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terça-feira, 14 de novembro de 2017

I AM THE EGG VAN


Colaboração de Queirosiano

domingo, 12 de julho de 2015

40 ANOS DOS QUARRYMEN


Jean Cathrell, curadora de Mendips, assistente pessoal e representante de Paul McCartney no LIPA, organizou o reencontro dos 40 anos dos Quarrymen.

Uma enciclopédia viva.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ZOO


Foto dos Zoo tirada numa festa dos finalistas de Agronomia (em 1969...?), na Tapada da Ajuda, Lisboa, em que também participou A Chave.

Na 1ª  fila, da esquerda para a direita: Vitor Alves, Guilherme Inês, e Gabriel Soares (vê-se bem que já estava na tropa).

Na 2ª fila, pela mesma ordem: José Nunes Carvalho, Fernando Couceiro e Artur Azinhais.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

domingo, 29 de dezembro de 2013

THE BEATLES ARE COMING!


Colaboração de Queirosiano, em Londres

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ZOO FRANCESES


No início dos anos 70, salvo erro, apareceram uns Zoo franceses, de que tive nota pela primeira vez num Rock & Folk da altura.

A utilização do mesmo nome pode ser considerada uma coincidência.

O que já parece bastante menos coincidência é a utilização do grafismo, que foi criado para uns autocolantes que os Zoo (portugueses) mandaram fazer e que distribuíam, grafismo esse que foi também utilizado na capa do disco. 

O logo foi criado por um amigo do grupo português, mas ninguém se lembrou de o registar. 

De qualquer maneira, nessa altura, os Zoo portugueses já tinham acabado há algum tempo. Além de uma certa irritação que a coisa provocou, ninguém esteve verdadeiramente para se incomodar com isso.

Os franceses têm aliás uma boa tradição de se aproveitarem das coisas dos outros no domínio da música...

Colaboração de Queirosiano, em Londres

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

PAUL MCCARTNEY

CD 1 

New (acoustic version) - Eight Days A Week - Save Us - Jet - My Valentine - 1985 - Another Day - Everybody Out There - Things We Said Today - New - Queenie Eye - Lady Madonna - Being For The Benefit Of Mr. Kite - Band On The Run - Back In The USSR - Hey Jude - Interview - Heart Of The Country (remake)

CD 2 

Coming Up - Save Us - Junior's Farm - We Can Work It Out - New - Queenie Eye - Ob-La-Di, Ob-La-Da - Get Back - Eight Days A Week - Jet - Everybody Out There - We Can Work It Out - Ob-La-Di, Ob-La-Da - Birthday - Being For The Benefit Of Mr. Kite - Save Us - New - Queenie Eye - Get Back - New

Colaboração de Queirosiano, em Londres

domingo, 17 de novembro de 2013

NATAL EM CARNABY STREET


Colaboração de Queirosiano, em Londres

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PIN TINTIN/COCA COLA


Ainda a associação Tintin/Coca Cola (ou inversamente....).

Este pin (enorme) é de origem canadiana.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

sábado, 28 de setembro de 2013

NO STILETTO SHOES


A reunião dos Paramounts em 2005 foi um reencontro pessoal e musical sem outro propósito para além do de recordar velhos tempos.

Bem diferente é outro projecto de Gary Brooker, que dura desde 1987. 

Nessa altura, com uma carreira a solo que não descolava verdadeiramente e com os Procol Harum a funcionar por intermitências, Brooker decidiu  concretizar a ideia antiga de uma "good time band": juntar um grupo de amigos para tocar os velhos standards uma ou duas vezes por ano, quando lhes apetecesse.

O nome escolhido foi "No Stiletto Shoes" (por vezes também anunciado como "No Stiletto Heels").

O  primeiro espectáculo foi num fim de ano em Southend (onde havia de ser?), e, com o tempo, esses concertos de Natal / Fim de Ano vieram a tornar-se uma tradição que, com hiatos mais ou menos longos, tem durado até agora.

A composição do grupo foi variando consoante os projectos em que Gary Brooker  estivesse envolvido no momento, mas o núcleo central dos Stilettos provinha quase sempre  da banda de Eric Clapton ou dos Rhythm Kings de Bill Wyman, tendo o  próprio Eric Clapton participado em mais de uma ocasião.

Obviamente, dada a natureza do grupo, gravar nunca terá sido verdadeiramente uma opção.

Só que, no fim de ano de 2006, no inevitável Club Riga, em Southend, e sem os músicos saberem, foi feita uma gravação em 24 pistas a partir da mesa de mistura.

Inicialmente vendida como bootleg (daí o nome "No Stiletto Boot"), a gravação tinha uma qualidade tal que os músicos acabaram por autorizar a edição de um "bootleg oficial", limitado a 300 exemplares, e que seria autografado para se distinguir da edição não oficial. 

Ao contrário do "verdadeiro" bootleg, este CD autorizado tem menos músicas, limitando-se ao que foi tocado no primeiro set do espectáculo. Não se pode ter tudo...

Os cúmplices do Comandante nessa noite: Andy Fairweather Low, Dave Bronze (a quem se tinha devido a edição do DVD dos Paramounts), Frank Mead e Graham Broad.

A grande diferença em relação ao caloroso semi-improviso dos Paramounts reencontrados é que estamos aqui perante um conjunto de profissionais em plena forma.

E a música, que é o que mais interessa:

Let's Work Together
Good Golly Miss Molly
Baby Lee
Women Be Wise
I'm A Hog For You Baby
Shake, Rattle And Roll
Nadine
Mystery Train
Maybellene
Bend Me, Shape Me
Shotgun

Colaboração de Queirosiano, em Londres

domingo, 15 de setembro de 2013

PARAMOUNTS


É sabido que os Procol Harum nasceram das cinzas dos Paramounts, grupo de Southend, perto de Londres, de onde saíram também os Dr. Feelgood, Eddie And The Hot Rods, Kursaal Flyers, por exemplo.

Dos Paramounts antigos já muito foi dito. 

Quanto aos Procol Harum, importará acrescentar que fazem ainda digressões esporádicas, que continuam a ser um grande grupo e - mais importante - que se anuncia para breve um novo CD de originais e, sobretudo, um duplo CD  live com alguns dos melhores momentos das últimas digressões. 

Posso dizer, com conhecimento de causa, que valerá muito a pena!

Mas, voltando aos Paramounts, quarenta e tal anos depois: voltaram a reunir-se em Southend, no Natal de 2005, para dois espectáculos no Club Riga, de que eles eram a maior referência nos anos 60, tendo como pano de fundo o mesmo painel diante do qual tocavam nessa altura (um cartoon do grupo).

Apesar de ser um acontecimento quase confidencial, diz quem lá esteve que estava a rebentar pelas costuras.

Os espectáculos foram filmados com duas câmaras, para recordação dos músicos. 

Mas, depois de uma montagem feita por Dave Bronze (que aparecerá mais tarde nesta história), e depois de constatada a qualidade sonora do documento, os intervenientes foram convencidos a aceitar a edição de um DVD, em número limitado, para os amigos e conhecidos.

O meu, assinado pelos músicos, tem o seguinte alinhamento:

Old Black Joe
Rock Me Baby
Youngblood
Stay
Blackjack
Poison Ivy
Ooo Poo Pah  Doo
Walking to New Orleans
What'd I Say
Saint James Infirmary
Draw Me Closer
Breathless
Lucille
Santa Claus Is Back In Town

Ou seja, tudo tirado do velho repertório dos Paramounts, embora Gary Brooker diga que "We don't really know these things, but we've around long enough to bluff our way out of it".

Quanto à música: Gary Brooker enche qualquer sítio em que se encontre; Robin Trower continua a personificar a excelência discreta; Chris Copping, vindo especialmente da Austrália para o evento, e manifestamente emperrado, defendeu-se tocando um baixo minimalista; Mick Brownlee, o organizador, cumpriu o mínimo sindical.

Mas, fundamentalmente,  a espontaneidade e a ingenuidade dos velhos tempos estavam bem presentes na forma descontraída como tudo decorreu.

Mas há mais...

Colaboração de Queirosiano, em Londres

quarta-feira, 10 de julho de 2013

ALMA DE CUBA


Começa a tornar-se um dos pontos centrais das Convenções dos Beatles, juntamente com o Hotel Adelphi.

É uma antiga igreja espectacularmente transformada. Li algures que teria sido votado o melhor restaurante de Inglaterra (como...? por quem...?). O melhor não será certamente, apesar do que tudo isto tem de relativo, mas é um magnífico restaurante.

Arranjar mesa não é fácil, mesmo em circunstâncias normais. Imagine-se o que será na semana dos Beatles, em que ainda por cima organizam espectáculos adaptados à ocasião...

Colaboração de Queirosiano, em Liverpool

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A "REFORMAÇÃO" DOS BEATLES


"Paperback Writer", Mark Shipper, Ace Books, 1980

Já que se fala na efeméride da separação dos Beatles, este livro, inserindo-se numa certa tradição literária anglo-saxónica, a do "What If..." (ou seja, o que aconteceria se as coisas se tivessem passado de maneira diferente), inventa uma hipotética reformação dos Beatles, anos depois.

A especulação é divertida, sobretudo com o climax final em que são acometidos de "stage fright" e acabam por ter de tocar "Almost Cut My Hair" dos CSN&Y para acalmar um público levado ao rubro por Peter Frampton.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

domingo, 7 de abril de 2013

UM SEGREDO BEM GUARDADO


ROUNDER - 11661 3238-2 - 1994

Dancin' On Daddy's Shoes - When I Kissed That Girl Good-Bye (com Roger McGuinn) - Bouquet Of Roses - Truckin' - Settin' By The Fire (com Merle Haggard) - Crazy Over Dixie - My Little Grass Shack (com Ringo Starr) - Love Letters In The Sand - You're Gonna Lose You Gal - If I Could Be With You - I'm Crazy 'Bout My Baby - I Ain't Got Nobody

No grande expositor mediático dos talentos (ou não...) musicais, Leon Redbone é um dos segredos mais bem guardados.

Excêntrico, considerado um "musicians' musician", pratica uma mistura de jazz tradicional, blues, country e canções obscuras que só ele se lembraria de ir desencantar. 
Os seus acompanhadores, quando ele se decide ocasionalmente a sair da reclusão, são os mesmos desde há muitos anos e fazem parte da nata do meio jazzístico de Nova Iorque. 
De vez em quando lá o convencem a gravar um disco, em que aparecem convidados de nomeada (Dr. John, Merle Haggard, por exemplo...) que ele considera suficientemente exóticos para terem essa honra.
Há uns anos, uma canção dele, "So Relax", foi escolhida para um spot publicitário da British Rail. O êxito foi tal que, evidentemente contrariado, lá aceitou fazer uma curta digressão pela Europa com os cúmplices habituais.

Lembro-me de chegar a Londres, depois de um domingo inteiro em viagem, e, ao folhear a Time Out, descobrir que o único espectáculo dele seria nessa mesma noite. Nem cheguei a mudar de roupa. Fui a correr plantar-me diante da bilheteira do teatro, à espera da abertura, na esperança de que ainda houvesse uns restos de bilhetes, talvez uma desistência de última hora. Tive sorte. Pela raridade da oportunidade e porque Leon Redbone é tão genial quanto louco.
Comecei por dizer que Leon Redbone escolhe a dedo os convidados que participam nos seus discos. No caso presente, convenceu um tal Ringo Starr a cantar uma canção havaiana. Basta ouvir para se perceber que os dois deviam entender-se bem...

Colaboração de Queirosiano, em Londres

domingo, 17 de fevereiro de 2013

BEATLES: HAMBURG DAYS


BEAR FAMILY RECORDS - BCD 16447 BK - edição alemã (2001)

CD 1 (mono)

My Bonnie (german intro) - My Bonnie (english intro) - My Bonnie (without intro) - The Saints - Cry For A Shadow - Why (Can't You Love Me Again) - Nobody's Child - Ain't She Sweet - If You Love Me, Baby (Take Out Some Insurance On Me, Baby) - Sweet Georgia Brown - Sweet Georgia Brown (new lyrics) - Sweet Georgia Brown (US version) - If You Love Me, Baby (Take Out Some Insurance On Me, Baby) (US version) - Ain't She Sweet (US version) - Nobody's Child (US version) - My Bonnie (medley version) - The Saints (medley version) - Cry For A Shadow (medley version 1) - Crys For A Shadow (medley version 2) - Swanee River (with intro) - Swanee River (without intro)

CD2 (stereo)

Provavelmente, a mais completa edição dos Beatles em Hamburgo, embora, pessoalmente, não perceba a inclusão de "Swanee River". Mas vou investigar!

Obrigado, Queirosiano!

sábado, 6 de outubro de 2012

BIG JIM SULLIVAN...



Quantas pessoas terão estado tão presentes na banda sonora das nossas vidas?

E quantas poderão pôr no currículo que gravaram mais de 50 discos que chegaram ao Top 1 em Inglaterra e/ou nos Estados Unidos?

Uma dessas aves raras foi Big Jim Sullivan.

Ainda nos anos 50, mas sobretudo nos anos 60, passou a fazer parte da rarefeita elite de músicos de estúdio que participava nas gravações dos grandes grupos e cantores que iam aparecendo sucessivamente.

Se no caso dos cantores essa necessidade era evidente, no caso dos grupos os produtores, conscientes das limitações musicais de alguns dos seus elementos, reforçavam as sessões de gravação com músicos de estúdio, quando não substituíam pura e simplesmente alguns (por vezes todos!) dos membros dos grupos "da moda" por músicos que dessem mais garantias.

Desse lote faziam parte Jimmy Page, Joe Brown e, precisamente, Big Jim Sullivan.

Depois de sair dos Wildcats, a banda que acompanhava Marty Wilde nos primórdios do rock inglês, participou numa longa e vertiginosa série de discos de Petula Clark, Springfields, Billy Fury, Adam Faith, Georgie Fame ("Yeh Yeh', entre outras), Jet Harris, Fredie And The Dreamers, Billy J. Kramer, Searchers ("Sugar and Spice", por exemplo), Richard Anthony, Brian Poole, Peter and Gordon ("A Word Without Love"), Mojos ("Everything's Alright"), Dave Clark Five, Burt Bacharach, P.J. Proby, Françoise Hardy ("Tous Les Garçons Et Les Filles").

Também Merseybeats ("Wishin' And Hopin'"), Zombies ("She's Not There"), Kinks ("You Really Got Me", "All Day And All Of The Night", "Tired Of Waiting For You"), Marianne Faithful ("As Tears Go By"), Herman's Hermits ("No Milk Today", "A Must To Avoid", "There's A Kind Of Hush"), Mojos, Lulu, Seekers ("Georgy Girl"), Mindbenders ("A Groovy Kind Of Love"), Wayne Fontana ("The Game Of Love"), Gerry And The Pacemakers ("Ferry Cross The Mersey"), Tom Jones, Donovan ("Catch The Wind", "Colours", "Hury Gurdy Man".

Ainda "A Gift From A Flower To A Garden", "Mellow Yellow", "Sunshine Superman", "Atlantis", "Universal Soldier"), Walker Brothers ("The Sun Ain't Gonna Shine Anymore"), Ivy League, Chris Andrews ("Yesterday Man"), Fortunes, Crispian St. Peters ("You Were On My Mind", "The Pied Piper"), Chris Farlowe ("Out Of Time"), Sandie Shaw, David Garrick ("Dear Mrs. Applebee", "Lady Jane"), Los Bravos ("Black Is Black"), Alan Price ("Hi Lili Hi Lo"), Julie Felix, Cliff Bennett ("Got To Get You Into My Life").

Ou então Cat Stevens, Dave Dee, Dozy, Beaky, Mich And Tich, Tremeloes ("Here Comes My Baby", "Silence Is Golden"), Flowerpot Men ("Let's Go To San Francisco"), Long John Baldry, Casuals ("Jesamine"), Barry Ryan ("Eloise"), Marmalade ("Ob-La-Di Ob-La-Da"), Thunderclap Newman ("Something In The Air"), Family ("No Mule's Fool"), Gilbert O'Sullivan, Nancy Sinatra, Ella Fitzgerald, David Bowie ("The Rise And Fall Of Ziggy Stardust"), Carly Simon ("You're So Vain", Alvin Stardust. E a lista está longe de ser exaustiva…

Isto para não falar dos discos que gravou em nome próprio. Um deles, "Lord Sitar", é regularmente citado entre as listas de preciosidades.

Tendo reduzido fortemente a sua actividade a partir dos anos 90, Big Jim passou a fazer apenas sessões de gravação ocasionais. Apesar dos problemas de saúde crescentes (diabetes
e cardíacos) podíamos encontrá-lo invariavelmente nas noites de sexta-feira num pub em Loxwood, uma aldeia do Sussex onde vivem Gary Brooker e Alvin Stardust.

Big Jim tocava aí jazz em duo com outro guitarrista, mas aparecia invariavelmente gente da velha guarda
(lembro-me, entre outros, de Herbie Flowers) que fazia com que cada uma dessas noites fosse única.

"It's a sad day", foram as primeiras palavras do meu amigo Jamie quando me informou da morte de Big Jim no passado dia 2.

Não encontro outras palavras. Foi muito o que Big Jim trouxe às nossas vidas.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

segunda-feira, 9 de julho de 2012

KEEP CALM AND BUY A RECORD


Colaboração de Queirosiano, em Londres

sábado, 14 de abril de 2012

SEARCHERS: "HEARTS IN THEIR EYES"


No Verão de 2010, a "Record Collector" e alguns outros locais especializados (ocorrem-me a "Ugly Things", talvez o blog "The Second Disc") publicavam uma crítica da que seria a "colectânea definitiva" dos Searchers, com o título  "Sweets, Spice, Sugar, Pins And Needles: A Compendium Of Jangle", contendo os êxitos do grupo, as gravações a solo de Tony Jackson e Chris Curtis, raridades, enfim, tudo o que se poderia esperar de um objecto do género. As críticas eram entusiásticas. Depois, silêncio total.

Apareceu uma "advanced promotional copy" no Ebay, vendedor japonês, e desapareceu tão depressa como apareceu.


Um dia, em conversa com os meus amigos da "Spin", o assunto veio à conversa e vim a saber que a edição tinha sido suspensa por um problema de copyright de dois obscuros singles gravados para a Liberty já na fase tardia do grupo. Aparentemente, o bloqueio era total.


Em Novembro passado, estive num espectáculo dos Searchers (ainda mexem... e bem) e aproveitei para falar no assunto ao Frank Allen. A resposta foi optimista: "em 2012 é o cinquentenário dos Searchers, começa a haver uma certa abertura, há mais boa-vontade, quem sabe..." À despedida, o John McNally, que tinha ouvido a conversa, lançou: "Definitely next year"!"


Não voltei a pensar nisso. Até ontem, quando recebi um email que anuncia para 25 de Junho:


Hearts In Their Eyes (Sweets, Spice, Sugar, Pins And Needles)
120-track, 4-CD boxed set, with 64-page stitched-in booklet. • Released to celebrate the band’s 50th anniversary. • Their most important compilation to date, this boxed set presents a wholly comprehensive career overview, from their first demo’s to their most recent live recordings. • Contains more than 20 worldwide hits, including three UK No.1s. • Also includes many collectors’ rarities, plus previously-unreleased material. • Informative liner notes, including exclusive interview material, by Bob Stanley and Jon Savage, with written contributions from the surviving bandmembers. "Compiled to celebrate their 50th anniversary, this 4-CD boxed set presents a wholly comprehensive overview of the band’s career, starting with tracks from the legendary 10” demo LP which they recorded at Liverpool’s Iron Door Club, including the powerful arrangement of ‘Sweets For My Sweet’ which ultimately won them their Pye recording contract....The 64-page, stitched-in booklet features a substantial history of the band from highly-respected Rock writer Bob Stanley, a foreword from the infamous Jon Savage, input from all the surviving Searchers, plus a plethora of rare photo’s, memorabilia, picture sleeves, etc.".

Mais despesas...


Colaboração de Queirosiano, em Londres

segunda-feira, 12 de março de 2012

JÁ CÁ ANDAVA ANTES DOS BEATLES...


Joe Brown foi uma das primeiras figuras de proa do rock inglês. Presente desde o início do skiffle, foi membro dos grupos que acompanharam Gene Vincent e  Eddie Cochran nas suas primeiras digressões inglesas e foi ainda músico num dos primeiros programas musicais televisivos ("Boy Meets Girls").

Acabou por criar um grupo ("The Bruvvers", transcrição fonética de "brothers" tal como pronunciado pelos cockneys) e teve alguns êxitos, mesmo um n° 1 (ou n° 2, conforme as fontes) com o single "A Picture Of You".

Os Beatles abriram espectáculos deles na Cavern e o baterista dos Bruvvers contava em pormenor como tinha sido sondado para substituir Pete Best. Brown foi ainda músico de estúdio em inúmeras gravações nos anos 60. Para a petite histoire, George Harrison foi padrinho de casamento dele.

Joe Brown, do alto dos seus 71 anos super bem conservados, ainda faz digressões ocasionais. Nunca o tendo visto, seria provavelmente agora ou nunca. Foi agora.

Algumas bengalas e cadeiras de rodas davam um toque diferente à assistência. Mas só antes de o espectáculo começar. Brown está em grande forma e a banda é excelente, uma mistura de juventude e veterania, com destaque para o soberbo percussionista e cantor Phil Capaldi, irmão do saudoso Jim Capaldi dos Traffic.

Uma parte semi-acústica, a lembrar muito J.J. Cale, e uma parte de rock (e algum pop) dos anos 60 e 70 provocaram sistematicamente um reconhecimento tonitruante a fazer esquecer que provavelmente a maioria do público já tinha certamente direito a passe de 3ª idade.

A acabar, "I'll See You In My Dreams", como no "Concert For George", sublime. Durante duas horas, ficámos todos bastante mais novos. E é enternecedor ver senior citizens a namorar.

No dia seguinte, Paul McCartney, recém-casado e indiferente à multidão, passeava em Covent Garden. Mas isso é outra história.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

HELP 02


Colaboração de Queirosiano, em Londres

HELP 01


Colaboração de Queirosiano, em Londres