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domingo, 5 de agosto de 2012
MARILYN MONROE
EDEL - 0141362ERE - 2002
Diamonds Are A Girls Best Friend - I Wanna Be Loved By You - (This Is) A Fine Romance - Anyone Can See I Love You - Heatwave - When I Fall In Love Again - I Found A Dream - One Silver Dollar - Down In The Meadow - A Man Chases A Girl - Every Baby Needs A Da-Da-Daddy - Bye Bye Baby - Specialisation - That Old Black Magic - Incurably Romantic - Let's Make Love - Ladies Of The Chorus - There's No Business Like Show Business - Some Like It Hot - Happy Birthday Mr. President
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
BILLY WILDER'S CAFÉ
Billy Wilder’s Café-Bar, Sony Center, Potsdammer Strasse 21075 Berlin
Dado que o Luís Mira, entre outras coisas, falou aqui de Billy Wilder, e dado que Mr. “Ié-Ié” adora este tipo de coisinhas, reproduzo o prospecto do Billy Wilder’s Café em Berlim, espaço lindíssimo numa cidade deslumbrante.
Passei por lá a correr, juntamente com o Luís Mira, e lamentámos amargamente não haver tempo para ficar algumas horas a olhar aquelas paredes, aquelas gentes, a ouvir o suave murmúrio do gelo nos copos.
Como “Mr. Ié-Ié” nunca mais se predispõe a publicar mais do que uma imagem por texto (never! queres publicar o guardanapo? puxa pela imaginação! sê criativo! - nota do editor) não se exibe o simples e bonito guardanapo que no “Billy Wilder’s Café oferecem aos clientes aos clientes com a chegada de uma bebida.
Também porque o Luís Mira, servindo-se de realizadores que trabalharam com a Marilyn Monroe, e que terão as suas razões, deixou a rapariga quase pelas ruas da amargura, queria lembrar que o Billy Wilder também disse: “Marilyn Monroe nunca chegava a horas. Nunca. Claro, eu tinha uma tia em Viena que chegava sempre a horas a tudo, mas quem é que a queria ver num filme?”.
Por fim, como o Luís Mira ainda não encontrou o tal livrinho com os poemas da Marilyn Monroe fica uma das suas meditações:
A minha cabeça vai estoirar.
Os comprimidos não fazem efeito.
Já não sei o texto. A tristeza afoga-me.
Não há ninguém com quem se possa falar.
Daqui a pouco tenho de sorrir.
Sorrir é uma das coisas que faço bem.
Consigo até sorrir com os olhos.
Colaboração de Gin-Tonic
Dado que o Luís Mira, entre outras coisas, falou aqui de Billy Wilder, e dado que Mr. “Ié-Ié” adora este tipo de coisinhas, reproduzo o prospecto do Billy Wilder’s Café em Berlim, espaço lindíssimo numa cidade deslumbrante.
Passei por lá a correr, juntamente com o Luís Mira, e lamentámos amargamente não haver tempo para ficar algumas horas a olhar aquelas paredes, aquelas gentes, a ouvir o suave murmúrio do gelo nos copos.
Como “Mr. Ié-Ié” nunca mais se predispõe a publicar mais do que uma imagem por texto (never! queres publicar o guardanapo? puxa pela imaginação! sê criativo! - nota do editor) não se exibe o simples e bonito guardanapo que no “Billy Wilder’s Café oferecem aos clientes aos clientes com a chegada de uma bebida.
Também porque o Luís Mira, servindo-se de realizadores que trabalharam com a Marilyn Monroe, e que terão as suas razões, deixou a rapariga quase pelas ruas da amargura, queria lembrar que o Billy Wilder também disse: “Marilyn Monroe nunca chegava a horas. Nunca. Claro, eu tinha uma tia em Viena que chegava sempre a horas a tudo, mas quem é que a queria ver num filme?”.
Por fim, como o Luís Mira ainda não encontrou o tal livrinho com os poemas da Marilyn Monroe fica uma das suas meditações:
A minha cabeça vai estoirar.
Os comprimidos não fazem efeito.
Já não sei o texto. A tristeza afoga-me.
Não há ninguém com quem se possa falar.
Daqui a pouco tenho de sorrir.
Sorrir é uma das coisas que faço bem.
Consigo até sorrir com os olhos.
Colaboração de Gin-Tonic
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
RUY BELO E MARILYN MONROE
Fecha-se, por agora, a evocação de poemas sobre Marilyn Monroe com o lindíssimo poema de Ruy Belo, “Na Morte de Marilyn”, retirado de “Transporte do Tempo”.
Conheci Ruy Belo, não pelos livros, nem pelos poemas, mas através de uns artigos sobre futebol que, nos idos 1972, Ruy Belo publicou em A Bola”.
Os artigos levaram a querer saber coisas sobre Ruy Belo. Caí no meio de uma poesia apaixonante. Comprei os livros. E o primeiro foi “Homem de Palavra(s)", uma capa azul da “Cadernos de Poesia” das “Publicações Dom Quixote”.
“Mais do que dizer que gostei dos livros de Ruy Belo, gostaria de escrever que os acho fundamentais”, disse Herberto Hélder.
Ainda sobre Marilyn: a fama de "loira estúpida", que tanto a atormentava, continuou para lá da sua morte. Há alguns anos, em conversa com o Luís Mira, ele falava de que Marilyn Monroe deixara escritos poemas seus. Teria que fazer uma busca para os encontrar, algo que veio a cair no esquecimento. Talvez seja altura de se recuperar essa busca.
Morreu a mais bela mulher do mundo
Conheci Ruy Belo, não pelos livros, nem pelos poemas, mas através de uns artigos sobre futebol que, nos idos 1972, Ruy Belo publicou em A Bola”.
Os artigos levaram a querer saber coisas sobre Ruy Belo. Caí no meio de uma poesia apaixonante. Comprei os livros. E o primeiro foi “Homem de Palavra(s)", uma capa azul da “Cadernos de Poesia” das “Publicações Dom Quixote”.
“Mais do que dizer que gostei dos livros de Ruy Belo, gostaria de escrever que os acho fundamentais”, disse Herberto Hélder.
Ainda sobre Marilyn: a fama de "loira estúpida", que tanto a atormentava, continuou para lá da sua morte. Há alguns anos, em conversa com o Luís Mira, ele falava de que Marilyn Monroe deixara escritos poemas seus. Teria que fazer uma busca para os encontrar, algo que veio a cair no esquecimento. Talvez seja altura de se recuperar essa busca.
Morreu a mais bela mulher do mundo
tão bela que não só era assim bela
como mais que chamar-lhe marilyn
devíamos mas era reservar apenas para ela
o seco sóbrio simples nome de mulher
em vez de marilyn dizer mulher
Não havia no fundo em todo o mundo outra mulher
mas ingeriu demasiados barbitúricos
uma noite ao deitar-se quando se sentiu sozinha
ou suspeitou que tinha errado a vida
ela de quem a vida a bem dizer não era digna
e que exibia vida mesmo quando a suprimia
Não havia no mundo uma mulher mais bela mas
essa mulher um dia dispôs do direito
ao uso e ao abuso de ser bela
e decidiu de vez não mais o ser
nem doravante ser sequer mulher
O último dos rostos que mostrou era um rosto de dor
um rosto sem regresso mais que rosto mar
e toda a confusão e convulsão que nele possa caber
e toda a violência e voz que num restrito rosto
possa o máximo mar intensamente condensar
Tomou todos os tubos que tinha e não tinha
e disse à governanta não me acorde amanhã
estou cansada e necessito de dormir
estou cansada e é preciso eu descansar
Nunca ninguém foi tão amado como ela
nunca ninguém se viu envolto em semelhante escuridão
Era mulher era a mulher mais bela
mas não há coisa alguma que fazer se certo dia
a mão da solidão é pedra em nosso peito
Perto de marilyn havia aqueles comprimidos
seriam solução sentiu na mão a mãe
estava tão sozinha que pensou que a não amavam
que todos afinal a utilizavam
que viam por trás dela a mais comum imagem dela
a cara o corpo de mulher que urge adjectivar
mesmo que seja bela o adjectivo a empregar
que em vez de ver um todo se decida dissecar
analisar partir multiplicar em partes
Toda a mulher que era se sentiu toda sozinha
julgou que a não amavam todo o tempo como que parou
quis ser atá ao fim coisa que mexe coisa viva
um segundo bastou foi só estender a mão
e então o tempo sim foi coisa que passou.
Colaboração de Gin-Tonic
Colaboração de Gin-Tonic
MARILYN MONROE - AS CANÇÕES
EDEL - 0141362ERE - 2002
Diamonds Are A Girls Best Friend - I Wanna Be Loved By You - (This Is) A Fine Romance - Anyone Can See I Love You - Heatwave - When I Fall In Love Again - I Found A Dream - One Silver Dollar - Down In The Meadow - A Man Chases A Girl - Every Baby Needs A Da-Da-Daddy - Bye Bye Baby - Specialisation - That Old Black Magic - Incurably Romantic - Let's Make Love - Ladies Of The Chorus - There's No Business Like Show Business - Some Like It Hot - Happy Birthday Mr. President
Há bruxas! O canal de televisão Fox Life transmitiu hoje uma biografia de Marilyn Monroe onde a actriz é retratada como uma indisciplinada profissionalmente.
Não desejaria ser desmancha-prazeres, mas confesso que nunca nutri por Marilyn Monroe qualquer simpatia, nunca a achei boa actriz e cantora ainda pior. Uma voz irritante...
Diamonds Are A Girls Best Friend - I Wanna Be Loved By You - (This Is) A Fine Romance - Anyone Can See I Love You - Heatwave - When I Fall In Love Again - I Found A Dream - One Silver Dollar - Down In The Meadow - A Man Chases A Girl - Every Baby Needs A Da-Da-Daddy - Bye Bye Baby - Specialisation - That Old Black Magic - Incurably Romantic - Let's Make Love - Ladies Of The Chorus - There's No Business Like Show Business - Some Like It Hot - Happy Birthday Mr. President
Há bruxas! O canal de televisão Fox Life transmitiu hoje uma biografia de Marilyn Monroe onde a actriz é retratada como uma indisciplinada profissionalmente.
Não desejaria ser desmancha-prazeres, mas confesso que nunca nutri por Marilyn Monroe qualquer simpatia, nunca a achei boa actriz e cantora ainda pior. Uma voz irritante...
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
QUEM MATOU NORMA JEAN?
O dono do Kiosque, quando se lhe faz a observação de que o blogue é abrangente e tem de tudo como na botica, atalha que, “Ié-Ié” não é apenas um blogue de música, mas uma maneira de estar, uma maneira de olhar um tempo.
Não espanta, pois, que por aqui em Agosto se fale de discos de Natal, em vez de se falar de Marilyn Monroe e que, em Dezembro, em vez de se falar de discos de Natal se fale de Marily Monroe...
(nota do editor: os discos de Natal são normalmente gravados no calor do Verão, em Agosto, vide o de Phil Spector! eheheh!)
A 5 de Agosto de 1962 é encontrado o corpo sem vida de Marilyn, na sua casa de Brentwood, sobre uma cama com lençóis azulados, o telefone desligado, uma agenda de moradas aberta, um frasco vazio de Nembutal.
“Uma história mal contada”, pensou o poeta Eduardo Guerra Carneiro. E como ele, milhares de outros, ao redor do mundo, assim pensaram. O mesmo Eduardo Guerra Carneiro que um dia se deixou enfeitiçar pela luminosidade da Marilyn Monroe.
É que tudo começou com a famosa fotografia do calendário, mais tarde reproduzida em várias revistas, e que ele viu, no início da sua adolescência, no escritório do tio advogado, no rés-do-chão do velho casarão da rua Direita, em Chaves.
Era o corpo nu da Marilyn, deitado de lado sobre uma coberta amarrotada de veludo vermelho, os cabelos loiros soltos e revoltos, a olhar para quem a olhava.
Cresci com muita gente: escritores, cantores, futebolistas, artistas de cinema. Cresci com Marilyn Monroe. Mas o meu primeiro amor foi a Janet Leigh que, de boca num enorme ah! de espanto vi, do 2º balcão do Cinema Monumental, no filme “Estradas do Inferno” (“Jet Pilot), de Josef Von Sternberg, aí por alturas de Dezembro de 1957, um filme reaccionário, mas sabia lá eu o que era isso, e em que, no dizer de François Truffaut, até os aviões fazem amor.
Luís Mira abriu as hostilidades, Mr. “Ié-Ié” divulgou a canção que Elton John dedicou a Marilyn e que, mais tarde, execravelmente, numa atitude de puro oportunismo, cantou no funeral da Princesa Diana.
Ontem apareceu o poema do Padre Ernesto Cardenal.
Hoje ficamos com o poema da canção de Bob Dylan “Who Killed Norma Jean”. A tradução é retirada da peça de Hélder Costa, “Marilyn, Meu Amor” das Edições Colibri:
Quem matou Norma Jean?
“Eu”, respondeu a cidade
Como dever cívico
Eu matei a Norma Jean.
Quem a viu morrer?
“Eu”, respondeu a noite,
Eu e a luz do quarto
Ambas a vimos morrer.
Quem lhe colherá o sangue?
“Eu”, disse o fan,
Com o meu balde,
Irei apanhar-lhe o sangue.
Quem irá tecer a sua mortalha?
“Eu”, respondeu a mãe.
Para esconder a minha culpa.
Eu tecerei a sua mortalha.
Quem cavará a sua tumba?
O turista chegará,
Para participar no festejo,
Ele cavará a sua tumba.
Quem serão as suas carpideiras?
“Nós” que a representávamos
E perdemos os nossos dez por cento
Nós seremos a s suas carpideiras.
Quem levará o palio?
“Eu”, respondeu a imprensa,
Triste e dorida
Eu levarei o palio.
Quem tocará o sino?
Eu, gritou a mãe,
Fechada na sua torre,
Eu farei dobrar o sino.
Quem não tardará em esquecê-la?
“Eu”, respondeu a página,
Começando a desvanecer-se.
Eu serei a primeira a esquecê-la.
Colaboração de Gin-Tonic
Não espanta, pois, que por aqui em Agosto se fale de discos de Natal, em vez de se falar de Marilyn Monroe e que, em Dezembro, em vez de se falar de discos de Natal se fale de Marily Monroe...
(nota do editor: os discos de Natal são normalmente gravados no calor do Verão, em Agosto, vide o de Phil Spector! eheheh!)
A 5 de Agosto de 1962 é encontrado o corpo sem vida de Marilyn, na sua casa de Brentwood, sobre uma cama com lençóis azulados, o telefone desligado, uma agenda de moradas aberta, um frasco vazio de Nembutal.
“Uma história mal contada”, pensou o poeta Eduardo Guerra Carneiro. E como ele, milhares de outros, ao redor do mundo, assim pensaram. O mesmo Eduardo Guerra Carneiro que um dia se deixou enfeitiçar pela luminosidade da Marilyn Monroe.
É que tudo começou com a famosa fotografia do calendário, mais tarde reproduzida em várias revistas, e que ele viu, no início da sua adolescência, no escritório do tio advogado, no rés-do-chão do velho casarão da rua Direita, em Chaves.
Era o corpo nu da Marilyn, deitado de lado sobre uma coberta amarrotada de veludo vermelho, os cabelos loiros soltos e revoltos, a olhar para quem a olhava.
Cresci com muita gente: escritores, cantores, futebolistas, artistas de cinema. Cresci com Marilyn Monroe. Mas o meu primeiro amor foi a Janet Leigh que, de boca num enorme ah! de espanto vi, do 2º balcão do Cinema Monumental, no filme “Estradas do Inferno” (“Jet Pilot), de Josef Von Sternberg, aí por alturas de Dezembro de 1957, um filme reaccionário, mas sabia lá eu o que era isso, e em que, no dizer de François Truffaut, até os aviões fazem amor.
Luís Mira abriu as hostilidades, Mr. “Ié-Ié” divulgou a canção que Elton John dedicou a Marilyn e que, mais tarde, execravelmente, numa atitude de puro oportunismo, cantou no funeral da Princesa Diana.
Ontem apareceu o poema do Padre Ernesto Cardenal.
Hoje ficamos com o poema da canção de Bob Dylan “Who Killed Norma Jean”. A tradução é retirada da peça de Hélder Costa, “Marilyn, Meu Amor” das Edições Colibri:
Quem matou Norma Jean?
“Eu”, respondeu a cidade
Como dever cívico
Eu matei a Norma Jean.
Quem a viu morrer?
“Eu”, respondeu a noite,
Eu e a luz do quarto
Ambas a vimos morrer.
Quem lhe colherá o sangue?
“Eu”, disse o fan,
Com o meu balde,
Irei apanhar-lhe o sangue.
Quem irá tecer a sua mortalha?
“Eu”, respondeu a mãe.
Para esconder a minha culpa.
Eu tecerei a sua mortalha.
Quem cavará a sua tumba?
O turista chegará,
Para participar no festejo,
Ele cavará a sua tumba.
Quem serão as suas carpideiras?
“Nós” que a representávamos
E perdemos os nossos dez por cento
Nós seremos a s suas carpideiras.
Quem levará o palio?
“Eu”, respondeu a imprensa,
Triste e dorida
Eu levarei o palio.
Quem tocará o sino?
Eu, gritou a mãe,
Fechada na sua torre,
Eu farei dobrar o sino.
Quem não tardará em esquecê-la?
“Eu”, respondeu a página,
Começando a desvanecer-se.
Eu serei a primeira a esquecê-la.
Colaboração de Gin-Tonic
domingo, 7 de dezembro de 2008
ORAÇÃO POR MARILYN MONROE
Senhor,
recebe esta rapariga
conhecida em toda a Terra com o nome de
Marilyn Monroe
se bem que esse não fosse o seu nome verdadeiro
(mas tu conheces
o seu nome verdadeiro, o da pequena
orfã violada aos 9 anos
e da empregadita de balcão que aos 16 anos se quis matar)
e que agora se apresenta diante de Ti sem qualquer
maquilhagem
sem o seu Agente de Imprensa
sem fotógrafos e sem assinar autógrafos
sozinha como um astronauta frente à noite espacial.
Quando menina ela sonhou que estava nua numa igreja
(segundo conta a “Time”)
ante uma multidão prostrada, com as cabeças no chão
e tinha de andar nos bicos dos pés para não pisar
as cabeças.
Tu conheces os nossos sonhos melhor do que os
Psiquiatras.
Igreja, casa, caverna são a segurança do seio materno
mas também algo mais do que isso…
as cabeças são os admiradores, é claro
(a massa de cabeças na escuridão sobre o jorro de luz)
Mas o templo não são os estúdios da 20th Century Fox.
o templo – de mármore e ouro – é o templo do seu corpo
onde está o Filho do Homem com um açoite na mão
expulsando os vendilhões da 20th Century Fox
que fizeram da Tua casa de oração uma caverna de Ladrões.
Senhor
neste mundo contaminado de pecados e radioactividade
Tu não culparás apenas uma empregadita de balcão
que, como toda a empregadita de balcão sonhou ser
estrela de cinema.
E o seu sonho foi realidade (mas uma realidade de technicolor).
Ela não fez mais do que representar conforme o script
que lhe demos
- o das nossas própria vidas .- e era um script absurdo.
Perdoa-lhe Senhor e perdoa-nos a nós
pela nossa 20th Cntury Fox
por essa Colossal Superprodução em que todos temos
trabalhado.
Ela tinha fome de amor e oferecemos-lhe tranquilizantes
para a tristeza de não sermos santos recomendou-se-lhe
a Psicanálise.
Recorda Senhor o seu pavor crescente da câmara
e o ódio à maquilhagem – insistindo em maquilhar-se em
cada cena –
e como foi fazendo-se maior o horror
e maior a falta de pontualidade nos estúdios.
Como toda a empregadita de balcão
sonhou ser estrela de cinema
e a sua vida foi irreal como um sonho que um psiquiatra
interpreta e arquiva.
Os seus romances foram um beijo de olhos fechados
daqueles que uma pessoa quando abre os olhos
descobre que foi debaixo dos reflectores
e apagam os reflectores
e desmontam as duas paredes do quarto (era um set
cinematográfico)
enquanto o Realizador se afasta com o guião porque a
cena já foi filmada.
ou como uma viagem de iate, um beijo em Singapura, um
baile no Rio
a recepção na vivenda do Duque e da Duquesa de Windsor
vistos na saleta do apartamento miserável.
O filme acabou sem o beijo final.
Acharam-na morta na cama e com a mão no telefone.
E os detectives não souberam com quem ela queria falar.
Foi
como alguém que marcou o número da única voz amiga
e ouve tão só a voz de um disco dizendo-lhe WRONG
NUMBER.
ou como alguém que ferido pelos gangsters
estende a mão para um telefone desligado.
Senhor
quem quer que tenha sido a pessoa a quem ela queria
falar
e não falou ( e talvez não fosse ninguém
ou era Alguém cujo nome não está na Lista de Assinantes
dos Anjos)
-atende Tu o telefone!
Padre Ernesto Cardenal, Nicarágua (ministro da Cultura do governo sandinista, de 1979 a 1987)
Colaboração de Gin-Tonic
recebe esta rapariga
conhecida em toda a Terra com o nome de
Marilyn Monroe
se bem que esse não fosse o seu nome verdadeiro
(mas tu conheces
o seu nome verdadeiro, o da pequena
orfã violada aos 9 anos
e da empregadita de balcão que aos 16 anos se quis matar)
e que agora se apresenta diante de Ti sem qualquer
maquilhagem
sem o seu Agente de Imprensa
sem fotógrafos e sem assinar autógrafos
sozinha como um astronauta frente à noite espacial.
Quando menina ela sonhou que estava nua numa igreja
(segundo conta a “Time”)
ante uma multidão prostrada, com as cabeças no chão
e tinha de andar nos bicos dos pés para não pisar
as cabeças.
Tu conheces os nossos sonhos melhor do que os
Psiquiatras.
Igreja, casa, caverna são a segurança do seio materno
mas também algo mais do que isso…
as cabeças são os admiradores, é claro
(a massa de cabeças na escuridão sobre o jorro de luz)
Mas o templo não são os estúdios da 20th Century Fox.
o templo – de mármore e ouro – é o templo do seu corpo
onde está o Filho do Homem com um açoite na mão
expulsando os vendilhões da 20th Century Fox
que fizeram da Tua casa de oração uma caverna de Ladrões.
Senhor
neste mundo contaminado de pecados e radioactividade
Tu não culparás apenas uma empregadita de balcão
que, como toda a empregadita de balcão sonhou ser
estrela de cinema.
E o seu sonho foi realidade (mas uma realidade de technicolor).
Ela não fez mais do que representar conforme o script
que lhe demos
- o das nossas própria vidas .- e era um script absurdo.
Perdoa-lhe Senhor e perdoa-nos a nós
pela nossa 20th Cntury Fox
por essa Colossal Superprodução em que todos temos
trabalhado.
Ela tinha fome de amor e oferecemos-lhe tranquilizantes
para a tristeza de não sermos santos recomendou-se-lhe
a Psicanálise.
Recorda Senhor o seu pavor crescente da câmara
e o ódio à maquilhagem – insistindo em maquilhar-se em
cada cena –
e como foi fazendo-se maior o horror
e maior a falta de pontualidade nos estúdios.
Como toda a empregadita de balcão
sonhou ser estrela de cinema
e a sua vida foi irreal como um sonho que um psiquiatra
interpreta e arquiva.
Os seus romances foram um beijo de olhos fechados
daqueles que uma pessoa quando abre os olhos
descobre que foi debaixo dos reflectores
e apagam os reflectores
e desmontam as duas paredes do quarto (era um set
cinematográfico)
enquanto o Realizador se afasta com o guião porque a
cena já foi filmada.
ou como uma viagem de iate, um beijo em Singapura, um
baile no Rio
a recepção na vivenda do Duque e da Duquesa de Windsor
vistos na saleta do apartamento miserável.
O filme acabou sem o beijo final.
Acharam-na morta na cama e com a mão no telefone.
E os detectives não souberam com quem ela queria falar.
Foi
como alguém que marcou o número da única voz amiga
e ouve tão só a voz de um disco dizendo-lhe WRONG
NUMBER.
ou como alguém que ferido pelos gangsters
estende a mão para um telefone desligado.
Senhor
quem quer que tenha sido a pessoa a quem ela queria
falar
e não falou ( e talvez não fosse ninguém
ou era Alguém cujo nome não está na Lista de Assinantes
dos Anjos)
-atende Tu o telefone!
Padre Ernesto Cardenal, Nicarágua (ministro da Cultura do governo sandinista, de 1979 a 1987)
Colaboração de Gin-Tonic
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
GOODBYE NORMA JEAN
Goodbye Norma Jean,
Though I never knew you at all
You had the grace to hold yourself
While those around you crawled,
They crawled out of the woodwork,
And they whispered into your brain,
They set you on the treadmill
And they made you change your name.
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind,
Never knowing who to cling to
When the rain set in.
And I would have liked to have known you
But I was just a kid,
Your candle burned out long before
Your legend ever did.
Loneliness was tough,
The toughest role you ever played,
Hollywood created a superstar
And pain was the price you paid.
Even when you died
The press still hounded you -
All the papers had to say
Was That Marilyn was found in the nude.
Goodbye Norma Jean,
Though I never knew you at all
You had the grace to hold yourself
While those around you crawled.
Goodbye Norma Jean
Though I never knew you at all
You had the grace to hold yourself
While those around you crawled,
They crawled out of the woodwork,
And they whispered into your brain,
They set you on the treadmill
And they made you change your name.
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind,
Never knowing who to cling to
When the rain set in.
And I would have liked to have known you
But I was just a kid,
Your candle burned out long before
Your legend ever did.
Loneliness was tough,
The toughest role you ever played,
Hollywood created a superstar
And pain was the price you paid.
Even when you died
The press still hounded you -
All the papers had to say
Was That Marilyn was found in the nude.
Goodbye Norma Jean,
Though I never knew you at all
You had the grace to hold yourself
While those around you crawled.
Goodbye Norma Jean
From The young man in the 22nd row
Who sees you as something more than sexual,
More than just our Marilyn Monroe.
Bernie Taupin
Who sees you as something more than sexual,
More than just our Marilyn Monroe.
Bernie Taupin
MARILYN MONROE
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
NADA É À PROVA DOS BEATLES PARTE II
Esta é a capa do livro de inglês, do 11º Ano, do ensino oficial. Da autoria de Carlota Santos Martins, Célia Albino Lopes e Noémia Rodrigues, com revisão linguística de James Scott e revisão científica de Eduardo Melo Cabrita e Isabel Ferro Mealha.
Da Texto Editores, aqui vos apresento o "Link Up", ao preço de € 24,49. Realmente, nada é à prova dos Beatles.
Por curiosidade, reparei que os próximos volumes, Workbook, têm na capa, a Marilyn Monroe, o Trainning Link, o Mr.Bean, ou seja, Rowan Atkinson, e, por último, Extensive Redaing, Sir Alfred Hitchcock.
Não deixa de ser interessante
Colaboração de Vicky
Da Texto Editores, aqui vos apresento o "Link Up", ao preço de € 24,49. Realmente, nada é à prova dos Beatles.
Por curiosidade, reparei que os próximos volumes, Workbook, têm na capa, a Marilyn Monroe, o Trainning Link, o Mr.Bean, ou seja, Rowan Atkinson, e, por último, Extensive Redaing, Sir Alfred Hitchcock.
Não deixa de ser interessante
Colaboração de Vicky
sábado, 26 de janeiro de 2008
ISTO ANDA TUDO LIGADO
Corriam as primeiras horas do ano de 2004, quando o poeta e jornalista Eduardo Guerra Carneiro, envolvido por uma imensa amargura e cansado de estar por aqui, se mandou da janela para o pátio da casa onde vivia em Lisboa.
Um tanto ou quanto como naquele discurso de abertura de “Até ao Pescoço” do José Jorge Letria em que o José Mário Branco falava de alguém que se dava com cães vadios e um dia se pendurou pelo pescoço na barra da cama.
Eduardo Guerra Carneiro deixou passar o Natal, sabe-se lá porquê, para se suicidar. Numa velha crónica revelava que um dia se deixara “enfeitiçar pela luminosidade de Marilyn Monroe", cujo corpo, a 5 de Agosto de 1962, fora encontrado sem vida “sobre uma cama com lençóis azulados, o telefone desligado, uma agenda de moradas aberta, um frasco vazio de Nembutal".
Ele sempre pensou: uma história mal contada. Essa mesmo Marilyn que deixou escrito, ou num dia qualquer, com alguém desabafou: “É Natal! Quem tenho? Ninguém! Para que preciso de viver?".
No livro “Isto Anda Tudo Ligado”, que depois deu frase por muita gente citada, Eduardo Guerra Carneiro deixou escrito:
“Antes de tudo, no meio de tudo, para além de tudo, o som de um long-play dos Beatles ouvido religiosa e solitariamente na Rua Dona Luísa de Gusmão, à noite".
Não se sabe qual o disco dos Beatles que ouvia “religiosa e solitariamente”. Talvez fosse este ou um outro qualquer. Não é assim tão importante. Serve apenas para lembrar aqueles que esquecemos em vida e só recordamos, se é que vamos recordar, quando o dia da sua morte calhar num ano redondo, tal como aconteceu, em Outubro passado, com o Adriano Correia de Oliveira. Antes, e já agora depois, apenas silêncio.
De “O Revolver do Repórter”:
“Abro as janelas para o rio, meto o papel na máquina, acendo um cigarro e penso: “Que grande solidão!”
LP Polydor Stereo 237 632
“The Beatles First!”
Recorded in Hamburg 1961 Featuring Tony Sheridan & Guests
Side A
Ain’t She Sweet – The Beatles vocal John Lennon
Cry For A Shadow – The Beatles
Let’s Dance – Tony Sheridan and The Beat Brothers
My Bonnie – The Beatles with Tony Sheridan
If You Love Me, Baby – The Beatles with Tony Sheridan
What?d I Say – Tony Sheridan and the Beat Brothers
Side B
Sweet Georgia Brown – The Beatles with Tony Sheridan
The Saints – The Beatles with Tony Sheridan
Ruby Baby – Tony Sheridan and The Beat Brothers
Why – The Beatles with Tony Sheridan
Nobody’s Child – The Beatles with Tony Sheridan
Ya Ya – Tony Sheridan and The Beat Brothers
Colaboração de Gin-Tonic
Um tanto ou quanto como naquele discurso de abertura de “Até ao Pescoço” do José Jorge Letria em que o José Mário Branco falava de alguém que se dava com cães vadios e um dia se pendurou pelo pescoço na barra da cama.
Eduardo Guerra Carneiro deixou passar o Natal, sabe-se lá porquê, para se suicidar. Numa velha crónica revelava que um dia se deixara “enfeitiçar pela luminosidade de Marilyn Monroe", cujo corpo, a 5 de Agosto de 1962, fora encontrado sem vida “sobre uma cama com lençóis azulados, o telefone desligado, uma agenda de moradas aberta, um frasco vazio de Nembutal".
Ele sempre pensou: uma história mal contada. Essa mesmo Marilyn que deixou escrito, ou num dia qualquer, com alguém desabafou: “É Natal! Quem tenho? Ninguém! Para que preciso de viver?".
No livro “Isto Anda Tudo Ligado”, que depois deu frase por muita gente citada, Eduardo Guerra Carneiro deixou escrito:
“Antes de tudo, no meio de tudo, para além de tudo, o som de um long-play dos Beatles ouvido religiosa e solitariamente na Rua Dona Luísa de Gusmão, à noite".
Não se sabe qual o disco dos Beatles que ouvia “religiosa e solitariamente”. Talvez fosse este ou um outro qualquer. Não é assim tão importante. Serve apenas para lembrar aqueles que esquecemos em vida e só recordamos, se é que vamos recordar, quando o dia da sua morte calhar num ano redondo, tal como aconteceu, em Outubro passado, com o Adriano Correia de Oliveira. Antes, e já agora depois, apenas silêncio.
De “O Revolver do Repórter”:
“Abro as janelas para o rio, meto o papel na máquina, acendo um cigarro e penso: “Que grande solidão!”
LP Polydor Stereo 237 632
“The Beatles First!”
Recorded in Hamburg 1961 Featuring Tony Sheridan & Guests
Side A
Ain’t She Sweet – The Beatles vocal John Lennon
Cry For A Shadow – The Beatles
Let’s Dance – Tony Sheridan and The Beat Brothers
My Bonnie – The Beatles with Tony Sheridan
If You Love Me, Baby – The Beatles with Tony Sheridan
What?d I Say – Tony Sheridan and the Beat Brothers
Side B
Sweet Georgia Brown – The Beatles with Tony Sheridan
The Saints – The Beatles with Tony Sheridan
Ruby Baby – Tony Sheridan and The Beat Brothers
Why – The Beatles with Tony Sheridan
Nobody’s Child – The Beatles with Tony Sheridan
Ya Ya – Tony Sheridan and The Beat Brothers
Colaboração de Gin-Tonic
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sábado, 12 de janeiro de 2008
UMA PREMONIÇÃO DO 11 DE SETEMBRO
Este é o poster que em 1968 publicitou o ciclo de sessões sobre as "mitologias do Mundo Contemporâneo", a que se deu o nome de POPOLOGIA.
O autor do poster é Manuel Castilho, meu antigo colega na Faculdade de Direito de Lisboa, com quem partilhei muitas aventuras no âmbito da associação de estudantes, aventuras que transvasaram a Associação e cimentaram então uma verdadeira amizade.
Muito dado às Artes Plásticas, Manuel Castilho concebeu este poster de matriz pop, como é óbvio, mas onde se pode aperceber uma inquietante premonição do 11 de Setembro, com um avião a disparar sobre o que pode ser o Empire State Building.
O SuperHomem, James Dean e Marilyn Monroe fizeram também parte das preocupações de Manuel Castilho.
Filho da escritora Marta de Lima e do diplomata e ensaísta Guilherme de Castilho ("Presença do Espírito") e irmão do diplomata e escritor Paulo Castilho ("Fora de Horas"), Manuel Castilho terminou o curso de Direito e viveu em Londres, onde me parece ter tirado um curso de Arquitectura.
(Com o Pai embaixador no Chile, Manuel Castilho viveu uma temporada na York House, em Lisboa, e partilhou um estúdio com o cineasta Luís Galvão Teles na Igreja contígua).
Na capital londrina especializou-se em Antiguidades e aqui abre-se espaço a uma nova e verdadeiramente inacreditável história.
Manuel Castilho é também primo da madeirense Ana Paula da Silva, a famosa Ana da Silva, das Raincoats.
Depois das aventuras musicais, Ana Paula foi trabalhar para o Antiquário que entretanto o seu primo tinha aberto em Londres.
Em Maio de 1993, Kurt Cobain escreveu nas notas do álbum "Incesticide", dos Nirvana, que as Raincoats tinham sido uma das bandas que mais o influenciaram.
Mais ou menos por essa altura, Kurt Cobain passa por Londres à procura de uma cópia nova do álbum "The Raincoats", já que a sua se encontrava danificada e foi à loja da Rough Trade, mas ficou a ver navios, já que não havia cópias.
Prestável, a empregada da loja forneceu a Kurt Cobain a morada do Antiquário de Manuel Castilho onde Ana Paula trabalhava, mas nem assim teve sorte. Ana Paula não só não tinha o disco, como não reconheceu Kurt Cobain (como pode?), mas aceitou ficar com uma morada.
Só mais tarde Ana Paula se apercebeu da gaffe e enviou discos e outro material.
Kurt Cobain acabou por interceder pela reedição da obra das Raincoats e estas dedicaram-lhe o "Extended Play", o EP de reunião de Julho de 1994.
A própria Ana Paula contou-me esta história inacreditável.
Luís Pinheiro de Almeida
O autor do poster é Manuel Castilho, meu antigo colega na Faculdade de Direito de Lisboa, com quem partilhei muitas aventuras no âmbito da associação de estudantes, aventuras que transvasaram a Associação e cimentaram então uma verdadeira amizade.
Muito dado às Artes Plásticas, Manuel Castilho concebeu este poster de matriz pop, como é óbvio, mas onde se pode aperceber uma inquietante premonição do 11 de Setembro, com um avião a disparar sobre o que pode ser o Empire State Building.
O SuperHomem, James Dean e Marilyn Monroe fizeram também parte das preocupações de Manuel Castilho.
Filho da escritora Marta de Lima e do diplomata e ensaísta Guilherme de Castilho ("Presença do Espírito") e irmão do diplomata e escritor Paulo Castilho ("Fora de Horas"), Manuel Castilho terminou o curso de Direito e viveu em Londres, onde me parece ter tirado um curso de Arquitectura.
(Com o Pai embaixador no Chile, Manuel Castilho viveu uma temporada na York House, em Lisboa, e partilhou um estúdio com o cineasta Luís Galvão Teles na Igreja contígua).
Na capital londrina especializou-se em Antiguidades e aqui abre-se espaço a uma nova e verdadeiramente inacreditável história.
Manuel Castilho é também primo da madeirense Ana Paula da Silva, a famosa Ana da Silva, das Raincoats.
Depois das aventuras musicais, Ana Paula foi trabalhar para o Antiquário que entretanto o seu primo tinha aberto em Londres.
Em Maio de 1993, Kurt Cobain escreveu nas notas do álbum "Incesticide", dos Nirvana, que as Raincoats tinham sido uma das bandas que mais o influenciaram.
Mais ou menos por essa altura, Kurt Cobain passa por Londres à procura de uma cópia nova do álbum "The Raincoats", já que a sua se encontrava danificada e foi à loja da Rough Trade, mas ficou a ver navios, já que não havia cópias.
Prestável, a empregada da loja forneceu a Kurt Cobain a morada do Antiquário de Manuel Castilho onde Ana Paula trabalhava, mas nem assim teve sorte. Ana Paula não só não tinha o disco, como não reconheceu Kurt Cobain (como pode?), mas aceitou ficar com uma morada.
Só mais tarde Ana Paula se apercebeu da gaffe e enviou discos e outro material.
Kurt Cobain acabou por interceder pela reedição da obra das Raincoats e estas dedicaram-lhe o "Extended Play", o EP de reunião de Julho de 1994.
A própria Ana Paula contou-me esta história inacreditável.
Luís Pinheiro de Almeida
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