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13.6.15

Um bundt com os frutos da paixão

Depois de uma ansiosa contagem decrescente para o fim das aulas, pode-se dizer que o entusiasmo dos miúdos pelo início das férias é palpável! Dentro de alguns dias vamos mais uma vez de férias para o sul, e depois começa a nova rotina do Verão. Sim, também eu ando entusiasmada, como não?!
Não poderia ir de férias, sem a minha participação habitual na edição da bundtmania, cujo tema proposto pela Lia são os frutos vermelhos



Morangos, cerejas, framboesas e mirtilos! Costuma-se dizer que o vermelho é a cor da paixão, e é esse o sentimento que nutro por todos estes frutos maravilhosos, que nos traz a bela Primavera. Também eu andei, numa ansiosa contagem decrescente até Maio, para poder trazer caixas cheias deles para casa.



Esta é uma sugestão alternativa de um bundt, perfeita para os dias quentes. Uma proposta influenciada pelas aulas do curso de iniciação na macrobiótica que terminou por estes dias, e que será a primeira receita, de outras que irei mostrar por aqui, dentro da filosofia dessa cozinha. 
Este é um doce super rápido, em que não é necessário usar o fogão (a evitar quando estão 35ºC lá fora) e que para além de delicioso, é nutritivo e saciante, graças ao uso da alga agar-agar, uma ótima adição para doces, como podem ler aqui




Bundt Rápido de frutos vermelhos

1/2 l de sumo de maçã biológico, sem açúcar adicionado
12/ l de água
1 colher de sobremesa de agar-agar em pó (se for em flocos, duplicar a quantidade)
1 casca de limão
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de geleia de arroz
bolachas a gosto q.b.
sumo de laranja q.b.
frutos vermelhos q.b. (usei framboesas, mirtilos, cerejas e morangos, claro!)



Preparação Bimby:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) na vel 5, até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar no copo o sumo e a água, a casca de limão e o sal: 10 min + 100ºC + vel 3, colher inversa.
Juntar a geleia de arroz: 2 min + 100ºC + vel 2, colher inversa.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Preparação tradicional:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) com uma picadora ou com o rolo da massa, bater nelas até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar numa panela o sumo, a água, a casca de limão e o sal e deixar ferver em lume brando por 7 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente para ajudar a agar-agar a dissolver e evitar que fique colada ao fundo da panela.
Por fim, adicionar a geleia de arroz e cozinhar por mais 2 minutos.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Podem fazer esta receita numa forma de tarte, colocando os biscoitos grosseiramente desfeitos no fundo, não sendo necessário o sumo de laranja, pois ao colocarem o líquido por cima dos frutos, eles ficarão automaticamente húmidos. Também podem alterar as frutas e o sumo de fruta escolhido, apenas devem evitar frutas ácidas, como ananás e laranja. Fica igualmente lindo, em taças de vidro, com as frutas e as bolachas inteiras ou partidas no meio. 
Caso sejam intolerantes ao glutén, podem sempre optar por usar bolachas sem glutén, ou omitir as mesmas, embora nesse caso, sugiro que aumentem um pouco na quantidade da geleia de arrroz. 




Um doce fim de semana...até à próxima!







11.5.15

O que fazer com bananas muito maduras - parte II

Bananas! Eis uma fruta que não pode faltar na fruteira aqui em casa, é a fruta preferida dos pequenos para levar e comer a qualquer hora. Compro bastantes bananas, daquelas pequenas maravilhas com um sabor inconfundível, que vêm da pérola do Atlântico, a Madeira. Não é muito habitual ficar com bananas pretas, muito maduras, que ninguém gosta, pois a velocidade a que desaparecem, na maior parte das vezes, não permite que elas cheguem a esse estado. Mas quando isso acontece, nada melhor do que fazer algo doce, para lhes dar uma vida nova.


E se há banana, terá de haver chocolate, a melhor combinação, ou pelo menos a mais consensual, por aqui. Estes muffins sem açúcar adicionado, foram um perfeito uso das ditas, muito negras bananas. Ficaram deliciosos e foram degustados com prazer e sem culpa, até pelo meu pai, cujos diabetes, muitas vezes não o permitem.




Muffins de Banana e Chocolate (vegan, sem açúcar)

280ml de leite vegetal (usei de arroz)
100ml de óleo de grainha de uva
100ml de geleia de arroz
3 bananas, muito maduras
250ml de farinha integral
100ml de flocos de trigo sarraceno
100ml de farinha de centeio fina
100ml de farinha de trigo T55
1 colher de chá de fermento
1 colher de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
100gr de pepitas de chocolate
1/2 chávena de avelãs




Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar formas de papel num tabuleiro de muffins, ou como eu, usar um tabuleiro de silicone, passando-o por água.

Bimby:
Colocar as avelãs no copo e dar 2 pulsos de turbo. Retirar e reservar.
No copo juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela: 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar o leite, o óleo, a geleia e as bananas no copo: 30 seg + vel 5.
Juntar a mistura da farinha: 30 seg + vel 3.
Adicionar as pepitas de chocolate e as avelãs reservadas, e envolver com a espátula.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Tradicional:
Picar grosseiramente as avelãs com uma faca, ou numa picadora. Reservar.
Numa taça grande juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela. Misturar e reservar.
Numa taça mais pequena, misturar bem o leite vegetal, o óleo, o arroz e as bananas esmagadas. Bater bem com um batedor de varas ou com a batedeira.
Adicionar a mistura das farinhas e bater apenas até tudo ficar envolvido e homogéneo.
Envolver com uma espátula ou colher as pepitas e as avelãs reservadas.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Não me enganei quando coloquei a medida das farinhas em ml em vez de gramas, uma vez que estava a usar um copo medidor de 250ml  para as medir, em vez da balança. Não me perguntem porquê...isso foi um bocado fruto do momento ao querer dar uso a uma série de pacotes abertos que queria acabar.
A razão porque recomendo que a massa descanse, têm a ver com uma dica da Vera quando se usa farinhas integrais, que podem ver aqui. E apesar desta receita, usar uma parte de farinha normal, eu achei que o descanso seria aconselhável, dado o grande teor de farinhas integrais usadas. A verdade é que ficaram fofos, como pretendia e isso é que importa.
Se quiserem espreitar outra das minhas receitas favoritas, para aquelas bananas muito pretas, vejam estas cookies aqui
Uma doce semana para todos!




15.4.15

Um Monkey Bundt Cake de Primavera

Tenho andado pouco produtiva por aqui, mas por vezes sinto uma vontade de ficar um pouco longe de todo este mundo virtual. É tão fácil uma pessoa perder a noção do tempo, enquanto vagueamos por uma página e outra e outra, que quando "acordo", por vezes o primeiro pensamento que flui é que deveria ter usado esse tempo que se foi, com as pessoas reais que amo e que estão aqui ao lado, no meu dia-a-dia, ou pelo menos, para dormir (quando me vejo distraída a horas em que devia estar na cama)!! Pelo que quando esse pensamento vira uma constante, aí eu paro e deixo os meus dias com outras distracções, porque sinto que tem de ser assim. 




Mas falemos do que me traz aqui hoje, o desafio da Bundtmania, que neste mês passa-se no lindo blog da Lia e cujo tema são os Monkey Bundt Cakes. O Monkey Bundt não é uma novidade aqui no blog, pois já fiz um post com um dos meus favoritos que podem espreitar aqui. É que se ainda não repararam, eu gosto tanto de fazer pães (em particular, pães doces) como bolos, e se tiver tempo livre, acreditem que será pão o que irá sair do forno.



Inspirada pela Páscoa, na Sexta-feira Santa fiz um Monkey Bundt com uma massa de folar e muita manteiga (já não me lembrava de gastar uma embalagem inteira de manteiga num único bolo!!!), açúcar e canela a envolver as bolinhas, porém depois o meu sentido de prioridade foi ao ar, e o bundt ficou no forno mais tempo do que devia, tendo acabado quase queimado, ou melhor bastante caramelizado! Não deixou de ficar muito saboroso e desapareceu em pouco tempo, mas como faltava o adjectivo lindo, resolvi-me dedicar a outro, uma semana depois.
A parte da quantidade enorme de manteiga que acabei por gastar no primeiro Moneky Bundt deixou-me um pouco preocupada, não enquanto saboreava, claro...nesses momentos o meu cérebro apenas se foca nos sentidos, paladar e cheiro.  Mas depois dos excessos de uma época como a Páscoa, a verdade é que queria um resultado bem mais leve e menos doce. 
E é assim, este Monkey Budnt Cake, doce q.b., com pouquíssima gordura, e mesmo assim uma massa húmida e saborosa, graças à cenoura e maçã, complementada com uma crosta de coco, laranja e amêndoa.


Monkey Bundt Cake de Cenoura, Coco e Amêndoa (Vegan)
adaptado daqui




sumo e raspa de 1 laranja
água q.b.
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de chá de sal marinho
1 cenoura média
1 maçã grande
1 colher de sopa de mistura de especiarias* ou canela em pó
1 colher de sopa de sementes de linhaça moída
500g de farinha T65
25g de fermento de padeiro fresco


Para envolver:
sumo de 1 laranja
1 colher de sopa de margarina ou manteiga
1 colher de sopa de geleia de arroz
2 colheres de sopa de açúcar puro de cana
raspa de 2 laranjas
1 chávena de coco ralado
1 chávena de amêndoa moída








Untar uma forma de bundt grande com azeite, de modo a toda a superfície ficar bem untada. Reservar.

Preparação na Bimby:
Colocar no copo seco a raspa de laranja e pulverizar na vel 9, baixar e repetir.
Adicionar a cenoura e a maçã, 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar no copo o sumo de laranja e completar com água até obter 250g. Juntar o óleo de coco e a geleia de arroz: 1,30m + 37ºC + vel 1.
Adicionar ao copo a cenoura, a raspa de laranja e a maçã reservada, o sal, as especiarias e a farinha. Desfazer o fermento na farinha com as pontas dos dedos: 10seg + vel 6, 3 min + vel espiga.
Verificar se a massa estiver muito agarrada às paredes do copo, polvilhar as paredes com um pouco de farinha e voltar a amassar na velocidade espiga mais uns segundos.
Deixar repousar a massa dentro do copo até esta levantar a tampinha de medida. Logo que isso aconteça, pressionar a massa com as mãos para retirar volume e 1 min + vel espiga.




Preparação na Máquina do pão:
Ralar a cenoura finamente e a maçã grosseiramente. 
Ralar a raspa de 1 laranja e retirar o sumo da mesma.
Colocar o sumo e raspa da laranja numa chávena de 250ml e encher a chávena com água até ficar cheia.
Numa taça que dê para ir ao micro-ondas, colocar o sumo e água, a geleia de arroz e o óleo de coco e aquecer durante 30 seg na potência máxima, mexendo a meio e no final para ajudar a derreter bem a gordura. Colocar esta mistura na cuba da máquina.
Juntar na cuba da máquina os restantes ingredientes indicados pela ordem acima descrita. Desfazer o fermento na farinha com a ponta dos dedos. Correr o programa de amassar (na minha máquina é de 15 minutos). No final do programa, se a massa estiver muito colada às paredes da cuba, polvilhar com mais farinha e correr novamente o programa de amassar.
Retirar a massa para uma taça grande, untada com azeite, e cobrir com película aderente e um pano grosso. Deixar a massa dobrar de volume, cerca de 1h30, num sítio abrigado, tipo o micro-ondas. 




Preparação Tradicional:

Ralar a cenoura finamente e a maçã grosseiramente. 
Ralar a raspa de 1 laranja e retirar o sumo da mesma.
Colocar o sumo e raspa da laranja numa chávena de 250ml e encher a chávena com água até ficar cheia.
Numa taça que dê para ir ao micro-ondas, colocar o sumo e água, a geleia de arroz e o óleo de coco e aquecer durante 30 seg na potência máxima, mexendo a meio e no final para ajudar a derreter bem a gordura. Juntar o sal e mexer.
Misturar a farinha com as especiarias e a linhaça. Desfazer o fermento com a ponta dos dedos na farinha.
Fazer um vulcão com a mistura da farinha e no meio colocar a mistura líquida. Envolver e amassar bem a massa com as mãos, até ficar suave. Adicionar a cenoura e a maçã ralada e voltar a amassar até ficar bem envolvida. Se a massa estiver muito seca, adicionar água morna, se estiver muito pegajosa, adicionar farinha aos poucos e continuar a amassar até que se consiga formar uma bola macia.
Colocar a massa numa taça grande, untada com azeite, e cobrir com película aderente e um pano grosso.
Deixar a massa dobrar de volume, cerca de 1h30, num sítio abrigado, tipo o micro-ondas.




Continuação da preparação bimby, máquina de pão ou tradicional:

Entretanto levar o sumo da laranja, a margarina e a geleia de arroz ao lume brando, até derreter a gordura. Obtém uma mistura líquida que têm de deixar arrefecer, até ser possível colocar o dedo sem se queimar.
Misturar numa taça o coco, a amêndoa, a raspa de laranja e o açúcar. 
Retirar a massa para uma superfície enfarinhada e, com um rolo de massa, estendê-la num formato rectangular de 50x40 cm. Cortar a massa aos quadrados pequenos, de modo a obter cerca de 50 pedaços, que se enrolam para formar pequenas bolas.
Passar cada bola na mistura líquida e depois na mistura seca do côco e amêndoa, e colocar na forma reservada. 
Se no final, ainda tiver algum líquido, vertê-lo para dentro da forma.
Tapar a forma com um pano grosso e deixar levedar novamente por mais 30 minutos.
Entretanto, pré-aquecer o forno a 180ºC.
No final do tempo de levedação, levar a forma ao forno e deixar cozer durante uns 25 a 30 minutos. Vigiar, e se a superfície começar a ficar queimada a meio do tempo, colocar uma folha de papel de alumínio para proteger.
Retirar e deixar arrefecer uns 10 minutos numa rede.
Passar uma faca à volta para desprender as laterais e o centro, e desenformar com cuidado. Se alguma bolinha ficar presa, basta repor no puzzle que é o Monkey Bundt.



Este "pão" num belo formato tipo puzzle de bolinhas delicioso, que dá vontade de tirar e devorar, até acabar, tem sabores que me lembram estes últimos dias (hoje não conta que está muito cinzento), a Páscoa e a Primavera! Ficou perfeito, e espero que as meninas Bundette Lia e Mena apreciem esta minha contribuição.
Se quiserem um extra de gulodice aconselho uma mistura de iogurte grego adoçado a gosto e raspas de laranja. É tão boomm!!...nem tirei uma foto das bolinhas com a cobertura, de tão distraída que estava a prová-las. Isso e um cão desejoso de liberdade acabou mesmo com a sessão fotográfica. Mas tudo bem, a espera entre tirar fotos e poder finalmente provar as gulodices, acaba até com a minha própria paciência!



25.2.15

Vamos fazer...florentines ou florentinos ou florentinas...ou umas bolachas que são uma guloseima!

Não faço bolachas tantas vezes quanto o gostaria, pelo simples facto, de que com certeza serei eu a comer 90% delas! A única bolacha que os meu filhos apreciam é a bolacha Maria, receita que já agora, se alguém conhecer uma infalível eu adoraria saber, porque ainda não tive sucesso algum a reproduzi-la. Pelo que entre os dois gulosos da casa, e uma vez que o meu marido acaba por passar menos tempo em casa do que eu, sou eu, que por razões inexplicáveis, me vejo constantemente atraída para o raio do frasco até ele acabar inevitavelmente vazio.




Mesmo correndo esses "riscos", gosto muito de participar (quando consigo) no "Vamos fazer bolachas", pois é um desafio que me faz, por vezes experimentar bolachas que noutras circunstâncias talvez nunca as fizesse. Como é o caso destes florentinos, que é o tema desta edição.  



Tenho que confessar que esta bolacha não andava debaixo do meu radar, e acho que até a Susana ter publicado estas, nunca me tinham suscitado qualquer interesse. E o que é muito estranho, uma vez que a sua base é amêndoa ligada por um delicioso caramelo e um topo de chocolate, ora apenas 3 ingredientes que me fazem salivar sempre que os vejo numa receita! 




Florentines (vegan, sem glúten)
adaptado daqui

190g de amêndoa laminada
25g de linhaça moída
raspa de 1 laranja
1 pitada de sal marinho
45g de açúcar de coco
40g de açúcar de cana biológico
40g de margarina
2 colheres de sopa de creme de coco (podem usar o creme que está no topo da lata de leite de coco)
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 colher de café de baunilha em pó (podem usar extracto)
chocolate derretido q.b.

Pré-aquecer o forno a 140ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Picar grosseiramente as amêndoas e colocar numa tigela grande.
Juntar a linhaça, a laranja, os açúcares,o sal e a baunilha em pó e envolver bem a mistura.
Colocar a margarina, o creme de coco e a geleia de arroz numa panela pequena e levar a lume médio/baixo, mexendo ate tudo ficar dissolvido e combinado. Assim que começar a querer ferver, desligar. (se usarem extracto de baunilha, acrescentem aqui e não na mistura seca anterior) 
Verter sobre a mistura de amêndoa e envolver bem, até tudo ficar bem combinado. 
Deixar arrefecer uns 10 minutos.
Com os dedos molhados fazer pequenas bolas, pressionando a massa e coloca-las no tabuleiro reservado, deixando um espaço entre elas, uma vez que elas vão-se espalhar no forno. Eu tive de usar mais do que 2 tabuleiros.
Levar ao forno durante 10 minutos, retirar e rodar o tabuleiro (senão tiverem espalhado, usar uma colher para empurrar as bolachas de modo a que fiquem espalmadas), e levar novamente ao forno durante outros 8 a 9 minutos até ficarem douradas.
Deixar arrefecer numa rede, e quando frias passar papel de cozinha para retirar o excesso de gordura que fica por baixo das bolachas.
Enfeitar as bolachas com chocolate derretido.




Estas pequenas delícias crocantes e que são umas belas guloseimas, com um café fazem o final perfeito de uma refeição. Eu acabei por as fazer no fim de semana, enquanto estava na casa dos meus pais e assim foram bem divididas por muita gente. E ainda bem, pois só enquanto andava nas fotografias foram logo umas 3 ou...sei lá, não andei a contar! 

28.1.15

Bolo, bolinhos e a minha primeira...pastinaga!

Numa das minhas (muitas) visitas à mercearia biológica saí de lá eufórica, encontrei...finalmente...pastinagas! Correcção, apenas uma grande, sozinha e perdida pastinaga, que a dona do estabelecimento acabou por me oferecer. Fiquei tão feliz! E ainda dizem que é difícil agradar a uma mulher!?! Quais sapatos ou jóias, qual quê?! Comigo, basta um legume um tanto pálido e um tanto feio, e pronto um sorriso grande e tonto na cara! 


Entretanto, já vieram mais para casa!


Chegada a casa, tratei logo de satisfazer a minha grande curiosidade acerca do sabor destas "cenouras" brancas e provei um pequeno pedaço cru. O seu sabor, mais intenso do que a cenoura e um pouco a "terra" como a beterraba, conquistou-me. 

Agora faltava a resposta à questão, o que fazer com uma grande pastinaga? Depois de pensar em alguns pratos salgados que me tinham ficado na memória, cheguei à conclusão que a grande pastinaga era um tanto pequena, para as ditas receitas. Pelo que o meu pensamento divergiu para...bolos! Pois tinha de ser, não é sua gulosa?! E ainda bem...





Bundt de Pastinaga e Chocolate
adaptado daqui

 2 chávenas* de farinha integral
1 chávena de farinha T55 (para bolos)
1/4 chávena de cacau
1/4 chávena de chocolate em pó
1 colher de café de mistura de especiarias para abóbora (ver aqui, podem substituir por apenas canela)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento em pó
1 e 1/2 chávena de açúcar puro de cana (ou açúcar mascavado)
2 ovos
2 chávenas de água
1/2 chávena de óleo de grainha de uva 
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
1 pastinaga grande 
1 beterraba muito pequena
100g de pepitas de chocolate

Cobertura
100g de chocolate (usei Avianense, marca da terra que adoro!)
1 colher de chá de manteiga
3 colheres de sopa de leite
bagos de romã q.b.
raspas de chocolate branco q.b.
açúcar em pó q.b.

*a chávena usada foi de 250ml

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Passar um pincel molhado em óleo numa forma de bundt média e 2 tabuleiros de mini-bundts, todos em silicone.

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Bimby
Colocar as farinhas, o cacau, o chocolate, as especiarias, o bicarbonato, o fermento e o açúcar no copo: 5 seg + vel 5 + colher inversa. Retirar e reservar.
Colocar a pastinaga e a beterraba no copo: 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar no copo os ovos, a água, o óleo e o vinagre: 15 seg +vel 3.
Juntar os ingredientes secos reservados: 30 seg + vel 3.
Acabar de envolver com a espátula os restos de farinha que ainda estejam visíveis, os legumes reservados e as pepitas de chocolate.




Tradicional
Ralar a pastinaga e a beterraba numa picadora ou num ralador fino.
Peneirar as farinhas, o cacau, o chocolate, as especiarias, o bicarbonato e o fermento juntos numa taça grande. Acrescentar os resíduos grandes que ficaram na peneira da farinha integral e o açúcar e misturar tudo muito bem.
Misturar noutra taça os ovos, a água, o óleo e o vinagre. 
Juntar as duas misturas e bater até ficar tudo envolvido.
Envolver a pastinaga, a beterraba e as pepitas de chocolate na massa.

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Verter a mistura para as formas reservadas, tendo em atenção de misturar massa do fundo da tigela para espalhar bem as pepitas por todas as formas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, retirar e deixar descansar uns 20 minutos em cima de uma rede antes de desenformar.




Desde que juntei bagos de romã ao molho de chocolate de uma torre de profiteroles no ano novo, que ando fã desta combinação, pelo que não resisti novamente a usá-la na decoração deste bolo. Para fazer a cobertura colocar  os quadrados de chocolate, a manteiga e o leite numa taça e levar ao micro-ondas durante 10 segundos na potência máxima, retirar e mexer muito bem com uma colher. Repetir este processo até obter uma mistura homogénea, lisa e brilhante. 
Verter o chocolate derretido pelos sulcos do bundt, decorar com as bagas de romã e as raspas de chocolate branco. 



Para os mini-bundts, uma peneira e açúcar em pó e divirta-se a transformá-los em montinhos de "neve"!





E é com este bolo festivo e estes bolinhos que desaparecem numa dentada, que participo no segundo aniversário da Maria João e do seu blog "Ponto de Rebuçado". Já no ano passado fiz questão de participar, pelo que não poderia faltar este ano. O blog da Maria João é uma visita obrigatória para mim, cheio de sugestões deliciosas, algumas das quais já se tornaram pratos habituais aqui em casa, sendo o último caso o dos bifes de perú em molho de açafrão. Espero que gostes Maria João, e obrigada pelo delicioso serviço público nestes dois anos! Que venham muitos mais! 



7.10.14

Semana vegetariana - take 2

Está prestes a acabar a semana vegetariana, que acontece entre o dia 1 a 7 de Outubro. No ano passado, assinalei esta semana através da receita que podem ver aqui

Ter refeições vegetarianas ou vegan em casa já se tornou algo habitual. Não sou vegetariana, embora as minhas refeições tendem, cada vez mais, a serem constituídas por vegetais e leguminosas, e volta e meia acabo a dispensar a carne para os restantes membros da casa, pois não lhe sinto a falta. Mas depois há o peixe (o meu adorado salmão e atum, nham), e esta sushi lover ainda não consegue abdicar de todo. Quanto aos meus homens, bem por enquanto ter 2 ou 3 refeições diferentes, são o máximo que eles me concedem sem grandes alaridos! Mas a vida é um caminho em que aprendemos e mudamos, e como mãe estou confiante que eles estão a crescer com a noção de que somos o que comemos, e que no futuro serão pessoas saudáveis e conscientes do que lhes faz bem.

Uma das minhas grandes inspirações para as minhas refeições vegan familiares é a Patrícia do lindíssimo e saboroso blog Not Guilty Pleasure, e que está a festejar em grande esta semana, com uma casa nova, e muitas entrevistas e receitas a preceito, que aconselho a espreitarem.

Pelo que contribuindo para esta semana vegetariana e em jeito de agradecimento à Patrícia pelo fantástico trabalho que ela faz a educar-me através do seu blog, hoje trago como refeição principal uma receita dela já por diversas vezes repetida e aprovada por aqui! 




Massa com legumes e tofu sweet chilli
adaptada do Not Guilty Pleasure

1 colher de azeite ou óleo de sésamo
1 alho francês grande, cortado em meias luas
1 cenoura média, cortada em tiras finas e compridas
1 pimento médio, cortado em tiras finas e compridas
150gr de cogumelos frescos brancos ou marron, laminados
1 dente de alho 
1 pedaço de gengibre, de 2 cm aproximadamente 
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sobremesa de vinagre de arroz
250g de tofu
massa esparguete integral, para 4 pessoas
2 colheres de sopa de coentros picados grosseiramente
sementes de sésamo q.b.

Marinada:
1 dente de alho
1 pedaço de gengibre, de 1 cm aproximadamente
1 colher de sopa bem cheia de molho sweet-chilli
1 colher de sopa de molho de soja

Cortar o tofu aos quadrados pequenos. 
Ralar o dente de alho e o gengibre. Eu uso um esmagador de alhos para ambos, e descarto a parte fibrosa do gengibre, que fica no esmagador.
Juntar o tofu e todos os ingredientes da marinada e deixar repousar no frigorífico pelo menos uns 30 minutos.
Cozer o esparguete integral numa panela grande cheia de água temperada com sal, durante o tempo aconselhado na embalagem.
Entretanto, preparar todos os legumes.
Num wook ou numa frigideira grande e larga, aquecer o azeite ou o óleo e saltear o alho francês, o pimento, a cenoura, o alho e o gengibre ralados, em lume médio/brando durante uns 5 minutos, até amolecerem.
Adicionar os cogumelos, e saltear mais uns 2 minutos.
Temperar com o molho de soja e o vinagre e deixar apurar mais uns 3 minutos.
Colocar numa saladeira grande e reservar.
Na mesma frigideira, juntar mais um pouco de óleo ou azeite, e saltear o tofu marinado até ficar tostado de todos os lados.
Envolver a massa com os legumes e o tofu. 
Salpicar com coentros picados e sementes de sésamo e servir.

Os meus filhos não apreciam muito a massa chinesa, por isso é que optei pela massa esparguete integral que resulta na perfeição neste prato.
E para adoçar o final de uma bela refeição, nada como uma boa sobremesa, daquelas docinhas e saborosas, mas bem saudáveis, sem qualquer adição de açúcar, e que nos deixa de bom humor e leves...de culpa.





Barras de abóbora saudáveis
adaptado daqui

Crosta:
1/2 chávena de amêndoas 
1/2 chávena de flocos de aveia (podem ser substituídos por mais amêndoas ou outro fruto seco)
1/2 chávena de alperces ou ameixas secas
1/4 colher de sopa de canela
1/4 colher de sopa de noz-moscada
1/8 colher de sopa de sal marinho
2 colheres de sopa de óleo de coco, derretido
1 colher de sopa de água

Recheio:
1 chávena bem cheia de puré de abóbora-manteiga assada*
5 tâmaras
3 colheres de sopa de óleo de coco, derretido
1 pitada de sal marinho
1 colher de sopa de especiarias para abóbora **
2 colheres de sopa de água

* para obter o puré veja aqui
**misturar: 1 colher de sopa bem cheia de canela moída, 1 colher de sopa mal cheia de gengibre em pó, 1/2 colher de sopa de noz-moscada, 1/2 colher de sopa de cravinho moído e 1 pitada de cardamomo em pó. Guardar estas especiarias num frasco e usar em bolos ou tartes, ficam muito bem com abóbora e maçã, por exemplo.

Bimby/Picadora:
Com a bimby ou com uma picadora picar as amêndoas e os flocos de aveia até ficarem em farinha.
Adicionar os alperces ou ameixas (sem caroço! façam o que eu digo, não façam o que eu faço e mais não digo) e picar bem até ficarem bem desfeitas.
Juntar os restantes ingredientes e picar até estarem todos bem combinados.
Colocar a mistura num tabuleiro ou prato quadrado, forrado a película aderente com uns bordos que permitam depois levantar as barras facilmente.
Pressionar bem a mistura com as costas de uma colher e colocar no frigorífico, enquanto se prepara o recheio.
Para o recheio, picar as tâmaras (sem caroço! nesta parte já me lembrei desse pequeno pormenor) até ficarem tipo uma pasta.
Adicionar os restantes ingredientes e picar até estarem bem combinados.
Colar o recheio sobre a cobertura, alisando o topo com uma espátula.
Tapar o tabuleiro ou prato com película aderente e levar ao congelador até o topo ficar firme ao toque.
Retirar e cortar aos quadrados ou rectângulos, e servir.
Guardar no congelador, o que não consumir, retirando sempre uns 5 minutos antes de servir.




Estas barrinhas são tão boas, mas tão boas! Já para não falar o quanto são simples e rápidas de fazer, nem 10 minutos e já estavam no congelador! Ai, ai já estou com saudades...são um vício, é o que elas são, tivesse aqui mais puré de abóbora...pelo menos este vício é bem melhor do que outros. :)


12.6.14

Tofu, bem me quer!

Desde ontem, que o blog têm um índice com as receitas publicadas, e ao fazê-lo apercebi-me que nunca publiquei nenhuma receita com tofu, ingrediente que é constante no meu frigorífico.

O tofu é um ingrediente que já teve tanto de reacções positivas como negativas nos vários pratos em que o usei, mas como bem dizem, ele não têm grande sabor, pelo que quando um prato não resulta, eu não culpo o tofu, mas antes a pouca coesão dos sabores do prato ou a cozinheira!

A outra questão que por vezes desagrada no tofu, é a sua consistência. Eu tenho um menino em casa que é muito picuinhas nesse departamento. As receitas em que ele é usado, desfeito em migalhas ou em pedaços pequenos bem crocantes, são as que tiveram mais sucesso. 

O tofu é um ingrediente muito versátil, podendo ser fantástico tanto em receitas salgadas, como em receitas doces,  como comprova o menu de hoje que apresenta essas duas vertentes, e ambas um sucesso.





Lumaconi recheado com tofu e espinafres

1/2 pacote de lumaconi (usei entre 24 a 25 conchas)
2 dentes de alho
1 colher de sopa de azeite
250g de tofu fresco
2 colheres de sopa de molho de pesto de rúcula*
3 chávenas de folhas de espinafres

Molho de tomate:
2 dentes de alho
1 cebola
1 colher de café de açúcar
400g de tomate
sal e pimenta q.b.
oregãos e manjericão seco ou fresco q.b.
1 colher de sopa de azeite

*pesto de rúcula: fiz segundo esta receita que podem ver aqui, mas podem usar qualquer outro pesto.


Cozer "al dente", as conchas lumaconi, numa panela com água a ferver, temperada com sal. Não deixar cozer demais, pois podem-se desmanchar ao recheá-las. 
Escoar e passar por água fria para deter a cozedura e ser possível manejá-las. Reservar.
Preparar o molho de tomate e o recheio, na bimby ou da maneira tradicional.

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Bimby:
Colocar no copo os alhos,  a cebola e o azeite: 5 seg + vel 5.
Baixar os resíduos com a espátula: 5 min + 100ºC + vel 1.
Adicionar o tomate e o açúcar: 15 seg + vel 7, seguido de 20 min + varoma + vel 1.
Temperar com sal, pimenta e as ervas. 
Virar o molho para um tabuleiro que vá ao forno.
Sem lavar o copo, colocar os alhos e o restante azeite no copo: 5 seg + vel 5.
Baixar os resíduos com a espátula: 1,30 min + 100ºC + vel 1.
Esmigalhar o tofu com os dedos para dentro do copo e juntar o pesto: 3 min + 100ºC + vel 1.
Adicionar os espinafres: 2 min + 100ºC + vel 1.

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Tradicional:
Fazer um refogado com o azeite, os dentes de alho e a cebola picados.
Juntar o tomate picado e o açúcar, baixar o lume e deixar apurar uns 30 minutos.
Temperar com sal, pimenta e as ervas aromáticas.
Triturar o molho com a varinha mágica.
Virar o molho para um tabuleiro que vá ao forno.
Enquanto o molho de tomate, estiver a apurar, fazer o recheio dos lumaconi.
Picar os alhos e salteá-los com o restante azeite.
Esmigalhar o tofu com os dedos e com um garfo, e adicioná-lo aos alhos. 
Adicionar o pesto e envolver bem, mexendo bem durante uns 2 minutos.
Juntar os espinafres e deixar cozinhar até murcharem.

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Rechear os lumaconi com a mistura do tofu e espinafres, e colocá-las, lado a lado, por cima do molho do tomate.
Polvilhar com queijo parmasão ralado, sementes de sésamo ou pão ralado.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180ºC, o tabuleiro coberto com papel alumínio, durante 20 minutos, seguidos de mais 10 minutos, destapado.




  
Vamos à sobremesa?





"Cheesecake" falso de tofu e morango
adaptada do nosoupforyou

180g de bolacha maria
2 colheres de sopa de côco ralado
90g de manteiga ou margarina

160g de açúcar + 90g de açúcar
500g de tofu fresco
360g de iogurte grego
sumo de 1 limão
260g de morangos 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Bimby:
Colocar as bolachas e o côco no copo: 15 seg + vel 9.
Juntar a manteiga: 15 seg + vel 4.
Colocar esta mistura numa tarteira (usei uma de 28 cm) com o fundo amovível e pressionar bem com uma colher, de modo a ficar bem compacto e a preencher uniformemente, todo o fundo da tarteira.
Passar o copo por água e juntar os 160g  de açúcar, o iogurte, o tofu esmigalhado e o sumo de limão: 1,30 min + vel 5.
Colocar esta mistura sobre a base de bolacha e levar ao forno durante 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente em cima de uma rede.
Refrigerar algumas horas, antes de servir.
Para fazer o doce, colocar no copo da bimby, os morangos e os 90g de açúcar: 5 seg + vel 5, seguido de 18 min + varoma + vel 2 .
Retirar e deixar arrefecer completamente.
Para servir a tarte, espalhar o doce de morango por cima da tarte.

Tradicional:
Triturar a bolacha com uma picadora ou esmagar com o rolo de cozinha.
Juntar o coco e a manteiga, previamente derretida.
Misturar tudo, e colocar a mistura no fundo de uma tarteira (usei uma de 28 cm) com o fundo amovível.
Pressionar bem com uma colher, de modo a ficar bem compacto e a preencher uniformemente, todo o fundo da tarteira.
Esmigalhar bem o tofu com os dedos e um garfo.
Colocar numa tigela e batê-lo, juntamente com o iogurte, os 160g de açúcar e o sumo de limão, até obter um creme homogéneo.
Verter o creme em cima da base de bolacha e levar ao forno durante 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente em cima de uma rede.
Refrigerar algumas horas, antes de servir.
Para fazer o doce, triturar os morangos com a varinha mágica, e levar ao lume com os 90g de açúcar, mexendo sempre, até obter o ponto desejado.
Retirar e deixar arrefecer completamente.
Para servir a tarte, espalhar o doce de morango por cima da tarte.




Esta é uma refeição bem saborosa e muito mais saudável, do que as tradicionais cheias de queijo. Porque apesar de eu ser louca por queijo (porque será, que na maior parte das vezes, gostamos tanto do que nos faz mal?!?!), o colesterol hereditário que corre nesta família obriga-nos a evitá-lo sempre que possível.
No entanto, posso atestar que no primeiro prato, todos pensaram que estavam a comer requeijão. Só lhes disse a verdade no fim, quando tinham limpo os pratos...adoro enganá-los!
Quanto à sobremesa, ninguém soube que tinha usado o tofu, mas não criem expectativas em encontrar o sabor do tradicional cheesecake, porque o sabor não é de todo igual....é diferente, mas igualmente bom!

24.5.14

Duas cookies muito diferentes - Vamos fazer bolachas?

Nesta edição do Vamos fazer bolachas, da Manuela, a bolacha escolhida para o mês de Maio foram as cookies. Isso recordou-me 2 receitas muito distintas que andava para experimentar, uma do livro Cozinhar na perfeição, do Marcus Wareing e outra deste lindo blog

A receita do livro é a tradicional e muito popular, cookies com pepitas de chocolate, e aproveitando a visita de uma amiga, achei que seriam uma boa surpresa para ela levar para casa e partilhar com os filhotes. Gostaram, Carla?

Mas como a minha curiosidade e vontade de experimentar várias receitas baseadas no crudivorismo, anda cada vez maior, surgiu a segunda versão de cookies com pepitas de chocolate. Neste caso uma versão raw, ou crua em bom português, mas como torna o nome muito menos apelativo, vamos continuar com o raw, ok.

Qual destas duas, gostariam de experimentar?




Cookies de pepitas de chocolate
do livro Cozinhar na perfeição, de Marcus Wareing

110g de manteiga amolecida
130g de açúcar mascavado bio
1 ovo médio batido
180g de farinha T65 (para pão)
1 pitada de sal
1/2 colher de chá de fermento
1 colher de chá de baunilha em pó
170g de pepitas de chocolate de 70% cacau, usei chocolate picado de 51% de cacau

Pré-aquecer o forno a 170ºC. 
Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Reservar.

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Bimby: 
Colocar a borboleta no copo e adicionar a manteiga e o açúcar: 2 min + vel 4.
Juntar o ovo: 1 min + vel 4.
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha.
Adicionar a mistura da farinha em 2 vezes, envolvendo com a espátula.
Por fim, envolver as pepitas de chocolate.

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Tradicional:
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha. Reservar.
Bater muito bem a manteiga com o açúcar, até ficar um creme leve e fofo.
Juntar o ovo e misturar.
Envolver com uma espátula a mistura da farinha, em 2 vezes.
Por fim, adicionar as pepitas de chocolate, e envolver tudo.

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Retirar a massa para uma superfície com película aderente, formar um tronco longo com 5 cm de diâmetro, e envolver na película. 
Levar ao frigorífico, pelo menos, 2 horas. Aguenta 1 semana, no frigorífico.
Cortar o tronco em fatias e colocar no tabuleiro reservado, bem espaçadas, dado que elas vão alastrar um pouco ao cozer.
Levar ao forno durante 12 a 15 minutos, até ficarem douradas nos cantos e fofas ao toque no meio. 
Retirar e levar as bolachas no tabuleiro, ao frigorífico e depois guardá-las num recipiente hermético. Não fiz este passo do livro, deixei-as arrefecer numa rede. 
Precisei de 2 tabuleiros para cozer a massa toda.




Cookies raw de pepitas de chocolate
adaptado daqui

5 tâmaras
1/2 chávena de amêndoas
1/2 chávena de cajus
1 colher sopa de leite de arroz
2 colheres de sopa de pepitas de cacau crú , ou pepitas de chocolate normais

Demolhar as tâmaras por 20 minutos em água. 
Usando a bimby ou uma picadora, picar os cajus e as amêndoas, juntos até ficarem em farinha.
Assim que o tempo acabar, retirar as tâmaras da água, cortá-las ao meio para retirar o caroço e colocar na bimby ou picadora, e picar no máximo uns 20-30 segundos até ficarem combinados. 
Juntar o leite e picar um minuto a dois minutos até ficar uma massa macia .
Retirar a massa e envolver as pepitas.
Formar bolachas e colocar num prato forrado com papel vegetal no frigorífico até ficarem bem firmes.
Colocar num recipiente hermético e conservar no frigorífico, até 2 semanas.
Renderam 10 unidades.




Bem, acho que não é surpresa que as primeiras sejam as preferidas de todos, não é? Já para não falar, que houve uns e outros, que não se atreveram sequer a provar as segundas, só porque falei em cru!!
Apesar de as primeiras também serem as minhas preferidas, eu e o meu irmão gostamos muito das segundas. Elas têm uma textura muito peculiar, que não consigo descrever muito bem...só experimentando mesmo. Adorei as pepitas de cacau cru, e apesar de não levarem açúcar, elas ficaram bem doces!