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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Livros lidos em 2020 – Books I read in 2020

Eu sempre amei ler, mas confesso que houve momentos da minha vida em que eu li mais e outros em que eu li menos, por diversas razões pessoais. Os últimos três anos da minha vida, foi um período em que eu li bem menos do que eu gostaria, creio que eu devo ter lido no máximo três livros por ano, então no fim de 2019, quando eu achei que a minha vida ficaria mais estável, eu decidi retornar um ritmo satisfatório de leitura e estabeleci a meta para que em 2020 eu lesse pelo menos dez livros. Infelizmente 2020 nos surpreendeu da forma mais negativa possível e fez com que eu perdesse a vontade e a inspiração para fazer muitas coisas, inclusive ler. Contudo eu ainda consegui concluir a leitura de sete livros nesse ano e como foram poucos eu vou poder falar um pouco sobre cada um. 

I Always loved to read, but I admit there were moments in my life when I read more and other moments when I read less, for many personal reasons. The last three years of my life was a long period of less reading, I think I read a maximum of three books per year, then in the end of 2019 I set as my new year’s resolution reading more, I thought my life would be more stable in 2020 and I set a goal of reading at least 10 books. Unfortunately, 2020 truly disappointed us all with the pandemic and I lost my wish and inspiration for doing many things, including reading. Although I was able of finishing seven books and as they are just some few titles I will tell some words about each of them.


 

1 – At the back of the North Wind – George McDonalds

Esse foi um dos livros da lista de recomendações da Princess Skye do antigo Princess Portal (Veja a lista completa de livros). Eu desconheço se há alguma tradução desse livro para a língua portuguesa, eu o li em inglês, ele estava gratuito no Kobo, eu já tinha baixado há algum tempo, mas ainda não o tinha lido.

É um livro infantil que conta a história de Diamond, um menino que um dia recebe a visita do vento do norte, caracterizado no livro pela imagem de uma mulher mística, e então ela o leva em suas costas para viver grandes aventuras. O melhor de ter lido esse livro é que algumas das cenas se passavam em Londres, onde eu moro atualmente e por conhecer os lugares tornou a minha leitura ainda mais mágica.

This was one of the books that Princess Skye, from Princess Portal recommended (Check the list here). I downloaded it for free in Kobo website, I had it for a long time and never had read it. It’s a child’s book, the story is about a boy called Diamond and once the North Wind came to visit him, it is represented by a mystical lady, she took him on her back and flew with him for living amazing adventurous, some of the chapters were in London, where I actually live and it made this book even more enchanting to me.

 

2 – O Fantasma da Ópera /The Phantom of the Opera – Gaston Leroux

Mais um livro que eu consegui baixar gratuitamente pelo Kobo, eu o li em inglês, mesmo não tendo mais o meu e-reader eu ainda tenho minha conta no Kobo e eu uso o aplicativo no meu computador, tablet ou mesmo no celular. Eu já tinha assistido a mais de uma versão do filme, mas nunca tinha lido o livro. Nós planejávamos assistir ao musical em Londres no fim de semana do meu aniversário, infelizmente não aconteceu por conta da Pandemia, mas eu tive a maravilhosa experiência em poder ler o livro. Eu amo a história do Fantasma da Ópera, o enredo não foi novidade para mim, mas eu amei conhecer a história real e todos os detalhes de linguagem que somente a literatura pode nos trazer.

This one I could also download for free in Kobo website, I don’t have my kobo e-reader anymore, but I still have my account so I can use the app on my laptop, tablet or even cell phone. I watched two different versions of the Phantom of the Opera before, but I had never read the book. We planed watching the musical in London on my birthday weekend that didn’t happen because of the pandemic, but the experience reading the book was marvellous. I love the Phantom of the Opera, it wasn’t a new story for me, but I could know the real story and all the language details that just literature can provide to us.

 

3 – The Etiquette of Dress

Eu ganhei esse livro de uma amiga, eu fiz duas postagens aqui nesse blog relacionando esse livro com a moda lolita. Trata-se de um compilado de regras vitorianas e eduardinas sobre o a vestimenta feminina feito pela Biblioteca Britânica. Existem outros livros que falam sobre a etiqueta vitoriana em diferentes ocasiões e eu coloquei todos na lista de livros que eu quero ler.

A friend gave me this book, I wrote to posts about it on this blog, connecting it to lolita fashion. It is a compilation of Victorian and Edwardian etiquette rules about female garment, it was made by the British Library. There are other books of Victorian and Edwardian etiquette for different situations and I put them all in my wish list.

 

4 – História do Olho/Story of the Eye – George Bataille

Esse foi um dos livros mais estranhos que eu já li na minha vida, eu não me recordo por que exatamente eu me interessei por lê-lo, mas eu consegui baixa-lo gratuitamente. É um livro erótico, há uma suposição de que parte da história seja baseada na vida do autor, que escreveu o livro depois de algumas sessões de terapia psicológica, e diziam que ele sofria de algumas perversões sexuais. O livro é repleto de aventuras sexuais estranhas do protagonista e sua namorada, mas para além da bizarrice o livro tem uma profunda reflexão sobre a existência, os prazeres e a fuga da normalidade.

This is one of the weirdest books I’ve read in my life, I can’t remember why, exactly, I got interest for reading it, but I downloaded it for free. It’s an erotic book, some people suppose it was inspired by the author real story and he wrote after some psychotherapy sessions, they say he had some sexual perversion problems. The book is full of strange sexual scenes and stories in between him and his girlfriend; but beyond the bizarre, the book has a deep reflection about existence, pleasure and scape of the normality.  

 

5 – Édipo Rei/Oedipus King – Sófocles

Esse livro estava nos meus planos de leitura desde que eu estava estudando para o mestrado, eu o comprei há anos, paguei bem barato pela versão digital, mas nunca tinha lido, até no ano passado começar a ler no meu celular enquanto estava na academia. O que eu mais gosto da história de Édipo é o conceito da antiguidade sobre destino, sendo algo fatalista do qual jamais podemos escapar.

This book was in my reading plan since I started studying for my master’s degree, I bought it years ago and paid very cheap for its digital version, but I had never read it until last year, when I started reading in the gym using my cell phone. What I like the most about this book is the Ancient Age idea of destiny, being something fatalist, we could never escape.

 

6 – This Golden Fleece – Esther Rutter

Esse livro me foi emprestado por uma senhora dos encontros de artesanato que eu participava antes da pandemia. O livro contextualiza o tricô ao longo da história da Grã-Bretanha e a importância que teve a lã ao longo dos séculos, para além da moda o livro trata de esportes, cultura, tradições e tantos outros detalhes que acompanharam a vida dos britânicos desde os tempos mais remotos até os dias de hoje. Posteriormente a isso eu li um artigo da mesma autora dizendo como a costura ajudou a manter a saúde mental nos tempos mais difíceis da história britânica. Fantástico!

I borrowed this book from a lady in the craft meeting group that I used to go before the pandemic. The book is about the history of knitting in Great-Britain and the importance of fleece and wool through the centuries, beyond fashion the book shows the fleece history in sports, culture, tradition and so many other details in the lives of the British people, from ancient age to nowadays. After this I read an article by the same author about how sewing helped people to keep their mental health in the hard times in UK. Fantastic!

 

7 – Existencialismo é Humanismo/Existencialism is humanism – Jean-Paul Sartre

Desde que eu ouvi falar de Sartre pela primeira vez eu sempre quis ler mais sobre as ideias que ele apresentava, eu me identifiquei com suas teorias e sua corrente filosófica que coloca o ser humano como grande responsável pelas mudanças em sua própria vida e o poder que nós temos ao fazermos uma escolha. Foi imensamente prazeroso ler esse livro, que é a transcrição de uma palestra de Sartre explicando os principais pontos das suas teorias.

Since I first heard about Sartre I Always wanted to read more about his ideas, I found many things in his theories and philosophy current that like and agree, I share the same believes and life perspective that I see in his book, specially about human beings being the main responsible for their life changings and the power we have in our choices. It was so pleasant reading this book, that’s a transcription of a Sartre’s lecture, explaining his theories.

 

Meu objetivo com esse artigo não foi fazer uma análise aprofundada desses livros, mas sim dizer brevemente porque eu os escolhi e qual foi a minha experiência com eles. Eu espero que vocês tenham gostado e que essa pequena lista traga algumas inspirações de livros que vocês querem ler futuramente. E se você quiser pode acompanhar o vídeo em que eu fiz um comentário sobre esses livros. 

In this article I didn’t mean to do a deep analysis of the books I read, but say briefly why I chose them and how was my experience. I hope you have enjoyed and it can bring some inspiration for the books you may read in the future. Bellow there's a video of me talking about this book, unfortunately just in Portuguese. 



  

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Etiqueta vitoriana e eduardina aplicadas à moda lolita (parte 2)

Eu fiquei muito feliz com a repercussão da minha postagem sobre regras de etiquetas vitorianas e eduardinas aplicadas à moda lolita (confira aqui caso ainda não tenha lido), então eu decidi fazer uma segunda parte. Na minha opinião essas regras são bastante úteis para quem deseja usar lolita com mais frequência, porque você não precisa aprisionar os seus vestidos até o próximo encontro, mas como eu disse anteriormente elas também não precisam ser encaradas com tanta rigidez. A proposta é: se uma parte das inspirações na moda lolita são das eras vitorianas e eduardinas, por que não ver o conceitos que se tinha sobre moda nessas épocas?



Além do que a gente já aprendeu sobre como se vestir de acordo com cada momento do dia, o que mais as damas vitorianas e eduardinas podem nos ensinar sobre vestimenta? Vamos ver de acordo com cada situação. 

TRAJE DE PASSEIO 

O traje de passeio vai depender muito da ocasião e do lugar por onde você vai passear. Para a cidade recomenda-se um vestido simples, porém que ainda tenha um toque de riqueza. 

Minha escolha foi esse vestido da Angelic Pretty, simples se levarmos em consideração que as inspirações dessa marca podem ser bem extravagantes, mas ainda com toda a riqueza e delicadeza que uma lolita merece. 

Para o campo é importante que use um bonnet, de palha ou de barbatana de baleia. - Sinceramente fico feliz que não seja mais preciso matar baleias em nome da moda, hoje em dia podemos usar barbatanas de metal e claro que para uma inspiração country lolita o bonnet de palha é muito bem-vindo. De modo geral acho bem adequado usar algo para cobrir a cabeça no campo. 



Tanto no campo quanto na cidade uma capa é necessárias. De tecidos leves quando for verão e de um tecido mais pesado quando for inverno. A capa protege suas roupas da poeira ou de qualquer outro inconveniente que vier a arruinar o seu traje, é um item que praticamente desapareceu dos guarda-roupas da atualidade, mas eu gostaria de usar ao menos uma vez na vida. 

Um modelo que achei apropriado para o verão, podendo ser até mais curto, na minha opinião. 

Convenhamos que esse modelo da Meta é uma fofura! Essa foi minha escolha para uma capa de inverno.

Caso for pegar uma carruagem para visitar alguém a capa pode ser substituída por um xale, seguindo a mesma lógica das capas, recomendá-se lã para os dias frios e algo leve como musseline em dias quentes, os xales também são recomendados para chás da tarde e ocasiões em que esteja em locais fechados - Parece uma ideia estranha para muitas pessoas usar xales com lolita. Existe uma postagem em inglês, sobre como deixar o seu outfit mais "vitoriano" no blog F yeah lolita e que uma das recomendações era para que se usasse um xale, se puder confira aqui. A minha opinião é: xale é uma peça muito elegante, você pode fazer o seu próprio xale se souber costurar, tricotar ou fazer crochê e pode adicionar muita beleza ao seu outfit em diversos diferentes estilos, mas se o xale não te convencer você pode usar um cachecol no inverno, ao invés do xale. 




TRAJE PARA ANDAR À CAVALO 

Eu não conheço lolitas que andem à cavalo e não sei se as que andam o fariam usando um outfit lolita. Bom, andar a cavalo era algo mais comum no século XIX do que que é hoje em dia, mas eu acredito que essas regras podem ser aplicadas a outras situações como andar de bicicleta ou de motocicleta (Talvez você deseje seguir uma gangue de motociclistas no estilo da Momoko de Kamikaze Girls). 

  
Para ocasiões como essa recomendá-se que suas roupas sejam tão compactas quanto for possível. Nada de anáguas muito volumosas ou saias exageradamente longas. 

De alguma forma esse outfit me fez lembrar muito os trajes para cavalgada da era vitoriana. 


TRAJE DE BAILE 

Esse é o momento de mostrar toda a sua beleza e extravagância, mas as regras vitorianas são claras quanto a alguns detalhes. 

1 - Um vestido de baile jamais deve ser confeccionado em cores escuras, deve ser sempre leve e delicado, confeccionado em materiais finos e o mais graciosos possível; 
2 - Deve-se usar luvas longas de modo a cobrir toda a extensão dos braços; 
3 - Meias, sapatos e luvas devem sempre combinar com o vestido; 
4 - Os sapatos em tons metálicos, como dourado e prateado, são fortemente encorajados. 

Esse seria, definitivamente, um perfeito vestido de baile para lolita, seguindo as regras de etiqueta vitorianas e eduardinas.

Luvas longas, como recomendado, essas são da Victorian Maiden.


O sapato é num tom de rosa metálico. O que adiciona um toque de riqueza e beleza ao outfit. 

Eu vou acrescentar um detalhe às regras do vestido de baile que o livro não fala, mas que eu fui ensinada desde sempre. É de fundamental importância vestir-se bem, contudo há ocasiões em que a sua roupa não deve se destacar demais. Nunca tente se vestir de forma mais extravagante que a noiva ou a aniversariante, por exemplo, em ocasiões como essa você deve deixar as estrela principal brilhar mais que você, mas é claro que nos eventos em que você é a protagonista pode-se vestir com toda a extravagância que quiser.

Espero que tenham gostado e que essa postagem tenha sido inspiradora.  

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Etiqueta vitoriana e eduardina na moda lolita (part 1)



Eu recebi esse livro como um presente de uma amiga. Trata-se de um compilado de regras de etiqueta das Eras Vitoriana e Eduardina. Esse exemplar em específico fala sobre como se vestir como uma dama para diversas ocasiões. O que me incomodou um pouco no livro foi não ter um autor ou alguém responsável por esse compilado, é colocado apenas que o conteúdo é retirado de catálogos disponíveis na Biblioteca Britânica (British Library).  
Eu sempre gostei de saber sobre regras de etiqueta e eu fui educada, de certo modo, para ser uma dama. Não que eu seja perfeitamente polida em todos os meus gestos e a todo momento, mas eu cresci ouvindo minha mãe dizer o que era e o que não era coisas de uma moça fazer e a principal era "moça tem que estar bem-vestida". Esse fato foi o que inspirou essa minha amiga a me presentear com um livro sobre regras de etiqueta para se vestir de acordo com a era vitoriana e eduardina. 
Eu acho que muitas ideias do que é ser uma dama são mal-interpretadas nos dias de hoje. De um lado temos a ideia machista de donas de casa submissas com suas casas impecáveis e do outro lado temos mulheres que refutam toda a ideia de ser uma dama e se comportam com total selvageria e falta de modos. Vejamos que há diversas posições entre essas duas ideias onde você pode se encaixar confortavelmente. 
Você pode ser uma dama e ser uma mulher forte, independente e lutar pelas ideias que acredita. Como eu disse, eu cresci ouvindo o que uma mocinha deveria ou não fazer e vendo minha mãe realizar trabalhos incríveis como jornalista, então para mim ser uma dama nunca me passou a ideia de ser uma mulher fraca. 
Eu sempre amei vestuário de época, século XIX e início do século XX são definitivamente meus favoritos, talvez isso tenha me aproximado da moda lolita inicialmente. Eu adoro as inspirações rococó em lolita, mas confesso que as inspirações vitorianas são definitivamente as minhas favoritas. Século XIX tem um romantismo especial, especialmente para quem passou a adolescência sonhando ser uma das mórbidas donzelas que inspiravam poemas como os de Álvares de Azevedo. 
Mas voltando ao livro, como seria aplicar regras vitorianas aos nossos outfits? O que funcionaria? O que podemos aprender com as damas vitorianas? 
Eu decidi focar essa postagem em uma seção específica do livro que diz respeito ao que usar em cada momento do dia. Posteriormente vou trazer regras para ocasiões mais específicas. 



O que devemos ignorar?
Primeiro devo dizer que há muitas regras que eram usadas no século XIX e que podem tranquilamente ser ignoradas nos dias de hoje. Coisas como "se você for muito alta..., se tiver pés grandes..., se as mãos forem grandes...". Eu lembro quando comecei a usar lolita eu li às vezes postagens dizendo "meninas com pernas grossas devem evitar meias brancas e meninas com pernas muito finas devem evitar meias pretas". Ora, deixemos as pessoas vestirem o que se sentem melhor vestindo, Não acho uma boa ideia constranger pessoas por conta de sua aparência ou forma física, quanto menos limitar as possibilidades dentro do seu guarda-roupa. Existem inúmeras blogueiras de moda e celebridades que já quebraram regras do que era apropriado ou não de acordo com suas aparências e o fizeram com destreza. Você pode tudo! Eu não acho conveniência trazer qualquer dessas informações. Todas as regras do livro que dizem respeito ao que usar ou não de acordo com a sua aparência eu vou ignorar completamente.  
A segunda coisa importante a se dizer é: Você não precisa levar essas regras tão a sério, eu sou à favor de que você tenha liberdade para se vestir. Se você é uma gothic ou punk lolita, certamente não vai querer usar cores pastel, mesmo se for pela manhã e está tudo bem. Você ainda pode ser elegantíssima!

O que é fundamental?
Eu trouxe alguns valores vitorianos e eduardinos que dizem a respeito do que, em regra geral, é fundamental para estar bem-vestida. 
- Uma das regras principais ao pensar na sua vestimenta é ver a boa aparência como uma forma de honra e respeito às demais pessoas, especialmente quanto aos anfitriões. 
- O seu outfit deve ser planejado de acordo com as atividades que você terá ao longo do dia, se for convidada para o café da manhã na casa de alguém num domingo, e não houver possibilidade de voltar para casa para trocar seu outfit, deve usar algo que seja igualmente apropriado para a manhã e também para a missa de domingo à noite. Essa ideia foi diretamente retirada do livro, eu não vou à igreja, não sou uma pessoa religiosa.  
- Vestir-se com demasiada extravagância para uma ocasião simples é tão indelicado quanto vestir-se com muita informalidade para uma ocasião elegante. 
- As suas vestimentas também devem levar em conta o clima. Nada de usar roupas pesadas de inverno em climas quentes ou roupas de verão em climas frios. Parece que essa loucura jamais seria cometida, mas é bom lembrar. 

O QUE USAR EM CADA PERÍODO DO DIA? 

Manhã
Não vejo muitas ocasiões em que haja eventos lolita na parte da manhã, mas caso você viva esse sonho de usar lolita todos os dias, eis aqui as regras vitorianas para a vestimenta da manhã. Roupas leves, nada de extravagância, cores claras e o mínimo de acessórios possível. A regra diz para dispensar, inclusive, acessórios na cabeça, o que eu não acho muito apropriado dentro da moda lolita, contudo concordo em simplificar e diminuir o tamanho dos adereços. As estampas não são bem-vindas de manhã, de acordo com a etiqueta vitoriana.

 


Para compor um perfeito outfit lolita para a manhã eu escolhi esse modelo da Victorian Maiden e um simples grampo de cabelo da Metamorphose. Eu trocaria as luvas escuros do manequim por luvas brancas de renda. Os sapatos são da marca brasileira Glitter Bang.
Eu optei por um outfit classical, mas as regras poderiam ser facilmente aplicadas ao estilo Sweet lolita.






A minha sugestão para algo mais sweet seria esse vestido da AP, branco com detalhes em rosa, laço de cabelo também da AP e sapatos de salto baixo. 

Tarde
A tarde pede um meio termo entre a simplicidade da manhã e a formalidade da noite. Esse é um horário do dia no qual muitas lolitas optam por agendar seus encontros e eventos. É possível se vestir com mais simplicidade ou com mais elegância. Você tem um importante chá da tarde? Ou apenas quer passear pela cidade? seu outfit pode variar bastante. Mas definitivamente você pode usar estampas à tarde. 



Eu escolhi dois vestidos apropriados para a tarde. Sendo o primeiro da Infanta e o segundo da Angelic Pretty. Ambos foram pensados para a ocasião de um chá da tarde. Você também terá mais liberdade na escolha dos seus acessórios, incluindo os acessórios para o cabelo. Podendo usar chapéus, corsages ou laços conforme o seu gosto ou a ocasião. 

Noite
Há muito o que se planejar para a noite, as possibilidades são muitas. É possível que você tenha uma ocasião bastante formal ou um jantar simples. A paleta de cores pode variar bastante de acordo com o seu gosto ou com a ocasião. Nos dias de hoje, para pessoas que realizam cerimoniais costuma-se dizer que a regra de etiqueta é usar cores claras durante o dia e cores escuras à noite, mas em ocasiões menos solenes não é preciso tanta rigidez. A regra vitoriana diz que para ocasiões mais simples pode-se usar cores escuras e estampas, mas se a ocasião for um baile, a regra é clara: vestidos de baile jamais deveriam ter feitos em cores escuras, mas falaremos mais sobre a etiqueta dos vestidos de baile em outra postagem. Quanto a uma regra geral sobre a vestimenta da noite: não se deve vestir algo tão simples quanto um vestido matinal.




Eu trouxe três modelos de vestidos que eu acredito que seriam apropriados para um evento à noite, segundo as regras vitorianas. Sendo o primeiro um vestido da Mary Magdalene, o segundo da Moi-meme-Moité e o último da Juliette et Justine. Todos els tem de fato uma inspiração vitoriana e são bastante elegantes, o segundo é mais simples, mas ainda preserva bastante elegância. 

Espero que vocês tenham gostado da postagem, me digam se aplicariam algumas dessas regras ao seu vestuário lolita ou mesmo ao seu vestuário não-lolita e principalmente se querem que eu traga mais regras retiradas desse livro. 

sábado, 30 de abril de 2016

Soneto de Maio



Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.

Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.

Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto

Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...

Vinícius de Moraes

Pessoal, desculpe o sumiço. Está difícil conciliar a vida com o blog, então estou tentando voltar. 

Esses dias eu estava relendo um livro com poemas do Vinícius de Moraes que tenho na estante e decidi publicar esse no último dia de Abril. Que venha um lindo Maio para todos nós!!


terça-feira, 7 de julho de 2015

A Fantástica Fábrica de Chocolate/ Charlie and The Chocolate Factory






Há cerca de um mês eu consegui o livro “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, eu tinha muita vontade de lê-lo e o fiz no último fim de semana. Assim que li eu quis reassistir às duas versões da história lançadas para o cinema e acabei me inspirando para fazer essa postagem. Durante a minha infância eu assistia ao filme com frequência, lembro-me que costumava passar à tarde no SBT e durante as férias sempre que o filme passava eu ficava com os olhos grudados na TV. Em 2005, quando a nova versão do filme foi lançada eu fiquei ansiosa para assistir. É simplesmente impossível, para mim, escolher uma versão favorita do filme porque cada uma delas é encantadora à sua maneira. A primeira adaptação feita para o cinema foi dirigida por Mel Stuart e o roteirista foi o próprio autor, Roald Dahl. O filme não é completamente fiel à obra, alguns elementos foram acrescentados como o fato da mãe do Charlie ser viúva e ele não ter sido uma criança tão obediente assim, mostrado quando ele e o vovô Joe roubam um pouco da bebida flutuante, mas esse fato não destrói seu caráter. Gene Wilder interpretou o Willy Wonka e o nome da primeira adaptação para o cinema foi “Willy Wonka and The Chocolate Factory”, o título original do livro é “Charlie and The Chocolate Factory”.
            A segunda versão lançada para os cinemas foi dirigida por Tim Burton e Johnny Depp interpretou Willy Wonka. O ator conseguiu deixar o personagem mais sarcástico e divertido. Achei que a segunda versão mais fiel à obra e acrescentou algo que eu gostei bastante que foi a origem do Willy Wonka. Eu não gostei tantos das canções dos Oompa Loompas,  as canções da versão de 1971 são bem melhores, mas eu compreendo que elas não agradariam tanto nos anos 2000, mas eu sinto falta porque sou uma saudosista. Embora eu não goste muito do acréscimo de elementos modernos na história, gostei do fato do Mike Teavee ser colocado como um Hacker e ter conseguido rastrear a entrega dos chocolates. O título do filme em inglês é o mesmo da obra “Charlie and The Chocolate Factory”.
            A Fantástica Fábrica de Chocolate é uma história que sempre me encantou e acho que sempre vai me encantar. Um mundo maravilhoso que salta aos olhos, um doce paraíso e a possibilidade de uma vida mais doce e cheia de sabores incríveis, mas há tantos valores incríveis que eu enxergo nessa história que vão muito além dos doces. Charlie Bucket é um menino pobre, mas muito generoso e humilde. Ele reconhece a família como o bem mais precioso e ele sempre demonstra muito carinho pelos avós que já são bem velhinhos e passam o tempo todo na cama. Charlie é a única criança que realmente merece estar ali e é quem granha o grande prêmio no fim. Por mais pobres que Charlie e sua família sejam eles nunca perdem a esperança de uma vida melhor. A fábrica é o lugar da realização dos sonhos, mostrando que é possível construir um paraíso perfeito e fazer os sonhos se tornarem reais com criatividade e imaginação e às vezes é preciso deixar ultrapassar qualquer limite da lógica para que possamos construir algo esplêndido. A Fantástica Fábrica de Chocolate sempre me deixa com a esperança de uma vida mais doce e mágica.


About a month a got the book “Charlie and Chocolate Factory”, I really wanted to read it and did it during the last weekend. When I read I wanted to re-watch the two movies produced about the book and so they inspired me to write this post. When I was child I watched this movie often. In a channel it was played sometimes, during the vacation when I was in home and it was playing I was fascinated in front of the TV. When the second version was in the movie theater I was anxious to watch. It’s impossible to me choose my favorite version. The both are enchanted in different ways.
            The first version of the movie was directed by Mel Stuart and the screenwriter was the book writer Roald Dahl. The movie was not completely suchlike the book, some facts were add to the story. In the movie the Charlie’s mother was widow and he was not so obedient one he and his grandfather stole a bit of the floating soda, but this happening didn’t become him in a devious child. Gene Wilder acts like Willy Wonka and the movie title was “Willy Wonka and The Chocolate Factory”
            The second movie was directed by Tim Burton and Johnny Depp was the Willy Wonka. The actor made the character be more sarcastic and funnier. I thought the second movie was more similar to the book and add something which I really liked, the Willy Wonka story before the chocolate factory. I disliked the Oompa Loompa songs. The songs of the movie produced in 1971 are more beautiful, but I understand that they wouldn’t be successful in 2000’s. I missed them because I’m nostalgic. Although I disliked when something modern is add to a classic story I confess that I liked when Mike Teavee hacked the chocolate delivery tracking. The movie title is the same of the book “Charlie and The Chocolate Factory”.
            This is a story which has always enchanted me and I think it will always do. An amazing world in front of your eyes, I sweet paradise and the possibility of make the life sweeter and full of amazing flavors and there are so many things beyond the candies which I can see in this story. Charlie Bucket is a poor boy, but so generous and humble. He knows that family is the most precious good and he is always do lovely with the grandparents who are really old and be on the bed all time. Charlie is the only child who deserves to be in the factory and wins the final prize. Even Charlie and his family are poor they never lose the hope about a better life. The factory is the place where the dreams come true and show us that it’s possible build a perfect paradise and made the dreams come true with creativity and imaginations and sometimes we need to be illogic if we want to make something amazing. Charlie and The Chocolate Factory always bring me hope and I believe that the life can be sweeter and more magic.



             

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Caixa de vidro


Num certo dia uma donzela decidiu que não se deixaria mais envenenar pelo mundo e permaneceria trancada em sua casa. Havia um conforto seguro ali dentro, como numa caixa de vidro que guarda algum objeto inestimável. E certo dia surgiu uma moça em seu quarto. Era sombria e atraente e ela sabia que era a morte. Ela era doce, acolhedora, suave e graciosa. As duas riam dançavam, brindavam, dormiam e acordavam. Vez ou outra, era como se a morte ouvisse em seu ouvido um sino, então trajava negro e colocava a foice nos ombros – era hora de trabalhar. 
A donzela sempre perguntava por que não poderia ir junto, odiava ficar sozinha e ela apenas dizia que ainda não era hora.

Do livro As donzelas e as sombras.

Imagem: We heart it

domingo, 26 de abril de 2015

Dicas da Rosa Branca e da Rosa Vermelha



Depois de ter escrito as dicas da Bela Adormecida, da Cinderela e da Branca de Neve a Paulinha me pediu para escrever dicas inspiradas no conto Rosa Branca e Rosa Vermelha dos irmãos Grimm. Eu não me lembrava do conto, eu tinha lido um única vez e adorei relê-lo. Se alguém não o conhecer e quiser lê-lo, eu recomendo esse link.  A propósito, aceito sugestões de outras princesas e personagens de contos de fadas para próximas postagens desse gênero, podem colocar nos comentários.



1 – Tenha sempre roseiras no seu quintal, especialmente com rosas vermelhas e brancas.

2 – Seja sempre amiga dos seus irmãos e irmãs.

3 – Vermelho e branco são cores divinas! Aposte nesses tons para os seus outfits.

4 – Passeie pela floresta, procurando por amoras. E talvez você possa fazer deliciosas receitas com elas.

5 – Durma sobre a relva e sob a luz do luar.

6 – Corra pelos campos.

7 – Mantenha sua choupana sempre bem limpa e bonita. Ah, e não se esqueça de colocar um bonito arranjo de flores.

8 - Seja sempre gentil com todos os seres vivos que encontrar.

9 – Trate bem os seus hóspedes e seja sempre hospitaleira.

10 – Faça sempre boas ações, mesmo que aparentemente você não receba em troca qualquer gesto de gratidão.

11 – Ore sempre ao seu anjo da guarda.

12 – Se você trabalhar bem em equipe poderá conseguir tudo o que deseja e até o que não esperava.

13 – Se uma gentil criatura bater à sua porta pedindo por ajuda faça o que estiver ao seu alcance.

14 – As aparências enganam frequentemente, às vezes por baixo da pele de um assustador urso pode se esconder um príncipe encantado.

15 – Lembre-se de que o amor pode surgir de onde você menos imaginar, mas você sempre poderá reparar nos pequenos detalhes que podem indicar quando ele estiver por perto.

 Imagem: We heart it
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