Mas chega de papo e vamos ao que interessa! Estamos no período da depressão americana, temos a Lei Seca, assalto à bancos, tiroteios à rodo com Tommy Gun’s cuspindo fogo e Angie Dickinson peladona! Precisa de mais alguma coisa para BIG BAD MAMA ficar melhor? Ah, claro, a presença hilária de Dick Miller, que não aparece mais que o habitual nas produções de Roger Corman, mas sua participação foi bem distribuida ao longo do filme. Ele interpreta o policial durão que vive pelas estradas atrás da Big Mama do título e sua gangue. Sempre que está prestes a concluir sua missão, algo dá errado e suas reações são, no mínimo, de rachar o bico! Não tem como não ser fã desse eterno coadjuvante...
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28.9.11
BIG BAD MAMA (1974)
Mas chega de papo e vamos ao que interessa! Estamos no período da depressão americana, temos a Lei Seca, assalto à bancos, tiroteios à rodo com Tommy Gun’s cuspindo fogo e Angie Dickinson peladona! Precisa de mais alguma coisa para BIG BAD MAMA ficar melhor? Ah, claro, a presença hilária de Dick Miller, que não aparece mais que o habitual nas produções de Roger Corman, mas sua participação foi bem distribuida ao longo do filme. Ele interpreta o policial durão que vive pelas estradas atrás da Big Mama do título e sua gangue. Sempre que está prestes a concluir sua missão, algo dá errado e suas reações são, no mínimo, de rachar o bico! Não tem como não ser fã desse eterno coadjuvante...
31.8.09
RESPOSTA ARMADA (Armed Response, 1986), de Fred Olen Ray
18.7.09
A BUCKET OF BLOOD (1959) & PREMATURE BURIAL (1962), de Roger Corman
O primeiro foi A BUCKET OF BLOOD, uma pequena obra prima; dos melhores filmes do Corman que eu já tive o prazer de assistir. Trata-se de uma comédia de humor negro inteligente numa trama de terror, muito bem elaborada para o tipo de produção, e conta com a presença de Dick Miller, o eterno coadjuvante de centenas de filmes, vivendo aqui o seu grande momento como protagonista.
Na busca pelo reconhecimento artístico, Paisley consegue chamar a atenção do grupo quando aparece com uma escultura de argila com o formato de um gato morto. O que acontece, na verdade, é que ele matou, involuntariamente, o gato do vizinho e teve a idéia de revesti-lo com argila. A obra é um sucesso, mas para manter o status conquistado, Paisley terá que continuar criando e mostrando outras obras. O problema é quando sugerem que ele faça figuras humanas... e em tamanho real... creio que já deu pra sacar qual é do filme, né?
A direção do Corman é, no mínimo, uma aula de como realizar um grande filme com tão pouco. O público nunca sente que está diante de uma produção de baixo orçamento, filmado na correria habitual dos pequenos estúdios de onde saiam vários filmes B em um curto espaço de tempo. Corman filma apenas o essencial, cada plano, corte, sequencia, não poderia ter ficado melhor do que aquilo que é visto na tela. Sem dúvida, um dos filmes mais divertidos que vi nos últimos tempos.
O outro foi PREMATURE BURIAL. Filmado à cores, é um trabalho mais sério do diretor, com uma fotografia caprichada, carregada de elementos atmosféricos e tons fortes bem ao estilo que o Mario Bava fazia em seus filmes nos anos 60, como em BLACK SABBATH, KILL BABY KILL, THE WHIP AND THE BODY, etc.
PREMATURE BURIAL é bacana e também demonstra a desenvoltura de Corman na direção de produções com orçamentos apertados, além do resultado da beleza visual e atmosférica que consegue alcançar. Mas o grande deleite está na presença de Milland, um ator soberbo que ganhou um oscar pelo seu desempenho em FARRAPO HUMANO, de Billy Wilder, mas depois, não me pergunte como, acabou parando nos sets de produções de filmes B. Sua performance aqui é extraordinária e já paga o ingresso.
7.3.09
GRITO DE HORROR (The Howling, 1981), de Joe Dante
Queria escrever sobre WATCHMEN, mas ainda não assisti. Adiei para hoje (sábado). Sei que tem muita gente que já meteu o pau sem assistir e que não gosta do Zack Snyder, etc. Até entendo o ponto de vista, mas eu estou curiosíssimo. Amanhã (domingo) saberemos as minhas impressões. Por enquanto, andei vendo este ótimo filme de lobisomem, dirigido pelo mestre Joe Dante, que havia se reunido mais uma vez com o roteirista de PIRANHAS, John Sayles, para entregar GRITO DE HORROR.
É um filme visionário no campo da licantropia. Até então, os lobisomens eram mostrados no cinema como homens um pouco mais peludos que o normal, com suas roupas rasgadas, os caninos mais afiados e as unhas pontudas. Dante e Sayles, juntamente com uma equipe técnica excelente, desenvolveram umas criaturas monstruosas e inovadoras que devem ter feito muito moleque pedir pra dormir no meio dos pais durante a noite (e ainda por cima assistiram escondidos, já que uma criança não deveria ver esse tipo de filme... brincadeira!).
É que o tema é trabalhado no roteiro de uma maneira bem moderna, inteligente, sensual, séria, com os elementos e a atmosfera do horror sendo mantidas ao longo de toda duração, diferente da abordagem de John Landis em UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES, que foi rodado no mesmo ano e mistura comédia de humor negro na salada.
Na verdade, os dois filmes são tão diferentes que fazer comparações seria algo estúpido, a não ser é claro nos quesitos técnicos em que ambos são sensacionais, especialmente a transformação dos condenados em lobisomens. A do filme de Landis, feita por Ricky Baker é genial em todos os sentidos, mas a de GRITO DE HORROR, por Rob Bottin (de THE THING, do Carpenter), é muito mais sombria e assustadora, assim como o filme todo é, em comparação estúpida com o do Landis.
Baker até chegou a trabalhar em GRITO DE HORROR, mas quando Landis disse que iria fazer o seu, ele trocou de time. Mas foi bom pra mostrar que existiam outros mestres dos efeitos especiais à moda antiga tão competentes quanto o Baker. A cena em que mostra todos os detalhes da transformação do lobisomem, com aquela luz maravilhosa e expressionista sob os acordes de Pino Donaggio, é uma coisa linda e perturbadora! E a protagonista lá estática e assustada vendo aquilo tudo acontecer lentamente... por que diabos ela não saiu correndo?
É o tipo de pergunta que não se deve fazer e que guarda a essência de toda essa era do cinema de horror americano...
OBS 1: GRITOS DE HORROR tem um elenco bem legal composto de gente do calibre de John Carradine e Dick Miller em papéis especiais e algumas aparições que valem a pena procurar enquanto se assiste, como Forrest J. Ackerman, Roger Corman e o roteirista John Sayles.
OBS 2: Observação estúpida, mas eu particularmente prefiro UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES...
É um filme visionário no campo da licantropia. Até então, os lobisomens eram mostrados no cinema como homens um pouco mais peludos que o normal, com suas roupas rasgadas, os caninos mais afiados e as unhas pontudas. Dante e Sayles, juntamente com uma equipe técnica excelente, desenvolveram umas criaturas monstruosas e inovadoras que devem ter feito muito moleque pedir pra dormir no meio dos pais durante a noite (e ainda por cima assistiram escondidos, já que uma criança não deveria ver esse tipo de filme... brincadeira!).
Na verdade, os dois filmes são tão diferentes que fazer comparações seria algo estúpido, a não ser é claro nos quesitos técnicos em que ambos são sensacionais, especialmente a transformação dos condenados em lobisomens. A do filme de Landis, feita por Ricky Baker é genial em todos os sentidos, mas a de GRITO DE HORROR, por Rob Bottin (de THE THING, do Carpenter), é muito mais sombria e assustadora, assim como o filme todo é, em comparação estúpida com o do Landis.
É o tipo de pergunta que não se deve fazer e que guarda a essência de toda essa era do cinema de horror americano...
OBS 1: GRITOS DE HORROR tem um elenco bem legal composto de gente do calibre de John Carradine e Dick Miller em papéis especiais e algumas aparições que valem a pena procurar enquanto se assiste, como Forrest J. Ackerman, Roger Corman e o roteirista John Sayles.
OBS 2: Observação estúpida, mas eu particularmente prefiro UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES...
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