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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

OS 10 MAIORES CONCERTOS NO ATLÂNTICO


Os Metallica são os grandes campeões dos concertos realizados no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, desde a sua inaguração no dia 10 de Novembro de 1998.

Com dois concertos realizados nos dias 18 e 19 de Maio deste ano, os Metallica reuniram mais de 35 mil pessoas.

O Top 10 é o seguinte:

01 - Metallica - dois concertos (18 e 19 de Maio de 2010)
02 - Madonna - dois concertos (13 e 14 de Setembro de 2004)
03 - Robbie Williams - dois concertos (19 e 20 de Outubro de 2003)
04 - Red Hot Chilli Peppers - dois concertos (24 e 25 de Janeiro de 2003)
05 - Roger Waters - dois concertos (04 e 05 de Maio de 2002)
06 - Supertramp - dois concertos (20 e 21 de Abril de 2002)
07 - Xutos e Pontapés - dois concertos (08 e 09 de Outubro de 2004)
08 - Tony Carreira - dois concertos (14 e 15 de Março de 2008)
09 - Tony Carreira - dois concertos (13 e 14 Março de 2009)
10 - Ben Harper (01 de Novembro de 2003) - quase 20 mil pessoas num único concerto.

Quanto aos concertos de portugueses, foram estes os 10 maiores:

01 - Xutos e Pontapés - dois concertos (08 e 09 de Outubro de 2004) - mais de 28 mil pessoas
02 - Tony Carreira - dois concertos (14 e 15 de Março de 2008)
03 - Tony Carreira - dois concertos (13 e 14 Março de 2009)
04 - Trovante - um concerto (11 de Maio de 1999) - mais de 16 mil pessoas
05 - Silence 4 (18 de Dezembro de 1998)
06 - D'Zert (19 de Dezembro de 2005)
07 - Xutos e Pontapés (19 de Março de 1999)
08 - Tony Carreira (08 de Março de 2003)
09 - Mariza (08 de Novembro de 2007)
10 - Tony Carreira (13 de Maio de 2006)

O Pavilhão Atlântico tem uma lotação máxima legal para 20 mil pessoas, sendo a maior sala de espectáculos coberta do País.

O Pavilhão Atlântico, construído para a EXPO' 98, passou para a esfera privada (Arena Atlântida - Ritmo & Blues, Luís Montez, Jorge Quintão, Jaime Fernandes) no dia 11 de Abril de 2013.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

BLUETICKET


A empresa de venda online de bilhetes de espectáculos, Blueticket, faz parte do pacote da venda do Pavilhão Atlântico.

O prazo para a venda termina hoje. Quem se habilita? AEG? Covões? Montez?

segunda-feira, 21 de março de 2011

IMPRESSIONANTE!!!


Impressionante é o mínimo que se pode dizer da inacreditável encenação que Roger Waters levou hoje ao Pavilhão Atlântico, em Lisboa, para assinalar o 30º aniversário de "The Wall", dos Pink Floyd.

Eu, que tive o privilégio de assistir à celebração de "The Wall", em Berlim, há 20 anos, congratulo-me agora por Lisboa não ter desmerecido da imaginação prodigiosa de Roger Waters.

Há obviamente a diferença de espectacularidade que advém do facto de o concerto berlinense ter sido em espaço aberto e o lisboeta em recinto fechado. Perde-se em espectacularidade (um pouco), mas ganha-se (e muito) em pormenor, em aconchego, em surpresa.

Por exemplo, estou em crer que pouca gente se terá dado conta do avião militar que sobrevoa a multidão e se despenha no palco, logo no início do concerto. Inesperado! (em Berlim, Roger Waters apareceu de helicóptero).

Este sim, este é o concerto em que os nossos críticos, tão useiros e vezeiros nos qualificativos inesquecível, inolvidável e memorável para qualquer espectáculo mixuruca, estão finalmente autorizados a essa adjectivação.

Além de impressionante - tem de ser visto, não vale a pena descrevê-lo - o concerto é arriscado e, quiçá, perigoso... O porco que sobrevoa a multidão, telecomandado, pode cair, o muro, por qualquer azar, pode cair, os músicos que lá andam em cima podem cair, as (várias) estruturas aéreas, suspensas e pilotadas, podem vir parar cá abaixo...

Enfim, há um sem número de riscos que torna o espectáculo ainda mais apetecível.

A encenação, de duas horas, é fora de série, emocionante (as crianças de Cova da Moura, o memorial no muro actualizado com as recentes guerras e/ou conflitos, a sequência de bring the boys back home), tudo sincronizado ao milésimo de segundo em termos de som, imagem e luz. Perfeito!

Mas digam o que disserem, David Gilmour, sua guitarra, fez (faz) muita falta. E notou-se. A segunda voz de Roger Waters parecia o Zé Perdigão do Zé Cid.

Uma última palavra para a música ambiente: Beatles, John Lennon, Rod Stewart...

ROGER WATERS HOJE EM LISBOA


Roger Waters inicia hoje no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, uma digressão europeia de 61 concertos por 19 países para assinalar o 30º aniversário do álbum dos Pink Floyd, "The Wall", de que foi um dos principais obreiros.

A digressão começa em Lisboa por razões logísticas e também para servir de "ensaio ao vivo" para a restante digressão.

É a terceira vez que o baixista dos Pink Floyd se apresenta em Lisboa: a primeira ocorreu nos dias 04 e 05 de Maio de 2002, também no Pavilhão Atlântico, perante um total de mais de 31 mil pessoas, e a segunda no dia 02 de Junho de 2006 no Rock In Rio.

Antes, Roger Waters e os seus companheiros dos Pink Floyd tinham sido a primeira banda a encher consecutivamente dois estádios de futebol em Portugal, o de Alvalade, nos dias 22 e 23 de Julho de 1994.

Os U2 fizeram-no também, depois, no estádio de Coimbra, nos dias 02 e 03 de Outubro de 2010.
É o seguinte o presumível alinhamento dos concertos de hoje e de amanhã na capital portuguesa:

primeiro tempo

In The Flesh 1
Thin Ice
Another Brick In The Wall, Pt. 1
Happiest Days Of Our Lives
Another Brick In The Wall, Pt. 2
Mother
Goodbye Blue Sky
Empty Spaces
What Shall We Do Now?
Young Lust
One Of My Turns
Don't Leave Me Now
Another Brick In The Wall, Pt. 3
Last Few Bricks
Goodbye Cruel World

segundo tempo

Hey You
Is There Anybody Out There?
Nobody Home
Vera
Bring The Boys Back Home
Comfortably Numb
Show Must Go On
In The Flesh 2
Run Like Hell
Waiting For The Worms
Stop
Trial
Outside The Wall

A banda de apoio de Roger Waters inclui o filho, Harry, no órgão Hammond, e três primos de John Lennon, Mark, Michael e Kipp, nos coros.

domingo, 20 de março de 2011

ROGER WATERS... OUTRA VEZ EM LISBOA!


Um amigo meu vem de Sarajevo para ver (e ouvir) amanhã Roger Waters no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Enquanto tal, há hoje uma grande jantarada!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PAVILHÃO ATLÂNTICO FAZ 11 ANOS


O Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, em Lisboa, assinala hoje 11 anos de usufruto universal.

A arquitectura do edifício é da autoria do português Regino Cruz e do gabinete multinacional Skidmore, Owings & Merrill.

O pavilhão foi construído em dois anos para funcionar na EXPO '98 como Pavilhão da Utopia com um conteúdo expositivo fixo.

Foi inaugurado para espectáculos no dia 10 de Novembro de 1998 com um concerto dos Massive Attack que atraiu um pouco mais de 10 mil pessoas.

O podium das lotações do Pavilhão é o seguinte:

01 - Ben Harper (01NOV03) - 19.500 pessoas
02 - Jack Johnson (12MAR06) - 19.500 pessoas
03 - Shakira (27ABR03) - 19.000 pessoas

Desde 17 de Outubro de 2002 que o Pavilhão Atlântico tem alvará para uma lotação máxima de 20 mil pessoas, a maior do País e uma das maiores da Europa.

O Pavilhão tem recebido prémios internacionais e nacionais quanto à excelência das suas condições para eventos.

domingo, 2 de agosto de 2009

MÃOS RIGOROSAMENTE VIGIADAS 02


Nestes tristes tempos, já nem sequer os bilhetes dos espectáculos têm a personalidade dos do antigamente…!

MÃOS RIGOROSAMENTE VIGIADAS 01


(imagem de Rita Carmo/Espanta Espíritos - BLITZ)

It’s four in the morning, the end of July, I’m writing you now just to say that you’re fine…!

Há muitos, muitos anos atrás a minha masculinidade foi posta em causa pelos meus amigos, por culpa do Leonard Cohen…

Eu explico-me melhor…

Naqueles tempos (finais dos anos sessenta…) era habitual organizarem-se as festinhas de Sábado à tarde nas caves, sótãos ou garagens de amigos. As mães tratavam dos sumos, das sandes e dos bolinhos secos, arrebanhavam-se umas miúdas amigas e amigas de amigas e montava-se a festa…

A estratégia era começar por agitar a malta, e por isso era habitual serem os Creedence, os Doors ou os Ten Years After os primeiros a saltar para arena. Mas quando se punha Leonard Cohen no gira-discos (ou em fita pré-gravada, como era habitual) a mensagem de código estava dada: reduziam-se ao máximo as fontes de luz, as persianas desciam para lá do mínimo imposto pelas mães e sabíamos todos que era chegada à hora do “apertanço”, tacitamente aceite ou deitando-se o barro à parede, que depois se veria…

Para todos menos para mim, que sempre me recusei a utilizar o Cohen para essas operações. Ficava sentado de pernas estendidas a contemplar o vazio (já na altura…) e a beber sofregamente essa música que parecia surgir das brumas e das sombras. Enfeitiçado por aquela voz, aquele tom único do dedilhar da viola. E nem o facto de só a muito esforço ir conseguindo desbravar o sentido daquelas letras me preocupava minimamente. Aquele som bastava-me, tal como me bastava o som de muitas canções irlandesas cujo dialecto próprio as tornava, para mim, absolutamente intraduzíveis. Ou como me bastaria, muitos anos mais tarde, o mistério das vozes búlgaras…

Em boa verdade, não conseguia ouvir Cohen de outra maneira, o que dava azo a alguns comentários sarcásticos por parte do resto da maralha. Não que não me soubesse bem ouvi-lo com uma boa companhia ao lado… Mas com mãos rigorosamente vigiadas. Uma simples festa no cabelo seria mais que suficiente…

Quarenta anos se passaram e eu não mudei em nada. Continuo sentado no meu lugar a escutar. À minha volta as pessoas agitam-se. Há um bambolear de ancas, pezinhos que se mexem… Palminhas, gritinhos estridentes, braços esvoaçando pelo ar em sinal de grande satisfação…. E os antigos isqueiros na escuridão são agora substituídos pelos telemóveis e pelos irritantes flashes das modernas máquinas de filmar/fotografar. Pobre Leonard!

LC faz parte daquele muito reduzido grupo de pessoas que são absolutamente indispensáveis na minha vida, e cujo desaparecimento, um dia, me deixará um profundo vazio. Como aqueles Amigos que, estando longe, estão sempre bem dentro de nós, mesmo quando damos a sensação de os acolher sem grande afectividade. Chorarei, com certeza, no dia em que partir...

E durante muito tempo se pensou que LC tinha, de facto, partido. Não da vida, porque o sabíamos ocupado com outras coisas. Mas das lides… Ao ponto de, a determinada altura, eu próprio ter dado comigo a imaginar a sedutora teoria de que Cohen, esse homem de palavras, se tinha despedido de nós com um instrumental: o belíssimo “Tacoma Trailer”, última faixa de “The Future”. Como se a sua voz se tivesse desvanecido no piano/cravo e o pudéssemos imaginar de costas a sair de cena pela estrada fora, como no final de um filme do Charlot. É que entre “The Future” (1992) e “Ten New Songs” (2001) passaram nove anos, uma eternidade que nunca antes se tinha verificado entre discos.

Mas ainda bem que a minha brilhante teoria saiu furada. Tanto “Ten New Songs” como “Dear Heather” são bons discos - talvez mais aquele do que este – embora não cheguem aos calcanhares das minhas jóias da coroa, que são os três primeiros. Os seus críticos acusaram LC de se ter deixado manietar pelas mulheres (Sharon Robison no primeiro caso, Anjani Thomas no segundo), como já antes o fora por Phil Spector no “Death of a Ladies’ Man”. E de ter deixado a sua música ser invadida por uma batida jazzy de elevador e por coros femininos delicodoces. Mas esqueceram-se de duas coisas: que manietado pelas “ladies” sempre ele o fora; e que magníficas vozes femininas existem desde o seu primeiro disco, nesse longínquo ano de 1967. Muito antes dos tempos da Jennifer Warnes…

Se as minhas contas não falham, é a quarta vez que LC se apresenta em Portugal. Cascais primeiro, depois no Coliseu nos finais dos anos oitenta e no ano passado em Algés. Só este último falhei, porque valores mais alto se levantaram.

Dos dois primeiros concertos guardo a excelente memória de um LC em grande forma e de uma muito ligeira e agradável tonalidade “Country” dada a muitas das canções dos primeiros tempos, como se Cohen se tivesse lembrado que foi precisamente num grupo “Country” – os “Buckskin Boys” – que começou a sua aventura musical. Ainda andei, na altura, à procura de “discos pirata” que o tivessem captado ao vivo nessa fase, mas não encontrei nada, embora essa batida se sinta de passagem em algumas músicas do documentário da BBC “Songs From The Life of Leonard Cogen” (1988), que teve edição em vídeo entre nós.

Para o concerto de ontem, as minhas expectativas eram muito baixas. Bastava-me ter visto que o recente “Live in London” tem apenas cinco músicas (num total de vinte e seis…) anteriores a “New Skin….” para ter percebido que não faço parte do “público alvo” deste espectáculo…

O que é que eu hei-de dizer…? Que o concerto seguiu, quase na integra, o alinhamento do de Londres? Que esteve a milhas dos dois concertos anteriores que tinha visto? Que a voz de Cohen, lá do alto dos seus quase 75 anos, já não está, propriamente, “like it was before”? Que as tais vozes femininas nem sempre me apareceram tão afinadinhas como se poderia esperar? Que os seis músicos que o acompanharam me pareceram competentes mas, por vezes, demasiado exuberantes (mas havia que fazer descansar a voz de LC…)? Que algumas canções foram completamente assassinadas (“Suzanne”, por exemplo …)? Que o Pavilhão Atlântico não é local onde mais desejaríamos assistir a um concerto de LC? Que os urros da assistência me irritaram solenemente? Mas não sejamos assim tão derrotistas, porque momentos bons também os houve: ver LC em tão boa fora, aos saltinhos pelo palco; “Tower of Song”, com o coro a funcionar na perfeição, em especial a menina da boina com os cabelos (des)cuidadamente espalhados pela face, que também toca harpa; “Take This Waltz”; “Boogey Street”, mas aqui os créditos vão, inteirinhos, para a excelente voz de Sharon Robison.

Mas, em boa verdade, borrifo-me em tudo isso. O que eu queria mesmo era poder rever LC, antes de morrermos os dois… E não posso, egoisticamente, deixar de reconhecer que foi bom que tivessem continuado na penumbra, e não assim devassadas em público, algumas das pérolas mais escondidas da minha especial predilecção: “The Stranger Song”, “One of Us Cant Not be Wrong”, “The Old Revolution”, “Why Don’t You Try”, cujo final é o melhor pedaço instrumental da obra de Cohen, para além da referida “Tacoma Trailer”; “If it Be Your Will”, “The Guests” …

E sabe tão bem ver Leonard Cohen …

I guess that I’ll miss you, Leonard, e por isso vou ter de ser muito mauzinho… Desejo que, algures, um produtor, um manager ou um simples contabilista te volte a ir à carteira e te obrigue a voltar à estrada. Sei bem que só assim poderei ter o prazer de te rever…

Not for just an hour
Not for just a day
Not for just a year
But always

Sincerely,

Luís Mira

PS: Nestes tristes tempos, já nem sequer os bilhetes dos espectáculos têm a personalidade dos do antigamente…!

PS do editor: perto de 10 mil pessoas viram este concerto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

TRÊS HORAS DE CONCERTO


Nunca fui muito fã dos Eagles. No seu auge, andava eu por outras músicas. Mas também não comungo da asserção de JC que, antes de se atirar do 3º anel após a derrota do seu Benfica, ainda clamou que a música dos Eagles é música de elevador.

Mesmo assim, aceitei o convite para ver a banda hoje à noite no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Ainda por cima não representava qualquer esforço financeiro da minha parte.

Tentei lembrar-me das músicas que conhecia: "Hotel California", claro", mais "Take It To The Limit", "New Kid In Town", "Desperado" e "Tequilla Sunrise". Acho que mais nenhuma.

Primeira surpresa: bom palco! Segunda supresa: os músicos!

À frente, as quatro águias que ainda restam, Don Henley, fez exactamente hoje 62 anos, parte da asssistência ainda cantou os parabéns, mas não foram ouvidos no palco, Glenn Frey, 60, Joe Walsh, 61, e Timothy B. Schmit, 61, todos com aspecto muito razoável, casual e exímios guitarristas. Excelente som.

"Hotel California" veio logo em 3º lugar e marcou-me todo o concerto. Não mais larguei os textos de Luís Mira que me acompanharam qual banda sonora visionária das imagens da América que passaram pelo ecrã circular e do som country que emergia do palco.

Magnífico!

Francamente que deveras apreciei a postura digna e profissional dos músicos, de todos eles, dos Eagles e dos proto-Eagles, mas, desculpar-me-ão, ninguém me tira da cabeça que foram uns "Crosby, Stills, Nash and Young dos pobres".

E para me castigarem não tocaram o "Tequila Sunrise"!

PS - Mais de 10 mil pessoas viram este concerto!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

BEN HARPER, LÍDER DO ATLÂNTICO


Ben Harper continua a liderar o top das lotações do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, com mais de 19 mil pessoas no concerto de 01 de Novembro de 2003.

É a seguinte a lista não oficial (mas verdadeira) das 10 melhores lotações:

01 - Ben Harper (01NOV03) - mais de 19 mil
02 - Jack Johnson (13MAR06)
03 - Shakira (27ABR03)
04 - Shakira (04ABR07)
05 - Coldplay (23NOV05) - mais de 18 mil
06 - Depeche Mode (08FEV06) -
07 - REM (17JUN99)
08 - Ivete Sangalo (20MAI05)
09 - Beyoncé (18MAI09)
10 - Daniela Mercury (09ABR99)

Com uma lotação legal de 20.000 lugares (desde 2002), o Pavilhão Atlântico foi oficialmente inaugurado como pavilhão multiusos de fruição universal no dia 10 de Novembro de 1998 com um concerto dos Massive Attack (10 mil pessoas).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ELTON "MUSIC MAGIC" JOHN


Tão exótico como em 1971, Elton John, 62 anos e rechonchudo, encheu domingo à noite o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, cantando durante duas horas e meia para umas 11 mil pessoas... sentadas!

Elton John até terá sido quem mais se mexeu no Pavilhão com os tradicionais saltos ao piano, pulos no banco e piscinas de uma ponta à outra do palco, para agradecimentos, além de ter exercitado longamente o dedo a dar autógrafos às primeiras filas.

Raramente um concerto começará de uma maneira tão fulgurante e entusiasmante como este, com um "Funeral For A Friend" que convocou todas as forças em presença no palco. Deslumbrante, magnetizante!

Elton John iniciou o concerto 8 minutos antes da hora marcada, exactamente os mesmos 8 minutos de atraso com que terminou a primeira parte de Teddy Thompson. Compensação britânica?

Sozinho com uma viola acústica electrificada, o filho de Richard e Linda Thompson teve a mesma má sorte que normalmente têm as primeiras partes de famosos: indiferença.

Cantando para um pavilhão vazio, com o alinhamento colado na borda da guitarra à Paul McCartney, Teddy Thompson, sempre bem educado, apresentou-se: "Good evening, my name is Teddy Thompson and I'm from London. That's it!". Genial, para quem é filho de quem é.

Com simplicidade, mas talento genuino, cumpriu a missão ingrata com uma dezena de canções que, evidentemente, ninguém conhecia, a não ser a versão de "Super Trouper", dos Abba, o que não o impediu de agradecer.

"Muito obrigado por me terem escutado e obrigado também a Sir Elton John por me ter convidado, foi um prazer" e foi-se embora já com uma razoável dose de aplausos.

Depois de "Funeral For A Friend", com a mestria descrita, e com as contribuições de Davey Johnstone e Nigel Olsson, músicos de sempre de Elton John, foram sucessivamente decorrendo os grandes sucessos do Membro do Império Britânico num palco sem cenário nem parafernália de luzes, onde só a música é rainha.

Em "Rocket Man", Elton John estendeu a canção ao máximo, com elucubrações musicais que correram o risco de entediar, bem como "Take Me To The Pilot", que ficou embrulhada no meio de tanto ataque ao piano.

Elton John dedicou depois "Don't Let The Sun Go Down On Me" a Cristiano Ronaldo, presente na sala, e a quem Paris Hilton já carimbou de mariquinhas.

À falta de isqueiros, funcionaram os ecrãs luminosos dos telemóveis para "Candle In The Wind" e pouco depois algumas dezenas de pessoas lá abandonaram as cadeiras da plateia e abeiraram-se do palco, sem grandes histerias, mas o povo fez desabridamente o coro de "Crocodile Rock".

O concerto terminou com "Your Song", dedicado a cada uma das pessoas presentes no Pavilhão.

Que canções me fizeram pele de galinha?

Eu digo:

"Funeral For A Friend", "Goodbye Yellow Brick Road", "Daniel", "Skyline Pigeon" e "Your Song".

LPA

sexta-feira, 13 de março de 2009

PAVILHÃO ATLÂNTICO


Em boa hora, o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, editou para amigos um livro sobre a história do Pavilhão, desde a sua performance durante a EXPO '98 como Pavilhão da Utopia até aos dias de hoje.

É uma pena que esta obra não esteja acessível ao grande público, já que se trata de um instrumento imprescindível para quem queira conhecer - e estudar - um dos maiores e mais premiados venues cobertos da Europa.

Uma pena mesmo!

O recorde de assistência do Pavilhão em concertos rock mantém-se com Ben Harper (19.500 pessoas a 01 de Novembro de 2003), seguido de Jack Johnson (19.450 a 13 de Março de 2006) e de Shakira (19 mil em 27 de Abril de 2003).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

OASIS: NOEL DIZ QUE LISBOA FOI O MELHOR

Foto de Rita Carmo/Espanta Espíritos para a revista BLITZ

Sorry droogs. Forgot about you lot!

Now then - what's been happening?

Well, we went to Lisbon. I thought it wouldn't get any better than Barcelona and Madrid - how wrong I was. I think it was my favourite night of the whole tour so far. It may well have been the best gig too. Them kids sang it LOUD, man.

Gave our disc-jockey a lesson in heavy psychedelic rock music in the dressing room afterwards. I really should try my hand at that dj'ing malarky. I'd be fuckin' brilliant.

Left the people of Lisbon with a message of love for José Mourinho. We really do need him back in England. Preferably at Man City.

We were in Toulouse last night (that's in France, if anyone's reading this from The Daily Star). Them French kids are a bit more laid back than their Latino cousins. A quiet gig.

Watched 'Scarface' last night on the bus. Suddenly dawned on me that it's the first time I've seen it since "the 90s" and not been acting out nearly every scene with Tony Montana - political refugee. (I never did get that tiger I promised myself). Great film though.

I send you this message from Marseille (that's also in France). Gig tonight, then onto our spiritual home ITALIA.

In a bit.

Noel Gallagher

Ler sobre o concerto aqui.

Ler aqui a magnífica crónica de Miguel Ângelo, dos Delfins.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

SOBERBO, SOBERBO!!!

Declaração de interesses: os Oasis são uma das minhas bandas de coração.

Posto isto.

Soberbo! É o adjectivo mais moderado que encontro para definir um concerto de puro rock que os Oasis ofereceram hoje à noite a um pouco mais de 11 mil pessoas - muito jovens - no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Já não há bandas assim! Sem mácula!

A começar pela pontualidade britânica: às 21H00 Big Ben, soaram os primeiros acordes de "F* The Bushes". Exactamente 1 hora e 40 minutos depois, conforme previsto, Noel deixou a guitarra no chão com os últimos sons distorcidos de "I'm The Walrus" e foi-se embora, as usual.

Liam e Noel não se falam, nem trocaram uma palavra em palco. Não importa, desde que falem connosco. A verdade é que após os 40, já não são de grandes falas, mas Liam lá foi dizendo que o concerto tinha sido mágico (e ofereceu duas pandeiretas) e Noel lá pediu que Mourinho regressasse a Inglaterra para treinar o Manchester City.

Não sei como foram os anteriores 61 concertos desta banda, mas recuso-me a acreditar que alguma vez Liam e Noel tivessem visto um público assim a gritar (gritar? cantar!) a plenos pulmões "The Masterplan", "Wonderwall", "Don't Look Back In Anger" e/ou "Champagne Supernova".

Não pode ser possível!

Por isso Liam, de cabelo curto e patilhas, qual forcado em terras lusitanas, tenha soltado o tal "mágico" e Noel, logo a seguir a "Anger", tenha atirado ao ar a palheta e dado um pontapé, como um catraio feliz da vida. Não era caso para menos. Tinha deixado o povo cantar e o povo não se fez rogado.

Estou ansioso para ver o que Noel vai escrever no seu diário. Darei conta.

O contexto do concerto não é de somenos importância. Parecia um Marquee em ponto grande. Um palco discreto, luzes qb sem excessos nem mariquices, quatro ecrãs ao fundo para não dizer que não havia nada e ponto final.

The importance of the music...

O alinhamento do concerto pode ser visto aqui.

O melhor retrato que se pode fazer do concerto é que... passou rápido demais! Até a acústica do Pavilhão se portou sem precedentes.

O meu amigo Gin-Tonic teria feito o pino, caso tivessse ido ao concerto e ouvido "Ride My See-Saw", dos Moody Blues, durante a música ambiente, o que não é normal, e que também define a diferença fundamental dos Oasis.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

12 MIL PARA VER OASIS


Segundo julgo saber, a lotação do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, para o concerto dos Oasis no dia 15 de Fevereiro, foi fixada em 12 mil lugares, 9 mil dos quais já estarão vendidos.

Um dos mais belos edifícios arquitectónicos do País, da autoria do português Regino Cruz e do gabinete Skidmore, Owings & Merrill, o Pavilhão Atlântico, sito no Parque das Nações, ex-Expo, tem uma capacidade máxima legal de 20 mil lugares.

O mais próximo de o esgotar foi Ben Harper no dia 01 de Novembro de 2003, seguido de Jack Johnson a 13 de Março de 2006 e de Shakira no primeiro concerto de 27 de Abril de 2003.

No ano passado, o concerto mais concorrido foi o dos Cure (08 de Março), seguido de Alicia Keys (19 de Março) e Tokyo Hotel (29 de Junho).

domingo, 27 de julho de 2008

SÓ DEU STRANGLERS


Enchi-me de coragem e fui sábado à noite (dia 26) ao Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ver os Marillion, Stranglers, B-52 e Meat Loaf.

Mas fui munido do livro de José Pacheco Pereira, ""O Um Dividiu-se Em Dois"". Ainda bem que fui precavido. Na verdade, só estava mesmo interessado nos Stranglers.

Marillion sem Fish ainda é pior, se possível. Felizmente havia claridade e o livro de Pacheco Pereira levou um grande avanço.

Gostei dos Stranglers (nunca os tinha visto). Fizeram-me lembrar os tempos do Ad Lib. Tive pena que não tivessem tocado "La Folie". E lá me contentei com "Golden Brown", "Always The Sun" e a versão de "All Day And All Of The Night", dos Kinks.

Os B-52 confirmaram a minha tese de que as mulheres, salvo raras excepções, não servem para o rock e, sem excepção, para o fado de Coimbra! Não me envergonho de ter adormecido.

Meat Loaf apareceu com um espectáculo todo produzido e uma loiraça de se lhe tirar o chapéu. Não sendo fã, achei que durante duas horas cantou a mesma (chata) canção!!!

Desculpem qualquer coisinha...

PS - O Pavilhão resolveu congelar-nos. Que ideia foi aquela de colocar o ar condicionado tão baixo?

sábado, 19 de abril de 2008

GNR + GNR


Confirma-se: a GNR tem uma orquestra sinfónica de respeito e Rui Reininho ainda não sabe cantar.

A experiência não é inédita - os Deep Purple foram os primeiros em 1969 - mas juntar uma orquestra sinfónica e um grupo de rock é um projecto fascinante que só prova que a música é uma Arte sublime, independente dos seus formatos.

Invejando Bryan Ferry, Rui Reininho mais parecia um empregado do Casino Lisboa ali ao lado, desengonçado no seu tuxedo branco que acabaria por trocar por uma camisa à Willie Nelson.

A mistura correu muito bem, com as roupagens sinfónicas a favorecer algumas canções medíocres dos GNR.

Com um público quarentão e sufocado pelo temor reverencial com que o Pavilhão Atlântico acolheu a orquestra sinfónica (114 homens e uma mulher), de nada valeram os esforços do baixista Jorge Romão que em vão tentou animar uma assistência já bem calhada na vida e pouco disposta a devaneios juvenis.

Bravo para a Banda Sinfónica da GNR. Os seus arranjos orquestrais foram determinantes. "Asas", "Dunas", "Pronúncia do Norte", "Efectivamente" só ganharam com isso.

Uma derradeira palavra para o som: cristalino para a orquestra, desastroso para o grupo.

Colaboração de Gim

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O CALHAMBEQUE


CBS - 5956 - edição portuguesa

O Calhambeque (Road Hog) (Gwen/John D. Loudermilk/Erasmo Carlos) - Meu Grande Bem (Helena dos Santos) - Louco Não Estou Mais (Erasmo Carlos/Roberto Carlos) - Nasci Para Chorar (Born To Cry) (Dion Di Muci-Erasmo Carlos)

Por causa de um post sobre "É Proibido Fumar", de Roberto Carlos, os meus amigos lembraram-se - e bem - de outras circunstâncias directamente ou indirectamente relacionadas com o Rei brasileiro.

Essa é uma das razões de existência deste blogue. Pôr toda a gente a falar, a partilhar informação, a relatar experiências. Ficamos todos a ganhar!

Apreciei as lembranças de "Tobacco Road", Natércia Barreto, John D. Loudermilk, Skank, Los Hermanos, Tracey Ullman, "Óculos de Sol" (posso acrescentar "Bip-Bip", Joe Dassin, a versão de Neno, "This Little Bird (Marianne Faithfull).

Mas importar-se-ão que eu ponha a cereja no topo do bolo? Sabem que existe uma versão de "O Calhambeque" por Caetano Veloso?.

Pois é, canté! Muitas vezes Roberto Carlos é relegado para o caixote do lixo da História, mas ele tem um lugar na história da música sem ser no caixote, aposto. É idolatrado no Brasil, independentemente das besteiras que tenha feito de há uns tempos para cá.

Em 1994, a nata dos post-modernos brasileiros - Skank, Carlinhos Brown, Tony Platão, Paulo Miklos, Biquini Cavadão, Vexame, Barão Vermelho, Chico Science & Nação Zumbi, Cassia Eller, Marina Lima, João Penca e Miquinhos Amestrados, Blitz, Kid Abelha - ofereceu-lhe uma homenagem em disco, simplesmente intitulado "Rei".

E no ano seguinte, em 1995, nos 30 anos da Jovem Guarda, Caetano Veloso - o meu ídolo no Brasil - não se fez rogado em gravar "O Calhambeque" para os 5 volumes do aniversário.

Por essa e por outras razões, não perdi o espectáculo de Roberto Carlos no Campo Pequeno, em Lisboa (onde estive hoje a almoçar - há bruxas!) no dia 18 de Agosto de 1989, e no Pavilhão Atlântico, também em Lisboa, no dia 11 de Março de 2005, com mais 10.013 pessoas.

A 10.013ª pessoa foi o meu amigo brasileiro Luís Batoque (donde cê é?) com quem almocei hoje (há ou não há bruxas?).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

BEN HARPER, FIRME E HIRTO


Cheira-me que é este o Top 10 dos maiores concertos realizados na nossa maior sala de espectáculos, o Pavilhão Atlântico, em Lisboa:

01 - Ben Harper (01NOV03)
02 - Jack Johnson (13MAR06)
03 - Shakira (27ABR03)
04 - Shakira (04ABR07)
05 - Coldplay (23NOV05)
06 - Depeche Mode (08FEV06)
07 - REM (17JUN99)
08 - Ivete Sangalo/Jota Quest (20MAI05)
09 - Daniela Mercury (09ABR99)
10 - Ivete Sangalo (30OUT04)

Com uma lotação legal de 20.000 lugares (desde 2002), o Pavilhão Atlântico foi oficialmente inaugurado como pavilhão multiusos de fruição universal no dia 10 de Novembro de 1998 com um concerto dos Massive Attack.