Este é daqueles filmes que eu não faço idéia de como e porquê parei para assistir. Mas deve ter sido por causa do Burt Reynolds, esbanjando carisma, em fim de carreira como homem de ação. É umas das poucas coisas que prestam em O VINGADOR, que é dirigido pelo dublê/cineasta Russel Solberg e possui também umas ceninhas de ação mais ou menos e uma pequena dose de nudez. A história possui uma premissa que poderia render, mas descamba para o thriller estilo “Supercine” dos atuais sábados à noite da Globo.
Raven, do título original, é o nome do personagem de Reynolds, o lider de um esquadrão especial secreto do governo americano. O filme começa em uma missão na Bósnia, onde tudo dá errado e quase todos os membros do esquadrão são mortos em combate. Para piorar, os únicos sobreviventes, Raven e Duce (o fortão Matt Battaglia), acabam tedo uma séria discussão durante a fuga, dentro de um helicóptero, causando um acidente e o desaparecimento de Raven.
Um ano depois, Duce vive a vida que eu pedi a Deus: tranquilidade, morando numa bela casa de praia, namorando a Krista Allen… No entanto, algo totalmente inesperado acontece, pegando todo mundo de surpresa! Raven ressurge!!! Nossa! E agora quer se vingar dos seus antigos chefes do governo, além de buscar a metade de um dispositivo explosivo (o motivo da briga no helicóptero) quse encontra com Duce.
Eu alertei ali em cima que o plot de O VINGADOR poderia “render”, não que era bom, original ou algo parecido. Aliás, estamos bem longe disso por aqui. O problema é que quando não há ação, mulheres nuas ou Burt Reynolds (que está ótimo, mas aparece bem menos do que deveria), o filme vira um lixo completo e, infelizmente, não temos nenhum destes três elementos de maneira suficiente para compensar a mediocridade do roteiro. Matt Battaglia, coitado, é o mesmo que escalar uma porta de madeira como ator… Krista Allen também não fica atrás, mas ela não precisa de talento com aquelas curvas maravilhosas e duas cenas quentes e bem à vontade que já dão ao filme algum valor.
Se você for um masoquista experimentado e possui bagagem com tralhas como esta aqui, então recomendo. Caso contrário, não vale o esforço de correr atrás.
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12.2.12
12.12.11
EM NOME DO REI, aka In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale (2007)
Resolvi fazer uma revisão de EM NOME DO REI antes de conferir a continuação, lançada recentemente lá fora no mercado de DVD, estrelado por um dos action heroes favoritos do blog, Dolph Lundgren. Mas mantenham a ansiedade por mais alguns dias, em breve faço o post de EM NOME DO REI 2, que aparentemente não possui qualquer ligação com este aqui. Por enquanto, fiquemos com o filme de 2007 que se revelou uma bela surpresa! Na minha cabeça, era uma tralha ruim de doer, mas divertido à beça pelos motivos errados. Na verdade, continua sendo isso mesmo, mas as suas virtudes se destacaram com mais ênfase dessa vez.
Ok, falar em virtudes num filme do Uwe Boll talvez seja um exagero, mas eu gosto de EM NOME DO REI! A história é simples, os diálogos são de rachar o bico de tão ridículos, tem muita ação, um elenco impressionante de rostos famosos fazendo cara de “que roubada que eu me meti!” e, claro, a direção do alemão maluco, pretensiosa até o talo, achando que está filmando um episódio da série O SENHOR DOS ANÉIS! Porra, Boll, coloque-se no seu lugar! Isso aqui é muito MELHOR que o O SENHOR DOS ANÉIS!!!
Baseado em um jogo de video game, pra variar, a trama é uma típica aventura de fantasia comum, sem nenhuma complexidade, com um Rei precisando defender seu reino de uma mago maléfico e seu exército de Krogs, criaturas semelhantes aos Orcs, abalando a vida de um simples fazendeiro, que entra na situação para se tornar herói, mudar o seu destino e se descobrir como alguém muito mais importante do que esperava. Relevando a desnecessária longa duração, o negócio é meio que desligar o cérebro e embarcar neste universo criado pelo Boll e, naturalmente, observar os sub-astros de Hollywood pagando mico…
| Boll aprova! |
Estes dois últimos merecem um parágrafo à parte. Quando Reynolds surge em cena, vemos um ator deixar claro o quão empolgado ele está por fazer parte do filme. O sujeito mal se mexe na cadeira e cospe as falar com um desânimo subversivo... é de dar pena! A maior parte do tempo, Reynolds fica sentado ou deitado, mas até que participa um pouco de umas sequências de batalha. Aliás, sua participação é até maior do que eu esperava, especialmente depois da primeira aparição, com o olhar de arrependimento, mas louco pra receber o cheque logo e voltar pra casa. Mas a canastrice rola solta mesmo é com Ray Liotta! O sujeito está engraçadíssimo e bem à vontade! Diferente de Reynolds, percebe-se que Liotta se diverte com seu personagem, soltando aquelas gargalhadas que só ele faz... não tem como não se divertir com ele.
Eu só não consigo entender de onde tiraram que o Uwe Boll é, ou foi, o pior diretor do mundo! Tá certo que fez ALONE IN THE DARK e HOUSE OF THE DEAD, mas pera lá! O cara também fez BLOODRAYNE, TUNNEL RATS, POSTAL e outros, que não são obras primas, mas demonstra um diretor com colhões e que sabe o que faz. Existem vários diretorzinhos de estúdios americanos que não chegam aos pés do Boll. São tão sem personalidade que nem são lembrados na hora de apontar o pior diretor da atualidade.
As sequências de guerra e confronto corpo a corpo de EM NOME DO REI, por exemplo, não fazem feio diante das realizadas pelos grandes estúdios. São bem elaboradas e executadas, embora não tenha muito sangue. Mas é realizado à moda antiga e sem frescuras, quase não se vê CGI sendo desperdiçado… No meio da batalha na floresta, há um longo travelling que mostra a extensão da batalha, com vários figurantes e muita noção de espaço e arquitetura de ação. Perto de algumas coisas que vi no cinema nos últimos anos, isso aqui é uma aula de direção.
Vamos ver agora como o Dolph Lundgren se sai sob a direção do Boll. Se for tão divertido quanto este aqui, já fico muito satisfeito.
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