Com o blogue em férias lançamos este passatempo de Verão. O visitante que acertar em mais nomes será convidado para um jantar com o administrador.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Da juventude
Com o blogue em férias lançamos este passatempo de Verão. O visitante que acertar em mais nomes será convidado para um jantar com o administrador.
Sinais
Etiquetas:
Empresários,
Férias,
Portugal,
Trabalhadores
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Sinais
Etiquetas:
Carlos Queiroz,
Futebol,
Portugal
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Berlim (III)
Sinais
Etiquetas:
Empresários,
jogo do monopólio,
Portugal
domingo, 27 de julho de 2008
Uma estalada é uma estalada e um barril de petróleo é um barril de petróleo
Para ler a notícia no original clique aqui.
Disto se concluí que:
1. Anibais há muitos
2. Um ditador pode ser um pai extremoso3. O multiculturalismo está particularmente activo na Líbia, Suíça e Quinta da Fonte.
Etiquetas:
Amor de pai,
Hannibal Kadhafi,
Líbia,
Multiculturalismo,
Petróleo,
Suíça
Daniel Ortega, a enteada e a violação dela
«(...)Resumo la historia de su hijastra Zoilamérica Narváez, tal como aparece en dos publicaciones que me merecen absoluta credibilidad (EL PAÍS, de Madrid, 29-06-08, y Búsqueda, de Montevideo, 5-06-08), pero quien tenga estómago para ello puede leer en Internet el testimonio completo de esta peripecia (...).»
Ler na íntegra no El País. Clique aqui.
Ler na íntegra no El País. Clique aqui.
Etiquetas:
Daniel Ortega,
infâmia,
Mario Vargas Llosa,
Nicarágua
sábado, 26 de julho de 2008
Berlim (II)
Sinais
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Berlim (1)
Sinais
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Monte Veritá (III)
Etiquetas:
Ascona,
Fotografia,
Monte Veritá,
Suíça
quarta-feira, 23 de julho de 2008
The History of 2 + 2 = 5
by Houston Euler
"First and above all he was a logician. At least thirty-five years of the half-century or so of his existence had been devoted exclusively to proving that two and two always equal four, except in unusual cases, where they equal three or five, as the case may be."
Jacques Futrelle, "The Problem of Cell 13"Most mathematicians are familiar with or have at least seen references in the literature to -- the equation 2 + 2 = 4.
However, the less well known equation 2 + 2 = 5 also has a rich, complex history behind it. Like any other complex quantitiy, this history has a real part and an imaginary part; we shall deal exclusively with the latter here. Many cultures, in their early mathematical development, discovered the equation 2 + 2 = 5.
For example, consider the Bolb tribe, descended from the Incas of South America. The Bolbs counted by tying knots in ropes. They quickly realized that when a 2-knot rope is put together with another 2-knot rope, a 5-knot rope results.
Recent findings indicate that the Pythagorean Brotherhood discovered a proof that 2 + 2 = 5, but the proof never got written up. Contrary to what one might expect, the proof's nonappearance was not caused by a cover-up such as the Pythagoreans attempted with the irrationality of the square root of two. Rather, they simply could not pay for the necessary scribe service.
They had lost their grant money due to the protests of an oxen-rights activist who objected to the Brotherhood's method of celebrating the discovery of theorems. Thus it was that only the equation 2 + 2 = 4 was used in Euclid's "Elements," and nothing more was heard of 2 + 2 = 5 for several centuries.
Around A.D. 1200 Leonardo of Pisa (Fibonacci) discovered that a few weeks after putting 2 male rabbits plus 2 female rabbits in the same cage, he ended up with considerably more than 4 rabbits. Fearing that too strong a challenge to the value 4 given in Euclid would meet with opposition, Leonardo conservatively stated, "2 + 2 is more like 5 than 4." Even this cautious rendition of his data was roundly condemned and earned Leonardo the nickname "Blockhead."
By the way, his practice of underestimating the number of rabbits persisted; his celebrated model of rabbit populations had each birth consisting of only two babies, a gross underestimate if ever there was one. Some 400 years later, the thread was picked up once more, this time by the French mathematicians. Descartes announced, "I think 2 + 2 = 5; therefore it does." However, others objected that his argument was somewhat less than totally rigorous. Apparently, Fermat had a more rigorous proof which was to appear as part of a book, but it and other material were cut by the editor so that the book could be printed with wider margins. Between the fact that no definitive proof of 2 + 2 = 5 was available and the excitement of the development of calculus, by 1700 mathematicians had again lost interest in the equation.
In fact, the only known 18th-century reference to 2 + 2 = 5 is due to the philosopher Bishop Berkeley who, upon discovering it in an old manuscript, wryly commented, "Well, now I know where all the departed quantities went to -- the right-hand side of this equation." That witticism so impressed California intellectuals that they named a university town after him. But in the early to middle 1800's, 2 + 2 began to take on great significance. Riemann developed an arithmetic in which 2 + 2 = 5, paralleling the Euclidean 2 + 2 = 4 arithmetic.
Moreover, during this period Gauss produced an arithmetic in which 2 + 2 = 3. Naturally, there ensued decades of great confusion as to the actual value of 2 + 2. Because of changing opinions on this topic, Kempe's proof in 1880 of the 4-color theorem was deemed 11 years later to yield, instead, the 5-color theorem. Dedekind entered the debate with an article entitled "Was ist und was soll 2 + 2?" Frege thought he had settled the question while preparing a condensed version of his "Begriffsschrift."
This condensation, entitled "Die Kleine Begriffsschrift (The Short Schrift)," contained what he considered to be a definitive proof of 2 + 2 = 5. But then Frege received a letter from Bertrand Russell, reminding him that in "Grundbeefen der Mathematik" Frege had proved that 2 + 2 = 4. This contradiction so discouraged Frege that he abandoned mathematics altogether and went into university administration. Faced with this profound and bewildering foundational question of the value of 2 + 2, mathematicians followed the reasonable course of action: they just ignored the whole thing. And so everyone reverted to 2 + 2 = 4 with nothing being done with its rival equation during the 20th century.
There had been rumors that Bourbaki was planning to devote a volume to 2 + 2 = 5 (the first forty pages taken up by the symbolic expression for the number five), but those rumor remained unconfirmed.
Recently, though, there have been reported computer-assisted proofs that 2 + 2 = 5, typically involving computers belonging to utility companies. Perhaps the 21st century will see yet another revival of this historic equation.
From: "Matt Westwood" Footnote from Matt Westwood in the 21st century: It's got to be pointed out that 2.4 + 2.4 = 4.8 so rounding to the nearest integer, 2+2=5.
A propósito do facilitismo
A criança que não é desafiada a entrar num exercício como numa floresta de perigos, armadilhas, códigos por decifrar, cheiros de mistérios e noção de conseguir alcançar algo que não está já ali, perde a emoção da aprendizagem, isso que no fundo é a cor da motivação. Torna-se por decreto público parte da lista do granjeamento de acéfalos bem sucedidos estatisticamente.
O nossos filhos deveriam estar protegidos dessa oferta.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Monte Veritá (II)
Etiquetas:
Ascona,
Fotografia,
Monte Veritá,
Suíça
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Monte Veritá (I)
Etiquetas:
Ascona,
Fotografia,
Monte Veritá,
Suíça
Dudas dia 26 no Onda Jazz
É membro fundador do grupo Simby, um projecto com músicos africanos da Guiné-Bissau (Guto Pires, Armandinho, Mayo Kopé, Toni Dudu). Nos últimos 2 anos integra o Didier Labbé Octet (guitarras, alaúde e composição), projecto que integra músicos franceses, espanhóis e portugueses, com o seu 1º CD Passejada recentemente editado (2005).
Quem não conhece, confirme-lhe o talento clicando em http://www.myspace.com/rlpdudas. Melhor ainda é ir dia 26 a Alfama ao Onda Jazz ouvi-lo. Ao vivo.
Sinais
Etiquetas:
José Sócrates,
Robin dos Bosques
domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
O princípio de uma grande amizade (II)
FAR2
Etiquetas:
anonimato,
Assuntos Sérios,
Copy-paste,
Ratazanas e outros insultos,
Revolução Total
Sinais
Etiquetas:
coisas incompreensíveis,
FBI,
PJ
Extremistas ao palco
Etiquetas:
Almada,
Progamação,
Teatro,
Teatro Extremo
Das relações Auersbergerianas
"(...) Durante algum tempo vamos com pessoas numa direcção, depois despertamos e viramos-lhes as costas. Fui eu que lhes virei as costas, não elas a mim, pensei eu. Corremos durante anos atrás delas e mendigamos a sua amizade, pensei eu, e uma vez que temos a sua amizade, já essa amizade não nos interessa mais. Fugimos delas, elas alcançam-nos e apoderam-se de nós e nós submetemo-nos a elas, a cada uma das suas ordens, pensei eu, e nelas nos abandonamos, até que ou morremos ou nos evadimos. Fugimos delas e elas alcançam-nos e esmagam-nos. Corremos atrás delas, imploramo-lhes que nos recolham e elas recolhem-nos e matam-nos. Ou procuramos evitá-las desde o princípio e conseguimos evitá-las durante toda a vida, pensei eu. Ou caímos na sua armadilha e sufocamos. Ou escapamos-lhes e difamamo-las, caluniamo-las, propalamos mentiras sobre elas, pensei eu, para nos salvarmos caluniamo-las,onde quer que possamos, para delas nos salvarmos, fugimos delas para defesa da nossa vida e acusamo-las por toda a parte de serem elas as culpadas de tudo o que nos acontece. Ou elas escapam-se-nos e caluniam-nos e acusam-nos,propalam toda a espécie de mentiras sobre nós, para se salvarem, pensei eu. Julgamos que já estamos mortos e encontramo-las e elas salvam-nos, mas nós não lhes ficamos agradecidos por isso, por nos terem salvo,pelo contrário, amaldiçoamo-las, odiamo-las por isso, perseguimo-las toda a nossa vida com o nosso ódio, por nos terem salvo. Ou insinuamo-nos na sua intimidade, elas repelem-nos, nós vingamo-nos e caluniamo-las, dizemos mal delas por toda a parte, perseguimo-las com o nosso ódio em última instância até à sepultura. Ou elas ajudam-nos no momento decisivo e nós odiamo-las, porque elas nos ajudaram, como elas nos odeiam, porque nós as ajudamos, pensei eu na poltrona de orelhas. (...)
"in: Derrubar árvores - uma irritação, Thomas Bernhard, Assírio e Alvim, 2007
sexta-feira, 18 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Uniculturalismo? Como?
André Azevedo Alves é contra aquilo que ele chama multiculturalismo. Mas é-o da forma que já nos habituou: com a sua ironia carregada de ódio. Traumas contra a esquerda, que só encontram paralelo em Alberto Gonçalves, o sociólogo que escreve na Sábado.
A minha pergunta é que propõe ele como alternativa? Acabar com a imigração? Separar cada etnia? Eugenia pura e dura?
André Azevedo Alves diverte-me pelo seu ódio, que vai de ficar louco com cartazes da CGTP em locais errados até a uma tristeza pela morte de Pinochet, esse belo cristão. Ou mesmo cabrão. Mas esta, de cair num estereótipo tão PNR de "gozar" o multiculturalismo, é mesmo de um tipo que fica contente quando lhe chamam fascista.
Volto à pergunta, não vá o tipo ler isto e só chamar-me abortista (era tão bom se esta gente religiosa e fanática tivesse mais que fazer senão odiar...), qual é a alternativa, André? Expulsá-los? Diga lá, sem vergonhas, o que pensa a sua mente liberal.
A minha pergunta é que propõe ele como alternativa? Acabar com a imigração? Separar cada etnia? Eugenia pura e dura?
André Azevedo Alves diverte-me pelo seu ódio, que vai de ficar louco com cartazes da CGTP em locais errados até a uma tristeza pela morte de Pinochet, esse belo cristão. Ou mesmo cabrão. Mas esta, de cair num estereótipo tão PNR de "gozar" o multiculturalismo, é mesmo de um tipo que fica contente quando lhe chamam fascista.
Volto à pergunta, não vá o tipo ler isto e só chamar-me abortista (era tão bom se esta gente religiosa e fanática tivesse mais que fazer senão odiar...), qual é a alternativa, André? Expulsá-los? Diga lá, sem vergonhas, o que pensa a sua mente liberal.
Guillermo Rivera
Mas que importa isso, à Europa? O seu calendário é tão ocupado!
"Hoy, en pleno siglo veinte nos siguen llegando rubios
Y les abrimos la casa y les llamamos amigos.
Pero si llega cansado un indio de andar la sierra
Lo humillamos y lo vemos como extraño por su tierra.
Tu, hipócrita que te muestras humilde ante el extranjero
Pero te vuelves soberbio con tus hermanos del pueblo.
Oh, maldición de Malinche, enfermedad del presente
Cuándo dejarás mi tierra.. cuándo harás libre a mi gente".
Excerto de
Maldición de Malinche
(G. Palomares)
O princípio de uma grande amizade
No Observer de Londres, José Fernando e Mimi falam-nos disso tudo num artigo de boa qualidade. Segundo eles, fundamentalmente, a baronesa é a candidata dos fortíssimos grupos lobbistas que operam na capital, a ponta-de-lança dos neo-capitalistas mais empertigados e a refém das teorias mais sinistras do Espesso, seita ligada aos meios trágicos do cristianismo radical extremista, racista e xenófobo.
Subliminarmente, os terríveis fantasmas da Cientologia podem manobrar na sombra também. O cocktail é alucinante, dramático e sinistro: um verdadeiro filme de terror, onde as gafes das ratazanas do esgoto e das galinhas desdentadas parecem deslizes de adolescente mimado e infeliz. Ao invés, a baronesa construiu uma "máquina" eleitoral extrema: a nata dos capitalistas financeiros, o suprassumo dos grandes lobbistas juntos com o magma dos cristãos extremistas.
O staff dos conselheiros políticos da "baronesa" é altamente revelador: o mais importante conselheiro de política internacional é Armandinho do Pico, uma das individualidades mais sinistras ligadas ao Comité para a Libertação dos Anónimos. Outros neo-conservadores integrados no inner circle da estratégia da Baronesa são, nada mais nada menos do que FAR-FAR-AWAY, o famigerado antigo representante da Pastelaria nas Nações Unidas, o Barão de Bobone, editor da bíblia dos conservadores de todos os bordos, L'Emmerdeur, representado em Portugal pela revista Índico, o polígrafo extremista Cimbalino Revol da Silva, que quer ressuscitar o neo-colonialismo anglo-saxónico, e a assustadora Clarinha Simplesmente, ex-directora da Casa Miguel Reis e adepta consagrada do bombardeamento do FAR.
O que se conclui daqui: falta de princípios básicos de amizade e boa convivência, carradas de bosta de raiva, de inominável má-fé e erros. Quem redigiu as pretensas emendas aos textos do FAR, das duas uma: ou não sabe ler ou foi toldado pela mais cega e insuportável das vinganças possíveis. Ou, talvez, com o desejo de armar ao pingarelho para inglês-ver e enganar o parceiro sobre os seus dotes. Claro.
Os filhos de Hitler e Goebbels e Estaline vão ser todos processados.
FAR2
FAR2
Etiquetas:
anonimato,
Assuntos Sérios,
Copy-paste,
Cuecas,
Ratazanas e outros insultos,
Revolução Total
As cuecas são todas iguais mas umas são mais iguais do que outras
Etiquetas:
Assuntos Sérios,
Burusera,
Cuecas,
Fetiches do Administrador Ratazana (FAR),
Rainha Vitória,
Revolução Total
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sinais
Etiquetas:
Hospitais,
Portugal,
Restauração,
Saúde
terça-feira, 15 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Agradeço que tirem o meu nome do cabeçalho do Blogue, se faz favor!
Por razões morais e estéticas imperativas, sobre as quais ninguém de bons sentimentos pode transigir, afasto-me do Blogue.
Os ataques pessoais encapotados e injustos, a polémica verrinosa e sem sentido, a falta de dinâmica e de espírito de combatitividade política e teórica são as razões do meu pedido de afastamento.
FAR
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Hoje, Concerto "AMAR GUITARRA" na Feira de Artesanato de Loulé
Concerto a 11 de Julho (Sexta-feira)
XVII Feira de Artesanato de Loulé
frente ao Tribunal (22:30h)
Amar Guitarra
20 Março 2003
É só carregar no botão vermelho.
E esperar que alguém encontre as armas de destruição massiva. Devem lá estar.
Lembrem-se: um feto vivo hoje pode ser um soldado morto amanhã!
PS: Armando, com o estudo, esqueci-me do aniversário do blog. Parabéns atrasados.
E esperar que alguém encontre as armas de destruição massiva. Devem lá estar.
Lembrem-se: um feto vivo hoje pode ser um soldado morto amanhã!
PS: Armando, com o estudo, esqueci-me do aniversário do blog. Parabéns atrasados.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Jeffrey Madrick: Facilidade de crédito enganou tudo e todos
O grande economista norte-americano reitera as verdades de base sobre a crise paradoxal da economia USA. " O trabalhador médio ganha menos, por causa da inflação, do que ganhava o seu pai há 30 anos atrás ", aponta. Madrick, que faz parte do conjunto de economistas como Summers, Stiglitz e outros que analisam no Financial Times habitualmente.
Sendo a economia norte-americana mais de procura do que altos salários, o entrevistado do Le Monde assegura também que " é impossível dizer como vai evoluir a economia." A catástrofe não é inexorável ", frisa. Para anunciar: " A recessão técnica talvez seja inevitável no Outono ".
Pourtant, une large majorité d'Américains, bénéficiant de l'expansion, soutenait cette économie…Oui, du moins durant un temps. Mais dès le début du second mandat Bush, on a constaté un début de distanciation. Aujourd'hui, le bilan est simple : le pouvoir d'achat du revenu familial moyen est inférieur à ce qu'il était lorsque George W. Bush a pris ses fonctions. Il faut toujours du temps pour comprendre ce qui arrive. En plus, non seulement les républicains, mais aussi les démocrates disaient que l'économie allait bien, ces derniers attribuant la prospérité à la présidence Clinton.
Ils avaient raison, non ? Les classes moyennes ont beaucoup bénéficie de l'ère Clinton…
Bien sûr! Toutes les catégories de travailleurs ont vu leur situation s'améliorer. Mais la progression des classes moyennes médianes et basses a été insuffisante pour compenser la perte de revenus des années précédentes. Le bilan économique de Bill Clinton est complexe. Effectivement, il a augmenté les impôts et équilibré le budget. En outre, l'économie a pu alors bénéficier des dividendes de la paix, après la fin de la guerre froide, et du boom technologique. Les marchés et l'immobilier ont commencé à beaucoup prospérer.
Mais Clinton a fondamentalement poursuivi la ligne de ses prédécesseurs : c'était une économie d'accès aux biens beaucoup plus que de croissance des revenus. Alan Greenspan [président de la Réserve fédérale] était là pour privilégier la lutte contre l'inflation et protéger des profits financiers. Clinton n'est pas responsable de la crise actuelle, mais sa politique économique y a aussi contribué.
Mais Clinton a fondamentalement poursuivi la ligne de ses prédécesseurs : c'était une économie d'accès aux biens beaucoup plus que de croissance des revenus. Alan Greenspan [président de la Réserve fédérale] était là pour privilégier la lutte contre l'inflation et protéger des profits financiers. Clinton n'est pas responsable de la crise actuelle, mais sa politique économique y a aussi contribué.
Aujourd'hui, qu'en est-il ?Le travailleur moyen gagne moins, compte tenu de l'inflation, que son père il y a trente ans. Et ceux qui n'ont pas fait d'études supérieures, beaucoup moins. Parmi ceux qui sont sortis de l'université, seuls les détenteurs d'un diplôme élevé font beaucoup mieux que les autres. Le college [équivalent de la licence] ne garantit plus une vie décente. En plus, il faut trouver un "bon" college, donc être issu d'une famille en mesure de payer son coût, qui a énormément augmenté. Un président d'université a déclaré : "Dites-moi de quel college vous sortez, je vous donnerai le code postal du lieu où vous avez grandi." La naissance détermine plus que jamais le revenu à venir.
FAR
L'attente (je suis un mutilé qui continue d'avoir mal à sa jambe amputé)
Encore le téléphone: à chaque sonnerie, je décroche en hâte, je crois que c'est l'être aimé qui m'appelle (puisqu'il doit m'appeler); un effort de plus, et je «reconnais» sa voix, j'engage le dialogue, quitte à me retourner avec colère contre l'importun qui me réveille de mon délire. Au café, toute personne qui entre, sur la moindre vraisemblance de silhouette, est de la sorte, dans un premier mouvement, reconnue.
Et, longtemps après que la relation amoureuse s'est apaisée, je garde l'habitude d'halluciner l'être que j'ai aimé: parfois, je me angoisse encore d'un téléphone qui tarde, et, à chaque importun, je crois reconnaître la voix que j'amais: je suis un mutilé qui continue d'avoir mal à sa jambe amputée.
Barthes, Fragments d'un discours amoureux
Et, longtemps après que la relation amoureuse s'est apaisée, je garde l'habitude d'halluciner l'être que j'ai aimé: parfois, je me angoisse encore d'un téléphone qui tarde, et, à chaque importun, je crois reconnaître la voix que j'amais: je suis un mutilé qui continue d'avoir mal à sa jambe amputée.
Barthes, Fragments d'un discours amoureux
Audiência
Etiquetas:
Copenhaga,
Dinamarca,
Fotografia
quarta-feira, 9 de julho de 2008
MAR RUBRO
O primeiro livro em prosa de Dias de Melo, Mar Rubro, foi editado precisamente há cinquenta anos. Inaugura o denominado ciclo da baleia, do qual faz parte a mais emblemática obra do autor, Pedras Negras, vinda a público no ano já distante de 1964. Seguir-se-ia, volvida mais de uma década, em 1976, Mar Pela Proa. Não resistimos, porém, a introduzir, neste mesmo ciclo, o volume Vida Vivida em Terras de Baleeiros, de 1983, uma extraordinária monografia historiando a saga da caça ao cachalote na ilha do Pico desde os tempos do lendário capitão Anselmo.
O universo das «crónicas romanceadas» de Mar Rubro, é o sul do Pico, mais concretamente a freguesia da Calheta de Nesquim, terra natal do autor. É por isso que descreve com alguns dos seus melhores textos essa pequena localidade, isolada, como tantas outras, na costa da «ilha negra», sem nada que a notabilizasse, sem especial recurso ou nenhuma glória que não fosse a bravura dos seus homens. «Todavia são belos os seus matos, que, lá no alto, no interior da ilha, se requebram em curvas gráceis de oiteiros e montes, e montanhas, revestidos de verduras, ou se alargam em extensos vales silenciosos, atapetados de amplos relvados, marchetados de compridos renques de cedros e azevinhos e, de onde em onde, purificados pela bênção das águas tranquilas e transparentes de charcos, paúis e lagoas».
As noites de temporal no pequeno povoado, onde em muitas casas as vidraças estavam iluminadas pelas candeias de azeite de baleia, quando o vento parecia rebentar portas e janelas e o mar, na costa, parecia tragar a terra.
E são as longas tardes na casa dos botes escutando as façanhas dos mais velhos: Mestre José Faidoca, a quem o nosso autor chama Mestre dos mestres, pela valentia e pela confiança que incutia aos homens da sua companha nos momentos decisivos; Capitão Medina, que regressara depois de muitos anos emigrado nos Estados Unidos, estabelecido em S. Diego da Califórnia, onde prosperou na pesca do atum, fôra voluntário na Segunda Guerra Mundial e alcançara o posto de Commander da Marinha de Guerra daquele país; João Caçolha, Mestre João Silveira, Mestre João Graxinha, entre muitos outros.
Mas seria sem qualquer dúvida a memória da infância, quando o povo da freguesia despertava subitamente e corria desde as terras mais elevadas, ou das casas térreas, corria pelos carreiros íngremes na pressa de arriar os botes com seus apetrechos, os remos, as celhas, os arpões, reunir os sete homens da cada embarcação, seis remadores, mais o esparrela que à popa segurava o leme, içar as velas, ou, nos tempos mais recentes, esperar que arrancassem os motores da gasolina, para então, apressadamente amarrados, zarparem primeiro que os seus mais directos competidores, os «ribeiras», e os «vilas» das Lajes. «Para que assim acontecesse, bastaria (...) ter ouvido, em dias repetidos, o estalar do foguete no céu azul da minha freguesia e aquele grito vibrante, estranhamente vibrante, repetido por dezenas e dezenas de vozes – baleia! baleia! (...) a imagem, cheia de movimento, dos baleeiros a correrem, a correrem como loucos, de saquinhas de chita e casacos de cotim, frocas de angrim, sueras de lã dependuradas dos braços, a caminho do porto, a caminho do mar.»
Depois de arpoada a baleia, quando havia casa de derreter na Calheta, o esforço brutal, em dias de sol, a rasgar o cetáceo, começando por separar do corpo a grande cabeça, retirar o toicinho, aproveitar o esparmacete, o óleo mais valioso, tudo isto suportando o indiscritível fedor da carne esfacelada desse animal gigantesco. «Jorrava o sangue, quando as baleias eram decepadas e esfoladas, espirravam gorduras, quando as cabeças eram abertas, vazadas, esquartejadas, desventravam-se vísceras, à medida que os escalhos inchavam e apodreciam». Então as águas tingidas de sangue tomavam uma cor avermelhada em redor do pequeno porto, a cor rubra.
Dias de Melo é hoje um autor com obra que se reparte por mais de vinte títulos que incluem a poesia, o conto, a crónica, narrativa de viagem, etnografia. Porém, no seu coração houve sempre um espaço predilecto para os baleeiros do Pico.
Mário Machado Fraião
Etiquetas:
Açores,
Dias de Melo,
Literatura
Teatro da Rainha - Julho 2008
O MÉDICO À FORÇA
de Molière
Dia 12 de Julho, 21h30m
Associação Social e Desenvolvimento de Casais da Serra
Freguesia de Landal, Caldas da Rainha
Dia 19 de Julho, 21h30
Associação Desenvolvimento de Casais da Carrasqueira
Freguesia de Vidais, Caldas da Rainha
Teatro da Rainha
Etiquetas:
Caldas da Rainha,
Teatro da Rainha
Los Santeros - 11 de Julho no Barreiro
terça-feira, 8 de julho de 2008
Breaking News
Hoje Terra Incógnita, na Galeria P4, pelas 18h.
Amanhã Ilha de Moçambique, pelas 19h e 30m, na Fábrica Braço de Prata.
Etiquetas:
Fotografia,
Ilha de Moçambique,
Niassa,
Sérgio Santimano
Ainda Dili (32)
Etiquetas:
Crocodilos,
Dili,
Pintura,
Timor
Sinais
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Janela (3)
Etiquetas:
Fairfax,
Fotografia,
USA,
Virgínia
Grande Salto em Frente
Foi assim, num ‘fósforo’ o “2+2=5” cumpre três anos prodigiosos. Com a mesma idade já Koba, José Estaline, se preferirem, exercitava no kindergarten os dotes que fizeram dele uma referência incontornável da imbecilidade. Ver Martin Amis.
Bom, a verdade é que, a convite do webmaster Armando Rocheteau, devo contribuir com um textito...mas não sei bem como celebrar esta efeméride. Matutei, matutei, e com a preciosa ajuda do oráculo que assina Táxi Pluvioso e o contributo involuntário- não, não é pioneiro- de uma experiência ficcional ensaiada pelo FAR- Heine encontra Sade-, decidi-me pelo desencontro entre Sacher Masoch e Mao Zedong.
O primeiro, despacha-se com o suplício de assistir, do princípio ao fim, a uma ópera chinesa. Pode ser “Red Lantern”, pode ser “Sha Jia Bang”, mas recomenda-se a mais penosa “Taking Tiger Mountain by Stratagem”.
Quanto ao segundo, deixaria, ao jeito de parábola, uma nota sobre a Grande Fome de 1959-1961, na China de Mao Zedong. Yang Jisheng, um veterano de 35 anos de Xinhua, publicou, em Hong Kong, aquele que parece ser o relato definitivo sobre as consequências do Grande Salto em Frente de 1958, preparado pela grande Campanha Anti-Direitista do ano anterior.
Sob o título de Mubei, tombstone na lingua franca- atrevendo-me a uma versão portuguesa, na certeza que serei impiedosamente corrigido, proporia ‘lápide’ ou por razões comerciais ‘o comunismo jaz aqui’-, Yang alinha os números, as estatísticas, província a província, cidade a cidade, de uma fome que ceifou entre 30 e 35 milhões. Três vezes mais do que o número de vítimas da Grande Guerra de 14-18. Cá está o três, o do aniversário do “2+2=5”.
Ora, como se sabe, o GSF compreende a colectivização da agricultura e a duplicação da produção de aço, sacrificando tudo o que é derretível, inclusive, alfaias agrícolas, e, ao mesmo tempo, assegurando a produção de cereais. Resultado, aço da têmpera de dejectos secos, que não servia para nada, e colheitas administrativas de cereais.
Yang Jisheng relata que, e foi para isso que serviu a campanha de 57, os delegados locais do PCC comprometiam-se com uma determinada quota ogrigatoriamente exagerada de produção, x para consumo próprio e y para o governo central e não podiam nem rectificá-la e muitomenos deixar de entregar a parte do Estado. Resultado...a China foi um net exporter de cereais, no período em causa, à custa do que os camponeses deixavam de comer. Antecipando os princípios científicos da sofisticação do quem não tem cão caça com gato, os camponeses, confirma este Mubei, amanhavam-se com ratos, pardais, cães, relva e casca de árvore. Mas não é exactamente sobre esta catástrofe humanitária que pretendo reflectir na casa grande do “2+2=5”. Esta parábola e sobre a verdade, a verosimilhança, a validação.
Yu Dehong, secretário do partido na circunscrição de Xinyang, entre 59 e 60, conta que, indo de aldeia em aldeia, contabilizava 100 cadáveres expostos na via pública, outros tantos na aldeia seguinte. Ninguém parecia incomodar-se. Interpelou, por isso, o comissário que, receando vir a ser acusado de qualquer crime contra a salubridade ou a saúde pública, respondeu: os cães comem os cadáveres.
Verdade? Claramente, mentira. Os cães já tinham sido comidos.
Este tabu já leva quase meio século. A Grande Fome não pode ser discutida publicamente, seja em livros, revistas, rádio, televisão, e está proscrita de quaisquer curricula universitários. Mas a vida continua.
Atão, o que aprendemos? Que a cultura da reconciliação é totalmente estranha ao Império do Meio e que, para os mesmo efeitos, investe-se na cultura da amnésia.
Este blogue tem andado em políticas de reconciliação....não levam a nada. Optemos por trivialidades, reticências e conceitos de ansiedade. Será que hoje vem aí mais disparate daqueles...? Será que não vem?
Mas em dia de efeméride temos de ser positivos, tolerantes e humildes. Aprende-se sempre qualquer coisa. Por exemplo, fiquei a saber que há literatura francesa contemporânea e que aquelas pancadas de Molière não pretendem ser o último aviso para um gajo se por a andar. Hoje estou certo que a psicanálise encontrou a sua Arca da Aliança e que aquele léxico vibrante das Internacionais ainda vai dar seriado na Globo.
Olha, vou almoçar. E viva o PS.
JSP
Bom, a verdade é que, a convite do webmaster Armando Rocheteau, devo contribuir com um textito...mas não sei bem como celebrar esta efeméride. Matutei, matutei, e com a preciosa ajuda do oráculo que assina Táxi Pluvioso e o contributo involuntário- não, não é pioneiro- de uma experiência ficcional ensaiada pelo FAR- Heine encontra Sade-, decidi-me pelo desencontro entre Sacher Masoch e Mao Zedong.
O primeiro, despacha-se com o suplício de assistir, do princípio ao fim, a uma ópera chinesa. Pode ser “Red Lantern”, pode ser “Sha Jia Bang”, mas recomenda-se a mais penosa “Taking Tiger Mountain by Stratagem”.
Quanto ao segundo, deixaria, ao jeito de parábola, uma nota sobre a Grande Fome de 1959-1961, na China de Mao Zedong. Yang Jisheng, um veterano de 35 anos de Xinhua, publicou, em Hong Kong, aquele que parece ser o relato definitivo sobre as consequências do Grande Salto em Frente de 1958, preparado pela grande Campanha Anti-Direitista do ano anterior.
Sob o título de Mubei, tombstone na lingua franca- atrevendo-me a uma versão portuguesa, na certeza que serei impiedosamente corrigido, proporia ‘lápide’ ou por razões comerciais ‘o comunismo jaz aqui’-, Yang alinha os números, as estatísticas, província a província, cidade a cidade, de uma fome que ceifou entre 30 e 35 milhões. Três vezes mais do que o número de vítimas da Grande Guerra de 14-18. Cá está o três, o do aniversário do “2+2=5”.
Ora, como se sabe, o GSF compreende a colectivização da agricultura e a duplicação da produção de aço, sacrificando tudo o que é derretível, inclusive, alfaias agrícolas, e, ao mesmo tempo, assegurando a produção de cereais. Resultado, aço da têmpera de dejectos secos, que não servia para nada, e colheitas administrativas de cereais.
Yang Jisheng relata que, e foi para isso que serviu a campanha de 57, os delegados locais do PCC comprometiam-se com uma determinada quota ogrigatoriamente exagerada de produção, x para consumo próprio e y para o governo central e não podiam nem rectificá-la e muitomenos deixar de entregar a parte do Estado. Resultado...a China foi um net exporter de cereais, no período em causa, à custa do que os camponeses deixavam de comer. Antecipando os princípios científicos da sofisticação do quem não tem cão caça com gato, os camponeses, confirma este Mubei, amanhavam-se com ratos, pardais, cães, relva e casca de árvore. Mas não é exactamente sobre esta catástrofe humanitária que pretendo reflectir na casa grande do “2+2=5”. Esta parábola e sobre a verdade, a verosimilhança, a validação.
Yu Dehong, secretário do partido na circunscrição de Xinyang, entre 59 e 60, conta que, indo de aldeia em aldeia, contabilizava 100 cadáveres expostos na via pública, outros tantos na aldeia seguinte. Ninguém parecia incomodar-se. Interpelou, por isso, o comissário que, receando vir a ser acusado de qualquer crime contra a salubridade ou a saúde pública, respondeu: os cães comem os cadáveres.
Verdade? Claramente, mentira. Os cães já tinham sido comidos.
Este tabu já leva quase meio século. A Grande Fome não pode ser discutida publicamente, seja em livros, revistas, rádio, televisão, e está proscrita de quaisquer curricula universitários. Mas a vida continua.
Atão, o que aprendemos? Que a cultura da reconciliação é totalmente estranha ao Império do Meio e que, para os mesmo efeitos, investe-se na cultura da amnésia.
Este blogue tem andado em políticas de reconciliação....não levam a nada. Optemos por trivialidades, reticências e conceitos de ansiedade. Será que hoje vem aí mais disparate daqueles...? Será que não vem?
Mas em dia de efeméride temos de ser positivos, tolerantes e humildes. Aprende-se sempre qualquer coisa. Por exemplo, fiquei a saber que há literatura francesa contemporânea e que aquelas pancadas de Molière não pretendem ser o último aviso para um gajo se por a andar. Hoje estou certo que a psicanálise encontrou a sua Arca da Aliança e que aquele léxico vibrante das Internacionais ainda vai dar seriado na Globo.
Olha, vou almoçar. E viva o PS.
JSP
Subscrever:
Mensagens (Atom)