ESSENTIAL KILLING, a grosso modo, é um belo exemplar de “filme de fugitivo”, estilo RAMBO e CAÇADO, só que mais realista (embora eu prefira estes dois que eu citei). O protagonista não é nenhum especialista em sobrevivência na floresta ou ex-boina verde altamente treinado para qualquer tipo de situação. O filme trata o personagem como um sujeito comum para este tipo de situação extrema, agindo por extinto para sobreviver e não ser preso, e conta com uma puta atuação do Vincet Galo, que passa o filme inteiro por maus bocados, sendo torurado, sentindo frio, cansaço, pisando em armadilhas para animais, fazendo uma dieta à base de formigas vivas e até casca de árvore, que delícia! E tudo isso sem dizer uma palavra o filme inteiro. É tudo no olhar e na expressão... uma coisa absurdamente fantástica.
Uma das coisas que mais me impressiona é a frieza do veterano diretor polonês Jerzy Skolimowski. O sujeito é um mestre e sabe das coisas. Faz um filme de ação, físico pra cacete, totalmente anticlimático. Fica uma atmosfera pesada e perturbadora, uma mistura de realismo com pesadelo que parece não acabar nunca, e olha que o filme não chega a 80 minutos… é incrível como existem poucos diretores com inteligência e talento pra levar um filme desse, que é tão simples e ao mesmo tempo tão poderoso...
Este texto já não deve está fazendo muito sentido, estou escrevendo meio no calor do momento. Mas é um filme que realmente mexe comigo, mesmo com toda a expectativa acumulada, com várias pessoas elogiando. É o tipo de obra que você precisa ver com os próprios olhos pra sentir toda a sua força.