Mostrando postagens com marcador sexploitation. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexploitation. Mostrar todas as postagens
29.8.13
THE BIG SWITCH (1968)
O primeiro filme dirigido pelo britânico Pete Walker começa com uma negrona biscoituda fazendo um strip tease num clube. Aliás, o que não falta em THE BIG SWITCH, nos seus quase 80 minutos, são mulheres tirando a roupa sem muita dificuldade. Walker é mais conhecido pelos exemplares de horror que realizou nos anos setenta, como FRIGHTMARE e SCHIZO, mas neste início de carreira o seu tema principal eram seios desnudos balançando na tela em thrillers policiais. No caso de THE BIG SWITCH, um playboy londrino chamado John Carter é implicado no assassinato de uma loura que ele queria comer. E por conta disso, acaba se envolvendo com o submundo do crime, sendo chantageado e etc... e a cada situação, dá-lhe mulheres com peitos de fora.
Dizem que Walker começou a escrever o roteiro de THE BIG SWITCH pela manhã e terminou na tarde do mesmo dia. Se é que podemos chamar o que temos aqui de roteiro. As filmagens demoraram menos de uma semana e tudo isso reflete no filme, que é cheio de atuações ruins (Sebastian Breaks que faz o protagonista é um tremendo canastrão), e uma direção desleixada, sem ritmo, com poucos momentos de criatividade. Então, o filme é uma porcaria? Diria que sim, mas é assistível pela quantidade de peitos, é tão curto que não dá tempo de se chatear e vale pela curiosidade de conhecer os primórdios do cinema desse diretor peculiar.
22.9.09
Reaproveitamento...
Dois textinhos antigos, que foram utilizados numa outra oportunidade, achei jogado num canto do meu computador, resolvi reaproveitá-los...
IMAGENS DE UM CONVENTO (Immagini di un Convento, 1979), de Joe D'Amato
IMAGENS DE UM CONVENTO não fica atrás, além de ter todos os elementos perturbadores que fazem parte do catálogo de D’Amato, ainda possui um roteiro interessante e uma fotografia trabalhada, obviamente dentro dos padrões financeiros da produção, já que seria difícil arranjar alguma grande companhia para financiar um filme que profana os conceitos da igreja católica, mostrando freiras sedentas de sexo, muita sacanagem e uma cena de estupro com sexo explícito.
Tudo isso e mais um pouco, tornam IMANGENS DE UM CONVENTO um dos nunsploitation's dos mais subversivos e um dos melhores trabalhos do diretor italiano que nunca se preocupou em criar o choque visual, nem que seja pela violência extrema como em BUIO OMEGA, ANTROPOPHAGUS, ou pelo erotismo e sexo explícito como PORNÔ HOLOCAUSTO, EMANUELLE NA AMÉRICA, e muitos outros.
MACUMBA SEXUAL (1983), de Jess Franco
11.6.09
VAMPYROS LESBOS (1971), de Jess Franco
Em 1971, o prolífico diretor Jess Franco realizou a sua versão do Conde Drácula, com Christopher Lee interpretando mais uma vez o papel do famoso vampiro. Naquele mesmo ano, não satisfeito em apenas contar a tradicional estória do célebre personagem, que, aliás, já estava bem desgastada com as tantas versões para o cinema, Franco resolveu botar a cuca para trabalhar e subverteu totalmente o livro de Stoker dando uma roupagem que tivesse mais relação com seu estilo cinematográfico e suas obsessões. Em outras palavras, muita sacanagem, nudez gratuita e psicodelia visual! Estamos falando de VAMPYROS LESBOS!
Neste clássico sexploitation, a estória transcorre no tempo presente (inicio da década de setenta, para ser mais exato), o obscuro conde Drácula se transforma em uma belíssima condessa, interpretada pela musa espanhola Soledad Miranda, que na época do lançamento do filme, já havia batido as botas, ainda muito nova, num acidente de carro. Renfield dá lugar a uma histérica senhorita num manicômio (Heidrun Kussin), o doutor/caçador de vampiros Van Helsing, não passa de um médico sem muita expressão (a não ser por lembrar um bocado o James Stewart bem velho), e por aí vai...
A trama, eu imagino, quase todos conhecem, mas Franco deu uma adaptada considerável ao seu gosto peculiar: Linda (Ewa Strömberg) e seu namorado Omar (Andrés Monales, aka Victor Feldman) vão a um Night Club onde acontece a apresentação erótica de uma misteriosa mulher, algo que impressiona extremamente a moça, que passa a ter pesadelos com a atriz performática.
Após alguns dias, Linda, que é, óbvio, agente imobiliária, vai a uma ilha à trabalho para acertar a papelada de uma compra de propriedade com a Condessa Nadine (Miranda), que, vejam só, se trata da mesma mulher dos sonhos! Que surpresa... Bom, o que Linda não sabe, mas o espectador mais espertinho já matou, é que Nadine é uma vampira. A condessa seduz Linda, as duas colocam as aranhas para brigar, e terminam com a mordida no pescoço.
A trama prossegue por este caminho, sempre abusando da nudez de suas atrizes, que é algo positivo, mas sempre num ritmo lento, quase parando, e a câmera do Franco em constantes zoons sem sentido e cansativos, mas que acabaram fazendo parte de seu estilo de filmar. Algumas cenas são muito bem elaboradas visualmente, como as apresentações no Club, com a Miranda exibindo toda graça e beleza, e ajuda um pouco a compensar as terríveis atuações, diálogos medíocres e a dificuldade de empurrar a estória cheia de furos e erros desta versão fajuta que o Franco criou, apenas para mostrar umas mulheres nuas se esfregando.
E deixo isso bem claro, porque VAMPYROS LESBOS é o típico filme para os fãs do sujeito que sabem enxergar que até uma tralha velha como esta aqui possui seu valor artístico. O próprio Franco é um diretor muito mais odiado que admirado, e isso é uma pena, porque entre seus duzentos filmes, dá para encontrar alguns realmente muito bons! E pelo amor de Deus, com duzentos filmes tem que ter algo que presta!
A trama, eu imagino, quase todos conhecem, mas Franco deu uma adaptada considerável ao seu gosto peculiar: Linda (Ewa Strömberg) e seu namorado Omar (Andrés Monales, aka Victor Feldman) vão a um Night Club onde acontece a apresentação erótica de uma misteriosa mulher, algo que impressiona extremamente a moça, que passa a ter pesadelos com a atriz performática.
3.11.08
PORNO HOLOCAUST (1981), de Joe D'Amato
No início da década de oitenta, o diretor italiano Joe D’Amato realizou alguns filmes sob o sol do Caribe e ficou conhecida como a sua fase caribenha (bem criativo). Como sempre, a “agenda lotada” do diretor fez com que ele filmasse vários filmes ao mesmo tempo, seguindo a risca o lema “quanto mais, melhor” e com Porno Holocaust não foi diferente. Realizado junto com Erotic Nights of Livind Deads, D’Amato aproveita-se do mesmo elenco, das mesmas locações e quase o mesmo tema para criar uma obra que mistura sexo explícito com horror.
Mas o roteiro e o seu tema não importam tanto. A trama é risível e provavelmente só existe porque D’Amato ainda não queria se dedicar ao pornô absoluto de seus últimos filmes. Deveria haver uma história que pudesse intercalar uma cena de sexo com outra, sendo assim, o filme trata de um grupo de cientistas (um deles interpretado pelo grande George Eastman, embora não participe de nenhuma cena de sexo) que acaba numa ilha para estudar os danos causados por uma radiação, e eis que surge um mutante deformado meio zumbi que inicia uma onda de mortes na tal ilha, e que serve apenas para criar o elemento horror, mas acaba gerando não mais que gargalhadas.
Não dá pra levar a sério um mutante com aquela maquiagem, mas é divertido acompanhar seus ataques repentinos que permitem boas doses de gore, além de seus ataques tarados contra as mulheres. Mas a diversão não para por aí, ainda temos as tórridas cenas de sexo explícito e que, ironicamente, é onde a direção de D’Amato se sai melhor em Porno Holocausto. A cena onde duas mulheres colocam as aranhas pra brigar num tronco à beira da praia é extremamente bem filmada aproveitando-se da iluminação natural e da beleza das praias caribenhas.

Mas o roteiro e o seu tema não importam tanto. A trama é risível e provavelmente só existe porque D’Amato ainda não queria se dedicar ao pornô absoluto de seus últimos filmes. Deveria haver uma história que pudesse intercalar uma cena de sexo com outra, sendo assim, o filme trata de um grupo de cientistas (um deles interpretado pelo grande George Eastman, embora não participe de nenhuma cena de sexo) que acaba numa ilha para estudar os danos causados por uma radiação, e eis que surge um mutante deformado meio zumbi que inicia uma onda de mortes na tal ilha, e que serve apenas para criar o elemento horror, mas acaba gerando não mais que gargalhadas.
Não dá pra levar a sério um mutante com aquela maquiagem, mas é divertido acompanhar seus ataques repentinos que permitem boas doses de gore, além de seus ataques tarados contra as mulheres. Mas a diversão não para por aí, ainda temos as tórridas cenas de sexo explícito e que, ironicamente, é onde a direção de D’Amato se sai melhor em Porno Holocausto. A cena onde duas mulheres colocam as aranhas pra brigar num tronco à beira da praia é extremamente bem filmada aproveitando-se da iluminação natural e da beleza das praias caribenhas.
24.10.08
EMANUELLE IN AMERICA (1977), de Joe D'Amato
Quando se fala em Emanuelle, muita gente vai se lembrar da famosa série erótica onde a personagem infestava as mentes dos pré-adolescentes que ficavam até altas horas das madrugadas de sábado para assistir o Cine Privé da Band. Bons tempos aqueles, mas não é exatamente desta Emanuelle que hoje vamos falar, mas sim, da misteriosa e sensual Black Emanuelle vivida pela musa Laura Gemser, que encarnou a personagem pela primeira vez no filme Emanuelle Nera, de Bitto Albertini.
Com o passar dos anos, vários diretores utilizaram a personagem em seus filmes, e sempre com Gemser interpretando seu papel e nem exigia muito dela. Laura Gemser tinha uma beleza exótica magnífica e explodia em sensualidade. Bastava tirar a roupa e dizer as falas que os enquadramentos dos planos e uma ótima fotografia ficavam a cargo de um resultado satisfatório. O nosso famigerado Joe D’Amato foi um desses diretores que trabalhou com a personagem em diversos filmes, inclusive tomou Laura Gemser como musa nos mais variados tipos de produção.
Emanuelle in América é um dos melhores exemplos desta parceria entre D’Amato e Gemser. A história gira em torno de uma repórter que investiga o submundo do sexo entre milionários excêntricos até se encontrar no meio do perigoso universo dos snuff movies (filmes que mostram assassinatos reais de seus intérpretes). A trama se passa com certa lentidão, onde temos muitas cenas de nudez e sexo entre as investigações. Vale lembrar que algumas cenas são de sexo explícito (sem a Gemser, óbvio), detalhe que faz parte de uma das principais características de D’Amato, sempre em busca do choque visual, misturando tais cenas com tramas de suspense ou terror, como em Porno Holocausto e Erotic Nights of Living Deads, por exemplo.
D’Amato chega a filmar uma mulher excitando um cavalo em uma reuniãozinha dos milionários (da mesma forma que fez em sua versão de Calígula), embora não mostre o ato sexual da mulher x cavalo, é um dos momentos mais impressionantes do filme junto, é claro, com as famosas cenas de snuff movie, que são de um realismo extraordinário e causou muita polêmica na época. Foi quando surgiu a lendária história que D’Amato havia conseguido cenas de Snuff com a máfia russa! Genial!

Com o passar dos anos, vários diretores utilizaram a personagem em seus filmes, e sempre com Gemser interpretando seu papel e nem exigia muito dela. Laura Gemser tinha uma beleza exótica magnífica e explodia em sensualidade. Bastava tirar a roupa e dizer as falas que os enquadramentos dos planos e uma ótima fotografia ficavam a cargo de um resultado satisfatório. O nosso famigerado Joe D’Amato foi um desses diretores que trabalhou com a personagem em diversos filmes, inclusive tomou Laura Gemser como musa nos mais variados tipos de produção.
D’Amato chega a filmar uma mulher excitando um cavalo em uma reuniãozinha dos milionários (da mesma forma que fez em sua versão de Calígula), embora não mostre o ato sexual da mulher x cavalo, é um dos momentos mais impressionantes do filme junto, é claro, com as famosas cenas de snuff movie, que são de um realismo extraordinário e causou muita polêmica na época. Foi quando surgiu a lendária história que D’Amato havia conseguido cenas de Snuff com a máfia russa! Genial!
Assinar:
Postagens (Atom)