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sábado, 22 de maio de 2010

JERRY ADRIANI


CBS - 6603 - edição portuguesa

Elizabeth - Este Mundo É Um Teatro - Tudo Que É Bom Dura Pouco (Raulzito) - Não Me Perguntem Por Ela (Renato Barros)

Jovem Guarda brasileira.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

JERRY ADRIANI


CBS - 9137 - edição portuguesa (s/data)

Ainda Gosto Dela - Ainda Não Sei - Basta - Ficou A Saudade (Das Madchen Carina)

A direcção musical é de Raul Seixas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CELLY CAMPELLO A ROXO


PARLOPHONE - LGEP 4013 - edição portuguesa (s/data)

Estúpido Cupido - The Secret - Túnel do Amor - Muito Jovem

Há uma outra edição nacional com esta capa a vermelho...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

JOVEM GUARDA À PORTUGUESA


Nos anos 60, Portugal vivia uma feroz ditadura de direita. O país encontrava-se fechado sobre si mesmo, no que Salazar apelidava de “orgulhosamente sós”.

Não havia eleições, nem liberdades. A censura amordaçava a expressão das ideias, a juventude não tinha outro futuro que não fosse a guerra colonial em três frente de combate: Angola, Moçambique e Guiné.

A guitarra era substituída pela metralhadora.

Por razões históricas e de proximidade, cabia então à França o papel de “colonizador cultural” de Portugal. No cinema, com nomes como Godard, Truffaut, Vadim, Lelouch e outros. Na literatura, com Camus, Sartre. Na música popular Johnny Hallyday, Sylvie Vartan, Françoise Hardy.

Mesmo quando na Grã-Bretanha, os Beatles encabeçam a Revolução Cultural e Social, Portugal – por maioria de razão – resiste à investida, mantendo-se maioritariamente fiel às ondas gaulesas.

Apesar da língua comum e das origens históricas uníssonas, também o Brasil e a sua Jovem Guarda mantiveram a distância de Lisboa, só comparável à imensidão do oceano que separa os dois países.

Como seria de esperar, Roberto Carlos foi a grande excepção e, talvez, Celly Campello, únicos nomes brasileiros verdadeiramente ilustres no cinzentismo da música popular portuguesa dos anos 60.

Zeca do Rock, um dos proeminentes músicos portugueses da altura, autor do primeiro “yé-yé” cantado em Portugal, e, actualmente, a viver no Brasil, conta à Jovem Guarda como foi em Portugal:

Primeiro foi a Celly Campello e seu irmão Tony. A Celly era a Brenda Lee brasileira. Mas nenhum dos dois foi alguma vez aceite por aqueles que depois se vieram a considerar a Jovem Guarda. Deles todos (e são muitos) só o Roberto Carlos conquistou o Atlântico.

Muito pouca coisa da Wanderlea apareceu entre nós, porque acho que nada foi publicado oficialmente. Dos restantes, nem sombra.

E é fácil compreender porquê. Nós tínhamos todas as versões originais anglo-americanas, mais as versões francesas, mais as versões italianas. Quem se iria interessar por versões brasileiras que, geralmente, tinham letras de pôr os cabelos em pé a um careca?

O Roberto cantou desde o início muito material original dele com o Erasmo, por isso o público português perdoou-lhe barbaridades como o “Splish-Splash”, entre outras.

A Jovem Guarda brasileira não teve qualquer influência em Portugal em época nenhuma,
conclui, com algum azedume, Zeca do Rock.

Visão diferente tem Daniel Bacelar, considerado o “Ricky Nelson português”, autor de êxitos como "Marcianita", “Olhando Para O Céu”, “Fui Louco Por Ti” e “Miudita”.

Também em declarações à Jovem Guarda , Daniel Bacelar admite uma maior influência da Jovem Guarda:

Na realidade, Celly Campello (“Lenda da Conchinha”) e o irmão, Tony, fizeram imenso sucesso, especialmente ela, mas houve muitos outros como Sérgio Murillo (“Marcianita”), Osmar Navarro (“Quem É?”), Roberto Carlos, claro, e o fantástico Erasmo Carlos que, para mim, continua a ser superior ao Robertinho, Demétrius (“Ritmo da Chuva”), Ronnie Cord (“Biquini Amarelo”), Carlos Gonzaga (“Diana”).

“Os brasileiros –
diz ainda Daniel Bacelar – sempre foram muito bons a copiar e as versões em português (do Brasil, claro está) de grandes sucessos norte-americanos ficavam sempre muito semelhantes ao original, o que nos fazia na altura uma certa inveja, pois os conjuntos que havia, apesar de terem muito bons músicos, estavam mais inclinados para a música de baile e italiana, faltando-lhes aquele “feeling” que os “malandros” dos brasileiros copiavam tão bem.

“Na realidade, houve uma grande influência da Jovem Guarda na jovem música portuguesa, bem como da música brasileira em geral”,
finalizou.

João Carlos, que sob o pseudónimo de Rato mantém na net um dos mais interessantes blogues sobre a música dos anos 60 - Rato Records – possui uma visão peculiar sobre a influência da Jovem Guarda na música portuguesa, já que, à altura, vivia em Moçambique.

Só posso referir o que vivi na altura em Moçambique, onde penso que havia mais abertura do que em Portugal (ou Metrópole, como então se dizia) no que diz respeito ás coisas da Cultura (e não só).

Nós tínhamos uma grande influência da vizinha África do Sul, onde nos deslocávamos muitas vezes para nos abastecermos com as últimas novidades musicais.

Até 67/68 a música que consumíamos era “servida” quase sempre em formato reduzido (singles e EPs), com uma predominância muito grande de intérpretes anglo-americanos (e também muitos grupos sul-africanos).

Não devo andar muito longe da verdade se disser que apenas 25 % englobava outras nacionalidades, nomeadamente a francesa, a italiana e, claro, a brasileira.

No princípio dos anos 60 era essencialmente a Celly Campello e, mais tarde, sobretudo entre 1964 e 1966, mais alguns (poucos) nomes, onde se destacava Roberto Carlos (com a parte de leão), e também Erasmo e Ronnie Von.

Depois, com o terminar da década e a morte do single, cada vez mais preterido em relação ao álbum (muito por culpa de “Sgt. Pepper’s”, editado em Junho de 1967), a grande influência brasileira deixou de ser a Jovem Guarda (que estava agonizante) para passar a ser a onda tropicalista (com Gal e Caetano á cabeça). Uma referência ainda a Chico Buarque que, não sendo nem uma coisa nem outra, sempre foi um referência fundamental desde que “A Banda” apareceu em 1966”,
concluiu João Carlos.

Carlos Santos, também ele singular apreciador da música dos anos 60, opina que, realmente, a Jovem Guarda teve o expoente máximo, em Portugal, em Roberto Carlos, adiantando que ainda hoje o cantor brasileiro é muito ouvido.

Mas não podemos esquecer outros grupos e artistas que na altura tiveram êxito e também foram muito queridos no nosso país e fizeram as delícias de muita “malta”, apesar de não terem tido tanta influência. Estou a lembrar-me, por exemplo, de Erasmo Carlos, Golden Boys, Celly Campello e seu irmão, Tony, Incríveis, Fevers, Renato e Blue Caps.

Mas ainda outros tiveram alguns êxitos por cá: Silvinha, Martinha, Wanderlea, Trio Esperança, Jet Blacks, Jordans, Leno e Lilian, Ronnie Von, Jerry Adriani, Brazilian Bitles. Menos conhecidos, mas de que eu também gostava apareceram os Brazões, Galaxies, Luizinho e seus Dinamites, VIPs...

Cortesia de Jovem Guarda

domingo, 4 de janeiro de 2009

CELLY CAMPELLO


PARLOPHONE - LMEP 1140 - 1962 - edição portuguesa

A Lenda Da Conchinha - Ordens De Mais (Too Many Rules) - Juntinhos (Together) - Flamenco Rock

sábado, 25 de outubro de 2008

CELLY CAMPELLO



EMI COPACABANA

CD 1

Banho de Lua (Tintarella Di Luna) - Túnel do Amor (Have Lips, Will Kiss In The Tunnel Of Love) - Hey Mama - Isso É Amor (That's Love) - O Jolly Joker (Der Jolly Joker) - Broto Já Sabe Esquecer - Muito Jovem (Just Young) - Presidente dos Brotos (That's All You Gotta Do) - Tchau Baby Tchau (Angel Of Love) - Meu Pranto A Deslizar (As Tears Go By) - Marquei Encontro Com Você, Em Meus Sonhos - Handsome Boy (Belo Rapaz) - The Secret - Canário (Yellow Bird)

CD 2

Estúpido Cupido (Stupid Cupid) - Lacinhos Cor de Rosa (Pink Shoe Laces) - A Lenda da Conchinha) - Broto Legal (I'm In Love) - Eternamente (Forever) - Querido Cupido - Grande Amor (Instant Love) - Não Tenho Namorado (Ain't Got No Steady Date) - Hey! Ex-Amor - Mal.Me-Quer (Please Don't Eat The Daisies) - Unchained Melody - Little Devil - Bonnie e Clyde - Diz Que Me Amas (Tell Me That You Love Me)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

BANHO DE LUA


PARLOPHONE LGEP 4021

Querida Mamãe – Grande Amor – Banho de Lua - Frankie

Este post também poderia chamar-se: “Vem aí Tempestade!...

A Aida encontrou o disco no boteco do costume, trouxe-o para casa, mostrou-o, e ele ficou a olhar com um sorriso, diga-se feliz: “eh pá! há quanto tempo!...”.

Pela Celly Campello pode-se chegar a Tom Waits, a Peter Paul and Mary, a Bruce Springsteen, a Tom Paxton, a Hank Williams, a Jacques Brel, a Adriano Correia de Oliveira, à “Oratória de Natal” de Bach, ao concerto “Alla Rustica” de Vivaldi , e por aí fora?

Ele pensa que sim, mas é um tipo de pouca confiança. Não será politicamente correcto, mas também no tempo do “Banho de Lua” ninguém sabia o que isso era. Sabia-se que as coisas eram, aparentemente, fáceis, se resolviam nos que estavam do lado do regime e os que estavam contra, os que eram do Benfica e os que eram do Sporting, o Porto era apenas um clube de aldeia que, como dizia o Zé do Boné, logo que entrava na Ponte D. Luís, já estava a perder.

A Celly Campello – outras e outros – fazia o traço de união entre os dois lados, o resto era uma taça de vinho branco, um bolinho sortido da “Fábrica Triunfo” - as raparigas ficavam sempre com os de chocolate e as bolachas de baunilha…

Todos gostaríamos que os nossos amigos pensassem como nós, fossem do mesmo clube, gostassem dos mesmos livros, dos mesmos filmes, das mesmas músicas, mas isso é a história das nossas vidas.

A família acontece-nos, os amigos escolhem-se, dizia o BB no tempo em que era BB. Mas não havia hostilidade, antes uma compreensão que inexplicavelmente – ou talvez não - viemos mais tarde a perder.

A malta da rua, a malta do bairro era um todo e, juntos, íamos ao futebol, ao cinema, à praia, aos bailes. Talvez isto desse mestrado numa qualquer universidade privada – se, tardiamente, muito tardiamente mesmo, o governo não as estivesse a encerrar.

Os filhos interrogam-no como foi possível termos ouvidos para isto. Foi possível, pois então! Os filhos deles hão-de dizer o mesmo das músicas e intérpretes, que eles ouviram, que ouvem.

Sempre assim foi e assim será, se o capitalismo selvagem deixar. Era esta a música que tocava nos nossos gira-discos e, sabe, que não se pode passar uma esponja por tudo isto, que não se pode esquecer, nem ignorar.

Do mesmo modo que não se esquece a criada feiinha da avó materna que, na luz escura da manhã, lhe ensinou os primeiros passos por um corpo e o espanto que lhe ficou depois daí os vidros partidos a jogar à bola, as laranjas roubadas ao merceeiro da esquina, andar à boleia nos eléctricos.

Meninos, a vida é isto e também mau gosto musical, livros do FBI, editados pela Agência Portuguesa de Revistas, filmes de última gaveta, cobardias várias, o gajo que viu na rua roubar o velhote e não mexeu uma palha, e quando o podia fazer, com um qualquer medo que não sabe, não quer explicar, e vem-lhe ainda à memória o intelectual que lia “A Bola” às escondidas, porque entendia pecaminoso gostar de a ler e que disso soubessem, o cunhado que esperava que os putos fossem para a cama e, no silêncio da casa adormecida, deliciar-se com os álbuns de Banda Desenhada.

Poderia ter visto o disco e assobiar para o lado, mas sabe que não ficaria bem se não dissesse que esta música o tocou e - why not? - ainda toca. Apetece-lhe lembrar Álvaro de Campos, e pede desculpa aos puristas por trazer o Álvaro de Campos quando está a falar da Celly: “Nunca conheci quem tivesse levado porrada, todos os meus amigos têm sido campeões em tudo".

Talvez houvesse mais qualquer coisinha a acrescentar, mas não quer maçar os viajantes blogue e também porque em caminho já se pôs a trautear:

“Tomo um banho de lua, fico branca como a neve, seu luar é meu amigo, censurar ninguém se atreve".

Como então se dizia, logo que o disco arrancava: “A menina Dança?”

Em tempo – Conseguem imaginar tudo isto?

Se estiverem para aí virados, Mr. Mouse, em http://ratorecordsblog.blogspot.com/ ,em tempos, publicou 3-Antologias-3 da Celly Campello, também uma do irmão, o Tony Campello. Os links já não estão disponíveis, mas se lhe pedirem por e-mail, na volta do correio, terão os ficheiros em casa. Depois é só ouvirem…

No fim de tudo podem mandar o escriba tomar os comprimidos calmantes que tem esquecido ou pedirem à família que lhe proporcionem um internamento urgente.

Colaboração de Gin-Tonic

terça-feira, 8 de abril de 2008

MAIS JOVEM GUARDA


Esta é uma caixa de 5 CDs comemorativa dos 30 anos da Jovem Guarda. Só a comprei por causa da versão de "O Calhambeque" de Caetano Veloso, já que abomino "sucessos originais regravados" como é o caso.

Para repôr a verdade, o meu amigo Marcelo Fróes está a coordenar no Brasil uma série de relançamentos da Jovem Guarda nas suas versões originais.

QUEM NÃO GOSTA DA JOVEM GUARDA?


O Ritmo Da Chuva (Rhythm Of The Rain) - Demétrius (1970)
Faça Alguma Coisa Pelo Nosso Amor - Vips (1967)
Tema Para Jovens Enamorados (Theme For Young Lovers) - Jet Black's (1966)
Perto Dos Olhos, Longe Do Coração - Marcos Roberto (1981)
O Milionário (The Millionaire) - Incríveis (1960)
Dominique - Giane (1960)
A Volta - Vips (1977)
Não Presto Mais Te Amo - Demétrius (1967)
Vá Embora Daqui - Marcos Roberto (1967)
Menina Linda (I Should Have Known Better) - Vips (1965)
Cavalgada- Incríveis (1970)
Roda Gigante - Arturzinho (1960)
Professor Apaixonado - Nilton César (1960)
Filme Triste (Sad Movies) - Demétrius (1970)
Corina, Corina - Demétrius 81963)
É Tão Fácil Dizer - Marcos Roberto (1977)
El Relicário - Clevers (1960)
Amor, Amor, Amor - Marcos Roberto (1981)
Rock Do Saci - Demétrius (1963)
Pombinha Branca - Joelma

Claro que há discos melhores!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

CELLY CAMPELLO A VERMELHO


PARLOPHONE - LGEP 4013 - edição portuguesa (s/data)

Estúpido Cupido/Stupid Cupid (Neil Sedaka/Howard Greenfield/Fred Jorge) - The Secret (Joe Lubin/I.J. Roth) - Túnel do Amor/Have Lips Will Kiss In The Tunnel Of Love (Patty Fisher/Bob Roberts/Fred Jorge) - Muito Jovem/Just Young (Lya S. Roberts/Fred Jorge)

Adquirido pelo irmão mais velho em Pereiras, aldeia do Vale do Vouga, no dia 04 de Setembro de 1960.