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sábado, março 19, 2011

HERMAN JOSÉ (57)

Herman José faz hoje 57 anos e o Queridos Anos 80 faz questão de assinalar o facto, não só porque Herman é a referência humorística dos anos 80 e 90, mas também porque construiu uma carreira musical, basicamente nos eighties, que considero importante relembrar.

Tudo começa em 1980, com A Canção do Beijinho, tema que, pela mão do talento de Carlos Paião, juntou o humor e a música, e proporcionou a Herman um dos maiores êxitos desse ano em Portugal. Ele que tinha um background humorístico importante ao lado de Nicolau Breyner, em Sr. Feliz e Sr. Contente, ainda nos anos 70. O humor acompanhou quase sempre a carreira musical de Herman, nos anos 80, a excepção sendo a participação no Festival da Canção da RTP, em 1983, com A Côr do Teu Baton, música com a qual ficou em segundo lugar, atrás de Armando Esta Balada Que Te Dou Gama.

Em 1982, Herman José lançou uma versão de Da Da Da, um tema dos alemães Trio. É essa versão que vos trago, acompanhada pela respectiva capa (muito minimalista) do single:

Herman Jose - Da Da Da

Asculta mai multe audio diverse

Não foi só através de A Canção do Beijinho que Herman teve a colaboração de Carlos Paião. Em 1984, no programa Hermanias, Paião escreveu as canções da personagem Serafim Saudade, cujo disco seria editado em 1985. Nele, surge um dueto entre Paião e Herman, no tema Prás Sogras que Encontrei na Vida. Um ano depois, e a propósito da presença da nossa selecção no mundial do México, os dois artistas voltam a encontrar-se através do tema Bamos Lá Cambada, interpretado pela personagem José Estebes.

Herman José deixou-nos, principalmente na década de 80, um legado humorístico assinalável, através de programas de TV que todos nós conhecemos e com os quais crescemos, e aprendemos a rir e a imitar (um pouco como acontece agora com a geração adolescente e o fenómeno Gato Fedorento). Mas também no cinema nos rimos com ele, em O Querido Lilás (1987), de Artur Semedo, filme que me lembro ter visto na extinta Sala Lumière, ali junto ao Teatro Carlos Alberto.

Herman também teve o seu espaço de humor radiofónico, em programas na Rádio Comercial (Re béu béu pardais ao ninho) e na TSF, com um programa em que intercalava momentos musicais e a dramatização de anedotas enviadas pelos ouvintes. É de um desses programas, cujo nome já não recordo, que trago esta preciosidade:

(Nota: em estúdio, com Herman, estão Vítor de Sousa e Margarida Carpinteiro)

Parabéns, Herman José!

quarta-feira, outubro 14, 2009

45 rotações (III)

Amália Rodrigues
O Senhor Extraterrestre (1981)

A passagem dos dez anos sobre a morte de Amália Rodrigues motivou-me a recuperar uma aventura pop em que a maior fadista portuguesa de sempre embarcou nos anos 80. Foi pela mão genial de Carlos Paião, em 1981, que surgiu um maxi-single de vinil amarelo com duas canções. No lado A, O Senhor Extraterrestre, a fazer lembrar marchas populares, cuja letra chegou a fazer parte de um manual escolar da primária. No lado B, Amigo Brasileiro, com ritmos latinos como pano de fundo. A voz, a da inconfundível Amália Rodrigues. Os Arranjos e a direcção de orquestra pelo maestro Gaya. A produção foi de Mário Martins. Não faço ideia do impacto que este disco teve na altura (tinha apenas dez anos), mas hoje é considerado por alguns como uma preciosidade. Há uns tempos, o Blitz considerou-o mesmo uma relíquia, e há lojas de discos online a vendê-lo por vinte euros. Eu comprei o meu exemplar por cinquenta cêntimos. Sim, leram bem. Foi, como não podia deixar de ser, na feira da Vandoma. A capa do disco apresenta-nos uma banda desenhada cujas personagens são Amália e o senhor ET. Se clicarem nas imagens acima, poderão vê-la em pormenor.

Amalia Rodrigues - Sr. Extraterrestre

Amalia Rodrigues - Amigo Brasileiro