 Discover of cellular proteins essential in HIV-1 replication as novel potential antiviral targets. Sylvie Rato, Leonor Resende, Sara Maia,Rui Soares , Ana Espada de Sousa, Joana Cardoso, João Ferreira, João Barata, Luís Moita,João Gonçalves.
16:55 – 17:10 S2.C2 Protein expression profiles of Rhodospirillum rubrum under different nitrogen availability conditions.Tiago Toscano Selãoa, Stefan Nordlunda and Agneta Noréna
17:10 – 17:25 S2.C3 Proteomic analysis shows that two serine-proteases are involved in a pathogenic process. Toubarro, D., M. Lucena-Robles, G. Nascimento, G. Costa, R. Montiel, A. Coelho, N. Simões
17:25 – 17:40 S2.C4 S2.C4 Distinctive microRNA profiles in cervical cancer. Patrícia Pereira, Ana Raquel Soares, João Paulo Marques and Manuel A. S. santos
16:00 – 17:45 – Symposium 4 – Neurosciences
Symposium Chairs:
Rodrigo Cunha, Manuela Lima
Invited Speaker
16:00 S4.IS - PURINERGIC CONTROL OF SYNAPTIC PLASTICITY AND NEURODEGENERATION. Rodrigo Cunha
Selected Communications
16:40 – 17:00 S4.C1 Bilirubin-induced neuritic atrophy and cell dysfunction is aggravated by astrocytes and reversed by glycoursodeoxycholic acid. Sandra Leitão Silva, Ana Rita Vaz, Ana Sofia Falcão, Adelaide Fernandes, Maria Delgado-Esteban, Andreia Barateiro, Rui FM Silva, Juan Pedro Bolaños, Maria Alexandra Brito, Angeles Almeida, Dora Brites
17:00 – 17:20 S4.C2 Silencing neuropeptide Y in the CNS: the AAV-shRNA tool-kit. Lígia Sousa-Ferreira, Manuel Garrido, Isabel Nascimento-Ferreira, Sebastian Kügler, Claudia Cavadas, Luis Pereira de Almeida.
17:20 – 17:40 S4.C3 Kinetic analysis of L1 homophilic interaction: role of the Ig1-4 domains and implications on binding mechanism. Ricardo M. Gouveia, Cláudio M. Gomes, Marcos Sousa, Paula M. Alves, Júlia Costa,
16:00 – 17:45 – Symposium 13 - Plant Biochemistry
Symposium Chairs:
Margarida Oliveira, Manuela Chaves
Invited Speaker
16:00 S13.IS - UNCOVERING THE MOLECULAR SECRETS OF PLANT ADAPTATION TO DROUHGT STRESS. Jeff Leung
Selected Communications
16:40 – 16:55 S13.C1 Genetically modified Pinus pinaster with genes related with nitrogen metabolism. Lara Currais, Ana Millhinhos, Susana Tereso, Margarida Oliveira, Célia Miguel
16:55 – 17:10 S13.C2 Novel transcription factors regulating abiotic stress tolerance in rice (Oryza sativa l.). Nelson Saibo, Tiago Lourenço, Duarte Figueiredo, Tânia Serra, Subhash Chander, Pedro Barros, and M. Margarida Oliveira
17:10 – 17:25 S13.C3 Sage as source of natural medicines: phytochemical, biological and biotechnological aspects. Paulo S. Braga, Cristovão F. Lima, Alice A. Ramos, Cristina Pereira-Wilson, Maria João Sousa, Manuel Alexandre B.V. Fernandes-Ferreira, and Manuel Fernandes-Ferreira.
17:25 – 17:40 S13.C4 Changes in the pattern of grape berry skin proteins during ripening and under water deficit conditions. Francisco R, Zarrouk O, Regalado AP, Santos RR, Jenöe P, Ricardo CP, Chaves MM
17:45 – 18:45 – SPB meeting
19:00 – Round Table: Biotechnology

October 24 (Friday)

09:00-10:00 – Plenary Lecture EMBO
Chair: Claudina-Pousada
PL.3. MOLECULAR MECHANISMS INVOLVED IN BARS-DEPENDENT MEMBRANE FISSION. Daniela Corda
10:00-10:30 – Coffee-break
10:30 - 12:15 – Parallel sessions

10:30 - 12:15 – Symposium 8 - Stress, Ageing and Cell Death
Symposium Chairs:
Claudina R.- Pousada, Vitor Costa
Invited Speaker
10:30 S8.IS - REVISITING THE CELLULAR FUNCTIONS OF GSH IN A EUKARYOTE. Michel B. Toledano
Selected Communications
11:10 – 11:25 S8.C1 In vivo dynamics of nitric oxide and oxygen changes in the rat brain. João Laranjinha, Cátia F Lourenço, Ricardo M Santos, João Frade, Ana Ledo, Greg A Gerhard and Rui M Barbosa.
11:25 – 11:40 S8.C2 Molecular mechanisms of arsenic adaptation: role of Yap1 and Yap8. Menezes, R.A., Amaral, C., Batista-Nascimento, L., Santos, C., Ferreira, R.B. , Devaux, F., Eleutherio, E.C.A. and Rodrigues-Pousada, C.
11:40 – 11:55 S8.C3 Oxidative DNA damage protection and repair by new synthetic compounds. JP Silva, AC Gomes, MF Proença and OP Coutinho
11:55 – 12:10 S8.C4 Modulation of aged skeletal muscle mitochondrial proteome by lifelong physical activity. Renato Alves, Rui Vitorino, Pedro Figueiredo, José Alberto Duarte, Francisco Amado, Rita Ferreira.
10:30 - 12:15 – Symposium 12 –Biotechnology
Symposium Chairs:
Carlos Faro, Artur Câmara
Invited Speaker
10:30 S12.IS - BIOTECHNOLOGICAL APPROACHES TO FRUIT RELATED ALLERGENS. Margit Laimer Machado
Selected Communications
11:10 – 11:30 S12.C1 A new analgesic peptide: from biophysical screening to in vivo tests. Marta M. B. Ribeiro, M. Heras, E. Bardají, M. Pinto, I. Tavares, Miguel A.R.B. Castanho 11:30 – 11:50 S12.C2 Molecular phytopatology: from plant pathogens diagnosis to the research on resistance mechanisms Mendonça, D.; Foroni, I.; Lopes, M.S.; Leitão, S. and da Câmara Machado, A.
11:50 – 12:10 S12.C3 Improvement of naringinase activity and stability via immobilization techniques Amaro, M.I., Ribeiro, M.H.
10:30 - 12:15 – Symposium 14 – Careers and Education
Symposium Chairs
Carmo Barreto, Miguel Castanho
Invited Speaker
10:30 S14.IS1 Changing the road of your scientific future?Maurício R. M. P. Luz
11:00 S14.IS2 Marie Curie Actions: Funding Opportunities for Mobile Researchers.David G. Pina.
11:30 S14.IS3 Biochemistry and molecular biology in Portugal an overview of past.João Varela.
12:00 - Homenagem ao prof. Ruy Pinto
Maria Leonor Pavão S. Medeiros (Universidade dos Açores, Portugal)
12:30-13:45 – Lunch
14:00-15:30 – Poster Session Symposia 5,8,11,12,14
15:30-16:00 - Coffee-break
16:00 – 17:45 – Parallel sessions
16:00 – 17:45 – Symposium 5 – Clinical Biochemistry and Mechanisms of Disease
Symposium Chairs:
Manuel Bicho, Natércia Teixeira
Invited Speaker
16:00 S5.IS PLASMA MEMBRANE CYTOCHROME B5 REDUCTASE IN METABOLISM REGULATION. Placido Navas Lloret
Selected Communications
16:40 – 16:55 S5.C1 Green tea epigallocatechin-3-gallate binds transthyretin (TTR) and modulates its amyloidogenicity. Nelson Ferreira, Isabel Cardoso, Maria João Saraiva, Maria do Rosário Almeida. 16:55 – 17:10 S5.C2 CagA associates with c-Met, E-cadherin, and p120-catenin in a multiproteic complex that suppresses Helicobacter pylori-mediated cell invasive phenotype. Angela M Costa, Maria J Oliveira, Ana C Costa, Rui M Ferreira, Paula Sampaio, Jose Carlos Machado, Raquel Seruca, Marc Mareel, Ceu Figueiredo
17:10 – 17:25 S5.C3 Nitration of epidermal growth factor receptor hinders the proliferation of neural stem cells. Bruno P. Carreira, Maria Inês Morte, Ângela Inácio, António F. Ambrósio, Caetana Carvalho, Inês M. Araújo
17:25 – 17:40 S5.C4 Pollen Proteases, role in allergic disorders. Raquel Vinhas,Luísa Cortes,Euclides Pires,Paula Veríssimo
16:00 – 17:45 – Symposium 11 - Microbial Physiology and Genetics
Symposium Chairs:
Rogério Tenreiro, Carla Cabral
Invited Speaker
16:00 S11.IS COLONIZATION FACTORS IN A NEMATODE-BACTERIUM SYMBIOSIS.Heidi Boodrich-Blair
Selected Communications
16:40 – 16:55 S11.C1 Burkholderia cenocepacia J2315 acp: Identification of a potential target for the development of new antimicrobials. S. A. Sousa, C. G. Ramos, L. Soares, L. Eberl, and J. H. Leitão
16:55 – 17:10 S11.C2 TolC FROM Sinorhizobium meliloti is involved in the secretion of several molecules relevant for the symbiosis with legume plants. Ana M. Cosme, Mário R. Santos, Jörg D. Becker, and Leonilde M. Moreira
17:10 – 17:25 S11.C3 Two GH43 endo-arabinanases from Bacillus subtilis: non-redundant roles in arabino-polysaccharides digestion (?). José M. Inácio, and Isabel Sá-Nogueira I
17:25 – 17:40 S11.C4 Genomic Diversity between Strains of the Same Serotype and Multilocus Sequence Type among Pneumococcal Clinical Isolates. Nuno A. Silva, Jackie McCluskey, Johanna M. C. Jefferies, Jason Hinds, Andrew Smith, Stuart C. Clarke, Tim J. Mitchell, and Gavin K. Paterson,
16:00 – 17:45 – Commercial Presentations 16:00 – 16:15 Eduardo Lopes – BioRad
16:15 – 16:30 Nzytech: Produtos para biologia molecular made in Portugal – Carlos Fontes – Nzytech
16:30 – 16:45 Uma nova visão nas Ciências da Vida – Laura Machado – Grupo Taper
16:45 – 17:00 Roche
17:00 – 17:15 SOLID® – Transcriptome Analysis – João Caldeira – Applied Biosystems
17:15 – 17:30Serviço de calibração e manutenção de pipetas – Isabel Faria – Normax

19:00 – 19:30 – Closing Session 20:30 – CONGRESS DINNER

October 25 (Saturday) Touristic tour.

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