Esta é uma playlist com partes da casa no título. Temos cozinhas, janelas, jardim, teto, salão de baile (a minha casa tem, a vossa não?), hall e quartos. Qualquer outra lembrança é bem-vinda na caixa de comentários. Os vídeos passam daqui a pouco na página do Queridos Anos 80 no Facebook. Até já.
the colonel - too many cooks in the kitchen
The Colonel é Colin Moulding, membro fundador dos XTC, que, em 1980, sob este pseudónimo, editou Too Many Cooks In The Kitchen, single que não fez história. O título remete para a expressão "muitos cozinheiros estragam a sopa".
a flock of seagulls - windows
Em maio de 1982, os A Flock Of Seagulls lançavam o terceiro single do álbum homónimo de estreia. Chamava-se Space Age Love Song e, no lado B, apresentava Windows, em cujo refrão Mike Score pede, até à exaustão, que olhemos para a sua janela. Três anos depois surgia a primeira versão do sistema operativo com o mesmo nome.
missing persons - windows
É também sobre janelas que os Missing Persons decidem escrever, neste single retirado do álbum de estreia Spring Session M (1982). É através da janela que Dale Bozzio (a precursora de Lady Gaga) quer ver um mundo perigoso no qual é difícil confiar.
soft cell - kitchen sink drama
Kitchen Sink Drama faz parte do segundo álbum dos Soft Cell, The Art Of Falling Apart (1983). O título remete para o movimento cultural dos anos 50 e 60 (também conhecido por Kitchen Sink Realism), empenhado em retratar os problemas sociais da classe operária britânica.
wang chung - dance hall days
Em janeiro de 1984, os Wang Chung apresentavam Dance Hall Days, aquele que viria a constituir-se como um dos seus dois maiores sucessos a par de Everybody Have Fun Tonight. Dance Hall Days faz parte do álbum Points On The Curve (o primeiro com a designação "Wang" em vez de "Huang").
al corley - square rooms
Ainda em 1984, o actor de Dinastia, Al Corley, decidiu aventurar-se na música. O primeiro single chamava-se Square Rooms e obtinha razoável sucesso na Europa, nomeadamente em França e na Suiça. A canção tem aquele refrão catchy "Ooooohhh, Square Roooooooms", que invadiu muita pista de dança e pôs muita gente a cantar sem saber bem o que estava a dizer.
the mission - garden of delight
Garden of Delight (1986) tem duas versões: uma mais rock, outra de sonoridade mais clássica (constituída por violinos e violoncelos). A primeira é um dos lados do single que inclui Like A Hurricane (versão do original de Neil Young). A segunda, com "(Hereafter)" acrescentado ao título, surge no állbum Gods Own Medicine. Eu prefiro esta.
ub40 - rat in mi kitchen
Rat In Mi Kitchen (assim mesmo, "mi") é um dos temas mais conhecidos que fizeram dos UB40 um fenómeno mundial da música reggae. Fez parte do álbum Rat In The Kitchen (1986) e conta com Herb Alpert no trompete. A canção foi composta por Astro, que um dia perguntou a Ali Campbell se tinha ideias para novas canções ao que o vocalista respondeu que não queria saber porque tinha um rato na cozinha.
lionel richie - dancing on the ceiling
Lionel Richie lançou o álbum Dancing On The Ceiling em 1986 e o teledisco do primeiro single pôs-nos todos a pensar como é que ele conseguia fazer tudo aquilo, incluindo dançar, no teto. Agora todos sabemos que Lionel Richie é um mutante com ventosas nos dedos dos pés que resultou de uma experiência científica falhada na década de 80.
siouxsie and the banshees - hall of mirrors
Em 1987, Siouxsie And The Banshees editaram um álbum de versões chamado Through The Looking Glass. Dele faz parte Hall Of Mirrors, um original dos Kraftwerk. Siouxsie no seu melhor.
prefab sprout - the venus of the soup kitchen
Esta é a última canção do alinhamento do álbum From Langley Park To Memphis (1988), que levou os Prefab Sprout ao sucesso à escala mundial. Este é o álbum dos singles The King Of Rock n' Roll e Cars And Girls, entre outros.
abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
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domingo, novembro 24, 2013
segunda-feira, abril 22, 2013
Dia Mundial da Terra: uma playlist
Uma playlist de canções com a palavra Terra (Earth) no título, já que hoje é o dia dela, foi aquilo a que me propus. Tarefa não muito difícil, diga-se de passagem, dada a popularidade dos temas a que consegui chegar. O difícil foi mesmo a quantidade. Podem ouvir e comentar esta playlist fofinha na página do Queridos Anos 80 do Facebook. Vá, não se acanhem.
martin gore - never turn your back on mother earth
Originalmente gravada pelos Sparks, na década de 70, Never Turn Your Back On Mother Earth é uma das canções que Martin Gore incluiu no seu trabalho de estreia a solo, o Counterfeit EP (1989). A voz angelical de Gore assenta perfeitamente nesta canção bastante melódica e de forte inspiração ecológica.
curiosity killed the cat - down to earth
Foi graças a singles como Down To Earth que os Curiosity Killed The Cat conseguiram algumas capas da revista Bravo. E também graças ao ar lavadinho dos membros da banda, que tinham um enorme número de curiosas devotas entre as adolescentes da altura. Estávamos em 1987.
the stranglers - just like nothing on earth
Fez parte do alinhamento do álbum The Gospel According To The Meninblack (1981). Just Like Nothing On Earth foi o segundo single a ser extraído desse longa-duração. Uma canção deliciosamente estranha dos The Stranglers - como tantas outras deliciosamente estranhas - que não teve o esperado reconhecimento em termos comerciais.
belinda carlisle - heaven is a place on earth
Uma canção que marca uma carreira. Heaven Is A Place On Earth (1987) está para Belinda Carlisle assim como O Padrinho está para Copolla. Pronto, mais ou menos. A linda Belinda nunca tivera um êxito assim com as Go-Go's. Nem voltaria a ter.
the mission - heaven on earth
É a quarta faixa do álbum Children (1988) e faz aquele continuum fantástico com Tower Of Strength. Uma das minhas preferidas de um álbum que merece o estatuto de obra-prima, dentro do género.
duran duran - planet earth
Foi com Planet Earth que os Duran Duran se deram a conhecer ao mundo e o resto é história.
sábado, outubro 15, 2011
The Mission no Hard Club - 14.10.11
Quase 23 anos depois, voltei a ver em palco Wayne Hussey, Craig Adams e Simon Hinkler, três dos membros fundadores dos The Mission. Foi no Hard Club, no Porto, ontem. Só faltou Mick Brown, na bateria, que foi magistralmente ocupada por um miúdo de enorme talento, chamado Mike Kelly. O alinhamento percorreu o catálogo mais antigo da banda, com destaque para o álbum The First Chapter. De resto, não faria sentido de outra forma, tendo em conta a presença de Adams e Hinkler. Wayne Hussey, que vive no Brasil há alguns anos, disse umas palavras em Português, e mostrou-se bem disposto, facto ao qual não foi estranha a companhia de uma garrafa de vinho ao longo do concerto. A certa altura disse "Eu tenho gripe", mas a sua prestação vocal não se ressentiu. O que se ressentiu, no final do concerto, foram os meus ouvidos. O som estava excessivamente alto, sem que se percebesse a razão (não quero acreditar que o engenheiro de som é incompetente). Podem confirmar isso mesmo no vídeo de Tower of Strength que coloquei na página do Queridos Anos 80 no Facebook. Apesar da questão do som, o facto de podermos ver os verdadeiros Mission em palco e, claro, as canções e a magnífica prestação dos músicos fizeram deste concerto um momento para recordar para sempre.
Aqui fica o alinhamento do concerto:
beyond the pale (children)
serpents kiss (the first chapter)
over the hills and far away (the first chapter)
naked and savage (the first chapter)
into the blue (carved in sand)
severina (god's own medicine)
butterfly on a wheel (carved in sand)
the grip of disease (grains of sand)
wake (the first chapter)
wasteland (god's own medicine)
the crystal ocean (the first chapter)
deliverance (carved in sand)
(encore)
like a child again (masque)
like a hurricane (the first chapter)
tower of strength (children)
(encore)
blood brother (god's own medicine)
1969 (cover de Iggy Pop)
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terça-feira, outubro 11, 2011
THE MISSION (parte 2)
A década de 90 marca uma viragem na sonoridade da banda – o rock de ambiências góticas dá agora lugar ao pop mais direto, mais melodioso, ainda que com a marca distintiva que só a voz de Hussey podia dar. O que para alguns é o início da decadência, para outros trata-se de uma evolução brilhante. O álbum Carved In Sand é a ponte entre dois estilos. Deliverance, Into The Blue, Sea Of Love e, principalmente, o magnífico Butterfly On A Wheel mostram aos fãs o caminho a seguir. Este caminho fica marcado, em Abril de 1990, pelo abandono de Simon Hinkler em pleno início de digressão pelo Canadá e EUA. O início do fim, para alguns.
Em Outubro de 1990 é editado Grains Of Sand, uma reunião de todos os temas que tinham ficado de fora de Carved In Sand e ainda de vários B-sides. Hands Across The Ocean faz parte deste grupo de canções e é ainda hoje um dos temas preferidos do Queridos Anos 80.
O ano de 1992 marca definitivamente a mudança de sonoridade do grupo com a edição de Masque. Por muitos considerado o álbum maldito dos Mission, Masque é uma aposta descarada na pop e um abandono definitivo do rock gótico dos primeiros tempos. Dele fazem parte Never Again e Like A Child Again, este último uma aposta de muita pista de dança por esse país fora. Ainda assim, estes são tempos difíceis para o grupo. O álbum revela-se um flop de vendas, Craig Adams abandona e, para compor o ramalhete, a Polygram rescinde o contrato com a banda.
O período turbulento termina com a entrada no grupo de Mark Thwaite (guitarra) e Andy Cousins (baixo), os dois vindos dos All About Eve. A partir daqui, dificilmente podemos encontrar momentos de destaque na vida dos The Mission. Após as edições de Sum & Substance (1994, o sempre obrigatório best of) e Neverland (1995), Mick deixa a banda, ficando apenas Wayne Hussey como membro fundador. Entretanto, segue-se mais um falhanço, desta vez com o título de Blue (1996).
Hussey decide então mudar-se com a família para os EUA e é na terra do tio Sam que reencontra Craig Adams (que entretanto tinha feito parte dos The Cult) para decidirem revitalizar a banda. Aos dois e a Mark Thwaite junta-se o baterista Scott Garret (ex-The Cult). O resultado deste comeback chama-se Ressurection, um greatest hits lançado em 1999 com novos arranjos para os temas de maior sucesso do grupo. Arranjos, uns melhores que outros, como já se sabe. Like A Child Again surge aqui numa lindíssima versão em piano, enquanto que o novo Wasteland é um verdadeiro atentado ao original.
Restantes edições até ao presente: Ever After Live (2000), Aura (2001), God Is A Bullet (2007) e Dum Dum Bullets (2010)
Em 2002, Wayne Hussey entra em digressão europeia a solo, acompanhado da sua guitarra e de um sitetizador. Foi neste registo intimista que o Queridos Anos 80 o foi ver ao O Meu Mercedes É Maior Que o Teu, em 2003. Um concerto memorável, que confirmou Wayne como um grande cantor e um ótimo comunicador.
Há muito para explorar no site oficial da banda em http://themissionuk.com/wp/, enquanto nos preparamos para os receber esta sexta e sábado, respetivamente, no Porto e em Lisboa. Trata-se da digressão que celebra os 25 anos da banda, com o regresso de Craig Adams e Simon Hinkler, faltando apenas Mick Brown para reeditar o quarteto fantástico que pude ver ao vivo, em 1988, no memorável concerto do Pavilhão das Antas (Porto). Após o concerto do Porto, que decorrerá no Hard Club, haverá uma after show party, organizada pela Soundfactory. O Queridos Anos 80 não faltará! Todos os detalhes >>>> aqui!
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segunda-feira, outubro 10, 2011
THE MISSION (parte 1)
She believes in angels, she believes in the will of the gods
Falar dos The Mission é quase, para mim, uma questão religiosa. É por isso que escrevo estas linhas com a emoção de um adolescente armado em gótico. É que os Mission estão umbilicalmente ligados à minha história musical. Foi deles o primeiro concerto internacional a que assisti, no dia 12 de Novembro de 1988, no já extinto Pavilhão das Antas. São muitas as memórias que guardo daquele momento mágico, mas nenhuma assume o destaque do início do concerto com The Crystal Ocean. Muito fumo no palco, primeiro as teclas já programadas, depois todos os instrumentos numa entrada gradual, a bateria de Mick Brown, o baixo de Craig Adams, a guitarra de Simon Hinkler, e finalmente a entrada de Wayne Hussey em palco. Chapéu, cabelo comprido e óculos escuros. Como se fosse hoje.
As origens dos The Mission remontam aos finais de 1985, quando Wayne Hussey e Craig Adams decidem deixar os Sisters Of Mercy, em conflito aberto com o líder, Andrew Eldritch. Não perdem muito tempo até convidar Mick Brown e Simon Hinkler para fazerem parte de um novo projecto chamado The Sisterhood. Com esta designação, chegam a entrar em digressão europeia com os The Cult, mas problemas judiciais obrigam-nos a mudar de nome. Nascem assim os The Mission.
Os dois primeiros singles apresentam, desde logo, a identidade musical da banda. Stay With Me e Severina possuíam a força e a melodia de um rock gótico a que não estávamos habituados e mostravam o lirismo pungente das letras de Wayne Hussey. Severina conta com a voz angelical de Julianne Regan (All About Eve) nos coros, e é graças ao sucesso deste single que os Mission conseguem a sua primeira atuação no mítico Top Of The Pops, da BBC.
Editam o primeiro álbum em Novembro de 1986. Chama-se God's Own Medicine e é, ainda hoje, um marco no rock gótico dos anos 80, com temas como Wasteland, Stay With Me, Severina e Love Me To Death. Um álbum obrigatório.
Em Junho de 1987 segue-se-lhe The First Chapter, um álbum que reúne todos os sons da banda anteriores à assinatura de contrato com a Phonogram. Deste disco fazem parte Like A Hurricane (um original de Neil Young), The Crystal Ocean e Dancing Barefoot (um original de Patti Smith).
Os concertos da banda começam a tornar-se objeto de culto em todo o mundo e a passagem por Portugal acontece em clima de histeria. Lembro-me de um Pavilhão das Antas a abarrotar para os receber em êxtase. Aqui fica o alinhamento do concerto: The Crystal Ocean, Beyond The Pale, Severina, Belief, Stay With Me, Kingdom Come, Deliverance, Tower Of Strength, Wasteland, The Grip Of Disease, Hymn (For America), Sacrilege, Dream On, Love Me To Death, 1969, Dancing Barefoot e Shelter From The Storm. Este ultimo tema incluiu um medley com Light My Fire (The Doors) e Satisfaction (Rolling Stones).
Em Fevereiro de 1988 surge Children, um absoluto sucesso, produzido por John Paul Jones (ex-Led Zeppelin). Um dos melhores momentos deste álbum é sem dúvida o incomparável Tower Of Strength, que inclusivé cria o ritual da torre humana nos concertos do grupo. Outros grandes temas deste álbum são Beyond The Pale, Heaven On Earth e Kingdom Come.
Em finais da década de 80, o mundo rende-se aos The Mission. As votações dos leitores das revistas Sounds e Melody Maker dão-lhes a vitória em quase todas as categorias, incluindo Melhor Banda, Melhor Álbum, Melhor Single e Melhor Banda Ao Vivo, ultrapassando mesmo os U2 e o seu Rattle And Hum.
Continua...
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quinta-feira, julho 05, 2007
Duel (II) - Sisters Of Mercy vs. Mission - FINALIZADO
E foi apenas por 2 votos que os Mission venceram este duel! Em 52 votos, os rapazes de Severina e Tower Of Strength levaram 27 preferências. Foi por pouco, e acho que vem confirmar o que tinha escrito no texto de apresentação. Era realmente uma escolha difícil, pois as duas bandas têm sensivelmente o mesmo público-alvo. Obrigado a todos pela participação. E próximo duel promete ser de arrasar...
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Para começar, é justo dizer que este duelo é do mais cruel que pode haver. Não se faz. Digo isto, porque se trata de duas bandas que partilham muitos fãs, apesar de os respectivos líderes terem cortado relações ainda nos anos 80, não podendo ver-se à frente um do outro nem pintados (de preto, de preferência). Para mim, a escolha é óbvia, mas não o será tanto para a maioria dos fãs dos Sisters Of Mercy e dos Mission. Ou então, sou eu a exagerar. Vamos lá, então. Revelem o vosso lado gothic-rock mais profundo e escolham a vossa preferida. Para ajudar, a radio.blog. Tudo na barra lateral.
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sexta-feira, outubro 28, 2005
Missão cumprida
O concerto foi um bom concerto. A sala não estava cheia, mas o facção gótica lá estava, presente e juntinha, como se quer. Uma mancha negra a dançar ao ritmo do rock de Hussey & companhia, cigarro na mão, braços estendidos ao céu, na esperança de receber um Kingdom Come que não chegou a ser tocado.
Wayne Hussey mantém as qualidades vocais que sempre o caracterizaram, apesar de ontem, segundo as suas palavras, estar com um ligeiro problema, que não se notou, até porque o volume dos intrumentos se sobrepôs durante quase todo o concerto ao da voz do senhor vocalista. Sim, porque o tio Wayne é um senhor. Já arranha algum português, fruto da actual residência no Brasil. “Eu falo português... pequenino” foi a frase que quebrou definitivamente o gelo que ainda havia ali e acolá. Depois foi sempre a abrir.
Nestas coisas costuma-se falar sempre de momentos apoteóticos. O de ontem pode bem ter sido Tower Of Strength, a música que encerrou o concerto. Butterfly on The Wheel também andou lá perto. Faltou pouca coisa, em termos de “obrigatórias”. Não tocar Kingdom Come foi heresia, esquecer The Crystal Ocean um sacrilégio, abandonar Like A Child Again, um mal menor, diria o pessoal gótico. Eu não, que gosto da “música-mais-pop-que-os-Mission-fizeram”. Ah, e já agora, não lhes fazia mal nenhum terem tocado o Hands Acrosso The Ocean. E o Stay With Me. E o...
Vamos lá clicar nas imagens:


Wayne Hussey mantém as qualidades vocais que sempre o caracterizaram, apesar de ontem, segundo as suas palavras, estar com um ligeiro problema, que não se notou, até porque o volume dos intrumentos se sobrepôs durante quase todo o concerto ao da voz do senhor vocalista. Sim, porque o tio Wayne é um senhor. Já arranha algum português, fruto da actual residência no Brasil. “Eu falo português... pequenino” foi a frase que quebrou definitivamente o gelo que ainda havia ali e acolá. Depois foi sempre a abrir.
Nestas coisas costuma-se falar sempre de momentos apoteóticos. O de ontem pode bem ter sido Tower Of Strength, a música que encerrou o concerto. Butterfly on The Wheel também andou lá perto. Faltou pouca coisa, em termos de “obrigatórias”. Não tocar Kingdom Come foi heresia, esquecer The Crystal Ocean um sacrilégio, abandonar Like A Child Again, um mal menor, diria o pessoal gótico. Eu não, que gosto da “música-mais-pop-que-os-Mission-fizeram”. Ah, e já agora, não lhes fazia mal nenhum terem tocado o Hands Acrosso The Ocean. E o Stay With Me. E o...
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quarta-feira, outubro 26, 2005
17 anos depois
The Mission, a primeira vez: 1988. Digressão: Children. Local: Pavilhão das Antas, no 95º aniversário do FC Porto. Primeira parte: Falecido Alves dos Reis, que não chegaram a actuar.
Alinhamento do concerto: THE CRYSTAL OCEAN, BEYOND THE PALE, SEVERINA, BELIEF, STAY WITH ME, KINGDOM COME, DELIVERANCE, TOWER OF STRENGTH, WASTELAND, GRIP OF DISEASE, HYMN (FOR AMERICA), SACRILEGE, DREAM ON, LOVE ME TO DEATH, 1969, DANCING BAREFOOT, SHELTER FROM THE STORM (incluiu um medley com Light My Fire e Satisfaction).
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terça-feira, outubro 25, 2005
THE MISSION: acendam as velas
Wayne Hussey, back in the 80's
Estou eufórico. Lighting The Candles é o nome da digressão de suporte ao DVD com o mesmo nome que os The Mission andam a promover por essa Europa fora. Portugal não é excepção e hoje, às 20:00h, no Paradise Garage (Lisboa), e amanhã, 21:00h, no Hard Club (VN Gaia), os fãs dos The Mission terão oportunidade de os rever ao vivo a cores (ainda que as cores sejam dominadas provavelmente pelo preto... ou então não).
OK, os Mission em 2005 não são os Mission de 1987, nem serão tão pouco os Mission de 1995, mas o que a malta quer mesmo ouvir são os grandes temas de sempre, Wasteland, Severina, The Crystal Ocean, Tower Of Strength, Beyond The Pale, Butterfly On The Wheel, e... e... tantos outros. Os bilhetes para o Hard Club são a 20 euros. Depois conto como foi.
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