EMI - 052 – 40594
Lado A
Húmus Verde
Lado B
Holoteta/Essência/Alhur
Poemas da autoria de Miguel Esteves Cardoso, músicas de Né Ladeiras, produção de Ricardo Camacho.
Gosta de gente com valor e que, apenas por esse valor, não necessita da constância dos holofotes, das capas das revistas, de estrelas dos críticos do “Expresso” ou do “Ypsilon,” gente independente que, com montanhas de razão, desconfia das editoras.
Gosta de gente com valor e que, apenas por esse valor, não necessita da constância dos holofotes, das capas das revistas, de estrelas dos críticos do “Expresso” ou do “Ypsilon,” gente independente que, com montanhas de razão, desconfia das editoras.
Fazem o seu trabalho e esperam que alguém goste.
Assim chegamos a esta voz, a este talento, a Né Ladeiras, de seu nome completo Maria da Nazaré de Azevedo Sobral Ladeiras.
Deu passos com a Brigada Victor Jara, a Banda do Casaco, andou nas Campanhas de Dinamização Cultural do MFA, uma tentativa, desajeitada, ingénua, elaborada muito em cima do joelho, para enfrentar o obscurantismo político e cultural do povo português e encaminhá-lo para o Socialismo.
Ficou para a história o oficial miliciano que em Trás-os-Montes, perguntou ao povo: “Vocês sabem o que é o socialismo?”. Uma velhota ripostou: “E vocemecê sabe o que é um engaço?”.
Poderá acontecer que o oficial miliciano, se não meteu o “Chico”, seja um quadro numa qualquer empresa e já se esqueceu do socialismo que perguntou ao povo de Trás-os-Montes se sabia o que era, a certeza é que a assistência transmontana da sessão cultural, se viva ainda for, sabe o que é o engaço.
Em 1982 publica o seu primeiro trabalho a solo, este maxi single “Alhur”.
Dois anos depois publica “Sonho Azul”, “Corsária” em 1989, “Trás-os-Montes" em 1994, “Todo Este Céu” em 1997 e “Da Minha Voz” em 2001.
Tem colaboração espalhada por diversas colectâneas e projectos.
É mais do que provável que nem uma vez por ano Né Ladeiras seja citada nos media, entre numa “play-list” de um qualquer programa da rádio, ou apareça num programa televisivo, mas o futuro falará dela, e aproveitará, então, para dizer, o quanto surdos e bacocos fomos.
No more!
Colaboração de Gin-Tonic