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domingo, 23 de novembro de 2014

PAVILHÃO DOS DESPORTOS


Situado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, o Pavilhão dos Desportos (Pavilhão Carlos Lopes) foi idealizado pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebello de Andrade e Alfredo Assunção Santos para a Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro, abrindo a 21 de Maio de 1923.

Mais tarde seria reconstruído em Lisboa e chamado Palácio das Exposições. A sua abertura deu-se em 3 de Outubro de 1932 com a Grande Exposição Industrial Portuguesa.

Foi adaptado para eventos desportivos em 1946, tendo-se lá disputado o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins em 1947 de que Portugal se sagrou campeão.

Em 1984, mudou o nome em homenagem ao atleta português Carlos Lopes.

Foi encerrado em 2003, mas reabre na Primavera de 2017, como Centro de Eventos da Associação de Turismo de Lisboa, que custeou a sua recuperação.

Nos anos 70 abriu as suas portas ao rock, onde vi, por exemplo, 10.000 Maniacs (14 de Outubro de 1989) e Hothouse Flowers (20 de Junho de 1993), depois de ter assistido, nos anos 60, a muitos jogos internacionais de hóquei em patins.

Mas muitos outros concertos ocorreram no Pavilhão, como, por exemplo, Pete Seeger (02 de Dezembro de 1983), documentado em disco, Nick Cave (1988), Vaya Con Dios (1990), Marillion, Jesus and Mary Chain, Van Morrison.

Os Delfins gravam em 1990 um concerto para a RTP e no mesmo ano a Sétima Legião gravou um DVD.

Em tempo, realizou-se também no local um Festival Ié-Ié.

O Pavilhão dos Desportos sempre foi utilizado pela Casa da Imprensa para os espectáculos de entrega dos seus Prémios:

14 de Fevereiro de 1963: Maria de Lourdes Resende, António Calvário, Jorge Machado, Trio Odemira, Eugénia Lima;

01 de Fevereiro de 1964: Simone de Oliveira, Rui de Mascarenhas, Trio Odemira;

03 de Abril de 1965: Simone de Oliveira, Tony de Matos, Conjunto Académico João Paulo;

04 de Março de 1967: Madalena Iglésias, Sérgio Borges, Rock's;

03 de Fevereiro de 1968: Antónia Tonich, Rui de Mascarenhas, Quarteto 1111, Em Órbita;

08 de Fevereiro de 1969: Lenita Gentil, Nicolau Breyner, Duo Ouro Negro, Carlos Paredes;

04 de Abril de 1970: Fernando Tordo, Manuel Freire, José Afonso.

Fontes: BLITZ, Wikipédia, "Casa da Imprensa - 100 Anos de História - 1905-2005", Afonso Serra e Mário Branco, Campo das Letras/Casa da Imprensa, 2006

domingo, 23 de maio de 2010

TERESA PAULA BRITO


MOVIEPLAY - SON 100.011 - 1971

Existem Pedras (Maria Teresa Horta/Nuno Filipe) - Poema Sobre A Recusa (Maria Teresa Horta/Nuno Filipe) - Meu Aceso Lume-Meu Amor (Maria Teresa Horta/Nuno Filipe)

Participações de José Cid, Luís Filipe, Tozé Brito e Victor Mamede, arranjos e direcção de Rui Ressurreição.

Se houvesse discos perfeitos este estaria a caminho.

É um trabalho da poetisa Maria Teresa Horta e do músico Nuno Filipe para a voz de Teresa Paula Brito, um excelente trabalho de colaboração entre escritores e músicos. Há outros bons exemplos. Hoje fala-se deste.

Neste país tão triste de esquecer gente, Teresa Paula Brito é uma das muitas vozes injustiçadas.

Deixou-nos em 2003. Discretamente, serenamente, como foi a sua vida de intérprete.

Trabalhou com Carlos Paredes e José Afonso, em 1967 representou Portugal no Festival Internacional de Música Popular em Cuba, em 1969 participou no Festival TV da Canção e em 1970 a Casa da Imprensa atribui-lhe o prémio de intérprete feminina, “pela justeza formal e pela criteriosa escolha do reportório”, como se pode ler na contra capa do disco.

Aí também se fica a saber que os poemas cantados por Teresa Paulo Brito fazem parte do nº 18 da colecção “Cadernos de Poesia” das Publicações D. Quixote, “Minha Senhora de Mim”, de Maria Teresa Horta.

Diga-se que esta Colecção de Poesia da D. Quixote teve um papel importantíssimo na divulgação de poetas portugueses. Nela poderemos encontrar, entre outros, Ruy Belo, Carlos de Oliveira, Alexandre O’ Neill, Armando da Silva Carvalho, David Mourão Ferreira.

No lado A, Teresa Paula Brito canta “Existem Pedras” E “Poema Sobre a Recusa” e no lado B “Meu Aceso Lume, Meu Amor”.

Os arranjos e a direcção pertencem a Rui Ressurreição, o som é de Jean-François Beaudet, foi gravado no Estúdio Polysom e teve a especial colaboração de José Cid, Luís Filipe, Tozé Brito e Victor Mamede. É uma produção da “Movieplay” com a data de 1971.

No seu tempo, este disco teve um excelente acolhimento, mas hoje muitos poucos saberão do que se está a falar. Mas está registado na memória da Música Popular Portuguesa.

Colaboração de Gin-Tonic

sábado, 30 de janeiro de 2010

ÓSCARES DA IMPRENSA 1962


Aos trinta de Janeiro de mil novecentos e sessenta e três, pelas dezasseis horas e trinta minutos, reuniu-se na Casa Da Imprensa de Lisboa uma comissão constituída pelos críticos: Srs. D. Manuela Azevedo, Boavida Portugal, Fernando Soromenho, Francine Benoit, Manuel de Azevedo, Moreira da Câmara, Portal da Costa, Saraiva Mendes e Tomás Ribas, estando presentes em nome da Casa da Imprensa, o director Nuno Rocha e em nome dos artistas votados, Luis Piçarra.

A Comissão verificou os setenta e dois boletins recebidos para atribuição dos “Óscares da Imprensa de 1962” e, uma vez observada a votação, decidiu por unanimidade proclamar vencedores dos Óscares da Imprensa os seguintes artistas e programas:

melhor dramaturgo: Bernardo Santareno,
melhor actriz de teatro: Laura Alves,
melhor actor de teatro: Rogério Paulo,
melhor companhia de teatro: Teatro Moderno de Lisboa,
melhor realizador de cinema: Jorge Brum do Canto,
melhor actriz de cinema: Mariana Rey Monteiro,
melhor actor de cinema: Raul Solnado,
melhor locutora de televisão: Maria João,
melhor locutor de televisão: Henrique Mendes,
melhor locutora da rádio: Maria Leonor,
melhor locutor da rádio: Artur Agostinho,
melhor cantora: Cristina Maria,
melhor cantor: Luis Piçarra,
melhor compositor de música ligeira: Nóbrega e Sousa,
melhor solista de música ligeira: Eugénia Lima,
melhores cançonetistas: Maria de Lurdes Resende e António Calvário,
melhor conjunto de música ligeira: Jorge Machado,
melhor conjunto vocal: Trio Odemira,
melhor programa de televisão: Melodias de Sempre,
melhor programa de rádio: Meia-Noite,
melhor produtor de rádio: Francisco Mata,
melhor cantadeira de fado: Amália Rodrigues,
melhor cantador de fado: Fernando Farinha,
melhor matador de touros: Manuel dos Santos,
melhor cavaleiro tauromáquico: João Núncio,
melhor desportista: Manuel de Oliveira,
melhor jogador de futebol: Eusébio.

Os Óscares da Casa da Imprensa foram entregues no decorrer de um espectáculo de variedades, realizado no Pavilhão dos Desportos no dia 14 de Fevereiro de 1963.

A 1ª parte foi preenchida pelo Show Internacional do Casino Estoril e actuaram Thilo’s Combo, “a última revelação em conjuntos musicais portugueses”, com o vocalista-baterista Fernando Rueda, Larry Dixon, “o notável fantasista sul –americano”, a vedeta da “Bossa Nova” e “coqueluche de Paris”, Laura Villa.

A 2ª parte começou com o indicativo musical pela Orquestra Ligeira da Emissora Nacional dirigida pelo Maestro Tavares Belo, seguindo-se os cantores Gina Maria, João Maria Tudela, Maria Eugénia, solo de bateria por Jorge Costa Pinto, Fernanda Maria, Eugénia Lima, Rui de Mascarenhas, solo de guitarra por Carlos Menezes com o Conjunto de Shegundo Galarza, Paula Ribas, Luis Piçarra, Carlos Ramos, Cristina Maria, Fernando Farinha, Simone de Oliveira, António Calvário, Maria de Lurdes Resende, Vicente da Câmara, Maria Teresa de Noronha.

A locução esteve a cargo de Maria Leonor, Maria João, Artur Agostinho e Henrique Mendes.

A 3ª parte começou com a actuação da Orquestra Típica Scalabitana dirigida pelo Maestro Joaquim Luis Gomes e actuaram Luz da Nazaré , J0sé Nobre, Liza Maria, Zeca do Rock, Zelinda Isabel, Trio Harmonia, Maria Marize, Paulo Jorge, Marina Neves, Carlos do Carmo, Maria Fiúza, Artur Garcia, Nelo do “Twist”, Domingues Marques, Conjunto “4 de Espadas”.

Locução de Maria José Baião e João Martins.

Na 4ª parte actuaram Valentina Félix, Camilo de Oliveira, Berta Loran, Eugénio Salvador, o “ballet” inglês de Peggy O’ Farell (cedido gentilmente pelo empresário José Miguel), Maria Adelina, Spina, Elvira Velez, Carlos Coelho, Leónia Mendes, Helena Tavares e o maestro Fernando de Carvalho (cedido gentilmente pelo empresário Giuseppe Bastos).

A locução esteve a cargo de Gina Esteves, Tany Belo, Maria Fernanda, Isabel Wolmar e Carlos Cruz.

Colaboração de Gin-Tonic

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

JOSÉ AFONSO


ORFEU - ATEP 6387

Menina dos Olhos Tristes - Deus Te Salve Rosa - Canta Camarada - Lá Vai Jeremias

A minha cunhada está na foto da capa, à direita. À esquerda, com o cachecol na cabeça, Zélia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

JOSÉ AFONSO, PRÉMIO DA IMPRENSA 1969


LA COOPERAZIONE ITALIANA - DR LCI 001 - edição italiana (1976)

Lato 1



P'Ra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Francisco Fanhais) - Se Os Teus Olhos Se Vendessem (José Afonso) - Foi Na Cidade Do Sado (José Afonso) - Canta Camarada Canta (José Afonso) - Eu Hei-de Ir Colher Macela (José Afonso)

Lato 2



O Pão Que Sobra À Riqueza (José Afonso) - Vampiros (José Afonso) - Senhora do Almortão (José Afonso) - Letra Para Um Hino (Francisco Fanhais) - Ladaínha do Arcebispo (Francisco Fanhais)

Versões inéditas, gravadas em 1975 nos Santini Edizioni, em Roma, com músicos italianos.

Em 1969, há 40 anos, José Afonso ganhou o Prémio de Honra dos Prémios da Imprensa pela alta qualidade da sua obra artística, como autor e intérprete.

Outros prémios desse ano:

CINEMA: José Fonseca e Costa, pela curta-metragem "A Cidade" (o júri, constituído por Eduardo Geada, Lauro António e Seixas Santos, não atribuiu os Prémios de Filme de Longa Metragem, Actor e Actriz).

FADO: Prémio de Prestígio a Amália Rodrigues pelo alto nível mantido na interpretação e divulgação do fado em Portugal e no estrangeiro.

MÚSICA LIGEIRA: Cançonetistas - Fernando Tordo e Manuel Freire (criador de "A Pedra Filosofal", de António Gedeão), ex-aequo, pelo valor puramente musical e interpretativo, mas também pela sua representatividade em linhas de evolução da música ligeira internacional; Compositor - Fernando Tordo, pela riqueza harmónica, melódia e rítmica dos trabalhos gravados em disco; Letrista - José Carlos Ary dos Santos, pelo conjunto dos seus poema musicados, para além do seu valor literário.

RÁDIO: Locutor - Rui Pedro, por ter excedido a rotina do trabalho de cabina; Melhores Programas - "1-8-0", de Paulo Medeiros, e "Impacto", de João Martins, ex-aequo, o primeiro pela sua vivacidade e actualidade, o segundo pelo esforço de elevação do nível cultural e divulgação da música portuguesa.

TELEVISÃO: "ZIP-ZIP", programa de Raul Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia, pela sua contribuição para uma televisão viva, popular, voltada para temas, problemas e pessoas do nosso tempo e do nosso País; Vedeta - Raul Solnado pela sua actuação no "Zip-Zip"; Realizador - Luís Andrade por aquele e outros programas transmitidos do Villaret.

Os Prémios da Imprensa foram criados em 1962 como Óscares da Imprensa por sugestão do tenor lírico Luís Piçarra à Caixa de Previdência dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (hoje Casa da Imprensa), no regresso de um dos seus muitos espectáculos no estrangeiro.

Logo em 1963 passaram a designar-se Prémios da Imprensa, que se mantiveram até 1976, com duas interrupções, em 1965 e 1973.

Os Prémios da Imprensa voltaram a ser atribuídos em 1981, mas a iniciativa não teve continuidade. Dez anos mais tarde, em 1990, foram retomados como Prémios Bordalo que, tanto quanto sei, duraram até 2000.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

HINO DA INTERSINDICAL


GUILDA DA MÚSICA - GM 2000/011/S

Hino da Intersindical - Venceremos

A letra do Hino da Intersindical é da autoria do antigo Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho. A música é de um anónimo do séc. XIX.

"Venceremos" tem letra de DV e música de Sérgio Ortega.

Os arranjos são de Pedro Osório.

Este single, galardoado com o Prémio Bordalo da Imprensa 1974, foi comprado na discoteca do Apolo 70, em Lisboa.