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11.5.15

O que fazer com bananas muito maduras - parte II

Bananas! Eis uma fruta que não pode faltar na fruteira aqui em casa, é a fruta preferida dos pequenos para levar e comer a qualquer hora. Compro bastantes bananas, daquelas pequenas maravilhas com um sabor inconfundível, que vêm da pérola do Atlântico, a Madeira. Não é muito habitual ficar com bananas pretas, muito maduras, que ninguém gosta, pois a velocidade a que desaparecem, na maior parte das vezes, não permite que elas cheguem a esse estado. Mas quando isso acontece, nada melhor do que fazer algo doce, para lhes dar uma vida nova.


E se há banana, terá de haver chocolate, a melhor combinação, ou pelo menos a mais consensual, por aqui. Estes muffins sem açúcar adicionado, foram um perfeito uso das ditas, muito negras bananas. Ficaram deliciosos e foram degustados com prazer e sem culpa, até pelo meu pai, cujos diabetes, muitas vezes não o permitem.




Muffins de Banana e Chocolate (vegan, sem açúcar)

280ml de leite vegetal (usei de arroz)
100ml de óleo de grainha de uva
100ml de geleia de arroz
3 bananas, muito maduras
250ml de farinha integral
100ml de flocos de trigo sarraceno
100ml de farinha de centeio fina
100ml de farinha de trigo T55
1 colher de chá de fermento
1 colher de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
100gr de pepitas de chocolate
1/2 chávena de avelãs




Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar formas de papel num tabuleiro de muffins, ou como eu, usar um tabuleiro de silicone, passando-o por água.

Bimby:
Colocar as avelãs no copo e dar 2 pulsos de turbo. Retirar e reservar.
No copo juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela: 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar o leite, o óleo, a geleia e as bananas no copo: 30 seg + vel 5.
Juntar a mistura da farinha: 30 seg + vel 3.
Adicionar as pepitas de chocolate e as avelãs reservadas, e envolver com a espátula.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Tradicional:
Picar grosseiramente as avelãs com uma faca, ou numa picadora. Reservar.
Numa taça grande juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela. Misturar e reservar.
Numa taça mais pequena, misturar bem o leite vegetal, o óleo, o arroz e as bananas esmagadas. Bater bem com um batedor de varas ou com a batedeira.
Adicionar a mistura das farinhas e bater apenas até tudo ficar envolvido e homogéneo.
Envolver com uma espátula ou colher as pepitas e as avelãs reservadas.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Não me enganei quando coloquei a medida das farinhas em ml em vez de gramas, uma vez que estava a usar um copo medidor de 250ml  para as medir, em vez da balança. Não me perguntem porquê...isso foi um bocado fruto do momento ao querer dar uso a uma série de pacotes abertos que queria acabar.
A razão porque recomendo que a massa descanse, têm a ver com uma dica da Vera quando se usa farinhas integrais, que podem ver aqui. E apesar desta receita, usar uma parte de farinha normal, eu achei que o descanso seria aconselhável, dado o grande teor de farinhas integrais usadas. A verdade é que ficaram fofos, como pretendia e isso é que importa.
Se quiserem espreitar outra das minhas receitas favoritas, para aquelas bananas muito pretas, vejam estas cookies aqui
Uma doce semana para todos!




15.4.15

Um Monkey Bundt Cake de Primavera

Tenho andado pouco produtiva por aqui, mas por vezes sinto uma vontade de ficar um pouco longe de todo este mundo virtual. É tão fácil uma pessoa perder a noção do tempo, enquanto vagueamos por uma página e outra e outra, que quando "acordo", por vezes o primeiro pensamento que flui é que deveria ter usado esse tempo que se foi, com as pessoas reais que amo e que estão aqui ao lado, no meu dia-a-dia, ou pelo menos, para dormir (quando me vejo distraída a horas em que devia estar na cama)!! Pelo que quando esse pensamento vira uma constante, aí eu paro e deixo os meus dias com outras distracções, porque sinto que tem de ser assim. 




Mas falemos do que me traz aqui hoje, o desafio da Bundtmania, que neste mês passa-se no lindo blog da Lia e cujo tema são os Monkey Bundt Cakes. O Monkey Bundt não é uma novidade aqui no blog, pois já fiz um post com um dos meus favoritos que podem espreitar aqui. É que se ainda não repararam, eu gosto tanto de fazer pães (em particular, pães doces) como bolos, e se tiver tempo livre, acreditem que será pão o que irá sair do forno.



Inspirada pela Páscoa, na Sexta-feira Santa fiz um Monkey Bundt com uma massa de folar e muita manteiga (já não me lembrava de gastar uma embalagem inteira de manteiga num único bolo!!!), açúcar e canela a envolver as bolinhas, porém depois o meu sentido de prioridade foi ao ar, e o bundt ficou no forno mais tempo do que devia, tendo acabado quase queimado, ou melhor bastante caramelizado! Não deixou de ficar muito saboroso e desapareceu em pouco tempo, mas como faltava o adjectivo lindo, resolvi-me dedicar a outro, uma semana depois.
A parte da quantidade enorme de manteiga que acabei por gastar no primeiro Moneky Bundt deixou-me um pouco preocupada, não enquanto saboreava, claro...nesses momentos o meu cérebro apenas se foca nos sentidos, paladar e cheiro.  Mas depois dos excessos de uma época como a Páscoa, a verdade é que queria um resultado bem mais leve e menos doce. 
E é assim, este Monkey Budnt Cake, doce q.b., com pouquíssima gordura, e mesmo assim uma massa húmida e saborosa, graças à cenoura e maçã, complementada com uma crosta de coco, laranja e amêndoa.


Monkey Bundt Cake de Cenoura, Coco e Amêndoa (Vegan)
adaptado daqui




sumo e raspa de 1 laranja
água q.b.
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de chá de sal marinho
1 cenoura média
1 maçã grande
1 colher de sopa de mistura de especiarias* ou canela em pó
1 colher de sopa de sementes de linhaça moída
500g de farinha T65
25g de fermento de padeiro fresco


Para envolver:
sumo de 1 laranja
1 colher de sopa de margarina ou manteiga
1 colher de sopa de geleia de arroz
2 colheres de sopa de açúcar puro de cana
raspa de 2 laranjas
1 chávena de coco ralado
1 chávena de amêndoa moída








Untar uma forma de bundt grande com azeite, de modo a toda a superfície ficar bem untada. Reservar.

Preparação na Bimby:
Colocar no copo seco a raspa de laranja e pulverizar na vel 9, baixar e repetir.
Adicionar a cenoura e a maçã, 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar no copo o sumo de laranja e completar com água até obter 250g. Juntar o óleo de coco e a geleia de arroz: 1,30m + 37ºC + vel 1.
Adicionar ao copo a cenoura, a raspa de laranja e a maçã reservada, o sal, as especiarias e a farinha. Desfazer o fermento na farinha com as pontas dos dedos: 10seg + vel 6, 3 min + vel espiga.
Verificar se a massa estiver muito agarrada às paredes do copo, polvilhar as paredes com um pouco de farinha e voltar a amassar na velocidade espiga mais uns segundos.
Deixar repousar a massa dentro do copo até esta levantar a tampinha de medida. Logo que isso aconteça, pressionar a massa com as mãos para retirar volume e 1 min + vel espiga.




Preparação na Máquina do pão:
Ralar a cenoura finamente e a maçã grosseiramente. 
Ralar a raspa de 1 laranja e retirar o sumo da mesma.
Colocar o sumo e raspa da laranja numa chávena de 250ml e encher a chávena com água até ficar cheia.
Numa taça que dê para ir ao micro-ondas, colocar o sumo e água, a geleia de arroz e o óleo de coco e aquecer durante 30 seg na potência máxima, mexendo a meio e no final para ajudar a derreter bem a gordura. Colocar esta mistura na cuba da máquina.
Juntar na cuba da máquina os restantes ingredientes indicados pela ordem acima descrita. Desfazer o fermento na farinha com a ponta dos dedos. Correr o programa de amassar (na minha máquina é de 15 minutos). No final do programa, se a massa estiver muito colada às paredes da cuba, polvilhar com mais farinha e correr novamente o programa de amassar.
Retirar a massa para uma taça grande, untada com azeite, e cobrir com película aderente e um pano grosso. Deixar a massa dobrar de volume, cerca de 1h30, num sítio abrigado, tipo o micro-ondas. 




Preparação Tradicional:

Ralar a cenoura finamente e a maçã grosseiramente. 
Ralar a raspa de 1 laranja e retirar o sumo da mesma.
Colocar o sumo e raspa da laranja numa chávena de 250ml e encher a chávena com água até ficar cheia.
Numa taça que dê para ir ao micro-ondas, colocar o sumo e água, a geleia de arroz e o óleo de coco e aquecer durante 30 seg na potência máxima, mexendo a meio e no final para ajudar a derreter bem a gordura. Juntar o sal e mexer.
Misturar a farinha com as especiarias e a linhaça. Desfazer o fermento com a ponta dos dedos na farinha.
Fazer um vulcão com a mistura da farinha e no meio colocar a mistura líquida. Envolver e amassar bem a massa com as mãos, até ficar suave. Adicionar a cenoura e a maçã ralada e voltar a amassar até ficar bem envolvida. Se a massa estiver muito seca, adicionar água morna, se estiver muito pegajosa, adicionar farinha aos poucos e continuar a amassar até que se consiga formar uma bola macia.
Colocar a massa numa taça grande, untada com azeite, e cobrir com película aderente e um pano grosso.
Deixar a massa dobrar de volume, cerca de 1h30, num sítio abrigado, tipo o micro-ondas.




Continuação da preparação bimby, máquina de pão ou tradicional:

Entretanto levar o sumo da laranja, a margarina e a geleia de arroz ao lume brando, até derreter a gordura. Obtém uma mistura líquida que têm de deixar arrefecer, até ser possível colocar o dedo sem se queimar.
Misturar numa taça o coco, a amêndoa, a raspa de laranja e o açúcar. 
Retirar a massa para uma superfície enfarinhada e, com um rolo de massa, estendê-la num formato rectangular de 50x40 cm. Cortar a massa aos quadrados pequenos, de modo a obter cerca de 50 pedaços, que se enrolam para formar pequenas bolas.
Passar cada bola na mistura líquida e depois na mistura seca do côco e amêndoa, e colocar na forma reservada. 
Se no final, ainda tiver algum líquido, vertê-lo para dentro da forma.
Tapar a forma com um pano grosso e deixar levedar novamente por mais 30 minutos.
Entretanto, pré-aquecer o forno a 180ºC.
No final do tempo de levedação, levar a forma ao forno e deixar cozer durante uns 25 a 30 minutos. Vigiar, e se a superfície começar a ficar queimada a meio do tempo, colocar uma folha de papel de alumínio para proteger.
Retirar e deixar arrefecer uns 10 minutos numa rede.
Passar uma faca à volta para desprender as laterais e o centro, e desenformar com cuidado. Se alguma bolinha ficar presa, basta repor no puzzle que é o Monkey Bundt.



Este "pão" num belo formato tipo puzzle de bolinhas delicioso, que dá vontade de tirar e devorar, até acabar, tem sabores que me lembram estes últimos dias (hoje não conta que está muito cinzento), a Páscoa e a Primavera! Ficou perfeito, e espero que as meninas Bundette Lia e Mena apreciem esta minha contribuição.
Se quiserem um extra de gulodice aconselho uma mistura de iogurte grego adoçado a gosto e raspas de laranja. É tão boomm!!...nem tirei uma foto das bolinhas com a cobertura, de tão distraída que estava a prová-las. Isso e um cão desejoso de liberdade acabou mesmo com a sessão fotográfica. Mas tudo bem, a espera entre tirar fotos e poder finalmente provar as gulodices, acaba até com a minha própria paciência!



15.6.14

Fora de jogo!

Eu estou rodeada por doidos por futebol! Não só jogam, como eles falam, lêem e vêem futebol, constantemente. Eles sofrem e vibram, segundo o caso, durante todo o campeonato, por isso anseio pelo seu término para ter algum descanso destas lidas futebolísticas. Mas, não é o caso de este ano, pois com o decorrer do mundial, já pude constatar que não é preciso ser Portugal a jogar, para deixarem de torcer e sofrer com grande afinco pelos seus favoritos. 

E como agora só se vê, ouve-se e fala-se sobre futebol, vem este termo fora de jogo, para descrever a minha desventura nesta última edição da Bundtmania (vão ver as delícias que foram publicadas hoje), uma vez que o prazo para publicar o post acabou ontem, mas segundo a minha mente brilhante esse dia seria hoje!

Talvez a minha estrela da sorte tenha ido de férias, porque não obstante eu ter descoberto que já estava fora de jogo, também consegui a proeza de apagar metade das fotos que estavam na máquina fotográfica ao transferi-las para o computador. Algumas fotos eram pessoais (apetece-me chorar ao pensar nisso!) outras de receitas que tinha experimentado, e todas as que tinha tirado ao bolo uma hora antes! Depois de alguns minutos de auto-comiseração, lá me levantei e fui buscar a muito-mal-amada-naquele-momento máquina fotográfica (culpo o computador do mesmo modo, e não quero ouvir que as máquinas só fazem aquilo que nós lhes pedimos) para fazer outra sessão.

Por que sou teimosa, de vez em quando (segundo outros, todo o tempo) e porque o bolo é muito bom, e não podia deixar de ser publicado aqui, em jogo ou não, eis o meu...




Bundt de Cereja e Vinho do Porto
adaptado do livro "As Festas da Julie" da Julie Deffense

Crumble
55g de farinha
50g de açúcar amarelo
1 colher de café de canela
1 colher de café de gengibre em pó
55g de manteiga com sal, à temperatura ambiente

Recheio
230ml de vinho do Porto
90g de cerejas sem o caroço e cortadas ao meio
25g de açúcar 
1/2 colher de sopa de farinha maisena
1 pau de canela
1/2 colher de sopa de extracto de baunilha
1 pitada de sal marinho

Bolo
180g de farinha
1/2 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
55g de manteiga com sal, à temperatura ambiente
80g de açúcar amarelo
2 ovos
110g de iogurte grego açúcarado ou natural, sendo que nesse caso aumentar o açúcar para 100g

Para fazer o crumble, misturar todos os ingredientes num robot de cozinha ou com as pontas dos dedos, até obter grumos grandes e húmidos. Reservar.

Para fazer o recheio, colocar num tacho todos os ingredientes, e levar ao lume, mexendo sempre até dissolver o açúcar. Assim que começar a ferver, baixar o lume e deixar borbulhar até engrossar e reduzir, cerca de 1 hora. Retirar o pau de canela e transferir para uma taça de vidro, para arrefecer completamente.




Pré-aquecer o forno a 175ºC. 
Untar muito bem uma forma de bundt com manteiga ou óleo. Eu usei uma de silicone. Reservar.
Peneirar a farinha, o bicarbonato de sódio e o fermento. 
Numa taça bater muito bem alguns minutos a manteiga com o açúcar. 
Batendo sempre, adicionar os ovos, um a um.
Juntar a mistura da farinha em 3 adições, intercalando com o iogurte.
Envolver o recheio na massa suavemente.
Colocar metade da massa na forma reservada. 
Espalhar metade do crumble por cima.
Deitar o resto da massa e polvilhar com o restante crumble.

Levar ao forno até ficar dourado, e passar no teste do palito. 
Deixar arrefecer numa rede pelo menos uns 20 minutos, antes de desenformar.




Eu fiz metade da receita do livro, o que deu um bolo pequeno. Se quiserem um bolo normal, dupliquem as quantidades que indiquei. 
A combinação de sabores do vinho do porto com a cereja é maravilhosa, andei a lamber com afinco a colher que rapou o tacho no fim de fazer o recheio! E a massa do bolo fica tão deliciosa, quando envolvemos esse recheio. Sim, também lambi com afinco a colher da massa! 
A repetir, mas no formato grande!

18.5.14

WBD - Financiers de morango "baked" pelo glorioso sol

Fazer um bolo ou alguma coisa doce para a minha família é uma das minhas partes preferidas do fim de semana. Foi precisamente o mote para o nome deste blog, momentos doces partilhados por aqueles que trago no coração, e que normalmente ocorrem quando toda a família se reúne ao fim de semana na aldeia onde crescemos.

Sendo assim, não é de estranhar que ache que o dia de hoje, o World Baking Day, seja uma data para assinalar, e como o mote deste ano é "Who will you bake for?" vou dedica-lo em particular, aos meus queridos filhotes, uma ironia, sendo eles nada apreciadores de bolos e bolinhos. 

Já tinha comentado que os meus filhos não parecem sair aos pais, na faceta de gulosos que ambos partilhamos, pelo que quando descubro uma receita que faz com que um deles lhe apeteça comer sozinho uma fornada, essa receita vai automaticamente para o top das receitas preferidas e mais repetidas aqui em casa. É o caso destas pequenas delícias, cuja receita descobri num dos sites mais doces e bonitos portugueses, o Coco&Baunilha





Financiers de morangos
adaptado daqui

120g de claras (usei 5 claras)
90g de açúcar em pó
125g de amêndoa moída
30g de farinha
100g de manteiga s/ sal derretida
morangos q.b.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar ligeiramente umas formas de queques com manteiga (renderam-me 10 queques). Reservar. 

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Bimby:
Pode usar açúcar granulado e pulverizar na bimby alguns segundos na velocidade 9, para obter o açúcar em pó.
Juntar todos os ingredientes secos no copo da bimby: 10 seg + vel 4.
Adicionar as claras: 15 seg + vel 3-4.
Com a bimby na velocidade 3-4, adicionar pelo bocal a manteiga em fio.

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Tradicional:
Misturar bem todos os ingredientes secos.
Juntar as claras e bater bem. 
De seguida, com a batedeira em funcionamento, incorporar a manteiga em fio.

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Verter a mistura para as formas reservadas, enchendo 2/3 de cada forma. 
Partir os morangos em tiras fininhas e colocar 1 colher de café cheia de morangos em cada forma, enterrando com a colher alguns.
Levar ao forno pré-aquecido durante 15 minutos, ou até começarem a dourar por cima.

Como o dia hoje estava demasiado bonito e quente, não deixei a oportunidade de os cozinhar no forno solar, demoraram 1 hora e 20 minutos, mas ficaram perfeitos como se tivessem sido feitos no forno.




Quando estiverem dourados, retirar e deixar arrefecer pelo menos uns 5 minutos numa rede, antes de desenformar.




Polvilhar com açúcar em pó e servir.




Este é uma receita super simples, mas extremamente saborosa. Para este dia em particular, ou em qualquer outro dia, vão para a cozinha, coloquem os pequenos e graúdos a cozinhar estas pequenas delícias e gozem um Doce Fim de Semana.  

3.5.14

1º Aniversário

Hoje faz um ano que iniciei a aventura de ter um blog. 

Agradeço a todos os que me deram o prazer de ver/ler o que tenho andado a fazer por aqui, e espero, sinceramente, que tenham apreciado o tempo que me dispensaram.

Ao ter um blog, deixei de ser uma leitora anónima, tive que colocar a minha timidez de parte, e demonstrar mais de mim na blogosfera, e o que recebi em retorno foi muita simpatia e muito carinho, e a convicção de existem pessoas mesmo especiais neste mundo virtual. Obrigado a todos que fizeram desta experiência, algo que me preenche de um modo bem diferente os dias, e que me faz querer continuar por muito tempo.

Ao revisitar as minhas antigas publicações, a memória associada às imagens e palavras que escrevi, tornam-se mais nítidas na minha cabeça e dá-me a tal certeza que isto é um projecto inestimável, e que um dia, até os meus filhos, que agora não ligam, não percebem e nem querem perceber, irão visitar com carinho.

Como comemoração deste 1º aniversário do blog, deixo duas sugestões, que são fantásticas para um almoço diferente, como o do dia da mãe, que se comemora amanhã.

A primeira, o prato principal, reflecte um dos propósitos que me levou a criar o blog, registar as alterações nos hábitos alimentares dos meus filhos. A segunda, reflecte uma das vertentes que eu mais gosto de cozinhar, principalmente ao fim de semana, como partilha entre toda a família, a sobremesa.




O atum fresco não era algo que agradasse aos meus filhos, e a esperança que eles ficassem encantados por um bom bife de atum, tanto como por um bom naco de carne revelou-se completamente utópica da minha parte. Por isso, quando vi esta sugestão da Susana, autora de um blog e de um livro que está no top dos meus favoritos, achei que talvez ainda houvesse esperança para eles apreciarem um peixe que só faz bem. E não me enganei, por momentos eles pensaram que estavam a comer carne, até eu lhes revelar que na verdade era o tal atum que não apreciavam nada. Fácil e muito saborosa, e no entanto bem mais saudável, esta lasanha provou estar à altura da habitual concorrente lasanha tradicional.


Lasanha de atum fresco
adaptada do fabuloso nosoupforyou

1 cebola
1 pimento vermelho
1 cenoura pequena
1 beterraba pequena
3 dentes de alho
700g de tomate
80g de cerveja
400g de atum fresco
Massa fresca de lasanha
1 colher de chá de oregãos
1 punhado de manjericão fresco picado ou 1 colher de chá de manjericão seco
sal e pimenta q.b.
150g de queijo mozzarella ralado ou 1 bola fresca


 Bimby:
Colocar a cebola, o pimento, a cenoura, a beterraba cortados aos cubos no copo. Juntar os alhos e o azeite: 7seg+vel5, e em seguida: 7min + 100ºC + vel 1.
Juntar o tomate e a cerveja: 15seg + vel 7, e em seguida: 30 min + varoma + vel 1.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Adicionar o atum cortado aos cubos, os temperos e as ervas aromáticas: 5 min + varoma+ colher inversa.

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Tradicional:
Picar a cebola e o alho. Ralar a cenoura e a beterraba, e cortar o pimento aos cubinhos. Reservar.
Refoguar os dois primeiros em azeite, e assim que a cebola começar a ficar translúcida, adicionar os restantes ingredientes reservados e deixar cozinhar, mexendo constantemente, até os legumes ficarem moles.
Refrescar com a cerveja, e quando levantar fervura, adicionar o tomate partido aos pedaços.
Cozinhar tapado, em lume brando, aproximadamente 40 a 50 minutos, até que o tomate se desfaça e o molho engrosse (não deixe ficar demasiado espesso). Passar tudo pela varinha mágica.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Juntar o atum aos pedaços, os temperos e as ervas aromáticas ao molho, e deixar cozinhar uns minutos, mexendo ocasionalmente, para que o atum se desmanche em lascas.

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Num pirex, colocar alternadamente, camadas do molho de atum com massa de lasanha. Cobrir a última placa de massa de lasanha com o queijo mozzarella ralado ou rodelas da bola de mozzarella fresca.
Levar ao forno durante 30 minutos ou até o queijo ficar gratinado e a massa cozida.
Deixar repousar 5 a 10 minutos e servir com uma salada verde, alface, abacate e coentros, por exemplo.




Depois, de uma bom prato principal, nada como uma boa sobremesa, e esta tarte é fantástica. Eu fiquei absolutamente rendida a cada garfada.




Tarte de Maça e Mirtilos
adaptada do Between Kitchens

Massa
200g de farinha sem fermento
100g de manteiga ou margarina
1 ovo pequeno
50g de açúcar mascavado claro

Recheio
50g de farinha sem fermento
50g de amêndoa moída
1 colher de café de fermento
25g de manteiga
70g de açúcar mascavado claro
1 ovo pequeno
2 maças pequenas, usei golden
mirtilos q.b.

Pré- aquecer o forno a 160ºC.

Bimby:
Colocar todos os ingredientes da massa no copo da bimby: 15seg+vel6.
Retirar a massa e formar uma bola.
Numa superfície ligeiramente enfarinhada, estender a massa com um rolo até ficar do tamanho da forma de aro amovível que se vai usar.
Colocar a massa na forma, ajustar e cortar o excesso. Reservar.
Para o recheio misturar a farinha, a amêndoa e o fermento. Reservar.
Colocar no copo, a borboleta, e juntar a manteiga, o açúcar e o ovo: 1,30 min+37ºC+vel 4.
Juntar a mistura da farinha: 10seg + vel 2 1/2.
Espalhar o recheio pela tarte.
Cortar as maçãs aos gomos e regar com sumo de limão para não oxidarem.
Distribuir os mirtilos por cima do recheio.
Colocar as fatias da maçã por cima do recheio e à volta dos mirtilos.
Espalhar o excesso da massa da base aos pedaços por cima dos mirtilos e por cima de algumas maçãs.
Levar ao forno durante 40 minutos, aumento a temperatura nos últimos 10 minutos para 180ºC para ficar mais tostada.



Tradicional:
Com a ponta dos dedos misturar a manteiga aos pedaços com a farinha e o açúcar, até ficar com um aspecto de migalhas.
Adicionar o ovo e misturar tudo até ficar homogéneo e formar uma bola.
Numa superfície ligeiramente enfarinhada, estender a massa com um rolo até ficar do tamanho da forma de aro amovível que se vai usar.
Colocar a massa na forma, ajustar e cortar o excesso. Reservar.
Para o recheio, misturar a farinha com o fermento e a amêndoa. Reservar.
Colocar a manteiga e o açúcar numa tigela e misturar bem com um batedeira, até ficar um creme claro.
Adicionar o ovo e mexer até ficar homogéneo.
Envolver, suavemente, com uma espátula a mistura da farinha.
Espalhar o recheio pela tarte.
Cortar as maçãs aos gomos e regar com sumo de limão para não oxidarem.
Distribuir os mirtilos por cima do recheio.
Colocar as fatias da maçã por cima do recheio e à volta dos mirtilos.
Espalhar o excesso da massa da base aos pedaços por cima dos mirtilos e por cima de algumas maçãs.
Levar ao forno durante 40 minutos, aumento a temperatura nos últimos 10 minutos para 180ºC para ficar mais tostada.




Esta tarte, foi uma das poucas sobremesas que fiz, que acabou por ser saboreada apenas por mim e pelo meu marido, e que me bem que nos soube, adoçou na perfeição o dia. 




E falando na pessoa que me atura e me apoia todos os dias, amanhã, ele irá completar mais um aniversário, pelo que este domingo, será duplamente especial para nós. Espera-me a tarefa de fazer um bolo com muito amor, para as pessoas que preenchem o meu coração.
Desejo-vos um Doce Fim de Semana.



29.1.14

Festa 8 anos - parte 2

A festa de aniversário do Pedro não foi uma festa de crianças, foi uma festa de família, a mesma família que se reúne sempre nas festas de Natal e de Ano Novo, e que está sempre presente em tudo o que é evento familiar. Portanto, fazer uma festa para cerca de 40 pessoas não me deixou grande tempo para me dedicar à parte fotográfica, tendo essa tarefa sido delegada no meu querido marido. e nada de criticar as fotos, ou ainda levo na cabeça! 

Ao seleccionar as fotos para o blog, está sempre presente a necessidade de resguardar a privacidade das pessoas que me rodeiam, por isso muitas fotos foram automaticamente postas de lado, e algumas ampliadas e recortadas. O fotógrafo não pensou na comida em si, mas antes nas pessoas e no ambiente geral, o que está muito certo, mas a bloguista em mim, não deixa de pensar em outras apresentações para as receitas que quer partilhar.




No canto direito da foto estão os dois patês escolhidos para a festa. Um, é o meu patê preferido do momento, o patê de beringela e pimento assados, cuja receita veio do fantástico blog vegan Not Guilty Pleasure, e que podem ver em pormenor aqui.  O outro patê veio do livro base da bimby, foi a primeira vez que o fiz, e é tão simples e saboroso que irei repetir com certeza.

Patê Marinheiro
do livro Bimby - As receitas essenciais

1 lata de sardinhas em tomate
1 lata de mexilhões em escabeche
1 lata de cavala em azeite
1 colher de chá de margarina
umas gotas de tabasco

Bimby:
Colocar todos os ingredientes, incluíndo o molho de cada lata, no copo da bimby: 8 seg + vel 6.

Tradicional:
Colocar todos os ingredientes numa picadora ou liquidificador,e triturar até ficar em pasta.


Voltando à parte doce da história, outra receita que experimentei e adorei, foram estes quadrados maravilhosos que fui buscar ao blog da querida e muito engraçada Joana, do blog Palavras que enchem a barriga, e que estavam debaixo de olho faz algum tempo. Muito simples de fazer, na bimby é muitíssimo rápido, e aguentam muito bem no frigorífico de um dia para o outro, sendo uma receita que se pode fazer com antecedência.



Crumble de mirtilos e framboesas
adaptada daqui

1/2 chávena de açúcar amarelo
1/2 chávena de açúcar branco
3 chávenas de farinha com fermento
220g de manteiga cortada aos pedaços
1 ovo
1 pitada de sal
1 limão

Recheio:
4 chávenas de framboesas e mirtilos biológicos congelados
1/2 chávena de açúcar branco
4 colheres de chá de amido de milho

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar um tabuleiro de 33x23cm com manteiga
Misturar numa taça o açúcar do recheio, o amido de milho e sumo do limão. Envolver os frutos vermelhos. Reservar.

Bimby:
Colocar a casca de limão no copo e pulverizar: 15 seg + vel 9. Baixar os resíduos e repetir se necessário.
Colocar o açúcar amarelo e branco, a farinha, a manteiga, o ovo e o sal no copo: 30seg + vel 4.

Tradicional:
Numa tigela misturar os açúcares, a farinha, o sal e a raspa de limão.
Acrescentar a manteiga e o ovo, e misturar com um garfo ou com as pontas dos dedos até a massa ficar esfarelada.

Dividir a massa em duas partes iguais.
Colocar uma parte na forma reservada e pressionar bem com o fundo de uma colher.
Distribuir o recheio pela massa.
Espalhar a restante massa em migalhas por cima do recheio.
Levar ao forno cerca de 55 minutos, ou até a massa apresentar-se dourada.
Deixar arrefecer completamente antes de cortar em quadrados.

Como eu fiz no dia anterior, depois de arrefecer completamente, cobri o tabuleiro com película aderente e coloquei no frigorífico. No dia da festa, é que cortei aos quadrados.


Para terminar a apresentação de hoje, que vai bem longa, temos as madalenas. Eu já referi várias vezes que os meus filhos não são nada gulosos, e quando eu consigo fazer uma receita que deixa um deles a comer algo doce, e a repetir uma e outra vez, é para mim uma enorme conquista. Estas madalenas, são dos poucos bolinhos que o meu filho mais velho me pede para fazer, e é capaz de comer uns 3 ou 4 de seguida.

Não me recordo de onde retirei a receita, já a faço há alguns anos, e embora tivesse a ideia que foi do forum Petiscos, não a consigo encontrar lá, pelo que se alguém reconhecer que me avise, para eu apresentar os devidos créditos.




Madalenas

4 ovos
120g de açúcar
5g de fermento em pó
130g de farinha
130g de manteiga
1/2 limão e 1/2 laranja

Pré-aquecer o forno a 220ºC.
Untar formas de madalenas, ou se usar de silicone como as minhas, passa-las apenas por água e sacudir.

Bimby:
Colocar a casca de 1/2 limão e de 1/2 laranja juntamente com o açúcar: 15seg + vel 9. Baixar os resíduos e repetir se necessário.
Colocar a borboleta, e adicionar ao copo, os ovos e a manteiga: 2 min + vel 37º + vel 4. A seguir: 2 min + vel 4.
Incorporar a farinha com o fermento: 15seg + vel 3.

Tradicional:
Misturar o açúcar com os ovos e bater bem durante alguns minutos. Juntar a farinha misturada com o fermento, a manteiga derretida e a raspa do limão e laranja. Bater bem até ficar tudo homogéneo.

Distribuir a massa pelas formas e levar ao forno durante 10 minutos. Deixar arrefecer numa rede.
Repetir até acabar com toda a massa.
Quando frias, polvilhar com açúcar em pó.






E a festa continua no próximo episódio :)

14.1.14

Uma prenda de Natal e um Bundt

Eu sou apaixonada por livros, o que não é novidade, caso tenham reparado na minha lista de livros que tenho lido aqui, e que por acaso está a precisar de actualizações. E claro, que adorando cozinhar, também sou apaixonada por livros de culinária. Para não estragar orçamentos, eu evito passear muito pelas livrarias, secções de livros de hipermercados e Fnac, não vá cair em tentação! 

Tinha-me esquecido dos Correios, o que é normal, dado que não costuma ser um sítio que eu frequente assiduamente. Ir aos Correios em Dezembro. é uma experiência que nos ajuda a cultivar a nossa paciência, as filas de espera são de exasperar um santo, e como é a altura das prendas de Natal, o sítio está cheio de livros, muito mais do que o habitual. Resultado de uma hora e meia à espera com muitos livros para espreitar, uma vontade de comprá-los a aumentar! Fui uma boa menina, não comprei nenhum, e o facto de não ter dinheiro comigo foi completamente irrelevante :)

Claro que a vontade depois de insinuar-se, já não me largou, pelo que imbuída de espírito natalício pedi ao Pai Natal uns 3 livrinhos de culinária (tão difícil escolher apenas 3)! E no dia de Natal, finalmente, recebi os livrinhos muito aguardados! 

Uma dessas prendas foi o livro "As Festas da Julie", da Julie Deffense, um livro que ao folhear me deixou deslumbrada pelas lindas delícias que surgem ao longo das suas páginas! E uma das primeiras receitas que ficou na minha lista a experimentar, foi este bolo de mirtilos e amêndoa. A receita está na secção do Inverno, e das festas especiais dessa época, o Natal e o Novo Ano. Portanto, é com este bolo de festa que participo na 4ª edição da Bundtmania, que se realiza no novo blog da Lia, o Lemon&Vanilla




Bundt de mirtilos e amêndoa
adaptado do livro "As Festas da Julie", da Julie Deffense, pag. 197

150g de manteiga, à temperatura ambiente
280g de açúcar natural biológico 
4 ovos
240g de farinha 
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
150g de crème fraîche
raspa de 1 laranja
1 colher de chá de extracto de amêndoa (não usei)
250g de mirtilos frescos (usei mirtilo biológico congelado)

Para o Crumble:
80g de açúcar amarelo
70g de amêndoas, tostadas e picadas
35g de flocos de aveia
1 e 1/2 colher de chá de café solúvel
1 pitada de canela
55g de manteiga fria, cortada aos pedacinhos

Para o Crumble, colocar todos os ingredientes numa picadora ou robot de cozinha, e pulsar até obter uma massa grumosa. Reservar.

Pré-aquecer o forno a 160ºC.
Untar uma forma de bundt com manteiga e polvilhar com farinha, sacudindo o excesso.
Bater o açúcar e a manteiga até obter uma mistura clara e fofa. 
Adicionar os ovos, um a um, batendo bem entre as adições.
Peneirar a farinha e o bicarbonato de sódio juntos.
Adicionar a mistura da farinha à mistura da manteiga, alternando com o crème fraîche, um de cada vez, batendo bem após cada adição. Começar e terminar pela mistura da farinha.
Adicionar a raspa da laranja e o extracto de amêndoa e misturar bem.
Envolver suavemente os mirtilos com uma espátula.
Transferir o preparado para a forma reservada e polvilhar o crumble por cima.
Levar ao forno cerca de 1h20 ou até passar no teste do palito.
Deixar o bolo arrefecer dentro da forma pelo menos 30 minutos, e depois desenformar e deixar arrefecer completamente sobre uma rede.
Colocar no prato de servir e polvilhar com açúcar em pó.




Adaptei as quantidades dos ingredientes da receita para 4 ovos, uma vez que na receita original as quantidades são para 6 ovos. Também fiz ajustes ao açúcar, por ter achado a quantidade original (380g para 4 ovos) muito excessiva para os nossos gostos, o que provou-se uma decisão acertada. 
O bolo ficou perfeito, é delicioso o contraste da base crocante, a massa macia e perfumada com a doçura dos frutos. 
Na receita original, o bolo é coberto por um glacé e por amêndoas laminadas tostadas e mirtilos frescos. Eu optei por polvilhá-lo com açúcar em pó. Numa próxima, talvez experimente fazer com o glacé, e entretanto se alguém quiser a receita do glacé, é só pedirem que eu partilho.






23.10.13

A receita certa para apreciar kiwis

O kiwi, quivi ou quiuí (não sabia que havia tantas maneiras de designar este fruto até hoje, graças à wikipédia!), é um fruto que não me atraí muito ou mesmo nada! Se ele estiver misturado numa salada de frutas, aí sim, acho-o moderadamente agradável, agora sozinho, como peça de fruta, simplesmente não o consigo comer! 

Ora sendo eu uma gulosa incorrigível, achei que em bolos eu iria adorar a adição do kiwi, e que seria, como se costuma dizer, o início de uma bela amizade. No dia em que fiz o meu primeiro bolo com kiwis, baseada numa receita do livro "Leopoldina e a aventura do sabor", não consegui comer nem sequer uma fatia inteira, já a minha mãe adorou-o, e praticamente comeu-o todo sozinha, pelo que cheguei a uma conclusão, a minha inexistente amizade com o kiwi, ia continuar inexistente. Não ia desperdiçar o meu tempo com mais nenhuma experiência culinária que o envolvesse!

A minha resolução foi por água abaixo, no momento em que a minha mãe ficou com kiwis para dar e vender, o que levou à insistência que eu tinha de utilizar alguns numa sobremesa. Cedi, e lá fui pesquisar na internet a nova hipótese que ia dar ao kiwi. Assim que encontrei este bolo, no delicioso lume brando, fiquei decidida, e ainda bem que assim foi. Adorei este bolo, melhor, adoramos todos, e notou-se na rapidez em que ele desapareceu. 



Bolo upside-down de kiwi com pepitas de chocolate
do site lume brando

170g de açúcar amarelo 
90g de manteiga amolecida
3 ovos
sumo de 2 tangerinas pequenas
180g de farinha com fermento
80g de pepitas de chocolate 
kiwis q.b.
2 colheres de açúcar amarelo para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar uma forma redonda de 22 ou 23 cm de diâmetro. Forrar o fundo com papel vegetal, e untá-lo também.
Descascar e fatiar kiwis suficientes para preencher o fundo da forma com eles.
Preencher os espaços entre as rodelas com pequenos pedaços de kiwi, de modo que o fundo fique totalmente preenchido.
Polvilhar os kiwis com as 2 colheres de açúcar amarelo.
Numa taça, bater o açúcar com a manteiga.
Adicionar o sumo das tangerinas e bater mais um pouco.
Juntar os ovos, um a um.
Envolver a farinha, suavemente.
Adicionar as pepitas e envolver até ficar homogéneo.
Verter a massa para a forma preparada e levar ao forno cerca de 40 a 45 minutos ou até ao espetar um palito no centro do bolo, este sair seco.
Deixar arrefecer uns 10 minutos, antes de desenformar com cuidado.
Retirar o papel vegetal.



Agora sim, pode-se dizer que eu e os kiwis, já somos amigos!

9.10.13

Merendeira de maçã e canela

As maçãs figuram entre as minhas frutas preferidas. E para minha felicidade, nas últimas visitas à aldeia ao fim de semana, temos vindo carregados delas, graças à generosidade de pais e tios.
Como no resto do ano, tenho que comprá-la, e diga-se que a maçã biológica não é propriamente barata, ando a aproveitar esta abundância para usá-la em diversas receitas novas, como esta merendeira que me piscou o olho desde que a vi na revista do Pingo Doce à uns meses.
Fiz-la à noite, para servir ao pequeno-almoço no dia seguinte. Claro que eu e o meu marido, os suspeitos do costume, não resistimos a comer um bocado, mal saiu do forno. Ao contrário de outros pães, este soube-me melhor frio, no dia seguinte, por isso é uma boa opção para levar por exemplo, a um picnic. Fica muito fofinho e mantém-se assim pelo menos, por 2 dias, que foi o quanto ele durou por aqui.



Merendeira de maçã e canela
adaptado da revista Sabe Bem Nº 13

2,5 dl de leite 
3 colheres de sopa de açúcar (45g) 
1 colher de chá de sal
400g de farinha de trigo 
1 cubo de fermento de padeiro fresco (25g)
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sobremesa de sementes de erva-doce (não usei)

Recheio:
maçãs q.b. (usei 6 pequenas)
1,5 colher de sopa de açúcar mascavado (20g)
1 colher de sopa de canela em pó
50g de marmelada (não usei)

Polvilhar:
1 colher de sopa de sementes de linhaça
1 colher de sopa de açúcar em pó (não usei)

Bimby:
Colocar o leite, o açúcar e o sal no copo: 1,30min + 37ºC + vel 1.
Adicionar metade da farinha, misturada com a canela e as sementes de erva-doce ao copo. Na restante farinha, desfazer com as pontas dos dedos o cubo de fermento, e adicionar tudo ao copo: 10 seg + vel 6.
Em seguida, amassar: 2 min + vel espiga. 
Retirar a massa para um recipiente untado com azeite, tapar com película aderente e um pano, e deixar levedar por 1 hora, num local quente, como por exemplo, dentro do micro-ondas.

Máquina do pão:
Colocar os 3 primeiros ingredientes pela ordem indica. Adicionar metade da farinha, misturada com a canela e as sementes de erva-doce ao copo. Na restante farinha, desfazer com as pontas dos dedos o cubo de fermento. Fazer o programa que amassa e leveda.

Á mão:
Dissolva o fermento de padeiro com o açúcar no leite morno. 
Juntar a farinha, as sementes de erva-doce, a canela e o sal e fazer um buraco ao meio. 
Adicionar o fermento dissolvido à mistura da farinha e amassar até conseguir formar uma bola. Pode usar, uma batedeira com os ganchos de massa para amassar.
Colocar a massa num recipiente untado com azeite, tapar com película aderente e um pano, e deixar levedar por 1 hora, num local quente, como por exemplo, dentro do micro-ondas.

Descascar as maçãs, retirar os caroços e cortá-as aos pedaços pequenos ou fatias finas. Juntar o açúcar mascavado e a canela e polvilhar as maçãs com essa mistura. 

Estender a massa levedada sobre uma bancada, e com a ajuda de um rolo, esticar até obter um rectângulo. Colocar o rectângulo, num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

Distribuir as maçãs, e a marmelada aos pedaços, pelo centro do rectângulo, virar um dos lados livres da massa sobre metade do recheio, cobrir com o outro lado da massa, como se fosse um envelope. Pincelar a superfície da massa com um pouco de leite (eu pincelei com o líquido que sobrou de macerar as maçãs em açúcar e canela), polvilhar com as sementes de linhaça e, caso queira, com o açúcar em pó. 
Abrir pequenos orifícios na superfície da massa, no sentido do comprimento, como se fosse uma linha tracejada, com a ponta de uma faca, e levar a forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 30 minutos.




Bem, parece-me que vou ali comer uma maçã...esta imagem fez-me fome!

2.10.13

Uma espécie de crepes

A primeira vez que experimentei um crepe, foi a minha madrinha que me deu a provar. Ela sempre foi e ainda é uma boa cozinheira, e enquanto foi vizinha dos meus pais na minha infância, pode-se dizer que foi a responsável, pela minha primeira vez, em imensas coisas relacionadas com comida! 
Claro que toda a família gostou imenso dos crepes, pelo que a minha madrinha escreveu a receita num papelinho para que nós pudéssemos reproduzi-los em casa. A minha mãe e a minha tia, cozinheiras habituais lá de casa, sempre foram avessas a fazer experiências culinárias, pelo que foi o meu irmão mais velho, o cozinheiro de serviço na tentativa de fazer crepes (acho que ele já estava farto de me ouvir a pedir crepes!). Os primeiros 3, 4 crepes que ele tentou fazer, não se aproximaram muito do aspecto que um crepe deveria ter, mas assim que ele lhe apanhou o jeito, foi giro de se ver! As manobras de lançar o crepe no ar para virá-lo, arrancavam-me gargalhadas quando falhavam, ou júbilo e admiração quando aterravam perfeitamente na frigideira. Sim, o meu irmão aperfeiçoou muito bem a sua técnica, quase parecia um profissional! Durante uns tempos, fizeram-se e comeram-se bastantes crepes na minha família, até que a moda do crepe passou, a minha madrinha mudou-se para a cidade, o papelinho da receita desapareceu, e assim passaram-se anos, sem os crepes fazerem novamente uma presença lá por casa!
Quando estava numa fase adiantada da adolescência, e na posse há já alguns anos do meu único, na altura, e fiel livro de cozinha, "O Tesouro das Cozinheiras" de Mirene, e com o qual tinha vivenciado uma série inesquecível de aventuras e desventuras culinárias, (muitas em parceria com a minha prima Isa), deparei-me com uma receita com o título de panquecas, cuja confecção me fazia lembrar os crepes, e que até então nunca tinha reparado. Isto de reler livros de culinária, e encontrar sempre algo novo, ainda me acontece hoje em dia!
Claro que fui experimentar. O início, não foi bom! A minha mãe até pôs-se a dizer que as galinhas iam ficar regaladas com a comida nova, pois cada tentativa de crepe ia parar ao lixo! Quando estava a iniciar a minha fase de desespero e frustação, (fase em que aconselho que ninguém fale comigo!) resolvi acrescentar mais leite à mistura, pois achava-a um bocado densa, o que dificultava a parte de espalhá-la rapidamente pela frigideira. Depois desse passo mais que acertado, finalmente consegui cozinhar o meu primeiro crepe, e mais se seguiram, até ficar com uma pilha interessante deles. Num instante desapareceram, e não, não foi no estômago das galinhas!
Desde então, e apesar de hoje em dia eu ter a perfeita noção da diferença em termos culinários entre crepes e panquecas, essa receita foi e continua a ser a minha escolhida sempre que quero tenho vontade de fazer crepes! É um tanto estranha, esta minha teimosia, em não experimentar a "verdadeira" massa de crepes, tanto mais, que eu adoro experimentar variações das receitas. 
Mas talvez, seja precisamente as memórias adjacentes a esta receita, que no momento de "colocar as mãos na massa", me faça invariavelmente voltar a ela. Foi o que aconteceu neste fim de semana, com o forno da casa dos meus pais avariado, tive o pretexto (como se eu precisasse de muitos pretextos!) para me perder nas memórias que estes crepes me trazem e partilhá-los, os crepes e as memórias, com a minha sobrinha, descendente do meu irmão mais velho, primeiro cozinheiro de crepes da família, e que foi a ajudante desta cozinheira, na confecção dos mesmos. E assim de um modo natural, surge mais uma memória especial inerente a esta espécie de crepes!


E é com esta receita, que me desperta imensas memórias, que participo no desafio que a Maria lançou no seu blog Limited Edition e que podem ver em pormenor aqui.

Panquecas Para mim e para sempre, os meus crepes
adaptado do livro "O Tesouro das cozinheiras" de Mirene 

200g de farinha 
2 colheres de chá rasas de fermento
1/2 colher de chá de sal
2 ovos
2 chávenas de leite
30g de manteiga amolecida

Bater as claras em castelo.
Juntar a farinha com o fermento e o sal.
Adicionar aos poucos, o leite, as gemas e a manteiga, batendo sempre. Por fim, juntar as claras em castelo, misturando tudo bem. Esta massa não precisa de descansar.
Aquecer uma frigideira, de preferência anti-aderente, e untada com óleo ou manteiga. Deixar aquecer bem.
Com o auxílio de uma colher sopeira, deitar a massa na frigideira, e rodar rapidamente a mesma, de modo a que a massa alastre preenchendo o fundo todo. 
Logo que tome cor, e as pontas começarem a levantar, voltar o crepe até ficar dourado de ambos os lados.
Rechear a gosto, e servi-las enroladas ou dobradas em triângulos.


Aqui por casa, foram ao gosto do freguês, algumas foram recheadas com doce de morango, outras com açúcar e canela, outras com chocolate.


Se não quiserem derreter grandes quantidades de chocolate, podem optar pela versão rápida. Colocar o crepe aberto, coberto com raspas de chocolate, durante uns 20 segundos no micro-ondas, enrolar e saborear!

9.5.13

Super batido para pequeno almoço

Desde o início do ano que os adultos cá em casa, andam a cortar no consumo de leite e derivados. Por consequência, o pequeno almoço mudou um pouco e anda ser muito mais variado do que era habitual.
Este batido que foi feito esta semana, já tinha sido feito outras vezes mas com laranjas do quintal da aldeia dos meus pais, mas com o final da sua época andam muito secas e infelizmente, têm ido parar ao balde do lixo. 
Pelo que desta vez usei kefir natural, de compra da marca Sonatural, que eu não tenho bicharocos para fazê-lo! Ora, mas Kefir é um derivado do leite, dizem vocês! Pois é, mas é um iogurte de muito fácil digestão e ao qual atribuem imensas qualidades para o organismo humano, assunto sobre o qual eu não me vou alongar e se quiserem pesquisar sobre o assunto existe imensa informação on-line. 
O Kefir natural é super azedo, ao contrário dos que levam fruta, como morango. Pelo que em batidos, convém adicionar uma fruta mais doce, como banana ou manga.





Ingredientes para o Super batido:
1 banana
1 maçã, de preferência com casca 
1 pêra descascada
1/2 chávena (capacidade de 250ml) de mistura de framboesas e mirtilos congelados
1 vidro de kefir natural (200g)
1/2 colher de chá de pólen
1 colher de sopa de sementes de linhaça moída
1 colher de sopa de sementes de chia
1 colher de sopa de gérmen de trigo

Colocar todos os ingredientes num liquidificador ou na bimby, triturar até ficar uma mistura suave. Na bimby 1.3min+vel10 . Se acharem que está demasiado grosso para o vosso gosto, adicionar água até ficar no ponto.

O papá de casa bebeu o seu copo e acompanhou-o com o seu pãozinho de sementes e queijo fresco, eu optei por acompanhar com granola caseira que fiz à umas semanas atrás, e posso dizer que ficou um pequeno almoço mesmo bom!



Eis um bom batido e muito Super pois está recheado de coisas boas que nos fazem muito, muito bem!!