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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
OBJECTIVO MALTRATADO NO "MC"
Mundo da Canção, nº 8, Julho de 1970
Como já se disse, este terá sido o primeiro single estereofónico português, mas o critico da revista, José de Veiga Lima, não ficou lá muito satisfeito com ele.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
REVEILLON 1969
"Diário Popular", 12 de Dezembro de 1969
Eles são quatro.
Como sinais particulares, distinguíveis à vista desarmada, podemos assinalar longas cabeleiras e uma maneira excêntrica de vestir.
A sua linha musical situa-se ao nível das mais modernas criações "pop" internacionais tendo, no entanto, sentido melódico acessível a todo o público.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
3º DISCO DOS OBJECTIVO (1970)
MOVIEPLAY - SP 20.012 - 1970
Glory (Jim Cregan) - Keep Your Love Alivem (Kevin Hoidale)
Glory (Jim Cregan) - Keep Your Love Alivem (Kevin Hoidale)
Os Objectivo nasceram em 1960 das cinzas dos Showmen que, por sua vez, já eram uma cinzas dos Ekos, com Mário Guia (bateria), Zé Nabo (baixo), Tó Gândara, ex-Guitarras de Fogo, (guitarra) e Luís Filipe, também conhecido por Luís Toureiro, músico experiente do Casino Estoril (teclas e guitarra).
Esta formação não aguentou muito tempo e, em breve, Tó Gândara e Luís Filipe deixam a banda, tendo sido substituídos por Mike Sergeant (guitarra e teclas) e Kevin Hoidale (voz e guitarra).
Kevin Hoidale é um músico norte-americano que os Sheiks descobriram em Paris em 1967. Chegou a ser considerado como substituto de Carlos Mendes, mas o seu estilo não se ajustava bem aos Sheiks, segundo Edmundo Silva. Carlos Mendes acabou por ser substituído por Fernando Tordo.
Mike Sergeant, escocês, que parece ter sido guitarra-substituto nos britânicos Marmalade, fez carreira em Portugal sobretudo ao lado de José Cid.
O primeiro disco (Movieplay SON 100.0039) surgiu em 1969 com "A Place In The Sky", "At Death's Door", "I Know That" e "Gin Blues", originais da banda.
Como era um pèzudo a tocar bateria e eles eram músicos muito bons, acabei por deixar de tocar, dando lugar ao Zé da Cadela, que foi um dos melhores bateristas de todos os tempos e passei a ser o empresário, lembra Mário Guia.
O 2º disco (Movieplay SP 20.007) foi o primeiro single gravado em estereo em Portugal. Inclui "This Is How We Say Goodbye" e "The Dance Of Death".
Sucessivas mudanças de músicos continuam a marcar a vida do grupo: Mike Sergeant sai e regressa um par de anos depois, sendo temporariamente substituído por Dick Stubbs, que quase não chega a afinar a guitarra - três meses depois sai.
Para o seu lugar entra Bas Riche e, mais tarde, Jim Cregan que virá a ser um dos músicos de Rod Stewart.
Estávamos sempre à procura de um bom guitarrista. Fazíamos anúncios no "Melody Maker" pedindo músicos. Alguns respondiam, vinham cá, mas depois chateavam-se porque viam que o meio musical aqui em Portugal era quase inexistente e nem podiam viver da música. Por isso iam-se logo embora, conta o empresário da banda.
Ainda em 1970, os Objectivo editam o terceiro single, o da imagem (Movieplay SP 20.012), com "Glory" e "Keep Your Love Alive", também originais da banda.
Em 1971, Terry Thomas é outra das aquisições dos Objectivo que, pouco depois, perdem Jim Cregan, de regresso a Inglaterra, e Zé da Cadela, substituído por Guilherme Inês.
É com esta formação que o grupo se apresenta no Festival de Vilar de Mouros, no Verão de 1971.
No ano seguinte, Mike Sergeant regressa à banda que grava o que viria a ser o seu 4º e último disco (Nexus NX 2o.001) com "Music" e "Out Of The Darkness".
Logo a seguir, Terry Thomas regressa a Inglaterra.
Os Objectivo participam ainda num espectáculo com o Duo Ouro Negro e os cantores Fernando Girão (Very Nice) e Vicky a que dão o nome de "Blackground", uma singular mistura de música africana e europeia. Deste espectáculo, nasceu um LP com o mesmo nome, creditado ao Duo Ouro Negro.
Logo a seguir, os Objectivo acabaram.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
2º EP DOS EKOS (1965)
ALVORADA - AEP 60.757 - 1965
Diz Que Me Amas (Mário Guia) - O Nosso Amor Terminou (Mário Guia) - Hoje, Amanhã E Sempre (sob um tema de Liszt) - Mentira ("'Till The End Of Time")
Da esquerda para a direita: José João Santos (Joca) (ritmo), Zé Luís (voz), António Joaquim Vieira (baixo), Mário Guia (bateria) e João Camilo Lopes Júnior (viola solo).
Os Ekos - nome que foram buscar à marca de guitarras eléctricas mais baratuchas - foram um dos mais significativos conjuntos yé-yé portugueses nos anos 60.
Originários de Lisboa (Campo de Ourique/Liceu Padre Nunes), formaram-se em 1963 com Edmundo Falé (18 anos, voz), Mário Guia (21 anos, bateria), António Joaquim Vieira (20 anos, baixo), Joka Santos (21 anos, ritmo) e João Camilo Júnior (19 anos, viola-solo).
Em 1964, participam na inauguração da famosa boîte "Sete e Meio", em Albufeira, onde conhecem Cliff Richard, passando a contar então com um segundo vocalista, José Luís, 19 anos, grande fã do cantor britânico e conhecido como o "Cliff do Sarrabuco".
De regresso a Lisboa, aconteceu o inevitável e Edmundo Falé passou-se para o Conjunto Mistério, um conjunto de meninos ricos, com muito dinheiro, com a melhor aparelhagem e as melhores guitarras.
Já sem Edmundo Falé, os Ekos editam em 1965 o seu primeiro EP, com o que viria a ser o maior êxito da banda, "Esquece", a versão portuguesa de "Hold Me", de PJ Proby.
As temporadas no Algarve e o contacto mais directo com a pop inglesa fez dos Ekos um grupo apetecível para espectáculos com as suas versões de canções do Beatles, Rolling Stones e Animals.
Uma das primeiras apresentações em público, em Lisboa, ocorreu no dia 04 de Maio de 1965, num Festival Yé-Yé, organizado pelo Duo Ouro Negro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Em palco estiveram também os Deltons e os Sheiks.
No dia 25 de Setembro de 1965, os Ekos participam e vencem a 5ª eliminatória do Concurso Yé-Yé no Teatro Monumental, em Lisboa, com 38,5 pontos.
Vestidos à Beatle de "Love Me Do", cantaram "Amar Alguém Como Tu", "Lamento Aos Céus", "Os Tristes Olhos" e "Esquece".
Bateram os Sonors (Lisboa), os Morcegos (Olhão) e os Aquatiks (Elvas).
Ainda em 1965, editam o 2º EP (na imagem) com "Diz Que Me Amas" (Mário Guia), "O Nosso Amor Terminou" (Mário Guia), "Hoje, Amanhã E Sempre" (sob um tema de Liszt) e "Mentira" ("'Till The End Of Time").
No dia 02 de Novembro de 1965, os Ekos só conseguiram participar parcialmente na matinée do concerto dos Searchers no Teatro Monumental em Lisboa na sequência de um choque eléctrico em Joka Santos.
No dia 29 de Janeiro de 1966 vencem a 4ª meia-final do Concurso Yé-Yé com 46 pontos, batendo os Clips (Lisboa), Twist Star (Póvoa de Santa Iria), Beatniks (Lisboa) e Neptunos (Montijo).
Perdem a final do Concurso para os Claves no dia 30 de Abril de 1966. Ficaram em 5º lugar com 29,5 pontos, atrás dos Claves (55 pontos), Rocks (45), Night Stars (39,5) e Jets (35) e à frente dos Chinchilas (33,5), Espaciais (18) e Tubarões (18).
Ainda em 1966, editam o terceiro EP, que inclui o segundo maior êxito do grupo, "Só", um original de Mário Guia.
Como era fatal à época, a chamada ao serviço militar obrigatório (guerra colonial) esfarelou o conjunto, obrigando a alterações profundas: do elenco original só fica Mário Guia e João Camilo Júnior.
José Luís (voz) é substituído por Luís Paulino, Joka Santos (ritmo) por Tony Costa (teclas) e Joaquim Vieira (baixo) por Eddy Fróis, futuro Zé Nabo.
A partir daqui, os Ekos começam a compôr e a cantar mais em inglês, perdendo por isso um pouco da sua originalidade. O primeiro EP desta nova fase - quarto no conjunto - tem aliás por título "Versatéis Ekos" (Alvorada, AEP 60.906, 1967).
Ainda em 1967, os Ekos aceitam gravar duas canções com Magdalena Pinto Basto, uma nova artista da editora, uma versão em francês de "I'm A Believer", de Neil Diamond/Monkees, e um original de Michel Polnareff, "L'Oiseau De Nuit".
Logo a seguir, João Camilo Júnior abandonou o grupo para se fixar em Angola e Mário Guia, como único Eko original, decidiu não ter direito à designação e o trio que restou (Mário Guia, Luís Paulino e Zé Nabo (Eddy Fróis)) passou a chamar-se Showmen, com veleidades a ser os "Cream portugueses".
Os Showmen não gravaram qualquer disco e o trio desfez-se. Dos restos nasceu o Objectivo, mas isso é outra história.
No princípio da década de 70, três anos após o último disco, os Ekos tentam nova encarnação com José Luís (voz), Joka Santos (ritmo), António Joaquim Vieira (baixo), e ainda Carlos Teixeira e Franklin Simões (secção de metais) que gravam um último EP, de novo com canções em português.
Já era tarde...
Mário Guia, nascido na Golegã a 18 de Agosto de 1944, abandonou a música, como executante, nos anos 70, para se tornar empresário musical.
Por exemplo, fundou o Rock Rendez-Vous (1980-1990) e a editora Dansa do Som (1985-1990)
LPA
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domingo, 9 de novembro de 2008
1º DISCO DOS OBJECTIVO (1969)
SONOPLAY - SON. 1000.003 - 1969
A Place In The Sky (Zé Nabo/Mário Guia) - At Death's Door (Mário Guia) - I Know That (Tó Gândara/Zé Nabo) - Gin Blues (Zé Nabo)
Direcção artística de Rui Ressurreição, já falecido, e som de Moreno Pinto, também já falecido.
Primeiro EP dos Objectivo.
A Place In The Sky (Zé Nabo/Mário Guia) - At Death's Door (Mário Guia) - I Know That (Tó Gândara/Zé Nabo) - Gin Blues (Zé Nabo)
Direcção artística de Rui Ressurreição, já falecido, e som de Moreno Pinto, também já falecido.
Primeiro EP dos Objectivo.
quinta-feira, 20 de março de 2008
PRIMEIRO SINGLE ESTEREO PORTUGUÊS
Por falar em Objectivo - no anterior post -, lembrei-me do primeiro single estereo português. E fui buscar este recorte do "Século Ilustrado", de 11 de Julho de 1970:
Para lançamento do primeiro disco "single" estereofónico gravado em Portugal, a "Movieplay" ofereceu "cocktail" em Cascais, onde apresentou, ao vivo, o conjunto pop Objectivo, dito português.
São cinco os seus componentes: Kevin Hoidale (organista e director do conjunto), Jim Cregan (viola), Bas Le Riche (viola), Zé Nabo (solista e baixo) e Zé da Cadela (bateria).
A sessão, muito originalmente anunciada ao longo de vários dias, agradou, de um modo geral, a todos quantos são adeptos daquele género musical, filiado no estilo dos Rolling Stones.
Quanto ao Objectivo, revelou-se um conjunto instrumentalmente bastante bom (uma referência especial para Kevin Hoidale e Zé da Cadela), se bem que no plano vocal deixe muito a desejar.
Com uma aparelhagem sonora verdadeiramente atroadora, demasiado explosiva para o tamanho da sala que a encerrou, o Objectivo não permitiu que durante a sua actuação, a atenção dos auditores pudesse fixar-se em qualquer outro motivo. Afinal o que se pretendia...
O leitor que acaba de ler esta notícia responda-me a esta simples questão: qual é o primeiro single esterofónico português? (ver resposta nos comentários).
JAMES MALCOLM SERGEANT
POLYGRAM - 6031 101 - 1979
Ana (José Cid) - O Homem Que Vendia Balões (Mike Sergeant/José Cid)
Arranjos, direcção de orquestra e produção de Mike Sergeant.
Mike Sergeant foi um dos músicos estrangeiros relevantes na música portuguesa.
Nasceu em Stirling, na Escócia, e fez parte dos Marmalade, segundo confessou ao jornalista António Pires no livro "As Lendas Do Quarteto 1111", como guitarrista substituto. Não se sabe é se chegou a gravar alguma coisa, designadamente "Ob-La-Di Ob-La-Da". No lo creyo!
Diz também que integrou os Studio 6, que vieram a Portugal em 1968 fazer o Carnaval na Ronda. Não sei se chegaram a conhecer os Beatles, mas eram - diz MS - agenciados por Brian Epstein.
Quando os Studio 6 acabaram, Mike Sergeant regressou em 1969 a Portugal para tocar no Quinteto Académico+2, mas não chegou a gravar com a banda. Saíu em finais de 1969 para os Objectivo, com quem esteve no Festival de Vilar de Mouros de 1971.
O guitarrista escocês esteve depois no Quareto 1111, nos Green Windows e nos Gemini, fazendo parte presententemente da banda de José Cid, com quem gravou, nomeadamente, o internacionalmente aclamado álbum "10.000 Anos Depois Entre Vénus E Marte" (1978).
Ana (José Cid) - O Homem Que Vendia Balões (Mike Sergeant/José Cid)
Arranjos, direcção de orquestra e produção de Mike Sergeant.
Mike Sergeant foi um dos músicos estrangeiros relevantes na música portuguesa.
Nasceu em Stirling, na Escócia, e fez parte dos Marmalade, segundo confessou ao jornalista António Pires no livro "As Lendas Do Quarteto 1111", como guitarrista substituto. Não se sabe é se chegou a gravar alguma coisa, designadamente "Ob-La-Di Ob-La-Da". No lo creyo!
Diz também que integrou os Studio 6, que vieram a Portugal em 1968 fazer o Carnaval na Ronda. Não sei se chegaram a conhecer os Beatles, mas eram - diz MS - agenciados por Brian Epstein.
Quando os Studio 6 acabaram, Mike Sergeant regressou em 1969 a Portugal para tocar no Quinteto Académico+2, mas não chegou a gravar com a banda. Saíu em finais de 1969 para os Objectivo, com quem esteve no Festival de Vilar de Mouros de 1971.
O guitarrista escocês esteve depois no Quareto 1111, nos Green Windows e nos Gemini, fazendo parte presententemente da banda de José Cid, com quem gravou, nomeadamente, o internacionalmente aclamado álbum "10.000 Anos Depois Entre Vénus E Marte" (1978).
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