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sábado, 22 de outubro de 2016

VICTOR ESPADINHA


OVAÇÃO - OV-N-028 - 1987

Encontro (Tozé Brito) - Encuento (Tozé Brito/Helena Cros)

segunda-feira, 9 de março de 2015

THOSE WERE THE DAYS


ORFEU - ATEP 6289 - 1968

Those Were The Days (Raskin) - One, Two, Three Red Light (Trimachi) - Down At Lulu's (Resnick/Levine) - You'll See (António José de Brito)

"You'll See" é a primeira composição de TóZé Brito e "Those Were The Days" é o primeiro EP dos Pop Five.

Ver uma biografia dos Pop Five Music Incorporated aqui.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TÓZÉ BRITO


UNIVERSAL - 602537166367 - 2012

Papel Principal (Adelaide Ferreira e Dulce Pontes) - Já Se Faz Tarde (Tózé Brito) - Se Quiseres Ouvir Cantar /Eugénia Melo e Castro) - Apenas Mais Um Caso (Tózé Brito) - À Tua Espera (Cocktail e Rita Riubeiro) - Não Hesitava Um Segundo (Tózé Brito) - Pensando Em Ti (Anabela) - Como Eu Te Amei Ninguém Te Amou (Luís Represas) - Eu Sou (Eugénia Melo e Castro) - Contigo (Tózé Brito) - A Vida Segue Lá Fora (Lúcia Moniz) - Viarar A Página (Anjos e Sérgio Moah) - Remédio Santo (P'ra Mim) (Marta Plantier) - Dá-me Luz (Salsa Mix) (Francisco Mendes) - Tinhas Razão (Pedro Vaz) - Olá, Então Como Vais? (Paulo de Carvalho e Tózé Brito).

sábado, 21 de janeiro de 2012

OLÁ, ENTÃO COMO VAIS?


PHILIPS - 6031 108 - 1979

Olá, Então Como Vais? (Tózé Brito/António Tavares Teles) - Amor É (Quase Sempre) Assim (Paulo de Carvalho)

Arranjos de Shegundo Galarza, produção de Paulo de Carvalho e Tózé Brito.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

JOSÉ CID COM MARCO PAULO


A VOZ DO DONO - 8 E016-40065 M - 1970

Toc-Toc (Knock, Knock, Who's There) (Stephens/Carter/António José) - Gwendoline (Júlio Iglésias/António José) - Marie-Blanche (Guy Bonnet/Pierre/André Dousset/Zé Freire) - Todas As Coisas Me Falam De Ti (All Kinds Of Everything) (Lindsay/Smith/ António José).

Estão bem sentados?

Então... aqui vai:

Nesta selecção de canções da Eurovisão de 1970, Marco Paulo é acompanhado nem mais nem menos do que por quase todo o Quarteto 1111: José Cid (órgão e piano), Michel (bateria) e Tó Zé Brito (viola baixo).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

COCKTAIL


POLYDOR - 557293-2 - 1998

Aquele Fim De Verão (Tózé Brito) - Cinema Mudo (Fernando Guerra) - Ontem E Hoje (Tózé Brito/Mike Sergeant) - Carta A Um Amigo (Tózé Brito/Rui Teis) - Recado Do Paulo (Paulo de Carvalho) - O Que Passou, Passou (Tózé Brito) - Porta Fechada (Pedro Brito) - Ausência (Fernando Guerra) - À Tua Espera (Tózé Brito/Pedro Brito) - Todos Por Um (Tózé Brito/Mike Sergeant)

Produção de Tózé Brito e Mike Sergeant.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ESPELHO DE SONS


PHILIPS - 834 319-1 - 1987

Lado A

Coimbra E O Mondego - Os Amadores - A Dança

Lado B

Lisboa E O Tejo - A Canção - O Teatro

Capa de Carlos Martins Pereira, produção de Tózé Brito

sexta-feira, 23 de julho de 2010

TONICHA


POLYDOR - 2063 - 1976

O Menino (Ary dos Santos/TóZé Brito/Mike Sergeant) - Um Grande Amor (TóZé Brito/Ary dos Santos/Mike Sergeant)

Arranjos e direcção de orquestra de Mike Sergeant, produção de TóZé Brito.

Cortesia de Francisco Marzia

domingo, 18 de julho de 2010

CAI NEVE EM NOVA IORQUE


CASABLANCA - 872 294-7 - 1988

Cai Neve Em Nova Iorque (José Cid) - Não Sei Viver Sem Ti (José Cid)

Produção de Ramon Galarza e Tozé Brito, saxofone de Naná Sousa Dias.

sábado, 10 de julho de 2010

SARABANDA


POLYDOR - 2063 053 - 1980

Made In Portugal (Chris Kopke/Armando Gama) - Sonho Parado (Chris Kopke/Armando Gama)

A primeira canção tem orquestração e direcção de orquestra de Mike Sergeant e produção de Tózé Brito.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SELECÇÃO... JÁ NÃO DE TODOS NÓS...


POLYDOR - 821 967-7 - 1984

Selecção De Todos Nós (António Pinho/Tozé Brito) - Portugal Oh Portugal (António Pinho/António Tavares Teles/Tozé Brito)

Há muitos, muitos anos... o futebol jogava-se aos Domingos à tarde, sem substituições nem cartões...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

GEMINI


PHILIPS - 6031 050 - 1977

Portugal No Coração (Ary dos Santos/Fernando Tordo) - Cantiga De Namorar (Ary dos Santos/Paulo de Carvalho)

Arranjos e direcção de orquestra de Mike Sergeant, produção de Tozé Brito e Mike Sergeant

sexta-feira, 23 de abril de 2010

TOZÉ BRITO


POLYDOR - 2063026 - 1977

Eu, Tu E O Tempo (Tozé Brito) - Duas Cartas, Um Sentir (Tozé Brito)

Produção de Tozé Brito

quarta-feira, 17 de março de 2010

EX-MULHER DE PASSOS COELHO


(Maria José Dias, Tozé Brito, Mike Sergeant, Fátima Padinha)

PHILIPS - 6031.038 - 1976

Só Eu Sei, Meu Amor (Tó Zé Brito/Mike Sergeant) - História Alegre (Mike Sergeant/Tó Zé Brito)

Arranjos de Mike Sergeant, produção dos Green Windows.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

TÓ ZÉ BRITO


M.E.L. - 01/1.000/B

Palhaços (Tó Zé Brito) - Já Se Faz Tarde, Vai (Tó Zé Brito)

Arranjos e produção de Vítor Mamede.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

JACKY


PHILIPS - 6031 106 - 1979

Jacky-O Urso de Tallac - Jacky Dorme

Versão portuguesa de Tózé Brito

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

AMANHÃ DE MANHÃ


POLYDOR - 2063 051 - 1980

Amanhã De Manhã (Tozé Brito/Mike Sergeant) - Depois De Ti (Tózé Brito/Mike Sergeant)

Single de estreia das Doce, banda feminina inventada por Tozé Brito para dar emprego a Teresa, Fá e Lena, entretanto abandonadas pelo desmancho dos Gemini.

Eram então Teresa Miguel (ex-Gemini), Fátima Padinha (ex-Green Windows, ex-Gemini), Lena Coelho (ex-Cocktail, ex-Gemini) e Laura Diogo (Miss Fotogenia 1978).

Em Maio de 1985, Lena Coelho, grávida, é substituída por Fernanda Sousa (posteriormente Ágata), e quando regressa sai Fátima Padinha.

As Doce dissolvem-se em 1986.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SOM DOIS


DECCA - SPN 176 G - 1974

A Um Amigo - Irmão Na Cor Da Alma

Arranjo, direcção e produção musical de Pip Williams.

Parti sem saber por quanto tempo, para onde ou para o quê.

Sabia apenas porquê.

Londres, música e por fim o vinte e cinco de um mês de Abril eliminaram as dúvidas.

Depois de quase dois anos voltei.

Trouxe comigo só certezas. E trouxe-me um estado de alma que traduzido em música e palavras aqui fica. Aqui continua.

O "Som Dois" (a Daphne e eu) é o espelho para esse estado de alma. Um espelho que espero não seja côncavo ou convexo, não distorça a imagem em questão.
Tozé Brito

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

POP FIVE MUSIC INCORPORATED


Os Pop Five Music Incorporated (nome feliz, apesar de inglês) formaram-se no Porto em 1967 com David Ferreira, não, não o da EMI (órgão Hammond, piano, guitarra, percussão e voz), Luís Vareta (baixo e voz), Tozé Brito (baixo, guitarra, fuzz e voz, ex-Grupo 4), Paulo Godinho, irmão de Sérgio (voz, órgão Hammond, piano e guitarra) e Álvaro Azevedo (bateria e percussão).

Sob a direcção artística de Fernando de Matos, tocavam, à época, versões dos Beatles, Rolling Stones, Procol Harum, Moody Blues e outros nos bailes de estudantes, nas festas de amigos, arraiais, sendo os mais famosos os da Quinta da Conceição, em Leça da Palmeira.

Todos os grupos nascem da mesma maneira. São grupos de amigos na adolescência, com 17 ou 18 anos, e a nós aconteceu o mesmo. Quando nos juntámos, só queríamos tocar em festas de amigos e nas garagens.

Um de nós tinha uma garagem grande e era aí que ensaiávamos, com um amplificador, uma aparelhagem de vozes e os instrumentos. Não havia meios técnicos: ligávamos o baixo, a guitarra e a organeta no mesmo amplificador.

Mas as coisas foram evoluindo e das garagens passámos para as festas de finalistas e para os festivais no Verão com mais três ou quatro grupos. Nós, tal como os grupos de baile, ouvíamos os Beatles e os Stones na rádio - porque, na altura, os discos eram artigos de luxo - mas não nos limitávamos a copiar.

À época, existiam grupos tecnicamente melhores, mas nós éramos mais atrevidos. Não é que transformássemos as músicas das quais fazíamos versões mas tentávamos não copiar. Se não conseguíssemos tirar o solo, fazíamos o solo à nossa maneira.


Os discos não chegavam cá a tempo e horas e nós começámos a ser conhecidos no Porto e arredores devido às festas que fazíamos. Isso chegou aos ouvidos da editora Orfeu, que na altura era representada pelo Carlos Cruz e pelo Viale Moutinho.

São eles que nos aparecem no local onde ensaiávamos para que lhes tocássemos o 'Ob-La-Di Ob-La-Da" e o 'Blackbird', dos Beatles. Como esses discos não existiam no mercado, propuseram-nos gravar versões daquilo. Não digo que fossem discos de ouro ou platina, mas vendiam-se muito bem, explica Álvaro Machado.

Em 1968, os Pop Five Music Incorporated publicaram o primeiro EP, "Those Were The Days" (Orfeu ATEP 6289), que já incluía um original de Tozé Brito, "You'll See".

E antes do primeiro e único LP, ainda publicaram, já em 1969, um segundo EP (Orfeu ATEP 6310) , com uma versão de "Ob-La-Di Ob-La-Da", dos Beatles.

O LP, "Pop Five Music Incorporated" (Orfey XYZ 140), sub-intitulado "A Peça" (por isso o disco está dividido ficticiamente em "actos"), inclui no Lado A "Jesus Alegria Dos Homems" (arranjo dos Pop Five sob um tema de Bach), "Blackbird" (Beatles), "To Love Somebody" (Bee Gees), "Medicated Goo" (Traffic), "Proud Mary" (Creedence Clearwater Revival) e "Mess Around" (Ray Charles).

O Lado B é composto por "Hush" (Joe South/Deep Purple), "Fire" (Jimi Hendrix), "Sour Milk Sea" (George Harrison), "Come Down To My Boat" (Every Mother's Son) e "Can I Get A Witness" (Marvin Gaye/Rolling Stones).

Não deixa de ser original este alinhamento que inclui designadamente uma muito pouco conhecida, mesmo nos dias de hoje, canção a solo de George Harrison.

O álbum foi gravado em estereofonia (quatro pistas), o que era raro à época, por David Ferreira, Luís Vareta, Tozé Brito, Paulo Godinho e Álvaro Azevedo (personae tragicae), a formação original, com produção de Fernando de Matos e engenharia de som de Moreno Pinto (o chamado cast técnico).

Como curiosidade, tinha a indicação de "Made in England", o que não correspondia à verdade, pelo menos no que à gravação dizia respeito. Nesta altura, os discos do Pop Five eram gravados em duas pistas nos estúdios Monte da Virgem da RTP, em Vila Nova de Gaia, mas "A Peça" foi gravada em Campolide (Lisboa), na Polysom, por Moreno Pinto.

Após a edição do LP, em Novembro/Dezembro de 1969, saem Tozé Brito, para o Quarteto 1111, e não é substituído, e David Ferreira que é substituído por Miguel Graça Moura, pianista de formação clássica, que estudava no Conservatório.

Na verdade, os Pop Five Music Incorporated passam a Pop Four Music Incorporated, mas mantêm a designação original, ou Four & Matos, para os amigos.

Ainda em 1969, os Pop Five são a banda de acompanhamento de Mike McGill no single "Our Last Goodbye/Without Her" (Orfeu SAT 802), com produção de Fernando de Matos.

A década de 70 começou com a edição de um single, "A Menina" (Orfeu SAT 804), única tentativa, falhada, de cantar em português por imposição dos homens da rádio.

Surgiu depois a canção mais mediática do grupo, "Page One", que serviu de indicativo ao programa "Página Um", de José Manuel Nunes, na Rádio Renascença, cuja primeira emissão data de 02 de Janeiro de 1968.

Isso significa que há uma verão original de "Page One", feita especialmente em 1968 para o programa radiofónico, que é ligeiramente diferente da versão comercial editada em 1970 no single Orfeu SAT 805.

"Page One" nasceu de uma criação de Tozé Brito e Álvaro Azevedo, a secção rítmica do grupo, mas na versão comercial a autoria é atribuída a Fernando de Matos, Luís Vareta, Paulo Godinho, Álvaro Azevedo e Miguel Graça Moura, excluindo Tozé Brito.

Em 1997, a Movieplay, que detém o catálogo da Orfeu, fez uma inacreditável remistura de "Page One", designada por kingsize remix, da autoria de Scotty Marz e incluída na dupla colectânea "Biografia do Pop/Rock" (Movieplay MOV 30.367-A/B).

Numa entrevista a Mário Correia, do "Mundo da Canção", publicada em Janeiro de 1970, Luís Vareta explica que os Pop Five, no ambiente dos conjuntos, têm um ambiente à parte para preencher.

O nosso repertório é o mais progressivo que conheço (quem toca King Crimson, Jeff Beck, Chicago, Keef Hartley, Blood Sweat and Tears, Renaissance, etc, no nosso país?). Sempre evitámos a música bubblegum e agora, mais do que nunca, preocupamo-nos em satisfazer o nosso interesse na heavy music, nas correntes mais adiantadas da música pop mundial.
Miguel Graça Moura acrescentou: a verdade nua (desculpem o erotismo) é que, tocando jazz, improvisando em público, adaptando clássicos para música pop e agora, definitivamente, publicando composições próprias em disco, merecemos, efectivamente, o certificado de Grande Conjunto.
Em Maio de 1970, escreveu o "Mundo da Canção" sobre "Page One":

Aconteceu obra-prima: "Page One", originalidade, elucubrações do Pop Five Music Incorporated, um nome inglês para um conjunto portuense que pode ser considerado como o melhor executante instrumental português.

Novo parágrafo para dizer que os quatro (são five só no nome, já foram five e pode ser que venham a sê-lo de novo quando incluírem um metal) visam a Europa. A Europa do êxito, o topo dos tops nos hit-parades daquém e dalém mar. Um dia destes: a Espanha e a Inglaterra. E o mais que adiante se verá.


Em 1971, os Pop Five gravam seis canções nos estúdios da Pye, em Londres, onde, no ano anterior, tinha estado José Afonso, utilizando então 16 pistas, o máximo então tecnologicamente possível.

Ainda antes do Festival de Vilar de Mouros, editam outro single, "Orange/Mission Impossible" (Orfeu SAT816), com o lado A dominado pelo solo de órgão de Miguel Graça Moura.

O single foi lançado na boîte lisboeta "Beat Club", nas traseiras da Avenida de Roma, após o que Miguel Graça Moura deu uma entrevista de uma página a Bernardo Brito e Cunha no jornal "Disco Música & Moda".

Estivémos em Londres durante 15 dias e durante esse tempo estivémos no estúdio desde as 9 da manhã até à meia-noite, sábados e domingos incluídos. Não era impossível gravar o disco em Portugal. Todos os dias se gravam discos em Portugal, logo este seria mais um. A diferença é que o disco a ser gravado em Portugal nunca atingiria este requinte musical.

Cada hora de gravação nos estúdios da Pye custou aproximadamente 2.800$00 (14 € ), o que, à escala nacional é bastante.
Miguel Graça Moura reconhece a influência rítmica dos Wallace Collection, mas ao contrário do que acontece com os Wallace Collection, cujo estilo é fundamentalmente o recurso ao clássico, o nosso é simplesmente baseado numa rítmica pop.

Nós procuramos uma sonoridade. Simplesmente, não a vamos copiar. No entanto, eu creio que já conseguimos, por vezes, essa originalidade. É, por exemplo, o caso de "Aria".

Quando o disco foi lançado, tinha na face A o "Page One" e na face B o "Page One". Na Alemanha, no entanto, um dos países onde foi lançado, aconteceu o contrário: a "Aria" ocupou a face A e o "Page One" a face B.

Creio que isso se deve ao facto de terem notado o tratamento que foi dado à viola. É que, na verdade, a nossa "Aria" é um exercício de composição barroca, exercício que poderia ser apresentado perfeitamente num exame de composição.
O que é verdade, é que a "Aria" que nós trabalhámos não se identifica com mais nenhuma. Tentámos, acima de tudo, a originalidade.

No blogue Norte Cáustico , afirma-se que "Orange" foi o primeiro single português a ter honras de top londrino, mas esta informação carece de prova.

Em 1971, os Pop Five foram um dos três conjuntos portugueses incluídos no "Álbum Pop Music", que a revista "Flama" publicou em separata. Os outros dois foram o Quarteto 1111 e a Filarmónica Fraude. Individualmente, o único retratado é Fausto.

Foi escolhido para representar a sonoridade 1970, o movimento denominado por "música progressiva". Os seus componentes são indubitavelmente os chefes de fila deste novo tipo de música.

A despeito do título indicar a palavra inglesa five (cinco), o grupo é constituído apenas por quatro: Luís Filipe Vareta (o Pi Vareta), com 19 anos e cabelo estilo Hendrix. Toca desde os 4 anos. No grupo é o mais agressivo. O seu instrumento é a viola-solo. Na música, em geral, gosta de Peter Green, Jeff Beck e Eric Clapton.

Paulo Godinho, também com 19 anos, é a voz principal do grupo e viola-baixo inato. Está neste momento a iniciar-se com o instrumento mais in da actualidade - a flauta. De temperamento, é o mais rebelde.

Por seu turno, Álvaro Azevedo, igualmente com 19 anos, é dos quatro o mais sóbrio. Fora das actuações é um gentleman de baquetas, explosivo e genial no desempenho das suas funções, a bateria. Como bateristas prefere Charlie Watts, Ginger Baker, Jon Hiseman, Buddy Rich e... Jane Fonda.

Miguel Graça Moura, o "Sério" ou o "Velho", 23 anos, estuda Arquitectura e possui o oitavo ano do curso de Piano do Conservatório e os cursos de História da Música, Teoria Musical e Composição e, ainda, Harmonia Geral. A ele se devem arranjos de JS Bach.

Pop Five Music Incorporated é um grupo de criação colectiva como o demonstra "Page One", desenvolvimento do indicativo que eles criaram para o programa "Página Um".


No mesmo ano de 1971 participam no Festival de Vilar de Mouros (31 de Julho a 15 de Agosto), ao lado de Elton John e de Manfred Mann, então designado como o "Woodstock português".

A banda do Porto tocou no fim de semana de 07 e 08 de Agosto com Mannfred Mann (dia 07), Elton John (dia 08), Psico (Tony Moura), Pentágono (Sousa Pinto), Sindicato (Edmundo Falé, Jorge Palma e Rão Kyao), Quarteto 1111 (já com Tozé Brito, ex-Pop Five), Contacto (Marcos Resende, Paulo Gil, Rui Cardoso e Jean Sarbib), Celos (banda de Barcelos), Bridge (Kevin Hoydale, Rão Kyao, Jean Sarbib, Adrien Ransy), Chinchilas, Mini-Pop (irmãos Barreiros) e Objectivo (Kevin Hoydale, Mike Sergeant).

Inexplicavelmente, a actuação dos Pop Five em Vilar de Mouros teve péssima imprensa:

Os Pop Five Incorporated (no dia 07), com Miguel Graça Moura, eram esperados com muita expectativa, mas constituíram a primeira decepção grande no campo artístico (Disco) com música sem grande força e execução medíocre (MC).

Nada de novo num grupo que já nos tinha decepcionado quando do famigerado Festival da Guarda. Pobreza inventiva, execução medíocre. Um grupo longe de se encontrar (
MC).
Os Pop Four eram então Miguel Graça Moura, 24 anos, piano, órgão e viola, Paulo Godinho, 20 anos, viola, baixo e flauta, Luís Filipe Vareta, 21 anos, viola-baixo e viola-acompanhamento, e Álvaro Azevedo, 21 anos, bateria.

Declaram então que nada têm a ver com a renovação da música portuguesa.
Depois do Festival, ainda em 1971, editam ainda o single "Stand By/Golden Egg" (Orfeu SAT 826), e até ao final da carreira, ainda despacham mais dois singles, esgotando assim as canções que tinham gravado em Londres, "Take Me To The Sun/Hell Of A Doll" (Orfeu SAT 835 - 1972) e "No Time To Live/That's The Way" (Orfeu SAT 844 - 1972).

Os Pop Five Music Incorporated acabaram em Outubro de 1972 com a saída de Miguel Graça Moura para se dedicar ao ensino e ao moog synthesizer, primeiro com o Quarteto Miguel Graça Moura, depois com os Smoog, de curta duração.

Álvaro Azevedo saiu para os Arte & Ofício e Trabalhadores do Comércio, enquanto Paulo Godinho gravou com o irmão Sérgio antes de emigrar para o Japão.

A 03 de Janeiro de 2003, os Pop Five reuniram-se na discoteca "Estado Novo", em Matosinhos, para assinalar 35 anos de formação e também os 35 anos de canções de Tozé Brito. Foi gravado um DVD que integra a "Odisseia" editada pela Movieplay (capa na imagem).

David Ferreira, Luís Filipe Vareta, Tózé Brito, Paulo Godinho e Álvaro Azevedo interpretaram então "Proud Mary" (Creedence Clearwater Revival), "Black Magic Woman" (Fleetwood Mac/Santana), "To Love Somebody" (Bee Gees), "Let It Be" (Beatles), "Oh! Pretty Woman" (Roy Orbison) e "Page One" (original).

Luís Pinheiro de Almeida

FONTES:
"Álbum Pop Music", separata da "Flama", 1971
"Blitz", 06 de Fevereiro de 2004, direcção de Miguel Cadete
"Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa", direcção de Luís Pinheiro de Almeida e João Pinheiro de Almeida, Círculo de Leitores, 1998
"Disco Música & Moda", nº 13, 01 de Agosto de 1971, direcção de A. Carvalho
"Disco Música & Moda", nº 15, 01 de Setembro de 1971, direcção de A. Carvalho
"Mundo da Canção", nº 2, Janeiro de 1970, direcção de A. de Oliveira
"Mundo da Canção", nº 6, Maio de 1970, direcção de A. Oliveira
"Mundo da Canção", nº 21, 20 de Agosto de 1971, s/direcção indicada
"Mundo da Canção", nº 33, Novembro de 1972, s/direcção indicada
"O Século Ilustrado", nº1754, 14 de Agosto de 1971, direcção de Francisco Mata
"Odisseia, Obra Completa 1968-1972", Álvaro Azevedo, Movieplay, 2003
"Vilar de Mouros - 35 Anos de Festivais", Fernando Zamith, Edições Afrontamento, 2003

LISTA DE CANÇÕES:
Adagio (Albioni, 1969)
Aria (Bach, 1970)
Birthday (Beatles, 1969)
Blackbird (Beatles, 1969)
Can I Get A Witness (Marvin Gaye/Rolling Stones, 1969)
Come Down To My Boat, Baby (Every Mother's Son, 1969)
Down At Lulu's (Ohio Express, 1968)
Homens do Mar (G. Soares/Miguel Graça Moura, 1970)
Fire (Jimi Hendrix, 1969)
Golden Egg (Miguel Graça Moura, 1971)
Hell Of A Doll (Fernando de Matos/Paulo Godinho, 1972)
Hush (Joe South/Deep Purple, 1969)
Jesus, Alegria Dos Homens (Bach, 1969)
Medicated Go (Traffic, 1969)
Menina (G. Soares/Miguel Graça Moura, 1970)
Mess Around (Ray Charles, 1969)
Mission Impossible (Lalo Schifrin, 1971)
No Time To Live (Fernando de Matos/Álvaro Azevedo/Paulo Godinho, 1972)
Ob-La-Di Ob-La-Da (Beatles, 1969)
One, Two, Three Red Light (1910 Fruitgum Company, 1968)
Orange (Fernando de Matos/Álvaro Azevedo/Miguel Graça Moura, 1971)
Page One (Fernando de Matos/Luís Varela/Paulo Godinho/Álvaro Azevedo/Miguel Graça Moura, 1970)
Proud Mary (Creedence Clearwater Revival, 1969)
Sour Milk Sea (George Harrison, 1969)
Stand By (Pop Five, 1971)
Take Me To The Sun (Fernando de Matos/Álvaro Azevedo, 1972)
That's The Way (Fernando de Matos/Álvaro Azevedo/Miguel Graça Moura, 1972)
The Weight (The Band, 1969)
Those Were The Days (Mary Hopkin, 1968)
To Love Somebody (Bee Gees, 1969)
You'll See (Tózé Brito, 1968)

sábado, 25 de julho de 2009

BANA E FLAPI


PHILIPS - 6330 055 - edição portuguesa (1979)

Versões portuguesas de Tozé Brito.