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21 de janeiro de 2014

Dias de Domingo / Sunday days




Uma manhã chuvosa e fria e a vontade de ver, fazer, acontecer.

A cold rainy morning and the desire to see, to do, to hapen.



Uma ida a um dos meus spots preferidos do Porto, mesmo em dias de chuva: o Museu de Arte Contemporânea de Serralves. A ver a exposição de Cildo Meireles, um artista brasileiro, que nos coloca em diálogo com a arte numa tentiva de sedução. Claro que a eterna questão se levanta: uma fila de garrafas de Coca-Cola com inscrições será arte? Um maço de notas dobrado será arte? Um painel de imagens e sons de construção será arte? Um tubo de calor para derreter peças de gelo? Um cais de madeira rodeado de 17 mil livros em jeito de ondas do mar? Eu que não sou artista, que não tenho qualquer propenção para as atividades artísticas, que não sei falar de e discutir a arte, eu delicio-me com estas instalações, demonstrações, objectos aparentemente sem sentido, e se calhar mesmo sem sentido, mas que me questionam. Eu que nada sei sobre arte, sinto (porque se não sei resta-me sentir) que arte é tanto uma pintura paisagista ou de retrato ou uma estátua que nos deixam boquiabertos com a sua perfeição, como uma pintura abstrata que nos inebria nas suas cores, como a instalação aparentemente absurda, mas que nos provoca visual e sensorialmente. AVISO: esta exposição termina já no próximo dia 26. Não deixem passar a oportunidade de a visitar, especialmente se tiverem crianças.


A trip to one of my favorite spots of Porto, even on rainy days: the Museum of Contemporary Art of Serralves. To view the exhibition of Cildo Meireles, a Brazilian artist who puts us in a dialogue with the art in a seduction attempt. Of course the eternal question arises: a row of bottles of Coca-Cola with inscriptions will be art? A wad of folded notes will be art? A panel of images and sounds of construtction is art? A tube of heat to melt ice pieces? A wooden pier surrounded by 17,000 books like sea waves? I, that am not an artist, I that have no penchant for artistic activities, I that can not speak to and discuss the art, I delitgh myself with these installations, demonstrations, seemingly meaningless objects, and maybe even meaningless, but that question me. I know nothing about art, I feel (because if I do not know, then what is left to me is to feel) that art is either a landscape or portrait or statue that leave us stunned by their perfection, either an abstract painting that intoxicates us in their colors as the seemingly absurd installation, but that provocate us, visually and sensoriallyWARNING: this exhibition ends on the january 26th . Do not let pass the opportunity to visit, especially if you have children.

Quem quiser pisar ovos? / Who wants to step on eggs?

Vamos derreter gelo? / Lets melt ice?

Aonde nos levam estes degraus? Where these stairs lead us?

Olha quem está aqui! Look who`s here!

Arta a metro? Ou metro em arte? Measuring art? Or measuring as art?


Qual é o lugar do objecto de arte? / Which is the place of the work of art?

Construindo uma parede / Building a wall

Vamos caminhar pela arte? Lets walk through the art?
Vamos mergulhar num mar de livros? Let's dive in a sea of ​​books?

Ideias luminosas precisam-se (trabalho integrado na coleção de Serralves - pode ver-se na Biblioteca)  / Bright ideas in need  (work integrated in the Serralves colection  - can be seen in the library)

E depois de uma manhã assim, um Domingo de chuva pede uma tarde a condizer: bolinhos e chocolate quente.

And after such a mornig, Sunday asks for a matching afternoon: cookies and hot chocolate.






Chocolate quente (Fonte: livro base da Bimby) / Hot Chocolate (From: basis racipes book from Thermomix)
Ingredientes / Ingredients:
250 ml de leite - 250 ml milk
75 gr. de chocolate para culinária - 75 gr. cooking chocolate

Preparação / Preparation:
Thermomix/Bimby:
Coloque os ingredientes no copo da e programe 6 min./vel.2/80º
Put all the ingredients in the bouwl and program: 6 minutes/speed 2/ 80º
Tradicional / Tradicional:
Coloque os ingredientes num tacho e leve a aquecer em lume médio, mexendo sempre até o chocolate dissolver.
Put all the ingredients in a pan and take it to the stove in medium heat, without stop mixing, until the chocolate is melted.

Caracóis Rainha / Queen Rolls
Ingredientes/Ingredients:
Metade de uma receita de Bolo Rainha / half recipe from Queen Cake
Geleia / Jelly
Preparação/Preparation:
Estenda a massa num rectângulo e enrole. Corte pedaços  com cerca de 2 dedos e coloque numa tabuleiro com o lado cortado para cima.
Using a floured rolling pin, roll the dough into a rectangle, roll it forward into a cylinder. Cut into equal-size slices and transfer the slices , cut sides up, into a oven tray. 
Guarde num lugar morno até dobrarem de volume.
Set aside in a warm place to let rise until double the size.
Pincele com geleia e leve ao forno pre aquecido a 180º durante 20 minutos.
Brush with jelly and take to the preheat oven to 180º for about 20 minutes.

30 de maio de 2011

I will not make any more boring art

A arte e o conceito de arte podem ser tópicos de discussão interessantissimos  e intermináveis. Embora não tenha qualquer inclinação artistica, sempre fui uma curiosa no que que às artes diz respeito. De todas as artes: pintura, escultura, literatura, música, cinema, fotografia... desde as suas expressões mais clássicas às mais modernas, sendo este modernismo que sempre me chama mais a atenção. E aqui o tópico de discussão poderia dar pano para mangas. É arte? Não é arte? Não sei. Talvez seja apenas uma provocação. Uma provocação lançada por Marcel Duchamps  no inicio do século XX, com o seu urinol invertido poeticamente nomeado de "Fontaine" e que veio a marcar definitivamente a arte contemporânea. O facto é que, sinceramente, espero que esta discussão jamais tenha uma conclusão, porque enquanto ela existir podemos continuar a visitar locais como o Museu de Arte Contemporânea na Fundação de Serralves e sentirmos, durante o percurso pelas suas salas e jardins, as mais vastas emoções:  encantamento, fascínio, ternura, indiferença, frustração. Rimos, sorrimos, viramos as costas, admiramos, interagimos. E no fim...valeu a pena!
Perdi há alguns anos o hábito de fazer uma visita mensal a Serralves e deixar-me perder entre quadros, esculturas, fotografias, filmes. Este fim-de-semana lá dei um saltinho ao "Serralves em Festa" e matei saudades deste espaço único, um dos meus preferidos na cidade do Porto. Aproveitei para calcorrear os jardins e visitar as exposições que decorriam no Museu de Arte Contemporânea. Claro que muito do que é exposto não conseguimos absorver dada a quantidade e diversidade de obras, mas há sempre alguma referência que nos fica na memória e José Barrias encantou-me com as obras que compunham a exposição "in itinere". Encantou-me pela constante presença da palavra que é um elemento que acarinho especialmente e que me deixa sempre fascinada quando é  integrada nas artes visuais e por isso também não pude deixar de sorrir perante as paredes repletas da frase manuscrita "I will not make any more boring art", obra de John Baldessari: em Serralves não há arte aborrecida, mesmo que não encaixe no nosso conceito de arte.







 E depois da redescoberta do Museu parti para o parque e jardins encantados da Fundação, percorrendo a feira de artesanato e espreitando em todos os cantos em que decorriam actividades. Parei no Bosque para ver o "Cabaret on Strings", mas o S. Pedro não estava pelos ajustes e a chuva que começou a cair acabou por determinar o fim do espectáculo. Fica-se, pelo menos, a certeza de havendo Festa em Serralves 2012 aqui voltarei.

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