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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pelos Rafaéis deste país

O bullying é um drama que afeta crianças e jovens em todo o mundo. Ser enxovalhado, pressionado, agredido, humilhado, e.. por fim... atingir o tal ponto de ebulição em que o sangue ferve nas veias e a reação se dá. Mas para este Rafael, a reação seguiu o trilho errado e em vez de o libertar das amarras e o trazer à vida, seduziu-o para uma saída aparentemente mais fácil e dócil, da morte.

Para todos os Rafaéis do nosso país e para todos os pais:

- A força mede-se pela determinação em querer agir e em fazê-lo para mudar. Seja um aviso, seja uma reprimenda ao agressor, seja tão apenas um puxar de orelhas, ou ir mais além, temos de punir quem agride, quem violenta, quem persegue. Para que os Rafaéis deste país tenham um espaço por onde caminhar seguros, e para que se sintam protegidos e não abandonados. Para que queiram a vida em vez de procurarem o sossego da morte. Um sossego que não tinham na escla que os devia proteger...

sábado, 11 de junho de 2011

Bullying

É uma ocorrência muito frequente entre as crianças hoje em dia, nas escolas portuguesas. Umas vezes, as consequências são mínimas - embora não menos importantes - mas noutros casos, podem levar a danos sérios, à desistência da criança-vítima ou à expulsão (mais raramente) da criança-agressora. Na nossa infância, talvez até nos recordemos de alguns casos. Provavelmente, fomos vítimas e ultrapassámos. Alguns de nós ainda podemos trazer marcas dessa infância, que nos afectam no nosso mundo familiar e social.-

O bullying é o termo actualmente utilizado para descrever a "violência psicológica e física perpetrada pelos pares, colegas da escola, continuada no tempo e com o intuito de humilhar, rebaixar ou controlar, de alguma forma, alguém."(1)

João, 14 anos. Suicidou-se.
Durante muito tempo, foi vítima de bullying.

Alguém viu ou foi alertado? Sim, mas a ajuda não chegou a tempo. Outra sorte, tiveram os agressores que tanto têm dado que falar nos últimos dias na televisão: numa escola de Lisboa, duas jovem agridem violentamente uma terceira rapariga, enquanto outros jovens assistem à agressão. Em vez de socorrer a vitima, proferem palavras de incentivo às agressoras e filmam todo o episódio para publicar no facebook. O vídeo passou inúmeras vezes nos vários canais e é bastante expressivo.

Este fenómeno, infelizmente, não é pontual, acontece em vários países pelo mundo fora, mas não deixa de ser totalmente reprovável e um foco de preocupação.

Outro caso, passou-se dias depois e levou uma jovem às urgências com várias facadas e com a face desfigurada. Além das mazelas físicas, esta jovem terá de lidar também agora com as dores psicológicas. E essas demorarão certamente mais a sarar.

Bibliografia:

(1) - MATEUS, Bruno, "Bullying, a violência entre iguais", Domingo, 1/Março/2009;

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mais notícias

Hoje fui tomar o pequeno almoço e abri o jornal, para folhear com olhos apressados os cabeçalhos como habitualmente faço. Mais uma vez, as páginas esdtão repletas de tristes notícias: alunos com armas em escolas, o bullying, professores e pais em desespero. Só me resta lamentar, que mais podemos nós fazer quando a própria sociedade se afoga em mágoas e não tenta resolver de vez os problemas com medidas eficazes? Sinceramente, estou para aqui a escrever, mas não tenho soluções nem nada a acrescentar, sem ser a minha revolta por tudo o que se está a passar à minha volta.
Há uma falta de respeito enorme por quem tenta educar e, a violência esbate-se no dia a dia cheio de correrias. Não é dada a devida importância a pequenos delitos... o piior é quando é ganha a confiança para mais.

Elsa Filipe

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tipos de Bullying

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Deixo aqui alguns exemplos das técnicas de bullying (in.: Wikipédia):


- Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.

- Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.

- Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os

- Espalhar rumores negativos sobre a vítima.

- Depreciar a vítima sem qualquer motivo.

- Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.

- Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.

- Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.

- Isolamento social da vítima.

- Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).

- Chantagem.

- Expressões ameaçadoras.

- Grafitagem depreciativa.
- Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").

Fala-se em violência

Na rua, nas escolas, nos jornais. O tema é a violência. A de crianças contra crianças, pares contra pares, em mostras de força e de domínio.
Antigamente, pregavam-se partidas muitas vezes inofensivas aos colegas, ou andava-se "à bulha". Havia arranhões, olhos esmurrados e continuavam amigos. Eram os "pestinhas", de sacola ao ombro que fugiam às aulas para jogar ao berlinde ou ir para o pontão pescar. Agora as coisas tomam contornos diferentes e muito mais graves. Existem novas formas de agressividade. Dão-se novos nomes às partidas entre os mais novos.

Que bom que era, no meu tempo de escola, saíamos das aulas enm guerra de raparigas contra rapazes, chamavamos nomes uns aos outros e enchiamos balões de água que atirávamos tentando molhar os oponentes. Ninguém se magoava e, ferido, só o orgulho quando entrávamos molhados em casa. No dia seguinte, inventávamos novas armadilhas, estudávamos esconderijos nas ruas e nas escadas dos prédios. Corriamos rua acima, rua abaixo e íamos a pé para casa, porque no autocarro não podíamos fazer estas guerrinhas. Eram saudáveis, acho eu, e guardo bons amigos dessa altura. Mas nós entrávamos todos na brincadeira, não nos agredíamos por sermos maus ou mal-educados. Queríamos apenas medir forças.

Esta semana um menino perdeu a vida, atirando-se ao rio, por ser alvo segundo se diz, de bullying. O que se passou com este menino, passa-se com centenas de crianças pelo país fora. Algumas falam com os pais e as escolas são avisadas, outros têm vergonha e medo de represálias.

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. (in: Wikipédia).