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domingo, 16 de novembro de 2014

O SNOB FAZ HOJE 50 ANOS!


Rua do Século, 178, Lisboa - 213 463 723

O Snob, catedral de jornalistas, resiste desde 16 de Novembro de 1964 e faz hoje 50 anos!

A D. Maria, com 90 anos, mãe do jornalista Manuel da Costa (RTP), ainda lá ia de vez em quando fazer o espectacular bife com o famoso molho, que não leva café. O sr. Albino continua firme e hirto, bem como a Cuba Livre a 5 €.

Já lá não entrava há uns bons 25 anos! Está na mesma.

Gostei de ver - porque não conhecia - uma estante de livros. Chama-se "Autores do Snob" e lá estão os exemplares do pessoal. Boa!

Ah! E é um bar de porta fechada, propriedade do sr. Albino Oliveira, 68 anos, e do seu irmão Adriano, 91, que já tinha gerido o Maxime e, também, o Galo.

O bar foi aberto por Paulo Guilherme d'Eça Leal, falecido em 2010, "desenhador do jornal 'O Século' na mesma rua", escritor, realizador. Antes, tinha sido uma latoaria, da qual ainda se aproveitam os móveis.

O Snob tem uma regra de ouro: não se escreve o que se ouve no Snob ou o que se passa no Snob fica no Snob.

No seu género, é o mais antigo bar-restaurante de Lisboa. Além do bife, é também conhecido por se poder fumar e por estar aberto até às 03H00 todos os dias do ano, excepto nos dias 24 e 25 de Dezembro, este último também dia de anos do sr. Albino.

Nos últimos 50 anos, muito pouco mudou: os armários são de madeira escura, castanha, forrados de garrafas, vitrinas iluminadas por dentro, toalhas como as das mesas de jogo, o bife não mudou muito também, o café é de saco, Frank Sinatra continua a dominar a música de fundo.

Fontes: jornais I e Diário de Notícias, de 15 de Novembro de 2014.

sábado, 26 de março de 2011

JOSÉ CANTA NO MAXIME


RR - RREP 0063

You Are Everything (Casal Ribeiro) - The Way It Used To Be (Francesco Cassano/Corrado Conti/Cianni Argeríno) - Deborah (Paolo Conte/Vito Pallavicini) - Lapinha (Baden Powel/Paulo César Pinheiro)

A pergunta é: e quem é o José?

sábado, 29 de janeiro de 2011

VICTOR GOMES E O MAXIME


Victor Gomes, o velho Rei do Twist, deu hoje uma entrevista de quatro páginas ao jornal "I", onde confessa que é com "uma lágrima no canto do olho" que vê fechar o Maxime, o verdadeiro cabaret de Lisboa.

Sinto-me triste por saber que o Maxime vai fechar. É uma oficina que vai deixar muita gente desempregada. E para mim era a melhor casa de espectáculos de Lisboa. Lisboa vai ficar mais triste e a Praça da Alegria com uma lágrima no canto do olho.

Victor Gomes participa precisamente na festa de encerramento do Maxime que se realiza hoje à noite, no Maxime, claro!, às 22H00. No palco também vão estar os Irmãos Catita, Miss Suzie, Sandro Core e Gretty Star.

A entrevista pode ser lida aqui, cortesia de JR.

domingo, 18 de abril de 2010

ALTA CURTIÇÃO NO MAXIME


Duas coisas que eu acho:

1 - acho que nunca vi José Cid agarrado a uma guitarra;

2 - acho que a festa durou até às 4.

O ramalhete dos Dedicated Followers Of Cid foi hoje alindado com duas estreias: Joana e Ricardo, dois jovens que curtiram tanto quanto os cotas.

"O rock ao piano" foi o mote do concerto, sem banda, mas sempre com o coro do público e a coreografia do senhor idoso de sobretudo num canto ao lado do palco.

Já é um clássico esta simbiose entre José Cid e os seus fãs empedernidos que esgotam sempre o Maxime para ver a "mãe do rock".

sábado, 17 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

STEAMER'S


(de baixo para cima e da esquerda para a direita: Luís Ramos (Franjinhas) (voz e guitarra-solo), Victor Queiroz (Carocha) (voz e teclas), Beto Romero (voz e baixo) e Dário Foito (voz e bateria))

RR - RREP 0079 - 1969

I Am A Chancho (Carocha/Dário/Beto/Luís Ramos) - Será Assim Até Morrer (Carocha/Dário/Beto/Luís Ramos) - Mr. Pum Pum! (Luís Ramos) - Let The Heartaches Begin (Tony Macaulay/John MacLeod)

Foto de Bourdain de Macedo na zona oriental de Lisboa onde foi construída a EXPO '98, actual Parque das Nações.

Os Steamer's ter-se-ão formado em 1969 com a formação indicada na capa do único EP que gravaram.

Victor Queiroz (Carocha) saiu dos Electrónicos no início de 1965.

Estava exausto depois de dois anos de digressão, só indo a casa de seis em seis meses. Fiquei pelos cabelos, lembra o músico, hoje com 62 anos, reformado, designer de interiores.

Fez parte, pouco depois, dos Pacles, designação retirada das Produções Arlindo Conde (PAC) que apadrinharam o conjunto. Com Victor Queiroz estavam também Fernando Conde, filho de Arlindo, que era a estrela, António Montenegro (ex-Electrónicos), Tony Maurício e Fernando Maurício, irmãos, ex-Siderais.

O Arlindo Conde ofereceu-nos apoio empresarial a todos os níveis e lá colocamos o nome. Seguem-se sessões de fotos, publicidade por tudo o que era sítio e lá fizemos um excelente espectáculo no Capitólio. O Conde cantou as dele e nós as nossas, dos Searchers. O repertório dos Pacles baseava-se na música do conjunto inglês. Mas a pressão era muita e só fizemos esse espectáculo. E eu vou descansar 10/12meses.

Entretanto, os Siderais retomam a sua actividade e, sem Victor Queiroz, gravam em 1966 o 6º EP de Daniel Bacelar, após o que Victor Queiroz regressa ao conjunto para uma temporada até finais de 1968 no Maxime, em Lisboa.

É mais ou menos nesta altura, talvez em 1967, que os Siderais, comigo, gravam o EP com Victor Gomes. É a minha primeira gravação em disco.
Faço depois apenas 32 dias de tropa - é uma longa história - e regresso ao Maxime desta vez para integrar o Conjunto de Correia Martins, de onde saio para integrar os Steamer's em 1969, também com pessoal de Algés.

No Correia Martins toquei com um baixo Hoffner igual ao de Paul McCartney.

Mas foi nos Steamer's que me senti melhor, onde fiz a melhor música ao vivo. Tocávamos soul e blues. Não tenho boas recordações dos Electrónicos, porque era muito trabalho, mas nos Siderais, no Maxime, também não me senti mal.

Nos Steamer's tocávamos todos os dias no Caco e depois no Tosco. De Verão fazíamos os cruzeiros da CNN (Companhia Nacional de Navegação) no paquete "Moçambique".

Gravávamos as nossas actuações ao vivo e um dia o Nicholson (Francisco Nicholson) e o Cortês (Armando Cortês) ouviram as bobinas e quiseram gravar um disco connosco na etiqueta deles, a Riso e Ritmo, que foi a minha segunda e última gravação.

O EP tem três originais nossos, éramos muito prolixos, compúnhamos em palco.

Os Steamer's eram uma banda estranha. Naquela altura vivíamos noutro planeta, procurávamos sons irritantes e letras cáusticas para chatear o sistema.

"I Am A Chancho" retratava bem como era Portugal, analfabetismo, ordenados miseráveis. O disco foi boicotado por pessoas coniventes com o regime de Salazar. Na boîte Caco, na rua Camilo Castelo Branco, em Lisboa, onde tocámos, tínhamos um pano em cima do Vox Continental que dizia "Liberdade", mas a PIDE mandou-o retirar.
Os Steamers acabaram no primeiro ano da década de 70.

Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida

sábado, 21 de março de 2009

CID: AVALANCHE DE FÃS


Entre a avalanche de fãs que José Cid levou ao Maxime, em Lisboa, foi comovente - mesmo emocionante - observar como o casal da imagem acompanhou sentido, comovido - speachless - o "20 Anos" entoado pelos restantes.

Quase apetece adivinhar como este casal era há 20 anos atrás...

CID: PENSADO AO MILÍMETRO


É esta a estrutura de palco que José Cid concebeu para os seus espectáculos no Maxime em Lisboa.

Se não fez um safe as do original no seu computador, não sei como se vai guiar no concerto deste sábado, já que esta cópia já cá canta.

CID: MÁXIMO NO MAXIME


José Cid voltou sexta-feira, dia 20, ao Maxime, em Lisboa, e, como seria de esperar, fez cantar toda a gente que encheu o cabaret.
Não houve surpresas, nem eram de esperar, mesmo quando Herman José subiu ao palco e pegou no baixo para tocar, a seu pedido, "Cai Neve Em Nova Iorque".

Sentado às teclas à frente dos seus músicos, José Cid está mais comedido nos seus comentários e na apresentação das músicas, deu largas às canções que o povo gosta de ouvir e de cantar em uníssono e estreou duas do seu próximo álbum.

Sem as identificar, ambas seguem porém as características que José Cid já habituou o seu público, sendo uma mais balada e a outra mais ritmada. Nenhuma delas destoou, encaixando-se bem no que Cid mais sabe bem fazer.

sexta-feira, 20 de março de 2009

JOSÉ CID VOLTA HOJE AO MAXIME


José Cid regressa hoje ao palco do Maxime, em Lisboa, onde se sente como peixe em água.

sábado, 12 de abril de 2008

JOSÉ CID, O MAXIME


(José Cid ao vivo no Maxime, com Herman José e Tozé Brito nos coros - imagem da benfiquista - eheheh - Teresa Lage. Mike Sergeant ao fundo.)

Depois de uma brilhante vitória da Associação Académica de Coimbra num estádio da capital, tida não sei porquê como "a catedral", por um expressivo 0-3, a noite só podia terminar com um não menos brilhante concerto de José Cid num emblemático venue lisboeta, Maxime.

Quem diria que há 35 anos, moi, je, trabalhava no 5º andar do mesmo prédio do Maxime. Adelante! Nesse tempo, também a Académica disputava os primeiros lugares...

Além de moi, je, e de Teresa, nas primeiras mesas - cortesia de David Benasulin (da editora Farol) -, vi também no lusco-fusco Herman José e Tozé Brito, que acabaram por subir ao palco, e ainda Mariza, Zé da Câmara e Duarte Cancela de Abreu.

José Cid, que entrou insolitamente em palco com uma sacola - "são as minhas coisas", dir-me-ia no final - cantou durante duas horas e eu pensei com os meus botões: "é exactamente igual aos concertos de Paul McCartney: toda a gente delira com as canções antigas, ninguém conhece as mais recentes, as piadas são sempre as mesmas de concerto para concerto, mas toda a gente o adora".

Entre outras, José Cid cantou "Na Cabana Junto à Praia", "20 Anos", "A Lenda De El Rei D. Sebastião", "Rock Rural " ("o primeiro rock português"), "Mellotron O Planeta Fantástico" ("do meu disco mundialmente conhecido"), "The Hunter" ("sabia eu lá a letra", confessou-me Tozé Brito em palco), "Sonhador", "Ontem, Hoje E Amanhã", "Coração de Papelão", "Favas Com Chouriço", etc e tal.

Basicamente, foi um bem divertido espectáculo, com um José Cid no seu melhor e com os comentários do costume.

Eu, por mim, estava nas nuvens: 3-0 não é todos os dias. Ainda me meti com o Tozé Brito, mas ele desmanchou-me: "como sabes, sou do Benfica, mas também sou da Académica e, às tantas, até estava a gritar pelos 4-0".

Muito pacato, Herman José estava atónito!

Quem não ligou pêvea aos meus provocatórios SMSs foi o Paulo, irmão da Teresa, bem como outros amigos benfiquistas, João Amorim, Luís Batoque. Porque seria? O "dr. pernoca" foi o único tolerante, condescendente...

Ah! O canalha Mira estava feliz! Sai t-shirt!

Não foi Nuno Gomes que pediu uma "partida limpa"? Pimba!

Brioooooooooooooooooooooooooooooooooosa!!!!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

MAXIME


Um chouriço assado custa 7,5 euros e o Veuve Clicquot atira para os 130.

Já fechou!