Não era íntimo do Pedro Rolo Duarte, mas fiquei chocado com a sua morte hoje, 24 de Novembro de 2017.
Conhecia-o desde os tempos do “Sete”, achava-o vaidoso e arrogante. Da sua família, só criei verdadeira empatia com o irmão, António Manuel, já falecido também, que trabalhava na Edisom.
Tive mesmo alguns desentendimentos com a Mãe do clã, Maria João Duarte. Com a Fátima, irmã, gráfica na Valentim de Carvalho, somos amigos no feicebuque. Ambas, felizmente vivas.
Feita esta “declaração de interesses”, reconheço a imaginação e a criatividade do Pedro, sobretudo no que ao grafismo dizia respeito. Tenho a colecção completa do DNA.
Verdade se diga também que não tenho razões de queixa do trato do Pedro para comigo, bem pelo contrário. Eu é que embirrava com ele, ponto final.
Referiu-se elogiosamente, por diversas vezes, a este blogue desde há 10 anos, quando nasceu.
Este é, apenas,
um exemplo. Chegou mesmo a eleger uma vez este blogue como
“blog da semana” (
obrigado, df).
Não tenho, por isso, razões de queixa do Pedro, só mesmo “embirração”. Ele era um
fanático da comunicação, a minha praia é tão-só o jornalismo.
Mas nesta manhã chuvosa, no IC 19, a caminho de Sintra, ouvi deficientemente na TSF a notícia da morte de um jornalista. Pelo curriculum, pareceu-me tratar-se de Joaquim Letria (que viva muitos anos!).
Só no destino, a verdade foi cruel. Um valente murro no estômago, até porque não o sabia doente.
Adeus, “Pedro Tolo Duarte”.
LPA