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domingo, 29 de março de 2015

TEMPO ZIP


O programa de rádio "Tempo ZIP", sucessor do televisivo "ZIP-ZIP", foi para o ar no dia 29 de Março de 1970 - faz hoje 45 anos -, na Rádio Renascença.

Era transmitido diariamente das 00H00 às 03H00.

Além de Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado, o programa tinha as colaborações, entre outros, de António Vitorino de Almeida, David Mourão-Ferreira, Fernando Lopes, Joaquim Letria, Michel Giacometti, Nuno Portas, Thilo Krasmann e Urbano Tavares Rodrigues.

No programa de estreia (ver imagem) foi proporcionado um sobrevoo de Lisboa num Caravelle da TAP. Nele viajaram, entre outros, Maria Teresa Horta, Rui Mingas, Manuel Freire, José Barata Moura, Tossan, Carlos Paredes, Filipe Nogueira, Vera Lagoa, Urbano Tavares Rodrigues, Cáceres Monteiro

Carlos Cruz coordenou a emissão nos estúdios da Renascença, Fialho Gouveia embarcou com José Nuno Martins e Raul Solnado e João Paulo Guerra ficaram no Villaret onde os cantores viriam a actuar.

domingo, 16 de maio de 2010

1º LP DO ZIP-ZIP


ZIP-ZIP/MOVIEPLAY - ZIP 2001 L - 1969

Lado A

Zipfonia (Orquestra Zip) - Fonte de Água Vermelha (Hugo Maia de Loureiro) - Steady (Intróito) - Cantata Para Uma Velha Só (Raul Solnado) - Excerto Do Concerto Nº 1 de Tschaikowsky (António Vitorino de Almeida) - I'll Not Marry At All (EFE 5)

Lado B

À Saída do Correio (Padre Fanhais) - Ixi Ami (Minha Terra) (Rui Mingas) - Poema Futebol (Tóssan) - Frère Souviens-Toi (José Barata Moura) - Farrapo (José Froes Leitão)

Este LP foi apresentado publicamente no Teatro Villaret em Lisboa (de onde era transmitido o popular programa de televisão) no dia 06 de Novembro de 1969.

A esquematização deste LP, produzido em estereofonia, obedeceu a um rigoroso critério de selecção, de modo a ser possível dar ao público uma amostragem dos aspectos mais significativos da popular emissão televisiva.

Este LP, primeiro de uma série de gravações que a Movieplay produzirá em sistema de co-produção com o Zip, foi inteiramente realizado nos estúdios da Polysom com a colaboração do técnico Moreno Pinto e direcção artística de Rui Ressurreição.

terça-feira, 12 de maio de 2009

RUI MINGAS FAZ HOJE 70 ANOS


O meu amigo Rui Alberto Vieira Dias Mingas, conhecido por todos vós como Rui Mingas, faz hoje precisamente 70 anos (12-5-1939), de boa saúde, e ainda disponível para cantar muito bem!

Fernando Pereira

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

OS MENINOS DE HUAMBO


PHILIPS - 884 045-7 - 1985

Os Meninos De Huambo (Manuel Rui Monteiro/RuY Mingas) - Balada Para Uma Boneca De Capelista (Ary dos Santos/Paulo de Carvalho)

Uma das mais bonitas canções de sempre cantada na língua portuguesa, "Os Meninos De Huambo".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

RUY MINGAS


ZIP ZIP - 10058/E

Monangambé (António Jacinto) - Quem Tá Gemendo (Solano Trindade) - Adeus À Hora Da Partida (Agostinho Neto) - Muimbu Ua Sabalu (Mário Pinto de Andrade)

Na contracapa, um texto de Luaandino Vieira que termina deste modo:

"Aqui está uma das vozes libertadoras de Angola - de África, do Mundo, portanto. Com Agostinho Neto, negro poetano angolano denuncia; denuncia com António Jacinto, poeta branco angolano; denuncia com Mário de Andrade, mestiço, poeta, angolano.

"E com aquele que é nosso irmão e filho e tudo mais quanto é, brasileiro, nosso mais-velho poeta, Solano Trindade, ainda pergunta: quem está gemendo, negro ou carro de bois?

"Este disco é a resposta: quem está gemendo é carro de bois! Negro, esse, já está cantando - Rui Mingas, angolano".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

sábado, 23 de fevereiro de 2008

FESTIVAL DOS SALESIANOS - IMPRENSA


Vítor Soares lembrou o evento de que foi feliz testemunha há 38 anos e eu fui, agora, à procura de mais informações.

Salazar tinha morrido há um mês – mas não vejo aí qualquer relação causa/efeito -, quando José Cid idealizou um festival pop em Portugal, em 1970, à semelhança do que se fazia lá fora.

Para o organizar, José Cid recolheu o apoio da Junta de Turismo da Costa do Sol que no ano anterior tinha promovido, com sucesso, o I Festival de Conjuntos Modernos, de que os Musica Novarum tinham saído vencedores.

Já não se compreende, actualmente, um festival tipo-corrida-de-cavalos, em que o que conta é o prémio. Por isso, sugeri à Junta de Turismo da Costa do Sol que se realizasse um festival, é certo, mas liberto de ideias de competição (José Cid, Diário de Popular, 17 de Agosto de 1970).
Na mesma altura, o Diário Popular tinha enviado um jornalista, Jorge Ribeiro, ao Festival da Ilha de Wight, em Inglaterra, demonstrando assim o seu interesse pelas manifestações culturais juvenis.

O mesmo jornal dava também, por exemplo, relevo às contestações dos hippies holandeses ao sistema estabelecido do seu país.

Em Portugal, era o deserto, como sabem e/ou devem calcular.

Após o anúncio do Festival nos jornais portugueses, que ocorre no dia 15 de Agosto de 1970, a concha volta a fechar-se, hermeticamente, não havendo muito mais informação nos dias subsequentes.

No dia 17 de Agosto, o Diário Popular publica uma reportagem sobre o Festival, com chamada de 1º página. O DP é, aliás, o único jornal português que dá importância à matéria:

Esperamos que este Festival seja o primeiro passo para a realização, em anos próximos, de encontros internacionais de agrupamentos de pop-music (in Diário Popular, 17 de Agosto de 1968).

Pouco mais dizem os jornais. Tenho para mim, que o regime, ou melhor, a Censura (Exame Prévio) não sabe, no entanto, como agir, já que íamos tendo informação sobre o Festival de Wight e sobre a ocupação dos hippies holandeses da praça Dam, em Amesterdão, mas nada sobre o que seria o primeiro grande Festival português.

Como quer que seja, o “Diário de Notícias”, no dia 24, e a “República”, no dia 26, ainda ensaiam o alinhamento do Festival:

- Turma 6
- Jeuns Vitae
- A1
- Samuel e os Bárbaros
- Nomos
- José Jorge Letria
- Padre Fanhais
- Ruy Mingas
- Nuno Filipe e Teresa Paula Brito (única presença feminina, como se salienta)
- Chinchilas
- Pedro Osório, Paulo de Carvalho e Fernando Tordo
- Vanguarda
- Quarteto 1111
- Psico
- Objectivo


Neste alinhamento, já não entram os Wallace Collection, belgas, de que tanto se tinha falado. Desistiram à última hora?

No dia do concerto, a 26, “O Século” ainda chama a atenção para o assunto, com destaque na última página: “Acontece Hoje O 1º Festival Português À Procura de Autenticidade de Woodstock Ao Estoril Sob O Signo Da Juventude”.
O primeiro parágrafo da notícia reza assim:

Com um atraso de dez meses em relação à Europa continental – o que se pode considerar notável – os festivais pop chegam até nós. Como as senhorinhas da “nossa melhor sociedade”, o “pop” português “debura” no Estoril, mais precisamente na mata dos Salesianos, entre as 15 e as 24 horas de hoje. Um conjunto estrangeiro, Wallace Collection, apadrinha o acto. Nove agrupamentos estarão no “podium”: Objectivo, Pop Five Music Incorporated, Psico, Chinchilas, Nomos, Evolução, Sindicato, 1111 e os Sheiks.
E depois?

Se não fora o relato de Vítor Soares e do blogue Vilar de Mouros 1971, presumo que publicamente nada mais se saberia.

É que os jornais portugueses, todos, assobiaram para o lado. Não nos esqueçamos da Censura!

O mais divertido, é que no dia 27, meras 24 horas depois do abortado Festival e da investida da Polícia de Choque (provavelmente comandada pelo capitão Maltês, não?) que os jornais não noticiaram, foi publicado um lacónico comunicado:

A Junta de Turismo da Costa do Sol lamenta informar que por não ter solicitado a respectiva legalização para o espectáculo de música moderna que deveria ter tido lugar na mata da Escola Salesiana do Estoril, o mesmo não se pôde realizar.
Ué? Quem organiza diz depois que não pediu licença? História muito mal contada!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

RUY MINGAS


Aqui vai um contributo para a tua série de cantores-atletas.

Este single do Ruy Mingas, que também foi ministro, embaixador e pai da escultural Nayma, é uma produção do Zip-Zip e foi editado e distribuído em Angola pela Companhia de Discos de Angola, onde o comprei em 1973.

A gravação foi feita nos estúdios Celada (Madrid) e Polysom (Lisboa). Os arranjos e direcção foram do José Calvário e o slide é do Carlos Gil.

Colaboração de Vítor Soares

sábado, 6 de outubro de 2007

PROIBIDO!

Da autoria do jornalista António Costa Santos, que esteve no Sete de boa memória, foi publicado em Junho último este livro que tenta elencar as proibições da ditadura nas décadas de 60 e de 70, sobretudo.

Li o livro de um fôlego, até porque vivi a época e me lembrava de tudo ou de quase tudo. Mas cheguei ao fim com uma sensação de desencanto. Acho que esperava mais do Costa Santos e do livro. Tenho para mim que o escreveu à pressa para aproveitar o Verão.

Como quer que seja, aconselho o livro para que fique consignado na memória colectiva.

No que à música diz respeito, António Costa Santos fala obviamente de José Afonso e de outros cantores de opinião, como Manuel Freire (a propósito, está muito debilitado, tendo até abandonado a SPA), Adriano Correia de Oliveira (no dia 16 de Outubro passam 25 anos sobre a sua morte), Rui Mingas (ex-atleta, acho que do Benfica, e futuro ministro angolano do Desporto e embaixador de Angola em Portugal), José Jorge Letria (que está agora à frente da SPA) e José Barata Moura (autor de Joana Come A Papa e futuro reitor da Universidade Clássica de Lisboa).

Estes cantores (e outros) faziam parte de uma lista da Direcção-Geral de Espectáculos que proibia os seus concertos.

José Jorge Letria esteve aliás escondido em minha casa, no norte do País, depois de ter dado um espectáculo clandestino e de ter sido perseguido pela GNR.

Costa Santos limita-se a estes cantores, quando se sabe que os tentáculos da Censura chegaram à música pop, nomeadamente ao Quarteto 1111.