31.1.10
NOT OF THIS EARTH (1988), de Jim Wynorski
29.1.10
THE SWORD AND THE SORCERER (1982), de Albert Pyun
Fui logo de uma vez para o seu filme de estréia, que eu nunca tinha assistido, embora o gênero aventura/fantasia tenha sido um dos meus prediletos durante a infância. E como não me lembro de ter postado sobre algum Sword & Sorcerer movie aqui no Dementia 13, por que não começar com aquele filme cujo título nomeou o gênero?
Os anos oitenta deixaram um vasto acervo de exemplares deste estilo que tratava de tempos longínquos e misturava realidade e fantasia em aventuras alucinantes que maracaram época. A maioria encontra-se esquecida atualmente ou não chegou sequer a ser conhecida pelo jovem público de hoje que prefere, obviamente, tocar uma bronha para um SENHOR DOS ANÉIS a descobrir filmes como EXCALIBUR, KRULL, THE BEASTMASTER ou até mesmo algo mais trash, como DEATHSTALKER. Filmes infinitamente superiores do que aquela viadagem de Frodo...
Mas infelizmente, e até curioso isso, THE SWORD AND THE SORCERER acabou no ostracismo, como tantos filmes do gênero. Merecia ter-se tornado no mínimo um clássico! Além de ser uma ótima aventura, com bastante humor, mulheres nuas bem à vontade, violência gratuita e efeitos especiais à moda antiga de primeira qualidade, o filme foi um enorme sucesso comercial levando em conta seu orçamento discreto. Para ter uma noção, CONAN, em toda sua magnitude, lançado no mesmo ano e com capital mais espaçoso que este aqui, arrecadou apenas dois milhões a mais. Nada mal para o estreante diretor.
Segundo o produtor Brandon Chase, valeu a pena arriscar com Pyun na direção. Haviam cinco anos que os roteiristas Tom Karnowski, John V. Stuckmeyer e o próprio Pyun estavam trabalhando na idealização do projeto. Nada mais justo deixar que o jovem diretor de 26 anos colocasse em prática os “ensinamentos” lhe passado pelo mestre Akira Kurosawa. Claro que pelo resultado na tela em muitos de seus filmes parece que quem lhe ensinou foi o Ed Wood, mas Pyun mandou bem em muitos detalhes de SWORD AND THE SORCERER, especialmente no ritmo ágil que garante diversão, assumindo uma postura de aventura B com bastante graça.
A trama é basicamente uma estória de vingança. Temos o rei Cromwell (Richard Lynch, sinônimo de vilão) tentando conquistar um reino cujo exército é invencível. Mas com a ajuda de Xusia, um feiticeiro monstruoso e muito poderoso, consegue vencer a batalha e fazer daquele local o seu reino maligno. A estória continua anos mais tarde, quando Talon (Lee Horsley), o filho do Rei assassinado que conseguiu escapar naquela altura, se torna um guerreiro mercenário e lidera um grupo de saqueadores que realiza jornadas de cidade em cidade. Quando retorna ao antigo reino de seu pai, Talon resolve se vingar daquele que matou seus pais, libertar o povo da tirania e ainda conquistar o coração da princesa.
Richard Lynch deve ter aqui um de seus melhores desempenhos. É desses atores que parece estar sempre dando tudo de si mesmo que esteja envolvido na maior das porcarias, o que acaba valendo a pena pela sua presença sempre marcante nas fitas dentre as quais participa. Não foi preciso aqui, pois se trata de um ótimo filme, embora a sua presença seja crucial.
Já Lee Horsley, que dá vida ao herói, possui trejeitos que me lembram muito o grande Errol Flynn. Demasiado canastrão que sabe se impor em cena, inclusive a semelhança física entre os dois reforça esses devaneios meus...
Alguns dos pontos de maior relevância, entretanto, são os efeitos especiais e maquiagem. Logo no início, na caverna onde Cromwell ressuscita, há uma parede de rostos que adorna a tumba do feiticeiro cuja concepção visual é muito interessante. O próprio Xusia é um ser repugnante com um aspecto monstruoso bem legal. Brilhante também a trilha sonora David Whitaker e a fotografia de Joseph Mangine que realçam muito bem a atmosfera das locações e ambientações.
Podemos dizer que Albert Pyun iniciou a carreira com o pé direito. Teve liberdade total para ousar, possuía muita gente boa trabalhando na produção e parte técnica, um excelente ator como Richard Lynch no elenco e não desperdiçou a oportunidade de realizar um belíssimo filme. Uma pena que seus trabalhos seguintes não tiveram a mesma repercussão. Mas há quem goste. Eu estou aguardando ansiosamente por cada filme. Existem pelo menos quatro previstos para serem lançados este ano, incluindo TALES OF ANCIENT EMPIRE, sequência de THE SWORD AND SORCERER que estava nos planos dos produtores desde aquela época...
28.1.10
25.1.10
MANSÃO DO TERROR, aka O POÇO E O PÊNDULO (Pit and the Pendulum, 1961), de Roger Corman
Mas O POÇO E O PÊNDULO também é uma autêntica obra de arte do terror clássico dirigido magistralmente pelo mestre Roger Corman. Desses filmes que chega a bater uma tristeza e nos faz refletir o que aconteceu com o gênero... Por que não se filma mais com tanta elegância, beleza e atmosfera? Claro que existem ótimos casos que ainda salvam atualmente, mas de uma maneira geral o plano mais insignificante de um filme do Corman humilha qualquer coisa do gênero produzida por um grande estúdio americano nos últimos anos.
A trama central levanta questões sobre catalepsia e o pavor do enterro precoce, tema explorado com mais ênfase em seu filme seguinte, PREMATURE BURIAL, estrelado por Ray Miland (acredito que A QUEDA DA CASA DE USHER também tenha, mas ainda não assisti). O jovem Francis (John Kerr) chega ao castelo de Don Nicholas Medina (novamente Vincent Price) em busca de respostas sobre a recente morte de sua irmã, esposa de Medina. Francis desconfia bastante de seu cunhado, mas uma vez que a trama revela o passado de Nicholas, em sequências alucinatórias bem interessantes, Francis passa a tomar conhecimento dos mais profundos medos de Medina, que acredita piamente que sua mulher foi enterrada viva.
O tormento por esse pensamento persegue Don Medina desde pequeno, quando viu seu pai, um entusiasta da inquisição espanhola que possuía sua própria câmara de tortura no porão do castelo, praticando o hobby em sua mãe, deixando-a viva somente para poder enterrá-la ainda naquele estado.
Vincent Price está sublime, mais uma vez, interpretando Nicholas Medina, um personagem ambíguo e de transformações radicais e que já se tornou elemento essencial na composição do estilo de Corman, juntamente com o visual caprichado e a atmosfera densa. Outro grande destaque é a presença expressiva da musa do horror, Barbara Steele, no papel de Elizabeth, mulher de Medina. Todos esses elementos ajustados num clímax de tirar o fôlego, quando o vilão da estória finalmente utiliza-se do famoso pêndulo cortante que desce gradativamente até partir ao meio a sua vítima amarrada logo abaixo, possibilitam ao filme tornar-se digno de antologia.
23.1.10
RANGERS (2000), de Jim Wynorski
Sendo assim, prefiro sossegar no meu confortável sofá, degustar de um bom inebriante e colocar na agulha uma tralha do nível de RANGERS, filme onde um roteiro cretino é mero detalhe, os atores são péssimos, as situações são forçadas e o resultado é ruim de doer! Ao menos não possui pretensão alguma e cumpre muito bem o papel ao qual foi designado: servir de diversão aos fanáticos por tosqueiras de baixo orçamento.
O filme é mais uma proeza do Jim Wynorski, discípulo de Roger Corman que apareceu com seus primeiros filmes nos anos 80 e não parou mais, possuindo atualmente 79 filmes catalogados no imdb, mas como nem o famoso site consegue acompanhar o ritmo desses caras, aposto que o número deve ser um pouco mais alto... principalmente quando se trata de pessoas que adora um pseudônimo, como é o caso de Jim. Em RANGERS ele assina como Jay Andrews. Costumo dizer que Jim Wynorski e Fred Olen Ray são Joe D’Amato e Jess Franco da nossa geração em termos de quantidade produtiva. Os filmes desses dois, somados, daria mais de 200 filmes de qualidade duvidosa para serem saboreados.
Jim ainda possui a façanha de ser considerado o mestre do “stock footage cinema”, como diz o meu amigo Osvaldo Neto. Ou seja, para que gastar um dinheirão filmando determinadas cenas se todas elas já foram filmadas por outras pessoas? Então não é novidade a inserção na montagem de cenas de multidões, explosões, aviões e helicópteros pertencentes a outros filmes. No caso de RANGERS, Wynorski pegou pesado! O sujeito catou sequências inteiras de INVASÃO USA, de Joseph Zito, estrelado por Chuck Norris, de 1985, para serem implantadas à narrativa na maior cara de pau!!!
A trama envolve um grupo de agentes especiais do governo americano que inicia o filme numa missão no Oriente Médio. O objetivo é capturar Hadad (Edouard Saad), um terrorista que possui a cabeça a prêmio. Só que a missão dá errado, traições acontecem, reviravoltas e mistérios super criativos para não deixar o espectador bocejando (e isso em menos de 10 minutos), tudo porque há uma jogada intrigante por parte do governo americano e da CIA para eliminar seus próprios agentes, fortalecer suas relações com os terroristas e obterem petróleo de uma forma mais fácil. É, a trama é barra pesada!
Os agentes, liderados por Broughten (Matt McCoy), conseguem escapar levando Hadad como prisioneiro, mas acabam deixando pra trás o oficial Shannon (Glenn Plummer), que dá um jeito de se acertar com os terroristas prometendo Hadad de volta e aproveita para bolar seu plano para se vingar daqueles que armaram contra ele. É aí que entram em cena os enxertos de INVASÃO USA, já que os terroristas árabes invadem o país com a ajuda de Shannon para libertar seu líder. Mas, peraê, os terroristas do filme de Chuck Norris não eram árabes... ok, isso também não importa, mas é de rolar de rir com o resultado.
A sequência de ação final de INVASÃO USA na qual os terroristas enfrentam o exército americano nas ruas da cidade foi inserida TOTALMENTE em RANGERS. Existem várias outras cenas roubadas, é impressionante. Mas o melhor de tudo ainda está por vir.
O duelo final entre Broughten e Shannon é inevitável. O segundo foge do primeiro, pega o primeiro ônibus estacionado que encontra e foge dirigindo. Broughten para um outro ônibus, tira o motorista de dentro e inicia a perseguição pela cidade movimentada. Aposto que os mais nostálgicos e fissurados por cinema de ação já sacaram. Que filme acontece uma perseguição de ônibus no meio do trânsito entre o vilão e o mocinho no final? Acertou quem disse INFERNO VERMELHO, de Walter Hill, estrelado pelo Arnoldão. E vocês acham que o malandríssimo Wynorski iria filmar uma sequência como essa? É óbvio que não! E tome mais enxertos na cara dura!
Para completar a diversão, não deixe de reparar os furos de roteiro, cortesia do fiel colaborador de Wynorski, Steve Latshaw, diálogos impagáveis, a sombra da câmera aparecendo diversas vezes dentro do quadro, as expressões faciais do protagonista Matt McCoy, disputando com Dartanyan Edmonds, Glenn Plummer ou Rene Rivera quem tem a atuação mais ridícula. Alguém consegue me explicar como um sujeito sendo perseguido de carro consegue acertar um tiro no vidro de trás do outro carro que está na sua cola sem acertar o vidro da frente? Na cabeça desse picaretas tudo é possível!
22.1.10
Filmes recentes...
Assisti também a BLACK DYNAMITE, que é uma delícia de filme e merecia um post a parte. Fica a recomendação. 500 DIAS COM ELA tive que ver com a patroa, não faz muito o meu gênero, mas é bem simpático. Mas um filme que quase me colocou de joelhos foi HARRY BROWN, do estretante Daniel Barber, uma investida séria e bastante atual ao subgênero “Vigilante”, no melhor estilo de DESEJO DE MATAR, estrelado por Michael Caine, magnífico como o protagonista vingador que resolve pegar pesado com os meliantes de seu bairro após assassinarem seu único e velho amigo. Caine demonstra que não perdeu a intensidade como cabra durão apesar da idade, como fazia nos anos 70 com atitude e estilo. Certo, o filme não é nenhuma obra prima e perde muito de sua força à medida que caminha para o final, mas basta sua primeira metade para colocá-lo entre os melhores visto (até agora).
20.1.10
PIRANHA 3D - imagens e trailer
Algumas imagens bem interessantes dos sets de PIRANHA 3D, novo filme dirigido por Alexandre Aja e que está para sair este ano. Estou ansioso por este aqui.
19.1.10
CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B
Gênios ou loucos? Aproveitadores ou revolucionários? Conheça a história de homens e mulheres que não desfilaram pelos tapetes vermelhos de Hollywood. Personagens que escreveram a história do cinema por linhas tortas, pavimentando o caminho para as grandes produções. Nomes como Roger Corman, Russ Meyer, Mario Bava, Terence Fisher e Jess Franco, que abriram passagens, quebraram tabus e tornaram-se mitos, influenciando até hoje cineastas da estirpe de Tim Burton e Quentin Tarantino.
O Cemitério perdido dos Filmes B traça um panorama do Cinema de baixo orçamento através das resenhas de 120 produções de diversos gêneros. Um retrato honesto e divertido dos heróis não celebrados da Sétima Arte.
HAMMER HORROR, GIALLO, POLIZIESCO, NAZI-EXPLOITATION, BLAXPLOITATION, SPAGHETTI WESTERN, SCI-FI...
Tudo isso e muito mais, em breve no Cemitério perdido dos Filmes B. À venda a partir do dia 3 de Fevereiro de 2010 através do e-mail sartanawest@ig.com.br. Nas melhores livrarias do Brasil em Março.
Preço promocional de venda por e-mail: R$ 22,00 (+ envio)
ISBN: 978-85-7961-040-0
TÍTULO: CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B
AUTOR: CÉSAR ALMEIDA
EDIÇÃO: 1
LOCAL DE EDIÇÃO: RIO DE JANEIRO
PÁGINAS: 294
EDITORA: MULTIFOCO
César Augusto Oliveira de Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Em 2008 participou do livro "68 - História e Cinema" (EST Edições) com um artigo sobre o filme "A noite dos mortos vivos", escrito em parceria com o especialista em História Contemporânea Paulo Guadagnin. Atua também na ficção, tendo contos publicados nas antologias “Dias contados – Contos sobre o fim do mundo” (Andross Editora) e “Draculea – O livro secreto dos vampiros” (All Print Editora). Você pode conhecer os trabalhos de César Almeida visitando seus blogs B Movie Box Car Blues, e Sono da Razão.
http://bmovieblues.blogspot.com/
http://sonorazao.blogspot.com/
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AUTOR: CÉSAR ALMEIDA
EDIÇÃO: 1
LOCAL DE EDIÇÃO: RIO DE JANEIRO
PÁGINAS: 294
EDITORA: MULTIFOCO
César Augusto Oliveira de Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Em 2008 participou do livro "68 - História e Cinema" (EST Edições) com um artigo sobre o filme "A noite dos mortos vivos", escrito em parceria com o especialista em História Contemporânea Paulo Guadagnin. Atua também na ficção, tendo contos publicados nas antologias “Dias contados – Contos sobre o fim do mundo” (Andross Editora) e “Draculea – O livro secreto dos vampiros” (All Print Editora). Você pode conhecer os trabalhos de César Almeida visitando seus blogs B Movie Box Car Blues, e Sono da Razão.
http://bmovieblues.blogspot.com/
http://sonorazao.blogspot.com/
16.1.10
PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR (The Funhouse, 1981), de Tobe Hooper
O filme ainda é muito bom, embora a narrativa seja um pouco lenta demais para o padrão, mas é um slasher elegante que merece ser celebrado. Na abertura Hooper cita PSICOSE, de Hitchcock, e HALLOWEEN, de John Carpenter, de maneira muito divertida. O filme se passa num parque de diversões onde um grupo de adolescentes fica preso e a mercê de uma criatura bizarra (concebida pelo genial maquiador Rick Baker).
Tobe Hooper, taí um bom nome para iniciar uma peregrinação... rever alguns filmes, assistir o que ainda não vi... o problema é que sou desorganizado demais e nunca consigo ir até o fim.
13.1.10
BIOHAZARD (1985), Fred Olen Ray
Às vezes prefiro sentar no sofá e desfrutar uma porcaria sem pretensão alguma, realizado sem orçamento, como é o caso de BIOHZARD, do que ir ao cinema ver esses filmes que se levam a sério, superproduções das quais foram investidos rios de dinheiro, mas não chegam aos pés de tranqueiras que não possuem preocupação em atrair um grande público ou ganhar o Oscar de efeitos especiais (nada contra a este tipo de filme também).
BIOHAZARD é um charme! Não são poucas as vezes que aparece um microfone nos cantos da tela, ou então algum assistente de produção querendo fazer um ponta onde não devia, entre outros momento de rachar o bico. Se há algum elemento de qualidade é o trabalho de maquiagem de Jon McCallum. O próprio Fred é maquiador, mas prefere deixar nas mãos de pessoas mais competentes este serviço fascinante e o resultado aqui é muito bacana.
Segundo o próprio diretor, BIOHAZARD é uma espécie de episódio da série de TV Outer Limits combinado com bastante gore em efeitos de maquiagem. O filme é sobre uma experiência em um laboratório que dá errado, liberando uma criatura de outro mundo que causa o terror na cidadezinha onde o filme se passa. Genial a cena em que um mendigo pendura um pôster do filme ET, do Spielberg, encontrada no lixo, e a criatura, na primeira oportunidade que tem, rasga e pisa em cima! hahaha
A criatura, só para constar, tem o tamanho de um garoto de cinco anos. Na verdade, quem estava dentro da fantasia era realmente um garoto de cinco anos, o filho de Fred, segundo me informou o Osvaldo Neto, maior especialista em Fred Olen Ray e Jim Wynorski que eu conheço. No elenco, um bando de desconhecidos que devem ser amigos do diretor, exceto a exuberante Angelique Pettyjohn, já velha conhecida desde os produtos B do fim dos anos 60. Tenho certeza que os cuecas de plantão vão gostar de algumas cenas com ela exibindo seus belos atributos mamários...
INVICTUS (2009), de Clint Eastwood
Sem contar que Morgan Freeman deve ser parente do Mandela. Impressionante a construção de personagem. Matt Damon também está ótimo e o velho Clintão filma bem pra burro! Mesmo sendo um trabalho menor, fica difícil não se curvar perante o talento desse sujeito que coloca muito diretor neófito de plantão no chinelo!
12.1.10
GOTHIC (1986), Ken Russel
A trama pode ser resumida como um exercício de terror surrealista ao estilo de Buñuel e Jodorowsky, especialmente nos últimos 20 minutos, ou trata-se, na verdade, sobre cinco pessoas que passam por maus bocados numa mansão isolada em uma ilha, tomando as drogas da época e tendo os mais diversos delírios causados pelos entorpecentes, tudo impresso sob o olhar apurado do diretor, evocando, sobretudo, elementos religiosos, algo que se não estou enganado, tem grande peso no repertório de temas de Russel.
A imagem que ilustra o post, da cena em que o famoso quadro de Fussli é recriada, é só pra dar um gostinho para quem ainda não viu. É um dos momentos mais perturbadores e geniais de GOTHIC, que ainda possui muitas outras sequências interessantes, lindamente compostas e com bastante clima.
Outra coisa que me chama atenção é o contexto da trama. Temos alguns personagens ilustres por aqui, como o poeta melancólico Lord Byron, o anfitrião da mansão, interpretado por Gabriel Byrne, e seus convidados, dos quais está o casal Shelley, cuja parte feminina, Mary (Natasha Richardson) viria a escrever seu famoso romance, Frankenstein. Seu marido é encarnado pelo canastrão Julian Sands e Timothy Spall, ainda novo, faz o papel do médico do poeta. Belo filme.
11.1.10
10.1.10
UNIVERSAL SOLDIER: REGENERATION (2009), de John Hyams
O segundo filme da série é uma porcaria que não deveria ter saído do papel. Já este derradeiro é diversão garantida com altas sequências de ação muito bem dirigidas por John Hyams, filho do diretor Peter Hyams (trabalhando aqui como diretor de fotografia). Lá pelas tantas, há um plano sequencia muito bem realizado demonstrando que o diretor possui um certo talento pra coisa, com Van Damme em um corredor estreito matando geral os terroristas sem piedade alguma, com uma brutalidade pulsante, com a camera indo e vindo e o ator num trabalho intenso... a típica cena que Van Damme reclamou em JCVD que estava velho demais para fazer.
A trama, que eu até agora não contei (e também não faz muita diferença) é tão frágil que poderia prejudicar o filme facilmente, e se resume num grupo de terrorista na Ucrânia, nas instalações da usina nuclear de Chernobyl, com um objetivo besta qualquer, o qual sequestra os filhos do presidente e promete mandar tudo pelos ares. O problema é que eles possuem um soldado especial que vale por 100 homens, interpretado pelo lutador de Vale Tudo Andrei Arlovski. Quem já viu o primeiro filme sabe o quero dizer com “soldado especial” e eu não preciso ficar explicando. Se você ainda não viu, assista e vai entender. Todas as tentativas dos "mocinhos" são frustradas porque nenhum exército aguenta com o homem.
8.1.10
THE KLANSMAN (1974), de Terrence Young
THE KLANSMAN é um filme interessante, desses que ninguém teria coragem de realizar hoje dentro de um estúdio americano, uma fábula cruel e violenta sobre racismo.
Além de Lee Marvin, que está sempre perfeito em tudo que faz, temos também o britânico Richard Burton encabeçando o elenco. Dizem as colunas de fofocas que os dois bebiam todo tempo enquanto filmavam. Burton teve que parar em uma clínica para tratar do alcoolismo assim que as filmagens terminaram. O elenco se completa com o grande Cameron Mitchell, outro ator subestimado, e O.J. Simpson, aquele ex-jogador de futebol americano acusado de ter assassinado sua ex-mulher. Mas muitos se lembram dele como o policial Nordberg de CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ.
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