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terça-feira, 19 de dezembro de 2017
A HERANÇA DO ANDARILHO
AMRA - 2017
Traz Outro Amigo Também (José Afonso) - Os Vampiros (José Afonso) - Vejam Bem (José Afonso) - Era de Noite e Levaram (Luís de Andrade/José Afonso) - Nove Anos (António Manuel Ribeiro) - Porquê (Português) (António Manuel Ribeiro) - Vernáculo (Para Um Homem Comum) (António Manuel Ribeiro) - No Comboio Descendente (Fernando Pessoa/José Afonso) - Grândola, Vila Morena (José Afonso) - A Morte Saiu à Rua (ao vivo) (José Afonso)
Samuel, Manuel Freire, José Jorge Letria e Vitorino fazem vozes em "Grândola, Vila Morena".
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sábado, 17 de outubro de 2015
À FLOR DA PELE
EMI - 11C 076-40554 - 1981
A
Rua do Carmo (António Manuel Ribeiro) - Rapaz Caleidoscópio (António Manuel Ribeiro/Renato Gomes) - Nove e Trinta (António Manuel Ribeiro) - (Anjo) Feiticeiro (António Manuel Ribeiro)
B
Modelo Fotográfico (António Manuel Ribeiro) - Rola Roleta (António Manuel Ribeiro/Carlos Peres/Zé Carvalho) - Geraldine (António Manuel Ribeiro/Carlos Peres) - Ébrios (Pela Vida) (António Manuel Ribeiro/Carlos Peres)
Primeiro LP dos UHF, de 1981, então formados por Carlos Peres (baixo), Renato Gomes (guitarras), Zé Carvalho (bateria) e António Manuel Ribeiro (voz, guitarra, teclas).
Produção de Luís Filipe Barros e Nuno Rodrigues, fotografia de Luís Vasconcelos.
quinta-feira, 5 de março de 2015
PERSONA NON GRATA
RT - AT 10022 - 1982
Face A
Persona Non Grata - Agarra-me o Juízo (Se Puderes) - Voo Para A Venezuela - Fim De Vida
Face B
Chamem-me Narciso - Um Maub Rapaz - Dança de Canibais - Quebra-me - Corpo Eléctrico
Capa de Bernardo Brito e Cunha, produção de António Manuel Ribeiro.
Colaboração de João Pinheiro de Almeida
segunda-feira, 2 de março de 2015
INÉDITOS DOS UHF
AMRA DISCOS - CD 015 15 - 2015
Modelo Fotográfico (maqueta de 1979) - Cavalos de Corrida (maqueta de 1980) - Nove e Trinta (maqueta de 1980) - Noite Dentro (maqueta de 1980) - Dança de Canibais (gravado ao vivo no RRV, 1983) - Sarajevo (gravado ao vivo, Aula Magna, 2008) - Cavalos de Corrida (gravado ao vivo na Aula Magna, 2008) - Amores de Estudante (Aureliano Fonseca/Paulo Pombo de Carvalho) - Os Vampiros (José Afonso) - Um MMS Teu (António Manuel Ribeiro)
Este CD foi distribuído com a revista Blitz de 27 de Fevereiro de 2015.
Incluí 3 inéditos, "Amores de Estudante", "Os Vampiros" e "Um MMS Teu", os dois primeiros versões.
terça-feira, 17 de junho de 2014
UHF
EMI-VC - 11C 008-40563H - edição portuguesa (1981)
Modelo Fotográfico - Quem Irá Beber Comigo (Desfigurado)?
Colaboração de Pedro Brandão, em Sarajevo
domingo, 7 de julho de 2013
A MINHA GERAÇÃO
AMRA - 5099961594920 - 2013
A Minha Geração - A Tia Dorinda - Um Tipo Sincero - Lilt Casou À Pressa - Já Não Sei Fugir - Sinais (Presentes do Tempo) - Vernáculo (Para Um Homem Comum) - A Saudade É Uma ressaca - Em Dezembro, meu Amor - '70
Aos 55 anos, António Manuel Ribeiro resolveu cantar sobre a sua geração (Salazar, escudo, Che Guevara, José Afonso, Jack Daniels, Beatles, Stones, Doors, Led Zeppelin, Frank Zappa, G3, Povo/MFA, PCP, MRPP, AOC, PSD, PS, Otelo Saraiva de Carvalho...)
A minha geração
Acreditou em promessas
Engrossou a procissão
Foi indo na conversa
Transferiu para os filhos
Os sonhos adiados
Chamou-lhe destino
Nos versos de um fado
Trocou a felicidade
Por bens de consumo
A jura e a vontade
De querer mudar o mundo
Jogou à cabra-cega
Deixou-se apanhar
A vida é uma arena
Onde nos querem lixar.
Depois, desiludido:
Estou cansado
Cansado da rotina
Desta mentira que é a vida
Servida respeitosamente
Com ferrete
Mataram os sonhos
Prenderam o luxo das ideias livres.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
UHF
VALENTIM DE CARVALHO - VCEP-10010 - 1982
A
Noites Lisboetas (António Manuel Ribeiro) - Concerto (António Manuel Ribeiro/Carlos Peres) - Notícias De El Salvador (António Manuel Ribeiro/Carlos Peres)
B
Estou De Passagem (António Manuel Ribeiro) - Antes Que O Dia Nasça (António Manuel Ribeiro) - Ser Um Actor (António Manuel Ribeiro)
Segundo álbum dos UHF, depois de "À Flor Da Pele" (1981).
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
RARIDADES DOS UFH
AMA - REF. C-012.12 - 2012
Tempo Quente - Amélia Recruta - Este Filme - Centro Sul/Via-Sacra - Pelo Mundo À Procura de Mim - Cavalos de Corrida - Faz de Conta É Um País - Devo Eu (ao vivo) - Glória do Tejo - A Surra dos Tempos Modernos - Três Peixes - Rama
segunda-feira, 23 de julho de 2012
JORGE MORREU
METRO-SOM - SUPER SING 124/S - 1979
Jorge Morreu - Caçada - Aquela Maria
Letras e músicas de António Manuel Ribeiro, som de Moreno Pinto, capa de Artur Guedes.
Os UHF eram aqui António Ribeiro (voz), Carlos Peres (baixo e voz), Américo Manuel (bateria) e Renato Gomes (guitarra e pedais).
Comprei este disco no miau.pt à Eclipse Records (Tiago Comba), do Lavradio. Paguei 2,5 € pelos portes, mas a Eclipse Records só gastou 60 cêntimos!!! Posso prová-lo!
Protestei, mas Tiago Comba respondeu-me que até a deslocação aos Correios eu tenho de pagar. É mesmo à portuguesa!
Há uma segunda edição deste single.
sábado, 30 de junho de 2012
"UMA AMENA CAVAQUEIRA"
Uma novidade ao vivo: "Fingir"
Uma canção nova: "A Minha Geração"
Uma surpresa: "Grândola, Vila Morena"
Nome completo da Academia Almadense: Academia Instrução e Recreio Familiar Almadense.
sábado, 5 de maio de 2012
NOVO ÁLBUM DOS UHF
SONY - 88725405342 - 2012
Disco 1
Intro: Só Eu Sei Porquês (instrumental) - Dança Comigo (Até O Sol Nascer) - Rua do Carmo - Matas-me Com O Teu Olhar - Viver Para Te Ver - Voo Para A Venezuela - Concerto - De Um Homem Só - Barcos Ao Mar - Não Me Deixes Ficar Aqui - Brincar No Fogo
Disco 2
Na Tua Cama - Toca-me - De Carrossel - Jorge Morreu - Menina Estás À Janela - Quando (Dentro De Ti) - Cavalos De Corrida - Vejam Bem - Velhos Tamborins - Por Três Minutos Na Vida
Os UHF apresentam "Ao Norte - unplugged" hoje em Sesimbra, em concerto, no Cineteatro Municipal João Mota às 21H30.
sábado, 31 de março de 2012
UHF EM CASCAIS 01
Os UHF deram hoje um bom concerto acústico na FNAC de Cascais, em estilo de apresentação do novo álbum, também acústico, mas ao vivo, a ser editado no próximo dia 30 de Abril.
Trata-se de um CD duplo, "Ao Norte", gravado em Novembro último em Fafe.
A FNAC estava cheia em noite de Benfica-Braga, o que levou António Manuel Ribeiro, fervoroso benfiquista, a exclamar, satisfeito: " o País está parado a ver a bola, mas a sala está cheia para ouvir música" e bateu palmas.
O concerto, de hora e meia, serviu de aperitivo para o novo disco, mas também para algumas explicações de AMR, a mais relevante das quais tem a ver com uma espécie de "ajuste de contas" que o disco representa.
Amiúde, AMR apresentava uma canção, mas referia sempre que nunca tinha sido publicada "por causa das editoras", mas que estava agora na nova gravação.
"Outra canção que não nos deixaram editar..."...
O líder dos UHF, com uma "conversa patriótica", como gostou de se definir, lembrou a crise, mas argumentou que "Portugal precisa dos portugueses".
Ver alinhamento no próximo post.
Imagem de Teresa Lage
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
MORREU RUI "BEAT" VELEZ
Conheci o Rui (primeiro da direita) em 1983, uma mola dinâmica por trás da bateria de uma banda que foi a concurso no Rock Rendez-Vous – a Banda do Sul. Vi-os enquanto membro do júri; não seguiram até à final.
Gostei do grupo, aproximei-me deles através da minha namorada dessa altura, colega do liceu. Havia entusiasmo, os sonhos fluíam; a baía de Cascais ainda não produzira os Delfins e já uma espécie... de pop/funk enchia uma garagem de Oeiras.
O Rui, de quem me tornei amigo, acabou naturalmente por entrar nos UHF em 1985. Fizemos uma longa digressão entre o final desse ano e meados de 1987, quando saiu do grupo.
Acabaria por regressar em 1989 para a digressão do maxi “Hesitar”, juntando-se ao Pedro de Faro, o baixista fundador da Banda do Sul, que também ingressara nos UHF. Essa foi uma das digressões mais felizes da minha carreira, que reuniu em palco dois bateristas – o Luís Espírito Santo e o Rui ‘beat’ Velez (o ‘beat’ foi baptismo meu).
Dizem os que me conhecem que tenho memória de elefante, e é verdade. Os dias desta carreira parecem-me as páginas de um livro que o tempo mantém disponíveis para folhear. Não sou de lamúrias nem de saudosismos, mas recordo com toda a vivacidade quando o Rui se sentava no lugar a meu lado no carro que eu próprio conduzia, um veloz Ford RS Turbo branco, e seguíamos a cantar as canções que previamente alinhara numa cassete: nesse início de 1989 delirávamos com “Orange Crush” dos R.E.M.
Mais tarde nesse ano, o Rui e o Pedro formaram a Junção, reagrupando o núcleo duro da Banda do Sul e convidaram-me para emprestar a minha voz num dos temas do único LP que gravaram.
O meu amigo partiu no último domingo. É um lugar comum dizer-se que não estávamos à espera da notícia; mas é verdade que não estava. Um dia destes, como ele me disse há uns tempos, haveríamos de tentar outra vez.
Dele guardamos dois magníficos registos que o qualificam como ‘beat’, a mola, um homem em simbiose com as peles e os pratos de uma bateria: “Até às Tantas” (1986), por encomenda do programa “1, 2, 3”, da RTP, mais tarde editado no primeiro volume das Raridades dos UHF (2007) e “Esta Mentira à Solta” do maxi “Hesitar” (1989). Em ambas as canções juntei dois monstros musicais deste país: Renato Gomes e Rui ‘beat’ Velez.
Por um artista que parte soltemos aplausos de agradecimento.Texto de António Manuel Ribeiro (Facebook)
Imagem de Paulo Inácio (Karpe Diem), cortesia de Luís do Ó
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
UHF NA "MÚSICA & SOM"
"Música & Som", nº 73, Maio/Junho de 1982, 100$00 (50 cêntimos)
Ana Rocha assina 4 páginas de entrevista aos UHF, depois de um concerto dos Boomtown Rats.
Na crítica a "Estou de Passagem", escreve Carlos Marinho Falcão: "Uma pérolazinha bela, triste e inevitável, supervalorizada aqui e ali pela expressividade saborosa da voz de Tó Ribeiro".
À data desta revista, o 1º lugar do top português de singles era ocupado por José Cid ("Como O Macaco Gosta De Banana") e o de álbuns pelos Taxi ("Cairo").
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
NÃO SEI SE MEREÇO
MOVIEPLAY - MOV 30.540 - 2004
Não Sei Se Mereço (Alcoolémia) - Cavalos de Corrida (UHF) - Indecências (Luzia) (Mercurioucromos) - Conta-me Histórias (Xutos e Pontapés) - Aljubarrota (instrumental) (Quinta do Bill) - Já Não Há Lugar Para Mim (Ajakalma) - Boby (Neura) - O Vento Mudou (Da Vinci) - O Mundo É Todo Aqui (Tó Leal) - Eu Dou Um Salto Até Lá (Lara Li)
Versão ao vivo de "Cavalos de Corrida".
sexta-feira, 20 de maio de 2011
UHF NAS BANCAS - € 8,99
Matas-me Com O Teu Olhar (António Manuel Ribeiro/Miguel Fernandes, 2005) - Quando (Dentro De Ti) (António Manuel Ribeiro, 1998) - Jorge Morreu (António Manuel Ribeiro, 1999) - Dança Comigo (Até O Sol Nascer) (António Manuel Ribeiro, 1999) - Uma Palavra Tua (António Manuel Ribeiro, 1999) - O Menino (Canção da Beira Baixa) (popular/Edmundo Bettencourt, 2007) - Dançando Na Noite (António Manuel Ribeiro, 1998) - Só Eu Sei Porquê (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 1998) - Se Fosses Minha (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 1998) - Faz De Conta É Um País (António Manuel Ribeiro, 2003) - O Vento Mudou (João Magalhães Pereira/Nuno Nazareth Fernandes, 2010) - Alguém (Que Há-de Chegar) (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 1999) - Por Essa Mulher (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 2007) - Cromados & Limalha (António Manuel Ribeiro, 2007)
Dou de barato a BD (não sou fã), mas há textos de Luís do Ó e Pedro Teixeira e uma boa discografia dos UHF.
Pena que "Jorge Morreu" não seja a edição original da Metro Som.
terça-feira, 3 de maio de 2011
UHF - PORTUGAL SOMOS NÓS
O regresso à Aula Magna, 3 anos depois, num momento em que o grupo celebra 33 anos de carreira, fez-se num recinto com muita gente, mas, mesmo assim, sem que tenha estado tão cheio como em 2008.
Todavia, começa a ser visível o resultado do intenso trabalho que os UHF têm desenvolvido nos últimos anos e, se no concerto anterior poucas foram as figuras conhecidas do meio musical que marcaram presença, desta feita, eram inúmeras as que estavam espalhadas um pouco por toda a sala.
Esta curiosidade acaba por ser natural se pensarmos em tudo aquilo que o grupo de Almada tem feito nestes tempos mais recentes e no surpreendente último álbum de originais. “Porquê?" acaba por ser a cereja no topo do bolo que subiu à mesa, melhor, a um ilustre palco lisboeta, no passado sábado, dia 30 de Abril.
Em críticas anteriores, já tinha referido a coesão, o modo algo telepático como os músicos comunicam entre si, a união que transpira de tantos e tantos anos de vida em conjunto.
Os UHF de hoje são a antítese da sofreguidão desenfreada do passado, em que a entrada e saída de músicos era quase tão natural como beber água Castelo nas pausas de uma garrafa de Jack Daniels.
Dessa época desregrada da infância e adolescência dos UHF ficaram discos e músicas intemporais.
No entanto, foi após atingirem os 18 anos que António Manuel Ribeiro conseguiu estabilizar o comboio, diminuindo drasticamente as mudanças na formação. Foi o momento do renascimento de uns novos UHF que foram, paulatinamente, traçando um percurso ascendente, chegando, agora, a um novo patamar de exigência e de afirmação musical na Aula Magna em Lisboa.
A escolha das canções para o alinhamento do concerto não terá constituído tarefa simples e até as habitualmente ostracizadas canções do período da Rádio Triunfo (1982/85) foram sabiamente recuperadas do fundo de um baú, que se encontrava, felizmente, fechado e conservado em vácuo.
Voltar a escutar composições tão belas como “Dança de Canibais”, “Voo para a Venezuela” ou “Devo Eu” foi como entrar numa cápsula do tempo e cair no meio da beleza, inovadora e pura, dos anos 80. As duas primeiras não seriam tocadas há 20 anos.
A selecção das músicas não foi fruto do acaso e a conjugação das mesmas resultou num concerto intenso, forte como aço e onde a emoção nos iluminou ao longo de um breve e longo instante porque tenho consciência de que o espectáculo foi longo, mas não sei ao certo quanto tempo demorou – passou e num abrir e fechar de olhos foi partilhado connosco um lote de quase 30 temas.
“A Última Prova”, do recente álbum “Porquê?” deu o mote no início do concerto e, de imediato, se escutou o público a entoar as palavras de uma canção que não é single, que não passa nas principais rádios, que não tem nenhum vídeo oficial, mas, que merece ter a oportunidade de ser e de ter tudo isso.
As canções foram-se sucedendo com António Manuel Ribeiro a gritar objectivas e cortantes palavras de ordem contra o marasmo em que Portugal e cada um de nós parece ter mergulhado.
“Matas-me Com O Teu Olhar”, “Viver Para Te Ver”, “Um Copo Contigo”, “O Vento Mudou”, “Cai o Carmo e a Trindade”, “Dança de Canibais” e “Estou de Passagem” antecederam a entrada em palco do primeiro convidado especial durante o sempre hipnótico “Rapaz Caleidoscópio”.
Armando Teixeira entrou no palco a erguer o vinil de “À Flor da Pele” e “exigindo” um autógrafo a António Manuel Ribeiro, que, surpreendido, procurou e encontrou uma caneta sob o olhar divertido e deliciado dos restantes músicos e de todos os espectadores.
UHF e Armando Teixeira proporcionaram um momento inesquecível com o emergir do excelente “Montra”, que usa um sample do “Rapaz Caleidoscópio”. O primeiro momento mais calmo da noite surgiu à décima canção, com a versão acústica de “Sarajevo”, tendo o baterista Ivan Cristiano avançado para a frente do palco, ocupando o lugar deixado livre por Armando Teixeira.
“Vejam Bem” – em mais uma fabulosa interpretação de António Manuel Ribeiro –, “Voo para a Venezuela”, “Porquê Só Ela”, “Devo Eu”, “Esta Dança Não Me Interessa”, “Os Putos Vieram Divertir-se”, “Quero Entrar Em Tua Casa”, “Modelo Fotográfico” e “Menino” fecharam o alinhamento antes dos encores.
O povo pediu mais.
No regresso ao palco, os UHF atacaram “Porquê (português)” para, logo depois, receberem a Tuna Feminina que os acompanhou em “Portugal – Somos Nós” e na novíssima e inédita “Nevoeiro”, outro tema que pode ser um sucesso comercial.
E foi com o sempre deslumbrante “Sonhos Na Estrada de Sintra” que os UHF saíram de palco em verdadeira apoteose. O público voltou a bater palmas e a gritar por mais.
Num espectáculo que foi sempre em crescendo, os UHF voltaram para fechar a noite com uma tripla de canções de arromba.
“Cavalos de Corrida”, “Rua do Carmo” e “Menina Estás À Janela”, provavelmente os três maiores sucessos do grupo, foram vividos em verdadeira apoteose e com um núcleo de fãs a despirem-se, ficando em tronco nu, enquanto agitavam a roupa e se agitavam a eles próprios, numa cadência própria de um concerto de punk-rock.
Os UHF apresentaram um leque diversificado de temas fortíssimos e de todas as épocas da sua carreira. Todavia, “Geraldine”, “Noites Lisboetas”, “Concerto”, “Um Mau Rapaz”, “Persona Non Grata”, “Puseste O Diabo Em Mim”, “Na Tua Cama”, “Nove Anos”, “Ferir Até À Dor”, “Hesitar”, “Amélia Recruta”, “Este Filme”, “Brincar no Fogo”, “Comédia Humana (parte 1) ”, “Aqui Planeta Terra”, “Velhos Amigos”, “A Lágrima Caiu” ou “Há Rock No Cais” seriam outras 18 músicas que poderiam pertencer a outro alinhamento de primeiríssima água, o que mostra bem a quantidade de canções de sucesso popularizadas pelos UHF.
Quando foram tocados os últimos acordes da “Menina Estás À Janela” já toda a gente estava rendida e totalmente exausta. A noite terminou, assim, com uma satisfação imensa estampada na cara de todos os que estiveram presentes. A assistência era constituída, esmagadoramente, por fãs conhecedores da obra dos UHF e foi essa a principal diferença entre o público deste concerto e do espectáculo na Aula Magna em 2008.
O grupo parece ter voltado a encontrar uma larga multidão de fãs, fazendo-me recordar o tempo do Rock Rendez-Vous, o tempo da Feira Popular, enfim, outras épocas recuadas, em que os UHF eram os reis do rock português.
Neste sábado, assistimos a um salto em frente nesse sustentado caminho que o grupo de António Manuel Ribeiro tem vindo a percorrer rumo ao justo e tardio reconhecimento. Está para breve.
Reacções:
Ao fim de 30 anos, tenho o meu “À Flor da Pele” assinado, finalmente, foi muito bom, gostei muito de estar aqui, foi um prazer muito grande e acho que toda a gente se divertiu e o concerto foi muito bom - Armando Teixeira (Balla)
Eu não estava à espera de tanta gente. Todas as pessoas que vieram são fãs dos UHF. Viu-se a sala completa em quase todas as músicas a cantar, deu para perceber que as pessoas estavam bastante entusiasmadas - Rui Leal, fotógrafo
Já não via os UHF ao vivo há muito tempo, nem sei muito bem precisar há quantos anos, e foi uma surpresa agradável porque, realmente, a banda está em grande forma. O António Manuel Ribeiro continua em grande forma, é um resistente, vem dos anos 80 e gostei, sinceramente, do espectáculo. Acho que esteve com uma energia fantástica - Pedro Rolo Duarte
Foi um belíssimo espectáculo. [“O vento mudou”] foi um momento muito giro, uma canção, 44 anos depois, ter esta vitalidade é sempre giro. Hoje, achei graça porque a Tuna cantou a “Desfolhada”. De maneira que eu ganhei, ganhei duas canções na final (risos). O meu neto e a amiga dele vieram aqui e já temos mais uns fãs e é giro é ver a continuidade destas coisas todas. Foi um grande concerto - Nuno Nazareth Fernandes
Foi um óptimo concerto, sempre em cima, uma grande energia, as pessoas a responderem muito bem a muitas músicas. Sente-se a quantidade de hits que os UHF têm. A banda está muito coesa, estão em grande forma. A sensação que eu tenho é que esta excelente forma, nesta fase mais recente dos UHF, arranca, sobretudo, com o “Há Rock no Cais”. O António Manuel Ribeiro é um homem de hinos, portanto, hoje viu-se aqui a quantidade de músicas a que as pessoas respondem. Tem capacidade para aquelas mensagens curtas, onde as pessoas se revêem e respondem, como a gente viu esta noite. Ele, neste momento, já está a fazer hinos novos porque, hoje, já ouvimos o “Nevoeiro”, que pode ser mais um hit. O António Manuel Ribeiro sempre soube muito bem o que é estar em cima do palco. Estou-me a lembrar de espectáculos há quase 30 anos e, de facto, é um bicho de palco, mantém um grande ascendente sobre o público durante todo o espectáculo, prevê o público, tem uma ligação muito forte e esse magnetismo em cima do palco explica a reacção das pessoas. Aquele final, aquela sequência, “Cavalos de Corrida”, “Rua do Carmo” e “Menina Estás à Janela” é muito forte - David Ferreira
Colaboração de Luís do Ó
Imagem de Francisco Rosário
domingo, 20 de fevereiro de 2011
NOVO LIVRO SOBRE OS UHF LANÇADO HOJE
É um livro inteligente que fala de uma vida de canções, um estudo sociológico fluido, redigido por um dos nossos amigos mais críticos, o Nuno Martins.
Assino o prefácio e a chancela é da Fonta da Palavra.
Vale a pena.
António Manuel Ribeiro, no Facebook
O livro é lançado hoje, às 17H00, no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa.
Assino o prefácio e a chancela é da Fonta da Palavra.
Vale a pena.
António Manuel Ribeiro, no Facebook
O livro é lançado hoje, às 17H00, no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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