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quinta-feira, 3 de junho de 2010

LOURENÇO MARQUES


Hotel Polana, Lourenço Marques (hoje Maputo), 14 de Abril de 1974

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

TEATRO/CINEMA GIL VICENTE


Teatro Gil Vicente, que pertencia à mesma empresa que explorava os cinemas Infante e Manuel Rodrigues.

Uma das suas características eram as sessões duplas de domingo à tarde, nas quais vi muitos filmes de piratas, gladiadores e cowboyadas; e até filmes do Elvis, que passavam lá quase todos, sempre piores uns do que os outros (mas o pessoal delirava com as músicas).

De qualquer modo também lá vi bom cinema: “Charly” (Ralph Nelson), “As Diabólicas” (Clouzot), “A Sereia do Mississipi” (Truffaut), “Viver Para Viver” (Lelouch), “A Grande Evasão” (Sturges), “American Graffitti” (Lucas), entre muitos outros.

Ah, e o mais importante, foi lá que assisti aos espectáculos do Duo Ouro Negro e do Conjunto Académico João Paulo.

Texto e imagem de Rato

LOURENÇO MARQUES (11)


Deixei um espacito à volta para o rendilhado do postal ser admirado.

Avenida D. Luís à noite (com o Jardim Vasco da Gama em primeiro plano), que fazia a ligação da Praça Mouzinho de Albuquerque à baixa da cidade.

No meio da avenida fica o Teatro Gil Vicente, que pertencia à mesma empresa que explorava os cinemas Infante e Manuel Rodrigues.

Uma das suas características eram as sessões duplas de domingo à tarde, nas quais vi muitos filmes de piratas, gladiadores e cowboyadas; e até filmes do Elvis, que passavam lá quase todos, sempre piores uns do que os outros (mas o pessoal delirava com as músicas).

De qualquer modo também lá vi bom cinema: “Charly” (Ralph Nelson), “As Diabólicas” (Clouzot), “A Sereia do Mississipi” (Truffaut), “Viver Para Viver” (Lelouch), “A Grande Evasão” (Sturges), “American Graffitti” (Lucas), entre muitos outros.

Ah, e o mais importante, foi lá que assisti aos espectáculos do Duo Ouro Negro e do Conjunto Académico João Paulo.

Texto de Rato

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008

LOURENÇO MARQUES (07)


Tenho uma colecção razoável de postais de todo o mundo, mas sempre desprezei o postal subdividido em múltiplas imagens, o qual nunca constou dos meus arquivos.

Talvez pela razão de antes do espírito coleccionista ter dado sempre a primazia à arte fotográfica.

E esta não se compadece com estes sub-produtos de interesse meramente turístico. Claro que este não foge à regra e como todos os outros é um exemplo a evitar. Felizmente, e tanto quanto me lembro, eram raros os postais de LM apresentados neste formato múltiplo.

Já agora aqui fica uma legenda para as 4 imagens. No sentido do relógio, e começando pela imagem superior, temos:

1. Vista da cidade a partir da Catembe;
2. Obelisco frente à entrada para o Jardim Vasco da Gama (substituído posteriormente por uma estátua de Samora Machel - e o jardim passou a chamar-se "Tunduru", sabe-se lá por que razão);
3. Vista poente da Av. Pinheiro Chagas;
4. Clube de Pesca.

Texto de Rato

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

LOURENÇO MARQUES (06)



Esta imagem está incompleta, veêm-se apenas dois elementos de uma trilogia: o edifício da Câmara Municipal e a estátua do Mouzinho.

Se o fotógrafo tivesse, como muitos outros o tiveram, o bom gosto da composição, ter-lhe-ia sido suficiente avançar um pouco mais para a esquerda e rodar a câmara ligeiramente para a direita.

Com esses dois pequenos movimentos a Catedral apareceria no enquadramento e, então sim, teríamos o ex-libris da cidade devidamente representado.

Quando se recorda a cidade, mesmo as pessoas que nunca pisaram terra laurentina, é esta a 1ª imagem que vem à memória. E no entanto não foi algo premeditado no estirador de qualquer arquitecto, visto os três elementos terem tido géneses diferentes: primeiro apenas existia a catedral no local; ou melhor, uma outra catedral, denominada Nossa Senhora da Conceição, construída em 1880 e demolida nos anos 40 para dar lugar ao edifício actual.

O monumento a Mouzinho foi inaugurado em Dezembro de 1940 e apenas 7 anos depois é que os Paços do Concelho tiveram assento neste novo edifício (o anterior situava-se junto ao que é hoje conhecido pelo prédio dos 33 andares, no cruzamento da Av. da República com a Av. Augusto Castilho). Foi necessária portanto quase uma década para que o coração da cidade começasse a bater assim, em perfeita sintonia.

Essa harmonia durou apenas 28 anos. Quando em 1975, após a independência, a estátua foi amputada deste cenário, foi como que um quadro de grande valor tivesse sido vandalizado, e a beleza da composição perdeu-se para sempre: um dos vértices do triângulo deixou de estar suspenso, ficando irremediavelmente por terra.

Texto de Rato

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

LOURENÇO MARQUES (05)


LOURENÇO MARQUES (04)


Hotel Polana - 30 de Junho de 1982

Meloa com presunto

Linguados recheados com espinafres

Lombo de vitela com cogumelos e espargos

Pudim de chocolate com fios de ovos

Café

VINHOS

Branco - D. Basílio
Tinto - Caves D. Teodósio, 1963
Porto - Fonsecas 27
Aguardentes Velhas
Licores

Lembro-me bem que, dada a crise em Moçambique, todos os víveres foram levados de Lisboa, incluindo o chef, que era da Casa da Comida.

Ah! Faltava dizer que o jantar foi oferecido pelo Primeiro-Ministro Francisco Pinto Balsemão.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

LOURENÇO MARQUES (03)


Fachada principal do Hotel Polana e respectiva entrada, pela Av. António Enes. Ponto de encontro de diplomatas, homens de negócios, jornalistas ou simples turistas, as pessoas mais interessantes que o conheceram ainda foram os seus empregados que ao longo dos anos fizeram da arte de servir uma autêntica lenda.

Durante muito tempo habituei-me a ver sempre as mesmas caras, desde o porteiro sempre muito aprumado no seu casaco todo medalhado até ao criado de mesa que era useiro em contar histórias do Craveiro Lopes ou do Matateu.

A última vez que lá entrei, em Dezembro de 1991, ainda eram ambos vivos e lá permaneciam no seu posto, contra ventos e marés. Sim, porque quando se ultrapassava o imponente hall de entrada as politiquices ficavam à porta e era como se o tempo se quedasse imóvel dentro daquelas paredes.

Já dormi muitas noites, em muitos hotéis, um pouco por todo o mundo. Curiosamente, nunca fui hóspede do Polana, mas... passei lá muitas noites inteiras, até mesmo ao nascer do sol.

E é verdade o que se diz, que um nascer do sol visto da piscina do Polana tem um poder terapêutico superior a qualquer tratamento de psiquiatria.

Era rara a passagem do ano que não terminasse no Hotel Polana, lembro-me disso desde muito pequeno.

De início, logo nos primeiros anos dos anos 60, quando ainda acompanhava os meus pais, o conjunto de serviço era o Cinque Di Roma. Depois, os nomes foram mudando com os anos: Renato Silva, Shegundo Galarza, até aos mais modernos, como os Night Stars ou os AEC 68.

Mas o ritual era o mesmo, e havia sempre duas comemorações do novo ano; a primeira, claro, quando o relógio dava a meia noite; mas assim que se anunciavam os primeiros raios solares toda a gente trocava o salão de dança pela zona da piscina para saudar a chegada do primeiro sol do ano. E, claro, muitos acabavam dentro d’água, que o calor era sempre muito e os espíritos matinais já estavam um tanto ou quanto desanuviados.

Como já disse, nunca fui hóspede no Hotel Polana. Talvez um dia o seja, talvez não. Mas isso não tem qualquer importância: para mim não haverá nunca outro que se lhe compare em todo o mundo.

A terminar, algumas referências históricas: originalmente “Polana” foi um regulado existente na área que tomou depois o seu nome e que foi incorporado aos poucos no domínio português, a partir de 1887, quando se deu a expansão para além do presídio que então delimitava Lourenço Marques.

A inauguração do hotel ocorreu no dia 1 de Junho de 1922, tendo sido construído em 19 meses pela empresa inglesa Delagoa Bay Lands Syndicate. O valor da obra foi estimada na altura em 200.000 libras.

Texto de Rato

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

LOURENÇO MARQUES (02)


Vista nascente da cidade, da baixa para a Polana, esta imagem deve datar dos meados dos anos 60, uma vez que o terreno por detrás do edifício da Universidade (primeiro plano) ainda se encontra desocupado (nele viriam a ser construídos os cinemas Dicca e Estúdio 222, tendo aquele sido inaugurado a 15 de Abril de 1969).

Em baixo, à direita, no seguimento da Praça 7 de Março e da estátua a António Enes vê-se ainda um pouco do cais onde se costumava tomar o barco para a Catembe (tipo a “outra banda” daqui de Lisboa).

Em frente à Universidade, do outro lado da praça encontra-se a fortaleza e a ocupar toda a diagonal da foto situa-se a Av. da República, ladeada pelo jardim Vasco da Gama e logo de seguida pelo pequeno planalto (onde se situa o complexo desportivo do Sporting e do Desportivo) que faz a transição para a parte alta da cidade.

Texto de Rato

sábado, 19 de janeiro de 2008

LOURENÇO MARQUES (01)


Tenho, felizmente, a grande maioria dos postais (e muitas outras fotografias) da minha cidade, quer o produto genuíno, quer os albuns de colecção que foram sendo editados ao longo dos anos.

Julgo que a data de edição dos postais mais recentes (como este) é ainda do final dos anos 60 (provavelmente 1968) .

Aqui, em primeiro plano, era onde costumava estacionar o carro (um Fiat 850), quando frequentava as aulas teóricas da Universidade (edifício proeminente em 2º plano).

Nas traseiras, ficavam os cinemas Dicca e Estúdio 222 (para onde muitas vezes nos baldávamos) e, um pouco mais à frente, já na Rua Araújo (famosa por albergar a maioria das boites e casas de prostituição), ficava outro cinema, o velhinho Varietá, que foi demolido nos meados dos anos 60.

Texto de Rato

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

ESTÁDIO SALAZAR


CINÁFRICA - 2C - edição moçambicana

Brasil e Portugal - Estádio Salazar (Teresa Maria) - Assim É Lourenço Marques - O Nosso Benfica (Georgina Lourenço)

Músicas e letras de Eurico Cebolo.

Fotografias e capa de F. Santos Costa.

O Estádio Salazar, em Lourenço Marques, foi inaugurado no dia 30 de Junho de 1968.