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segunda-feira, maio 04, 2026

"Ludwig Wittgenstein. Filosofia na Era dos Aviões", Anthony Gottlieb

 

Edições 70, 2025. Tradução de Jorge Melícias
Engenheiro aeronáutico, arquitecto, matemático, professor primário em longínquas aldeias austríacas, soldado no exército austro-húngaro e feito prisioneiro pelos italianos na I Guerra, músico e melómano, Ludwig Wittgenstein foi igualmente um filósofo, que, neste livro, é revelado nos seus aspectos mais particulares, acompanhando a sua vida e as suas ideias sobre os problemas da linguagem e da incompreensão e equívocos que ela produz, nomeadamente no campo da filosofia. O livro é muito interessante, não só pela honestidade, como pela trabalho investigativo realizado, quer em Viena, quer em Oxford e Cambridge. O trabalho de pesquisa epistolar também é de realçar porque exibe, com verosimilhança, os diversos combates que travou com outros filósofos e a evolução registada no seu pensamento que divergiu no final da sua vida dos escritos que elaborou quando se encontrava na casa dos vinte ou trinta anos. Essa divergência não residia só na questão da linguagem, mas igualmente na separação que ele imprimiu face à Ciência e à Filosofia; para ele, toda a problemática filosófica era essencialmente um problema de interpretação linguística, de linguagem, pelo que ultrapassada que fosse, por mera hipótese, essa barreira não existiria, por si, qualquer problema que a filosofia devesse debruçar-se. Escreve Anthony Gottlieb, autor deste livro, na pág.86:

«(...) Wittgenstein afirmava que aquilo que os filósofos tinham tentado dizer a respeito da ética e do sentido da vida se encontra no âmbito daquilo que se mostra, mas que não pode ser dito: ''Existe, de facto, o inefável. Ele mostra-se; é o místico.'' Os filósofos têm andado a tentar dizer o indizível. Daí a famosa injunção final do Tractacus: ''Do que não se pode falar, deve-se guardar silêncio.''» e o autor continua com as suas impressões: «Alguns dos comentários que Wittgenstein teceu sobre pessoas e livros sugerem que ele estimava muito mais aquilo que era manifestado discretamente do que aquilo ostentado abertamente ou explicitamente declarado.» O que me faz pensar que muito do que escreveu o filósofo, nomeadamente sobre este último tema da inefabilidade, tem logicamente referência na poesia o que se pode constatar com uma afirmação de Wittgenstein sobre um poema de Ludwig Uhland de que ele gostou: «A verdade é esta: se não tentarmos exprimir o inexprimível, então, pelo menos, nada se perde. Mas o inexprimível estará - de modo inexprimível - contido no que foi exprimido!» No entanto, foi referido atrás que o filósofo, já no final da sua vida (ele morre em 1951), terá esbatido um pouco a «impossibilidade» de exprimir por palavras um pensamento, tornando-se, quando exposto, um problema de lógica e não de filosofia; como se pode ver pela afirmação de que as palavras não têm significado «senão no fluxo da vida».

Juntamente com estas considerações que levaram a uma vida dedicada essencialmente à Filosofia, esta biografia apresenta-nos um Wittgenstein, filho de um riquíssimo industrial austríaco que foi ridicularizado por Karl Kraus, mas a quem não escondeu grande admiração e seguia o seu jornal, pensando até em publicar os seus primeiros escritos em Viena com o seu editor, o que não veio a verificar-se. A relação familiar foi algo distante, tendo quatro dos seus oito irmãos cometido suicídio; também renunciou à enorme fortuna dos seus pais e teve, juntamente com as suas irmãs e o irmão Paul Wittgenstein (um pianista muito conhecido), negociado com os nazis o seu exílio, devido a origens judias na família o que prova a enorme riqueza da família que estava a salvo em bancos suíços. O seu irmão Paul, depois desta estranha negociação encabeçada pela sua irmã mais velha, não mais teve relações com a família e com Ludwig. Também esta biografia recorda, com algum pormenor, os contactos havidos com Bertrand Russell e Keynes, tal como o encontro com Karl Popper que foi publicamente explosivo, mas outros houve, talvez menos sonantes, mas não menos importantes para o seu percurso e para o desenvolvimento das suas ideias expostas em «Investigações Filosóficas» publicada um ano após a sua morte.

Questão interessante que aqui relevo é o registo sobre o que é que seria, para Wittgenstein, a relação entre ética, moral e obra de um criador: «Um livro deve ser julgado não apenas por critérios estéticos impessoais, mas deverá igualmente sê-lo à luz do carácter do seu autor, tal como se manifesta na obra. Ludwig inclinava-se a ver as obras literárias e filosóficas dessa forma. Se um autor não tivesse capacidade de se conhecer a si mesmo, ou se não fosse alma decente ou se não escrevesse com o coração, Ludwig fazia questão de chamar a atenção para isso.» (pág.53) 

alc

quarta-feira, setembro 21, 2016

Sofia Miguens, do Departamento e Instituto de Filosofia da U. Porto, escreve sobre Wittgenstein e de «Observações sobre o ramo Dourado de Frazer», iniciativa de Bruno Monteiro e editado pela Deriva

WITTGENSTEIN, Ludwig, Observações sobre o Ramo Dourado de Frazer, Edição, tradução e notas de João José de Almeida, Introdução e revisão da tradução de Nuno Venturinha, Coordenação de Bruno Monteiro, Deriva Editores, Porto 2011. 116 pp.; ISBN: 9789729250859. 

A estranheza do comum 

O ano de 2011 marca os sessenta anos da morte de Ludwig Wittgenstein; esta publicação das Observações sobre «O Ramo Dourado» de Frazer (Bemerkungen über Frazers Golden Bough), devida à iniciativa de Bruno Monteiro, sociólogo do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto e coordenador do volume, assinala a data. A tradução do alemão é da autoria de João José de Almeida, a partir dos manuscritos e dactiloscritos editados pelo Arquivo Wittgenstein na Universidade de Bergen. A introdução e a revisão da tradução são da autoria de Nuno Venturinha, reconhecido especialista, a nível internacional, no Nachlass wittgensteiniano. Não se poderia esperar mais da qualidade da edição. Para quem, como eu, estuda e ensina Wittgenstein, sobretudo a partir da filosofia da mente e da linguagem, e portanto sobretudo a partir do Tractatus e das Investigações Filosóficas, este livro Observações sobre o Ramo Dourado de Frazer (que aliás não foi escrito como um livro) é quase um objecto estranho. Mas, por isso mesmo, é um objecto muito interessante e muito revelador dos muitos usos de Wittgenstein para pensar sobre o pensamento – desde pensar sobre o que estamos a fazer quando fazemos lógica até pensar sobre o que estamos a fazer quando fazemos antropologia. Aliás, Wittgenstein pode ser útil até para pensar sobre pensamento social e político: foi muito interessante saber que Bruno Monteiro, o grande motor por trás desta publicação, foi levado pelo seu tópico de investigação – os grupos políticos dos extremos do espectro, cujas propostas se afastam do ‘centro’ por dependerem de nuances – a interessar-se por Wittgenstein. Interessava-lhe a percepção e a discriminação, no sentido de identificação minuciosa. Portanto (para falar a linguagem de Wittgenstein) interessavam-lhe os fenómenos do ver-como, dos aspectos, e assim foi levado às Investigações e aos escritos sobre cores. Em suma, também para pensar sobre fenómenos de percepção social mais ou menos detalhadamente discriminativa interessa compreender como se pode ver mais ou menos olhando para o ‘mesmo’. Mas aqui importa não tanto a percepção política na nossa sociedade e sim a antropologia: Sir James George Frazer, o autor de The Golden Bough – a study in magic and religion, o livro que Wittgenstein comenta nestas observações, e que influenciou tanta gente, desde B. Malinowski, até S. Freud, James Joyce, Ezra Pound ou T. S. Elliot, foi um antropólogo escocês que estudou práticas religiosas ‘primitivas’, nomeadamente sacrificiais, anteriores às religiões monoteístas organizadas e que no tempo em que publicou The Golden Bough indignou muita gente por olhar de forma comparativa para a religião e para a magia. Mas se alguns contemporâneos puderam indignar-se com Frazer por causa de algo como uma conclusão não explícita, que era a persistência no cristinianismo de ritos e superstições de práticas protoreligiosas, ou mágicas, primitivas, Wittgenstein aborda-o 250 Revista da Faculdade de Letras – Série de Filosofia, 27-28 (2010/2011) 239-253 quase do ângulo contrário: uma importância mais imediata destas Observações Sobre o Ramo Dourado de Frazer é o facto de elas contestarem uma certa forma racionalista- ‘progressista’ (hoje diríamos ocidentalocêntrica) de fazer antropologia, de olhar para práticas sociais muito diferentes das nossas. O que perturba Wittgenstein é isto: o que estamos nós a fazer quando vemos povos e práticas como primitivos e, por serem primitivos, alien? (estranhos, demasiado estranhos, muito diferentes de nós, este ‘nós’ dito de forma normativa). Porque é que Wittgenstein diz com todas as letras que o antropólogo escocês James G. Frazer é ‘mais selvagem do que os selvagens de que fala em The Golden Bough’? Devo dizer que fui atrás do “Ramo Dourado” e o livro não é à primeira vista tão absurdo como Wittgenstein nos faz pensar – é um livro de descrições de práticas mágico-religiosas, e quem o escreveu pensava pelo menos que valia a pena escrever sobre essas práticas: sobre o rei dos bosques, o rei-sacerdote, a magia simpática, o totemismo, o tabu, práticas em partes diferentes do globo e de épocas muito distantes entre si, desde povos que antecederam os Romanos na actual Itália, até esquimós e nativos australianos. Para responder a esta questão (Porque é que Wittgenstein diz com todas as letras que o antropólogo escocês James G. Frazer é ‘mais selvagem do que os selvagens de que fala em The Golden Bough’?) de forma mais aprofundada teríamos que falar de muitas coisas. Seria importante, nomeadamente, compreender, além das ideias de Wittgenstein sobre lógica, linguagem e pensamento, as suas ideias acerca de progresso, acerca de moralidade, de religião e de ciência. Um ponto de partida aqui seria a célebre citação de Nestroy que aparece em epígrafe nas Investigações. ‘O progresso é sempre menos do que imaginamos’ (Überhaupt hat der Fortschritt das an sich, dass er viel grösser ausschaut, als er wirklich ist. / O progresso tem isto em si, que parece sempre muito maior do que aquilo que realmente é). A citação é de Nestroy, um cantor, actor e dramaturgo austríaco do século XIX. Ou então a sua impaciência perante, por exemplo, a filosofia utilitarista, que via como um bla bla bla racionalista em ética. As referências permitir-nos-iam compreender melhor a sua dúvida enorme perante a ideia de uma progressão mito-religião-ciência como constituindo um progresso não problemático das formas de vida e pensamento humano. Vou propor aqui uma chave: uma coisa que temos de saber sobre Wittgenstein para percebermos o incómodo perante Frazer que estas Observações expressam é que Wittgenstein vê o olhar do filósofo sobre as nossas próprias formas de vida como o olhar de um antropólogo. Noutras palavras, também em filosofia se analisa e descreve práticas e a estranheza não começa lá fora, com outros povos e outros tempos, antes começa nas nossas próprias práticas – o filósofo americano Stanley Cavell, fala da descoberta wittgensteiniana da ‘estranheza do comum’. É esse o objecto do olhar do filó- sofo – pensemos por exemplo em nós próprios, aqui e agora, ordeiramente reunidos, sentados, com o pretexto da apresentação de um livro [este texto foi originalmente escrito para o lançamento da tradução do livro], no contexto de um ritual de universidade. Invertendo o famoso motto de Marx (que é aliás de Terêncio), tudo o que é humano (me) é estranho, poderíamos pensar. Como Cavell gosta de sublinhar, a imagem wittgensteiniana do filósofo é a de um explorador de uma tribo desconhecida – só que essa tribo somos nós, forasteiros e estranhos a nós próprios. Mas em que sentido é que tudo o que é humano é estranho? Stanley Cavell, em The Claim of Reason, fala da ‘descoberta de Witttgenstein’: essa descoberta é a convencionalidade da natureza humana ela própria, a convencionalidade daquilo que faz de nós humanos. Esta intersecção do famiRevista da Faculdade de Letras – Série de Filosofia, 27-28 (2010/2011) 239-253 251 liar e do estranho, partilhada pela antropologia, pela psicanálise, pela filosofia, é o lugar do comum. Ver o comum como estranho – a Unheimlichkeit freudiana – é perfeitamente possível. Não são só os aliens que são estranhos: nós somos estranhos, a cada instante podemos sentir-nos perplexos com aquilo que os humanos dizem e fazem enquanto humanos. Frazer não vê isto e é isso que incomoda Wittgenstein. Ele pensa que o nosso comum é normal mas o comum do povo do sacerdote de Nemi é estranho. Frazer tem uma visão teleológica à la Hegel (aliás Hegel aparece no fim do Ramo Dourado, mais especificamente as passagens sobre religião das suas Lições sobre a Filosofia da História). É isto que Hegel simboliza em filosofia, a visão da história como teleologia: um povo levando o facho da história, depois decaindo e passando o facho a outro – e quem não está a levar o facho da história é secundário ou despiciendo. Hegel pôde dizer, no seu tempo, ‘eu vi o Espírito do Mundo entrar a cavalo na cidade’ – era Napoleão, como antes tinham sido os Gregos, os Romanos, ou o Cristianismo, mas certamente não todos os povos contemporâneos destes povos, não todos os movimentos contemporâneos desse movimentos, pois não ‘transportavam a luz’. É isto que Wittgenstein não aceita: «A apresentação de Frazer das concepções mágicas e religiosas dos homens é insatisfatória: ela faz com que essas concepções apareçam como erros». «Estava então Agostinho errado quando evocava Deus em cada página das Confissões? Mas – pode-se dizer – se ele não estava errado então quem estava era o santo budista – ou outro qualquer – cuja religião expressa concepções completamente diferentes. Mas nenhum deles estava errado. Excepto quando afirmava uma teoria» (p. 29) «A ideia de explicar um costume (porventura a morte do rei-sacerdote) parece-me equivocada (aqui só se pode dizer e descrever: a vida humana é assim)» (p. 31). O que é o isto ser assim que só se pode descrever? Um princípio de resposta poderia ser encontrado em Wittgenstein e na forma como Wittgenstein fala de ‘acordo na linguagem’ para falar daquilo a que acima chamei o comum: este acordo não é um acordo quanto a opiniões (falamos, discutimos explicitamente, argumentamos) mas um acordo na linguagem e em formas de vida (estamos aqui sentados, vestidos, calados, circunspectos, num lugar que concebemos como de saber, pensando nestes sons que emitimos como tendo significados – nada disso nós discutimos explicitamente – não é uma questão de opiniões, mas de formas de vida). Não sei se estão aqui muitos filósofos, no entanto queria dizer uma palavra para filósofos: que esta dimensão de acordo e convencionalidade, que está em causa quando se pensa na filosofia como visando práticas, é algo de importante de um ponto de vista filósofico. É importante de um ponto de vista filosófico porque é importante para pensarmos sobre método – para pensarmos sobre o que estamos a fazer quando pensamos sobre a nossa forma de pensar, desde a lógica até à ética e à estética. Quando se fala em Wittgenstein como mostrando a importância do comum para a filosofia isto, na história da filosofia do século xx, significa por exemplo uma oposição à ideia de que linguagens formais revelam a essência da linguagem e uma natureza ontológica última da realidade. Não é que haja problemas com fazer lógica, analisar a linguagem, fazer investigações ontológicas – os filósofos fazem tudo isto constantemente. A questão é que as coisas são mais complicadas do que simplesmente descobrir o esqueleto por detrás da aparência, por exemplo usar linguagens formais para analisar a linguagem comum. Isto foi muito importante na filosofia do século XX, sob o impacto da lógica formal e 252 Revista da Faculdade de Letras – Série de Filosofia, 27-28 (2010/2011) 239-253 Wittgenstein não acredita nisso, da mesma forma que não adere a Frazer – nem essência, nem finalidade. Por vezes diz-se que Wittgenstein era um anti-modernista – tivemos ainda há bem pouco tempo aqui na FLUP um filósofo australiano de Sydney, David Macarthur, que, para além de ter vindo falar-nos sobre a natureza dos juízos estéticos, fez uma conferência sobre a casa de Wittgenstein (a casa que ele construiu em Viena, na Kundmangasse, para a sua irmã, a socialite vienense Margarethe Stonborough). Sem entrarmos na discussão dos gostos artísticos de Wittgenstein, podemos dizer no mínimo que ele era um céptico quanto a progresso – basicamente ‘O progresso é sempre muito menos do que aquilo que pensamos’, como disse Nestroy. O que procurei aqui explicar foi que a reac- ção a Frazer que está nestas Observações vem em parte daí, e também da ideia de que quando descrevemos práticas humanas o nosso objecto é o acordo em formas de vida, e não em juízos ou opiniões conscientes e explícitos. Fundamentalmente, nós não somos o pináculo de uma progressão, nem o único ponto de vista sem ponto de vista. E Frazer está, segundo Wittgenstein, demasiado próximo de pensar que somos.* 

Sofia Miguens (Departamento de Filosofia e Instituto de Filosofia da Universidade do Porto)

domingo, novembro 11, 2012

Este mês pode encontrar Observações Sobre 'O Ramo Dourado' de Frazer, de Wittgenstein

Da coleção de Sociologia da Deriva saiu Observações sobre 'O Ramo Dourado' de Frazer, de Ludwig Wittgenstein, uma obra incontornável sobre a visão científica da moderna antropologia. Ainda pode encontrá-lo em algumas livrarias de referência. Sobre a apresentação de novos livros desta coleção iremos informar-vos em breve.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Wittgenstein na Livraria Leitura, Shopping do Bom Sucesso, Porto


O livro da Deriva «Observações Sobre o Ramo Dourado de Frazer» de Ludwig Wittgenstein
encontra-se em escaparate na Livraria Leitura do Bom Sucesso, no Porto


sexta-feira, maio 18, 2012

Montra da Livraria Leitura, na Rua de Ceuta, Porto


Wittgenstein na montra da Livraria Leitura da rua de Ceuta, no Porto, 15/05/2012
Foto de Pedro Ferreira


segunda-feira, abril 30, 2012

quinta-feira, abril 05, 2012

Em breve: Observações sobre 'o ramo dourado' de Frazer, de Ludwig Wittgenstein

No ano de 2011, cumpriram-se os 60 anos da morte de Ludwig Wittgenstein, filósofo austríaco, nascido em Viena a 26 de Abril de 1889. São agora publicadas em livro, pela primeira vez em Portugal, as “Observações sobre «O Ramo Dourado» de Frazer”, “Bemerkungen über Frazers Golden Bough”, trabalho proeminente na obra de Wittgenstein e cuja relevância para a actual reflexão filosófica pode facilmente ser constatada pela extensíssima bibliografia que tem motivado.
Traduzida directamente do alemão por João José de Almeida, filósofo, esta edição tem, em especial, a particularidade de ter recorrido directamente aos manuscritos e dactiloscritos editados pelo Arquivo Wittgenstein na Universidade de Bergen, compondo um texto que é, em múltiplos sentidos, a versão que mais próxima fica de oferecer uma visão integral do material original existente no espólio, e que permanece ignorado pela imensa maioria da comunidade internacional wittgensteiniana. Até mesmo para o leitor de uma língua que não a portuguesa, o texto tem a vantagem de restituir a mais completa e detalhada versão em alemão alguma vez realizada desta obra. A introdução escrita por Nuno Venturinha, que reviu também o texto da tradução, filósofo da Universidade Nova de Lisboa e reputado especialista, a nível internacional, no Nachlass wittgensteiniano, constitui um contributo notável para tornar esta edição ainda mais apelativa.

terça-feira, abril 03, 2012

Observações sobre 'O Ramo Dourado' de Frazer, de Ludwig Wittgenstein, em breve nas livrarias


TÍTULO - OBSERVAÇÕES SOBRE “O RAMO DOURADO DE FRAZER”

AUTOR - LUDWIG WITTGENSTEIN

COORDENAÇÃO - BRUNO MONTEIRO

EDIÇÃO, TRADUÇÃO E NOTAS - JOÃO JOSÉ DE ALMEIDA

INTRODUÇÃO E REVISÃO DA TRADUÇÃO - NUNO VENTURINHA

FOTO DA CAPA - FOTOGRAFIA DE LUDWIG WITTGENSTEIN EM FRENTE A UM MURO, EM SWANSEA, TIRADA POR BEN RICHARDS NO ANO DE 1947.

© THE CAMBRIDGE WITTGENSTEIN ARCHIVE #0403

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sexta-feira, março 30, 2012

Observações sobre 'O Ramo Dourado' de Frazer, de Ludwig Wittgenstein. Em breve nas livrarias

de LUDWIG WITTGENSTEIN


COORDENAÇÃO
BRUNO MONTEIRO

EDIÇÃO, TRADUÇÃO E NOTAS
JOÃO JOSÉ DE ALMEIDA

INTRODUÇÃO E REVISÃO DA TRADUÇÃO
NUNO VENTURINHA