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sexta-feira, 30 de maio de 2014

"and your eyes sparkling"

"and your eyes sparkling"

Eu posso queixar-me, espernear e reclamar que as horas estão sempre em falta.E  depois, recebo um email muito querido, o meu explicando-cheio-de-negativas recebe numa nota acima de 70%, vejo-me quase a conseguir fazer a ponte e a espargata pela primeira vez na vida, ouço as palmas e o "bom trabalho" e percebo que não, eu nunca vou (nem quero) acalmar. :)
Se alguém quiser espreitar, reportagem do teatro de Maio aqui e do festival (com o nosso miniminimi workshop) aqui.

Booooom fim de semana! :)

terça-feira, 20 de maio de 2014

the awesomeness

the awesomeness

Receita para sorrisos em dias cinzentos e chuvosos: 10 minutos no Funny and Happy a lembrar pequenos prazeres. :)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

good people

good people

quarta-feira, 31 de julho de 2013

it always seems impossible...

it always seems impossible...

terça-feira, 16 de julho de 2013

10 anos. 120 meses. 521 semanas. 3654 dias. *

10 anos. 120 meses. 521 semanas. 3654 dias. *

E o tempo passou a voar.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Palavras dos outros: It's all about us, love

 
em às nova no meu blogue
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Façamos

Nós somos o que fazemos. O que não se faz, não existe. Portanto, só existimos nos dias que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos." Padre António Vieira

Almoços de amigos, jantares de amigas. Arrumações. Leituras. Jogos. Gelados. Limpezas. Carinhos. Sorrisos. Conversas. Correcções. Passeios. Mudanças. Visitas. Planos. Coisas boas, coisas más. Façamos.

Bom fim de semana!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

She believed she could*

She believed she could*

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dia Mundial da Poesia

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

sexta-feira, 8 de março de 2013

the perfect way

the perfect way
Bom Fim de Semana!! :)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Scares You?

Scares You?

domingo, 18 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Portugal precisa de colo (ou em "psicologizês": Portugal precisa de validação interna)

«Portugal tem um défice de auto-estima. Portugal quando faz uma coisa bem feita é por "sorte" e usa um mecanismo de atribuição causal externa. E quando faz porcaria," é "claro que já se estava à espera" e "O que é que se podia esperar?", e a causalidade interna impera. 
Nem Freud, neste caso, consegue explicar. Portugal cresceu na CEE com um sentimento de inferioridade. A história da cauda da Europa deu-nos cabo do auto-conceito europeu. Para além de nunca termos ganho um festival da Eurovisão, mas é melhor nem entrarmos por aí. 
O português confundiu cauda com rabo. E por isso anda calimero. (Aqui só para nós, a situação não melhorou quando a Letónia, a Sérvia e o Azerbeijão ganharam o Festival) 
Portugal precisa de festinhas. E colo. E de que as pessoas que cá vivem atribuam causalidade interna às nossas vitórias e externa às derrotas. Portugal precisa de "mães" e "pais" parciais e tendenciosos, babados e orgulhosos, protectores e defensores do seu país, que achem que "o seu filho é o mais bonito da Europa". Só nessa altura, Portugal será a nação valente e imortal que preconiza o hino, confiante e orgulhosa dos seus feitos. 
Só nessa altura notícias como esta servirão para confirmarmos o nosso poder como país e povo e não servirão para nos sentirmos insuflados momentaneamente mas, ainda assim, carentes de reforço positivo por parte dos que são nossos. Porque Portugal não precisa de aplausos por parte da plateia. Portugal precisa de actores confiantes. 
De nós, portanto. »

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte.

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe.

O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser - resignada, fatalista e piegas - que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»

"Chorar em público", crónica "Ainda Ontem" de Miguel Esteves Cardoso, no Público, a 28.11.2011
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