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26 de setembro de 2018

Clafoutis de cereja com leite de coco


Esta receita surgiu para dar resposta  ao inesperado convite para apresentar uma receita para a rúbrica "O Segredo de Três" da edição nº 12 da revista "Portugal de Sabores e Tradições", em que o ingrediente surpresa seria o leite de coco. Estávamos ainda em modo Verão (e parece que ainda estamos) com a abundância da fruta que esta estação nos trás, pelo que a primeira escolha recaiu sobre um doce, daqueles bem leves a levar à mesa num almoço de Domingo e cheios de cor, de fazer arregalar os olhos e, melhor ainda, as papilas gustativas. Lá por casa andavam muitas cerejas, gordinhas e antes que desaparecessem uma a uma, como é fácil  de acontecer, reservei uma taça delas para uma sobremesa clássica, em que as cerejas são a estrela, mas a ser complementadas com o sabor do coco na massa. Mais Verão à mesa não podia ter sido. O resultado foi apreciado por todos e já se pede bis.
Obrigada PT Sabores pelo convite.



Clafoutis de cereja e leite de coco
(serve 4 ramequins)
Ingredientes:
16 cerejas graúdas
2 ovos
80g de açúcar
200 ml leite de coco Origens Bio
80g farinha com fermento
20g de manteiga derretida e fria

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Unte os ramequins com manteiga
Lave as cerejas, reserva 4 com o pé e corte as restantes ao meio, descartando os pés.
Bata os ovos juntamente com o açúcar até obter uma mistura esbranquiçada.
Junte o leite e mexa até incorporar.
Acrescente a farinha, aos poucos, e envolva.
Adicione a manteiga e mexa para incorporar.
Distribua a massa pelos 4 ramequins , distribua as metades de cereja, deixando submergir na massa, com a parte da pele virada para cima. No meio de cada ramequin coloque uma cereja inteira.
Leve ao forno a cozer durante 15-20 minutos ou até a massa estar douradinha.
Sirva ainda orno. A massa pode comportar-se como um soufflé, por isso não se desiluda se crescerem bastante e depois abaterem.
Se quiser sirva polvilhado com açúcar em pó ou coco ralado. Eu gosto de servir as sobremesas de fruta mornas com uma bola de gelado e baunilha. 

NOTA: A "Sabores e Tradições de Portugal" é uma revista trimestral, em que aposta na divulgação de produtos nacionais. A cada edição há uma rubrica dedicada à gastronomia onde as receitas são criadas/apresentadas por três bloguers e têm um ingrediente comum: é o "Segredo de Três".

21 de setembro de 2018

Tartes de rosas de maçã



Não sei se lhe possa chamar receita ou se é antes um modo de preparo ou de cozinhar, sem segredos e sem técnicas, a não ser a da arte manual de fazer rolinhos, mas que o resultado final é lindo, é! E tão saboroso quanto a combinação maçã e massa folhada. É o Outono à mesa em forma de flor. Quanto à origem desta coroa, bom… acho que só posso dizer o famigerado "da internet". Não sei quem postou pela primeira vez na internet estas rosas de maçã, mas existem dezenas, provavelmente centenas e talvez até milhares de postagens com elas, basta "googlar".
Tenho pena de não poder deixar aqui os devidos créditos a quem as "inventou" ou "criou", por isso vou socorrer-me de uma publicação onde se pode acompanhar o "passo-a-passo" para que não tenham duvidas e vejam como é realmente fácil. Vejam aqui.




Ingredientes:
2 a 3 maçãs Fuji (depende do tamanho)
1 placa de massa folhada retangular
Compota a gosto (uso a que tiver em casa, desde que não tenha pedaços de fruta)
Sumo de limão, q.b.
Água q.b.
Açúcar em pó (opcional)

Preparação:
Corte a massa folhada no sentido do comprimento, em tiras de cerca de 10 cm.
Corte as maçãs em quartos e descaroce. Corte os quartos de maçã em fatias finas e coloque numa taça com água e o sumo de limão.
Cozinhe no microndas, por cerca de 5 minutos, em potência máxima, para que as fatias fiquem moles.
Sobre cada tira de massa folhada espalhe uma camada de doce. De seguida coloque as maçãs sobre metade de cada tira, deixando-as ligeiramente sobrepostas e de forma a que a parte redonda fique fora da massa.
Dobre a restante metade da massa sobre as maçãs e pressione ligeiramente.
Enrole as tiras de maçã. No fim vai ter a sua rosa.
Coloque as maçãs em formas de queque e leve a assar em forno pré-aquecido a 180º, até estarem douradinhas, cerca de 30 minutos. Se vir que começam a queimar e a massa ainda não estiver cozida, tape com papel de aluminio.
Retire do forno e deixe arrefecer. Polvilhe com açúcar em pó e sirva.

21 de junho de 2018

Pavlova de chocolate e café com frutos vermelhos

 
Adoro pavlovas, ainda que nunca tenha conseguido fazer uma daquelas grandes, perfeitas, estaladiças por fora e recheadas de uma imensa nuvem branca e fofa. As minhas crescem lindamente e depois tendem a cair e quebrar e nem imaginam as receitas que já experimentei (tal qual como com o molotov), mas não é por isso que as deixarei de fazer em dias de festa, porque mesmo quebradas a necessitar de belos enfeites para se embelezarem e serem perdoadas pelo aspeto meio tosco, o seu sabor convence sempre e fica sempre a vontade de repetir.
 
Esta serviu a mesa de Páscoa e fez-se mais gulosa com café e chocolate. Fez-se mais bonita com o chantilly, os morangos e os mirtilos e repete-la-ia hoje, se tivesse oportunidade. Como a oportunidade não se ocasionou (por motivos bem alegres), ofereço-a a todos vós, para que possam celebrar comigo num dia  que é de festa.
 



Ingredientes:
6 claras
250 gr. de açúcar
1 café expresso frio
50 gr. de chocolate de cozinha derretido
2 colheres de sopa de Maizena
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 pacote de natas para bater
Morangos

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 150º.
Na bimby pulverize o açúcar no copo bem limpo e seco: 15 seg./vel. 9. Reserve.
Bata as claras em castelo.
Continue a bater enquanto junta o açúcar até as claras estarem bem firmes e brilhantes.
Acrescente a Maizena e o vinagre e bata mais 1 minuto.
Numa taça misture o café e o chocolate derretido e junte às claras, envolvendo, numa volta ou duas, cuidadosamente com uma espátula.
Faça um circulo com 15 a 20 cm de diâmetro (quanto maior o circulo, mais baixinha fica a pavlova) numa folha de papel vegetal, coloque a folha num tabuleiro de forno com o circulo desenhado voltado para baixo.
Espalhe as claras dentro da área do circulo fazendo uma pequena depressão no centro.
Leve ao forno e reduza a temperatura para 120º e deixe cozinhar, sem nunca abrir o forno, por mais 60 minutos.
Deixe arrefecer completamente dentro do forno, podendo mesmo deixar toda a noite.
Bata as claras em chantilly, juntando açúcar a gosto.
Deite o chantilly no centro da pavlova e espalhe os frutos vermelhos. 

27 de agosto de 2017

Um doce "até já"


 
Faz hoje 8 anos que abri este espaço e é a primeira vez que o assinalo aqui, no dia preciso do seu aniversário. É um facto inusitado, porque sou daquelas pessoas que sabe o dias dos aniversários da família e amigos, mas com frequência esquece-se no próprio dia.

Em dia de aniversário, deste oitavo aniversário, imponho-me uma reflexão: este espaço foi criado para memória futura dos sabores que nascem na minha cozinha. Nunca pensei que que fosse crescendo e que com ele acabasse por rumar entre novos sabores, novos ingredientes, novas e velhas formas de alimentação e com ele fosse crescendo o meu carinho pela comida e interesse pelo tema "alimentação" (sim, "alimentação" e não só "gastronomia"). Comecei a fazer pão (agora nem tanto), alterei alguns hábito alimentares, especialmente que no que aos pequenos-almoços diz respeito, comecei a experimentar receitas vegetarianas. Deixe-me levar pelos super-alimentos (que vou deixando aos poucos), passei por entre dezenas de blogues deliciando-me com as suas histórias e receitas. Comecei a partilhar as minhas marmitas, o que determinou um novo rumo no blogue e por causa delas publiquei um livro, o "I Love Marmita" (um dos meus sonhos de menina, daqueles sonhos que deixamos escritos em listas, era precisamente publicar um livro, mas nunca imaginei que fosse um livro de receitas). Participei em tantos desafios (este, este, este, este, este, este e este). Foi com muito carinho que recebi os convidados de uma das edições do "Convidei para Jantar" .

Arrisquei novas técnicas a pensar que iria falhar... Bom, a lista é quase infindável, mas chegou um momento em que comecei a questionar se haveria de manter ou não o blogue. É que o  cansaço da vida atraiçoa-nos, entre afazeres profissionais com cada vez mais responsabilidade, entre o necessitar de partilhar os tempos livres com a família, às tantas este espaço começa a ficar num cantinho mais à parte e a minha determinação em continuar acaba por se transformar numa obrigação, que é precisamente o que não queria conferir a este espaço: que seja uma obrigação, em vez de uma vontade. Por isso este espaço vai continuar, mas ao sabor do vento, sem amarras e obrigações. Vão encontrá-lo muitas vezes em modo de planagem e talvez outras em modo furacão. Tenho a certeza que passarei por aqui para participar em algum desafio ou para vos deixar uma partilha daquelas que nos encheu o estômago e o coração. Até lá podem continuar a ver as marmitas no Instagram e no Facebook, enquanto eu irei continuar a espreitar tantos cantinhos deliciosas dessa blogosfera que muito me inspiraram e em que continuarei a procurar inspiração.

E para não fazer deste post uma despedida, deixo-vos uma receita doce. Uma mousse de chocolate deliciosa e fácil do chef Henrique Sá Pessoa, que dispensa considerações. Vamos lá a meter a colherada:



(Fonte: "Curso de Cozinha", de Henrique Sá Pessoa)
Ingredientes:
200 gr. de chocolate de culinária de boa qualidade
3 ovos (gemas e claras separadas)
100 gr. de açúcar
3 colheres de sopa de créme fraiche (não usei)
2 colheres de sopa de água
1 café expresso frio

Preparação:
Faça uma calda com o açúcar e a água: deite os ingredientes num tachinho, leve a lume médio/forte, mexendo com uma colher de pau só até o açúcar se dissolver. Quando começar a ferver diminua  lume e deixe ferver 3 minutoes. Deixe arrefecer completamente.
Derreta o chocolate em banho-maria. Deixe arrecer um pouco e junte o créme fraiche.
Deite as gemas numa taça e bata com a vara de arames.
Deite o chocolate sobre as gemas, mexendo sempre para que o calor do chocolate não coza as gemas.
Acrescente o café e mexa bem.
Bata as claras em castelo e sem parar de bater adicione a calda de açúcar em fio.
Envolva as claras no choclate, com uma espátula, em movimentos suaves, de baixo para cima, para que as claras não percam volume.
Distribua por tacinhas e leve ao frio até solidificar.

Até Já!

10 de agosto de 2017

Tarte de pêra e mirtilo

 
 
Lá em casa umas das nossas sobremesas favoritas são as tartes de fruta. Tartes simples compostas por uma base de massa crocante e o recheio 100% (ou quase) de fruta, de preferencia maçã, sózinha ou acompanhada, mas quase qualquer fruta serve. Estas tartes são sobremesas sempre apreciadas por todos e fazem-se num abrir e fechar de olhos, mesmo quando preparamos nós a massa. Na verdade, o que demora mais é descascar a fruta.
E porque gostamos tanto de tartes de fruta, a Susana, do blogue "Basta Cheio", deu-me a  desculpa perfeita para correr para a cozinha e preparar mais uma tarte de fruta, tema de mais uma edição do desafio "Sweet World". A generosidade de amigos tinha-nos presenteado com uma quantidade de peras que começavam a amadurecer sem piedade, por isso, desta vez, as maçãs ficaram de lado, para dar lugar às peras que recebram a companhia dos mirtilos que tenho sempre na gaveta do congelador. Não é preciso muita imaginação para adivinhar que o sabor ficou esplendido e que esta combinação acabrá por regressar à nossa mesa.

Ingredientes:
Para a massa:
250 gr. de farinha de trigo
125 gr. de manteiga bem fria, em pedaços pequenos
85 gr. de açúcar amarelo
1 ovo
Para o recheio:
500 gr. de pêras maduras (peso depois de descascadas e descaroçadas)
1 mão bem cheia de mirtilos (usei congelados)
2 colheres de sopa de doce de mirtilo
1 colher de sopa bem cheia de farinha
1 colher de sopa bem cheia de açúcar amarelo
Geleia para finalizar
Gelado de baunilha para servir (opcional)



Preparação:
A massa:
Se possível reduza o açúcar a açúcar em pó (Bimby: 15 seg./Vel. 9) e reserve. Se não tiver robot de cozinha capaz desta tarefa use o açúcar normal.
Na taça do processador de alimentos coloque a farinha e o açúcar e junte a manteiga.  Processe até obter migalhas grossas.
Junte o ovo e volte a misturar.
Forme uma bola com a massa e guarde no frio durante 30 minutos.
(Bimby: depois de pulverizar o açúcar, acrescente os restantes ingredientes e programe 15 seg./vel. 5)
Findo esse tempo, estenda cerca de 2/3 da massa sobre uma folha de papel vegetal dando-lhe a forma circular e forre uma forma de fundo amovível com cerca de 20 cm de diâmetro (não retire o papel vegetal). Apare as bordas da massa.
Estenda a restante massa sobre uma superficie enfarinhada e com uma cortador de bolachas corte várias flores (ou simplesmente faça tiras para sobrepor em grade sobre a fruta).
O recheio:
Descasque as pêras, descaroce e corte-as em quartos. Coloque-as numa taça com água e sumo de limão para atrasar a oxidação.
Coe a água das pêras e polvilhe-as com a farinha e o açúcar. Envolva.
Barre o fundo da tarte com o doce de mirtilo.
Coloque as peras em circunferencia na massa, acomodando bem cada pedaço, com o lado concavo para baixo.
Espalhe os mirtilos entre as peras.
Coloque as flores de massa sobre a fruta. 
Leve ao formo pré-aquecido a 180º (com função ventoinha) e asse, durante cerca de 30 a 40 minutos, até a massa estar dourada e a compota borbulhar junto às laterais.
Quando estiver pronta retire do forno e pincele com a geleia derretida.
Deixe arrefecer antes de desenformar.
 
 

1 de agosto de 2017

Trifle de ananás


Dizem os antigos que o o primeiro dia de Agosto é o primeiro dia de Inverno. Que o Verão se está para ir. É certo que atualmente o tempo está incerto e nem sabemos muito bem quando é que temos dias de verdadeiro Verão, pelo menos aqui pelo norte. Das minhas memórias de infância o calor de Verão começava em Junho e mantinha-se  até Outubro, quando se iniciavam a escola, mas é verdade que o mês de Agosto, embora fosse quase o pleno do Verão, era, de facto, o último mês de praia. 
Esquizofrenices meteorológicas à parte, Agosto continua a ser o mês mais concorrido para férias, continuamos a esperar dias de calor, sol, praia e mar, por isso o mês começa com mais um desafio do "Dia 1 na Cozinha" e hoje temos uma sobremesa fresca em camadas
 
 


(As receitas para a camada de natas e de creme custarda vieram do blogue "Lemon and Vanilla")
Ingredientes:
1 pacote de gelatina de ananás
1 lata pequena de ananás em calda
Para a base:
100 gr. de bolacha torrada
2 colheres de sopa de manteiga
Para a camada de natas:
2 folhas de gelatina
200ml de natas´
100 gr. de queijo mascarpone
4 colheres de sopa de açúcar em pó
Para o custard:
100ml de natas
350 ml de leite gordo
2 gemas de ovo L
1 e 1/2 colher de sopa de Maizena
100 gr de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 folhas de gelatina
200 ml de natas

Preparação:
Comece por preparar a gelatina de ananás segundo as instruções da embalagem, mas usando apenas metade da quantidade de água indicada nas instruções e reserve até arrefecer.
Pique a bolacha com a manteiga, num processador de alimentos e leve ao forno, a 180º, até tostar ligieramente. preencha o fundo de um pirex com a mistura e calque bem.
Corte 2 rodelas a meio (ou mais, dependendo do tamanho do pirex) e coloque-as ao alto com o corte para baixo pousado nas bolachas.
Espalhe por cima das bolachas mais 2 rodelas de ananás cortadas em pedaços.
Por cima verta a gelatina e leve ao frio para solidificar
Prepare a camada de natas:
Demolhe as folhas de gelatina em água fria durante 5 minutos.
Aqueça as natas até quase levantar fervura, retire do lume, junte as folhas de gelatina bem espremidas e mexa até dissolverem.
Acrescente o mascarpone e o açúcar e bata até obter uma mistura cremosa.
Para o creme custard:
Bimby:
Coloque todos os ingredientes no copo e misture 30 segundos/vel. 4.
Programe 8 minutos/90º/vel. 2 e 1/2.
Verta para uma tigela e tape com pelicula aderente, que deve ficar mesmo juntinha ao creme, e deixe arrefecer.
Quando a gelatina tiver solidificado acrescente metade do creme de natas, de seguida uma camada de custarda (não usei todo) e, de seguida, a segunda camada de natas.
Distribua ananás cortado em pedaços no topo e polvilhe com mistura de bolacha que tenha sobrado.
Leve ao frio até refrescar bem e sirva.


 





19 de maio de 2017

Bolo espelho


Parece que o fim de semana se avizinha calorento, por isso chegou a hora de publicar esta delicia que esteve a aguardar uns meses até se concretizar e finalmente aparecer por aqui. Então, vou-vos contar a sua história: A Ana do Anasbagheri tem um desafio mensal no blogue intitulado O Nosso Grande Bake Off, no qual participai duas vezes com os Jaffa Cakes e bolachas decoradas. As receitas escolhidas são sempre deliciosas e é por serem tão deliciosas que muitas vezes ficam guardadas: loge da vista, longe a tentação! 
Claro que este "bolo espelho" foi os de que me assustou de imediato, não necessariamente pelas várias camadas, mas pela cobertura. Nem pensar, como é que alguma vez iria conseguir fazer semelhante, mas depois de ver a bomba de cassis e chocolate branco, comecei a deixar-me tentar e acabei por começar a preparar o bolo. Azar dos azares, por esses dias comecei a sentir umas das minha disposições gástricas que se agravou com o cheiro da baunilha (escolhi fazer uma mousse de baunilha e de chocolate branco). Como o bolo tinha mesmo que ir ao congelador, lá preparei as camadas todas e congelei o bolo já prontinho na forma. Não o faria nesse fim-de-semana e acabei mesmo por o concluir muito tempo depois, quando decidi que já estava no congelador há demasiado tempo tudo e decidi terminar a empreitada. Dificil? Não, nem por isso e foi uma diversão e melhor ainda foi a parte de provar. Eu não estava nada convencida, mas o resultado foi ... uau!!!



Ingredientes:
Genoise:
2 ovos
70 gr. de farinha
70 gr. de açúcar
1 colher de sopa de manteiga derretida
raspa de casca de 1/2 limão
Mousse de baunilha da Ana: 
1 folha de gelatina
2 dl de natas com sabor a baunilha
2 dl de natas
150 gr. de chocolate branco picado finamente
Recheio:
100 gr. de doce de framboesa
1 folha de gelatina
Cobertura espelho:
100 g de açúcar
100 g de chocolate branco
100 g de glucose ou  xarope de milho branco claro (podem usar mel mas vai ficar mais escuro.)
50 ml de água
70 g de leite condensado
2 colheres de chá (rasas) de gelatina em pó misturada em 60 ml de água.
Corante alimentar vermelho

Preparação:
Genoise:
Pré-aqueça o forno a 170º. Barre uma forma e forre com papel vegetal.
Bata os ovos inteiros com o açúcar, em banho Maria, até o açúcar derreter e a mistura começar a encorpar.
Tire do lume e bata com a batedeira até a mistura duplicar de volume, obtendo um creme fofo e esbranquiçado.
Envolva a farinha peneirada e a casca de limão, com cuidado para não retirar ar à massa.
Misture um pouco da massa na manteiga derretida e depois verta esta mistura na massa e envolva cuidadosamente.
Transfira a massa para a forma e leve ao forno.
Vigie a cozedura, porque o bolo coze rapidamente. Retire do forno, desenforme e corte o bolo do tamanho da forma que vai usar.
Mousse de baunilha:
Coloque o chocolate numa taça.
Hidrate a folha de gelatina em água fria.
Aqueça as natas de baunilha até levantar fervura. Retire do lume e junte a folha de gelatina, bem espremida, mexendo até dissolver.
Verta as natas quentes sobre o chocolate e misture até o chocolate derreter e leve ao frio até solidificar.
Junte as restantes natas e misture até obter uma mousse leve. Reserve
Recheio:
Hidrate a folha de gelatina em água fria.
Aqueça o doce de framboesa e junte a folha de gelatina, bem espremida. Mesa até dissolver e verta para uma forma ou recipiente menor do que a forma que vai usar e leve ao frio até solidificar.
Cobertura Espelho: 
Leve ao lume o açúcar, o mel e a água e deixe levantar fervura (se tem termómetro até ao 103 graus.)
Num recipiente que suporte calor, coloque a gelatina em pó, o leite condensado e o chocolate branco picadinho.
Por cima deite a mistura de açúcar. Bata com a varinha mágica, misturando bem, mas sem criar bolhas de ar.
Junte umas gotas de corante até obter a cor pretendida.
Tape com película aderente colocada em contacto com o glaze para evitar criar uma película e leve ao frigorífico até solidificar.
Aqueça o glaze no micro ondas, ou em banho maria só até derreter.

Montagem do bolo:
Deite a mousse na forma e no centro coloque, cuidadosamente a gelatina desenformada.
Cubra com a genoise.
Leve ao congelador.
Desenformem com cuidado e retirem o papel vegetal. Eu usei pelicula aderente na forma para ajudar a desenformar melhor, mas que causou engelhas na superficie, por isso, se fizer assim, alise a superficie com uma faca ou espátula aquecida, se necessário, mas sem deixar derreter porque o bolo tem que estar bem frio para o glaze aderir.
Coloquem o bolo sobre um suporte (2 copos, por exemplo, dentro de um tabuleiro) e deitem a cobertura por cima, alisando com uma faca a parte inferior. Se em algumas partes parecer que a cobertura não está a aderir, aproveite o glaze que vai caindo no tabuleiro e com uma colher vá "despejando" o glaze até obter uma superficie uniforme.
Leve ao frio até servir.

10 de maio de 2017

Paris Brest




O gosto pela cozinha já me fez aventurar por novos sabores e ingredientes, alargando o leque de aromas e sabores com que se faz a minha cozinha. O desafio, claro está, acaba por se impor a quem partilha a mesa comigo e com quem partilho estas descobertas. Umas benvindas, outras nem por isso. Umas instalam-se definitivamente nos nossos hábitos alimentares, outras apenas passam por lá. 
A par destas pequenas conquistas, há também a conquista de experimentar e ir além do que me achava capaz e de cada vez que há um experiência com sucesso é o espanto: afinal até era fácil... Foi assim com uma receita que irei publicar em breve e que fez parte de um desafio (ao qual faltei na altura) lançado pela Ana e foi assim com esta receita do desafio do mês do "Sweet World" promovido pela Lia e pela Susana. A verdade é que se não tivesse superado o primeiro desafio dificilmente me teria lançado neste, por isso quando vi esta massa crescer no forno e sair de lá tão bonita só me perguntei porque é que não a havia feito antes e mesmo que lá em casa já me tivessem pedido para não abusar nas experiências de doces, é certo que é uma receita que se há-de-repetir e sem repetir recheios.
Embora quando esteja a testar uma receita pela primeira vez costume seguir a que me é apresentada à risca, desta vez decidi arriscar um bocadinho e adaptei a receita da Lia e a que tinha aprendido na escola "Segredos & Cozinha"e segui esta receita no que toca aos tempos de cozedura. Passem pelo "Lemon and Vanilla", leiam a história do Paris Brest e deixem-se inspirar pela receita original ou dêem asas à vossa criatividade.



Ingredientes:
Massa:
Ingredientes:
175 ml de água
60 gr. de manteiga
1 pitada de sal
100 gr de farinha de trigo
casca de limão
2 ovos
Recheio:
Gelado de baunilha q.b.
Compota de morango ou de frutos vermelhos q.b.
Morangos q.b.
Para finalizar:
Geleia (ou geleia gelatina)
Amêndoa laminada
Açúcar em pó

Preparação:
Leva-se a água ao lume, juntamente com a manteiga, o sal e a casca de limão.
Deixa-se levantar fervura e acrescenta-se a farinha de uma só vez.
Em lume médio mexe-se até a farinha cozer e a massa começar a despegar das laterais do tacho e começar a formar uma bola.
Retira-se para uma taça e deixa-se arrefecer um pouco.
Com uma batedeira com as pás colocadas misturam-se os ovos, um a um, e bate-se até obter uma massa lisa e brilhante e que despegue das mãos (não foi o caso da minha, mas o resultado final foi feliz).
Transfira para um saco de pasteleiro e deixe repousar durante 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200º e prepare um tabuleiro forrando com papel vegetal.
Faça círculos de massa com cerca de 5 cm de diâmetro e leve ao forno durante 20 minutos (não abra a porta). Reduza a temperatura para 160º e deixe cozer mais 15 minutos. Finalmente reduza para 140º e deixe no forno com a porta entreaberta por mais 10 minutos.
Desligue o forno e deixe descansar uns minutos antes de os retirar e transferir para uma rede.
Deixe arrefecer completamente antes de os finalizar e rechear:
Corte as argolas de massa a meio.
Torre ligeiramente as amêndoas.
Derreta a geleia com um pouco de água e pincele a parte superior dos paris Brest. Polvilhe com a amêndoa e com o açúcar em pó.
Sobre a parte inferior coloque gelado de baunilha a gosto (com uma colher ou com um saco de pasteleiro, conforme a sua habilidade, mas neste caso o gelado tem que estar suficientemente mole, o que pode comprometer o resultado final), cubra com a compota escolhida e guarneça com fatias de morango. Cubra com a metade do topo e sirva de imediato.

1 de março de 2017

Cheesecake, o clássico



A abrir Março com um tema que para mim tem sabor a Primavera: cheesecake. É que a cheesecake associo sempre a combinação com o sabor da compota de fruta com que gosto de o cobrir e da fruta fresco com que gosto de o acompanhar. Sendo este o tema para o "Dia na 1 na Cozinha", balancei entre um cheesecake mais elaborado ou por recriar um clássico de receita simples, a única certeza estava em que seria um cheesecake de forno, os meus preferidos. Acabei por optar por uma receita simples, as que mais gosto e que me permitem, se a inspiração o ditar, brincar um bocadinho com elas. Fui aos meus "arquivos" procurar esta receita que tinha encontrado em tempos no incontornável blogue "Tertúlia de Sabores", receita já partilhada por outros. 


Ingredientes:
200 gr. de bolachas digestivas (ou bolacha Maria)
80 gr. de manteiga amolecida
1 pacote de queijo creme Philadélphia
1 requeijão
1 lata pequena de leite condensado
4 ovos
Sumo e raspa de 1/2 limão
1 colher de sobremesa de maizena
1 pacote de natas
5 colheres de sopa bem cheias de compota de framboesa
1 colher de sopa de Vinho do Porto
Frutos vermelhos para servir.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 160º.
Triture as bolachas e junte a manteiga.
Forre a base uma forma de fundo amovível com a bolacha e unte as laterais com manteiga.
Esfarele bem o requeijão ou passe-o por uma peneira e bata-o com o queijo creme.
Acrescente o leite condensado e, de seguida, os ovos, um a um.
Junte o sumo e a raspa de limão.
Dissolva a Maizena num pouco de natas e junte este preparado ao creme juntamente com as restantes natas.
Verta o preparado (que fica bastante liquido, mas não se preocupe) na forma e leve ao forno durante cerca de 40 minutos (no meu forno levou um pouco mais de tempo. Faça o teste do palito para saber se o bolo está cozido.
Leve a compota com o vinho do Porto a um tachinho e aqueça em lume brando até misturar tudo e a compota estar um pouco liquida. Se preferir passe por uma peneira para retirar as sementes.
Sirva frio acompanhado de frutos vermelhos frescos.



Playing around:
Como sobrou algum recheio (nunca sei escolher o tamanho de forma adequado), distribui-o por uma forma de queques de silicone, sem a base de bolacha (rendeu mais 4 mini) e coloquei alguns mirtilos em cada um. Retirei-os do forno assim que o teste do palito o permitiu e fiz uma cobertura de mirtilos para servir (cerca de 100 gr. de mirtilos num tacho com 2 colheres de sopa de açúcar, cozinha-se em lume médio, mexendo até os mirtilos se começarem a desfazer e a calda começar a espessar).


Outros Cheesecakes no blogue:
Cheesecake de chocolate
Cheesecake de manga
Hyden Berry Cream Cheese torte


17 de fevereiro de 2017

Tatin de pera bêbada


Há unas anos atrás vi numa revista online espanhola uma tarte com pêras bêbadas que me deixou a sonhar até hoje. Era uma daquelas receitas que nos ficam na memória e que sabemos que algum dia havemos de voltar a ela para a por em prática. Ora, entretanto não sei onde guardei o PDF da revista, provavelmente ficou perdida entre mudanças de computador ou em algum lugar de armazenamento de ficheiros, daqueles que acabam por se transformar numa espécie de sótão ou de arrumos lá de casa, onde se guarda tudo e não nos lembramos do que lá temos guardado e exactamente aonde.
Bom, mas a memória desta tarte ficou e ao visitar o "Pratos e Travessas" encontrei pelas mãos da Mónica uma tarte Tatin que me levou de volta a essa memória. Desta vez não aguardei muito, só que chegasse o fim-de-semana, para levar á mesa esta delicia suprema que ficou classificada como uma das melhores sobremesas servidas ... desde sempre.
Aproveitem o fim-de-semana e mimem os vossos comensais com estas tartes maravilhosas. Se forem muito gulosos acompanhem-nas com uma bola de gelado.
 
(Inspiração: Pratos e Travessas
Ingredientes (rende 3 formas de tartelete):
Massa folhada
4 pêras pequenas, não muito maduras, descascadas e descaroçadas e cortadas em quartos
70 gr. de açúcar
1 colher de sopa manteiga
100ml de vinho tinto
1 cálice de vinho do Porto
1 pau de canela

Preparação:
Prepare as formas de tarteletes: corte circulos de massa  folhada com 1 cm de diâmetro superior ao das formas e reserve.
Pré-aqueça o forno a 200º.
Numa sertã deite o açúcar, a manteiga, a canela e os vinhos e leve ao lume, deixando o vinho ferver durante cerca de 5 minutos.
Acrescente as peras e envolva. Deixe cozinhar mais uns minutos, até as peras estarem embebidas no vinho.
Distribua as peras pelas formas, aconchegando-as bem. Regue com 1 a 2 colheres de sopa do liquido que restou na sertã e cubra com a massa folhada voltando as margens excedentes da massa para dentro da forma.
Leve ao forno até a massa ficar dourada.
Deixe arrefecer um pouco e desenforme as tartes virando-as com cuidado e rapidamente sobre um prato. 

27 de janeiro de 2017

Tarteletes merengadas de tangerina




A Marta estreou, no saboroso "Intrusa na Cozinha", o primeiro desafio "do ano escolhendo a tangerina como ingrediente estrela. Confesso que adoro o cheiro dos citrinos, mas já não sou muito amiga de comer laranjas e tangerinas, por muitas propriedades que tenham, o que não quer dizer que não sejam um dos meus ingredientes preferidos para doçaria. Quem não gosta de um bolo de laranja ou de tangerina ou de limão?

Portanto, Janeiro é mês de tangerinas e a receita escolhida para participar foram umas tarteletes de tangerina merengadas baseadas na receita de tarte de limão merengada do livro de receitas base da Bimby. O resultado final agradou, mas penso que poderiam ter ficado muito melhores se tivesse usado massa quebrada em vez da massa folhada e mais sumo de tangerina (substituindo parte da água por sumo) e raspa da casca para intensificar o aroma tão característico deste fruto.


(Fonte: Adaptada do "Livro de Receitas Base da Bimby")
Ingredientes:
Massa folhada (ou quebrada)
Para o creme:
4 gemas de ovo
200 gr. de água
50 gr. de amido de milho
130 gr. de açúcar
40 gr. de sumo de tangerina
40 gr. de manteiga
Para o merengue:
50 gr. de açúcar
40 claras de ovo
Gotas de limão
1 pitada de sal

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Forre formas de tarte pequenas com a massa folhada, pique a base com um garfo e leve ao forno até a massa estar dourada. Retire do forno e reserve.
No copo da Bimby coloque todos os ingredientes para o creme  e programe 5 min/90º/vel 4.
Distribua de imediato o creme sobre as bases de massa.
Com o copo limpo coloque a "borboleta", as claras, umas gotas de sumo de limão e uma pitada de sal e bata (sem o copinho) 6 min/vel 3.
Nos 30 segundos finais adicione o açúcar através do bucal da tampa.
Cubra as tarteletes com o merengue, polvilhe com açúcar e leve ao forno para dourar.


23 de dezembro de 2016

Rolo bicolor de aletria


Confesso que a aletria não é dos meus doces preferidos de Natal, mas é um dos predilectos do D. (a seguir às rabanadas) e por isso lá em casa não pode faltar na mesa uma travessa de aletria. E porque a necessidade faz o engenho foi um doce que aprendi a fazer a partir de uma receita de aletria sem ovos e dei-me tão bem ela, que até durante o ano de vez em quando lá faço uma travessura doce para o meu doce D., embora, por regra, acrescente 1 gema de ovo. Desta vez, decidi sair da zona de conforto que são as receitas tradicionais e para o desafio Youzz Milaneza, transformei a aletria num rolo de dois sabores e duas cores, que servida fresca é uma delicia.


(Para um rolo pequeno que rende cerca de 5 fatias, para um rolo maior duplique ou triplique a receita)
Ingredientes:
40gr.+40gr. de aletria (cerca de 4 meadas)
160 gr. de sumo de laranja (ou o sumo de 1 laranja completado com água para perfazer a quantidade)
4 colheres de chá de açúcar
2 paus de canela
1 pedaço de casca de laranja (só a parte laranja)
200 ml de natas para culinária ou 100 ml de natas e 100 ml de leite
1 colher de sopa de cacau cru em pó
3 quadrados de chocolate para culinária
4 colheres de chá de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha

Preparação:
Para a camada de laranja:
Num tacho deite o sumo de laranja, 2 colheres de sopa das natas, o pau de canela, a casca de laranja e o açúcar (se for preciso ajuste o açúcar em função da doçura da laranja).
Mexa para derreter o açúcar e quando levantar fervura acrescente 40 gr. de aletria, desfazendo grosseiramente as meadas para abrir a massa.
Coza em lume médio/brando, mexendo de vez em quando.
Quando a aletria estiver cozida, vá mexendo sempre com a colher-de-pau até ficar cremosa e a "descolar" dos lados do tacho.
Espalhe numa camada fina sobre uma folha de papel aderente dando-lhe a forma de um rectângulo. Reserve e prepare ...
.... a camada de chocolate:
Num tacho deite as natas, o pau de canela, o cacau em pó, o chocolate, o extracto de baunilha e o açúcar (se for preciso ajuste o açúcar em função do seu gosto).
Mexa para derreter o açúcar e o chocolate e quando levantar fervura acrescente a restante aletria, desfazendo grosseiramente as meadas para abrir a massa.
Coza em lume brando, mexendo de vez em quando, até a massa amolecer. 
Vá mexendo sempre com a colher-de-pau até ficar cremosa e a "descolar" dos lados do tacho (como as natas são mais gordas, tem que ter atenção para que não reduzam demasiado e a aletria fique encruada, se precisar acrescente leite).
Espalhe em camada sobre a de laranja e deixe arrefecer um pouco. Se ficar uma camada muito grossa retire o excesso.
Com a ajuda do papel aderente comece a enrolar a parte do lado mais longo do rectângulo. Aperte o rolo, embrulhe em papel de alumínio para ajudar a manter a forma e leve ao frigorífico por cerca de 1 hora.
Desenrole o papel e polvilhe com canela, desenhando uma grade ou fazendo outro qualquer desenho a gosto.
Sirva bem fresco.



Esta receita foi criada para o desafio Youzz Milaneza



7 de outubro de 2016

Tarte de maçã da Leonor ou um mês com a Leonor de Sousa Bastos


O "Flagrante Delicia" foi um dos primeiros blogues que comecei a seguir quando entrei neste mundo da blogosfera. As receitas mais que gulosas numa envolvência visual que as tornava ainda mais apetecíveis. É da Leonor de Sousa Bastos, a chef escolhida para o "Este mês com...", uma das primeiras receitas publicadas neste blogue e depois dela ainda se seguiram uns dos melhores scones que já comi e umas bolachas que conheceram nova faceta. Conclusão: as receitas desta chef tão doce não desiludem e para comprovar mais uma vez escolhi uma receita tão outonal quanto esta  tarte de maçã.



(Fonte: Flagrante Delicia)
Ingredientes:
Massa:
250 gr. de farinha trigo
1 colher de sopa de fermento quimico
100 gr. de aç~ucar
125 gr. de manteiga amolecida
1 ovo
1 pitada de sal
Gema d eovo para pincelar (não usei)
Recheio:
7 maçãs (usei 5 maçãs Golden grandes)
300 gr de açúcar (só usei 200 gr.)
Sumo de 1 limão
1 pau de canela (não usei)


Preparação:
A Massa:
Misturar todos os ingredientes numa taça e amassar tudo.
Envolva em película aderente e refrigere por 1 hora.
Pré-aqueça o forno a 180º e estenda uma parte da massa sobre uma superfície enfarinhada e forre uma forma (ou várias formas pequenas).
Estenda a restante massa, corte em tiras e reserve (como usei uma forma um pouco mais pequena sobrou massa que cortei com um corta bolachas e coloquei sobre a tarte para esconder a minha falta de jeito em colocar as tiras de forma alternada).
O recheio:
Descasque e corte as maçãs em fatias finas.
Coza a fruta com o sumo de limão, o açúcar e o pau de canela até as fatias ficarem transparentes.
Retire o pau de canela e recheie a tarte com a maçã.
Disponha as tiras de massa por cima, cruzando-as.
Pincele com gema de ovo .
Leve a assar por 25-30 minutos.
Pincele com geleia para dar brilho.

19 de setembro de 2016

Bolo de pêras mais que delicioso

Ai pêras como gosto delas. Ponto indiscutível é que não podem estar maduras demais. Gosto delas até quase para o verde, a ponto de roer, por isso, de todas as minhas preferidas são a pêra Rocha e pêra D. Joaquina e foi por ter uma quantidade extra de pêra rocha que saiu esta sobremesa, que mais não é senão esta com pêras à mistura em vez das maçãs. Ficou absolutamente deliciosa (não sei que versão prefira, se a de maçãs, se esta) e vai directamente para a mesa da Marta, para participar no encontro mensal do "Intrusa na Cozinha"




Ingredientes:
Manteiga para untar
3 pêras médias não muito maduras
1/2 chávena de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1/3 de chávena de açucar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
6 colheres de sopa de leite
2 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e à temperatura ambiente
Geleia para barrar (usei calda de açúcar gelatinada*) 
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Unte uma forma quadrada com 20x20 cm com manteiga e forre com papel vegetal.
Descasque as pêras e fatie finamente, mas sem que fiquem fatias transparentes. Se tiver use uma mandolina.
Numa taça misture a farinha e o fermento.
Noutra taça bata os ovos com o açúcar e o sal, durante alguns minutos, até o açúcar se dissolver e a mistura ficar esbranquiçada.
Junte o extrato de baunilha, de seguida o leite e depois a manteiga derretida.
Acrescente a farinha e envolva até obter uma mistura macia.
Com uma espátula, envolva as maçãs na mistura até todas as fatias estarem cobertas pela massa.
Transfira a massa para a forma e alise o topo com a espátula.
Leve ao forno por 40 a 50 minutos ou até o bolo estar dourado. 
Verifique se está cozido espetando a ponta de uma faca ou um palito no centro, se sair seco estará pronto o bolo.
Deixe a forma arrefecer sobre uma rede durante uns minutos, de seguida desenforme e deixe arrefecer completamente.
Barre com geleia derretida, corte em quadrados e polvilhe com açúcar 

*Se lhe faltar geleia ou doce para cobrir os bolos e tartes, não desespere. Faça uma calda de açúcar gelatinada:
Num tacho coloque uma chávena de açúcar e uma chávena de água, mexa para o açúcar dissolver e deixe levantar fervura em lume forte. Quando ferver, reduza o lume e deixe ferver durante 6 minutos. Desligue o fogão e junte uma folha de gelatina previamente demolhada e escorrida. 
Guarde num frasco esterilizado.

(Foto: Intrusa na Cozinha)

3 de agosto de 2016

Crumble de maçãs, mirtilos e coco


A escolha deste mês como chefe convidada do "1 mês com..." recaiu, por sorteio, sobre Donna Hay. Elegi uma boa dezena de receitas dela, para acabar por ter que escolher uma e deixar as restantes para outras oportunidades. Acreditem que é difícil escolher, mas como gosto sempre de uma sobremesa na mesa de Domingo e tinha umas maçãs para usar, mais uns mirtilos no congelador a escolha estava feita quase por si só. Os crumbles não são uma sobremesa muito consensual lá em casa, com excepção para o simples crumble de maçã, mas de vez em quando lá o consigo levar a à mesa. Digo-vos que adorei esta sobremesa (adoro crumbles...) e tem sido a minha doçura semanal (a quantidade dá para umas 6 pessoas, mas lá em casa somos 2 e 1 não aprecia por aí além...por isso, mau grado a dieta, não houve como resistir.

E quem é Donna Hay?
"Donna Hay, escolhida pela maioria, volta ao nosso canto com as suas receitas deliciosas, inspiradas, que nos mostra através das suas maravilhosas fotografias.
Com 25 livros de receitas publicados, Donna estreou este ano o seu 3º programa de televisão, Basics to Brilliance, e é uma das mais amadas aclamadas chefs e food stylists da Austrália."



(fonte: Donna Hay)
Ingredientes:
Para o recheio:
1/2 chávena (110 gr.) de açúcar em pó (só usei umas colheradas de açúcar granulado)
1 vagem de baunilha - só as sementes
4 maçãs Granny Smith (usei 3 Fuji), descascadas e cortadas em pedaços
500 gr. de mirtilos (frescos ou congelados)
Para o crumble:
1/3 de chávena (75 gr.) de açúcar em pó
2/3 de chávena (50 gr.) de coco ralado
120 gr. de manteiga derretida (usei um pouco menos, claro)
1 chávena (150 gr.) de farinha peneirada



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Comece por preparar o crumble: coloque todos os ingredientes numa taça e envolva-os com as pontas dos dedos (ou 2 garfos) até obter uma mistura parecida com migalhas de pão. Reserve.
Noutra taça misture a maçã, os mirtilos, o açúcar e a baunilha.
Transfira o recheio para um recipiente de forno, espalhe o crumble por cima e leve a assar por 20 a 25 minutos ou até o crumble estar dourado.
Sirva morno ou frio, simples ou com uma bola de gelado.

1 de julho de 2016

Dia 1 e uma taça doce de couscous



O Dia 1 na Cozinha celebra o mês de Julho com um ingrediente especial: "couscous". Gosto de ter sempre um pacotinho de couscous na minha despensa e uso-o para preparar algumas marmitas pela rapidez com que se cozinha. Juntam-se-lhe toda a variedade de legumes, frango, atum, ovo, delicias do mar, o que bem entendermos para termos uma boa refeição, por isso imaginei que poderia não ser muito difícil arranjar uns minutinhos para voltar a participar no desafio do "Dia 1 na cozinha...". Bom, acabou por não ser tão fácil quanto me pareceu (o tempo...ai, o tempo!), mas ontem à noite lá me dispus a preparar um couscous para o dia de hoje.
Há alguns anos tinha visto um programa da Giadda de Laurentiis em que ela preparava um couscous doce e que me deixou bem curiosa, embora de pé atrás por estar habituada a usar o couscous unicamente em pratos salgados (E vocês dizem: então a aletria não é massa e não se faz um prato doce bem famoso com ela? E eu: pois, mas eu nem aprecio muito...), mas lá investiguei um pouco entre a internet e alguns livros que pairam na minha estante (e encontrei receitas bem interessantes) e acabei por me decidir por esta taça. Quando o couscous ficou pronto e lhe meti a colher para provar, confesso que ainda fiquei indecisa quanto ao acrescentar-lhe os frutos vermelhos, de tão bom que estava só assim, mas os frutos também estavam com um ar tão apetitoso que acabei por os conjugar na taça. Sirvam fresco e se não gostarem de sabores muito doces, como eu, retirem ou reduzam o mel nos frutos assados para que o a sua acidez se complemente com o doce do couscous.

Ingredientes:
1/3 de chávena de couscous
2/3 de chávena de água
Passas e arandos secos a gosto
1 colher de chá de açúcar amarelo (2 para os mais guloso)
Raspa de 1 laranja
Avelãs ou outros frutos secos a gosto, partidos em pedaços
um punhado generoso de frutos vermelhos (usei mirtilos e amoras congelados)
1 colher de chá de mel claro
Natas batidas ou iogurte natural para servir (opcional)
Canela para servir (opcional)



Preparação:
Coloque a água, as frutas secas e o açúcar num tachinho e deixe levantar ferver por cerca de 5 minutos.
Desligue o fogão e acrescente os cosucous e a raspa de laranja. Envolva, tape o tacho e deixe descansar até o cuscus absorver toda a água e solte os grãos com um garfo e envolva as avelãs ou amendoas .
Entretanto espalhe os frutos vermelhos num recipiente que possa ir ao forno, regue com o mel e leve a assar em forno pré-aquecido a 170º, durante cera de 20 minutos ou até os frutos começarem a libertar suco e amolecerem ligeiramente. Em vez do forno pode fazer este passo no fogão, colocando os frutos e o mel num tachinho e mexendo de vez em quando para os frutos não pegarem.
Quando os frutos estiverem prontos, retire do calor e reserve. Deixe arrefecer completamente.


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